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Resenha: Supercombo no @Sesc Gravataí

por Camila Borges / Fotos Jean Guerra Fotografia

Um show mais intimista, tapete confortável, apenas uma imagem de fundo. Poucas luzes, bateria, violão (logo após substituído por uma guitarra), baixo, teclado, sanfona e uma noite cheia de sucessos  no palco do Sesc em Gravataí, cidade natal do guitarrista Pedro “Toledo” Ramos que desta vez ficou na bateria, diferente do que ocorre na turnê Rogério.

foto Jean Guerra

Passava um pouco das 20 horas do último domingo (15), com o local cheio, muitos fãs já estavam à espera da Supercombo. E para quem acha que só haviam adolescentes, vocês estão bem enganados. A banda consegue alcançar todas as idades com suas músicas cheias de significados e belas melodias. Foi a terceira apresentação com a turnê Session da Tarde (websérie lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube) no RS, que contou também com shows nas cidades de Santa Cruz do Sul e Canoas.

foto Jean Guerra

As apresentações começam com um instrumental que diretamente liga com Bonsai, com a plateia cantando ainda um pouco tímida e que literalmente já dançava em suas cadeiras. O repertorio é baseado na primeira temporada da Session: “Morar”, “Embrulho”, “Mulher da Vida”, entre outras. Claro que também entraram nessa “Menino”, “Piloto Automático” e “Grão de Areia” que ainda serão lançados nas próximas Sessions (leia mais sobre na entrevista que fizemos aqui). Após poucas músicas o vocalista Léo Ramos troca o violão pela guitarra pedindo que a plateia ignore o fato de o instrumento estar sendo usado, o que resulta na plateia se divertindo com o acontecido. Entre uma música e outra a banda interage com o público, contam algumas coisas que aconteceram enquanto já estavam no RS.

foto Jean Guerra

Três dos pontos mais altos do show foram em “Jovem” onde a plateia participa erguendo as mãos e balançando de um lado para o outro seguindo as instruções do guitarrista Toledo. Em “Amianto” onde o local fica iluminado apenas com as luzes dos celulares. E “Monstros”, que assim como na turnê Rogério, todos levantam as mãos e acompanham a banda no famoso “oh oh oh”.

foto Jean Guerra

Se encaminhando para o final o público sai de suas cadeiras e se coloca a frente do palco. Após uma breve pausa a banda volta com “Rogério”, e o encerramento ao som de “Grão de Areia”, com Toledo cantando e Léo na bateria.

Aqueles que ainda não conheciam a Supercombo saíram satisfeitos e interessados, e para o fã foi uma forma diferente de ouvir os maiores sucessos da banda. Mas o que fica é que o espetáculo se bem feito, seja na forma eletrizante como tem sido a turnê de seu último álbum ou então de forma mais simples, não deixa de ser intenso (disso a banda entende muito bem).

 

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Entrevista: Supercombo e um pouco mais sobre a Session da Tarde

Texto por Camila Borges / Foto por Stefano Loscalzo

Um show com cara de sala de estar: poucos instrumentos, tapetes e um som acústico. É nessa toada que a Supercombo apresenta sua mais nova turnê, Session da Tarde, pelo Rio Grande do Sul este fim de semana, passando pelas cidades de Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí, nos dias 13, 14 e 15 (hoje, amanhã e domingo) respectivamente.

Inspirado na websérie também chamada Session da Tarde, lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube (supercomborock, +725 mil inscritos), o novo show traz a Supercombo para mais perto do público, valorizando um repertório recheado de hits e canções queridas pelos fãs, valorizando palcos e espaços mais intimistas, como teatros e casas de shows mais acolhedoras.
Apresentando um convidado especial em cada episódio, a Session da Tarde renovou o repertório autoral da Supercombo ao permitir essa fusão de diferentes sonoridades ao já característico pop rock da banda.

Aproveitando que a turnê está passando pelo sul nós entrevistamos por telefone o Pedro Ramos (mais conhecido como Toledo),  onde ele conta um pouco mais sobre a Session e os próximos passos da banda.

Canal Riff: Vocês começaram com a turnê Session da tarde agora em 2018 (vários episódios já foram lançados em 2017), como tem sido a recepção dos fãs?

Pedro Ramos: É muito massa fazer esse tipo de show mais intimista. A gente tava super acostumado a tocar em palcos grandes, cheio de luzes, isso dá uma afastada do público. Então é legal fazer a música de uma maneira mais crua (violão e voz) e a galera cantando bastante.

Uma das cidades por onde a turnê vai passar é Gravataí (cidade natal do Toledo), você já tocou com a banda por lá? Ansioso por tocar lá?

Não, é a primeira vez. Estou é com muita vontade de comer xis.

A banda interage muito com os fãs nas redes sócias, nos shows. Como é essa troca?

É muito massa. A gente sempre tenta atender a galera depois dos shows. A gente gosta da troca de ideias, das histórias que eles compartilham por causa das músicas.

Agora em 2018 volta a segunda fase da Session da Tarde, quando vão começar a disponibilizar?

Recomeça dia 4/5 e serão 10 músicas.

De todos os artistas que participaram da Session da Tarde até agora, algum ficou de fora?

Nós temos 41, 42 episódios gravados, e ainda tem uns 15 considerando a discografia atual da banda. A ideia é gravar a discografia inteira de forma acústica e diferente pra lançar no Youtube. A gente tá aguardando os 15 últimos pra chamar algumas pessoas diferentes.

Você entrou na banda em 2013, o que mudou no Toledo de lá para 2018?

A maior diferença foi mesmo a mudança de estado. Eu morava no sul, em Gravataí, e quando entrei pra banda me mudei pra são Paulo. Eu tinha a Tópaz que tocava bastante no sul e era uma vida paralela, nada a ver com a de hoje que é 100% música desde que eu vim pra cá.

A turnê Session da Tarde vai ser paralela com a do Rógerio?

Nós estamos fazendo as duas paralelas, e o melhor é que a Session é um show menos complexo, pouca luz, não tem telão. A gente tá sem baterista no momento e na turnê do Rogério a gente sempre tem que contratar um. Já na Session não, somos nós quatro comigo na bateria. É mais fácil pois dá pra chegar em lugares que a gente não chegaria com a turnê do Rogério devido a estrutura, como por exemplo Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí.

E os próximos passos da banda, projetos, pode contar um pouquinho?

A gente atualmente tá compondo o álbum novo, vamos até Vitória ainda esse mês pra finalizar o disco. Vai ser bem massa e tem umas surpresas bem legais pro fim do ano. A partir daí a gente vai começar a planejar esse novo lançamento nos próximos meses, mas até agosto o foco vai ser a Session da Tarde e no nosso canal no Youtube onde vai rolar direto.

 

Supercombo em Santa Cruz do Sul (RS)
data: 13 de Abril (sexta-feira)
horário: 23h
local: Legend Pub – R. Borges de Medeiros, 246, Centro
ingressos: R$ 30 antecipados
aqui ou R$ 40 na porta
classificação etária: 18 anos

Supercombo em Canoas (RS)
data: 14 de Abril (sábado)
horário: 19h
local: Sesc Canoas – R. Guilherme Schell, 5340, Centro
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

Supercombo em Gravataí (RS)
data: 15 de Abril (domingo)
horário: 20h
local: Sesc Gravataí – R. Anápio Gomes, 1241, Passo das Pedras
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

 

Resenha: Raimundos + Supercombo @Vivo Rio

   Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

A semana do feriado foi agitada para os rockeiros de plantão por conta do Rio Art Mix. Um festival que aconteceu nos dias 2 e 3 de Novembro no Vivo Rio e prometia ter “o melhor da cena, juntando as novas gerações e os clássicos da música brasileira”. Com mais de 10 atrações, ele trouxe grandes nomes como Raimundos, CPM22, Black Alien e Supercombo. O grande diferencial dele, além de dar espaço para bandas independentes, foi a oportunidade delas terem uma boa estrutura para se apresentarem, coisa bem rara em espaços que recebem esse tipo de evento.

Nós estivemos no segundo dia e conferimos os shows do Monstros do Ula Ula, Deia Cassali, Rocca Vegas, Rico Dalasam, Supercombo e Raimundos. Confesso que de todos esses nomes só conhecia os dois últimos, mas esse é o ponto interessante de um festival: estar aberto para conhecer bandas novas.

Rio ArtMix Festival
Monstros do Ula Ula

Os shows foram relativamente curtos, mas o bastante para cativar o público. Seja com a descontração em cima do palco dos Monstros de Ula Ula – não poderíamos esperar nada menos de uma banda com esse nome -, os covers e homenagens da Deia Cassali ou com o rock enérgico do Rocca Vegas, que contou com as participações de peso do Léo Ramos (Supercombo), Drenna Rodrigues (Drenna) e Maurício Kyann (Nove Zero Nove) durante a apresentação.

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Supercombo

Menos de uma semana depois de terem tocado no Teatro Rival, com Glória e Zimbra, a Supercombo retornou ao Rio. Um pouco arriscado, mas os fãs deram um show à parte e a banda se apresentou como se não viessem para cá há meses. Quem assumiu a bateria nos últimos shows e se juntou com Léo Ramos, Carol Navarro, Paulo Vaz e Pedro Ramos, foi André Dea, do Sugar Kane.

 O pontapé inicial foi dado por “Jovem” – essa música conta com a participação de Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) na releitura da Session da Tarde divulgada no dia do show. Seguida por “Fundo do Mar”, “Campo de Força”, “Magaiver” e “Monstros”. Eles continuaram costurando o setlist com canções do Sal Grosso (2011), Amianto (2014) e Rogério (2016), fazendo o que sabem de melhor e não deixando ninguém parado. A conclusão é que a cada vez que a turnê Rogério passa por aqui, e já foram umas 5, é diferente e sempre muito boa.

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Rico Dalasam

Quem continuou com o show foi o Rico Dalasam, representante do rap da noite. De nome, você pode até não reconhecê-lo de primeira, mas a minha dica é: “Todo Dia”, hit do carnaval desse ano. Sim, ele é intérprete da música junto com a Pabllo Vittar. Com voz marcante, uma mistura de ritmos incorporada em suas músicas e um discurso sobre aceitação da identidade de gênero, ele foi a grande surpresa do festival.

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Os responsáveis por fechar a noite foram os Raimundos. Completando 30 anos de carreira, os brasilienses mostraram porque estão tanto tempo na estrada. Com uma extensa lista de álbuns, eles conseguiram agradar a todos tocando desde “Mulher de Fases”, “Baculejo”, “A mais pedida” até cover de “Love Of My Life”, do Queen. O resultado foi o público cansado, sem voz, mas com um sorriso que não cabia no rosto.

 

Buzina Festival 2: Supercombo, Fresno, Pense, Medulla e mais

Por Felipe Sousa | Felipdsousa

 

Com dois palcos, 30 bandas e mais de 22 horas de shows distribuídos em dois dias, o Buzina Festival  chega para sua segunda edição nos dias 23 e 24 de setembro em São Paulo.

Através da Agência Pindorama o festival nasceu no intuito de dar oportunidade pra novas bandas e evidenciar todo o cenário musical do país. Na sua primeira edição, que foi realizada em abril desse ano e contou com bandas como Scalene, Zimbra e Selvagens à Procura de Lei, o Buzina fez uma bela festa e foi de fato um sucesso, e agora a expectativa é de um evento ainda melhor.

Você pode adquirir online os ingressos no site Clube do Ingresso e acompanhar todas as novidades e programação na página oficial do festival no facebook.

 

Acessa nossa agenda de shows e fica por dentro de todos os eventos que estão rolando.

Supercombo lança “Dropo o Mundo”

Supercombo lançou na última sexta-feira (07/07) Dropo o Mundo, música inédita criada para JUACAS, uma coprodução da Disney com a Cinefilm e a Chatrone, que estreou na última segunda-feira, 3 de julho, no Disney Channel. Além da faixa, canções mais antigas do repertório da banda integram a trilha sonora da série, ouça a playlist completa aqui.

“JUACAS conta uma história de superação e união que tem muito a ver com temas que a Supercombo sempre cantou”, comenta Paulo Vaz, tecladista da banda. “Estar nessa trilha tem sido muito legal e acaba sendo mais uma forma da gente se comunicar com o público, dessa vez num contexto diferente, na TV”, reflete. O Supercombo é o único grupo brasileiro a integrar o musical da série.

“Dropo o Mundo” foi produzido pela própria banda no estúdio Lua Nova, em São Paulo. Gravada nas praias de Itacaré, na Bahia, JUACAS retrata o universo do surfe tendo como ponto central a etapa do CAOSS (Campeonato Anual de Ondas Super Surfe), uma competição entre várias equipes de surfe, entre elas: os Juacas, os Red Sharks e as Sirenas.


Supercombo divulga playlist só com bandas nacionais no Spotify

Por Thaís Huguenin 

Provando, mais uma vez, que existe música autoral de qualidade sendo feita no país, a banda Supercombo divulgou uma playlist que conta com vários artistas da nova geração do rock nacional. Entre eles é possível encontrar Medulla, Hover, Alaska, Rancore, Selvagens à Procura de Lei entre outros tantos. Confere aí “O Novo Rock”:


Resenha: Supercombo @Teatro Bradesco

Por Natalia Salvador | Fotos: Thaís Huguenin

Quase quatro meses depois do primeiro show da tour Rogério, que aconteceu no Centro do Rio de Janeiro, a Supercombo volta a Cidade Maravilhosa para fazer o que faz de melhor: colocar os fãs para dançar! Dessa vez, o evento apresentava uma proposta diferente e levou o público para um teatro na Barra da Tijuca, mas só apresentava. A energia da banda, as participações especiais e os fãs fiéis fizeram, mais uma vez, um belo espetáculo!

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Supercombo @2017

De início, parecia estranho ver os fãs sentados nos lugares marcados aguardando o show começar. Mas, como era de se esperar, a banda entrou no palco levantando a galera e levando todo mundo para a beira do palco. O setlist da tour já é conhecido e a sequência ‘Jovem’, ‘Fundo do Mar’ e ‘Saco Cheio’, casam muito bem com esse pontapé inicial.  Quem assumiu a bateria da Supercombo na noite e somou com a banda, foi Jean Dolabella, ex-baterista do Sepultura e atual Ego Kill Talent.

Ao contrário do que estamos acostumados a acompanhar na maioria das casas de show no Rio de Janeiro, a estrutura do Teatro Bradesco proporcionou ao público um espetáculo de cores e luzes, produzido pelos telões de LED que acompanham a banda nessa nova tour. Eles continuaram com ‘Campo de Força’, ‘Magaiver’, ‘Bomba Relógio’ e ‘Todo Dia é Dia de Comemorar’. Na sequência, ‘Monstros’ contou com a participação de Mauro Henrique, da banda Oficina G3, que participou da gravação original da música.

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Keops @2017

Já é comum ver Léo Ramos, Paulo Vaz, Carol Navarro e Pedro Ramos tocando músicas de bandas nacionais amigas em seus shows. Dessa vez, a homenageada foi a Medulla e contou com a participação de Keops, cantando ‘Abraço’ e ‘Eterno Retorno’. As interpretações do cantor são um espetáculo à parte. O momento acústico do show seguiu com ‘Saudade’ e ‘Soldadinho’.

O último bloco teve ‘Morar’, ‘Menino’, ‘Amianto’, ‘Rogério’ e a música que, segundo os próprios integrantes, é a mais legal nas apresentações, ‘Grão de Areia’. A invasão de palco já está virando rotina no encerramento de shows das bandas de rock. Apesar da tentativa de alguns fãs, quem acompanhou a Supercombo em ‘Piloto Automático’ foram os meninos da Outro Eu e os demais convidados.

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A banda se despediu aos pedidos de ‘mais um’ do público e aguardou esperançoso o retorno para um ‘bis’. O gostinho de quero mais vai ter que ser suprido num próximo encontro. Aliás, será que demora?


As 5 melhores apresentações do SuperStar

Por Bruno Britto

A era do SuperStar na Globo chegou ao fim, ao menos por enquanto. O programa, que inspirou um dos quadros preferidos de todos os seguidores do RIFF, o “Comentando o SuperStar”, não foi renovado pela emissora.

Em um tom um pouco mais saudoso, resolvemos lembrar as melhores apresentações que ocorreram no programa. É importante ressaltar que estamos falando apenas das apresentações de forma avulsa, não avaliando a banda nem por sua trajetória no programa, nem um contexto maior.

Sem mais demoras, vamos ao ranking.


5. Bellamore – “Come Together”

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Participante da terceira temporada do programa, a Bellamore destruiu logo na sua primeira apresentação. Colocaram sua própria personalidade na clássica música dos Beatles e o resultado agradou a todos, incluindo os jurados, que elogiaram a presença de palco do vocalista Pedro Sárria.

Logo no seu primeiro dia, a Bellamore mostrou a que veio.

4. Suricato – “Trem”

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A Suricato esteve presente na temporada original do SuperStar e foi talvez a banda mais querida de tal edição. Não era pra menos.

Após uma audição onde inovaram com instrumentos bem inusitados, o grupo trouxe sua música autoral para a fase de duelos, sendo bastante elogiada e mostrando o poder de suas composições.

3. Supercombo – “Piloto Automático”

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A banda de indie rock de Vitória-ES, já tinha um bom reconhecimento, principalmente na internet. Mas logo em sua audição na segunda temporada, o Supercombo conseguiu atingir um enorme público, graças a qualidade e bom gosto musical. “Piloto Automático” foi um dos maiores sucessos do programa e serviu para trazer mais interesse para o grupo.

2. OutroEu – “Coisa de Casa”

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Com influências diretas do folk, a OutroEu emocionou a todos com sua apresentação de estreia, com uma música extremamente linda e com arranjos muito bem feitos. O grupo se tornou o queridinho do público nessa edição do programa e muito isso se deve a “Coisa de Casa”.

  1. Scalene – “Danse Macabre”

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Em uma opinião própria do autor, arrisco-me a dizer que a Scalene foi a maior “revelação” que o programa já fez e que a música em questão foi a responsável por isso. A vice-campeã da segunda temporada apresentou “Danse Macabre” na sua segunda participação no programa e foi com ela que mostraram toda a sua personalidade.


Menções honrosas: Plutão Já Foi Planeta – “Viagem Perdida”, Pagan John – “Carta”, JAMZ – “Love never felt so good”, Scambo – “Janela”, Kita – “You”, Versalle – “Marte”.


E aí, lembrou de outra apresentação marcante? Deixe suas opiniões nos comentários!

Resenha: Festa Avalanche @Clash Club

Por Natalia Salvador  | @_salvadorna 

A cena independente brasileira vem se restabelecendo e fortalecendo cada vez mais. A prova disso são os festivais espalhados por todo pais que contam com um line-up totalmente nacional. Essa foi a proposta do Festa Avalanche, que aconteceu nos dias 29 e 30 de outubro no Clash Club, na zona oeste de São Paulo. Recheado de lançamentos, os shows arrastaram apaixonados pelo rock nacional de diferentes cantos do país.

No sábado, dia 29, o dia começou com o lançamento do CD “Deus e o Átomo” da banda Medulla. Com Pedro Ramos, guitarrista da Supercombo e vocalista da Tópaz, na bateria e a ajuda de um público entusiasmado para conferir esse som ao vivo, a banda carioca começou com o pé direito. Os fãs tinham todas as músicas novas na ponta da língua e cantaram do início ao fim. Se os músicos ainda tinham alguma dúvida de como seria a resposta do público, certamente puderam sentir que acertaram no novo trabalho!

Em seguida, para fechar a primeira noite, quem subiu ao palco foram os brasilienses da Scalene. Levando a tour do recente DVD “Ao vivo em Brasília” para a capital paulista, o quarteto fez no palco o que sabe de melhor: um show para enlouquecer qualquer fã. Além do repertório e da presença de palco já conhecidas, a apresentação contou com algumas surpresas. Entre elas a participação de Leo Ramos, vocalista da Supercombo, em ‘Surreal’ e Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno, em ‘Legado’.

Ego Kill Talent foi a escalada para abrir os trabalhos no domingo, dia 30. Com um público um pouco maior que o dia anterior, o quinteto, que tocou em 2016 em festivais como o Lollapalooza Brasil e o Maximus Festival, aqueceu a galera para a noite que estava só começando. Com músicas que passeiam entre a série de três EP’s, o quinteto mostrou ao público um som maduro e muito bem produzido.

Vez da Far From Alaska no palco do Avalanche #coberturariff @farfromalaska

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Seguindo a sequência de shows, quem subiu ao palco foi a Far From Alaska, banda originada em Natal, Rio Grande do Norte. Com um som irreverente e incomum, além de uma presença de palco única e uma vocalista que chama muita atenção pelo talento, o quinteto levou a platéia à loucura. A performance autêntica pode ser contemplada em ‘Politiks’, uma das músicas em que a resposta da galera era entusiasmada desde a primeira nota.

Para encerrar a noite e o festival, o aguardado lançamento de ‘Rogério’ na terra da garoa. O show da nova tour da Supercombo é completo: luzes, músicas indispensáveis de trabalhos anteriores, presença de palco e muita energia, tanto vindo do palco quanto da platéia. Além das participações de Keops e Raony em ‘Magaiver’, Emmily Barreto em ‘A piscina e o Karma’ e Gustavo Bertoni em ‘Grão de Areia’, o homem que inspirou o nome do álbum e também aparece na foto de capa marcou sua presença no palco! Também em ‘Grão de Areia’, o guitarrista Pedro Ramos afirmou que no primeiro show da tour, no Rio de Janeiro, a platéia tinha ‘representado’ e deixado os músicos muito felizes. “Será que São Paulo vai superar o Rio?”, perguntou. Aos gritos de bolacha e ‘ei Toledo, vai tomar no cu’, a música começou e quem pode conferir os dois shows certamente concluiu que nessa briga o Rio de Janeiro levou a melhor.

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A experiência de acompanhar shows fora da sua cidade e zona de conforto é muito interessante. Você pode sentir o calor e a energia diferente dos públicos, além de, de quebra, conhecer lugares e pessoas incríveis. É importante comparecer aos shows na nossa vizinhança, mas desbravar festivais, casas de show e lugares inusitados também podem – e devem – entrar nas ‘wishlists’.