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RESENHA: ANAVITORIA @ CIRCO VOADOR

Por Natalia Salvador

No último sábado, dia 12 de agosto, a dupla Anavitoria fez mais um show com ingressos esgotados – dessa vez em menos de uma semana -, no Circo Voador, localizado no bairro boêmio da Lapa, Rio de Janeiro. Eu já sabia que as duas eram um sucesso, um bom exemplo disso foi a criação de um selo especialmente para a contratação das meninas de Tocantis pela gravadora Som Livre. O que eu não estava imaginando era essa proporção,  com tão pouco tempo de estrada.

Anavitoria @ 2017

Mesmo com os avisos na internet e placas na bilheteria sinalizando que os ingressos estavam esgotados, era possível ver alguns fãs tentando entrar na casa até o último minuto! Mas, sem banda de abertura, o show começou pontualmente às 22 horas e 30 minutos, deixando o pessoal do lado de fora sem muitas opções. Dentro do Circo Voador, quem chegou mais tarde, tinha até certa dificuldade de ver as meninas no palco – e que palco! A produção estava impecável e o visual era encantador.

Com um show curtinho, de quase 1 hora, as duas pulam, cantam, tocam e sorriem para todos os lados do palco. E como sorriem! A dupla externa a felicidade que sente em estar no palco e, vamos combinar, dá até vontade de saber cantar só para ver se a gente fica parecido com a Vitória. A ruiva dos cabelos enrolados parece ter nascido para não fazer nada além disso: encantar quem a assiste. A voz um pouco rouca, doce e sorridente se completa com a afinação de Ana Clara. Mas é claro que, em um show sold out, no Rio de Janeiro, iria ganhar uma forcinha extra.

Anavitoria @ 2017

De Coração Carnaval a Dê um Role – cover de Os Novos Baianos que encerrou a apresentação -, o público não deixou de cantar uma música sequer! Chamego meu, Fica e Agora Eu Quero Ir ganharam os coros mais altos. Além disso, a chuva de papel picado, balões preto e branco e o mar de luzes não ficaram de fora dessa celebração.

O estilo Anavitoria encanta e vende nesse Brasil de grande diversidade cultural. Elas podem até não se encaixarem no seu perfil de sonoridade preferido, mas é quase impossível não se apaixonar por essas duas. Parece que as pupilas de Tiago Iorc e Felipe Simas ainda tem um grande caminho pela frente. E se posso dizer algo pelo público que estava ali: obrigada e até breve!

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RESENHA: Stereophant + Hover + Montablan @ Estúdio Aldeia

Por Natalia Salvador

Toda vez que eu volto para casa depois de um belo show (e são muitos), eu fico pensando o por que alguma grande quantidade de brasileiros ainda insistem que não há boa música sendo feita no país hoje em dia. Saindo dos rótulos e julgamentos de que ‘funk não presta’, ‘o rock morreu’, ‘essa letra não diz nada’ ou qualquer outra expressão que todos já estamos cansados de ouvir, eu só posso concretizar que o que sobra nas pessoas é pura preguiça de buscar pelo conteúdo que lhes agrada. No último sábado, 29 de julho, foi o primeiro show após o lançamento do novo da Stereophant – Mar de Espelhos – e foi exatamente assim que eu me senti no dia seguinte.

A  noite fria parecia espantar o público do Estúdio Aldeia, espaço que já é um velho conhecido das bandas independentes do Rio de Janeiro, e o primeiro show não teve grande adesão de público. Os petropolitanos da Montablan fizeram um show curto, mas redondinho e de muita qualidade.

IMG_3551Montablan @2017

Na sequência e já com um pouco mais de público, os também petropolitanos da Hover fizeram mais um belíssimo show. O quinteto – velho conhecido do RIFF – , que agora conta com o apoio de Leonardo Bronze no baixo, se sente em casa no palco do Aldeia e deixa isso bem claro para a plateia. Trabalhando o disco Never Trust The Weather, que será apresentado no Estúdio Showlivre no próximo dia 11 de agosto, I’m Homesick, Teeth, My Name Is Alaska e There’s No Vampire In Antarctica, At Least For Six Months não ficaram de fora de setlist.

IMG_3650Hover @ 2017

Todos estavam ansiosos pelo primeiro show da Stereophant logo após o lançamento do CD Mar de Espelhos. O disco foi liberado nas plataformas digitais um dia antes do encontro e já conta com um clipe – e que clipe! Apesar de afirmarem que ainda estão aprendendo a tocar as músicas novas, o show foi bastante linear e trouxe as faixas de maior destaque para o setlist. Tem algo estranho no ar, Homem ao mar, A Cidade, Mar de Espelhos, Fora de Rota, entre outras das 15 faixas, provaram a força do novo trabalho.

Claro que Vermelha e O Tempo não podiam ficar de fora e ganharam o apoio das vozes presentes. Mas se engana que achou que as músicas novas já não estavam ensaiadas. Essa Música é a Cura ganhou coro e pegou os músicos de surpresa. Outro ponto que chama atenção nos palcos é a performance de Fabrício Abramov, baixista.

IMG_3752Stereophant @ 2017

Mar de espelhos tem produção de Felipe Rodarte, da banda The Baggios, e diversas  participações especiais como Felipe Pacheco (Baleia), Gabriel Ventura (Ventre), Jan Santoro (Facção Caipira), Walber Assis (Verbara), entre outros. O álbum explora novas sonoridades e traz letras baseadas na relação do homem com o mar. Confira o novo trabalho da Stereophant e fique de olho nas próximas datas para não perder esse show!

 

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Versalle faz show intimista no Rio de Janeiro

Por Ygor Gomes

Na ultima terça (26), a banda Versalle se apresentou no New York City Center, no Rio de Janeiro, pelo projeto “MPB no Mall”, onde artistas de diversos gêneros estão marcando presença semanalmente.

O evento aconteceu no fim do dia e foi uma ótima forma de escapar do típico engarrafamento da hora do rush. Antes do show começar as pessoas já começavam a se juntar entorno do palco. Enquanto a banda passava o som, podíamos ver diversas famílias sentadas aguardando o início, tudo em um clima bastante intimista.

A apresentação começou às 19 hrs e haviam umas 40 pessoas assistindo, a banda se apresentou por uma hora e misturou canções do seu primeiro álbum Distante Em Algum Lugar de 2015 e também do EP Apenas lançado em 2016 e tocaram pela primeira vez duas músicas inéditas, O Porto e Tarde Cinza, que podem estar no próximo álbum deles, ainda sem nome divulgado e atualmente em processo de pré-produção.

Tudo pronto Rio de Janeiro, 19h no shopping NYC.

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Essa foi umas das poucas apresentações da Versalle em 2017, exatamente por estarem totalmente focados em produzir o próximo disco, portanto podemos esperar um ótimo material vindo por aí. Caso você esteja passando pelo New York City Center em alguma terça-feira no fim de noite, dê uma conferida no projeto “MPB no Mall”, sempre há uma boa atração por lá!


Resenha: The Maine @Circo Voador

     Por Natalia Salvador | Fotos: Thaís Huguenin

A banda americana The Maine desembarcou no Rio de Janeiro, no domingo, dia 23 de julho, para o último show da turnê Lovely Little Lonely no país. Para mim, esse era o primeiro contato com a banda e, para os fãs que ali estavam parecia que todo encontro é como se fosse a primeira vez. Depois de passar por São Paulo, Limeira, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte e serem acompanhados por muitos desses fãs por essas cidades, era hora de lavar a alma, mais uma vez, no palco do Circo Voador.

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Michael Band @2017

Para começar a aquecer a noite – quase – fria na cidade maravilhosa, Michael Band, ex-integrante do grupo P9, se apresentou e foi muito bem recebido pela plateia ansiosa. Com o apoio de Felipe Lopes – baixista da banda OutroEu -, Michael apresentou músicas autorais, com uma pegada mais folk, que combinam muito com a voz suave. Além disso, o carioca se arriscou com uma versão apenas voz e violão de Take Me Dancing e a galera acompanhou em alto e bom som, dando uma pequena amostra do que estava por vir.

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The Maine @2017

Com um cenário simples, mas muito bonito, John O’Callaghan (vocal), Kennedy Brock (guitarra e vocal), Jared Monaco (guitarra), Garrett Nickelsen (baixo) e Pat Kirch (bateria) subiram no palco arrancando gritos e suspiros de uma platéia cheia de paixão. Eu sempre tive amigas fãs de The Maine, mas eu nunca tinha visto essa relação de perto. Logo nas primeiras músicas se tornou muito difícil ficar parado, aquela história de energia que contagia.

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The Maine @2017

Guardem seus celulares para essa próxima música e dancem. Vocês pagaram por isso, vamos estar aqui juntos, sem desculpas”, convidou John, em uma das muitas trocas que o vocalista tem com o público durante o show, antes de puxar o coro para a faixa de My Heroine. Outra música que ganhou destaque na noite entre solos e entusiasmo foi Ice Cave. E é claro que essa banda, com essa proximidade com seus fãs, não deixaria de atender a um pedido. “Nós tocamos essa música em Brasília, mas vocês sabem como é, não praticamos muito. Vamos precisar da ajuda de vocês”. E mais uma vez, Taxi foi adicionada ao set list de última hora, para alegria de todos.

Como já é de costume, John chamou uma pessoa para ajudar a cantar no palco Girls Do What They Want. O sortudo da vez foi o Vitor, lá de Maceió, e que também estava vivendo a experiência The Maine pela primeira vez. Os dois ainda escolheram mais uma fã, a carioca Mariane mal conseguia se conter de tanta emoção. Os dois cantaram abraçados e aproveitaram aquele momento único.

 

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The Maine @2017

Quase no fim do show, John falou do quanto é importante sentir as emoções e deixar que elas se libertem de nós. Segundo ele, podemos ficar tristes e felizes mas, acima de tudo, temos que ser bons uns para os outros. Foram tantas alegrias naquelas 1 hora e 30 minutos de música, tantos sorrisos, tanto carinho, tantos rebolados, que os problemas com o microfone não atrapalharam em nada a noite.

 

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Depois de tanto tempo acompanhando isso tudo de longe, me senti feliz por finalmente entender um pouquinho do que se passava no coração das minhas amigas fãs de The Maine no ensino médio. “Obrigada por acolherem a gente no seu país, nós amamos muito vocês. Se cuidem e a gente se vê”, afirmou o vocalista ao se despedir. É, John, o Brasil também ama muito vocês e, sem dúvidas, já não vê a hora para encontrar vocês de novo. Quem sabe não rola uma segunda primeira vez pra mim também?


Resenha: The Maine @ Arena Futebol Clube

Por Gabriel Menezes e Tayane Sampaio

Brasília pode te proporcionar algumas experiências interessantes. Tipo ir no show de uma banda gringa que tem quase 800.000 likes no Facebook, mas parecer que você está no show daquela banda do underground nacional, que ainda tem poucos, mas fervorosos, fãs. Isso praticamente resume o show do The Maine em Brasília.

Na última sexta-feira (21), os estadunidenses fizeram o pequeno palco do Arena Futebol Clube ficar gigante.  Em turnê com o novo disco, Lovely Little Lonely, a banda voltou ao Brasil pela quinta vez, apesar dessa apresentação ter sido a estreia do quinteto em Brasília. O show, com clima intimista, virou praticamente um culto, tamanha a dedicação dos fãs em cantar (muito) alto todos os versos de todas as músicas.

Os integrantes do The Maine não foram os primeiros a subir no palco, pois a abertura ficou por conta de Michael Band. Michael, que estava acompanhado apenas de seu violão, fez uma apresentação encantadora. O folk muito bem tocado conquistou os ouvidos da plateia, que, apesar da ansiedade para a apresentação principal, recebeu muito bem o músico e até fez alguns pedidos de música. O cantor, que se declarou fã do grupo do Arizona, foi escolhido pela própria banda para abrir os shows de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Michael Band | Por Tayane Sampaio

Logo depois do show de Michael e dos devidos ajustes no palco, foi a vez do The Maine aparecer, minutos depois dos fãs puxarem um coro apaixonado de “Into Your Arms”. John O’Callaghan, o vocalista do grupo, começou o show pedindo pra galera guardar os celulares e curtir um show de rock como as pessoas faziam antes dos smartphones. A banda já abriu o show com muita energia, ao som de “Black Butterflies & Dèjà Vu”, faixa do novo álbum, que os fãs cantaram a plenos pulmões. Em seguida, eles tocaram “Am I Pretty?”, que fez as poucas pessoas que estavam mais contidas também tirarem o pé do chão.

The Maine | Por Tayane Sampaio

Não é só John que tem uma presença de palco impecável, a sinergia dos músicos é fantástica. Garrett Nickelsen (baixo), Kennedy Brock (guitarra), Jared Monaco (guitarra) e Pat Kirch (bateria) não param um segundo e também não deixam o público ficar parado. John disse que queria ver todo mundo suando e realmente conseguiu. Logo no começo do show, em “Like We Did (Windows Down)”, ele subiu na grade e dividiu o microfone com o público. Os fãs retribuíram o carinho e a entrega da banda com balões brancos, durante a balada “(Un)Lost”.

The Maine | Por Tayane Sampaio

Durante toda a apresentação, houve uma troca de energia muito boa entre público e banda. Kennedy e Garrett eram só sorrisos. A animação estava tão grande que o quinteto deixou a triste “Raining in Paris” fora do setlist e tocou “Taxi”, música que nunca tinha sido tocada ao vivo e era uma das mais pedidas pelos fãs brasileiros, desde que a tour começou.

Um dos pontos altos da apresentação foi “Girls Do What They Want”, um clássico do grupo. Nessa hora, o vocalista já tinha se desfeito da jaqueta e da camiseta e foi assim que ele foi parar no meio da galera, rodeado pelos fãs que gritavam a letra da música e pulavam sem parar. John voltou ao palco com dois ajudantes, Tatyana e Fillipe, pra terminar de cantar a música no palco.

O show reuniu canções de vários momentos da banda, de discos mais recentes até os mais antigos. O pedido de “zero phones” de O’Callaghan foi ignorado, mas, ainda assim, foi um momento muito bonito de conexão entre artista e fã. Depois de pouco mais de uma hora de total catarse, a despedida foi ao som de “Another Night on Mars”.

O show é um dos que vale muito a pena ver ao vivo. Sem dúvidas, foi uma noite memorável. Os caras amam o Brasil e, provavelmente, vão voltar em breve. Então, se você ainda não foi a um show do The Maine, não perde a próxima chance!

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Resenha: Noahs – Lançamento EP Rise @Teatro Renascença

Por Camila Borges

Domingo, 23 de julho de 2017. Tempo relativamente agradável como vem sendo nos últimos dias na capital gaúcha.

Já era passado das 20h quando o Noahs adentrou ao palco. Primeira vez em Porto Alegre, num dos teatros mais conhecidos da cidade: o Teatro Renascença.

Quarteto formado pelos goianos Murilo Brito (vocal) e Danilo Brito (baixo), pelo mineiro Bruno Bastos (guitarra) e por Felipe Hipólito (bateria), de Florianópolis. A banda  tem dois EPS: o primeiro Cedar & Fire com cinco musicais autorais, todas em inglês e lançado em 2014. E Rise, lançado em Fevereiro deste ano.

Ep Rise

Posicionados no palco, o show já começa com belos arranjos na introdução, as luzes dão um contraste do espetáculo que iria surgir a seguir. As músicas alternam entre os dois Ep’s. Começamos por Colours, primeira faixa do segundo Ep. Fãs sentados, apesar de grande parte querer ficar lá na frente e dançar ao ritmo da música que é contagiante. Passamos então por Take Me Higher, Love Will Save Us, The River, Carry On. E no intervalo de cada música a banda interage com a platéia mesmo ela sendo ainda um pouco tímida. Logo depois tivemos Suddenly, música que foi composta ao estilo “Frankenstein”, de acordo com o vocalista. Foi a última música a entrar no Rise. Talvez a parte mais emocionante do show pra muitos tenha sido a bela canção Home Again. A partir dali o público marcava mais sua presença. Em Bridges, a iluminação que nunca deixou a desejar dava um ar mais forte a música, principalmente no seu final. Logo após fomos embalados pela famosa Talk To Me, aliás música que já ultrapassa 271.00 ouvintes no Spotify, e ao som da platéia que cantava tímida o refrão. E o fim chegou ao som de Catching Stars, com o público de pé em frente ao palco e acompanhando nas palmas.

No meio de tudo isso a banda também resolve agraciar o público gaúcho com uma nova canção, porém ainda sem nome.

Há muitas bandas Indie/Folk por esse mundo, mas Noahs veio pra mostrar que não é necessário sair do país pra se ter um belo espetáculo de sonoridade, voz e simpatia. A conexão dos integrantes no palco é algo de se admirar. Qualquer um que não conheça  facilmente confundiria com uma banda internacional. A banda tem alguns projetos, entre eles lançamento de produtos que ainda não são comercializados, dentre eles os belos pôsteres criados.

Um show pra se aproveitar do início ao fim, prestando atenção em cada detalhe. Nunca uma noite de domingo foi tão agradável como essa.

Resenha: Bananada 2017 @ Centro Cultural Oscar Niemayer

Por Gabriel Oliveira e Tayane Sampaio

Entre os dias 08 e 14 de maio desse ano, aconteceu a 19ª edição do Festival Bananada, em Goiânia. Com um dos melhores line-ups do ano, o festival era o lugar que qualquer fã de música independente queria estar.

Durante os três primeiros dias, os shows aconteceram nos bares, pubs, teatros e casas de show da capital goiana; na quinta-feira, aconteceu um “evento teste” no local que abriga os shows no final de semana, o espaçoso e aconchegante Centro Cultural Oscar Niemayer, que recebe o público até no domingo.

Este ano, foram montados quatro palcos: o Palco Spotify, com curadoria da Casa do Mancha; de frente pro Spotify estava o Palco SLAP, uma parceria com o selo da Som Livre, que, mais para o fim da noite, virava a tenda de música eletrônica El Club; o Palco Skol, um dos principais, que acomodou alguns dos shows com maior público; e o palco principal, Chilli Beans, que ficava logo na entrada do CCON.

Na sexta-feira, o RIFF desembarcou em terras goianas para acompanhar os três últimos dias do furacão Bananada. Os correspondentes Gabriel e Tayane, que já contaram tudo sobre o Festival, nesse vídeo aqui, agora contam como foram os shows mais interessantes que viram por lá.

GABRIEL OLIVEIRA

SEXTA – No Palco SLAP, a Plutão Já Foi Planeta foi a última atração da noite. O show contou com uma legião de fãs, que cantava todas as músicas. O grupo tocou faixas de seus dois álbuns, Daqui Pra Lá e o novo A Última Palavra Fecha a Porta. A banda fez um show enorme para um palco pequeno, o público estava interagindo e isso fez com que eles se soltassem cada vez mais.

Uma das cantoras mais esperadas do dia, sem dúvidas, era a Céu. Com público fiel, desde o lançamento do aclamado Tropix, a cantora encerrou as atividades do Palco Skol. Céu não deixou a desejar e embalou seus maiores sucessos, que foram cantados pela maioria do público que ocupava a grade.

Céu | Por Gabriel Oliveira

O último show da noite foi o do Jaloo, que se apresentou no Palco El Club. O paraense conquistou o público com a apresentação, cantando os sucessos do seu álbum de estreia, #1. Apesar de já estar bem tarde, o público pareceu não se importar com a hora e apenas aproveitou o festival. “Chuva” foi um dos momentos mais marcantes da apresentação, pois todo o público cantou e dançou junto com o cantor, que se jogou na plateia, literalmente. Divertido, Jaloo interagiu, conversou e até mandou uns memes para o público.


SÁBADO – No sábado, Consuelo, banda da capital brasileira, deu início aos trabalhos no Palco SLAP.  Era perceptível que a vocalista Cláudia Daibert estava bem contente. A cantora vestiu um figurino bacana, brincou com os sintetizadores e se mostrou disposta a conversar com o público. A plateia se aglomerou para assistir a performance da banda, que é composta por Vavá Afiouni (Passo Largo), o violão de João Ferreira (Natiruts), a guitarra de Marcus Moraes (Passo Largo), os sopros de Esdras Nogueira (Móveis Coloniais de Acaju) e a bateria de Thiago Cunha (Passo Largo).

O segundo show do SLAP foi o da goiana Bruna Mendez, que cantou e encantou. Na segunda-feira (08), a artista fez uma apresentação mais intimista no Sesc Centro, já pro Festival Bananada. A apresentação, leve e harmoniosa, contou com uma galera ajudando Bruna a cantar as músicas. A cantora parecia um pouco tímida e as poucas interações com o público foram bem rápidas, já emendando na próxima música. Com um dos melhores shows do festival, Mendez deixou transparecer seu amor pela música por meio de sua performance.

O show dos goianos da Carne Doce foi um dos mais esperados. João Victor Santana (guitarra e sintetizador), Ricardo Machado (bateria), Anderson Maia (baixo), Macloys Aquino (guitarra) e Salma Jô (voz e sintetizador) se apresentaram no Palco Skol, que estava totalmente lotado, com pessoas ansiosas pela explosão trazida pela banda. Logo nos primeiros segundos do show, se escutava o som da guitarra de Macloys, a bateria de Ricardo, o baixo de Anderson e os gritos do público, ensandecido. Salma entrou totalmente performática, com um sorriso no rosto, e cantou “Princesa”, faixa título do segundo álbum do grupo. Sem perder o ritmo, a apresentação foi forte, representativa e não teve sequer um momento de silêncio total; Salma conversou com o público e falou sobre a felicidade de estar tocando em casa.

Carne Doce | Por Tayane Sampaio

DOMINGOTeto Preto se apresentou no palco Skol, um show que talvez não esperasse tomar tamanha proporção pela vocalista Angela Carneosso e o seu grupo, que conta com L_cio (bateria), Zopelar (sintetizador), Bica (percussão e trombone). Com uma performance livre, Carneosso se apresentou nua, dançando, rebolando e, além de tudo, amando a vibração do público, que acompanhou boquiaberto todo o show. Com uma mistura de bossa nova e uma pegada totalmente eletrônica, provavelmente o som foi uma grande surpresa para quem não conhecia. Laura representou mostrou muito bem o poder de sua música e de seu corpo.

Um numeroso público, posicionado no Palco Chili Beans, aguardava o show da Tulipa Ruiz. Vencedora de um Grammy Latino, com o álbum Dancê, a cantora apresentou músicas do seu último álbum, que é extremamente empoderador. Com uma potência vocal sem igual, Tulipa consegue cativar o público com seu timbre e carisma, sendo conhecida pelo seu bom humor. O show ainda teve a participação de Lineker, que subiu ao palco para cantar ‘’Só Sei Dançar Com Você’’, que foi um momento bonito e marcante da apresentação. Encantadora, Tulipa encerrou o show agradecendo o carinho e o amor que os seus fãs ali presentes passavam.

Tulipa Ruiz | Por Tayane Sampaio

E para encerrar as atividades do Palco Skol, o Bananada contou com ninguém mais, ninguém menos que Karol Conka, artista que exala empoderamento feminino em suas músicas. Conka, que apresenta o tão aclamado Batuk Freak, cantou os seus hits como ‘’Do Gueto ao Luxo’’ e ‘‘Gandaia’’, e suas parcerias com o DJ Boss In Drama, como ‘‘Toda Doida’’ e ‘‘Farofei’’. Com um palco vasto, Karol, acompanhada do DJ Hadji, mostrou sua sensacional presença de palco e total domínio do público.

TAYANE SAMPAIO

SEXTA – Na sexta-feira, o primeiro grande show da noite foi o dos cariocas da Ventre, no Palco Chilli Beans. Quem não os conhece, pode achar que o alvoroço ao redor do nome da banda é só hype, mas basta assistir a um show do grupo pra entender o motivo de tanto entusiasmo dos fãs. Larissa Conforto (bateria), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Ventura (guitarra e voz) têm apenas um álbum lançado, mas entre as poucas faixas de seu repertório, a banda consegue transitar entre momentos leves, quase meditativos, a uma explosão de sentimentos e sons. Larissa, que ocupa o centro do palco com sua bateria, usa muito bem sua força e sua voz para fazer um discurso que pede respeito às mulheres e as chama para fazer música.

Ventre | Por Tayane Sampaio

Os paulistas do E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante fizeram a melhor apresentação do dia no Palco Spotify. Mesmo com problemas técnicos, o show da banda foi uma imersão em um turbilhão sensações. A mudança entre momentos de introspecção e de total catarse são muito bem trabalhados nas músicas e, principalmente, nas performances de Rafael Jonke (bateria), Luden Viana (guitarra), Luccas Villela (baixo) e Lucas Theodoro (guitarra e sintetizadores). Além de dividir o nome, Villela e Theodoro dividem muito bem o palco, que fica pequeno pra tanta energia da dupla.

O último grande show da noite foi o do BaianaSystem, no Palco Chilli Beans, e não poderia ser diferente. Com um dos melhores shows da atualidade, o grupo fez o público dançar durante toda a apresentação. As mil e uma sonoridades trazidas pelo som da guitarra baiana de Beto Barreto, o baixo de SekoBass, a guitarra de Juninho Costa, a percussão de Japa System e as bases eletrônicas de João Meirelles e Mahal Pitta casam com perfeição com a voz e disposição de Russo Passapusso. Toda a identidade audiovisual do grupo, assinada por Felipe Cartaxo, torna a experiência ainda mais incrível. Poucas bandas de rock conseguem ter um som tão pesado quanto o samba-reggae do BaianaSystem.


SÁBADO – No sábado, o público chegou mais cedo no Centro Cultural Oscar Niemayer. Quem estava na primeira apresentação do Palco Spotify não deve ter se arrependido, pois quem deu início à programação foi o JP Cardoso. Com um dos shows mais divertidos do Festival, JP cumpre o que promete no título do seu álbum e embarca o público em uma leve e gostosa viagem pelas ondas sonoras das canções do Submarine Dreams, seu álbum de estreia. Sabe aquela viagem à praia com os amigos, com direito a várias lembranças boas e pores do sol de tirar o fôlego? Esse foi o show do JP. Mesmo sendo noite, o mineirinho conseguiu ensolarar o palco.

Ainda no Palco Spotify, Luiza Lian fez uma das apresentações mais especiais de todo o Festival Bananada. A paulistana levou a experiência audiovisual de seu disco Oyá Tempo ao CCON, acompanhada pelas batidas de Charlie Tixier. Luiza, que teve um dos maiores públicos daquele palco, criou um ambiente totalmente imerso no conceito de seu álbum, pois, além das músicas e das projeções, a artista levou ao público uma bonita cenografia e figurino. Com suas canções que remetem do jazz ao candomblé, Lian consegue inserir o ouvinte em sua narrativa e instigá-lo a conhecer melhor a divindade-musa inspiradora de suas músicas.

Luiza Lian | Por Tayane Sampaio

Maria Gadú também presentou o público com uma apresentação emocionante. Quem só conhece a artista pela estourada “Shimbalaiê” ficou de queixo caído com a evolução de Gadú, que tem o palco e o público na palma da mão. A blusa divertida da cantora e guitarrista, com estampa de bananas, destoou da atmosfera densa e visceral criada pelas músicas do ótimo Guelã, último álbum da artista, e músicas de seus trabalhos anteriores. Acompanhada por Federico Puppi (violoncelo), Lancaster Pinto (baixo) e Felipe Roseno (bateria), Gadú parecia estar rasgando o próprio coração no palco, tamanha a entrega da artista, que fez um show comovente.


DOMINGO – No domingo, no Palco Spotify, o começo do fim não poderia ter sido mais bonito. Os mineiros da El Toro Fuerte fizeram a trilha sonora para o por do sol que acontecia atrás do palco. Diego Arcanjo (baixo, guitarra, voz), Gabriel Martins (bateria), João Carvalho (voz, guitarra, baixo) e Fábio de Carvalho (guitarra, voz) fizeram uma apresentação intensa, assim como o álbum de estreia da banda, chamado Um Tempo Lindo Pra Estar Vivo. A apresentação foi tão intensa que teve gente na plateia que não segurou o choro, mas em pouco tempo as lágrimas deram lugar pra sorrisos e abraços. Nem mesmo uma corda de guitarra estourada tirou o clima do show, que tinha um público muito interessado e um quarteto em ótima sintonia.

El Toro Fuerte | Por Tayane Sampaio

Boa parte do público do Palco Spotify saiu correndo pro Palco Skol, que já estava nos ajustes finais para receber o Rakta. A iluminação exclusivamente vermelha, com muita fumaça, quase sufocante, acompanhou muito bem o post punk extremamente bem executado pelo trio. A experimentação de Carla Boregas (baixo e voz), Paula Rebellato (teclado e voz) e Nathalia Viccari (bateria) mostra que nem só de guitarra vive o rock e cria uma atmosfera única, que casa muito bem com os “inferninhos” do underground. Talvez, se a banda tivesse tocado em um palco menor, a experiência de ver o trio seria ainda mais libertadora.

No palco Chilli Beans, aconteceu um dos encontros mais legais do rock goiano. Hellbenders e Black Drawing Chalks se enfrentaram numa espécie de competição em que o público saiu ganhando. As bandas tocaram músicas de seus repertórios e rolou até uma versão de “Mexicola”, do Queens of the Stone Age. As bandas foram acompanhadas pelo público, que encheu o Palco, tanto na voz quanto no bate-cabeça, além das recorrentes rodas punk. Não dava muito tempo de respirar, pois, quando Diogo Fleury (voz/Hellbenders) terminava uma música, Edimar Filho (voz/BDC) já emendava outra. O público saiu do palco com um sorriso no rosto e suor escorrendo pela testa.


Veja as fotos que tiramos dos shows que assistimos aqui.

Resenha: Plutão Já Foi Planeta + Evil Matchers @A Autêntica

Por Cristino Melo

Mesmo sendo um planeta gelado, Plutão, que voltou a ser planeta, conseguiu esquentar a noite fria da capital mineira nessa última quinta-feira (22). A banda natalense se apresentou na A Autêntica, casa de shows na Savassi.

Nota: A abertura do show ficou por conta da banda Evil Matchers. Mesmo destoando totalmente do estilo da Plutão, apresentando um punk rock, os caras conseguiram ter uma boa interação com público. Apresentando um som autoral, os músicos se mostraram individualmente bons, porém faltou sincronia ao conjunto.

A Plutão Já Foi Planeta se apresentou por quase uma hora e meia, apresentando todas as músicas do “A Última Palavra Feche a Porta”, além de mais algumas do primeiro álbum. Já de abertura apresentaram o primeiro single do CD, “O Ficar e o Ir da Gente” e mostraram um grande entusiasmo.

O público (que não lotou a casa) correspondeu a banda em boa parte do show. Cantou todas as músicas, batia palma, metrificava e gritava ‘Fora Temer’ junto com o quinteto. Destaque na música “Viagem Perdida” que fizeram um final estendido com a participação de todos.

Destaque também para o Gustavo e Sapulha nos vocais, não só apoiando a Natália, mas em várias canções. Sapulha também abusando do ukelele em várias músicas, deixava o show extremamente agradável. Esse ponto é muito bom. Todos da banda são versáteis. Tocam vários instrumentos, participam nos vocais e interagem com o público. Hora a Vitória estava no baixo e a Natália no sintetizador, depois invertiam com a maior naturalidade. Também é importante mencionar o Renato. Entrou para a banda há pouquíssimo tempo (quinto show) e já mostra uma naturalidade para puxar as músicas e fazer vários solos na bateria.

Nas músicas, “Insone”, a melhor música do último CD, cantada ao vivo, fica tão melódica quanto na versão de estúdio. “Você Não É Mais Planeta” fez toda a plateia pular bastante. E finalizar com “Alto Mar”, faixa um do disco, foi para acabar de vez com a garganta de todos os presentes.

Em resumo, A Plutão Já Foi Planeta provou que realmente é uma banda pronta para o sucesso. Segura, carismática e talentosa.

Resenha: O Autossuficiente Ed Sheeran @Jeunesse Arena

Por Lorena Nascimento | @lorenallori 

Após dois anos de sua última vinda ao Brasil, com a X Tour, o cantor britânico Ed Sheeran voltou com tudo! Na última quinta-feira, 25 de Maio, o ruivinho subiu no palco da Jeunesse Arena, e levou os fãs (e até os não tão fãs: o/) à cantarem e pularem por quase duas horas.

Com o lançamento de seu terceiro álbum, “÷ (Divide)”, em março deste ano, o cantor e compositor de apenas 26 anos, trouxe em sua nova turnê, além dos novos hits, sucessos de seus outros dois álbuns: “X (Multiply)”, lançado em 2014, e “+ (Plus)”, seu álbum de estreia (2011).

Um fundo todo preto, um pedestal e um microfone.

Pensei: “será que é só isso?”

Assim que Ed Sheeran subiu ao palco, já foi logo tocando (e gravando) os acordes de “Castle On The Hill”, primeiro single lançado do “÷”. Sucesso! Durante 60 segundos, enquanto ele fazia o papel de toda uma banda, as fãs gritavam, empolgadas.

Quem mais saiu do show assim: 😲 ?! 😅🙌 Thinking Out Loud #CoberturaRiff #EdSheeran @teddysphotos

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Entre uma música e outra, algumas ~tímidas~ interações com o público, mas suficientes para tirar o fôlego das adolescentes (que eram a maioria).

Falando em tirar o fôlego, um dos pontos altos do show foi quando Sheeran tocou uma versão de “Bloodstream” (sim, eu fiz o dever de casa e ouvi o setlist até decorar tudo =p), e mostrou todo seu talento e autossuficiência. O cara fica sozinho num palco, só ele, um microfone e alguns violões, e não deixa nada a desejar!

Outro ponto alto foram os mega telões, com projeções incríveis, que os fizeram sair do óbvio, e realmente deram toda a diferença no clima do show.

E, pra quem como eu, checou o setlist e achava que não teria nenhuma surpresinha na noite, também se enganou. No meio do show, Sheeran puxou a clássica “Feeling Good”, da Nina Simone (que, pra minha surpresa, nem só os mais velhos cantaram junto), seguida da linda “I See Fire”, que faz parte da trilha sonora do filme “O Hobbit”. Mais pontos pro ruivinho!

Após cantar sucessos como “Give Me Love”, “Photograph”, “Thinking Out Loud” e “Sing”, Ed Sheeran voltou pro bis, vestindo uma camisa do Brasil e, claro, deixando os fãs ainda mais eufóricos pra cantar a tão esperada “Shape Of You”.

A fã Juliana Oliveto, que estava na plateia, sentiu o mesmo que eu: “Com voz, muitos violões e um apoio de recursos de áudio, ele conseguiu levantar e encantar a plateia de forma que ter ou não uma banda não fez diferença. O telão foi um show à parte e ajudou a tornar a atmosfera do show ainda mais especial. Foi uma noite inesquecível, e vi gente de todas as idades saindo encantada e sem voz.”

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Saí do show com uma certeza: Ed Sheeran conquistou novos fãs, um espacinho maior na minha playlist, e no coração dos pais e mães que caíram lá de pára-quedas, mas cantaram e dançaram ~quase~ mais que os filhos! ;D

Ed Sheeran Setlist Jeunesse Arena, Rio de Janeiro, Brazil 2017, ÷

Resenha: Scalene + Alarmes @Imperator

           Por Natalia Salvador | Fotos: Thaís Huguenin

O palco do Imperator é famoso por receber grandes shows e ser responsável por proporcionar noites especiais para o público, e dessa vez não seria diferente. A dobradinha brasiliense Scalene e Alarmes fez uma mini tour conjunta e, na última quinta-feira, dia 18 de maio, foi a vez do Rio de Janeiro receber essas duas bandas com  euforia e energia, já conhecidas, do público fiel.

Dos palcos gringos direto para a cidade maravilhosa, Arthur Brenner, Gabriel Pasqua e Lucas Reis fizeram o primeiro show depois de uma série de apresentações pela Europa. O trio passou por cidades de Portugal e Espanha e voltaram ainda mais entusiasmados para conquistar o público. O show contou com músicas do CD ‘Em Branco’, primeiro da banda, e que comemora um ano de lançamento.

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Alarmes @2017

Ao contrário do que se costuma observar, a casa já estava cheia logo nas primeiras músicas e a galera acompanhava o trio com muita empolgação. Além dos movimentos de headbang, o rebolado também marcou presença, como na performance coreografada de ‘Mas não sei’. ‘Incerteza de um encontro qualquer’, ‘Não quero mais’ e ‘Tempo bom’ também marcaram presença no setlist. O palco que podia parecer grande, ficou pequeno para a Alarmes.

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Alarmes e Scalene @2017

Encerrando a turnê do DVD ao vivo, a banda Scalene parecia estar em casa no palco do Imperator. Para um show em dia de semana na zona norte carioca, o público compareceu em peso e encheu a casa. Os fãs do quarteto já são conhecidos pela energia e interação durante as músicas, e familiarizados com o setlist, a galera não parou desde a introdução ‘XXIII’ até o encerramento, com ‘Legado’. Mas se enganam os que acham que isso leva o show a uma mesmice. Toda apresentação da Scalene é uma nova (e boa) surpresa.

A grande novidade da noite ficou por conta dos brinquedinhos tecnológicos usados pelo baixista Lukão, que incrementaram e deram um toque especial às faixas. Além das clássicas rodinhas nas músicas mais agitadas, o carinho entre os amigos que a banda proporcionou ficou claro ao ver tantas pessoas abraçadas durante ‘Amanheceu’. Perto das finalizações e lançamento de um novo CD, Scalene vem mostrando, para quem ainda tinha dúvidas, o por que são merecedores de um Grammy.

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O público apaixonado deixou o Imperator, mais uma vez, com a alma lavada e aquela saudade instantânea. A princípio, o próximo encontro da Scalene com a cidade maravilhosa acontece no Rock In Rio, no dia 21 de setembro. Mas a verdade é que, juntos ou separados, o retorno das duas bandas é garantia de uma noite animada, aguardada e de muito som.