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Conheça saudade, novo projeto de Saulo von Seehausen

Por Natalia Salvador

Para quem se acostumou com a força dos vocais de Saulo von Seehausen em Never Trust The Weather, primeiro CD da banda petropolinata Hover, pode sofrer um leve choque inicial ao ouvir as primeiras músicas de seu mais recente projeto: saudade.  Mas não se engane, o choque é, além de natural, completamente positivo.

Em uma pegada muito mais pessoal e intimista, as músicas trazem letras em português e melodias mais calmas e leves. O motivo disso? Desconstruir conceitos e, por que não, se reinventar na hora de compor.

“Sempre tive um sentimento de incômodo por não conseguir achar a minha voz em português. Não que não pudesse fazer isso com a banda, mas fazia mais sentido pra mim que esse processo partisse de um ponto totalmente diferente do que eu já estava envolvido. Queria primeiro encontrar esse lugar dentro de mim, achar essa voz ‘sozinho’. Entre aspas porque conto com a ajuda e o trabalho de vários amigos ainda, mas precisava que fosse uma busca mais interna do que tudo.”, contou Saulo em entrevista.

Botões, o primeiro single, foi gravado e produzido por Patrick Laplan, no Estúdio Fazendinha, mixado e masterizado por Ricardo Ponte, e a arte ficou por conta de Vinícius Tibuna. Para desenvolver todo esse processo, Saulo buscou aulas de técnica vocal, além de se inspirar em diferentes referências, como Os Mutantes, Kimbra e Daniel Johns.

Além de Botões, no perfil do Spotify você ainda pode conferir Jantaradois. Tá esperando o que pra conhecer e acompanhar saudade?

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RIFF Indica #2: Cidade Dormitório

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa | Foto Juliana Teixeira

 

Um tanto setentista, indie, alternativo e vocais pra lá de chapados. Saca o som da Cidade Dormitorio, banda sergipana.

Mais uma indicação aqui no RIFF, galera. E dessa vez saímos do eixo Rio-São Paulo e fomos até Aracajú (SE) trazer mais um som massa demais. Confira:

Foi em um corre danado lá em Sergipe, dois anos atrás, que Yves Deluc (Vocal e guitarra), Lauro Francis (Baixo), Heder Nascimento (Guitarra) e Fabio Aricawa (Bateria e backing vocals) formaram a Cidade Dormitório.

Com um vocal cheio de personalidade, letras criativas, sutis e irônicas, neo grunge cheio de originalidade, um lo-fi querendo protagonismo, a psicodelia não se deixando esquecer… O som da Cidade Dormitório é uma mescla de referências distintas e um resultado uniforme, original bonito, feliz e triste.

Em janeiro desse ano eles lançaram pelo selo independente Banana Records, o seu primeiro EP intitulado “Esperando o Pior”, e não é por nada não, mas, esse é um dos melhores discos que ouvi esse. Também em janeiro, saiu um clipe pra faixa “Setas Azuis”.

O EP contém 4 faixas faixas que que versam principalmente sobre o cotidiano, amor, desamor e como já foi dito, uma carga de psicodelia e indie rock incrivelmente deliciosa de ouvir. E é bom ficar ligado a partir de agora, porque eu ouvi dizer por aí que tem álbum completo pra sair.

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RIFF Indica #1: Fire Department Club

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

 

Amigos rifeiros, vamos iniciar uma série de publicações com a temática de indicações. Primordialmente, as publicações terão novos nomes da música nacional, embora vocês também possam colar aqui e se deparar com indicação de álbuns e até artistas da gringa.

Confere nossa primeira indicação e depois fala pra gente se conhece, se gosta ou indica coisa pra gente também.

Bom, eu sou apaixonado pelo indie rock, e por isso, nossa primeira edição é uma ótima representante do estilo. Acompanhe:

EP Human Nature | @firedepartamentclub

 

O Fire Department Club é o um quarteto formado em Porto Alegre por Andre Ache (Vocal e baixo), Gabriel Gottardo (Gutarra e sintetizadores), Mainel Waldow (Guitarra) e Gui Schwertner (Bateria). A banda nasceu em 2011 da amizade de colégio do quatros indie boys, e no mesmo ano lançaram o EP “Colourise” que chegou primeiro em Los Angeles. Aliás, os caras começaram a chamar atenção primeiro lá na gringa.

Em 2013 eles lançaram os singles “Merry Go-Round” e “Love Reconnected” e em 2015 veio o segundo EP, intitulado “Best Intuition”. Esses trabalhos foram tão elogiados que renderam aos caras um contrato com a Sonovibe Records, de Los Angeles. Além disso a FDC já tocou no Lollapalooza Brasil e abriu shows para The Kooks e Kasabian.

A FDC canta em inglês e tem referências em bandas como Phoenix, Daft Punk, Blur e Interpol. Sua sonoridade, indie principalmente, flerta com o ambiente oitentista, sintetizadores lapidados e frescos, guitarras e bateria orgânica.

Em 2016 eles ainda lançaram o terceiro EP, intitulado “Human Nature”, que foi produzido pelo americano Luc Silveira e masterizado por Dave Locke (Smashing Pumpkins).

Ouça abaixo o excelente som da Fire Department Club:

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Pra ver de casa: 11 Documentários pra quem é amante de rock

Por Felipe Sousa | Felipdsousa

Fala riffeiro, beleza? Hoje vou trazer pra vocês alguns documentários bem legais que estão disponíveis na Netflix e Youtube.

Eu particularmente gosto muito desse tipo de material, pois quando feito com profissionalismo, nos dar a chance de conhecer um pouco mais sobre um ídolo, uma banda ou um movimento.

Bom, sem mais delongas, confira abaixo:

Imagem da Música –  Os anos de influência da MTV Brasil

 

Produzido pela Crua Produções e dirigido por Lucas Tomaz Neves, o documentário mostra a história da MTV Brasil, desde sua chegada ao país (1990) até sua última transmissão (2013). Nos seus 23 anos no ar, a emissora apresentou quadros marcantes como O saudoso Rock GolHermes e RenatoAcústico MTV e é claro o VMB (Vídeo Music Brasil). E além dos programas, a MTV teve papel fundamental na difusão da música no país.

Dê o play abaixo e confira relatos de ex VJs e músicos e relembre os momentos da MTV Brasil.

 Assista no Youtube: 

 Austin To Boston

Após se apresentarem no festival de música SXSW, em Austin, quatro bandas seguem rumo a Boston em quatro vans e fazem diversos shows pelo caminho. O documentário conta com Bem HowardThe StavesNathaniel RateliffBear’s Dean e Bem Lovett (Mumford & Sons).

Assista na Netflix:

 Los Punks – We Are All We Have

Acompanha o cenário do punk em Los Angeles, principalmente da comunidade latina. Retratam a vida de bandas em shows caseiros e o panorama político da região.

Assista na Netflix:

Cobain – Montage Of Heck

História autorizada pela família de Cobain, acompanha toda a vida do líder do Nirvana a partir do início da carreira até seu trágico suicídio.

Assista na Netflix:

Amy

Indicado ao Oscar em 2016, o documentário retrata, com vídeos caseiros e entrevistas com amigos, a vida da icônica e talentosa Amy Whinehouse.

Assista na Netflix:

Metallica – Some Kind Of Monster

 

Produzido entre os anos de 2001 a 2003, documentário retrata a gravação do álbum “St. Anger em meio à diversas tensões pessoais e profissionais entre os integrantes do grupo.

Assista na Netflix:

Keith Richards – Under The Inluence

Da infância aos dias atuais. Documentário mostra as histórias, influências, e a vida, de uma das grande lendas do rock, Keith Richards.

Assista na Netflix:

Who The F**k Is That Guy

Michael Alago, um porto-riquenho, gay e amante da música. Conheça a história desse empresário que assinou com MetallicaWhite Zombie e outras.

Assista na Netflix:

Can’t Stand Losing You – Surviving the Police

A história da lendária banda The Police pelo passado, do também lendário, Andy Summers, guitarrista do grupo.

Assista na Netflix:

Eagles Of Death Metal –  Nos Amis (Our Friends)

O documentário acompanha a banda americana no seu retorno à Paris, três meses após a tragédia do ataque terrorista em seu show que deixou 89 mortos. O antes, durante e depois daquele episódio é retratado no filme, Assim como a forte amizade dos fundadores da banda, Josh Homme e Jesse Hughes. 

Assista na Netflix:

Oasis – Supersonic

A história de uma das bandas mais importantes nos anos 90. Um retrato da ascensão do Oasis no mundo da música em meio a conturbada relação dos irmãos Gallagher.

Assista na Netlix:

O estado ”magnetite”: um pouco mais sobre o novo álbum da Banda Scalene

‏‏‏Por Camila Borges

“magnetite é um estado. magnetita é a pedra-imã mais magnética de todos minerais. cristais de magnetita estão presentes em diversos lugares da natureza e em cérebros de animais, inclusive nos nossos. magnetite é o estado de viver ciente e responsável pelas causas e consequências energéticas de nossas ações. inflamados com essa condição, magnetite é nosso estado.”

Assim descreve a Banda Scalene sobre o seu terceiro álbum de estúdio em suas redes sociais.

Com 12 faixas, o álbum gravado no estúdio do Red Bull Station teve seu lançamento na sexta-feira (18/8) e já é um dos mais queridos pelos fãs.

Aproveitando toda essa empolgação conversamos um pouco com o Tomás Bertoni, onde ele conta um pouquinho mais sobre o magnetite e algumas curiosidades.

Canal Riff: A arte do álbum é do Bruno Luglio, vocês já conheciam o trabalho dele? Como foi a escolha?

Tomás:  Conhecemos ele há um tempo. Ele era da banda Level Nine, então sabe como funciona o mercado e a vida na música. Hoje em dia ele é diretor criativo de uma agência em Nova York. Trabalhou no amor com a gente, interessado em ajudar e chegar em um resultado legal. Foi um prazer ter ele conosco, o cara é gêniozinho.

E sobre o processo de gravação, como foi gravar no Red Bull Station? Alguma coisa diferente que você possa contar?

Foi a primeira gravação completa em um estúdio profissional. O Real/Surreal foi 100% em home studio, o Éter gravamos bateria em um estúdio profissional e o resto em home studio e agora no magnetite tivemos o apoio da Red Bull pra gravarmos no estúdio deles. Não necessariamente um caminho é melhor que o outro, são escolhas bem relativas e com muitas variáveis, mas queríamos a experiência de passar semanas em um estúdio como o da Red Bull Station pra gravar um álbum. Sentimos que mudarmos por um mês pra SP também seria interessante pelo foco natural que isso iria gerar. Estávamos todos em outra cidade, das 11h às 20h, todo dia. Diferente de gravar em casa, com horário mudando todo dia, com compromissos do dia-a-dia e etc.

Red Bull Station in Sao Paulo, foto Patrícia Araújo

A maioria das músicas são do Gustavo, você tem participação em duas. Como é o processo de composição de vocês (banda) juntos?

Na verdade tenho participação em bem mais de duas haha e o processo do instrumental e da letra são em momentos meio separados e minha participação é grande principalmente nas letras. Varia muito! Algumas músicas o Gustavo faz tudo como foi o caso de ‘maré’ (eu escrevi só uma frase dessa haha), outras eu faço a letra inteira e o Gustavo todo o resto. ‘fragmento’ por exemplo chegou a ter duas letras sobre temas diferentes, uma eu fiz e a outra eu ajudei o Gustavo a terminar. A letra que ficou foi finalizada todo mundo junto um dia antes de gravar voz.

No início de tudo a preocupação maior é de estruturar a música, depois vamos pensando nos arranjos e nas letras. No processo de fazer os arranjos e letras as vezes mudamos a estrutura. Então realmente não tem um passo-a-passo definido, vamos deixando o fluxo nos levar e vamos fazendo o que cada composição pede.

Existe algum motivo de os nomes das músicas estarem todos em letras minúsculas?

falar hoje em dia é digitar, então é falar com calma, em voz baixa. também chamando atenção pro conteúdo e não como ele é divulgado.

Tenho duas perguntas sobre Phi

A primeira é que o final de Phi liga a introdução de Extremos Pueris. Dá uma certa sensação de como se o álbum não tivesse fim. Foi pra galera se sentir assim ou só pra haver ligação mesmo entre as músicas?

todos são parte do ciclo sem fim, causa e efeito do bom e ruim.

A segunda é que numa parte de Phi a gente nota o instrumental de XXIII, as músicas foram compostas ao mesmo tempo, uma depois da outra, tem alguma ligação?

tem que digitar as músicas em caixa baixa gente, bora nessa haha

então! phi foi composto na época do DVD, junto de Inércia, Vultos e Entrelaços. ponta do anzol também, falando nisso. Escolhemos as três do DVD, mas estávamos muito apegados e gostávamos muito da música que ainda não tinha nome nem letra. Usar parte da música como introdução do DVD e de toda a turnê do DVD foi uma forma daquela composição já fazer parte das nossas vidas desde ano passado. E estava nos planos ela vir no álbum desde sempre. Acabou que virou duas músicas diferentes e complementares. Uma espécie de sequência, como rola em Sonhador e Sonhador II, mas de outra forma e com outra proposta.

Foto Breno Galtier

É pouco tempo pra saber, mas dá pra ter uma noção do que a galera tá achando do álbum?

Foi muito legal ver tanta gente já gostando de primeira, disposta a ouvir e gostar, de coração aberto pra absorver o que tem de diferente. Repercussão tá muito boa! Tem uma galera estranhando, mas estaríamos bem mais preocupados se não tivesse. Normal um álbum que a banda explora outros caminhos, os ouvintes precisarem de algumas ouvidas pra digerir. Estamos com o sentimento que os objetivos estão sendo cumpridos e expectativas alcançadas. Galera gostando bastante das letras também, o que tem sido bem gratificante. Como você disse, tem pouco tempo ainda, mas a tendência é ir crescendo mais ainda.

Vocês tiveram muito da música brasileira num todo no Magnetite, dá pra citar algumas bandas/cantores que serviram de inspiração?

Vitor Rammil, Metá Metá e Lenine são algumas. As bandas amigas da nossa geração influenciaram bastante também. Muita gente sacou que Inky foi influência por exemplo. Ouvíamos muita mpb e bossa nova quando éramos crianças, resgatamos isso nesse álbum também.

E sobre o Rock in Rio, falta praticamente um mês! Estão ansiosos? Como anda a preparação pra esse grande dia?

Ansiedade vai começar a bater mais perto só. As músicas que tocamos desde ano passado ou desde 2013 tão mais que ensaiadas, a questão maior vai ser decidir quantas músicas novas vamos tocar e ensaiá-las muito bem. Além de descobrir como vamos encaixá-las na setlist. Geralmente esse processo acontece aos poucos ao longo de meses de shows até ficar bonzão e não vamos ter esse tempo.

Com álbum novo vem turnê nova. Quais os próximos passos após o Rock in Rio?

Continuar divulgando o magnetite, fazer os shows que estão sendo marcados e gerar mais conteúdo do álbum novo. Estamos com vontade de voltar a fazer colaborações com bandas amigas também, tomara que a gente consiga.

Resenha Far From Alaska e Hover no @ Palco Z

‍Por ‏Camila Borges

O que esperar do show do pré lançamento de um álbum recém saído do forno apenas alguns dias atrás: Casa cheia? Um show inesquecível do início ao fim? Se você disse sim, Ah você está totalmente certo.

Na última quinta-feira (10/8) com a casa lotada, Emmily Barreto, Cris Botarelli, Rafael Brasil, Edu Filgueira e Lauro Kirschz mostraram seu mais novo trabalho na íntegra.

Unlikely foi lançado dia 4/8, financiado por um crowdfunding. De acordo com a própria banda foi a melhor coisa que fizeram na vida. Segundo álbum de estúdio do Far From Alaska, foi gravado em Ashland, no Oregon, EUA, com a produtora Sylvia Massy, conhecida por produzir bandas como System of a Down, Johnny Cash e Red Hot Chili Peppers.

A banda já havia apresentado algumas músicas no Festival CoMa, em Brasília, e já foi muito bem recebido pelo público.

Primeiro show em São Paulo logo após o lançamento foi um tanto especial. Quem começou os trabalhos no Palco Z foi a Hover, banda de Petrópolis/RJ que trouxe seus sucessos do Never Trust The Weather diretamente para capital paulista, e já começava o que seria uma ótima noite pra música.

Foto Leca Suzuki

Logo após, o grande esperado Far From Alaska apresentou todas as faixas do Unlikely. Sim, TODAS! E ainda descreveram um pouco de cada música, curiosidades sobre os nomes, quais suas preferidas. Uma ressalva para Pig (que iria se chamar galinha), que surgiu com a ideia de mostrar o clima de uma fazenda perto da praia. Para Monkey que tem seu momento repetitivo (quem ouviu vai entender), Cobra que já está totalmente na ponta da língua, Rhino sobre a dificuldade para criar a música e que tem uma homenagem a cantora Whitney Houston com o refrão “I Will Always Love You”, e a pesada Slug pra quem achou que o FFA tinha mudado. Ainda tivemos um cover de Supercombo e muita interatividade com o público entre as músicas.

Foto Leca Suzuki

Naquela noite de quinta quem se dispôs a ir ao Z foi muito bem recompensado com um ótimo show. Quem ainda não conhecia a banda tenho certeza que gostou, e quem já era fã se tornou mais ainda. Um viva ao Far From Alaska que mostrou que sabe muito bem fazer rock, expondo e expandindo sua sonoridade. E se você ainda não foi ao show dos caras, você realmente está perdendo tempo.

Conheça toda a paixão musical da surpreendente Lucy Mason

Por Thais Rodrigues I @thwashere

Grande parte das descobertas musicais que faço é graças ao Spotify e, mesmo com a correria, não tem um dia em que eu não dedique parte do meu tempo para dar ouvidos a artistas que queiram me contar um pouco da sua história com músicas que falem sobre festejar – ou até morrer de tristeza. De cara e com muita prática, nos tornamos capazes de identificar “mentiras” em algumas faixas, mas quando alguém quer desabafar, não tem como ignorar e seguir em frente, digo apertar o next. Não parar para ouvir é um erro, já que certas faixas imploram por atenção mesmo que de maneira sutil.

Lucy Mason apareceu para mim e não literalmente, de forma acidental enquanto eu me arrumava para dormir. Logo que ouvi White As Snow, tentei identificar características semelhantes a outros artistas e foi em vão, por incrível que possa parecer. O máximo que consegui foi um arrepio ou frio na barriga que até hoje não consigo explicar ou entender, o mesmo de White Coats da cantora Foxes. Apesar de provocarem sensações semelhantes, com clipes onde as respectivas cantoras vão em busca de algo, que não se sabe o que é e fora de casa e também, se encaixarem perfeitamente em uma playlist chill out, o pop de Foxes é mais presente o que torna automaticamente, a faixa de Lucy mais emocionante e que é sua proposta.

A cantora australiana, que atualmente vive em Londres, sonhava em ser cantora desde o jardim de infância e ao longo de sua vida, não satisfeita em ter a vida dos sonhos só em seu mundo imaginário particular, fez com que tudo acontecesse ao seu redor: aprendeu a tocar violão, fazendo suas primeiras apresentações na escola e começou a compor, o que fez com que as comparações começassem a aparecer e de forma desgovernada, mas por cantar sobre seus sentimentos mais sinceros, talvez não seja possível encontrar alguém que tenha tanta paixão pela verdade e pelo mundo, mais especificamente nessa faixa.

Dividida entre se sentir em casa junto da família e desvendar os mistérios ao redor do mundo, Lucy admite em algumas entrevistas que não sabe o que vem pela frente. Com o EP lançado em março de 2014, intitulado White As Snow, a cantora que é movida pela fé tem tudo para ter seu próprio ou qualquer espaço no mundo, transformando o mesmo em seu diário pessoal ou de bordo.

Siga Lucy Mason: @LucyMason

Ouça mais no SoundCloud: Lucy Mason Music