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RESENHA: CASTELLO BRANCO @TEATRO IPANEMA

Por Natalia Salvador 

No início de outubro, Castello Branco lançou seu segundo CD. Com 11 faixas e uma capa incrível, o disco vem colecionando elogios e críticas positivas. No último dia 7 de novembro, era a vez do Rio de Janeiro desfrutar do Sintoma ao vivo e não fez feio: duas sessões esgotas – até demais – em plena terça-feira. Não seria por menos!

A fila dava voltas na porta do Teatro Ipanema e a hora foi extrapolada para acomodar todos dentro do estabelecimento. Mesmo com atraso e vendo que nem todos teriam lugar, o público estava animado para o show.  Eu fui bailarina durante 10 anos e ouvir os 3 sinais, mesmo que da plateia, ainda me dão borboletas no estômago. Era hora de começar.

Antes de Lucas entrar, os músicos que o acompanhavam tomaram lugar enquanto um belo texto era declamado nas caixas de som. A música que abriu o espetáculo foi Assuma, em seguida Mãeana subiu ao palco para cantar Providência. O amor e admiração entre os dois transbordava, era, definitivamente, um momento mágico!

Castello Branco e Mãeana @2017

Na sequência, Tem Mais que Eu – música do CD Serviço, de 2013 – e Não Me Confunda animaram a plateia, que já não estava tão confortável nas cadeiras e acompanhou o cantor, mesmo que tímida, na dança. Claramente aquela noite não era pra se desfrutar sentada em fileiras. Castello Branco é emocionante, é ritmo, é emoção, é o corpo que se manifesta! Em um dos momentos de troca com o público, Lucas falou de seu processo de composição e seguiu com Kdq, dedicando a uma pessoa especial em sua vida, Lôu Caldeira.

A noite foi cheia de momentos incríveis e emocionantes. Luiza Brina, Thiago Barros, Ricardo Braga, Ico dos Anjos e Tomás Tróia, acompanhavam Lucas. Mas, a presença que mais iluminou aquele lugar, sem dúvidas, foi a de Verônica Bonfim. O Peso do Meu Coração ganhou uma performance de fazer qualquer um sorrir involuntariamente.

Castello Branco e Verônica Bonfim @2017

Crer-Sendo e Cara a Cara também estiveram presentes no setlist. A segunda sessão precisava começar, mesmo que ali ninguém quisesse ir embora. Necessidade foi a responsável por fechar a noite e levou todo mundo para a beira do palco. Foi, finalmente, o momento de extravasar toda a energia e alegria que aquele momento nos proporcionava.

O momento mágico deixou um gostinho de quero mais. Acho que, além de mim, o público espera Castello Branco voltar em um outro tipo de ambiente. Ei, Lucas, vem dançar com a gente mais uma vez!

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Conheça saudade, novo projeto de Saulo von Seehausen

Por Natalia Salvador

Para quem se acostumou com a força dos vocais de Saulo von Seehausen em Never Trust The Weather, primeiro CD da banda petropolinata Hover, pode sofrer um leve choque inicial ao ouvir as primeiras músicas de seu mais recente projeto: saudade.  Mas não se engane, o choque é, além de natural, completamente positivo.

Em uma pegada muito mais pessoal e intimista, as músicas trazem letras em português e melodias mais calmas e leves. O motivo disso? Desconstruir conceitos e, por que não, se reinventar na hora de compor.

“Sempre tive um sentimento de incômodo por não conseguir achar a minha voz em português. Não que não pudesse fazer isso com a banda, mas fazia mais sentido pra mim que esse processo partisse de um ponto totalmente diferente do que eu já estava envolvido. Queria primeiro encontrar esse lugar dentro de mim, achar essa voz ‘sozinho’. Entre aspas porque conto com a ajuda e o trabalho de vários amigos ainda, mas precisava que fosse uma busca mais interna do que tudo.”, contou Saulo em entrevista.

Botões, o primeiro single, foi gravado e produzido por Patrick Laplan, no Estúdio Fazendinha, mixado e masterizado por Ricardo Ponte, e a arte ficou por conta de Vinícius Tibuna. Para desenvolver todo esse processo, Saulo buscou aulas de técnica vocal, além de se inspirar em diferentes referências, como Os Mutantes, Kimbra e Daniel Johns.

Além de Botões, no perfil do Spotify você ainda pode conferir Jantaradois. Tá esperando o que pra conhecer e acompanhar saudade?

Banda Alaska anuncia encerramento do ciclo do disco Onda com clipe e shows

Por Natalia Salvador

Para quem já acompanha a banda Alaska não é nenhuma novidade que um novo disco vem ganhando forma e o ciclo do primogênito está chegando ao fim. O que ninguém esperava eram as surpresas do encerramento dessa fase.  Poucos dias depois de anunciarem os últimos shows antes da pausa para a produção e gravação do novo disco, os paulistanos divulgaram o clipe da faixa ‘Correndo Contra Tesouras’.

André Ribeiro (guitarra e voz), Nicolas Csiky (bateria), André Raeder (guitarra), Vitor Dechem (teclado, guitarra e voz) e Wallace Schmidt (baixo), integram a banda com este nome e formação há seis anos e estão sempre rodeados de amigos. Manoela Cezar e Guilherme Garofalo dirigiram o vídeo, que tem produção da Filmes do Acaso.  O clipe é uma ruptura estética, focado em expandir conceitos abordados no álbum como um todo e abrir portas para o novo.

“O Onda é conceitual, não é sobre a vida dos caras da banda. O clipe seguiu essa linha, ele abre para muitas interpretações por conta da escolha das imagens de arquivo; tem coisas ali que conversam diretamente com o CD, outras que estão lá pra instigar sensações que a música passa, outras para expandir os significados… Mas ao mesmo tempo tem os caras tocando, e eles nunca aparecem completos pro espectador. Não é sobre eles”, conta a diretora.

“Durante esses dois anos, a gente cresceu muito em diversos aspectos e nós aprendemos muito com esse ciclo, principalmente sobre nós mesmos como artistas. Acho que estamos em uma transição muito importante agora, querendo e precisando respeitar nossa individualidade e sair da prateleira onde todas as bandas de ‘rock’ foram colocadas sem querer”, conta  André Ribeiro.

Além do clipe, o quinteto ainda divulgou 4 datas que marcam os últimos shows do ano e vão passar por cidades do Rio de Janeiro e São Paulo e eles dividem o palco com bandas como Hover, Two Places at Once e Whipallas. Para a despedida a banda promete surpresas, além de músicas que não são tocadas desde o lançamento! Você não é nem doido de perder, não é mesmo? Confira as datas e acompanhe a banda nas redes sociais para mais informações.

O estado ”magnetite”: um pouco mais sobre o novo álbum da Banda Scalene

‏‏‏Por Camila Borges

“magnetite é um estado. magnetita é a pedra-imã mais magnética de todos minerais. cristais de magnetita estão presentes em diversos lugares da natureza e em cérebros de animais, inclusive nos nossos. magnetite é o estado de viver ciente e responsável pelas causas e consequências energéticas de nossas ações. inflamados com essa condição, magnetite é nosso estado.”

Assim descreve a Banda Scalene sobre o seu terceiro álbum de estúdio em suas redes sociais.

Com 12 faixas, o álbum gravado no estúdio do Red Bull Station teve seu lançamento na sexta-feira (18/8) e já é um dos mais queridos pelos fãs.

Aproveitando toda essa empolgação conversamos um pouco com o Tomás Bertoni, onde ele conta um pouquinho mais sobre o magnetite e algumas curiosidades.

Canal Riff: A arte do álbum é do Bruno Luglio, vocês já conheciam o trabalho dele? Como foi a escolha?

Tomás:  Conhecemos ele há um tempo. Ele era da banda Level Nine, então sabe como funciona o mercado e a vida na música. Hoje em dia ele é diretor criativo de uma agência em Nova York. Trabalhou no amor com a gente, interessado em ajudar e chegar em um resultado legal. Foi um prazer ter ele conosco, o cara é gêniozinho.

E sobre o processo de gravação, como foi gravar no Red Bull Station? Alguma coisa diferente que você possa contar?

Foi a primeira gravação completa em um estúdio profissional. O Real/Surreal foi 100% em home studio, o Éter gravamos bateria em um estúdio profissional e o resto em home studio e agora no magnetite tivemos o apoio da Red Bull pra gravarmos no estúdio deles. Não necessariamente um caminho é melhor que o outro, são escolhas bem relativas e com muitas variáveis, mas queríamos a experiência de passar semanas em um estúdio como o da Red Bull Station pra gravar um álbum. Sentimos que mudarmos por um mês pra SP também seria interessante pelo foco natural que isso iria gerar. Estávamos todos em outra cidade, das 11h às 20h, todo dia. Diferente de gravar em casa, com horário mudando todo dia, com compromissos do dia-a-dia e etc.

Red Bull Station in Sao Paulo, foto Patrícia Araújo

A maioria das músicas são do Gustavo, você tem participação em duas. Como é o processo de composição de vocês (banda) juntos?

Na verdade tenho participação em bem mais de duas haha e o processo do instrumental e da letra são em momentos meio separados e minha participação é grande principalmente nas letras. Varia muito! Algumas músicas o Gustavo faz tudo como foi o caso de ‘maré’ (eu escrevi só uma frase dessa haha), outras eu faço a letra inteira e o Gustavo todo o resto. ‘fragmento’ por exemplo chegou a ter duas letras sobre temas diferentes, uma eu fiz e a outra eu ajudei o Gustavo a terminar. A letra que ficou foi finalizada todo mundo junto um dia antes de gravar voz.

No início de tudo a preocupação maior é de estruturar a música, depois vamos pensando nos arranjos e nas letras. No processo de fazer os arranjos e letras as vezes mudamos a estrutura. Então realmente não tem um passo-a-passo definido, vamos deixando o fluxo nos levar e vamos fazendo o que cada composição pede.

Existe algum motivo de os nomes das músicas estarem todos em letras minúsculas?

falar hoje em dia é digitar, então é falar com calma, em voz baixa. também chamando atenção pro conteúdo e não como ele é divulgado.

Tenho duas perguntas sobre Phi

A primeira é que o final de Phi liga a introdução de Extremos Pueris. Dá uma certa sensação de como se o álbum não tivesse fim. Foi pra galera se sentir assim ou só pra haver ligação mesmo entre as músicas?

todos são parte do ciclo sem fim, causa e efeito do bom e ruim.

A segunda é que numa parte de Phi a gente nota o instrumental de XXIII, as músicas foram compostas ao mesmo tempo, uma depois da outra, tem alguma ligação?

tem que digitar as músicas em caixa baixa gente, bora nessa haha

então! phi foi composto na época do DVD, junto de Inércia, Vultos e Entrelaços. ponta do anzol também, falando nisso. Escolhemos as três do DVD, mas estávamos muito apegados e gostávamos muito da música que ainda não tinha nome nem letra. Usar parte da música como introdução do DVD e de toda a turnê do DVD foi uma forma daquela composição já fazer parte das nossas vidas desde ano passado. E estava nos planos ela vir no álbum desde sempre. Acabou que virou duas músicas diferentes e complementares. Uma espécie de sequência, como rola em Sonhador e Sonhador II, mas de outra forma e com outra proposta.

Foto Breno Galtier

É pouco tempo pra saber, mas dá pra ter uma noção do que a galera tá achando do álbum?

Foi muito legal ver tanta gente já gostando de primeira, disposta a ouvir e gostar, de coração aberto pra absorver o que tem de diferente. Repercussão tá muito boa! Tem uma galera estranhando, mas estaríamos bem mais preocupados se não tivesse. Normal um álbum que a banda explora outros caminhos, os ouvintes precisarem de algumas ouvidas pra digerir. Estamos com o sentimento que os objetivos estão sendo cumpridos e expectativas alcançadas. Galera gostando bastante das letras também, o que tem sido bem gratificante. Como você disse, tem pouco tempo ainda, mas a tendência é ir crescendo mais ainda.

Vocês tiveram muito da música brasileira num todo no Magnetite, dá pra citar algumas bandas/cantores que serviram de inspiração?

Vitor Rammil, Metá Metá e Lenine são algumas. As bandas amigas da nossa geração influenciaram bastante também. Muita gente sacou que Inky foi influência por exemplo. Ouvíamos muita mpb e bossa nova quando éramos crianças, resgatamos isso nesse álbum também.

E sobre o Rock in Rio, falta praticamente um mês! Estão ansiosos? Como anda a preparação pra esse grande dia?

Ansiedade vai começar a bater mais perto só. As músicas que tocamos desde ano passado ou desde 2013 tão mais que ensaiadas, a questão maior vai ser decidir quantas músicas novas vamos tocar e ensaiá-las muito bem. Além de descobrir como vamos encaixá-las na setlist. Geralmente esse processo acontece aos poucos ao longo de meses de shows até ficar bonzão e não vamos ter esse tempo.

Com álbum novo vem turnê nova. Quais os próximos passos após o Rock in Rio?

Continuar divulgando o magnetite, fazer os shows que estão sendo marcados e gerar mais conteúdo do álbum novo. Estamos com vontade de voltar a fazer colaborações com bandas amigas também, tomara que a gente consiga.

RESENHA: Stereophant + Hover + Montablan @ Estúdio Aldeia

Por Natalia Salvador

Toda vez que eu volto para casa depois de um belo show (e são muitos), eu fico pensando o por que alguma grande quantidade de brasileiros ainda insistem que não há boa música sendo feita no país hoje em dia. Saindo dos rótulos e julgamentos de que ‘funk não presta’, ‘o rock morreu’, ‘essa letra não diz nada’ ou qualquer outra expressão que todos já estamos cansados de ouvir, eu só posso concretizar que o que sobra nas pessoas é pura preguiça de buscar pelo conteúdo que lhes agrada. No último sábado, 29 de julho, foi o primeiro show após o lançamento do novo da Stereophant – Mar de Espelhos – e foi exatamente assim que eu me senti no dia seguinte.

A  noite fria parecia espantar o público do Estúdio Aldeia, espaço que já é um velho conhecido das bandas independentes do Rio de Janeiro, e o primeiro show não teve grande adesão de público. Os petropolitanos da Montablan fizeram um show curto, mas redondinho e de muita qualidade.

IMG_3551Montablan @2017

Na sequência e já com um pouco mais de público, os também petropolitanos da Hover fizeram mais um belíssimo show. O quinteto – velho conhecido do RIFF – , que agora conta com o apoio de Leonardo Bronze no baixo, se sente em casa no palco do Aldeia e deixa isso bem claro para a plateia. Trabalhando o disco Never Trust The Weather, que será apresentado no Estúdio Showlivre no próximo dia 11 de agosto, I’m Homesick, Teeth, My Name Is Alaska e There’s No Vampire In Antarctica, At Least For Six Months não ficaram de fora de setlist.

IMG_3650Hover @ 2017

Todos estavam ansiosos pelo primeiro show da Stereophant logo após o lançamento do CD Mar de Espelhos. O disco foi liberado nas plataformas digitais um dia antes do encontro e já conta com um clipe – e que clipe! Apesar de afirmarem que ainda estão aprendendo a tocar as músicas novas, o show foi bastante linear e trouxe as faixas de maior destaque para o setlist. Tem algo estranho no ar, Homem ao mar, A Cidade, Mar de Espelhos, Fora de Rota, entre outras das 15 faixas, provaram a força do novo trabalho.

Claro que Vermelha e O Tempo não podiam ficar de fora e ganharam o apoio das vozes presentes. Mas se engana que achou que as músicas novas já não estavam ensaiadas. Essa Música é a Cura ganhou coro e pegou os músicos de surpresa. Outro ponto que chama atenção nos palcos é a performance de Fabrício Abramov, baixista.

IMG_3752Stereophant @ 2017

Mar de espelhos tem produção de Felipe Rodarte, da banda The Baggios, e diversas  participações especiais como Felipe Pacheco (Baleia), Gabriel Ventura (Ventre), Jan Santoro (Facção Caipira), Walber Assis (Verbara), entre outros. O álbum explora novas sonoridades e traz letras baseadas na relação do homem com o mar. Confira o novo trabalho da Stereophant e fique de olho nas próximas datas para não perder esse show!

 

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5 CLIPES NACIONAIS (INCRÍVEIS) PARA VOCÊ ASSISTIR

Por Natalia Salvador

Durante o auge do pop e da MTV, os clipes musicais eram o carro chefe das bandas e artistas, além de uma das principais ferramentas para buscar a atenção do público. Com o surgimento e popularização do streaming foi possível notar uma diminuição na volumetria de produções audiovisuais, mas, por outro lado, a qualidade não deixa nada a desejar. Cada vez mais bem produzidos, os videoclipes continuam prendendo o telespectador nas telas. O Canal RIFF selecionou 5 vídeos lançados recentemente e que vão fazer o seu play valer a pena – e até um replay. Confira!

1) Stereophant – Homem ao Mar

Às vésperas de lançar um novo álbum – Mar de Espelhos -, a banda carioca Stereophant, já deu o ponta pé inicial para o novo ciclo com o clipe de Homem ao Mar, primeiro single que contou com uma superprodução audiovisual! Além de narrar a história da canção, o vídeo traz referências à outras faixas do novo disco, envoltas em um contexto lírico e conceitual.

A direção ficou por conta de Hugo Gama e Fabrício Abramov, que também é baixista da banda. “Quando chegaram com a ideia do clipe, foi uma responsa em dobro pra mim. Primeiro, pela questão da produção e logística serem muito complicadas e, segundo, que por eu ser da banda e saber o quanto trabalhamos e acreditamos nesse disco, um clipe à altura do primeiro single era um grande desafio. Quando finalmente fomos pro mar gravar foi um momento muito especial e de muita união. Todos deram o sangue pelo projeto, a gente mergulhou na história junto com o personagem. A impressão que eu tenho é que toda a equipe viveu a história da música!”, conta Abramov.

2) Comodoro – Doce

O clipe de Doce é o primeiro trabalho audiovisual da banda Comodoro. Com muitas cores, carinhos e guloseimas, a banda carioca dá mais um passo na carreira e mostra que veio para ficar. O som dançante e a irreverência dos músicos, principalmente de Fred Rocha, vocalista, que rouba a cena nos palcos, não vai te deixar ficar parado.

O vídeo tem direção de Diego Zimmermann e direção de fotografia de Rodrigo Galha. Além do single, o grupo – que também conta com Roberto Carneiro, Saulo Arctep, Thiago Garcia, Luiz Felipe Caetano e Mateus Nagem – tem um EP lançado, Livre, com 5 músicas e o projeto é liberar, até o fim de 2017, um álbum completo.

3) O Terno – Não Espero Mais

Carinhosamente apelidados de “Ok, Go brasileiro”, mais uma vez a banda O Terno surpreendeu com o lançamento do clipe de Não Espero Mais. A faixa compõe o terceiro disco do trio, Melhor do que Parece, e o vídeo conta com grandes clássicos da internet, que vão desde ‘Pedro me da meu chip’ e Luisa Marilac a Gretchen e John Travolta.

“Não imaginava O Terno tocando essa música. Tinha essa coisa de ‘estou feliz, estou na rua, eu gosto de você’. É uma canção simples”, afirmou Tim Bernardes em entrevista. Para complementar, o vídeo ainda conta com participação de Liniker, cantando via chamada de vídeo.

4) Medulla – Abraço

Deus e o Átomo já rendeu boas críticas ao grupo Medulla, entre as músicas favoritas dos fãs, Abraço foi a escolhida para ganhar o primeiro clipe do álbum. A melodia envolvente traz às telas um conteúdo adulto, que retrata diferentes tipos de relacionamentos com cenas intensas de sexo e envolvimento.

A música é quase um trip hop, mas tem uma sonoridade sensual e uma letra leve, que contrastam com a sequência de imagens, fazendo com que o clipe adquira uma estética sensual e contagiante. O vídeo foi inspirado nos  filmes da Erika Lust, diretora sueca de filmes eróticos considerados “pornografias feministas”.

5) Alarmes – Gruta

Com o intuito de tirar o telespectador de sua zona de conforto, o novo clipe dos brasilienses da banda Alarmes mostra os integrantes em situações desconcertantes. Segundo declarações dos músicos, o objetivo do projeto era justamente deixar o telespectador decidir se deve assistir até o fim ou não. Gruta conta com direção de Lucas Furtado, baixista da banda Scalene e também diretor de Incerteza de um Encontro Qualquer.

“Por mais que as pessoas estejam interagindo com a gente, estamos focados em olhar para um ponto específico e cantar. O objetivo é mostrar que, as vezes, a gente esquece ou se deixa levar pelo sentir nada quando várias coisas estão acontecendo”, afirmou Arthur Brenner, vocalista. Em sua conta pessoal no twitter, Gabriel Pasqua, baterista, afirmou não ter sido obrigado a apanhar no vídeo e que até gosta – ficamos mais aliviados!

E ai, conta pra gente o que você achou dos últimos trabalhos audiovisuais brasileiros.

Royal Blood, Lorde, Bratislava… 8 lançamentos da semana que você precisa ouvir!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

A última semana foi definitivamente uma das mais movimentadas no mundo da música em 2017. Com o destaque para sexta feira (16), onde muita coisa foi divulgada. O RIFF preparou uma lista bem interessante. Dá uma olhada!


Royal Blood – How Did We Get So Dark?

Depois de fazer muito barulho com seu primeiro álbum homônimo, o Royal Blood não sentiu a pressão pelo segundo, e divulgou nessa sexta-feira (16) o excelente “How Did We Get So Dark?”. Muito aguardado, o segundo trabalho do duo manteve um pouco da essência do seu antecessor, mas trazendo um pouco mais de melodia às canções e evidenciando ainda mais os vocais de Mike Kerr. “Lights Out”, “Hook, Line&Sinker” e “I Only Lie When I Love You”, são singles do disco. Ouça:

Portugal. The Man – Woodstock

Depois de já terem liberado as faixas “Number One”, “Feel It Still” e “Noise Pollution” e “So Young” o grupo americano divulgou também na sexta-feira (16) seu oitavo disco de estúdio, intitulado “Woodstock”. A quem diga que Portugal falha na coesão no disco novo, que exageram na amplitude de influências, som e conceitos trazendo a sensação de ser várias bandas em uma só; isso talvez seja verdade, mas não vai comprometer seus ouvidos. Bom álbum.

Lorde – Melodrama

A neozelandesa de apenas vinte anos, Lorde, também escolheu a sexta-feira (16) para liberar seu segundo disco. “Melodrama” é mais um excelente registro de uma artista que tão cedo não vai errar. Melodrama é cheio de experimentações e conceitos que só Lorde conseguiria expor. Ouça!

 Bratislava – Fogo

Lançamento é bom, mas lançamento NACIONAL é muito melhor. E quem se encarregou de nos dar essa alegria foram os paulistas da Bratislava. “Fogo” é o terceiro disco do grupo e mantém a ótima qualidade de produção que tínhamos visto em seu antecessor “Um Pouco Mais de Silêncio” (2015). Ouça e prestigie a música brasileira.

Nickelback – Feed The Machine

E olha só amigo riffeiro, os ora amados, ora odiados, do Nickelback surpreenderam ao divulgar na última sexta-feira (16) “Feed The Machine”, seu mais novo trabalho que conta com 11 músicas. Pra surpreender ainda mais, recentemente Chad Kroeger, vocalista do grupo, polemizou ao falar que o Stone Sour estava tentando ser o Nickelback. Concorda? Curte o grupo? Ouça e nos diga o que achou?

Belga – Âmbar

Já falamos o quanto curtimos música brasileira. E o segundo lançamento brazuca dessa lista vem lá de Brasília. “Âmbar” é o segundo EP da carreira da banda Belga. Depois de se passarem pouco mais um mês de seu primeiro EP homônimo, Âmbar é mais um registro de ótima qualidade de um rock alternativo muito bem produzido.

Fleet Foxes – Crack-Up

Depois de seis anos em hiato, o Fleet Foxes volta à cena com novo disco, intitulado “Crack-Up”. E se engana quem achou que essa pausa foi pra descanso. Ao ouvir o novo registro fica evidente que o tempo longe dos palcos serviu para Robin Pecknold, frontman do grupo, amadurecer seus conceitos. Ótimo trabalho. Ouça!

Clarear – Camaleão

Encerrando essa lista, temos “Camaleão”, EP de estreia dos cariocas da Clarear. Brenno Ottoni e Roger Santana, membros do grupo, já apareceram na cena carioca com a extinta Unify. Agora com a Clarear, eles propõem novos conceitos, influências e sonoridade. Ouça e prestigie.


Além dos álbuns, também tivemos alguns singles lançados. São eles, Walking The Wire, do Imagine Dragons, The Man, do The Killers, The Way You Used To Do, do Queens Of The Stone Age, Creature Confort, do Arcade Fire, Don’t Matter Now, do George Ezra, All Can Think About Is You, do Coldplay.

É, riffeiros, não brincamos quando falamos que a semana foi recheada. Muita coisa boa! Agora conta pra gente qual você mais curtiu e comenta qual álbum você não aguenta esperar mais pra sair.