Em turnê pelo Brasil, The Slackers se apresenta no Rio de Janeiro nesta sexta-feira

Por Natalia Salvador

A reconhecida banda de ska nova-iorquina desembarcou no Brasil neste mês para uma série de shows em diferentes regiões do país. A turnê do The Slackers no Brasil é organizada pela Radiola Records & Booking Música e chega ao Rio de Janeiro neste sexta-feira. O Circo Voador é o palco para esta grande festa, que vai contar também com shows de BNegão e Seletores de Frequência, além de The Congos. O Canal RIFF bateu um papo com Dave Hillyard, saxofonista do grupo, sobre o próximo encontro com o público carioca. Confira!

Depois de mais de cinco anos longe dos brasileiros, a banda que mistura ska, reggae, jazz e blues de maneira irreverente está de volta! Já são mais de 25 anos de estrada, 15 discos, diversas turnês e reconhecimento internacionais. “Estamos muito animados em voltar para o Brasil, a última vez que viemos foi em 2012! Mal podemos acreditar que demoramos assim, nós temos grandes lembranças daqui”, comenta Dave, animado.

Apesar de o show estar sendo trabalhado em cima do último trabalho de estúdio, The Slackers, de 2016, o público brasileiro pode esperar por um repertório que contempla todas as fases da banda formada por Ara Babajian (bateria), David Hillyard (saxofone), Jayson Nugent (guitarra), Vic Ruggiero (voz e órgão), Marcus Geard (baixo) e Glen Pine (trombone e voz). “No show do Rio de Janeiro vamos fazer um mix de músicas dos nossos álbuns, como também é o vigésimo aniversário do disco The Question, provavelmente vamos fazer algumas músicas extras para comemorar! E, claro, vai rolar uma versão reggae de Minha Menina, d’Os Mutantes”, contou Dave.

Os ingressos ainda estão à venda no site e poderão ser adquiridos também na bilheteria. Se você não quer perder a oportunidade de conferir a apresentação da melhor banda de reggae/ska de Nova York pela revista Beat, além de ter sido definida como “o som de Nova York” pelo jornal The New York Times, não perca tempo! Além do show no Circo Voador, nesta sexta-feira, os caras se apresentam em São Paulo no sábado (19).

Anúncios

Resenha: Moonspell @Teatro Odisseia

Por Hiram Alem | Fotos Daniel Croce

“Somos memórias de lobos que rasgam a pele

Lobos que foram homens

E o tornarão a ser”

No dia 25 de abril, uma quarta-feira, os Moonspell (sim, no plural, como eles mesmos se chamam) tocaram no Teatro Odisseia, localizado bem no centro da Lapa, polo da boemia carioca. O show estava previsto para as 21h30, após o Meet&Greet com os fãs que estavam no local desde as 16h. Dentro da casa não havia venda de produtos da banda como de costume, todavia, apoiada em uma mesa próxima da entrada estava a editora do “Purgatorial”, livro de poemas e contos de Fernando Ribeiro. Para quem não sabe, Fernando, o vocalista, além de cantor é poeta e filósofo, tendo escritos diversos livros já esgotados na Europa, mas que encontram-se coletados na edição brasileira lançada em 2015.

Após diversos problemas para tocarem aqui no ano passado, quando foram trapaceados por uma produtora desonesta, os metaleiros lusitanos retornam para a turnê de seu novo álbum “1755”. Escrito inteiramente em português, 1755 fala sobre o terremoto que assolou Lisboa no dia 1º de Novembro (feriado de Todos os Santos) de 1755, tendo magnitude entre 8,5 e 9 na escala Richter e com estimativa de pelo menos 10 mil mortes.

Às 21h30 Fernando Ribeiro entra no palco portando sua lanterna e assume o microfone com um crucifixo de madeira amarrado. O show abre com as quatro primeiras músicas do álbum novo: uma regravação mais calma e gélida de Em Nome do Medo, 1755, In Tremor Dei e Desastre. O destaque aqui, para além do figurino da banda é uma máscara de Médico da Peste utilizada pelo vocalista. A máscara era utilizada para proteger os profissionais da saúde de possíveis doenças transmitidas pelo miasma de corpos em decomposição. As letras, sempre críticas à sociedade e às instituições religiosas são uma marca registrada da banda, que também incorporam elementos místicos à muitas de suas canções, como Awake, que possui trechos gravados do famoso ocultista inglês Aleister Crowley lendo um poema.

A próxima música foi um clássico da banda, obrigatória em quase todos os shows: Opium, inspirada e com trechos do poema “Opiário” do xará Fernando Pessoa. Dentro do esperado para a casa em questão, dado seu tamanho e acústica, o som da banda estava impecável.

Após duas músicas do álbum anterior, Extinct, a banda retorna ao 1755 com Evento e Todos os Santos, essa última tendo um videoclipe extremamente crítico da política internacional atual. Outro destaque é um crucifixo gigante de madeira com um laser potente, o qual Fernando apontava e iluminava o público. A banda pausa por alguns instantes e então volta com Fernando vestindo por sobre suas roupas uma capa e clama a todos os “Vampiros” da plateia antes de tocar Vampiria e Alma Mater.

Outro destaque à parte é Lanterna dos Afogados, aquele momento do show em que todo mundo sente um aperto no peito, ainda mais nessa versão mais arrastada e dolorosa, em comparação com a original dos Paralamas do Sucesso. Uma homenagem mais do que digna dos Moonspell à história da música brasileira e, sobretudo, do rock brasileiro.

Após um breve intervalo de alguns minutos, os Moonspell retornam ao palco para as três últimas músicas: Everything Invaded, Mephisto e, claro, a já tradicional música de encerramento: Full Moon Madness. A matilha dos Moonspell agradeceu profusamente a todos que compareceram para o show no meio da semana, ainda mais após terem sido atualizados de tudo que vem acontecendo aqui no Rio de Janeiro. Na saída, fãs do lado de fora conseguiram alguns autógrafos e fotos antes que a banda fosse levada para continuar sua turnê em São Paulo, Recife e Belo Horizonte.

PLAYLIST COM A SETLIST DO SHOW:

Obs: Falta a música “Night Eternal” do álbum de mesmo nome, lançado em 2008, pois este não encontra-se no Spotify

Resenha: Ceano, Sound Bullet e Broove na @Avenida Paulista

por Camila borges

São Paulo sem dúvida é o lugar onde se concentra o maior número de músicos, principalmente se for em um domingo ensolarado na famosa Avenida Paulista. O evento gratuito que rolou no domingo (22) pós feriado, entre vários outros que ocorriam naquele mesmo horário, trouxe as bandas Ceano, Sound Bullet e Broove tocando para quem quisesse ouvir.

Começamos pela Ceano, banda de Campinas que já havia se apresentado em São Paulo algumas vezes e que trouxe no seu repertório uma mescla de seus dois discos “O Último Andar” e “Índice”. Formada por André Vinco (voz e guitarra) Leonardo Rodrigues (baixo), Arthur Balista (bateria) e Otávio Oliveira (guitarra), a Ceano é uma banda independente que traz o som que vai do simples ao mais complexo, atingindo em cheio a atenção das pessoas que passavam despretensiosamente na grande avenida. Músicas como “Terminal”, “Décimo Quinto”, “A palavra saudade só existe em russo”, “Objeto de estudo n°0002”, “Náutica & Marina”, “A Represa”, “Laguna” e “Introdução à navegação” foram apresentadas diante de olhos curiosos e outros emocionados de alguns fãs que estavam por ali. Tivemos também a música “O homem que chorava”, contando com a participação de André Ribeiro (Banda Alaska). Talvez o que defina melhor a Ceano seja a parte intimista, são músicas do cotidiano, alegres, emotivas, são muitas sensações que se misturam. Melhor ouvir e se deixar levar por tudo isso.

A próxima é a Sound Bullet, banda carioca de indie rock com influências do post-punk revival e rock alternativo ao math rock. Formada por Guilherme Gonzalez (voz e guitarra), Fred Mattos (baixo), Rodrigo Tak-ming (guitarra) e Pedro Mesquita (bateria), já é conhecida como uma das bandas mais atuantes do atual cenário independente carioca. Trouxe consigo o repertório do Ep “Ninguém está Sozinho”, e do seu ótimo álbum “Terreno” onde conta histórias sobre humanidade, medo, alegria, entre tantos outros sentimentos que convivem conosco. Músicas como “Incorporar”, “Ambição”, “Doxa”, “O que me prende?”, “When it goes wrong”, “Em Um Mundo de Milhões de Buscas”, “Aceitar Perdão”, “Amanheci” e “Ser Só Um” fizeram parte da setlist. A banda teve um bom número de fãs que compareceram ao local cantando e dançando muito animados. Mas até quem não a conhecia deu seus passos sutis enquanto aproveitava o som das músicas. É um show que deve ser apreciado.

Última a se apresentar, a Broove que também vem de Campinas, tem no seu som uma mistura de MPB e rock com elementos do Soul e do groove. a setlist conta com as músicas como “Tema de Broove”, “Ícaro”, “Janeiro”, “Proa”, entre outras. Ainda contou com a participação de André Vinco (Ceano) na música “Sesdotempo”. Apresentou sua versão de “O homem que Chorava/ Onde a Poeira ainda Desce”, canções das bandas Ceano e Vagale. A Broove não deixou o público desanimar, e um destaque para o vocalista Bruno Lucas por sua simpatia e descontração. Foi um bom show para se aproveitar e sentir o fim de tarde.

 

[Lançamento] Ventilador de Teto exalta o indie tropical em seu novo single, “Karina”

Por Alan Bonner (@bonnerzin)

Após o sucesso do financiamento coletivo de seu vindouro primeiro disco, divulgado aqui no Canal Riff em um ataque de oportunidade, a Ventilador de Teto, banda de rock fluid da baixada fluminense, bota as manguinhas de fora e começa a trabalhar em novos sons. O primeiro deles é Karina, gravado no NooA Estúdio e produzido por Braulio Almeida. O single é mais um lançamento da Valente Records, selo dono & proprietário da baixada fluminense, além de produtor dos melhores rolês e artistas da região.

Exibindo IMG_5942.jpgCom uma marcante influência do lo-fi, tal como todo o trabalho da Ventilador de Teto até o momento, Karina é uma música simples, com letra fácil de assimilar e refrão pegajoso. É como se as bandas indies que surgiram no começo dos anos 2000 passassem as férias na baixada, alternando entre idas à praia e ao boteco, e gravassem seu primeiro EP nos intervalos entre um e outro. A sensação é que, se a música fosse lançada há 20 anos atrás e se estivesse na mão das pessoas certas, ela tocaria fácil em todas as rádios do país.SINGLE VDT-redimensionado (1)

 

“Karina” está disponível no Spotify, no YouTube, na Deezer e no bandcamp:

Spotify: https://open.spotify.com/album/3XQlM0FgJFUa4XFr1gwVfA
YouTube: https://youtu.be/nlUhxCtECT0
Deezer: https://www.deezer.com/br/album/62434932
Bandcamp: https://valenterecords.bandcamp.com/track/karina

Resenha: Scalene, Versalle, Alarmes e Delittus no @Teatro Mars

Por Camila Borges / Fotos Yuri Corrêa

Se você queria um show de rock com casa cheia, com muita energia e vitalidade, sem dúvida você encontraria no Teatro Mars (casa de shows muito conhecida em São Paulo) no último sábado (21). O destaque da noite era a Banda Scalene com a turnê de seu último álbum de estúdio “magnetite” (2017), sendo o primeiro show do ano na capital paulista. Além disso, a banda lançou recentemente uma extensão do seu álbum intitulado “+gnetite” na última sexta-feira (20).

Mas antes da atração principal tivemos três bandas de ótima qualidade mostrando seu trabalho, são elas Delittus, Alarmes e Versalle. A casa, programada para abrir às 17 horas, teve um levo atraso de mais ou menos 40 minutos, o que pode ter resultado na redução de tempo de uma bandas de abertura.

A primeira banda a se apresentar foi a Delittus, que nasceu em 2006 na cidade de Novo Hamburgo/RS, mas que desde 2010 reside em São Paulo. Já se ouvia o som ainda quando o público adentrava o local. Formada por Matt Chelios (voz e guitarra), Burn Eidelwein (guitarra e voz), Johny Silva (baixo) e Fell Rios (bateria), a banda apresentou músicas como “Se um Dia”, “O Mesmo Sol”, “My Name is Human” (cover de Highly Suspect), “Teu silêncio”, “Me dê um Sinal”, “Se te faz Feliz” e a mais aclamada e conhecida pelos fãs “O Impossível”. Talvez a banda fosse um pouco diferente no som em comparação as próximas que viriam a seguir, mas com seu rock melódico conseguiram animar o público que já se encontrava empolgado.

Foto Max Laux

A segunda banda da noite foi a Alarmes. Diretamente da capital do país, formada por Arthur Brenner (voz e guitarra), Lucas Reis (baixo) e Gabriel Pasqua (bateria), possui um EP, um álbum de estúdio, e esse ano lançou dois singles “” e “Évora”. Sendo uma das bandas que vem forte na atual cena brasiliense e com muitos shows na bagagem (inclusive uma turnê na Espanha e Portugal), a mesma lança uma abertura explosiva ao som da intro de “Black Skinhead” de Kanye West onde o público já começa a se animar. Logo após vem com as baladas “Incerteza de um Encontro Qualquer”, “”, “Gruta”, “Sem Querer Dizer”, “A Carta”, “Mas não Sei” onde o público acompanha no refrão, “Évora” onde já se forma uma roda no meio do Teatro Mars, e encerrando sua apresentação com “Cada um Por Si”. A banda sabe como prender o público, mesmo aquele que ainda não a conhecia, e principalmente interagir e fazer com que cada parte do seu corpo se mexa de acordo com a melodia. Para quem ainda não conhece é melhor começar a ouvir.

Foto Yuri Corrêa

A terceira banda é a Versalle, banda de rock formada em Porto Velho/RO , uma curiosidade é que de inicio havia a proposta de ser uma banda cover. Mas que graças ao vocalista Criston resolveu mudar apenas para autorais (e a gente agradece). A banda ficou mais conhecida após a participação no programa Superstar, da Globo. Formada por Criston Lucas (voz e guitarra), Igor Jordir (bateria) e Miguel Pacheco (baixo), a Versalle devido ao tempo curto (muito provavelmente por conta do atraso do inicio dos shows) apresentou poucas músicas, entre elas uma inédita  “Soma”, além dos clássicos “Sem Hesitar”, “Marte”, “Verde Mansidão” e “Algum Tempo Atrás”. A banda apesar do tempo corrido interagiu algumas vezes com o público que em certas alturas respondeu. Poderia ter sido um pouco melhor? Poderia, se o tempo fosse relativamente maior, mas no resumo foi um bom show tanto para os fãs que estavam no local como para aqueles que ainda não conheciam. E claro, uma boa preparação para banda seguinte.

Foto Yuri Corrêa

E finalmente a banda mais esperada da noite. A Scalene vem com a turnê do seu álbum mais recente “magnetite”, mas que também conta com alguns sucessos dos álbuns anteriores “Éter” e “Real/Surreal”. O show começa com o som da música “tempo” (do recém lançado EP +gnetite) ainda sem a banda estar no palco. Logo após, para delírio do público, sobem ao palco Gustavo Bertoni (voz e guitarra), Tomás Bertoni (guitarra e voz), Lucas Furtado (baixo e voz), Philipe “mkk” (bateria e voz) e Samyr Aissami (guitarra, teclado, percussão e voz) que começam aquela que seria uma noite de sábado agitada com “extremos pueris”, primeira faixa do atual álbum. A banda passa por vários sucessos como “esc”, “Histeria”, “Sonhador II”,” Surreal”, entre outras. A nova “zamboni” é muito bem recebida pelo público que forma rodas no meio do teatro e faz o seu famoso bate cabeça. Destaque para a balada “Entrelaços” com as luzes de celular dos fãs abrilhantando o cenário do local, a recém incluída na setlist “trilha”, e se encaminhando para o fim do show com o trio “O Peso da Pena”, “Danse Macabre” e “Legado”.

Foto Yuri Corrêa

A interação e troca de energia entre banda e fãs é notável até mesmo para aquele que ainda não a conhece. A Scalene pende entre a calmaria e a loucura, é 8 ou 80. O público mais do que empolgado acompanha nas palmas, nas rodas, nas vozes, nas luzes. Não há uma pessoa sequer no local que não estivesse exausta ao termino do show, porém ela também sabe que voltará para casa tendo a noção de que presenciou uma das melhores noites, exatamente o que a banda sabe proporcionar a todos que vão aos seus shows.

Resenha: TEM, Francisco, El Hombre e Bloco da Laje no @Auditório Araújo Vianna

por Camila Borges / fotos Alex Vitola

Calor, emoção, dança, música de primeira qualidade. isso tudo e mais um pouco vocês encontram nos shows de Trabalhos Espaciais Manuais, Francisco, El Hombre e Bloco da Laje. Quem produziu esse belo espetáculo em Porto Alegre no Araújo Vianna foi o projeto Antenna ao vivo que quer mostrar, divulgar, conectar e potencializar a nova música que está sendo produzida.

A primeira banda a ingressar ao palco foi a TEM (trabalhos espaciais manuais), uma orquestra de música popular que surgiu em Porto Alegre e está em atuação desde 2013. A banda tem sua sonoridade no formato Baile-Show, onde estilos como o samba, o funk e o rock’n’roll são misturados com vários outros gêneros. A banda conta com Daniel Hartmann (guitarra), Diego Schütz (teclados), Ettore Sanfelice (baixo), Felipe Mantovani (trombone), Gabriel Sacks (bateria), Gustavo Gaspar Almeida (percussão), João Pedro Cé (guitarra), Luciana de Mello (percussão), Rafael Druzian (sax tenor) e Tomás Piccinini (sax alto). O público já mais que animado dançou ao som de músicas como “Manobra“, “Última Luta“, “Cada Dia“, entre outras.

foto Alex Vitola

Segunda banda da noite (e talvez a mais esperada), Francisco, El Hombre chegou colocando fogo na capital gaúcha e literalmente soltando as bruxas. Formada pelos irmãos mexicanos Sebastián (bateria e voz) e Mateo Piracés-Ugarte (violão e voz) e pelos brasileiros Juliana Strassacapa (voz), Andrei Kozyreff (guitarra) e Rafael Gomes (baixo), a banda conquista cada vez mais fãs por onde passa e na reta final de seu atual disco “Soltasbruxa” (2016) colocou todos para dançar, cantar vários dos seus sucessos como  “Calor da Rua”, “Tá com Dólar, Tá com Deus”, “Bolso Nada” e “Triste, Louca ou Má”. Com seu engajamento político, a banda acredita principalmente no poder do afeto, do amor, da música, da conscientização. É um show de puro amor e poesia, onde o público mais que pronto segue todos os passos ensinados do palco, com suas rodas, e esbanjando um sorriso no rosto.

foto Alex Vitola

A terceira e última banda é a espetacular Bloco da Laje. Engana-se quem diz que o bloco só funciona no carnaval, ele pulsa o ano inteiro. Desde 2012 o bloco arrasta multidões pelas ruas de Porto Alegre. Com o tempo, o Bloco passou a se apresentar em eventos culturais e de entretenimento. Para quem quer conhecer um pouco mais sobre, a mesma tem ensaios abertos todos os domingos pela manhã – às 10h – no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Mesmo sendo a terceira banda o público não parou um segundo ao som de algumas músicas, como por exemplo “Terremoto“, “Rei do Congo” e “Jesus“.

foto Alex Vitola

Shows como esses trazem a Porto Alegre o sentimento de liberdade. em tempos difíceis poder deixar os problemas para lá por algumas horas e tirar um tempo para dançar, sorrir, se emocionar e compartilhar isso com pessoas que você não conhece faz com que possamos nos libertar e viver com um pouco mais de esperança no ser humano.

 

 

Nothing But Thieves vem ao Brasil no mês de Agosto

por Camila Borges

Parece que o ano de 2018 promete com muitos shows internacionais, principalmente no segundo semestre. Hoje tivemos a notícia de que a banda britânica de rock alternativo Nothing But Thieves desembarca no Brasil no final do mês de Agosto, sendo dia 30 no Rio de Janeiro (Teatro Odisséia) e no dia 31 em São Paulo (Fabrique Club). Banda formada em 2012 em Essex, na Inglaterra, é uma das grandes surpresas da nova cena indie da Europa e traz na bagagem dois ótimos álbuns “ Nothing but Thieves” (2015) e “Broken Machine” (2017).

google

Além disso temos a abertura da Two Places At Once, formada em 2013 a banda carioca lançou recentemente seu single “Breathe” e ainda conta com seu álbum “Birdtraps” (2016).

O convite veio da produtora do show, a Tree Productions. A gente ficou feliz demais por ter sido a banda convidada pra abrir a Tour, até porque a gente cure bastante o som dos caras.” conta o guitarrista Rodrigo Soares.

foto por Lucas Alves

Lembrando que os ingressos começam a ser vendidos na sexta-feira (18) às 10 da manhã no site da Pixel Ticket. O lote é único e serão anunciados os pontos de venda físicos dia 31/05 ao meio dia. Há meia entrada estudante e promocional para quem doar 1kg de alimento não perecível. A realização da turnê é da Tree Productions.

Você realmente ouve as músicas que mais gosta?

 

 

por Camila Borges

Com toda sinceridade me responda: você sabe ouvir um disco e apreciar o que tem nele? Nós que gostamos de música nos perguntamos qual a urgência de querer outro álbum quando um recém foi lançado.

O mundo hoje gira em torno da internet, da percepção um pouco afobada de como são as coisas. Não se lê mais o conteúdo, deduzimos através da manchete. Discutimos por tão pouca coisa, nos estressamos pois o amigo não gosta da mesma banda que você gosta. Mas o caso é, o querer imediato é mais importante do que o digerir algo de qualidade com o tempo? Sei que muitos de vocês vão dizer que ficam meses ouvindo o mesmo disco de banda x e ficam enjoados de ouvir a mesma coisa. Mas vocês já tentaram traduzir o álbum para si? Já tentaram colocar suas ideias que muitas vezes podem ser diferentes do que a banda tem? Já tentaram conversar sobre como e porque aquela música te faz sentir de maneira diferente? Já tentaram ver um mesmo álbum de ângulos diferentes?

google

A proposta desse texto é fazer com que vocês pensem, dialoguem, e principalmente tenham uma interpretação própria daquilo que vocês mais gostam: a música. Hoje muitas bandas/artistas lançam singles, o que talvez ajude pois é uma maneira de você apreciar aos poucos, música por música. Porém, se você não mudar o seu pensamento nada disso vai ajudar. Apenas ouvimos a melodia da música e a qualificamos como boa ou ruim. Mas a maior graça de tudo é ouvir a letra, tentar ver e sentir o que ela faz com você e até se ela se encaixa em algum momento da sua vida. Eu sei o quanto é difícil se conter e perguntar se haverá alguma novidade mesmo existindo um álbum com menos de um ano de existência. Isso é questão de prática, você não é obrigado a gostar de tudo, de aceitar tudo.

A internet está aí para pesquisar, debater. Brinco dizendo que internet não é só rede social (eu brinco, mas é verdade ok), ela vai muito além disso. É uma maneira de te ligar há pessoas que moram quilômetros longe de você, uma maneira de você acompanhar mais de perto seu artista favorito, entre tantas outras coisas. Internet tem mil e uma utilidades, basta você saber como usar. E sobre as músicas, posso até dar uma dica, mas não sei se vai funcionar com todo mundo. Ouça a melodia, procure a letra, depois ouça as duas juntas e depois comece a se aprofundar na letra. Converse com seus amigos, lance um exemplo de como você acha que musica tal é na sua percepção. Exponha o que tem aí na sua cabeça e no seu coração, ouça com calma, tudo tem seu tempo principalmente aquele para saber que a sua música favorita nem é tão favorita assim, só a melodia era.

O link abaixo é de uma palestra do cantor Thedy Corrrêa (Nenhum de Nós) relatando casos sobre o quanto a música influencia na vida das pessoas. Espero que tirem um tempo para assistir.

Resenha: Supercombo no @Sesc Gravataí

por Camila Borges / Fotos Jean Guerra Fotografia

Um show mais intimista, tapete confortável, apenas uma imagem de fundo. Poucas luzes, bateria, violão (logo após substituído por uma guitarra), baixo, teclado, sanfona e uma noite cheia de sucessos  no palco do Sesc em Gravataí, cidade natal do guitarrista Pedro “Toledo” Ramos que desta vez ficou na bateria, diferente do que ocorre na turnê Rogério.

foto Jean Guerra

Passava um pouco das 20 horas do último domingo (15), com o local cheio, muitos fãs já estavam à espera da Supercombo. E para quem acha que só haviam adolescentes, vocês estão bem enganados. A banda consegue alcançar todas as idades com suas músicas cheias de significados e belas melodias. Foi a terceira apresentação com a turnê Session da Tarde (websérie lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube) no RS, que contou também com shows nas cidades de Santa Cruz do Sul e Canoas.

foto Jean Guerra

As apresentações começam com um instrumental que diretamente liga com Bonsai, com a plateia cantando ainda um pouco tímida e que literalmente já dançava em suas cadeiras. O repertorio é baseado na primeira temporada da Session: “Morar”, “Embrulho”, “Mulher da Vida”, entre outras. Claro que também entraram nessa “Menino”, “Piloto Automático” e “Grão de Areia” que ainda serão lançados nas próximas Sessions (leia mais sobre na entrevista que fizemos aqui). Após poucas músicas o vocalista Léo Ramos troca o violão pela guitarra pedindo que a plateia ignore o fato de o instrumento estar sendo usado, o que resulta na plateia se divertindo com o acontecido. Entre uma música e outra a banda interage com o público, contam algumas coisas que aconteceram enquanto já estavam no RS.

foto Jean Guerra

Três dos pontos mais altos do show foram em “Jovem” onde a plateia participa erguendo as mãos e balançando de um lado para o outro seguindo as instruções do guitarrista Toledo. Em “Amianto” onde o local fica iluminado apenas com as luzes dos celulares. E “Monstros”, que assim como na turnê Rogério, todos levantam as mãos e acompanham a banda no famoso “oh oh oh”.

foto Jean Guerra

Se encaminhando para o final o público sai de suas cadeiras e se coloca a frente do palco. Após uma breve pausa a banda volta com “Rogério”, e o encerramento ao som de “Grão de Areia”, com Toledo cantando e Léo na bateria.

Aqueles que ainda não conheciam a Supercombo saíram satisfeitos e interessados, e para o fã foi uma forma diferente de ouvir os maiores sucessos da banda. Mas o que fica é que o espetáculo se bem feito, seja na forma eletrizante como tem sido a turnê de seu último álbum ou então de forma mais simples, não deixa de ser intenso (disso a banda entende muito bem).

 

Resenha: Cachorro Grande no @OPINIÃO

por Camila Borges / Fotos Alex Vitola

Um perfeito show de rock and roll é uma boa tradução para o que a Cachorro Grande mostra ao seu público. Na última sexta-feira (13) a banda trouxe ao palco do prestigiado Opinião o seu mais novo (nem tanto assim) álbum Clássicos (gravado ano passado em São Paulo), onde apresenta regravações de músicas digamos mais conhecidas de toda sua carreira, clássicos como já diz o nome do álbum. A banda tem 19 anos de estrada com 8 álbuns de estúdio e um dvd.

Mas antes da atração principal tivemos a banda de abertura General Bonimores, banda gaúcha que vem mostrando seu trabalho autoral desde 2010 e que já participou de alguns festivais como El Mapa de Todos, Pampa Stock, Confraria do Rock e Mundo Livre Festival, entre outros. A mesma é formada por Chico Frandoloso (vocais e violões), Jei Silvanno (vocais e guitarra), Dig Dembinski (baixo), Ale Sebben (teclados) e Zeh Dala Lana (bateria), e apresentou suas composições autorais, entre elas “Dia Feliz”, “Início, Meio e Fim” e “Não Esqueça“.

foto Alex Vitola

Logo após, finalmente, a tão esperada da noite. O inicio do show da Cachorro Grande é como a abertura de um grande espetáculo, de forma mais erudita e que depois muda todas as formas e entra em Você Não Sabe o que Perdeu, onde o os fãs já ansiosos enlouquecem. Com Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclado) e Gabriel Azambuja (bateria) no palco a banda revisitou seus clássicos, entre eles “Hey, Amigo”, “Lunático”, “Dia Perfeito” na voz de Marcelo Gross, entre outras com muita energia, vinho, danças por parte da banda e do público.

foto Alex Vitola

Inclusive uma das músicas mais conhecidas, “Sinceramente”, foi cantada por todo público presente. Beto Bruno sendo uma “figura” em todos os shows declara que estes foram os melhores 19 anos da sua vida. E provavelmente tenham sido também os de muitos fãs que encheram o opinião a espera da banda mais clássica de rock que nasceu na capital gaúcha.

 

O seu canal de música!