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Conheça o Festival das Estações Música Brasil

  Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Festival anunciado em São Paulo conta com excelentes artistas da nova geração da música brasileira.

 

Se por um lado 2017 tem sido um ano cheio de grandes discos lançados no mundo da música, por outro, tem sido um belo ano aqui no Brasil quando falamos em festivais.  E pra confirmar isso, a Agência Pindorama anunciou no último domingo (09), a primeira edição de inverno do Festival das Estações da Música, que prestigia artistas nacionais da nova geração.

BRAZA – Que recentemente lançou álbum novo; Tijolo por Tijolo -, francisco, el hombre, R.Sigma, Vivendo do Ócio, Carne Doce e NDK  vão animar o evento que acontecerá em São Paulo, dia 25 de agosto. Além dos seis ótimos nomes, DJ’s trarão em seus sets artistas como Tim Maia e Caetano Veloso.

Os valores dos ingressos variam entre R$ 30,00 e R$ 80,00 (meia entrada) e podem ser adquiridos online no Clube do Ingresso ou em pontos de vendas físicos, confira aqui.

 

 

 

 

 

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Lista: 32 Álbuns de Junho pra ouvir agora!

  Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Entre materiais nacionais e internacionais, listamos os principais discos lançados em junho. Em duas coisas temos que concordar riffeiros, uma é que 2017 está voando, já chegamos ao fim do primeiro semestre, e a segunda é que esse tem sido um ano de muitos e – grandes -lançamentos no mundo da música.

O mês de junho nos surpreendeu com rock, pop, hip-hop; com bandas retornando, outras estreando…  Definitivamente foi um mês lindo pra quem gosta de música.

Vamos conferir a lista de novidades, e ao final, conta pra gente de qual você curtiu mais, e qual você não aguenta mais esperar que saia. Divirta-se.

  1. Braza – Tijolo por Tijolo

Para se estabelecer de vez, a banda Braza lançou seu segundo disco. “Tijolo por Tijolo” é uma mistura incrível de rock, reggae, rap e letras com grande apelo social. O Riff  já falou desse belo trabalho do grupo carioca, e você pode conferir tudo na nossa Resenha e ouvi-lo logo abaixo.

  1. Halsey – Hopeless Fountain Kingdom

A estadunidense Ashley Nicolette Frangipane, mais conhecida como Halsey, divulgou seu segundo álbum de estúdio, intitulado “Hopeless Foutain Kingdom”.  Com boa repercussão, o pop do seu novo trabalho estreou no topo da Billboard.

  1. Beach Fossils – Somersault

“Somersault” é o quarto álbum da banda e é sem dúvida o melhor já produzido. Trazendo consigo a marca registrada da Beach Fossils em sua sonoridade – um jungle pop com indie rock, numa releitura do som dos anos 60.  Bom disco.

  1. Alt-J – Relaxer

Depois de três anos sem material inédito, o Alt-J veio diferente com o seu “Relaxer”. Vozes em loop, momentos de psicodelia e arranjos um tanto minimalistas compõem o álbum. Ouça:

  1. Rancid – Trouble Maker

Aquele punk rock que nós adoramos. O Rancid disponibilizou no último dia 09 o seu excelente nono disco de estúdio, intitulado “Trouble Maker”. Ouça abaixo.

  1. Rise Against – Wolves

Lançado no dia 09, “Wolves” é o mais novo trabalho da banda, que conta com a produção de Nick Raskulinecz, conhecido por já ter trabalhado com a Stone Sour. O punk rock do Rise passou pelas terras brasileiras esse ano, quando tocaram no Maximus Festival, e o Riff esteve lá. Você pode conferir tudo o que rolou na nossa Cobertura do Evento.

  1. Katy Perry – Witness

Com 15 faixas, e participações de Migos e Nicki Minaj, Kate lançou, sem muito brilho, “Whitness”, seu quinto álbum.

  1. Chuck Berry – CHUCK

Uma pena termos de nos despedir de músicos brilhantes como Chuck. Um gênio nas guitarras e com inúmeros hits, como “Johnny B. Goode” e “Roll Over Beethoven”, Chuck nos deixou em 18 de março de 2017.

Mas com certeza seu nome vai ser lembrado pra sempre como um astro, e seu álbum póstumo vai nos ajudar com isso. Ouça “Chuck” e mantenha viva a memória do músico.

  1. Phoenix – Ti Amo

“Ti Amo” é com certeza um dos discos mais legais lançados esse ano. Depois de quatro anos sem material inédito, o Phoenix está de volta em clima de romance, paixão e muito dança. Ouça e nos conte o que achou.

  1. Cigarettes After Sex – Cigarettes After Sex

O Cigarrettes é uma banda com grande potencial dentro do indie pop. E por isso seu mais novo trabalho, homônimo, foi tão esperado por todos.

O som é ambientado em melancolias, sexo, reflexões, mas num todo, mesmo que não seja ruim, decepciona um pouco com sua monotonia. Ouviu? O que achou?

  1. Young Thug – Beautiful Thugger Girls

Além de seu tradicional hip-hop e trap, Young Thug apresentou em sem primeiro álbum de estúdio, “Beautiful Thugger Girls”, influência do R&B. São 14 faixas de um excelente disco.

  1. Lorde – Melodrama

A jovem Lorde lançou em junho o que pode ser o favorito a levar o prêmio de álbum pop do ano.

“Melodrama” é o segundo disco da cantora e é excelente. Vale a pena ouvir.

  1. Mallu Magalhães – Vem

Primeiro trabalho inédito em seis anos, “Vem”, é um compilado de influências da música brasileira. Samba, MPB, jovem guarda, ambientam o novo álbum da paulista Mallu Magalhães.

  1. Bratislava – Fogo

Com participação de Gustavo Bertoni – Scalene -, a Bratislava lançou “Fogo”, um dos bons discos nacionais lançados até aqui.

  1. Esteban Tavares – Eu, Tu e o Mundo

Tavares vinha soltando uma faixa por semana até o dia 09, quando finalmente disponibilizou seu terceiro disco na íntegra. “Eu, Tu e o Mundo” chega pela gravadora Sony Music, e está disponível em todas as plataformas digitais.

  1. Royal Blood – How Did We Get So Dark?

‎Mike Kerr e Ben Thatcher formaram em 2013 o Royal Blood arrebentando logo de cara com seu disco de estreia – Homônimo – (2014). Agora em 2017, o duo soltou o “How Did We Get So Dark?”, com dez faixas com a sonoridade característica do Royal e que o faz ser os dos ótimos nomes da nova geração do rock. Ouça.

  1. Fleet Foxxe – Crack-Up

Mais complexo, mais maduro e muito bem produzido. Esse é o novo disco do Fleet Foxes – Crack-Up. Após seis anos de hiato, o grupo volta com um excelente registro.

  1. Portugal. The Man – Woodstock

Cinco anos desde “Evil Friends”, Portugal. The Man está de volta com “Woodstock”, seu oitavo disco. Ouça abaixo.

  1. Dead Fish – XXV Ao Vivo em SP

No dia 09 o Dead Fish liberou o áudio do seu novo DVD “XXV Ao Vivo em SP”. São 34 faixas com vários sucessos da carreia da banda, e participações especiais de Braza e CPM 22.

  1. DJ Khaled – Grateful

Com Rihanna, Alicia Keys, Beyoncé, Travis Scott e outros, DJ Khaled liberou no dia 23 seu mais novo disco, intitulado “Grateful”.

  1. Radiohead – OK Computer: OKNOTOK 1997-2017

No dia 23 o Radiohead lançou uma edição comemorativa de 20 anos de um de seus mais belos álbuns. O disco intitulado “OK Computer: OKNOTOK 1997-2017” tem todas às vinte faixas presentes na primeira versão, agora remasterizadas. Ouça.

  1. Imagine Dragons – Evolve

Contagiante como sempre, mas ainda necessitando de evolução – parecem perceber e tentar isso – o Imagine Dragons chega com o seu mais novo álbum – Evolve. Se esse não é uma obra prima, ao menos ficamos na expectativa de que se arrisquem mais no próximo disco.

  1. Beach House – B-Sides and Rarities

“B-Sides and Rarities” é um coletânea com sobras do Beach House. São quatorze faixas, muitas já conhecidas pelo público como “Saturn Song” e a versão de “Play The Game”, do Queen.

  1. Ana Gabriela – EP Do Quarto pro Mundo

Com quatro faixas e produção de Tó Brandileone, do 5 a Seco, o primeiro trabalho da paulista Ana Gabriela está disponível em todas as plataformas digitais depois de ter feito grande sucesso em seu canal no youtube.

  1. Curumin – Boca

“Boca”, conta com treze faixas e com uma incrível pluralidade de assuntos. O Quarto álbum da carreira solo de Luciano Nakata, o Curumin, traz em suas composições reflexões sobre diversos aspectos da sociedade e nossas interações pessoais.

  1. Jay-Z – 4:44

Com surpresa e polêmica, Jay-Z liberou no dia 30 com exclusividade no serviço de streaming Tidal – do qual é dono – o disco “4:44”. No registro o rapper conta com as colaborações de Frank Ocean, Damian Marley e Gloria Carter, mãe do cantor. Acesse o link abaixo caso queira se inscrever no serviço e ouvir novo som do rapper.

http://tidal.com/us

  1. Stone Sour – Hydrograd

Quinze faixas compõem o”Hydrograd”, sexto álbum da banda Stone Suor,  liderada por Corey Taylor.

Depois de quatro anos sem material novo, mas que vem em constate evolução, a Stone Suor mostra um trabalho mais maduro e bem produzido. Ouça.

  1. Belga – Âmbar

 “Âmbar” é o segundo EP da carreira da banda Belga. Depois de se passarem pouco mais de um mês de seu primeiro EP homônimo, Âmbar é mais um registro de ótima qualidade de um rock alternativo muito bem produzido. Ouça:

  1. Boogarins – Lá Vem a Morte

Psicodélico e agora mais do que nunca experimental, o Boogarins lançou “Lá vem a Morte”, o seu excelente segundo disco de estúdio. Ouça abaixo.

  1. Gorduratrans – Paroxismos

Barulhento e com uma qualidade ímpar. Esse é o segundo disco da carreira dos cariocas da Gorduratrans – Paroxismos. Ouça e prestigie o excelente registro dos caras.

  1. All Time Low – Last Young Renegade

Dois anos após “Future Hearts”, All Time Low disponibiliza novo material inédito. “Last Young Renegade” traz dez faixas e você pode conferir na íntegra no link abaixo.

  1. Big Boi – Boomiverse

O rapper Big Boi, do Outkast, acaba de lançar seu terceiro álbum solo — Boomiverse. São doze faixas no disco, que conta com participações de artistas como, Adam Levine do Maroon 5e Snoop Dogg.

 

 

 

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Lançamentos

Royal Blood, Lorde, Bratislava… 8 lançamentos da semana que você precisa ouvir!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

A última semana foi definitivamente uma das mais movimentadas no mundo da música em 2017. Com o destaque para sexta feira (16), onde muita coisa foi divulgada. O RIFF preparou uma lista bem interessante. Dá uma olhada!


Royal Blood – How Did We Get So Dark?

Depois de fazer muito barulho com seu primeiro álbum homônimo, o Royal Blood não sentiu a pressão pelo segundo, e divulgou nessa sexta-feira (16) o excelente “How Did We Get So Dark?”. Muito aguardado, o segundo trabalho do duo manteve um pouco da essência do seu antecessor, mas trazendo um pouco mais de melodia às canções e evidenciando ainda mais os vocais de Mike Kerr. “Lights Out”, “Hook, Line&Sinker” e “I Only Lie When I Love You”, são singles do disco. Ouça:

Portugal. The Man – Woodstock

Depois de já terem liberado as faixas “Number One”, “Feel It Still” e “Noise Pollution” e “So Young” o grupo americano divulgou também na sexta-feira (16) seu oitavo disco de estúdio, intitulado “Woodstock”. A quem diga que Portugal falha na coesão no disco novo, que exageram na amplitude de influências, som e conceitos trazendo a sensação de ser várias bandas em uma só; isso talvez seja verdade, mas não vai comprometer seus ouvidos. Bom álbum.

Lorde – Melodrama

A neozelandesa de apenas vinte anos, Lorde, também escolheu a sexta-feira (16) para liberar seu segundo disco. “Melodrama” é mais um excelente registro de uma artista que tão cedo não vai errar. Melodrama é cheio de experimentações e conceitos que só Lorde conseguiria expor. Ouça!

 Bratislava – Fogo

Lançamento é bom, mas lançamento NACIONAL é muito melhor. E quem se encarregou de nos dar essa alegria foram os paulistas da Bratislava. “Fogo” é o terceiro disco do grupo e mantém a ótima qualidade de produção que tínhamos visto em seu antecessor “Um Pouco Mais de Silêncio” (2015). Ouça e prestigie a música brasileira.

Nickelback – Feed The Machine

E olha só amigo riffeiro, os ora amados, ora odiados, do Nickelback surpreenderam ao divulgar na última sexta-feira (16) “Feed The Machine”, seu mais novo trabalho que conta com 11 músicas. Pra surpreender ainda mais, recentemente Chad Kroeger, vocalista do grupo, polemizou ao falar que o Stone Sour estava tentando ser o Nickelback. Concorda? Curte o grupo? Ouça e nos diga o que achou?

Belga – Âmbar

Já falamos o quanto curtimos música brasileira. E o segundo lançamento brazuca dessa lista vem lá de Brasília. “Âmbar” é o segundo EP da carreira da banda Belga. Depois de se passarem pouco mais um mês de seu primeiro EP homônimo, Âmbar é mais um registro de ótima qualidade de um rock alternativo muito bem produzido.

Fleet Foxes – Crack-Up

Depois de seis anos em hiato, o Fleet Foxes volta à cena com novo disco, intitulado “Crack-Up”. E se engana quem achou que essa pausa foi pra descanso. Ao ouvir o novo registro fica evidente que o tempo longe dos palcos serviu para Robin Pecknold, frontman do grupo, amadurecer seus conceitos. Ótimo trabalho. Ouça!

Clarear – Camaleão

Encerrando essa lista, temos “Camaleão”, EP de estreia dos cariocas da Clarear. Brenno Ottoni e Roger Santana, membros do grupo, já apareceram na cena carioca com a extinta Unify. Agora com a Clarear, eles propõem novos conceitos, influências e sonoridade. Ouça e prestigie.


Além dos álbuns, também tivemos alguns singles lançados. São eles, Walking The Wire, do Imagine Dragons, The Man, do The Killers, The Way You Used To Do, do Queens Of The Stone Age, Creature Confort, do Arcade Fire, Don’t Matter Now, do George Ezra, All Can Think About Is You, do Coldplay.

É, riffeiros, não brincamos quando falamos que a semana foi recheada. Muita coisa boa! Agora conta pra gente qual você mais curtiu e comenta qual álbum você não aguenta esperar mais pra sair.

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Resenha

Resenha: Esteban + Elektra + Tay Galega @Democráticos

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa | Fotos: Natalie Oliver

Saudações riffeiro! No sábado da última semana (12/11), estivemos no Democráticos Social Club, na Lapa, prestigiando mais um evento promovido pela Cena Rock Produtora, uma das mais atuantes no Rio de Janeiro. O evento celebrava o segundo aniversário da produtora, que escolheu Esteban Tavares (com a turnê “Saca La Muerte de Tu Vida”), Elektra (com a turnê de Lançamento do EP “De Volta Na Terra”) e Tay Galega (com a turnê de lançamento “O Tempo Voa”) pra comandarem o show.

O palco do Democráticos não foi escolhido por acaso, a produção do show contava com a presença de um bom público, tendo em vista principalmente o excelente evento realizado quatro meses antes, com o mesmo Esteban, em uma outra casa de show tradicional do Rio. O ambiente era agradável, o espaço interessante, a qualidade de som era boa e a proposta da casa tornava o show bem intimista. Infelizmente, no entanto, o público não compareceu em peso. Mas isso não impediu de ser uma noite bem interessante.

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Tay Galega e Esteban @2016

Já era fim de tarde quando Elektra subiu no palco. Pra quem não a conhece, ela iniciou sua carreira em 2007 com a banda Fake Number, de onde saiu em 2010 pra dar inicio ao seu projeto solo. No show, a cantora se mostrou bem à vontade com o público, que por outro lado a recebeu bem e cantava junto. Sua participação teve como ponto alto a música “Memória Seletiva” que tem Leo Ramos (Supercombo) parceiro na composição, a canção sem mostra com uma pegada bem pop, com melodia e letra fáceis de grudar na cabeça. A paulista ainda arriscou um cover de “Bang” da Anitta.

A segunda apresentação ficou por conta da cantora e compositora Tay Galega. Natural de Blumenau (SC) e atualmente com 23 anos, ela já aparece com uma das boas revelações de 2016 e deve pintar forte no ano que vem. Cantando músicas de sua carreira, que tem uma vibe reggae/pop e com influências em Armandinho e Natiruts, a catarinense comandou com muita simpatia o show. Com sua namorada presente durante quase todo o tempo no palco, criou-se um clima bem romântico. Prato cheio pra um público que foi fiel às canções da Tay.

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Esteban @2016

Pra encerrar com chave de ouro a comemoração, Esteban subiu no palco. Pra delírio dos fãs. O músico gaúcho que se recupera de uma cirurgia na perna, e que por isso estava há algumas semanas sem tocar, aparece pela segunda vez em quatro meses no Rio de Janeiro. Em agosto, em outro evento da Cena Rock, o colorado fez um grande show no Teatro Odisseia. E diferente desse show, onde Tavares resenhava bastante sobre sua vida e suas letras entre uma canção e outra criando uma interação muito grande com o público, no Democráticos ele optou por buscar um ambiente mais vibrante, e engatou uma música atrás da outra. Músicas essas que flutuaram por toda sua carreira. Não era de se esperar menos do que um grande coro do público. E foi isso que ouvimos durante toa a apresentação, o público muito ativo nas canções. A apresentação ainda contou com a presença da Tay cantando uma música de sua autoria junto com Esteban.

Como a própria Cena Rock fala, ela está ali pra levantar a cena carioca, sejam bandas, sejam casas de show. Depois de dois anos promovendo belos eventos, fica aqui nossa dica, acompanhem o trabalho dos caras. E que muitos outras como esse venham.

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Riffeiro, a gente sempre procura os melhores shows e eventos pra mostrar pra vocês que nossa música vive. E vive bem. Então não esquece de seguir a gente nas redes sociais e ficar por dentro do que está rolando por aí. Contamos sempre com vocês!

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Lista: 11 álbuns de outubro pra ouvir agora!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Entra mês, sai mês e nós do Canal RIFF ficamos garimpando o que de melhor foi lançado na música – pelo menos para os nossos ouvidos. Separamos uma lista aqui com os novos álbuns que outubro nos trouxe. E foi mais um mês com belos lançamentos, inclusive com grandes nomes nacionais. Confere que tá demais!


1. Fresno – A Sinfonia de Tudo que Há

Em outubro a galera da Fresno surpreendeu todo mundo lançando “A Sinfonia de Tudo que Há”, seu sétimo disco. Os caras fizeram todo o trabalho na calmaria, sem nem mesmo falar que estavam produzindo. Mas embora não tenham feito alardes na produção, isso acontece agora, após o lançamento; o projeto dos caras chega bem amadurecido. É com certeza um dos melhores da banda.

2. Ventre – Ao vivo no Méier

Os cariocas da Ventre foram até o Imperator, no Rio de Janeiro, para gravar seu primeiro DVD por lá – em um dos eventos mais tradicionais da cena carioca, o Rio Novo Rock. Marcada por belas performances ao vivo, Ventre já se consolida como um dos bons nomes do novo rock. Chega, e diz aí se não vale a pena ouvir esse som.

3. Sabotage – Sabotage

13 anos após seu falecimento, Sabotage, um dos maiores nomes do rap nacional, é homenageado com álbum póstumo de mesmo nome. Cheio de participações, como as de Negra Li e Rappin’ Hood, o segundo disco do grande Sabotage é um excelente presente pra música – e foi tema de reportagem aqui no site!

4. Kaiser Chiefs – Stay Together

Dizem que o reino Unido é o berço do Indie, e concordamos que de fato vemos grandes nomes no estilo vindos de lá. O Kaiser Chiefs é um exemplo disso. Apareceu muito forte nos anos 2000 com o tradicional indie rock inglês e conquistou muitos fãs mundo afora. Mas nesse novo trabalho, a banda decidiu mudar um pouco o estilo. “Stay Together” tem uma pegada bem mais dançante, com elementos eletrônicos e bem mais pop que o de costume. É um bom disco. Mas pra quem curte o som antigo da banda talvez não curta tanto.

5. Two Door Cinema Club – Gameshow

Quem vai ao Lollapalooza em 2017 tem a chance de conhecer um pouco mais do Two Door Cinema Club. Os caras lançaram em outubro o terceiro álbum da carreira. Ouça “Gameshow” e conta pra gente o que achou.

6. Kings Of Leon – Walls

Walls” foi lançado em outubro e levou os Kings Of Leon direto para o topo da Billboard. Os caras ousaram mudar a sonoridade e parecem ter acertado em cheio.

7. Green Day – Revolution Radio

Outra banda quem tem recebido boas críticas, o Green Day lançou “Revolution Radio”. Depois de quatro anos sem material inédito, a banda liderada por Billie Joe Armstrong foi ao topo da Billboard 200 com o novo trabalho. O álbum que é cheio de críticas sociais e políticas, tenta trazer de volta a sonoridade punk rock do inicio da carreira do Green day. Vale ouvir e esperar que os caras pintem por aqui em turnê.

8. KoRn – The Serenity Of Suffering

O belo “The Serenity Of Suffering” do KoRn foi bem recebido e conta com a grande participação de Corey Taylor, do Slipknot. Uma volta marcante pra banda – que não lançava um álbum desde 2013. Vale ouvir.

9. Jimmy Eat World – Integrity Blues

Mais uma para quem quer se ambientar com o Lollapalooza 2017. Os alternativos da Jimmy Eat World lançaram seu nono disco, o “Integrity Blues”.

10. The Pretenders – Alone

Décimo primeiro álbum da carreira do The Pretenders, “Alone” chega depois de oito anos sem a banda lançar material novo. O disco ainda conta com a participação do vocalista do The Black Keys, Dan Auerbach.

11. Sportfreunde Stiller – Sturm & Stille

O power trio alemão Sportfreunde Stiller lançou em outubro “Sturm & Stille“, seu sétimo álbum de estúdio. Uma ótima comemoração pelos 20 anos da banda, completados justamente em 2016. Vale a pena conhecer esse rock alternativo cantado em alemão.


E aí, riffeiros, curtiram? Faltou algum? Conta pra gente o que estão ouvindo. E aproveita e segue o RIFF lá no Spotify.

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Lista: 14 álbuns de agosto e de setembro pra você ouvir agora!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Estamos na metade de outubro, o fim do ano já se aproxima, mas ainda vale (e como vale) olhar para trás e ver o que de legal foi lançado nos últimos meses. Para quem quer buscar música nova, separamos alguns álbuns dos meses de agosto e setembro. Todos disponíveis em streaming pra você ouvir à vontade. Vale destacar o grande trabalho de bandas nacionais nesses dois meses.

1. Inky – Animania
Começamos com o grande “Animania”, segundo álbum dos paulistas da Inky. Lançado em 26 de agosto, o trabalho aparece forte em um ano muito bom pra música nacional. Com letras bem vivas, arranjos e melodias bem elaboradas e propondo espaço pra cada instrumento dar seu show a parte, Animania chega com tudo pra ser um dos grandes álbuns de 2016.

2. O Terno – Melhor do Que Parece
Mais uma “brazuka” vinda de São Paulo, a banda O Terno acabou de produzir seu terceiro álbum intitulado “Melhor do que Parece”. A banda que já tem um som bem original chega com seu novo trabalho influenciado no que parece ser um rock “das antigas”.

3. Carne Doce – Princesa
Você com certeza deve ouvir o som que a Carne Doce está trazendo. Intitulado “Princesa” o novo álbum da banda goiana é além de tudo um sopro de alegria pros ouvidos, com muito psicodelismo, rock, MPB e a linda voz de Salma Jô.

4. Bayside – Vacancy
Sétimo álbum da carreira da Bayside, “Vacancy” não chega com status de espetacular, mas mantém a expectativa de que é mais um álbum interessante pra quem curte pop/punk daqueles com melodias fáceis de memorizar.

5. Dinossaur Jr. – Give a Glimpse Of What Yer Not
A excelente Dinossaur Jr lança depois de quantro anos o seu novo trabalho “Give a Glimpse Of What Yer Not”. Um rock alternativo sem grandes inovações, porém muito bom de ouvir.

6. Young The Giant – Home of The Strange
O indie rock do Young The Giant aparece mais maduro nesse novo álbum, “Home of The Strange“. Ainda que não tenham ousado tanto na sonoridade, é um bom terceiro disco de estúdio.

7. Jeff The Brotherhood – Zone
Esse simples redator que vos fala é suspeito pra falar dessa dupla. Chegando com o seu décimo álbum de estúdio, e com muito psicodelismo, “Zone” é mais um ótimo projeto do Jeff The Brotherhood. Ouça que vale muito a pena.

8. Thee Oh Sees – Weird Exits
Depois de oito anos na Estrada o Thee Oh Sees lança o seu décimo trabalho. “Weird Exits” é ótimo como um rock de garagem com pegadas interessantes de psicodelia. Projeto muito interessante!

9. Medulla – Deus e o Átomo
Mais um disco bastante aguardado no ano, o “Deus e o Átomo” do Medulla, vem com grandes participações, tais como Marcelo D2 e Teco Martins. Mais um sopro de felicidade pra música nacional.

10. Francisco, El Hombre – Soltasbruxa
Falamos no inicio do artigo sobre o destaque que daríamos a música nacional, acredito que você esteja percebendo o quanto isso é verdade. Mais um excelente lançamento “brazuka”. Francisco, El Hombre e seu “Soltasbruxa” aparecem com muita influência na MPB e música latina. Fique de olho nesse grupo e aproveite esse som foda!

11. Blues Pills – Lady In Gold
Uma dica de longe, lá da Suécia. “Lady in Gold” é um achado interessante. Com muita psicodelia e cheio de riffs esse é novo trabalho do Blues Pills.

12. K.Flay – Crush Me
Fugindo um pouco do rock mais rock, falamos da K.Flay e seu EP “Crush Me”. Uma mistura de pop, rock e rap e uma voz bem particular e gostosa de ouvir da Kristine Meredith Flaherty.

13. Bon Iver – 22, A Million
Com muita pegada eletrônica, o terceiro álbum do Bon Iver foi lançado em setembro. Há quem diga que tanta influência eletrônica descaracterize demais o som do grupo. O fato é que o novo projeto precisa ser muito bom pra seguir os passos de seu antecessor, o ótimo “Bon Iver, Bon Iver” de 2011. Ouça “22, A Million” e tire suas conclusões.

14. The Baggios – Brutown
Mais um disco que conta com participações especiais é o “Brutown” do The Baggios. Emmily Barreto (Far From Alaska), Felipe Ventura (Baleia), Jorge Du Peixe (Nação Zumbi) e mais, Cantam com o grupo que já um dos bons nomes do novo rock nacional. Tá demais!


E aí riffeiros, curtiram? Quais destes já ouviram? Quais ficaram fora da lista? Conta pra gente e aproveita para seguir o RIFF lá no Spotify!

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Resenha de Álbum

Resenha: As muitas participações especiais em “Rogério”, do Supercombo

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Surgida em Vitória–ES e consolidada em São Paulo, a Supercombo é uma daquelas bandas difíceis de cravar um estilo, e como sugere seu nome, é formada por diversas vibes e influências com seus músicos. Léo Ramos (Voz e guitarra), Pedro Ramos (Guitarra e voz), Carol Navarro (Baixo e voz), Paulo Vaz (Teclado e efeitos) e Raul de Paula (Bateria) estão na ativa desde 2007, e hoje em 2016 aparecem como uma das grandes bandas do novo cenário do rock nacional, já tendo se apresentando inclusive em grandes eventos como no Lollapalooza e no Planeta Atlântida.

No final de Julho o quinteto lançou seu quarto álbum de estúdio intitulado Rogério, que deixou um pouco pra trás o indie rock convencional do seu antecessor Amianto e deu vez a uma grande mistura de elementos, gêneros e peso nas guitarras. Se por um lado, no entanto, Amianto foi o marco do amadurecimento da banda, com letras extremamente elaboradas, harmonias imprevisíveis levando a banda ao patamar de banda das mais relevantes da nova geração, Rogério chega pra consolidar ainda mais isso.

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A começar pelo seu nome, Rogério, já desperta a curiosidade em saber quem seria esse sujeito. E aos poucos o álbum vai nos mostrando que Rogério seria a personificação de uma junção de diversos sentimentos, especificamente, como Léo já falou, ele seria aquele lado ruim de cada pessoa. E assim podemos esperar grandes composições mais uma vez.

Cheio de grandes participações, o álbum começa com “Magaiver” com melodia e refrão bastante marcantes, especialmente pela voz da baixista Carol Navarro cantando letras que já mostram os dilemas um tanto existencialistas propostos. A música conta ainda com os irmãos Keops e Raony da banda Medulla cantando um rap no final.

A Piscina e o Karma”, segunda música, conta com a participação de Emmily Barreto vocalista do Far From Alaska. E com uma levada reggae e timbres bem dramáticos cadenciando com pesos nas guitarras e berros, o duo manda ver em um clima bem tenso.

Bonsai” aparece cheio de autocríticas, bem existencialistas, com riffs animais e cheia de peso. Essa música, inclusive, foi muito bem recebida pelo público, e embora a banda não confirme hoje ela aparece como uma das favoritas a se tornar single.

Grão de Areia” vem cheio de intensidade, uma bateria ditando o ritmo com contratempos muito bem elaborados e com um refrão marcado pela voz de Gustavo Bertoni da banda Scalene.

Em uma harmonia mais densa “Monstros” possibilita uma interpretação vocal que remete à vibe do disco anterior, cheio de melodrama, e Mauro Henrique do Oficina G3 explora bem isso e usa muito bem sua voz potente.

Depois de “Embrulho” e “Morar”, Supercombo recebe Lucas Silveira da banda Fresno e tocam “Bomba Relógio”, música bem melódica e que tratam de forma bem sádica o tal Rogério. Na mesma levada aparece “Jovem”.

O gigante Sergio Britto do Titãs chega com um rock and roll cheio de dramaticidade em ”Eutanásia”. Continuando com as criticas do álbum, essa música desvenda ainda mais o personagem principal e esse ganha ainda mais sentido. Logo em seguida o personagem principal aparece e “Rogério” detona na letra.

O álbum fecha com “Lentes” e a bela voz de Negra Li. Um trabalho incrível com os violões, ainda com uma vibe de distorção nas demais cordas e uma letra que te faz querer ouvi o disco todo de novo.

A Supercombo depois de entrar na realidade paralela do Superstar e mandar muito bem por lá, voltou ao mundo real e assimilou bem o que tinha que fazer pra despontar. Não é por menos que Amianto teve uma turnê com mais de 120 shows e seu single “Piloto Automático” foi a segunda música mais compartilhada no Spotify em 2014. Agora com Rogério a banda deve trazer muita novidade aos fãs, contando com nova tour, lançamentos de lyrics videos, novo single.

É um baita lançamento nacional. É uma baita banda. Pode contar que a Supercombo de levar muita gente aos shows e às plataformas de streaming para ouvir as tantas reflexões do álbum.

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Resenha

Resenha: Esteban, No Time e Radioativa @Teatro Odisseia

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa | Fotos Gustavo Chagas

Tavares ficou conhecido principalmente por tocar na banda Fresno, onde ficou de 2006 a 2012. Mas antes disso, o músico gaúcho fundou a banda Abril (projeto que o fez receber o convite pra tocar na Fresno). Agradando muito na cena independente chegou a lançar em 2005 o álbum “O Que Te Faz Feliz?” e continuou com o projeto até o ano de 2013. Também participou do projeto “Trio Grande do Sul” onde tocava ao lado de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Paulino Goulart. Em 2012 ao anunciar sua saída da Fresno, Tavares focara totalmente no seu projeto solo intitulado Esteban. Trabalho que mostra a inquietude do gaúcho com a música, sempre buscando grandes desafios, e que mostra também o quão completo o músico se tornou.

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Em uma realização da Cena Rock Produtora, Esteban Tavares chega ao Rio de Janeiro com sua turnê “Saca La Muerte de Tu Vida”. Turnê que é baseada em seu mais recente álbum, de mesmo nome, e quem tem uma roupagem bem introspectiva, acústica com voz e violão e a participação de Paulinho Goulart no acordeom.

Em um Teatro Odisseia cheio Esteban Tavares, acompanhado de Paulinho Goulart, fez um acústico vibrante. Sim, você leu certo. Quem esteve na lapa no dia 6 de agosto viu um show com uma energia gigante. Mencionada por diversas vezes pelo próprio Esteban durante a noite, inclusive. Os muitos fãs do roqueiro amante cantaram juntos desde a primeira música. Pra contradizer àquela história de muitos de que o acústico não tem energia.

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O show começou com Esteban cantando Canal 12, hit do seu primeiro álbum “Adios Esteban” junto a um coro vindo do público que o próprio músico definiu como mágico”. Tavares fez um show bastante interativo, fazendo grandes pausas entre as músicas e contanto um pouco da história de cada uma. Foi interessante o medley que o músico propôs ao show, cantando músicas de vários momentos da carreira, incluindo Fresno e Abril. Quando tocou “O que te faz feliz” a galera foi de novo à loucura. O setlist não foi tocado por completo devido ao tempo, deixando de fora algumas músicas, mas com certeza foi um grande show e deixou uma baita expectativa sobre um possível volta de Esteban ao Rio.

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A abertura da noite ficou na responsabilidade das talentosas No Time e Radioativa. A primeira, No Time, com um pop rock alternativo de bom gosto, fez uma mescla de músicas autorais e covers bem tocados. A segunda, a carismática Radioativa, apresentou seu pop punk autoral também de muito bom gosto, e preparou muito bem a casa pra atração principal.

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Resenha

Resenha: The Shrine, Os Vulcânicos e Psilocibina @Teatro Odisseia

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

No último dia 4 de agosto a produtora Abraxas levou até o Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro, os californianos do The Shrine em mais um evento do rock psicodélico. O trio de Venice chega com sua primeira turnê no Brasil, e depois de fazer barulho em Belo Horizonte, Florianópolis e São Paulo aterrissaram na Cidade Maravilhosa para dois shows intensos (antes, dia 3, a banda já havia tocado na Praça Duó, na Barra da Tijuca).

O som do baixo, bateria e guitarra do The Shrine propõe aquela pegada bem anos oitenta do rock psicodélico, um som seco, cru, mas contagiante pra caramba. Black Sabbath e Motörhead influenciam os muitos riffs e as distorções do baixo.

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The Shrine @2016

Josh Landau (Guitarra e vocal), Court Murphy (Baixo) e Jeff Murray (Bateria) formam a The Shrine desde 2008 e têm três álbuns lançados, “Bless Off”, “Primitive Blast” e o mais recente “Rare Breed”. No Odisseia a banda deu ao público, que não lotou a casa, um pouco de cada disco. A escolha da banda de tocar músicas de toda a carreira deu a chance da galera curtir um show com muitas performances diferentes entre uma música e outra, com canções curtas no geral, mas que agradam com as viradas da bateria, solos com riffs gritados, um sotaque punk e um ritmo frenético. E com isso não demorou pra banda se surpreender ao ver uma rodinha punk se formar à sua frente, e perceber essa mesma se repetir algumas vezes durante o show.

A The Shrine é uma banda nova, teoricamente, depois de oito anos de estrada e três álbuns lançados, ainda é desconhecida do grande público no país; embora, não tenha sido difícil perceber os fãs mais engajados com o punk rock psicodélico gritarem as letras junto com o trio. Carismáticos e com uma expectativa de coisa boa pela frente, deixam a certeza de que se voltarem farão mais um bom espetáculo.

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Os Vulcânicos @2016

Antes que o sotaque californiano subisse ao palco, a noite olímpica do Rio de Janeiro recebeu a banda Os Vulcânicos que iniciou sua apresentação com Dony Escobar (Guitarra e Voz), Filipe Proença (Voz e Baixo) e Zozio (bateria e voz).

A banda começa com uma pegada instrumental evidenciada pela bateria do Zozio, que dita o ritmo do show. O rock garage e surfado do grupo já agradava o público quando surge no palco um quarto integrante pra assumir os vocais e dá um upgrade na apresentação com um timbre grave e bem interessante.

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Psilocibina @2016

E nessa história contada do fim pro inicio, quem teve a responsa de abrir a noite no Odisseia foi a galera da Psilocibina.

Um show de abertura inteiramente instrumental com Alex Sheenyna guitarra, Lucas Loureiro na bateira e Rodrigo Toscano no baixo. Cheios de flertes com a guitarra, e com muitos momentos de solos individuais, a Psilocibina é uma banda com bom gosto e que deve crescer ainda.

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Depois de muita gritaria, muita distorção e muitos riffs, o já tradicional Teatro Odisseia mostra novamente que é um belo palco pra se curtir música boa.

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Listas

Lista: 7 álbuns do mês de julho pra você ouvir agora!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Algum riffeiro por aí consegue adjetivar o ano 2016? É, já foram sete meses onde muita coisa doida aconteceu. Muita coisa boa também. Concorda? E no mercado da música, também estamos com aquele sentimento de “onde estamos?”. Grandes bandas retornando, antigas formações se reunindo, novas aparecendo e é claro, grandes apostas nacionais se reinventando e lançando coisa boa.

Então listamos aqui sete álbuns do mês de julho pra você ouvir e se divertir!

1. Camisa de Vênus – Dançando na Lua

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No dia 22 de julho a Camisa de Vênus, junto com a gravadora Radar Records, lançou o seu primeiro álbum de estúdio após 20 anos. E os caras continuam com um rock and roll clássico, cheio de críticas sociais e políticas. Vale a pena dar um confere.

2. Descendents – Hypercaffium Spazzinate

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Mais uma grande banda que retorna aos holofotes do rock! Depois de 12 anos do seu último álbum, os Descendents lançam o Hypercaffium Spazzinate. Depois do álbum ter vazado, os fãs da banda ousaram dizer que esse seria o melhor já produzido pela banda.

3. Billy Talent – Afraid Of Heights

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Afraid Of Heights é o quinto álbum da carreira da banda canadense, quem vem com força no rock desde 1993. Esse é o primeiro disco depois da saída do baterista Aaron Solowoniuk, que se trata de  graves problemas de saúde. Sem dúvidas esse é um dos melhores lançamentos desse mês – e até do ano.

4. Supercombo – Rogério

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Depois de participar em 2015 do SuperStar, da Rede Globo, o Supercombo apareceu para o grande público e vem conseguindo levar muita gente ao seus shows. No último 22 de julho a banda lançara Rogério, um álbum que conta com a colaboração de vários nomes do rock nacional (principalmente de quem tá emergindo agora) como: Gustavo Bertoni (Scalene), Emmily Barreto (Far From Alaska) e Lucas Silveira (Fresno), entre outros. Embora Rogério ainda tenha letras que falam de temas existencialistas, ele deixa um pouco de lado a pegada “bad vibe” do álbum anterior Amianto. Som mais rasgado, com guitarras gritadas.

5. Cachorro Grande – Electromod

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Psicodélico no álbum anterior, os gaúchos do Cachorro Grande chegam agora como Electromod, oitavo álbum de estúdio dos gaúchos. Nele, temos guitarras cheias de riffs e uma pegada eletrônica dando uma cara bem diferente ao álbum.

6. Blink-182 – California

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O Blink-182 volta à cena com nova formação, com Matt Skiba assumindo os vocais no lugar de Tom De Longe – e com a gravadora Warner Music. O lançamento de California deixou os fãs em êxtase. E,não foi à toa – dá uma sacada que tá muito bom!

7. Steven Tyler – We’re All Somebody From Somewhere

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No seu primeiro álbum de estúdio, o vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, deixa um pouco de lado o Hard Rock da sua banda principal e traz aos fãs um disco country. Embora, talvez na tentativa de agradar os fãs do Aerosmith, ainda se note uma bateria com um timbre bem pesado e algumas levadas de balada pop. Contudo, Steven é um ícone do rock, suas performances ainda são monstruosas. Vale a pena ouvir!


Ouça a playlist do mês no Spotify do RIFF:

E para você, qual lançamento do mês passado ficou de fora e merecia estar nessa lista? Comente!

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Artigo

Rádio Cidade e o seu segundo adeus

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Umas das mais importantes rádios do Rio de Janeiro (e a única de rock), a Rádio Cidade FM, que vinha com programação retomada na frequência 102,9 desde 2014, chega ao fim mais uma vez.

No dia 21 de julho de 2016 foi confirmado que a partir dali a Cidade não teria mais locução, passando a transmitir só música, e que dia 1º de agosto sairia do dial por completo.

A notícia, que vem sendo um grande baque pros fãs de rock, foi confirmada no perfil da Rádio no Facebook:

“Prezados ouvintes, lutamos ao máximo, mas infelizmente é difícil sobreviver com o rock. O mercado brasileiro se adapta melhor a outros segmentos. A partir de 1° de agosto estaremos em radiocidade.fm ou no App. Obrigada pelo carinho com a Rádio Cidade”

Durante sua programação, cada programa também foi se despedindo de sua audiência. Nas redes sociais, integrantes e admiradores da rádio manifestaram a tristeza com a notícia e comunicaram aos seus ouvintes o fim de mais um ciclo. (leia abaixo)


Nina Lessa (Rock Bola):
“Sei que as coisas passam e espero que coisas boas surjam em nossos caminhos, mas a @cidadeoficial é minha casa, sou fã desde criança, sabem?”


Pamela Renha (Hora dos Perdidos):
“Alooooha!

A Hora dos Perdidos termina hoje. Fico feliz por ter feito parte dessa história e por compartilhar tantos momentos. A gente conseguiu realizar a melhor tarefa de todas, fazer as pessoas rirem.

Quero agradecer aos ouvintes por terem nos dado tanto carinho, pelos abraços, pelas gargalhadas. E muito, muito, muito obrigada Zeca Lima, Jean Carlo Vieira, Paulo Oliveira e Pedro Fernandes! Admiro muito vocês e tenho muito orgulho por ter dividido e multiplicado tantas histórias! ❤👊 “


Tico Santa Cruz (Detonautas):
“É uma rádio que ao longo desses dois últimos anos em que esteve no ar representou muito bem, oferecendo espaço pra bandas novas, tocando clássicos do rock, tocando bandas nacionais.”

“Essa derrota pro rock nacional é uma derrota pra cultura.”


Dinho Ouro Preto (Capital Inicial):
“Putz! Acabaram de me mandar essa notícia. Essa doeu no coração. Que pena, que tristeza. A Rádio Cidade nos acompanha desde o nosso começo, há milênios atrás. Um monte de gente vai ficar órfã. Mas roqueiros cariocas, não desanimem, o rock é parte de nós tocando no rádio ou não. Aliás, esse momento lembra nossas raízes; quando começamos não havia rock em lugar algum. Não estava na tv, nem no rádio, mas pra gente tanto fazia. Vamos acabar migrando pra internet, talvez isso acabe fazendo com que nós nos tornemos mais unidos……todas as tribos. Respeito outros tipos de música, mas só ouço rock e pra mim não faz muita diferença o q tá no ar ou não. Se ficarmos circunscritos a menos menos espaço, que assim seja. Vida longa ao rock’n’roll……gringo e brasileiro.”


A Rádio Cidade, que foi fundada originalmente em 1977, sendo propriedade do grupo Sistema Jornal do Brasil (Que ainda detinha outras rádios), teve sua primeira “queda” em 2006. Na época foi substituída pela Rádio Oi FM. E logo em 2012 o canal 102,9 foi ocupado pela paulista Jovem Pan. Essa, no entanto, não teve tanto sucesso junto aos cariocas, enfrentou problemas financeiros, e assim, deixou o canal novamente vago em 2013.

A volta da Rádio Cidade como conhecemos hoje, aconteceu em março de 2014 com a campanha #VoltaRádioCidadeRJ. Com grande apelo nas redes sociais dos apaixonados pela emissora, e contando com apoio de grandes nomes da música nacional (como Tico Santa Cruz, Pitty e Raimundos), a Rádio voltou a ocupar a frequência 102,9 de forma totalmente independente.

Nessa segunda etapa, a Cidade teve belos momentos; um deles aconteceu em dezembro de 2015 quando emissora conquistou quatro troféus no Prêmio de Rádio Rio 2015: Melhor Rádio, Melhor Locutor (Demmy Morales), Melhor Programação MusicalProgramador Musical (Alessandra Prado). E no dia 24 março de 2016, em comemoração aos dois anos de sua volta, a Cidade organizou uma mega festa, que contou com gigantes do rock nacional, como Detonautas, Suricato, Scalene e CPM 22 e fizeram um baita espetáculo digno do tamanho do aniversariante.

Em contraste a isso, a Rádio Cidade retornando ao dial em 2014, adotou um perfil mais jovem e com linguagem de locução que muitos criticaram por “não ser compatível ao segmento rock”. Essa era uma das principais críticas que a Cidade recebia, além de ser questionada sobre sua programação recheada com clássicos “se igualando à rádios hit-parade”.

Outra polêmica em meio aos críticos era por a rádio ter muitos integrantes que não eram especializados em rock, o que pra eles descaracterizava a rádio de sua ideologia original.

Depois de tudo, em meio à dificuldades e muitos momentos bons, a Rádio Cidade sai novamente do ar. Deixando órfãos não só os ouvintes amantes de rock. Mas também diversas bandas que bravamente lutam pra sobreviver (e não é fácil) de rock nesse país. Bandas que tinham a Cidade como oportunidade pra compartilhar suas poesias e riffs com a galera, e fazer valer seus sonhos tocando no coração de cada um que os ouviam. Porque era esse o papel que a Cidade vinha fazendo de forma grandiosa.

Uma notícia triste pros ouvintes, pras bandas, pras diversas pessoas que faziam a Rádio Cidade. Mais uma vez ela nos deixa, mas sempre vai ficar na alma de quem curte rock. E sempre estaremos prontos pro seu retorno. Que seja logo!


Acompanhe aqui a programação online da Rádio Cidade e pelo Facebook.

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Resenha

Resenha: Radioativa, Sun7, Drops96 e 161 @Lona de Jacarepaguá

Por Felipe Sousa | @felipdsousa

Dia 2 de julho de 2016 foi a data escolhida pela Radioativa pra comemorar seus 7 anos de estrada (28/6) e de quebra os aniversários da vocalista Ana e do baixista Denny (04/7). E Junto com as bandas Sun7, Drops96 e 161 decidiram que o palco pra essa festa seria a Lona Cultural de Jacarepaguá. Já conhecido por promover atrações das mais variadas, atrativas ao público local e ser um espaço que o circuito carioca precisa, a lona mostra-se cada vez mais atuante na cena underground. Não é à toa que já levou nomes como Versalle e a própria Radioativa.

Em contraste a essa esperança do ambiente tornar-se ponto de encontro da cena, devemos destacar que a Lona merece um upgrade no visual, e a acústica não é lá das melhores; o que dificultou um pouco as bandas na passagem de som e no show. Isso, aliado à dificuldade da cena underground em captar recursos, nos levou a um pequeno atraso no início do evento. Alguns problemas técnicos, microfonias, sonoridade falha, interferiram no andamento do show. Mas, calma! Continue lendo com a gente e vai entender porque esse evento vai além dele mesmo, e porquê VOCÊ, fã de rock, é tão importante pra esses sonhadores que fazem música. Confira em quatro atos e preste MUITA atenção a partir do 2°, principalmente.

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1° Ato. Apesar de fundada em 2011, a SUN7 tem integrantes bem jovens Thay Martins (Voz principal), Vinícius Távora (Guitarra e Voz), Fábio Florenzano (Guitarra), Duka Meirelles (Baixo e voz) e Raquel Igne (Bateria e Voz). Raquel Igne, no entanto, não esteve na festa, por problemas de saúde, sendo substituída pelo seu namorado, que também é baterista, Gabriel Lopes, que com apenas um ensaio, na noite anterior ao show,fez bonito e deve ter deixado a Raquel orgulhosa. A banda deu então o pontapé inicial ao evento, que nesse momento não contava com um público grande. O Pop Rock dos meninos alternava-se entre músicas autorais e covers. Thay Martins ditava o ritmo da galera com sua bela voz e certa dramaticidade na interpretação das canções, e era acompanhada pelo baixo e guitarras performistas dos meninos cabeludos que traziam à cabeça a lembrança do gigante Slash. Ao menos no visual. Os garotos tocaram poucas músicas, devido ao tempo curto, mas deu pra notar que a banda está buscando maturidade sonora e o tempo nos dirá até onde podem ir.

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2° Ato. Fabio Valentte (Vocal), Nando Sampaio (Teclados/synths/programações), Marcio Quartarone (Guitarra), Leonardo Ugatti (Guitarra),Victor Toledo (Baixo) e Bruno Lamas( Bateria) formam a Drops96. Começou em 2006 como uma banda de colégio e, em 2010, como diz o site deles, colocaram o pé na estrada. A banda tem três álbuns sendo o terceiro, “Busque Mais da Vida”, de 2016. Todos eles foram feitos a partir de campanhas de crownfounding.

O entrosamento dos caras é visível, diante de todas as dificuldades técnicas e de estrutura do evento, botaram pra quebrar logo de inicio. Mais que triplicaram o público logo na primeira musica. Deram um ritmo frenético engatilhando uma canção atrás da outra, e o público reagiu indo à frente do palco. Apesar dos caras não apontarem uma influência direta, ou um gênero específico, o som é bem perto do pop rock, com intros e refrãos pesados, alternando com pegadas bem dançantes e uma voz potente do Fabio. Exemplo disso foi quando tocaram Estrada e agitaram a galera.

Apresentaram também um cover de Tim Maia, que com todo respeito ao mestre, ficou muito bom. A banda tirou a timidez da galera, fez cantar junto.

Fica bem claro que a Drops tem ouvido muito Foo Fighters, e CBJR, mas não param aí. O dinamismo das guitarras e pancadas na bateria faz da banda um grande talento. O que rendeu aos caras o Prêmio Melody Box – Apresentação no Circo Voador em 2011. Ouça Drops96. Melhor show da noite!

3° Ato. Gabriel Bastos (Vocal), Daniel Cardoso (Baixo), Victor Fonseca (Guitarra), Letícia Santos (Bateria) e Marcio Marques (Guitarra) formam o quinteto SuperStar da 161. Conhecida por ter participado do programa global, iniciaram o seu show com alguns problemas técnicos (assim como as outras bandas), o microfone do Gabriel defeituoso irritava o cantor, e a guitarra do Marcio pouco se ouvia. Aí você pode pensar que o show não foi legal, né? Errado! Estamos falando de uma banda que se leva a sério. Gabriel é o típico Rock Star líder de banda, daqueles que mexe com a galera, e se você for daqueles tímidos, logo mudará isso e estará vibrando com o som dos caras na frente do palco. Foi o que aconteceu. A galera não se conteve nas chamadas cheias de entusiasmo e atitude rock’n’roll do vocalista.

161 tem claras influências em Charlie Brown Jr, além de riffs inflamados. Foi nessa pegada e com uma grande performance do vocalista Gabriel, que fizeram um baita show, na garra.

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Todo mundo sabe a dificuldade que é fazer rock no Brasil. Ainda mais difícil é a cena underground. Captar recursos, engajar pessoas, se inserir na mídia. Produzir um evento nesse cenário é desafiador e perigoso. Como já falamos, encontramos essa dificuldade no evento, público pequeno, estrutura e equipamentos sem grandes orçamentos. Mas se tem uma coisa que nunca vai mudar na batalha underground é a garra dessa galera em fazer música boa e promovê-la. Vimos isso quando a Radioativa subiu no palco e encontrou tais dificuldades, e não fez nada diferente do que proporcionar pra quem estava alia insanidade que é celebrar sete anos de estrada, nesse cenário, com um show cheio de coisa boa, e com muita vitória diga-se de passagem

4° Ato. Ana Marques(Vocal), Felipe Pessanha (Guitarra), Fabricio Oliveira(Guitarra), Denny Manstrange (Baixo) e Rodrigo Aranha (Bateria) têm dois EPs lançados e quatro clipes de produção totalmente independente, fazem um pop punk, com elementos do post-hardcore passando pelo emo. E é difícil não perceber também, tanto visualmente, quanto na sonoridade, nuances do Paramore.

Logo no inicio da apresentação, a banda promoveu seu hit Esquinas e de cara, levantou a galera. Dando a todos a oportunidade de ouvir a bela voz da Ana e belos riffs também. A música é muito boa, a melodia e letra grudam na cabeça.

Logo depois o microfone apresentou problema, e é aqui meus caros, que eu explico o porquê de vocês serem fundamentais. Quando a microfonia parecia não ter fim, o público comprou a briga, CANTOU JUNTO, no gogó, me deu a certeza de que a Radioativa não era mais só uma tentativa. A Radioativa VIVE. O ROCK VIVE. Foi demais ver a interação do público que ali estava. E com certeza, foi um belo presente do público pra banda.

Depois de conseguir que o microfone colaborasse a banda mandou um cover de Katy Perry e de novo animou a galera. Mas foi Acredite com seu riff inflamado em parceria com uma bateria pesada que agitou quem ali estava.

A música de trabalho da banda Vital foi outra amostra do potencial Pop Punk da banda. Contando com a participação de Bruno Dela Cruz, que veio de São Paulo pra se apresentar com a banda.

A banda encerrou com chave de ouro cantando Você não sabe nada sobre mim, e foi talvez o grande momento do show. Outra pancada na alma dos amantes do rock.

Radiotativa 7 anos foi o show pra celebrar bandas que você precisa e deve conhecer. Falamos aqui que o evento vai além dele mesmo, e de fato vai! Se por um lado houveram problemas, dificuldades, e a produção ficou a desejar; por outro, a garra e o som que mostraram merecem chegar no seu ouvido e ser compartilhado. Som de qualidade, atitude rock’n’roll, personalidade e muita disposição pra dar o melhor.

Quando o RIFF te der as coordenadas de um show como esse, vá! Abraço, Riffeiros. Até o próximo show.