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RIFF Indica #2: Cidade Dormitório

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa | Foto Juliana Teixeira

 

Um tanto setentista, indie, alternativo e vocais pra lá de chapados. Saca o som da Cidade Dormitorio, banda sergipana.

Mais uma indicação aqui no RIFF, galera. E dessa vez saímos do eixo Rio-São Paulo e fomos até Aracajú (SE) trazer mais um som massa demais. Confira:

Foi em um corre danado lá em Sergipe, dois anos atrás, que Yves Deluc (Vocal e guitarra), Lauro Francis (Baixo), Heder Nascimento (Guitarra) e Fabio Aricawa (Bateria e backing vocals) formaram a Cidade Dormitório.

Com um vocal cheio de personalidade, letras criativas, sutis e irônicas, neo grunge cheio de originalidade, um lo-fi querendo protagonismo, a psicodelia não se deixando esquecer… O som da Cidade Dormitório é uma mescla de referências distintas e um resultado uniforme, original bonito, feliz e triste.

Em janeiro desse ano eles lançaram pelo selo independente Banana Records, o seu primeiro EP intitulado “Esperando o Pior”, e não é por nada não, mas, esse é um dos melhores discos que ouvi esse. Também em janeiro, saiu um clipe pra faixa “Setas Azuis”.

O EP contém 4 faixas faixas que que versam principalmente sobre o cotidiano, amor, desamor e como já foi dito, uma carga de psicodelia e indie rock incrivelmente deliciosa de ouvir. E é bom ficar ligado a partir de agora, porque eu ouvi dizer por aí que tem álbum completo pra sair.

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Lançamento: Ouça “Ato Três”, novo e ótimo álbum da RADIOATIVA

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa  Foto @MarjorySales

 

Quinteto carioca divulgou no último dia sete de outubro o seu terceiro disco de estúdio, intitulado “Ato Três”.

Fundada em 2009, no Rio de Janeiro, a RADIOATIVA vem ganhando espaço na cena underground e desde 2012, ano do lançamento do seu primeiro EP, “Acredite”, esse espaço é acompanhado de grande destaque através de um som muito bem feito. A Radioativa ainda tem lançado o EP “Se Ainda Há Razão”, e quatro clipes produzidos de forma totalmente independente.

O grupo que já abriu shows de Chunk! e Evanescense fazendo um pop punk de ótima qualidade, com arranjos de guitarras bem elaborados e com os vocais marcantes da Ana Marques, é pra mim uma das bandas mais legais do Rio de Janeiro. Outro destaque da banda, é a presença de palco da Ana, liderando o grupo há quase dez anos na estrada e deixando claro algo que deveria estar: A mulher faz uma put@ diferença no palco. E cada vez mais têm que subir nele e “quebrar” tudo.

Agora em “Ato três”, quatro personagens chegam a um estágio de reflexão sobre suas trajetórias e tentam definir os próximos passos de um destino incerto, porém cheio de esperança. O novo projeto tem sete faixas, incluindo “Inverno” que já ganhou clipe, e traz em suas composições muito dos sentimentos comuns a todas as pessoas, esperança, saudade, batalha, acreditar em um futuro bom.

Eu ouvi e curti muito!

RADIOATIVA é Ana Marques (Vocal), Felipe Pessanha (Guitarra/Sintetizador), Fabricio Oliveira (Guitarra), Rodrigo Aranha (Bateria) e Cris Gadelha (Baixo). Conheça um pouco mais do quinteto no Facebook Oficial da banda e ouça “Ato Três” no seu Canal Oficial no Youtube.

 

 

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RIFF Indica #1: Fire Department Club

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

 

Amigos rifeiros, vamos iniciar uma série de publicações com a temática de indicações. Primordialmente, as publicações terão novos nomes da música nacional, embora vocês também possam colar aqui e se deparar com indicação de álbuns e até artistas da gringa.

Confere nossa primeira indicação e depois fala pra gente se conhece, se gosta ou indica coisa pra gente também.

Bom, eu sou apaixonado pelo indie rock, e por isso, nossa primeira edição é uma ótima representante do estilo. Acompanhe:

EP Human Nature | @firedepartamentclub

 

O Fire Department Club é o um quarteto formado em Porto Alegre por Andre Ache (Vocal e baixo), Gabriel Gottardo (Gutarra e sintetizadores), Mainel Waldow (Guitarra) e Gui Schwertner (Bateria). A banda nasceu em 2011 da amizade de colégio do quatros indie boys, e no mesmo ano lançaram o EP “Colourise” que chegou primeiro em Los Angeles. Aliás, os caras começaram a chamar atenção primeiro lá na gringa.

Em 2013 eles lançaram os singles “Merry Go-Round” e “Love Reconnected” e em 2015 veio o segundo EP, intitulado “Best Intuition”. Esses trabalhos foram tão elogiados que renderam aos caras um contrato com a Sonovibe Records, de Los Angeles. Além disso a FDC já tocou no Lollapalooza Brasil e abriu shows para The Kooks e Kasabian.

A FDC canta em inglês e tem referências em bandas como Phoenix, Daft Punk, Blur e Interpol. Sua sonoridade, indie principalmente, flerta com o ambiente oitentista, sintetizadores lapidados e frescos, guitarras e bateria orgânica.

Em 2016 eles ainda lançaram o terceiro EP, intitulado “Human Nature”, que foi produzido pelo americano Luc Silveira e masterizado por Dave Locke (Smashing Pumpkins).

Ouça abaixo o excelente som da Fire Department Club:

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Lançamentos: 21 Álbuns de setembro que você tem que ouvir

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Nossa lista mensal de lançamentos está pronta. Confira alguns dos lançamentos mais legais do mês de setembro entre produções nacionais e internacionais.

E ah, aproveita e segue o RIFF no spotify. lá rolam várias playlists, incluindo a dos lançamentos.

Bora ouvir:

 

Jake Bugg – Hearts That Strain

Um dos primeiros e mais legais lançados em setembro, o intimista “Hearts That Strain” é o quarto disco do Jake Bugg. O Sucessor de “On My One” (2016) tem 11 faixas, dentre elas o single “How Soon The Dawn”, e participações especiais de Noah Cyrus e Dan Auerbach (The Black Keys).

LCD Soudsystem – American Dream

Finalmente os nova-iorquinos do LCD Soudsystem retornaram de seu hiato de cinco anos. A banda de punk disco lançou em setembro o provocante e dançante “American Dream”.

 

Mogwai – Every Country’s  Sun

Eu não conhecia o som da banda escocesa Mogwai, e me surpreendi ao ouvir seu mais novo lançamento, o disco “Every Country’s Sun”. Me deparei com versos cantados instrumentalmente, belas guitarras gritando suavemente, ora não tão suaves, ambientes melódicos e também repletos de sujeira… curti! Ouça:

Motorhead – Under Cover

“Under Cover”, lançamento do Motorhead, é um disco com 11 faixas de covers executados pela banda durante toda sua carreira. Dentre eles, a inédita versão de “Heroes”, David Bowie.

Jack Johnson – All The Light Above It Too

“All The Light Above It Too” é o sétimo disco de Jack Johnson e contém dez faixas, dentre elas os singles “Sunsets For Somebody Else” e “You Can’t Control It”.

O músico aterrissa em terras brasileiras em novembro para shows em São Paulo e Rio de Janeiro. Algum riffeiro vai?

The National – Sleep Well Beast

Com a sua amargura poética e sonora, O The National retorna quatro anos depois de “Trouble Will Find Me” (2013) e explora o amor caótico do eu lírico em “ Sleepe Well Beast”. Com uma nova pitada eletrônica e o ambiente melancólico já tradicional da banda, o novo disco é mais um belo trabalho do quinteto. Eu me Amarro em The National. E você?

Neil Young – Hitchhiker

“Hitchhiker” traz dez canções originalmente compostas na década de 70 e que só agora Neil Young decidiu lançar – Algumas aparecem em outros trabalhos do cantor. Ouça:

Foo Fighters – Concret And Gold

Lançado no dia 15 de setembro, “Concret And Gold” é o nono disco da carreira do Foo Fighters e conta com participações de Justin Timberlake e Paul McCartney. Se liga na nossa resenha do disco.

E lembrando, o Foo Fighters vem ao Brasil em 2018 em turnê conjunta com o Queens Of The Stone Age. Os shows acontecem e fevereiro e março em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

Prophets Of Rage – Prophets Of Rage

O Prophets Of Rage é um projeto formado por membros de Rage Against The Machine, Public Enemy e Cypress Hill, e os caras acabam de lançar o seu primeiro álbum, homônimo. O disco tem doze faixas, incluindo os singles “Radical Eyes” e “Living On The 110”.

Ringo Starr – Give More Love

Com participação de Paul McCartney, o ex Beatles Ringo Starr lançou seu décimo nono disco solo, intitulado “Give More Love”. O disco está disponível em todas as plataformas digitais e você pode ouvi-lo abaixo:

The Killers – Wonderful Wonderful

Você curtiu ao álbum novo do The Killers? Eu curti. Uma das coisas que gosto nos Killers é que suas músicas podem ser ouvidas a partir de ordem nenhuma. As mais antigas ou as mais recentes caem muito bem nos ouvidos. E é por isso que gostei de “Wonderful Wonderful”. É The Killers.

The Horros – V

A banda britânica, que tem muita audiência no reino unido, The Horrors lançou o seu quinto disco de estúdio, intitulado “V”. O Disco conta com dez faixas e está disponível em todas as plataformas digitais.

The Neighbourhood – Hard

Os aguardadíssimos do The Neighbourhood lançaram em setembro o EP “Hard”. O registro contém cinco faixas e é uma prévia do seu novo álbum, que ainda não tem nome nem data de lançamento prevista.

Os caras também devem pintar no Lollapalooza Brasil em 2018 e provavelmente já com o álbum completo lançado. Ouça “Hard”:

Circa Survive – The Amulet

A banda norte-americana Circa Survive lançou “The Amulet”, seu sexto álbum de estúdio.  O disco conta com dez faixas, e dentre elas, “The Amulet”, “Lustration” e Rites Of Investiture” já ganharam clipes.

As Bahias e a Cozinha Mineira – Bixa

Raquel Virgínia, paulista, Assucena Assucena, baiana e o mineiro Rafael Acerbi formaram a banda, na época de faculdade, em São Paulo. E nesse mês de setembro eles lançaram o disco “Bixa”. O trabalho é inspirado em Caetano Veloso, e traz também sonoridades variadas com muitas batidas eletrônicas e MPB. Vale ouvir.

Maglore – Todas as Bandeiras

Mais um lançamento brazuca. E de uma das bandas mais legais do país. A Maglore acaba de lançar o ótimo álbum “Todas as bandeiras”. Você pode conferir nossa resenha do disco e já vai compartilhando esse dom massa da Maglore.

Tim Bernardes – Recomeçar

“Recomeçar” é o primeiro disco solo do cantor e compositor Tim Bernardes. O paulistano, que é vocalista da banda O Terno (Que vai estar no Lollapalooza 2018), propõe um ambiente intimista e com composições bastante sentimentalistas. Ouça e diga o que achou:

Sound Bullet – Terreno

Mais um lançamento brazuca de setembro é o “Terreno”, dos cariocas da Sound Bullet. Esse é o primeiro disco do grupo, que já havia aparecido bem com o EP “Ninguém Está Sozinho” (2013). Ouça a mistura de indie rock e rock alternativo dos caras:

Bergamota – Oscilação

Quarteto carioca formado por Lucas Fernandes (guitarra), Lucas Machado (guitarra e vocal), Amon Deister (baixo) e Gabriel Medeiros (bateria), mistura influências do rock progressivo, stoner rock e Indie rock, e lançam pelo selo Crooked Tree Records seu disco de estreia, intitulado “Oscilação”. Mais uma banda nacional pra você curtir!

The Flying Eyes – Burning Of The Season

Mais um belo lançamento do selo Abraxas, “Burning Of The Season” é o quarto disco dos norte-americanos The Flying Eyes. Com muitas distorções, psicodelia pedindo passagem pro protagonismo, riffs afloradíssimos e o vocal envolvente de William Kelly, “Burning Of The Season” é de fato um ótimo disco.

Quarto Ácido – Paisagens e Delírios

A Abraxas na lista de novo e agora trazendo coisa boa pros fãs de instrumental. “Paisagens e Delírios” é novo álbum do Quarto Ácido, que tem uma roupagem influenciada pelas maravilhas sonoras da década de 70 e pelo stoner rock noventista.

 

Lançamento: Ouça agora “Terreno”, novo disco da Sound Bullet

Por Felipe Sousa | @felipdsousa | Arte @ThiagoModesto

 

Após o EP “Ninguém Está Sozinho” (2013), os cariocas da Sound Bullet lançaram nessa sexta-feira, pela Sagitta Records, seu disco de estreia intitulado “Terreno”.

O disco conta com a participação de Aline Lessa, e foi produzido por Patrick Lapan (Los Hermanos, Rodox), mixado por Pedro Gracia e masterizado no Hansek Audio, em Seattle (EUA). São onze canções que falam, entre outras coisas, de empatia, relações interpessoais, otimismo e provocamentos sobre a “vida real”.

A Sound Bullet ganhou força principalmente em 2015 com o single “When It Goes Wrong”, que tem mais de 700 mil plays no spotify. Em “Terreno”, a banda traz um som flertando com o rock alternativo, indie rock e math rock. “Amanheci”, segunda faixa do disco, já ganhou um clipe e você pode assistir clicando aqui.

A Sound Bullet é Guilherme Gonzalez (guitarra e voz), Fred Mattos (baixo e voz), Henrique Wuensch (guitarra) e Pedro Mesquita (bateria), e está presente em todas as plataformas digitais.

Ouça “Terreno” e compartilha com ox amigxs:

 

 

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Em entrevista exclusiva, Garage Fuzz encerra 1º mês do Las Quintas no Rio de Janeiro

Por Canal RIFF | @canalriff | Entrevista por Erick Tedesco

 

Ícone do hardcore nacional retorna à capital carioca após 5 anos.

Para celebrar o encerramento do primeiro mês do projeto Las Quintas, que está movimentando a cena do rock autoral no Rio de Janeiro todas as quintas-feiras na casa La Esquina (Lapa), a lendária banda do hardcore melódico nacional Garage Fuzz, após 5 anos longe de palcos cariocas, é escalada como atração principal da noite que também terá Hover e N.D.R. O evento acontece no dia 28 de setembro, a partir das 19h30, e haverá boas vindas com shots de Jägermeister aos primeiros que chegarem.

O Garage Fuzz foi unanimidade entre as produtoras responsáveis pelo Las Quintas – Abraxas, Collapse Agency, Flecha Discos e Speed Rock – para ser a grande atração desta edição especial. Com 25 anos de estrada, os santistas mostram vigor com um hardcore de bases potentes e com os característicos dedilhados de guitarra, envolvidos em melodias para se cantar junto, do início ao fim. O show de retorno ao Rio de Janeiro terá músicas de todos os álbuns, do “Relax In Your Favorite Chair” (1994) até “Fast Relief” (2015).

A abertura fica por conta da N.D.R, a prata da casa que levanta a bandeira do hardcore com influências de rock, metal e rap. O quarteto foi formado em 2010 e desde então preza por fazer música por meio de experimentos sonoros e experiências de vida. Na sequência, sobe ao palco a Hover, a banda mais badalada de Petrópolis, que ficou popular pelo rock alternativo cantado em inglês com bastante melodia.

Confira abaixo o papo super bacana com Alexandre Cruz, vocalista do Garage Fuzz, que nos fala sobre a carreira de sucesso da banda, o longo tempo longe do Rio de Janeiro e muito mais.

“Fast Relief” mostra um Garage Fuzz maduro e que justifica chegar aos 25 anos de carreira ainda relevante no rock brasileiro. Passado algum tempo desde o lançamento, como entende o momento e a sonoridade deste disco?

Alexandre: O “Fast Relief” foi o disco que não estávamos muito preocupados com o que estava rolando no momento no cenário brasileiro. Ele é um disco meio que feito para a banda e para os fãs, tem alguns fatores que o diferenciam dos nossos trabalhos anteriores, é o primeiro disco full com o Fernando Bassetto na guitarra e o que é engraçado que mais da metade dele já estava composto quando ele entrou na banda. Então o fato de passar a integrar a banda em um momento que estávamos indo em uma direção mais trabalhada agregou ao som também. Eu lembro de passar mais de um ano indo na casa do Fabrício a tarde para fazer as melodias de voz de cada música no violão com ele; lembro da banda ensaiando o disco muito, o Daniel tocando que nem doido, o Wagner também, e acho que é um dos lançamentos que mais nos empenhamos fazendo praticamente tudo. Foi com esse disco que partimos para as plataformas digitais também.

Acredito que os 25 anos do Garage Fuzz tem a ver com o som peculiar da banda e a energia das apresentações ao vivo. Como lidam com os velhos falatórios de ser punk, mas não ser, de ter uma pegada mais comercial do que as formações mais puras do estilo?

Alexandre: Hardcore e Punk eu acho que crescemos fazendo e escutando em nossas bandas anteriores do final dos anos 80, o Psychic Possesso e o O.V.E.C., e nossa leitura para estilo é outra. Hardcore é Anti-Cimex e acho que nos últimos 12 / 13 anos, quando estávamos fazendo as músicas para o Morning Walk (Álbum de 2005) isso já mudou, o som ficou algo mais rock, mas não comercial no sentido de fazer algo para estourar, as composições e melodias tem muitas notas e passagens. Acho que complica para rotular como algo comercial.

Levando em conta os 25 anos de banda, como avaliam o cenário musical atual?

Alexandre: O mundo está mudando e os hábitos culturais também, acho que até muito por uma visão do consumo atual. Eu acho que a o momento atual do mundo lembra o meio dos anos 80 em uma versão hi-tech. A cena atual apresenta muito isso, várias oportunidades mas não sabemos quem está no controle do que e as coisas vão mudando muito rápido e nisso muita coisa boa tem passado batido pelo timming atual da existência de uma banda, uma casa noturna ou um selo.

Vocês são sempre lembrados, entre outros motivos, por sempre fazerem shows perfeitos tecnicamente e sempre com som incrível. Qual o segredo?

Alexandre: Acho que o fato da formação praticamente nunca ter mudado ajuda. Então é um entrosamento de décadas, muito ensaio e o mesmo set up de palco.

O que os afastou tanto do Rio? São 5 anos de espera, desde que vieram pela última vez.

Alexandre: Caramba, nem parece que faz tanto tempo! É uma cidade que curtimos muito as pessoas, bandas e a cena, não sei o porquê, mas vamos fazer um show para compensar esse hiato.

O que vocês têm ouvido ultimamente? Entre bandas nacionais, internacionais, desconhecidos e renomados…

Alexandre: Eu vou falar no meu caso pessoal, muitas bandas antigas que escutávamos quando montamos a banda Celibate Rifles, The Saints, Lemonheads, Husker Du das novas Cloud Nothings, Meatbodies, Togheter Pangea.

Lá nos anos 90, o Garage já fez parte do cast de uma grande gravadora, a Roadrunner. O cenário da música mudou bastante desde aqueles tempos, principalmente a relação banda/gravadora. O que aquele contato possibilitou ao Garage que vale até os dias de hoje?

Alexandre: Acredito que ali montamos nossa base de fãs, por causa de dois fatores: o da distribuição e o fato da banda na época ter feito uma das primeiras tours com datas seguidas durante 4 meses em 1995. Isso na época da roadrunner foi importante para o que vivemos nos dias de hoje.

O Garage está se relacionando com as novas plataformas de música, como Spotify, Deezer, iTunes?

Alexandre: Sim utilizamos todas e acho que seria impossível fazer o trabalho que fazemos atualmente com a banda sem o uso das plataformas digitais!

Deixe uma mensagem para a galera se motivar e comparecer ao show de vocês no Las Quintas!

Alexandre: Muito obrigado pelo espaço e todo mundo que sempre nos ajudou na cidade! E colem no próximo Las Quintas prometo um dos nossos melhores shows que já fizemos no Rio de Janeiro!

 

SERVIÇO
Las Quintas – 4ª edição
Evento no facebook: Garage Fuzz no Rio de Janeiro! Festa de encerramento Las Quintas
Atrações: Garage Fuzz, Hover e N.D.R.
Data: 28 de setembro
Horário: a partir das 19h30
Local: La Esquina
Endereço: Avenida Mem de Sá, 61. Lapa-RJ                                     Ingresso: www.sympla.com.br/las-quintas—todas-as-quintas-de-setembro-no-la-esquina__180601

 

Lollapalooza Brasil anuncia as atrações para a edição 2018

Por Felipe Sousa | @felipdsousa | Foto @ Lollapalooza Brasil

Depois de muita espera, a organização do Lollapalooza Brasil finalmente divulgou as atrações do evento que acontece entre 23 e 25 de março de 2018, no Autódromo de Interlagos (SP).

Alguns nomes já haviam sido especulados, e agora confirmados, outros são novidades. Os headliners serão The Killers, Red Hot Chili Peppers e Pear Jam. O Lolla também vai contar com outros nomes de peso, tais como Tyler The Creator, Liam Gallagher, The National, Mac Demarco e Royal Blood. E é claro, grandes nomes nacionais vão participar da festa também, e tá lindo demais esse lineup br, Malu Magalhães, Braza, Ego Kill Talent, Ventre e O Terno são alguns deles.

E ao mesmo tempo que a produção do Lolla anunciou os nomes, atualizaram também os preços. Agora os ingressos estão no seu segundo lote, variando entre R$ 660,00 e R$ 780,00 a meia entrada e até R$ 1500,00 a inteira. É bom lembrar que as vendas se iniciaram no início de setembro, mesmo sem a divulgação das atrações.

Todas as informações completas sobre preços, dúvidas e também o lineup completo, você confere no site oficial do Lollapalooza Brasil.

 

 

Lineup Oficial | Site oficial Lollapalooza Brasil

 

Outro ótimo nome da cena brasiliense, banda Toro lança EP homônimo

Por Felipe Sousa | @felipdosusa | Foto por Thaís Mallon

De Brasília vêm as melhores bandas? A resposta fica por conta de vocês, riffeiros, mas é certo que de lá saem muitos nomes bons. E você tem que ouvir mais esse aqui: Toro!

Formada por Thuyan Santiago (guitarra e vocal), Francisco Vasconcelos “Xicão” (guitarra), Álvaro Rodrigues “Alvin” (baixo) e Arnoldo Ravizzini (bateria) a Toro apresenta um som de muita qualidade e bom gosto. Com claras referências em QOTSA e Royal Blood, o som dos caras se ambientam no stoner rock e hard rock com guitarras barulhentas, e um vocal bem acessível. E particularmente, me lembrou um pouco de Scalene também.

O EP conta com seis faixas gravadas no Estúdio 1234, em Brasília, numa produção totalmente independente. A mixagem e masterização foi feita por Ricardo Ponte (Scalene, Dona Cislene e Hover). As canções tratam, basicamente, de um eu lírico lidando com os altos e baixos da vida, a relação social com as pessoas, e como elas podem sair de um conformismo social e pessoal se quiserem; que é o que a faixa “Luz Vermelha” diz. Essa música, inclusive, já ganhou um clipe que você pode conferir clicando aqui.

Quando ouvir aquela velha história “O rock nacional morreu” você já sabe que é pura baboseira. A quantidade de banda boa que tem por aí é incrível. E eu coloco a Toro nesse meio. Prestigie.

Abaixo você pode ouvir o EP na íntegra nos Spotify e também seguir a Toro nas redes sociais.

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Documentário reúne Menores Atos, Bullet Bane, Zander e Chuva Negra 

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa | Foto Rick Costa Fotografia

Festival Flecha, produzido pela gravadora Flecha Discos, aconteceu no dia 29 de abril no Hangar 110 (SP) e pra você ficar por dentro do que rolou por lá, a Flecha divulgou um Mini Doc contanto tudo.

“Isso é pra provar que todos vocês podem fazer o mesmo, beleza?! Montar uma banda, organizar o rolê, juntar a galera e botar pra foder!” – Gabriel Zander

Flecha Discos é uma gravadora independente que tem em seu cast as bandas Menores AtosBullet BaneZander e Chuva Negra, e em abril desse ano as quatro subiram ao palco do Hangar 110 e realizaram um baita evento celebrando a nova cena autoral brasileira. O resultado disso foi um documentário onde contam como se conheceram, como se reuniram pra formar o coletivo, e acima de tudo, contam como foi a produção desse evento massa demais!

O Doc foi produzido por L’exquisite Films, Direção e Edição por Murilo Amancio e as imagens por João BonaféIsadora SartorBruno Santim e Murilo Amancio.

 

 

Além do Documentário, a Flecha disponibilizou nas plataformas digitais a Coletânia Flecha Discos Vol.1, que começou a ser gravada em janeiro do ano passado e conta com 12 faixas, três de cada banda. Ouça:

 

 

Deixe seu comentário e celebre a cena independente!

Ouça “Gangorra, primeiro single do novo álbum da Bullet Bane 

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Nessa manhã de sexta-feira, a Bullet Bane disponibilizou em todas as plataformas digitais o single “Gangorra”.

Essa é a primeira música do seu novo álbum “Continental”, que ainda não teve sua data de lançamento divulgada. “Continental” vai ser o primeiro disco de inéditas da Bullet desde “Impavid Colossus” (2014), nesse período no entanto, a banda lançou os singles “Catálise” e Mutação”.

A música foi produzida, gravada, mixada e masterizada no Estúdio TOTH. A arte ficou por conta de Rafael Brasil (Far From Alaska).

Gangorra | @ Bullet Bane

Curte o som dos paulistas? Ouça abaixo o novo single e compartilhe com os amigxs: