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CoMA, um suspiro de renovação em meio ao status quo dos festivais brasileiros

Por Felipe Ernani

Foto destaque por Matthew Magrath

Não importa qual seja o festival da sua preferência — Rock in Rio, Lollapalooza, Bananada, etc. — uma reclamação que você com certeza já fez é: “de novo essa banda?”. Essa reclamação não se aplica ao Festival CoMA, que aconteceu em Brasília entre os dias 10 e 12 de agosto de 2018. Aliás, não só às bandas: o festival manteve uma estrutura básica, mas foi completamente diferente da sua primeira edição (2017).

Uma das grandes propostas do CoMA (Convenção de Música e Arte) é, como o nome sugere, fugir do formato tradicional adotado pela maioria dos festivais Brasil afora. Enquanto alguns destes apostam cada vez mais em medalhões ou em bandas recorrentes para manter um público fiel, o festival brasiliense não tem medo de se arriscar e trazer artistam que fujam do mainstream. Também não tem medo de diversificar o próprio público, confiando em vários fatores além das bandas para fidelizar a audiência: um deles, e talvez o mais importante, é toda a experiência que o envolve.

Além de ter proporcionado uma espécie de Esquenta para o festival (realizado nos dias 28 e 29 de julho, em parceria com o Conjunto Nacional) contando com shows gratuitos de bandas novas e estabelecidas no cenário, o CoMA oferece desde o ano passado conferências/palestras sobre os mais diversos temas (relacionados à música ou não). Nesse ano, um dos temas mais explorados foi a indústria de jogos, inclusive com palestras gratuitas oferecidas na sexta-feira pré-festival. Outra parceria sensacional montada pela organização foi com a Indie Week Toronto, evento que acontece anualmente no Canadá com bandas independentes e que em 2017 teve a participação dos brasileiros do Scalene e Trampa (cujos membros fazem parte da organização do CoMA).

Sobre essa parceria, o começo “não oficial” do festival foi justamente na quinta-feira (09 de agosto), no evento Road to Indie Week — uma espécie de seletiva, com 5 bandas pré-selecionadas (Toro, Moara, Augusta, Alarmes e Mdnght Mdnght) competindo por 2 vagas nessa semana cultural canadense. O evento aconteceu na Cervejaria Criolina e as bandas Toro e Augusta se classificaram e vão representar a cena brasiliense lá no Canadá. Congrats!

O final de semana, com os eventos principais do festival, começou em grande estilo. Na sexta-feira, a Pré do Slap se mostrou uma versão mais organizada e voluptuosa da festa de abertura realizada no ano passado. Dessa vez, além de contar com DJ Set de figuras importantes das festas brasilienses e de algumas bandas nacionais (Far From Alaska + Supercombo + Plutão Já Foi Planeta), o evento teve também um show do MC Rashid. Tudo correu bem, apesar do ingresso relativamente caro comparado ao festival (R$40 pela festa vs. R$30 pelos dois dias de festival, pra quem comprou antecipadamente) e de um leve atraso. Uma das partes mais legais da festa era a mesa de beer pong montada e super bem organizada: jogava-se gratuitamente e os vencedores ainda ganhavam copos exclusivos da festa.

Invasão de palco no show da Supercombo (Foto: Matthew Magrath)

No sábado, primeiro dia no Complexo da FUNARTE, o festival começou com um leve sinal negativo: a entrada do público foi liberada enquanto algumas bandas ainda passavam som, o que se transformou em um atraso significativo no início do festival. No fim, esse acabou sendo praticamente o único momento negativo de todo o festival. O restante do dia correu super bem, sem atrasos entre as apresentações e sem nenhum problema técnico.

Como no ano passado, as performances se dividiram em 4 palcos + 1 tenda eletrônica: os palcos principais (Norte e Sul), o Clube do Choro e o cobiçado Planetário, além da Tenda Conexões. Nesse primeiro dia, o grande destaque dos palcos principais ficou por conta da apresentação da Supercombo e isso não se deu necessariamente pela banda em si. O público compareceu em peso e participou ativamente, coisa que não aconteceu tão fortemente com os shows do Rincon Sapiência e do ÀTTØØXÁ, que foram excelentes mas acabaram sendo um pouco prejudicados pelo atraso do começo do dia e cansaço das pessoas que estavam desde cedo. O que não significa, de jeito nenhum, que foram shows desanimados: o público que ainda tinha energia fez uma troca sensacional com os artistas e mostrou que cada vez mais a diversificação dos ritmos pode e vai tomar conta dos festivais.

É impossível deixar de falar também na performance estonteante da Elza Soares. Não só pela arte e paixão envolvidas em tudo que ela faz, mas pela importância de todo seu trabalho e pela consolidação da mudança de direção dos seus anos mais recentes de carreira, colocando-a sem dúvidas em um posto de rainha que é abraçado com carisma e humildade pela artista.

Além disso, as bandas que tocaram mais cedo também cumpriram com louvor seus papéis, especialmente o Menores Atos e o Maglore, que abriram respectivamente os palcos Sul e Norte com apresentações maduras e dignas de headlinear qualquer festival. Entre as surpresas, a banda Cachimbó que abriu o Clube do Choro com sua mistura de regionalidades e ritmos e a Alarmes com um show diferente e ousado estão entre as que deixaram marcas positivas.

Vale ressaltar, nesse momento, a quantidade de experiências simultâneas que o CoMA oferece — não só para justificar o tamanho desse texto, como para explicar porquê é humanamente impossível viver tudo que o festival proporciona. Os shows nos palcos principais são alternados, mas acontecem simultaneamente com as apresentações no Clube do Choro, no Planetário e na Tenda Conexões e ainda com as conferências. Além disso, ainda tivemos novidades esse ano: um espaço de Live Karaokê aberto ao público; mesa de beer pong (a mesma da festa de abertura) e até um simulador de corrida da Red Bull.

Apresentação do Gustavo Bertoni no Planetário (Foto: Matthew Magrath)

Dito isso, uma das experiências indispensáveis do festival é assistir a algum show no Planetário. As filas ficam enormes e poucos são atendidos (cabem apenas 80 pessoas no local), mas a proximidade e o intimismo são justamente alguns dos charmes desse formato. Apesar de infelizmente não ter conseguido ver o show do Gustavo Bertoni, tive o prazer de ver a canadense Julie Neff proporcionado uma performance inesquecível que misturava suas próprias músicas com alguns covers famosos, culminando em uma última música tocada de forma totalmente acústica (sem microfonação, sem nada) iluminada apenas pelas estrelas do domo. Se você vier pro CoMA do ano que vem, tire algum tempo e não deixe de viver isso: cada apresentação ali é única e especial.

Voltando ao tópico principal, os shows do domingo pareciam claramente voltados a um público diferente do sábado (com algumas exceções) e assim foi. A média de idade parecia maior, mas os shows continuaram atendendo a todos os gostos. A Céu fez talvez o grande show da noite, com um repertório excelente e com certeza com o público mais presente. Um dos mais esperados da noite, o Plutão Já Foi Planeta começou sem muita resposta do público, mas depois de algumas músicas e participações no palco a banda conquistou os presentes, ainda que majoritariamente aqueles que já eram familiarizados com a banda. No entanto, a Flora Matos foi uma gratíssima surpresa ao lado dos chilenos do Apokálipo que chegaram até a (literalmente) derrubar uma luz do Clube do Choro.

No entanto, assim como o show da Elza Soares foi o mais importante do sábado, no domingo foi a vez da Linn da Quebrada dar voz ao público LGBT e periférico da melhor maneira possível. Uma performance visceral, imprescindível nos tempos atuais e com uma atitude quase inigualável entre os outros artistas não só do festival como de todo o país.

Apresentação do Plutão Já Foi Planeta (Foto: Matthew Magrath)

Pra resumir, o CoMA fez o que todos os festivais brasileiros têm medo de fazer: fugiu do status quo. Não apostou em grandes medalhões, deu espaço a grandes nomes que andam meio esquecidos pelo mainstream (afinal, os headliners do domingo foram Chico César e Mundo Livre S/A) e se propuseram ao desafio de não repetir absolutamente nenhuma banda que já havia tocado na edição anterior. Esse e todos os outros desafios impostos sobre o festival foram superados e resultaram em (mais) uma experiência inesquecível para a cultura do Centro-Oeste, que cada vez mais vê o CoMA se consolidar no cenário nacional e finalmente colocar Brasília no circuito de festivais.

Voa, CoMA! Nos vemos em 2019!

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Um Festival para todas as tribos, O Festival CoMA

foto destaque por Breno Galtier

Música, arte, diversão, quem não gostaria de tudo isso num mesmo lugar? pois então, você pode ter acesso a tudo isso e muito mais na segunda edição do Festival CoMA (Convenção de Música & Arte) que acontece nesse final de semana (10 a 12 de agosto) em Brasília. E aproveitando que estaremos por lá, vamos tentar resumir o que é o Festival e como funciona.

O CoMa reúne shows de todos os estilos, palestras com os maiores nomes de conteúdo musical, festivais, games e tantas outras coisas que a gente resolveu dividir tudo isso em tópicos para que vocês possam entender um pouco mais.

Shows

Com um line up diversificado e para todos os gostos, o CoMA traz esse ano alguns nomes como Elza Soares, Chico César, Mundo Livre S/A, Céu, Menores Atos, Plutão já foi Planeta. A cena local com Alarmes, Cachimbó, Augusta, entre outros. E também atrações internacionais como a canadense Julie Neff e os chilenos do Apokálipo. Todas as atrações serão distribuídas em quatro palcos: Norte e Sul que são os palcos externos, Clube do Choro e Planetário, além da tenda eletrônica.

line up

Mas antes de tudo isso acontecer teremos outros shows, como por exemplo o Road to Indie Week que é uma parceria entre o Festival CoMA e o festival canadense Indie Week onde 5 bandas brasilienses Toro, Moara, Banda Augusta, Alarmes e MDNGHT MDNGHT  irão se apresentar e 2 serão selecionadas para tocar no festival no Canadá em novembro. O local escolhido para as apresentações é a Cervejaria Criolina e esse rolê todo acontece amanhã (09). Além disso, também ocorre o lançamento do novo EP da banda ETNO intitulado “Escarlate“, e o ingresso custa R$ 5,00.

E também a final do Brasília Independente, competição de bandas com trabalhos autorais realizada pelo DF TV. A mesma ocorrerá no Clube do Choro na sexta-feira (10), a partir das 18 hrs e a entrada é gratuita. Das 10 bandas escolhidas duas vão receber um troféu do Brasília Independente e ganhar, cada um, uma reportagem contando sua história e trajetória musical. o encerramento fica por conta de Dillo e seu show Guitarráfrica.

Conferências

Mais de 20 painéis que vão envolver debates sobre música, conteúdo, festivais, intercambio musical, mercado latino americano, inovações e tendências. Tudo isso no Centro de Convenção Ulysses Guimarães, que faz parte do complexo CoMA. As convenções serão divididas entre sábado e domingo, de acordo com o cronograma no site oficial. Terão acesso apenas os que adquiriram o Passaporte + Conferência Festival.

Conferência Games

A Conferência de Games será apenas na sexta-feira (10). Vai rolar participação do Yuri Uchiyama que é criador da Games Academy e Cofundador e CEO da Gamers Club, maior plataforma de esportes eletrônicos brasileira, e Pablo ‘xrm Oliveira que é narrador da Counter Striker Global Offensive, entre outros. No total serão 11 palestrantes falando sobre assuntos relacionados a programação e produção de games. Na convenção de games a entrada é gratuita e será no Planetário.

Festa

Na sexta-feira (10), a partir das 22 horas no Estádio Mané Garrincha, vai rolar a  Pré do Slap – Festa de Abertura do Festival CoMA que vai contar com atrações como Rashid, DJ Set das bandas Supercombo + Plutão Já Foi Planeta+ Far From Alaska, Dj A + DJ Chicco Aquino e  Gabriella Buzzi (Coletivo Índio).  O ingresso custa R$ 40,00, ou caso você tenha adquirido o Passaporte + Conferência Festival entra sem custo nenhum.

O CoMA ainda libera desconto para hospedagem no Hotel Meliã, que fica ao lado do Complexo. O “meu copo eco” onde estarão disponíveis 5 opções de copos que você pode adquirir por 5 reais. se quiser pode levar pra casa de recordação, se não quiser pode devolver no final do dia e receber de volta os R$ 5,00.

São três tipos de ingresso, o Acesso que dá direito a um dia de festival, o Passaporte Festival que dá direito aos dois dias do festival (11 e 12) e o Passaporte + Conferência Festival que dá acesso aos dois dias de festival, conferências e a Festa de Abertura.

Valores, horários e maiores informações vocês encontram em www.festivalcoma.com.br

Resenha: Supercombo no @Sesc Gravataí

por Camila Borges / Fotos Jean Guerra Fotografia

Um show mais intimista, tapete confortável, apenas uma imagem de fundo. Poucas luzes, bateria, violão (logo após substituído por uma guitarra), baixo, teclado, sanfona e uma noite cheia de sucessos  no palco do Sesc em Gravataí, cidade natal do guitarrista Pedro “Toledo” Ramos que desta vez ficou na bateria, diferente do que ocorre na turnê Rogério.

foto Jean Guerra

Passava um pouco das 20 horas do último domingo (15), com o local cheio, muitos fãs já estavam à espera da Supercombo. E para quem acha que só haviam adolescentes, vocês estão bem enganados. A banda consegue alcançar todas as idades com suas músicas cheias de significados e belas melodias. Foi a terceira apresentação com a turnê Session da Tarde (websérie lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube) no RS, que contou também com shows nas cidades de Santa Cruz do Sul e Canoas.

foto Jean Guerra

As apresentações começam com um instrumental que diretamente liga com Bonsai, com a plateia cantando ainda um pouco tímida e que literalmente já dançava em suas cadeiras. O repertorio é baseado na primeira temporada da Session: “Morar”, “Embrulho”, “Mulher da Vida”, entre outras. Claro que também entraram nessa “Menino”, “Piloto Automático” e “Grão de Areia” que ainda serão lançados nas próximas Sessions (leia mais sobre na entrevista que fizemos aqui). Após poucas músicas o vocalista Léo Ramos troca o violão pela guitarra pedindo que a plateia ignore o fato de o instrumento estar sendo usado, o que resulta na plateia se divertindo com o acontecido. Entre uma música e outra a banda interage com o público, contam algumas coisas que aconteceram enquanto já estavam no RS.

foto Jean Guerra

Três dos pontos mais altos do show foram em “Jovem” onde a plateia participa erguendo as mãos e balançando de um lado para o outro seguindo as instruções do guitarrista Toledo. Em “Amianto” onde o local fica iluminado apenas com as luzes dos celulares. E “Monstros”, que assim como na turnê Rogério, todos levantam as mãos e acompanham a banda no famoso “oh oh oh”.

foto Jean Guerra

Se encaminhando para o final o público sai de suas cadeiras e se coloca a frente do palco. Após uma breve pausa a banda volta com “Rogério”, e o encerramento ao som de “Grão de Areia”, com Toledo cantando e Léo na bateria.

Aqueles que ainda não conheciam a Supercombo saíram satisfeitos e interessados, e para o fã foi uma forma diferente de ouvir os maiores sucessos da banda. Mas o que fica é que o espetáculo se bem feito, seja na forma eletrizante como tem sido a turnê de seu último álbum ou então de forma mais simples, não deixa de ser intenso (disso a banda entende muito bem).

 

Entrevista: Supercombo e um pouco mais sobre a Session da Tarde

Texto por Camila Borges / Foto por Stefano Loscalzo

Um show com cara de sala de estar: poucos instrumentos, tapetes e um som acústico. É nessa toada que a Supercombo apresenta sua mais nova turnê, Session da Tarde, pelo Rio Grande do Sul este fim de semana, passando pelas cidades de Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí, nos dias 13, 14 e 15 (hoje, amanhã e domingo) respectivamente.

Inspirado na websérie também chamada Session da Tarde, lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube (supercomborock, +725 mil inscritos), o novo show traz a Supercombo para mais perto do público, valorizando um repertório recheado de hits e canções queridas pelos fãs, valorizando palcos e espaços mais intimistas, como teatros e casas de shows mais acolhedoras.
Apresentando um convidado especial em cada episódio, a Session da Tarde renovou o repertório autoral da Supercombo ao permitir essa fusão de diferentes sonoridades ao já característico pop rock da banda.

Aproveitando que a turnê está passando pelo sul nós entrevistamos por telefone o Pedro Ramos (mais conhecido como Toledo),  onde ele conta um pouco mais sobre a Session e os próximos passos da banda.

Canal Riff: Vocês começaram com a turnê Session da tarde agora em 2018 (vários episódios já foram lançados em 2017), como tem sido a recepção dos fãs?

Pedro Ramos: É muito massa fazer esse tipo de show mais intimista. A gente tava super acostumado a tocar em palcos grandes, cheio de luzes, isso dá uma afastada do público. Então é legal fazer a música de uma maneira mais crua (violão e voz) e a galera cantando bastante.

Uma das cidades por onde a turnê vai passar é Gravataí (cidade natal do Toledo), você já tocou com a banda por lá? Ansioso por tocar lá?

Não, é a primeira vez. Estou é com muita vontade de comer xis.

A banda interage muito com os fãs nas redes sócias, nos shows. Como é essa troca?

É muito massa. A gente sempre tenta atender a galera depois dos shows. A gente gosta da troca de ideias, das histórias que eles compartilham por causa das músicas.

Agora em 2018 volta a segunda fase da Session da Tarde, quando vão começar a disponibilizar?

Recomeça dia 4/5 e serão 10 músicas.

De todos os artistas que participaram da Session da Tarde até agora, algum ficou de fora?

Nós temos 41, 42 episódios gravados, e ainda tem uns 15 considerando a discografia atual da banda. A ideia é gravar a discografia inteira de forma acústica e diferente pra lançar no Youtube. A gente tá aguardando os 15 últimos pra chamar algumas pessoas diferentes.

Você entrou na banda em 2013, o que mudou no Toledo de lá para 2018?

A maior diferença foi mesmo a mudança de estado. Eu morava no sul, em Gravataí, e quando entrei pra banda me mudei pra são Paulo. Eu tinha a Tópaz que tocava bastante no sul e era uma vida paralela, nada a ver com a de hoje que é 100% música desde que eu vim pra cá.

A turnê Session da Tarde vai ser paralela com a do Rógerio?

Nós estamos fazendo as duas paralelas, e o melhor é que a Session é um show menos complexo, pouca luz, não tem telão. A gente tá sem baterista no momento e na turnê do Rogério a gente sempre tem que contratar um. Já na Session não, somos nós quatro comigo na bateria. É mais fácil pois dá pra chegar em lugares que a gente não chegaria com a turnê do Rogério devido a estrutura, como por exemplo Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí.

E os próximos passos da banda, projetos, pode contar um pouquinho?

A gente atualmente tá compondo o álbum novo, vamos até Vitória ainda esse mês pra finalizar o disco. Vai ser bem massa e tem umas surpresas bem legais pro fim do ano. A partir daí a gente vai começar a planejar esse novo lançamento nos próximos meses, mas até agosto o foco vai ser a Session da Tarde e no nosso canal no Youtube onde vai rolar direto.

 

Supercombo em Santa Cruz do Sul (RS)
data: 13 de Abril (sexta-feira)
horário: 23h
local: Legend Pub – R. Borges de Medeiros, 246, Centro
ingressos: R$ 30 antecipados
aqui ou R$ 40 na porta
classificação etária: 18 anos

Supercombo em Canoas (RS)
data: 14 de Abril (sábado)
horário: 19h
local: Sesc Canoas – R. Guilherme Schell, 5340, Centro
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

Supercombo em Gravataí (RS)
data: 15 de Abril (domingo)
horário: 20h
local: Sesc Gravataí – R. Anápio Gomes, 1241, Passo das Pedras
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

 

Resenha: Raimundos + Supercombo @Vivo Rio

   Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

A semana do feriado foi agitada para os rockeiros de plantão por conta do Rio Art Mix. Um festival que aconteceu nos dias 2 e 3 de Novembro no Vivo Rio e prometia ter “o melhor da cena, juntando as novas gerações e os clássicos da música brasileira”. Com mais de 10 atrações, ele trouxe grandes nomes como Raimundos, CPM22, Black Alien e Supercombo. O grande diferencial dele, além de dar espaço para bandas independentes, foi a oportunidade delas terem uma boa estrutura para se apresentarem, coisa bem rara em espaços que recebem esse tipo de evento.

Nós estivemos no segundo dia e conferimos os shows do Monstros do Ula Ula, Deia Cassali, Rocca Vegas, Rico Dalasam, Supercombo e Raimundos. Confesso que de todos esses nomes só conhecia os dois últimos, mas esse é o ponto interessante de um festival: estar aberto para conhecer bandas novas.

Rio ArtMix Festival
Monstros do Ula Ula

Os shows foram relativamente curtos, mas o bastante para cativar o público. Seja com a descontração em cima do palco dos Monstros de Ula Ula – não poderíamos esperar nada menos de uma banda com esse nome -, os covers e homenagens da Deia Cassali ou com o rock enérgico do Rocca Vegas, que contou com as participações de peso do Léo Ramos (Supercombo), Drenna Rodrigues (Drenna) e Maurício Kyann (Nove Zero Nove) durante a apresentação.

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Supercombo

Menos de uma semana depois de terem tocado no Teatro Rival, com Glória e Zimbra, a Supercombo retornou ao Rio. Um pouco arriscado, mas os fãs deram um show à parte e a banda se apresentou como se não viessem para cá há meses. Quem assumiu a bateria nos últimos shows e se juntou com Léo Ramos, Carol Navarro, Paulo Vaz e Pedro Ramos, foi André Dea, do Sugar Kane.

 O pontapé inicial foi dado por “Jovem” – essa música conta com a participação de Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) na releitura da Session da Tarde divulgada no dia do show. Seguida por “Fundo do Mar”, “Campo de Força”, “Magaiver” e “Monstros”. Eles continuaram costurando o setlist com canções do Sal Grosso (2011), Amianto (2014) e Rogério (2016), fazendo o que sabem de melhor e não deixando ninguém parado. A conclusão é que a cada vez que a turnê Rogério passa por aqui, e já foram umas 5, é diferente e sempre muito boa.

Rico Dalasam-2
Rico Dalasam

Quem continuou com o show foi o Rico Dalasam, representante do rap da noite. De nome, você pode até não reconhecê-lo de primeira, mas a minha dica é: “Todo Dia”, hit do carnaval desse ano. Sim, ele é intérprete da música junto com a Pabllo Vittar. Com voz marcante, uma mistura de ritmos incorporada em suas músicas e um discurso sobre aceitação da identidade de gênero, ele foi a grande surpresa do festival.

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Os responsáveis por fechar a noite foram os Raimundos. Completando 30 anos de carreira, os brasilienses mostraram porque estão tanto tempo na estrada. Com uma extensa lista de álbuns, eles conseguiram agradar a todos tocando desde “Mulher de Fases”, “Baculejo”, “A mais pedida” até cover de “Love Of My Life”, do Queen. O resultado foi o público cansado, sem voz, mas com um sorriso que não cabia no rosto.

 

Buzina Festival 2: Supercombo, Fresno, Pense, Medulla e mais

Por Felipe Sousa | Felipdsousa

 

Com dois palcos, 30 bandas e mais de 22 horas de shows distribuídos em dois dias, o Buzina Festival  chega para sua segunda edição nos dias 23 e 24 de setembro em São Paulo.

Através da Agência Pindorama o festival nasceu no intuito de dar oportunidade pra novas bandas e evidenciar todo o cenário musical do país. Na sua primeira edição, que foi realizada em abril desse ano e contou com bandas como Scalene, Zimbra e Selvagens à Procura de Lei, o Buzina fez uma bela festa e foi de fato um sucesso, e agora a expectativa é de um evento ainda melhor.

Você pode adquirir online os ingressos no site Clube do Ingresso e acompanhar todas as novidades e programação na página oficial do festival no facebook.

 

Acessa nossa agenda de shows e fica por dentro de todos os eventos que estão rolando.

Supercombo lança “Dropo o Mundo”

Supercombo lançou na última sexta-feira (07/07) Dropo o Mundo, música inédita criada para JUACAS, uma coprodução da Disney com a Cinefilm e a Chatrone, que estreou na última segunda-feira, 3 de julho, no Disney Channel. Além da faixa, canções mais antigas do repertório da banda integram a trilha sonora da série, ouça a playlist completa aqui.

“JUACAS conta uma história de superação e união que tem muito a ver com temas que a Supercombo sempre cantou”, comenta Paulo Vaz, tecladista da banda. “Estar nessa trilha tem sido muito legal e acaba sendo mais uma forma da gente se comunicar com o público, dessa vez num contexto diferente, na TV”, reflete. O Supercombo é o único grupo brasileiro a integrar o musical da série.

“Dropo o Mundo” foi produzido pela própria banda no estúdio Lua Nova, em São Paulo. Gravada nas praias de Itacaré, na Bahia, JUACAS retrata o universo do surfe tendo como ponto central a etapa do CAOSS (Campeonato Anual de Ondas Super Surfe), uma competição entre várias equipes de surfe, entre elas: os Juacas, os Red Sharks e as Sirenas.


Supercombo divulga playlist só com bandas nacionais no Spotify

Por Thaís Huguenin 

Provando, mais uma vez, que existe música autoral de qualidade sendo feita no país, a banda Supercombo divulgou uma playlist que conta com vários artistas da nova geração do rock nacional. Entre eles é possível encontrar Medulla, Hover, Alaska, Rancore, Selvagens à Procura de Lei entre outros tantos. Confere aí “O Novo Rock”:


Resenha: Supercombo @Teatro Bradesco

Por Natalia Salvador | Fotos: Thaís Huguenin

Quase quatro meses depois do primeiro show da tour Rogério, que aconteceu no Centro do Rio de Janeiro, a Supercombo volta a Cidade Maravilhosa para fazer o que faz de melhor: colocar os fãs para dançar! Dessa vez, o evento apresentava uma proposta diferente e levou o público para um teatro na Barra da Tijuca, mas só apresentava. A energia da banda, as participações especiais e os fãs fiéis fizeram, mais uma vez, um belo espetáculo!

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Supercombo @2017

De início, parecia estranho ver os fãs sentados nos lugares marcados aguardando o show começar. Mas, como era de se esperar, a banda entrou no palco levantando a galera e levando todo mundo para a beira do palco. O setlist da tour já é conhecido e a sequência ‘Jovem’, ‘Fundo do Mar’ e ‘Saco Cheio’, casam muito bem com esse pontapé inicial.  Quem assumiu a bateria da Supercombo na noite e somou com a banda, foi Jean Dolabella, ex-baterista do Sepultura e atual Ego Kill Talent.

Ao contrário do que estamos acostumados a acompanhar na maioria das casas de show no Rio de Janeiro, a estrutura do Teatro Bradesco proporcionou ao público um espetáculo de cores e luzes, produzido pelos telões de LED que acompanham a banda nessa nova tour. Eles continuaram com ‘Campo de Força’, ‘Magaiver’, ‘Bomba Relógio’ e ‘Todo Dia é Dia de Comemorar’. Na sequência, ‘Monstros’ contou com a participação de Mauro Henrique, da banda Oficina G3, que participou da gravação original da música.

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Keops @2017

Já é comum ver Léo Ramos, Paulo Vaz, Carol Navarro e Pedro Ramos tocando músicas de bandas nacionais amigas em seus shows. Dessa vez, a homenageada foi a Medulla e contou com a participação de Keops, cantando ‘Abraço’ e ‘Eterno Retorno’. As interpretações do cantor são um espetáculo à parte. O momento acústico do show seguiu com ‘Saudade’ e ‘Soldadinho’.

O último bloco teve ‘Morar’, ‘Menino’, ‘Amianto’, ‘Rogério’ e a música que, segundo os próprios integrantes, é a mais legal nas apresentações, ‘Grão de Areia’. A invasão de palco já está virando rotina no encerramento de shows das bandas de rock. Apesar da tentativa de alguns fãs, quem acompanhou a Supercombo em ‘Piloto Automático’ foram os meninos da Outro Eu e os demais convidados.

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A banda se despediu aos pedidos de ‘mais um’ do público e aguardou esperançoso o retorno para um ‘bis’. O gostinho de quero mais vai ter que ser suprido num próximo encontro. Aliás, será que demora?