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Resenha: Dead Fish & menores atos @ Imperator (20 anos de “Sonho Médio”)

Texto por Alan Bonner (@bonnerzin), fotos por Gustavo Chagas (@gustavochagas)

Sexta-feira de festa em um dos maiores palcos do Rio de Janeiro. O Dead Fish comemorou 20 anos de seu primeiro clássico, “Sonho Médio”, no histórico Imperator, na zona norte carioca. Além de tocar o disco na íntegra, a banda executou mais dez músicas dos mais diversos álbuns da consagrada carreira. A abertura ficou por conta dos cariocas do menores atos.

Já no show de abertura da noite, foi possível perceber algo que Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish, iria dizer ao final do show de sua banda: o Imperator é a melhor casa em termos de qualidade sonora da cidade carioca. Todo mundo sabe que o Canal Riff assistiu a quase todos os shows da menores atos no RJ desde que o “Animalia” foi lançado, mas nunca a banda soou tão bem quanto naquela noite. Talvez também por ser um “até breve” da banda, que vai se afastar dos palcos por algum tempo para gravar um novo disco, e, por isso, tenha rolado um capricho maior nas execuções. O fato é que, provavelmente, esse foi o melhor show da banda em todo esse ciclo, justamente por aliar uma ótima performance da banda com a qualidade de som do lugar. O vocal de Cyro Sampaio, afinado e atingindo as notas corretas, junto com sua guitarra melódica e de belos timbres, a bateria quebrada e agressiva de Ricardo Mello e a presença, contundência e peso do baixo de Celso Lehnemann foram muito bem ouvidas em um show curto, mas bastante poderoso. Uma bela forma de se despedir de um belo disco.

“Boa noite, nós somos o Dead Fish. 2018, vem!”. Com poucas palavras e com pé na porta, o Dead Fish iniciou as primeiras notas de “Escapando”, fazendo parte do público rapidamente organizar uma grande roda, máxima que se manteve durante todo o show, até durante as músicas mais “tranquilas” da noite, como “Modificar” e “Por Paz”. A execução das músicas do “Sonho Médio” foi tão perfeita (excluindo uma pequena passagem de “Lost Soul”, esquecida pelo vocalista) que parecia que o quarteto que estava no palco havia composto e gravado aquelas músicas. E ouvir o álbum ao vivo, com uma formação tão azeitada e com um som de tamanha qualidade só evidencia o quão agressivo e (infelizmente) atual ele ainda é, mesmo 20 anos depois de lançado. A banda ainda organizou o setlist de uma forma que o fez ficar ainda mais pesado. Destaques para “Fragmento”, com duetos vocais muito bem executados por parte de Rodrigo e Rick Mastria, e “Mulheres Negras”, com participação de Dani Conceição, amiga da banda.

Para fechar a noite com chave de ouro, um enfileiramento non stop de clássicos: Venceremos, Autonomia, Zero e Um, Tão Iguais (com participação sempre presente e intensa de Reynaldo Cruz, vocalista da Plastic Fire), entre outras, encerrando com a apoteótica Afasia. A banda se despediu agradecendo ao público e à casa pelo ótimo primeiro show do ano. Nós que agradecemos pelo belo banho de alma para começar o ano com tudo!

SETLIST

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Resenha: Francisco El Hombre + Mulamba @Circo Voador

Por Fernanda Alves

“Nós não é saco de bosta pra levar tanta porrada”

Com essa frase Mulamba abriu os trabalhos na noite de sexta-feira, 12 de janeiro, no Circo Voador.

LEIA TAMBÉM: ENTREVISTA EXCLUSIVA COM FRANCISCO, EL HOMBRE

A banda curitibana composta unicamente por mulheres, subiu ao palco pouco antes da meia-noite, ainda com poucas pessoas na plateia. De forma gradativa, a espaço foi enchendo, e a vibração e palmas que se ouviam ficavam cada vez mais altas conforme o show acontecia.

Você logo saca que Mulamba está bem alinhada aos sons feitos aqui no Brasil nesses últimos tempos, reunindo influências de vários ritmos e artistas, com levada um tanto indie e com sonoridades que vão desde a MPB, passando pelo rock e chegando ao funk carioca.

A bandeira da representatividade, da questão feminina, defendida pelo grupo em seu show, foi rapidamente absorvida e abraçada pelos presentes. Rolou até cover de Cássia Eller e também contou com a participação da cantora da banda principal da noite Juliana Strassacapa, duas artistas fortemente ligadas ao tema do feminismo.

O show manteve esse ritmo do início ao fim, numa mistura de teatro, música, performance, poesia e protesto, além da profundidade das letras e melodia.

“Já sei pra onde vou!”

Após uma pausa pra água (não, pera!)… Francisco, El Hombre entrou e já mostrou ao que veio, nos levando a sentir o Calor da Rua!

A banda campineira trouxe em suas raízes a efervescência latina, envolvendo timbres, ritmos, arranjos e em favor de uma identidade ímpar. Temas como a violência doméstica, o papel da mulher na sociedade e uma crítica direta ao conservadorismo ditaram a narrativa do show, que contou com participações ilustríssimas e que acrescentaram mais pimenta ao caldeirão como As Bahias e a Cozinha Mineira e Clarice Falcão.

Francisco, el Hombre, ao longo de sua apresentação provocou o público com sua “pachanga folk”, o que uma completa interação entre plateia e banda.

Percebemos o quão poderosas são as vozes dos integrantes da banda, explícitos e políticos nas letras, multiculturais na sonoridade. Com belíssimas melodias e arranjos, o repertório se concentrou nas canções do álbum Soltabruxas, e como já era o esperado, o momento mais emocionante foi a execução de Triste, louca ou má, indicada ao Grammy Latino. A apresentação contou com uma canção inédita, Muero por Ti  e também com algumas versões de “O meu sangue ferve por você”, “Um morto muito louco” (por que não?) e Tic tic Tac embaladas na batida do bloco “Calor da Rua”.

Bis? Não tivemos… até porque a banda sequer deixou o palco! O que se seguiu foi um grande bloco de carnaval, com artistas, convidados e público numa só folia!

Uma coisa ficou clara, a passagem de Francisco, el Hombre por terras cariocas deixou mais que claro o quanto eles precisam voltar. E que seja em breve.

 

francisco, el hombre toca com o bloco “calor da rua” e recebe convidados no Circo Voador

Por Natalia Salvador 

Que 2017 foi um grande ano para música nacional ninguém tem dúvidas. Uma das bandas que roubou a cena e mostrou que veio para ficar foi a francisco, el hombre. Uma mistura de culturas, ritmos e, porque não, movimentos. Aproveitando que o grupo estará de passagem pela cidade maravilhosa no próximo dia 12 de janeiro (sexta-feira), o Canal RIFF bateu um papo com Rafael Gomes, baixista da banda, sobre os últimos acontecimentos e as expectativas para o próximo encontro com o mágico Circo Voador.

“Faziam anos que sonhávamos em ter o nome no Grammy ao lado de outros nomes que tanto nos inspiram”, afirmou Rafael Gomes.

Com o início de um novo ano chega a ser inevitável pensar em tudo que se passou durante o período anterior. Para Rafael, a dinâmica de cada ano se transformando completamente com o passar do tempo é muito linda. “2017 foi um ano muito importante para a gente! Circulamos por uma infinidade de lugares com o soltasbruxa. Conhecemos lugares incríveis, aprendemos com todas essas e experiências e descobrimos, pouco a pouco, que nossa tinha potencial de ir muito longe”, relembra.

O ano foi cheio de energia e grandes conquistas. Entre elas, os grandes destaque ficam para a indicação ao Grammy Latino – na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa – e o convite para tocar no Lollapalooza 2018. Para o grupo, as notícias foram surpreendentes e especiais. O mais gratificante, destaca Gomes, foi a primeira indicação sem nenhum nome de gravadora na categoria. “Me sinto mega honrado em saber que os tempos estão realmente mudando e não se precisa de uma mega estrutura por trás de uma carreira artística para conquistar reconhecimento à nível internacional. Ainda que seja uma premiação estadunidense à indústria latino-americana é muito importante pra gente saber que essa galera tá escutando nosso som e dando valor ao que cantamos”, contou.

Carnaval, Lollapalooza e os planos para 2018

Integrando o line-up de peso do próximo Lollapalooza Brasil, fancisco, el hombre vê o festival como uma grande festa da música. “O ‘time’ brasileiro tá incrível! Várias e vários artistas que dividem cena com a gente, sem mencionar os artistas internacionais. Costumamos dizer que festival é que nem festa de aniversário: dia de rever amigos da estrada e conhecer ainda mais gente para se conectar e seguir junto dali pra frente!”, brincou Rafael. Além dos shows, dentro e fora do país, 2018 vai trazer novidades! De acordo com Gomes, ainda não há uma data para o lançamento do novo CD, mas as ideias estão fervilhando.    

francisco, el hombre traz bloco de carnaval para o Circo Voador

O grupo é um misto de culturas e nada mais justo que explorar isso com uma das maiores formas de expressão cultural brasileira: carnaval! Infelizmente, os ventos ainda não vão trazer o grupo no período mais agitado do ano, mas o pré-carnaval está ai pra isso! Não é a primeira vez que a banda mexicana-brasileira toca no palco do Circo Voador e, segundo o baixista, é sempre uma experiência incrível. “O público sempre faz uma parte importante do show e esperamos que as pessoas venham compartilhar da boa energia que 2018 vem prometendo. Além das participações mais que especiais d’As Bahias e a Cozinha Mineira e da Clarice Falcão, a Aline Paes vai chegar junto na bagunça. As amigas da Mulamba vem como banda de abertura e, espero eu, que elas subam no palco com a gente também”, convidou Gomes. O Canal RIFF até tentou descobrir, mas Rafael deixou todo mundo curioso. “Dizem ainda que várias outras amizades devem aparecer pra engrossar o caldo… E bom, se esse ano tem disco novo, pode ser que alguma coisa apareça no repertório, né?! Vai saber”, afirmou.

A festa vai ser bonita e, se você quer entrar nessa dança, não perde mais tempo! O show acontece no dia 12 de janeiro e a casa abre às 22h. Os ingressos ainda estão sendo vendidos e os preços variam entre 40 e 100 reais. Ah! E se você for, não esquece de contar aqui pra gente como foi.

TOP 10: OS MELHORES SHOWS DE 2017

Por Natalia Salvador

Quando você ama assistir shows e, finalmente, mora em um lugar que te oferece diferentes opções todo fim de semana é uma baita realização. Em 2017 eu tive a oportunidade de cobrir e curtir por lazer diferentes espetáculos, nada mais justo que relembrar aqueles que marcaram o ano, pelo menos para mim (e que a gente já fica doido pra ver de novo). Prometo não me estender muito, então vem conhecer meu TOP 10 de melhores shows de 2017!

  1. FRESNO + VITAL

O Imperator, por si só, já tem uma energia completamente diferente de todas as outras casas de show do Rio de Janeiro. Toda vez que eu piso lá a sensação de que algo grandioso está para acontecer. E foi exatamente isso que presenciei neste culto sold out. Além de tudo que envolvia o show da Fresno – comemoração dos 18 anos e minha primeira vez vendo eles como headliners -, uma das coisas que mais me chamou atenção foi o quanto o público acolheu e abraçou a banda de abertura, a Vital.

Fresno@2017 por Natalia Salvador
  1. MENORES ATOS + ODRADEK + AVEC

A primeira vez de um ser humano num show da Menores Atos é pra nunca mais esquecer. Acho que posso dispensar apresentações, o trio faz a platéia se emocionar, chorar e cantar o mais alto que pode. O show no Estúdio Aldeia marcou o encerramento da turnê do Animalia e a banda está trabalhando em um novo CD. Nesta noite de inéditos, para mim, também tive a grande chance de conhecer a banda Odradek. Um instrumental pesado e envolvente.

  1. MEDULLA + HOVER + NVRA

O CD Deus e o átomo foi um dos grandes elogiados de 2016, nada melhor que começar 2017 com um showzão desses, não é mesmo? O diferencial de ver shows no Estúdio Aldeia é a vibe intimista do lugar e a proximidade que você consegue ter dos artistas. A entrega dos irmãos Raony e Keops envolve e empolga o público. Além deles, a Hover, que também tem um show completinho e cheio de energia somou para a noite ser incrível. Cada apresentação deles na cidade é uma emoção diferente, coisa de casa mesmo.  

  1. R.SIGMA + COMODORO

Sim, eu só conheci R.Sigma em 2017 – que bom que os dias de glória chegam para todos. No único show que a banda realizou no Rio de Janeiro a maioria do público estava matando as saudades depois de quase 6 anos em hiato. Acho que foi esse cenário que tornou tudo tão especial. Na abertura, a Comodoro tomou conta do palco e colocou os poucos presentes para dançar – e acompanhar toda a malemolência de Fred Rocha, vocalista. Quando R.Sigma entrou no palco a casa já estava cheia e o coro permaneceu por todo o show. Além disso, Tomás Tróia que viriam novidades por ai. Durante o semestre, a banda lançou uma música inédita, fez outros shows e seguimos acompanhando os próximos passos – ATENTOS!   

  1. HANSON

Vocês tem uma lembrança clara dos primeiros contatos com algo que gostem muito? Minha primeira grande lembrança com a música foi com esse trio de irmãos americanos. Eu era muito novinha e ganhei o cd de estréia deles – conto essa história completinha na resenha desse show. 20 anos depois, tive a chance de ver um show comemorativo que contemplou diferentes fases de Zac, Taylor e Isaac – primeiro grande amor de muitas. Foi uma noite nostálgica e de muito amor, é estranhamente incrível quando você consegue perceber a troca fácil e respeitosa entre os músicos no palco. Uma noite família, literalmente.

  1. CASTELLO BRANCO

Não sei vocês, mas uma das coisas que mais me chama atenção em shows é a performance dos vocalistas. Depois de assistir ao show do R.Sigma, fui em busca de mais informações sobre Lucas Castello Branco e me deparei com um projeto incrível. Meses depois lá estava eu impactada com a leveza e ternura, muito diferentes da energia apresentada na frente da banda, do lançamento de Sintoma. O show solo do Castello é aquela saída perfeita com carinha de domingo tranquilo, que é pra começar a semana com o maior sorriso no rosto!

Castello Branco@2017 por Natalia Salvador
  1. BRAZA

Qual banda que tem 2 anos de estrada, 2 discos lançados e entrega ao público 2 horas de show? Danilo, Nicolas e Vitor fazem um verdadeiro espetáculo em cima do palco. A energia deles é anestesiante, do início ao fim. A galera, canta, dança e se entrega. Ver os 3 fazendo música juntos ainda contribui para aquele falso consolo da saudade que os fãs sentem do Forfun. Os caras fizeram história e agora estão escrevendo uma nova. Ciclos.  

  1. ALASKA (Rio novo Rock + Despedida em Petrópolis)

Se trazer dois shows da mesma banda para um TOP 10 é errado, eu não quero estar certa. Em 2017 a Alaska teve dois grandes momentos no Rio de Janeiro. Uma das primeiras edições do Rio Novo Rock do ano contou com a partição dos paulistas e os cariocas da Two Places At Once. Como comentado anteriormente, o Imperator é um senhor palco e a noite não poderia ser outra coisa se não memorável, com direito a setlist especial e invasão de palco.

Mas a festa ficou linda mesmo na despedida do Onda, que aconteceu em Petrópolis. Eu não sei o que acontece, mas os shows da Alaska na Cidade Imperial tem uma emoção diferente. É claro que os petropolitanos não iam deixar esta ser uma despedida normal. O público, fiel, cantava tão alto que muitas vezes roubava o lugar dos músicos. Uma das características mais marcantes dos shows da banda, é a troca entre os músicos, seja nos sorrisos, carinhos ou nos finos que um tira do instrumento do outro. É uma experiência de entrega diferente de tudo que eu já vi.

Alaska@2017 por Natalia Salvador
  1. SCRACHO

Você provavelmente está se perguntando que ano é hoje ou porque raios Scracho está no segundo lugar dessa lista. Pois bem, no último mês do ano – famoso 45 minutos do segundo tempo – eu, sem dúvidas, presenciei a maior festa do ano! Celebrando 10 anos de lançamento do primeiro cd, A Grande Bola Azul, Dedé, Diego e Caio reuniram grandes amigos e lendas do underground carioca para um show de lavar a alma e fazer os jovens adolescentes de 10 anos atrás muito felizes. Foram 2 horas de nostalgia, entrega e gargantas arranhando no dia seguinte, em um Circo Voador abarrotado.  

  1. AURORA

Aurora é a prova viva de que fadas existem. Eu já pensava sobre isso assistindo alguns vídeos internet afora, mas depois que tive a oportunidade de ver a jovenzinha norueguesa de apenas 21 anos emocionar os públicos por todas as cidades brasileiras que passou, eu pude ter certeza. Sabe quando você sente a energia passando pelo corpo, os pelinhos arrepiando e os olhos se encherem de lágrimas? Foi assim que me senti o show inteiro. Sem grandes estruturas, a inocência, ternura e compaixão que habitam Aurora ficam evidentes em cima do palco. Esta, sem dúvidas, foi melhor experiência musical de 2017!

Aurora@2017 por Natalia Salvador

A Despedida do Onda @breve

‏Texto Camila Borges , Fotos Felipe Indini

Para a física, uma Onda é uma perturbação oscilante de alguma grandeza física no espaço e periódica no tempo. Para outros (me incluo nessa) foi um dos álbuns mais profundos, cheios de significados. Começar uma resenha desta maneira diferente foi a única maneira que encontrei pra citar melhor a despedida. Foi uma noite memorável, cheia de amigos, fãs, bandas e histórias pra contar.

Na última sexta-feira (15), o palco da vez foi o Breve. Casa de shows que fica em São Paulo, conhecida por receber bandas alternativas no geral.

Começamos a noite com O Grande Babaca (Gabriel Olivieri) mostrando algumas gravações que você pode ouvir na internet, inclusive uma canção inédita apenas para quem esteve no show, por enquanto. Pra quem ainda não conhece vale a pena ouvir.

A segunda banda da noite foi a Hover, banda de Petrópolis/RJ que conta com Saulo von Seehausen (guitarrista e vocalista), Lucas Lisboa (guitarrista), Felipe Duriez (guitarrista), Álvaro Cardozo (baterista) e Leandro Bronze (baixista). Mostram boa parte do repertório do seu ótimo “Never Trust The Weather”, e entre uma música e outra  rolaram muitas declarações não só de amor, mas gratidão e amizade a principal banda da noite.

Eis que chega a parte mais esperada para  muitos, a última chance de ouvir o Onda na íntegra, ao vivo. A troca entre a Alaska e público é uma das coisas mais impressionantes que acontecem show após show e naquele dia não foi diferente. A evolução e a paixão pelo que fazem é notável, sou suspeita pra falar.

Durante a apresentação rolaram algumas participações, como por exemplo a do André Vinco (Ceano) invadindo o palco e dividindo o microfone durante Alto-mar. Mariana Ávila em O Resto é Silêncio (ok, nessa hora não deu pra segurar a emoção e já tinha um bocado de gente aos prantos).

Foto Leo Rodrigues

Durante muitas músicas a voz do público se misturava com a do vocalista, outrora eram apenas eles e mais ninguém. Muitos ali vieram desde o catarse, outros de muito antes, outros de pouco tempo. A emoção tomou conta do show durante muitas vezes, deixando muitos sem palavras.

O fim da apresentação chegou com as últimas 3 músicas: Onda, Euforia com a sua nova “roupagem” bem diferente daquela que ouvimos no EP, e Vista. Esta última com invasão de muitos amigos ao palco, e como sempre a plateia acompanhando em alto e bom som os músicos. Logo após toda essa loucura ainda tivemos uma breve surpresa: uma das músicas novas. Ainda sem nome,por enquanto, ela é chamada de 16 pela própria banda.

Foram dois anos de Onda, com muitos shows, 3 videoclipes, participações especiais. Mas o que realmente fica é a marca e algumas lições que o álbum deixa em cada um que se dispôs a conhecê-lo, a interpretá-lo e principalmente acreditar no que era proposto quando talvez ninguém mais acreditaria.

 

 

 

 

Saiu! Vote nas 14 categorias do Prêmio RIFF de Música 2017!

O Canal RIFF orgulhosamente apresenta a sua terceira edição do Prêmio RIFF de Música! A edição de 2017 será em uma live cheia de surpresas no dia 8 de janeiro, uma segunda-feira.

Troféu da edição de 2016, realizada no Teatro Odisseia

A premiação de 14 categorias será através do voto popular nesta enquete aberta até a meia noite do dia 07/01.;

Então não se esqueça: dia 8 de janeiro é o dia do #PrêmioRIFF2017! RIFF, o SEU canal de música!


O período considerado para as indicações é de dezembro de 2016, data do último Prêmio RIFF, até dezembro de 2017.

Premio 2017

Clique, vote e divulgue:  http://bit.ly/PremioRIFF2017

Scracho faz show de comemoração aos 10 anos do A Grande Bola Azul @Circo Voador

Texto: Natalia Salvador / Fotos: Thais Huguenin 

Você já sentiu como se o tempo tivesse parado? Ou como se um momento, distante do que você vive hoje, voltasse, mesmo que só por uns instantes. Mas sem peso nenhum! Foi assim que eu e, acredito que, muitas outras pessoas se sentiram no Circo Voador nesse último domingo (10/12). Em comemoração aos 10 anos de lançamento do CD A Grande Bola Azul, a banda Scracho organizou alguns shows para fazer uma festa com os fãs. Spoiler: as expectativas foram superadas!

Gabriel Elias | por Thaís Huguenin

Com os ingressos esgotados em questão de horas de venda era certo que o Circo ia ficar pequeno para tantas memórias. Em um típico domingo carioca, Gabriel Elias deu início a noite. O cantor apresentou músicas autorais, mas não deixou de fora a nostalgia. Catch Side, Forfun, Edu Ribeiro, Charlie Brown Junior e The Calling entraram para o setlist. Apesar do grande público que acompanhava o show de abertura, muitas pessoas ainda chegavam no local e aproveitavam para garantir o merch especial da festa, que além de camisetas e bonés ainda contava com um copo exclusivo!

Scracho | por Thaís Huguenin

Próximo às 20h da noite, Scracho assumia o palco para dar início a uma noite intensa, saudosa e emocionante. Além de Diego Miranda (guitarra e vocal), Caio Correa (baixo e vocal) e Dedé Teicher (bateria e vocal), o trio contou com a participação de Gabriel Leal, ex-guitarrista. Além dele, outra guitarra marcava presença no palco – o que, para mim, não parecia fazer muito sentido. Vários balões azuis e brancos tomaram conta do Circo Voador e, como dizem os jovens, foi tiro atrás de tiro!

Universo Paralelo, Quando eu voltar, A Vida Que Eu Quero, Então Vai foram só alguns dos muitos clássicos que tocaram em muitos aparelhos de mp3 e mp4 nos anos de 2007, 2008 e 2009. Apesar do tempo, as letras estavam na ponta da língua e a plateia acompanhava a plenos pulmões. Eu já disse nesse texto que a festa estava linda? Para acompanhar em Mais Um Dia, Rodrigo Stallone – primeiro baterista da banda – assumiu as baquetas.

Scracho | por Thaís Huguenin

Como no Rio de Janeiro tudo vira grito de futebol, já era de se esperar que em algum momento alguém ia puxar um. “OOH VOLTA SCRACHO” foi o escolhido da vez. Em seguida, Gabriel palestrou sobre o quanto aquele momento era importante e o quanto tudo que eles viveram mudou a vida deles – e a as nossas também, mas não precisava de tantas palavras. O show seguiu com Você Mudou e Canção Pra Te Mostrar, com direito a Diego e um violão sozinhos no palco. Mas o ponto alto do bloco ficou por conta de Quase de Manhã, comandada a capela pelo público.

A festa era do AGBA, mas algumas músicas de Boto Fé e Mundo a Descobrir não ficaram de fora – e nem podiam. Faz Sentido, #Tudobem, Cuida de mim, Bem-te-vi, Passa e Fica e Som Sincero não deixaram ninguém parado. Mas o grande momento da noite ficou por conta de Lado Bê, que contou com a participação de Rodrigo Costa, Vitor Isensee e André Fialho, o Dedeco. Não teve uma pessoa que não gritava nesse momento. Eu vi pessoas se abraçando e uma energia fora do comum. Sim, meus caros, nossa adolescência estava ali, vivinha! Como já era de se esperar, no fim da música o ex-vocalista do Dibob se jogou na galera.

Scracho | por Thaís Huguenin

Apesar de alguns poucos erros, o calor e a superlotação da casa, foi uma linda festa e, sem dúvidas, memorável. Acredito que nem todos os presentes tenham uma ligação tão forte com a infância/adolescência como eu tenho, mas era nítida a emoção em cada rostinho. E a música é tudo isso, história, lembrança, carinho, amor, alegria, emoção… É você, fã, se aprimorar de um conteúdo para expressar tudo que está ai dentro de você. Ver um Circo Voador lotado ovacionando 3 bandas do underground carioca de alguns anos atrás me fez ter esperança de que todo artista pode ter seu – merecido – momento de reconhecimento.  Obrigada por isso, Scracho.  

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Oxy, Alexander von Mehren, Greni e Sondre Lerche @Canteiro Central

Por Aline Barbosa (fotos) e Tayane Sampaio (texto)

No primeiro sábado de dezembro (02), o Espaço Cultural Canteiro Central recebeu a última edição do ano do Brasilia Sessions. Em parceria com o Norsk Fest, evento que tem o intuito de divulgar a cultura norueguesa no Brasil, e com apoio da Embaixada da Noruega no Brasil, o projeto trouxe à cidade os músicos Alexander von Mehren, Greni e Sondre Lerche. Pra completar o line-up e manter a tradição de promover artistas locais, a banda Oxy foi a primeira a subir no palco.

A Oxy, desde a primeira música, conseguiu se livrar do estigma de banda de abertura e mostrou que estava no mesmo patamar dos outros artistas que pisariam naquele palco. A segurança da vocalista, Sara Cândido, contrasta com o rosto jovem e o pouco tempo de atividade do grupo. Dançante, Sara lidera a banda, que também é formada por Blandu Correia (guitarra), Lucas Eduardo Pereira (guitarra),  Marcelo Vasconcelos (bateria). Thiago Neves assumiu o baixo nessa apresentação.

Oxy | Por Aline Barbosa

Representante do shoegaze, a banda conseguiu pegar o gênero oitentista e dar uma cara atual e cheia de personalidade. A apresentação do grupo, baseada em seu primeiro EP, homônimo, lançado este ano, é bem interessante e mistura elementos do dream pop e uma pitada de rock psicodélico. A Oxy é uma das bandas mais interessantes dessa nova fase da música do DF e foge de todos os clichês do rock brasiliense. É bom ficar de olho nessa galera!

Alexander von Mehren, que também toca com Sondre Lerche, foi o primeiro artista norueguês a se apresentar. Acompanhado de Chris Holm (baixo) e David Heilman (bateria), o pianista tocou músicas do seu álbum de estreia, Aéropop (2013), além de uma inédita. As composições do músico são cativantes e ele tem um repertório que conta com músicas instrumentais, que bebem na fonte do jazz; músicas em francês, com uma pegada mais pop; e em inglês, com carinha de Beatles.

Alexander von Mehren | Por Aline Barbosa

Alexander tem uma técnica e intimidade incrível com o instrumento. Mas, mesmo com essas pequenas variações em seu repertório, ficou a impressão de que se a apresentação se estendesse demais ficaria monótona e até um pouco deslocada. Talvez, se o artista fosse o primeiro a se apresentar faria mais sentido.

O clima “chill out music” ficou no passado assim que Øystein Greni pisou no palco. O músico, ex-vocalista de uma das principais bandas de rock da Noruega, a Bigbang, ainda carrega toda a energia do rock and roll nas suas músicas e performance. Empunhando sua guitarra, acompanhado de Waldemar Unstad (baixo) e Kristian Syvertsen (bateria), Greni já começou o show mostrando seu lado pop, que foi eternizado em seu primeiro álbum solo, Pop Noir, lançado no começo deste ano.

Greni | Por Aline Barbosa

Experiente no mundo da música, Greni fez uma apresentação recheada de participações do público. O músico foi na beira do palco, arrancou acompanhamento com palmas, em várias músicas, e fez a galera cantar “Can I Be the Song” juntinho. Em meio às explosões de energia da banda, alguns momentos foram reservados para as necessárias baladas, que sempre funcionam muito bem. Eu, que não conhecia o artista, fiquei surpresa com algumas pessoas na plateia cantando todas as músicas.

Pra finalizar a noite norueguesa, Sondre Lerche deu início à sua apresentação com uma das músicas mais dançantes do seu último álbum, a agitada “Soft Feelings”. A música, com uma batida extremamente pop, abre muito bem o último lançamento de Lerche, Pleasure (2017), assim como o show. A euforia do músico foi tão grande que ele acabou enroscando a guitarra no pedestal.

Em um momento mais calmo e acústico, Sondre pegou seu violão e revisitou o começo de sua carreira. Em “Modern Nature”, música do seu primeiro álbum, Faces Down (2001), o artista ganhou ajuda do público, que fez bonito no contracanto. O músico também incluiu no setlist músicas de outros álbuns mais antigos, como o Two Way Monologue (2004) e Phanton Punch (2007).

No palco, Sondre é muito elétrico. Ele não para quieto, sempre indo de um lado ao outro e até subindo nas caixas de som pra ficar mais perto do público. Durante o show, ele foi se empolgando, tirando peças de roupa, e terminou sem camisa, no meio do público, dançando abraçado às pessoas. Depois disso, o músico foi pro camarim e sua banda (David Heilman, Chris Holm e Alexander von Mehren) emendou numa jam alucinante, que deve ter durado mais de 20 minutos e funcionou muito bem com a cenografia de palco. No começo, o público continuou ali, esperando o retorno pro bis, mas depois perceberam que Lerche não retornaria. Esse fim de show foi um dos mais esquisitos e legais que já presenciei.

A nona edição do Brasilia Sessions ficou marcada pelos ritmos dançantes, alegria e pelas belíssimas projeções (com muitas imagens de Brasília, inclusive) que passavam no fundo do palco. Uma ótima forma de terminar o ano!

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Você pode acompanhar as novidades do Brasília Sessions clicando aqui. 

 

Resenha: Porão do Rock 2017

Por Aline Barbosa (fotos) e Tayane Sampaio (texto)

O que tinha tudo pra ser um dia de muita música e diversão, se tornou uma noite caótica. A 20ª edição do Porão do Rock, que aconteceu sábado (25), em Brasília (DF), ficou marcada pela chuva, atrasos, problemas técnicos e cancelamentos.

O descontentamento começou pelo bar. Apesar de ter vários foodtrucks no espaço do evento, com muitas opções para alimentação, o bar era exclusivo do Festival e os preços estavam salgados: a garrafa de água custava R$ 6,00 e a lata de energético, da marca Red Bull, estava R$18,00(!!!).

Às 15h, horário marcado para abertura dos palcos Budweiser e Brasília Capital do Rock, uma pequena fila já se formava na entrada principal do Festival. Fila que só foi crescendo, já que os portões foram abertos com mais de duas horas de atraso. Enquanto isso, do lado de dentro, o BaianaSystem ainda passava o som e o vocalista, Russo Passapusso, demonstrava insatisfação por não conseguir passar o som como queria.

Com quase três horas de atraso, foi dado início à programação do Palco Budweiser. Todas as bandas tiveram o tempo de show reduzido, com intuito de diminuir o atraso. Na primeira música, a banda Lupa já enfrentou problemas com equipamento desligando e até com queda de energia no palco. Do outro lado, no Palco Claro, a Ego Kill Talent passou algumas horas tentando ajeitar as coisas.

No decorrer da noite, os palcos Brasília Capital do Rock e Budweiser foram fechados, por conta da chuva, e alguns equipamentos foram danificados. Daí em diante, todos os shows deveriam acontecer no Palco Claro, mas o evento foi encerrado com o BaianaSystem, que fez um show extremamente prejudicado pelos equipamentos defeituosos, a ponto de não se conseguir entender o que o vocalista falava, devido às caixas de som estouradas. Sem qualquer aviso oficial ao público, tanto no evento quanto na fanpage, os shows do Black Alien, Krisiun, Deceivers e Dark Avengers foram cancelados.

Mesmo com estrutura gigantesca, o público do festival foi tímido, ainda mais depois da chuva torrencial e da sequência de raios e relâmpagos que iluminaram o céu de Brasília. Sem lugar pra se abrigar, quem estava na área VIP correu para o camarote, e quem estava na pista comum tentou se esconder nas tendas da praça de alimentação, que não cabia muita gente. Mesmo com todos os problemas, boa parte do público permaneceu no local para curtir os shows, como os fãs da Dona Cislene, que enfrentaram a chuva cantando alto.

Confira, abaixo, quais foram nossos shows preferidos do Porão do Rock 2017.

O TAROT

O grupo, que foi um dos vencedores da terceira e última Seletiva de Bandas, organizada pelo Festival, só confirmou o que já vem mostrando pelos palcos da Cidade: que é um dos destaques da nova cena musical de Brasília. Com um show bem pensado, enérgico e divertido, O Tarot animou o público que estava no Palco Claro. Algumas pessoas, na grade, trajando camisetas da banda, ficaram um bom tempo ali, guardando lugar pra ver tudo o mais perto do palco possível.

Com visual cigano, Caio Chaim (voz e teclados), Lucas Gemelli (guitarra, acordeon e backing vocal), Victor Neves (baixo), Vinicius Pires (guitarra) e Vítor Tavares (bateria) levaram músicos convidados para abrilhantar mais a apresentação. Tom Suassuna (violino), Isadora Pina (saxofone) e Isabella Pina (percussão) ajudaram o grupo na performance.

O Tarot | Por Aline Barbosa

A entrega dos músicos no palco é um ponto forte da banda, que se movimenta e interage bastante. Caio, o vocalista, é bem performático e soube aproveitar os espaços vazios do palco, sempre indo de encontro aos companheiros de banda, que pareciam se divertir muito tocando. Mesmo correndo de um lado pro outro, Caio consegue segurar o tranco e manter o bom desempenho vocal.

O Tarot tocou algumas músicas de seu primeiro EP, Zero (2016), que tem uma sonoridade dançante, que transborda ritmos latinos. “Certezas Supostas”, “Ballet de Barraco” e “Cabeceira” foram os destaques da apresentação.

EGO KILL TALENT

Com passagens pelos festivais mais importantes do País, além de passagens pela França, Reino Unido, Holanda, Portugal e Espanha, o Ego Kill Talent tocou pela primeira vez em Brasília. O grupo, de São Paulo, foi um dos mais aguardados no Palco Claro.

Jonathan Correa (vocal), Raphael Miranda (bateria e baixo), Theo van der Loo (guitarra e baixo), Jean Dolabella (bateria e guitarra) e Niper Boaventura (baixo e guitarra) conseguem fazer um show dinâmico, mesmo com as trocas de instrumento, que quase passam despercebidas.

Ego Kill Talent | Por Aline Barbosa

O grupo tocou algumas músicas de seu primeiro álbum, homônimo, que foi lançado este ano. Com uma sonoridade que passa por vários subgêneros clássicos do rock, como o grunge e o stoner, o EKT realiza um show versátil, com vários momentos, mesmo tendo um som mais pesado, carregado nas guitarras.

Sem dúvidas, o público gostou do que ouviu. Quando você olhava pra grade, via pessoas gritando as letras junto com o vocalista, ajudando a banda com palmas no ritmo da música e de olhos vidrados no palco, pra não perder um segundo sequer do show.

BRAZA

O grupo carioca, que tem feito shows lotados por onde passa, apresentou o Tijolo por Tijolo (2017) aos brasilienses. O Braza foi um dos primeiros shows que realmente encheu, depois da Elza Soares. O público do Palco Claro cantou junto com a banda e cantou alto, bem alto. Isso surpreendeu, principalmente pela sonoridade da banda não se encaixar no “padrão” Porão do Rock.

Danilo Cutrim (guitarra e voz), Vitor Isensee (teclados e voz) e Nícolas Christ (bateria), acompanhados pelo baixista Pedro Lobo, fizeram o público dançar durante todo o show. Sem muito tempo pra desperdiçar, o grupo emendou uma música na outra e o público, ligado, acompanhou o ritmo frenético. Assim como acompanhavam o reggae de Danilo na dança, o pessoal ia à loucura com as rimas de Vitor.

Braza | Por Aline Barbosa

Conhecidos por shows quentes, os músicos se empolgaram durante a apresentação. Se empolgaram tanto que Vitor desceu do palco e foi pra grade e, depois, pro meio da galera, que o recebeu de braços abertos.

Além de tocar as músicas do álbum mais recente, o trio não deixou de tocar os sucessos do primeiro álbum, Braza (2016). Pra finalizar, os cariocas mandaram uma sequência de hits: “Jaya”, “Ela me Chamou para Dançar um Ragga” e “Segue o Baile”, que deixou o público em êxtase.

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Observação: devido aos atrasos (que causaram choque de horários), distância do palco e chuva, infelizmente não vimos os shows do Palco Brasília Capital do Rock.

Brasilia Sessions surpreende em sua última edição do ano

Por Tayane Sampaio

Se você acompanha as resenhas que postamos aqui no site, provavelmente já conhece o Brasilia Sessions. Quem não conhece, tá perdendo tempo! O projeto, que sempre promove novos artistas locais e proporciona o intercâmbio musical entre artistas de todo o país, dessa vez, trará à Capital três artistas gringos. Em parceria com o Norsk Fest, evento que acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro, e com apoio da Embaixada da Noruega no Brasil, a nona edição do Brasilia Sessions apresentará os noruegueses Sondre Lerche, Greni, e Alexander von Mehren, além da incrível banda brasiliense Oxy.

Sondre Lerche retorna ao país para apresentar seu último trabalho, o dançante Pleasure (2017), um álbum carregado no synthpop. Sondre, que tem uma relação próxima com a música brasileira, desde o início de sua jornada musical, já se apresentou em Recife, Fortaleza, São Paulo e Porto Alegre, em 2015.

Greni, ex-vocalista da banda de rock Bigbang, também já esteve no Brasil. Essa será sua quarta visita ao País, segunda como artista solo. Muitas vezes intitulado como representante da surf music norueguesa, Oystein Greni está divulgando seu último disco, Pop Noir, lançado também este ano.

O pianista, compositor e produtor Alexander Von Mehren fecha o line-up norueguês dessa edição do Brasília Sessions. Alexander tocará músicas do seu álbum de estreia, Aéropop (2013), além de novas composições.

A prata da casa, dessa vez, é a surpreendente Oxy. Do shoegaze ao dreampop, passando pelo psicodélico, a banda, que teve sua estreia no começo do ano, está ganhando os palcos da Cidade e os ouvidos de quem acompanha a cena local. Liderada por Sara Cândido e Blandu Correira, a Oxy representará muito bem a efervescente cena musical brasiliense.

A venda dos ingressos já está acontecendo, pela plataforma Sympla, e os preços variam de R$ 35,00 (meia-entrada, segundo lote) a R$ 100,00 (ingresso + meet and greet com Sondre Lerche ou Greni). O primeiro lote de ingressos está esgotado.

SERVIÇO
Ingressos: http://bit.ly/BrasiliaSessions-NorskFest
Data: 02/12/2017 (sábado)
Horário: a partir das 21h
Local: Canteiro Central
Mais informações: http://www.facebook.com/brasiliasessions