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Resenha: Raimundos + Supercombo @Vivo Rio

   Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

A semana do feriado foi agitada para os rockeiros de plantão por conta do Rio Art Mix. Um festival que aconteceu nos dias 2 e 3 de Novembro no Vivo Rio e prometia ter “o melhor da cena, juntando as novas gerações e os clássicos da música brasileira”. Com mais de 10 atrações, ele trouxe grandes nomes como Raimundos, CPM22, Black Alien e Supercombo. O grande diferencial dele, além de dar espaço para bandas independentes, foi a oportunidade delas terem uma boa estrutura para se apresentarem, coisa bem rara em espaços que recebem esse tipo de evento.

Nós estivemos no segundo dia e conferimos os shows do Monstros do Ula Ula, Deia Cassali, Rocca Vegas, Rico Dalasam, Supercombo e Raimundos. Confesso que de todos esses nomes só conhecia os dois últimos, mas esse é o ponto interessante de um festival: estar aberto para conhecer bandas novas.

Rio ArtMix Festival
Monstros do Ula Ula

Os shows foram relativamente curtos, mas o bastante para cativar o público. Seja com a descontração em cima do palco dos Monstros de Ula Ula – não poderíamos esperar nada menos de uma banda com esse nome -, os covers e homenagens da Deia Cassali ou com o rock enérgico do Rocca Vegas, que contou com as participações de peso do Léo Ramos (Supercombo), Drenna Rodrigues (Drenna) e Maurício Kyann (Nove Zero Nove) durante a apresentação.

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Supercombo

Menos de uma semana depois de terem tocado no Teatro Rival, com Glória e Zimbra, a Supercombo retornou ao Rio. Um pouco arriscado, mas os fãs deram um show à parte e a banda se apresentou como se não viessem para cá há meses. Quem assumiu a bateria nos últimos shows e se juntou com Léo Ramos, Carol Navarro, Paulo Vaz e Pedro Ramos, foi André Dea, do Sugar Kane.

 O pontapé inicial foi dado por “Jovem” – essa música conta com a participação de Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) na releitura da Session da Tarde divulgada no dia do show. Seguida por “Fundo do Mar”, “Campo de Força”, “Magaiver” e “Monstros”. Eles continuaram costurando o setlist com canções do Sal Grosso (2011), Amianto (2014) e Rogério (2016), fazendo o que sabem de melhor e não deixando ninguém parado. A conclusão é que a cada vez que a turnê Rogério passa por aqui, e já foram umas 5, é diferente e sempre muito boa.

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Rico Dalasam

Quem continuou com o show foi o Rico Dalasam, representante do rap da noite. De nome, você pode até não reconhecê-lo de primeira, mas a minha dica é: “Todo Dia”, hit do carnaval desse ano. Sim, ele é intérprete da música junto com a Pabllo Vittar. Com voz marcante, uma mistura de ritmos incorporada em suas músicas e um discurso sobre aceitação da identidade de gênero, ele foi a grande surpresa do festival.

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Os responsáveis por fechar a noite foram os Raimundos. Completando 30 anos de carreira, os brasilienses mostraram porque estão tanto tempo na estrada. Com uma extensa lista de álbuns, eles conseguiram agradar a todos tocando desde “Mulher de Fases”, “Baculejo”, “A mais pedida” até cover de “Love Of My Life”, do Queen. O resultado foi o público cansado, sem voz, mas com um sorriso que não cabia no rosto.

 

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Buzina Festival 2: Supercombo, Fresno, Pense, Medulla e mais

Por Felipe Sousa | Felipdsousa

 

Com dois palcos, 30 bandas e mais de 22 horas de shows distribuídos em dois dias, o Buzina Festival  chega para sua segunda edição nos dias 23 e 24 de setembro em São Paulo.

Através da Agência Pindorama o festival nasceu no intuito de dar oportunidade pra novas bandas e evidenciar todo o cenário musical do país. Na sua primeira edição, que foi realizada em abril desse ano e contou com bandas como Scalene, Zimbra e Selvagens à Procura de Lei, o Buzina fez uma bela festa e foi de fato um sucesso, e agora a expectativa é de um evento ainda melhor.

Você pode adquirir online os ingressos no site Clube do Ingresso e acompanhar todas as novidades e programação na página oficial do festival no facebook.

 

Acessa nossa agenda de shows e fica por dentro de todos os eventos que estão rolando.

Supercombo lança “Dropo o Mundo”

Supercombo lançou na última sexta-feira (07/07) Dropo o Mundo, música inédita criada para JUACAS, uma coprodução da Disney com a Cinefilm e a Chatrone, que estreou na última segunda-feira, 3 de julho, no Disney Channel. Além da faixa, canções mais antigas do repertório da banda integram a trilha sonora da série, ouça a playlist completa aqui.

“JUACAS conta uma história de superação e união que tem muito a ver com temas que a Supercombo sempre cantou”, comenta Paulo Vaz, tecladista da banda. “Estar nessa trilha tem sido muito legal e acaba sendo mais uma forma da gente se comunicar com o público, dessa vez num contexto diferente, na TV”, reflete. O Supercombo é o único grupo brasileiro a integrar o musical da série.

“Dropo o Mundo” foi produzido pela própria banda no estúdio Lua Nova, em São Paulo. Gravada nas praias de Itacaré, na Bahia, JUACAS retrata o universo do surfe tendo como ponto central a etapa do CAOSS (Campeonato Anual de Ondas Super Surfe), uma competição entre várias equipes de surfe, entre elas: os Juacas, os Red Sharks e as Sirenas.


Supercombo divulga playlist só com bandas nacionais no Spotify

Por Thaís Huguenin 

Provando, mais uma vez, que existe música autoral de qualidade sendo feita no país, a banda Supercombo divulgou uma playlist que conta com vários artistas da nova geração do rock nacional. Entre eles é possível encontrar Medulla, Hover, Alaska, Rancore, Selvagens à Procura de Lei entre outros tantos. Confere aí “O Novo Rock”:


Resenha: Supercombo @Teatro Bradesco

Por Natalia Salvador | Fotos: Thaís Huguenin

Quase quatro meses depois do primeiro show da tour Rogério, que aconteceu no Centro do Rio de Janeiro, a Supercombo volta a Cidade Maravilhosa para fazer o que faz de melhor: colocar os fãs para dançar! Dessa vez, o evento apresentava uma proposta diferente e levou o público para um teatro na Barra da Tijuca, mas só apresentava. A energia da banda, as participações especiais e os fãs fiéis fizeram, mais uma vez, um belo espetáculo!

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Supercombo @2017

De início, parecia estranho ver os fãs sentados nos lugares marcados aguardando o show começar. Mas, como era de se esperar, a banda entrou no palco levantando a galera e levando todo mundo para a beira do palco. O setlist da tour já é conhecido e a sequência ‘Jovem’, ‘Fundo do Mar’ e ‘Saco Cheio’, casam muito bem com esse pontapé inicial.  Quem assumiu a bateria da Supercombo na noite e somou com a banda, foi Jean Dolabella, ex-baterista do Sepultura e atual Ego Kill Talent.

Ao contrário do que estamos acostumados a acompanhar na maioria das casas de show no Rio de Janeiro, a estrutura do Teatro Bradesco proporcionou ao público um espetáculo de cores e luzes, produzido pelos telões de LED que acompanham a banda nessa nova tour. Eles continuaram com ‘Campo de Força’, ‘Magaiver’, ‘Bomba Relógio’ e ‘Todo Dia é Dia de Comemorar’. Na sequência, ‘Monstros’ contou com a participação de Mauro Henrique, da banda Oficina G3, que participou da gravação original da música.

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Keops @2017

Já é comum ver Léo Ramos, Paulo Vaz, Carol Navarro e Pedro Ramos tocando músicas de bandas nacionais amigas em seus shows. Dessa vez, a homenageada foi a Medulla e contou com a participação de Keops, cantando ‘Abraço’ e ‘Eterno Retorno’. As interpretações do cantor são um espetáculo à parte. O momento acústico do show seguiu com ‘Saudade’ e ‘Soldadinho’.

O último bloco teve ‘Morar’, ‘Menino’, ‘Amianto’, ‘Rogério’ e a música que, segundo os próprios integrantes, é a mais legal nas apresentações, ‘Grão de Areia’. A invasão de palco já está virando rotina no encerramento de shows das bandas de rock. Apesar da tentativa de alguns fãs, quem acompanhou a Supercombo em ‘Piloto Automático’ foram os meninos da Outro Eu e os demais convidados.

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A banda se despediu aos pedidos de ‘mais um’ do público e aguardou esperançoso o retorno para um ‘bis’. O gostinho de quero mais vai ter que ser suprido num próximo encontro. Aliás, será que demora?


As 5 melhores apresentações do SuperStar

Por Bruno Britto

A era do SuperStar na Globo chegou ao fim, ao menos por enquanto. O programa, que inspirou um dos quadros preferidos de todos os seguidores do RIFF, o “Comentando o SuperStar”, não foi renovado pela emissora.

Em um tom um pouco mais saudoso, resolvemos lembrar as melhores apresentações que ocorreram no programa. É importante ressaltar que estamos falando apenas das apresentações de forma avulsa, não avaliando a banda nem por sua trajetória no programa, nem um contexto maior.

Sem mais demoras, vamos ao ranking.


5. Bellamore – “Come Together”

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Participante da terceira temporada do programa, a Bellamore destruiu logo na sua primeira apresentação. Colocaram sua própria personalidade na clássica música dos Beatles e o resultado agradou a todos, incluindo os jurados, que elogiaram a presença de palco do vocalista Pedro Sárria.

Logo no seu primeiro dia, a Bellamore mostrou a que veio.

4. Suricato – “Trem”

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A Suricato esteve presente na temporada original do SuperStar e foi talvez a banda mais querida de tal edição. Não era pra menos.

Após uma audição onde inovaram com instrumentos bem inusitados, o grupo trouxe sua música autoral para a fase de duelos, sendo bastante elogiada e mostrando o poder de suas composições.

3. Supercombo – “Piloto Automático”

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A banda de indie rock de Vitória-ES, já tinha um bom reconhecimento, principalmente na internet. Mas logo em sua audição na segunda temporada, o Supercombo conseguiu atingir um enorme público, graças a qualidade e bom gosto musical. “Piloto Automático” foi um dos maiores sucessos do programa e serviu para trazer mais interesse para o grupo.

2. OutroEu – “Coisa de Casa”

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Com influências diretas do folk, a OutroEu emocionou a todos com sua apresentação de estreia, com uma música extremamente linda e com arranjos muito bem feitos. O grupo se tornou o queridinho do público nessa edição do programa e muito isso se deve a “Coisa de Casa”.

  1. Scalene – “Danse Macabre”

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Em uma opinião própria do autor, arrisco-me a dizer que a Scalene foi a maior “revelação” que o programa já fez e que a música em questão foi a responsável por isso. A vice-campeã da segunda temporada apresentou “Danse Macabre” na sua segunda participação no programa e foi com ela que mostraram toda a sua personalidade.


Menções honrosas: Plutão Já Foi Planeta – “Viagem Perdida”, Pagan John – “Carta”, JAMZ – “Love never felt so good”, Scambo – “Janela”, Kita – “You”, Versalle – “Marte”.


E aí, lembrou de outra apresentação marcante? Deixe suas opiniões nos comentários!

Resenha: Festa Avalanche @Clash Club

Por Natalia Salvador  | @_salvadorna 

A cena independente brasileira vem se restabelecendo e fortalecendo cada vez mais. A prova disso são os festivais espalhados por todo pais que contam com um line-up totalmente nacional. Essa foi a proposta do Festa Avalanche, que aconteceu nos dias 29 e 30 de outubro no Clash Club, na zona oeste de São Paulo. Recheado de lançamentos, os shows arrastaram apaixonados pelo rock nacional de diferentes cantos do país.

No sábado, dia 29, o dia começou com o lançamento do CD “Deus e o Átomo” da banda Medulla. Com Pedro Ramos, guitarrista da Supercombo e vocalista da Tópaz, na bateria e a ajuda de um público entusiasmado para conferir esse som ao vivo, a banda carioca começou com o pé direito. Os fãs tinham todas as músicas novas na ponta da língua e cantaram do início ao fim. Se os músicos ainda tinham alguma dúvida de como seria a resposta do público, certamente puderam sentir que acertaram no novo trabalho!

Em seguida, para fechar a primeira noite, quem subiu ao palco foram os brasilienses da Scalene. Levando a tour do recente DVD “Ao vivo em Brasília” para a capital paulista, o quarteto fez no palco o que sabe de melhor: um show para enlouquecer qualquer fã. Além do repertório e da presença de palco já conhecidas, a apresentação contou com algumas surpresas. Entre elas a participação de Leo Ramos, vocalista da Supercombo, em ‘Surreal’ e Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno, em ‘Legado’.

Ego Kill Talent foi a escalada para abrir os trabalhos no domingo, dia 30. Com um público um pouco maior que o dia anterior, o quinteto, que tocou em 2016 em festivais como o Lollapalooza Brasil e o Maximus Festival, aqueceu a galera para a noite que estava só começando. Com músicas que passeiam entre a série de três EP’s, o quinteto mostrou ao público um som maduro e muito bem produzido.

Vez da Far From Alaska no palco do Avalanche #coberturariff @farfromalaska

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Seguindo a sequência de shows, quem subiu ao palco foi a Far From Alaska, banda originada em Natal, Rio Grande do Norte. Com um som irreverente e incomum, além de uma presença de palco única e uma vocalista que chama muita atenção pelo talento, o quinteto levou a platéia à loucura. A performance autêntica pode ser contemplada em ‘Politiks’, uma das músicas em que a resposta da galera era entusiasmada desde a primeira nota.

Para encerrar a noite e o festival, o aguardado lançamento de ‘Rogério’ na terra da garoa. O show da nova tour da Supercombo é completo: luzes, músicas indispensáveis de trabalhos anteriores, presença de palco e muita energia, tanto vindo do palco quanto da platéia. Além das participações de Keops e Raony em ‘Magaiver’, Emmily Barreto em ‘A piscina e o Karma’ e Gustavo Bertoni em ‘Grão de Areia’, o homem que inspirou o nome do álbum e também aparece na foto de capa marcou sua presença no palco! Também em ‘Grão de Areia’, o guitarrista Pedro Ramos afirmou que no primeiro show da tour, no Rio de Janeiro, a platéia tinha ‘representado’ e deixado os músicos muito felizes. “Será que São Paulo vai superar o Rio?”, perguntou. Aos gritos de bolacha e ‘ei Toledo, vai tomar no cu’, a música começou e quem pode conferir os dois shows certamente concluiu que nessa briga o Rio de Janeiro levou a melhor.

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A experiência de acompanhar shows fora da sua cidade e zona de conforto é muito interessante. Você pode sentir o calor e a energia diferente dos públicos, além de, de quebra, conhecer lugares e pessoas incríveis. É importante comparecer aos shows na nossa vizinhança, mas desbravar festivais, casas de show e lugares inusitados também podem – e devem – entrar nas ‘wishlists’.

Resenha: Supercombo + Radioativa + Alaska @Democráticos

Por Natalia Salvador  | Fotos @_salvadorna & Marcella Keller

Depois de muita espera e ansiedade, o primeiro show da Tour Rogério, álbum lançado em julho de 2016, pela Supercombo, aconteceu. Formada em Vitória, no Espírito Santo, a banda já tem quase 10 anos de estrada e esse é o seu quarto álbum. Com uma mistura de ritmos, conceito bem amarrado, letras divertidas, inteligentes e o carisma que já é marca registrada. As expectativas para essa festa eram as melhores e não decepcionou.

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Alaska @2016

Com uma hora e meia de atraso e uma fila que dava voltas no quarteirão, as portas do clube Democráticos se abriram e os paulistas da banda Alaska já estavam no palco. Depois de uma rápida passagem de som, os meninos já engataram com um show que levantou a galera. Os primeiros da fila puderam acompanhar tudo de pertinho e cantavam com animação e euforia as músicas do cd ‘Onda’, lançado em agosto do ano passado. Para compor a canção Exílio, os meninos contaram com a participação especial de Thiago Pádua, vocalista e baixista da banda Sarina. Mas o ponto alto da apresentação da Alaska costuma ficar para o fim: o coro da platéia acompanhou em alto e bom som o final marcante de Vista.

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Radioativa @2016

Logo em seguida, quem assumiu o palco foram os cariocas da banda Radioativa. O pop rock apresentado por Ana, Felipe, Fabrício, Denny e Rodrigo deixou o público ainda mais ansioso para o último show da noite. Pontuando suas influências e reforçando a ideia de que é importante e preciso apoiar o rock nacional, a banda apresentou um cover de Sete vidas, da cantora baiana Pitty. Além, de claro, diversas músicas autorais que passearam por diferentes fases e trabalhos desses sete anos de estrada.

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Supercombo @2016

A galera já não aguentava mais de ansiedade quando a Supercombo, finalmente, subiu no palco. A banda abriu o show com a música Jovem do último cd, e nesse momento ficou claro que a noite seria de grandes emoções. Apesar de recente, o público cantou com toda a força que os pulmões podem alcançar. Eles seguiram com uma sequência que incluiu músicas dos trabalhos anteriores, passando por Fundo do Mar e Saco Cheio.

Surreal do @bandascalene no show do @supercombooficial Vídeo @canalriff

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Com muita luz e interação, o novo aparato tecnológico, que ajudava a compor o cenário, chamou bastante atenção e deixou a festa ainda mais bonita e interessante. Outra novidade que merece ser comentada é o baterista Maick Sousa, que assumiu as baquetas de Raul com excelência. Para fortalecer ainda mais a ideia de que é importante reconhecer e ressaltar o rock nacional, o vocalista Leo Ramos e o tecladista Paulo Vaz, fizeram uma versão acústica de Surreal, da banda Scalene.

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“Toda vez que a gente vem aqui dá vontade de chorar, o Rio de Janeiro é emocionante”, afirmou a baixista Carol Navarro, que, em entrevista ao Canal RIFF, contou amar o fato dos cariocas sempre fazerem as famosas rodinhas punk nos shows. Se para os músicos a noite foi especial, para os fãs ela foi inesquecível. Quem deixou o Democráticos na madrugada de sábado, saiu de alma lavada.

Resenha: As muitas participações especiais em “Rogério”, do Supercombo

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Surgida em Vitória–ES e consolidada em São Paulo, a Supercombo é uma daquelas bandas difíceis de cravar um estilo, e como sugere seu nome, é formada por diversas vibes e influências com seus músicos. Léo Ramos (Voz e guitarra), Pedro Ramos (Guitarra e voz), Carol Navarro (Baixo e voz), Paulo Vaz (Teclado e efeitos) e Raul de Paula (Bateria) estão na ativa desde 2007, e hoje em 2016 aparecem como uma das grandes bandas do novo cenário do rock nacional, já tendo se apresentando inclusive em grandes eventos como no Lollapalooza e no Planeta Atlântida.

No final de Julho o quinteto lançou seu quarto álbum de estúdio intitulado Rogério, que deixou um pouco pra trás o indie rock convencional do seu antecessor Amianto e deu vez a uma grande mistura de elementos, gêneros e peso nas guitarras. Se por um lado, no entanto, Amianto foi o marco do amadurecimento da banda, com letras extremamente elaboradas, harmonias imprevisíveis levando a banda ao patamar de banda das mais relevantes da nova geração, Rogério chega pra consolidar ainda mais isso.

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A começar pelo seu nome, Rogério, já desperta a curiosidade em saber quem seria esse sujeito. E aos poucos o álbum vai nos mostrando que Rogério seria a personificação de uma junção de diversos sentimentos, especificamente, como Léo já falou, ele seria aquele lado ruim de cada pessoa. E assim podemos esperar grandes composições mais uma vez.

Cheio de grandes participações, o álbum começa com “Magaiver” com melodia e refrão bastante marcantes, especialmente pela voz da baixista Carol Navarro cantando letras que já mostram os dilemas um tanto existencialistas propostos. A música conta ainda com os irmãos Keops e Raony da banda Medulla cantando um rap no final.

A Piscina e o Karma”, segunda música, conta com a participação de Emmily Barreto vocalista do Far From Alaska. E com uma levada reggae e timbres bem dramáticos cadenciando com pesos nas guitarras e berros, o duo manda ver em um clima bem tenso.

Bonsai” aparece cheio de autocríticas, bem existencialistas, com riffs animais e cheia de peso. Essa música, inclusive, foi muito bem recebida pelo público, e embora a banda não confirme hoje ela aparece como uma das favoritas a se tornar single.

Grão de Areia” vem cheio de intensidade, uma bateria ditando o ritmo com contratempos muito bem elaborados e com um refrão marcado pela voz de Gustavo Bertoni da banda Scalene.

Em uma harmonia mais densa “Monstros” possibilita uma interpretação vocal que remete à vibe do disco anterior, cheio de melodrama, e Mauro Henrique do Oficina G3 explora bem isso e usa muito bem sua voz potente.

Depois de “Embrulho” e “Morar”, Supercombo recebe Lucas Silveira da banda Fresno e tocam “Bomba Relógio”, música bem melódica e que tratam de forma bem sádica o tal Rogério. Na mesma levada aparece “Jovem”.

O gigante Sergio Britto do Titãs chega com um rock and roll cheio de dramaticidade em ”Eutanásia”. Continuando com as criticas do álbum, essa música desvenda ainda mais o personagem principal e esse ganha ainda mais sentido. Logo em seguida o personagem principal aparece e “Rogério” detona na letra.

O álbum fecha com “Lentes” e a bela voz de Negra Li. Um trabalho incrível com os violões, ainda com uma vibe de distorção nas demais cordas e uma letra que te faz querer ouvi o disco todo de novo.

A Supercombo depois de entrar na realidade paralela do Superstar e mandar muito bem por lá, voltou ao mundo real e assimilou bem o que tinha que fazer pra despontar. Não é por menos que Amianto teve uma turnê com mais de 120 shows e seu single “Piloto Automático” foi a segunda música mais compartilhada no Spotify em 2014. Agora com Rogério a banda deve trazer muita novidade aos fãs, contando com nova tour, lançamentos de lyrics videos, novo single.

É um baita lançamento nacional. É uma baita banda. Pode contar que a Supercombo de levar muita gente aos shows e às plataformas de streaming para ouvir as tantas reflexões do álbum.