Outro ótimo nome da cena brasiliense, banda Toro lança EP homônimo

Por Felipe Sousa | @felipdosusa | Foto por Thaís Mallon

De Brasília vêm as melhores bandas? A resposta fica por conta de vocês, riffeiros, mas é certo que de lá saem muitos nomes bons. E você tem que ouvir mais esse aqui: Toro!

Formada por Thuyan Santiago (guitarra e vocal), Francisco Vasconcelos “Xicão” (guitarra), Álvaro Rodrigues “Alvin” (baixo) e Arnoldo Ravizzini (bateria) a Toro apresenta um som de muita qualidade e bom gosto. Com claras referências em QOTSA e Royal Blood, o som dos caras se ambientam no stoner rock e hard rock com guitarras barulhentas, e um vocal bem acessível. E particularmente, me lembrou um pouco de Scalene também.

O EP conta com seis faixas gravadas no Estúdio 1234, em Brasília, numa produção totalmente independente. A mixagem e masterização foi feita por Ricardo Ponte (Scalene, Dona Cislene e Hover). As canções tratam, basicamente, de um eu lírico lidando com os altos e baixos da vida, a relação social com as pessoas, e como elas podem sair de um conformismo social e pessoal se quiserem; que é o que a faixa “Luz Vermelha” diz. Essa música, inclusive, já ganhou um clipe que você pode conferir clicando aqui.

Quando ouvir aquela velha história “O rock nacional morreu” você já sabe que é pura baboseira. A quantidade de banda boa que tem por aí é incrível. E eu coloco a Toro nesse meio. Prestigie.

Abaixo você pode ouvir o EP na íntegra nos Spotify e também seguir a Toro nas redes sociais.

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Documentário reúne Menores Atos, Bullet Bane, Zander e Chuva Negra 

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa | Foto Rick Costa Fotografia

 

Festival Flecha, produzido pela gravadora Flecha Discos, aconteceu no dia 29 de abril no Hangar 110 (SP) e pra você ficar por dentro do que rolou por lá, a Flecha divulgou um Mini Doc contanto tudo. 

“Isso é pra provar que todos vocês podem fazer o mesmo, beleza?! Montar uma banda, organizar o rolê, juntar a galera e botar pra foder!” – Gabriel Zander 

Flecha Discos é uma gravadora independente que tem em seu cast as bandas Menores AtosBullet BaneZander e Chuva Negra, e em abril desse ano as quatro subiram ao palco do Hangar 110 e realizaram um baita evento celebrando a nova cena autoral brasileira. O resultado disso foi um documentário onde contam como se conheceram, como se reuniram pra formar o coletivo, e acima de tudo, contam como foi a produção desse evento massa demais! 

O Doc foi produzido por L’exquisite Films, Direção e Edição por Murilo Amancio e as imagens por João BonaféIsadora SartorBruno Santim e Murilo Amancio. 

 

 

Além do Documentário, a Flecha disponibilizou nas plataformas digitais a Coletânia Flecha Discos Vol.1, que começou a ser gravada em janeiro do ano passado e conta com 12 faixas, três de cada banda. Ouça: 

 

 

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Ouça “Gangorra, primeiro single do novo álbum da Bullet Bane 

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Nessa manhã de sexta-feira, a Bullet Bane disponibilizou em todas as plataformas digitais o single “Gangorra”.

Essa é a primeira música do seu novo álbum “Continental”, que ainda não teve sua data de lançamento divulgada. “Continental” vai ser o primeiro disco de inéditas da Bullet desde “Impavid Colossus” (2014), nesse período no entanto, a banda lançou os singles “Catálise” e Mutação”.

A música foi produzida, gravada, mixada e masterizada no Estúdio TOTH. A arte ficou por conta de Rafael Brasil (Far From Alaska).

Gangorra | @ Bullet Bane

Curte o som dos paulistas? Ouça abaixo o novo single e compartilhe com os amigxs:

 

The Neighbourhood: Banda divulga novo EP “Hard” 

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

 

Depois de MUITO mistério, finalmente o THENBHD divulgou nesta sexta-feira (22) seu mais novo EP, intitulado “Hard”. 

A banda californiana sempre foi regada por mistérios e tensões. Sempre instigando seus fãs com publicações misteriosas e dramáticas. E ontem (21/09) o grupo usou mais uma vez essa característica e lançou um teaser em suas redes sociais, onde aparecem colando um cartaz em uma parede com o dizer “Hard”. Isso foi o suficiente pro público quebrar a internet e encher a timeline com questionamentos: “Novo álbum? Nova música? “Querem me matar do coração?”. 

Bom, agora, pra acalmar – ou não – os fãs, eles confirmaram“Hard” é o primeiro trabalho de inéditas após o sucesso Wiped Out! (2015), seu último álbum. Isso é uma ótima notícia pra quem não estava aguentando mais de tata ansiedade pelo material novo dos caras.  Agora já se pode ao menos ter um gostinho do novo The Neighbourhood. O EP tem cinco faixas, Roll Call“, “You Get Me So High”, “Noise“, “24/7” e “Sadderdaze“. 

Ao que parece esse é uma prévia de um álbum completo. Vamos aguardar porque deve ainda mais coisa boa por aí.

E lembrando, Mikey Jesse, baxista e vocalista, respectivamente, já deixaram claro, através de seus twitters que a banda vem ao Brasil. Informação confirmada pelo jornalista José Norberto Flesch, incluindo nela o parêntese de que eles tocarão no Lollapalooza. 

Ouça abaixo, compartilhe e marque xs amigxs:

 

O pênalti mal marcado, o playback e a velha polêmica do Rock in Rio

Por Guilherme Schneider | @Jedyte | Foto iHateFlash

“Foi ou não foi pênalti?”. No país do futebol essa pergunta (aparentemente simples) pode gerar horas e horas de discussões acaloradas. Pode também ser O grande tema das conversas triviais numa semana. E se perguntarem o porquê dessa inquietação digo que:

1) O brasileiro em geral é um sujeito apaixonado. Seja pelo seu time de futebol ou por qualquer assunto que lhe provoque taquicardia.

2) Hoje em dia todo mundo quer (e pode) dar seu pitaco. Somos milhões de juízes (mesmo sem formação para tal) e comentaristas.

Há quem defenda o uso do tal árbitro de vídeo, para analisar de longe, com direito a replay, se foi ou não pênalti – ou qualquer outro lance que gere dúvidas. E é sempre mais fácil analisar de longe, pela TV.

E, justamente pela TV, milhões de comentaristas se colocam como donos da verdade sempre que possível. Seja para falar de futebol ou de outra paixão nacional: MÚSICA.

Ontem, no segundo dia do Rock in Rio 2017, um “pênalti” voltou a causar polêmica. Fergie teria feito playback em seu show?

Os “torcedores” fãs da Fergie  (e os “secadores” – que só querem falar mal) tomaram partindo, tomaram as dores, e tomaram as redes com opiniões tão acaloradas. O microfone falhou? A parte técnica deixou a desejar? De quem é a culpa?

Ah! Como é apaixonada essa discussão!

E como essa discussão não leva a lugar nenhum

Veja bem, para mim tanto faz se foi ou não playback. É um recurso que muitos artistas de pop utilizam ao menos em partes dos shows. Cantar e dançar ao mesmo tempo não é para todos. Como não lembrar daqueleeee famoso “pênalti” de 2001? Cometido por ela, Britney Spears.

Até hoje se discute o playback de Britney na 3ª edição do Rock in Rio. É… a polêmica não é nova no festival – e nem vai acabar nessa edição, de 2017. O que fica claro certamente é o desejo latente de opinar em tudo. E pasmem, até por quem sequer gosta ou assistiu ao show – seja ao vivo ou pela TV.

Sorte de quem consegue esteve lá e se divertiu. No fundo é importa nesse tipo de evento. E como se divertir é subjetivo! Mas isso fica pra outro texto sobre esse Rock in Rio.

Maroon 5, 5SOS, Pet Shop Boys, Ivete Sangalo e muito mais! @Rock in Rio 2017

  Por Thaís Huguenin

Sétima edição do Rock in Rio e mais uma mudança de casa. Dessa vez quem recebeu o maior festival de música foi o Parque Olímpico na Barra da Tijuca. O termo Cidade do Rock nunca foi tão apropriado. Palco Mundo, Sunset, de patrocinadores, Arena Games, Rock Street, Rock District, entre outras tantas atrações. É muita coisa para explorar, principalmente no dia mais quente do inverno. É preciso muita organização, já que tudo ficou mais distante. Para quem estava acostumado a ir e vir do Sunset para o Mundo a todo instante, se decepcionou – e desgastou – um pouco.

O show fora do palco Mundo que mais atraiu público foi o da Pabllo Vittar. Cotada para se apresentar com a Lady Gaga, ela foi convidada para cantar no stand de um banco e arrastou centenas de pessoas. Nitidamente, a organização não esperava tanto público, porque eles não tinham estrutura para atender a todos. As pessoas que estavam mais ao fundo não conseguiam enxergar, nem ouvir a apresentação, mas mesmo assim ficaram para prestigiar um dos novos nomes do pop nacional.

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Pabllo Vittar | por Bléia Campos

Outros destaques foram o Digital Stage, lugar responsável por receber os grandes nomes do Youtube; a Game XP, espaço mais interativo do festival, com costplayers, jogos e muito mais; e o Rock District, um palco que recebia  uma variedade de apresentações, a que mais me chamou a atenção foram as vionilistas Trítony Trio. Tocando clássicos do pop e rock elas levantaram, literalmente, o público que descansava por lá.

O palco Sunset – conhecido pelas inovações – recebeu em homenagem ao samba, grandes nomes como Alcione, Jorge Aragão, Martinho da Vila, Monarco, entre outros sambistas.  Esse sem dúvidas foi um dos melhores shows da noite, ninguém ficou parado e nos lembrou de umas das maiores preciosidades que temos na música.

Quem abriu os trabalhos foi o músico inglês SG Lewis, com uma apresentação dançante, ele basicamente mostrou como fazer batidas eletrônicas ao vivo, já que contava com uma banda e não só com os samples. Também se apresentaram Céu com Boogarins, escolha perfeita para o pôr do sol se não estivesse muito quente, mesmo assim fizeram uma boa apresentação e mostraram uma faceta do rock ainda pouco valorizada no Brasil. Em seguida, Fernanda Abreu com Dream Team do passinho e Focus Cia de dança, um show animado, mas mais do mesmo.

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Céu e Boogarins | por Fernando Schlaepfer  

Quando deu 19 horas em ponto, todos já estavam a espera da queima de fogos que indicaria o início dos trabalhos no palco principal, mas para a surpresa de todos, quem adentrou o Mundo foi a modelo Gisele Bündchen, para lançar a campanha Belive.earth. Com um discurso emocionado sobre a importância do respeito com pessoas, animais e plantas, ela foi responsável por trazer a primeira atração da noite: Ivete Sangalo. Ela, ao lado da top model, interpretou “Imagine”, do John Lennon.

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Gisele e Ivete | por Ariel Martini

Logo após a cantora se retirou do palco e aí sim tivemos a tão aguardada queima de fogos. Minutos depois, Ivete surge com um look a lá Ariana Grande e coloca todo mundo para dançar. Mesmo grávida de gêmeas essa mulher não parou um instante, a animação e satisfação de estar ali no palco eram evidentes. Além disso, a sintonia entre ela, os dançarinos e os músicos é invejável.

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Não era necessário ser um fã de carteirinha para saber cantar as músicas, porque elas estão contidas na bagagem cultural de cada brasileiro, quando você menos percebe está cantando. Ela passeou por vários hits animados como “A Festa”, “Sorte Grande”, “O Farol”, “Eva” e pelos mais melódicos como “Quando A Chuva Passar”. Ivete fez um tributo para Cazuza cantando “Pro Dia Nascer Feliz” com uma performance de arrepiar, com direito a bandeirões contra o racismo, a homofobia e um pedido de socorro da Amazônia. Showoman como ela é, interagiu bastante com a plateia e também homenageou o axé baiano  cantando Daniela Mercury, É O Tchan e Claudia Leitte.

Para finalizar, ela tocou na ferida aberta da noite: a ausência de Lady Gaga. Inclusive, foi a única do palco principal a falar nesse assunto. Como ela mesmo disse, não tinha como deixar passar em branco e improvisou “Bad Romance”.

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Pet Shop Boys | por Filipe Marques

Quem assumiu o palco em seguida foi a dupla Pet Shop Boys. Com ternos e capacetes futuristas eles criaram uma atmosfera nostálgica. O engraçado foi observar que o público estava dividido, tinha a galera que foi ao festival pela Lady Gaga e outra por eles. São gerações diferentes, mas quando o pop eletrônico começou a tocar na Cidade do Rock fez todos dançarem. Uma das poucas interações que eles tiveram com o público, foi falando que “A Vida É” era uma das canções que o Brasil deu a eles.

Entre os shows, o espetáculo continuou no céu, cerca de 100 drones fizeram uma apresentação de 10 minutos no ar. Ao som de bossa nova e música clássica, eles criaram diversos desenhos, incluindo os dizeres “Rock in Rio” e a famosa guitarra da marca.

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5SOS | por Wes Allen 

Os responsáveis por seguir com o show foram os australianos do 5 Seconds of Summer. Se a ordem da line-up tivesse sido diferente – Ivete, eles, Pet Shop Boys e Maroon 5 -, o público estaria mais animado na apresentação. Tinha obviamente grupos que cantavam a plenos pulmões as músicas, mas a maioria das pessoas não conhecia a banda, já estavam cansadas e queriam poupar energias para o show principal da noite, ou seja, curtiram o show sentados mesmo. Ao longo da apresentação o vocalista, Luke Hemmings, teve problemas com o retorno, isso ficou evidente em “Other Space”, quando ele desafinou. Infelizmente, é necessário admitir que talvez não tenha sido uma boa ideia eles tocarem no palco Mundo, pelo menos não por agora.

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Maroon 5 | por Fernando Schlaepfer 

Mesmo com vários little monsters espalhados pela Cidade do Rock, a noite foi encerrada por Maroon 5. Caso tenha perdido a polêmica, Lady Gaga, headline do dia 15, cancelou o show na véspera por problemas de saúde e eles foram escalados para substituir. A princípio rolou a insatisfação dos fãs com o festival e a promessa de ‘causar’ durante o show da banda americana. Podem ficar tranquilos, não houve sangue derramado, na realidade parecia que o grupo sempre foi responsável pelo primeiro dia.

Temos que concordar que com uma setlist repleta de hits, o trabalho ficou bem mais fácil.  A sequência de “Moves Like Jagger”, “This Love” e “Harder” já levou o público ao delírio. Sempre muito simpáticos, eles a toda hora interagiam com a plateia. Para coroar a apresentação, eles se arriscaram e cantaram “Garota de Ipanema”, seguida por “She Will be Loved”, “Do You Wanna Know” e “Sugar”.  A questão é como eles vão fazer para não soarem repetitivos?!

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