Popload Festival: o cometa vem aí!

Por Alan Bonner | @bonnerzin

Os festivais de música tem se popularizado cada vez mais no nosso brasilzão, para a felicidade dos amantes de música. Os gigantes, como o Lollapalooza e o Rock in Rio, tem tido suas edições constantes há quase dez anos. Os grandes a nível regional, como o Bananada e o Coquetel Molotov, ganharam alcance, cobertura e importância a nível nacional. E os emergentes, como o Locomotiva e o CoMA, fizeram bonito em suas primeiras edições e se consolidaram no circuito. Ainda tivemos agradáveis surpresas, como a primeira edição do Queremos! Festival. Enfim, festival de qualidade não tem faltado país afora.

Dimensões e repercussões a parte, um fato tem sido comum a todos eles: a repetição de atrações. Você consegue citar algum festival desse ano que não teve Baiana System, Boogarins ou Scalene em seus lineups? Todas elas são bandas muito queridas e recomendadas pelo RIFF (vídeo sobre elas no canal não falta!), mas suas presenças constantes em festivais, especialmente os de nichos mais específicos, pode ser perigosa, tanto para a longevidade do festival quanto para as bandas. Afinal, vale a pena ver a mesma coisa todo ano no mesmo lugar?

Alguns festivais desse mês de novembro quebraram esse estigma e prometem ser os mais interessantes do ano, não só pelo ineditismo das atrações, como também por sua qualidade e variedade. São eles o Balaclava Festival, o Popload Fest e o Festival Música Quente. Dois deles (Quente e Balaclava) já rolaram e cumpriram as expectativas, mas o  Popload promete chegar feito um cometa em São Paulo no feriado da República: rápido (dura um único dia), bonito (identidade visual incríveis, ótimo lineup e local bem escolhido) e raro (repleto de atrações inéditas ou quase inéditas por aqui).

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O Popload jogou alto e trouxe  logo a dona do melhor disco de música pop do ano passado para encabeçar sua festa. Lorde vem ao Brasil pela segunda vez para um show único graças a produção de Lúcio Ribeiro e companhia e promete arrastar boa parte do público, que irá ao festival graças a sua presença.

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Depois do tiro certo, as surpresas inesperadas. De uma tacada só e no mesmo dia, três bandaças de estilos diferentes vão estrear em terras brasileiras e abrilhantar ainda mais o palco do Espaço das Américas. O At The Drive-In meio que tinha acabado, virou duas (ou mais) bandas e, do nada, se juntou novamente no ano passado para gravar um disco, o que resultou numa turnê mundial e em sua vinda á América do Sul pela primeira vez. A banda também passa por Rio de Janeiro (Circo Voador) e Porto Alegre (Bar Opinião), estes com produção da Queremos!.

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O Death Cab For Cutie, banda icônica do indie/alternativo na década passada e tão esperada pelos fãs, também vem ao Brasil quando ninguém mais esperava. A banda está em turnê do seu último álbum, Thank You For Today, mas deve fazer um passeio pelos hits da carreira por se tratar de uma primeira (e por enquanto única) vez no Brasil.

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Mais inesperado ainda é a presença do Blondie no lineup, quase 45 anos (!!!) depois de sua fundação. A banda liderada por Debbie Harry, a proprietária do rock novaiorquino, também vem para um único show no Brasil, mesmo com esse tempo todo sem aparecer por aqui.

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Mais frequentes em terras brasileiras, os queridinhos do indie do MGMT fecham a escalação gringa trazendo pro Brasil a turnê do aclamadíssimo Little Dark Age, que entra na conversa de álbum do ano de 9 a cada 10 críticos musicais. A banda também dá uma passadinha pelo Rio na véspera do festival, em mais um ataque de oportunidade da Queremos!.

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O festival também foi feliz na seleção da parte nacional do lineup, ao promover uma parceria coerente e inédita com Mallu Magalhães & Tim Bernardes, além de Letrux, outra artista que ocupou os palcos Brasil afora mas foi pouco lembrada na escalação dos principais festivais brasileiros.

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As informações sobre o Popload Festival 2018 estão abaixo, mas já fica a dica: mesmo se você for de fora de São Paulo, aproveite o último feriadão do ano e vá! Uma vez que o cometa passa, você pode não estar vivo para vê-lo na próxima.

Site oficial: http://www.poploadfestival.com/

Ingressos: https://bit.ly/2RRD1GS

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5 melhores do 5 a Seco

Eu NUNCA consegui assistir a um show do 5 a Seco! Sempre tive algo pra fazer: trabalho, viagem, falta de grana… Mas, FINALMENTE, conseguirei esses 5 homão ao vivo! Anota ai: DIA 3/11, na casa de shows mais famosa do Rio, o Circo Voador. Ingressos aqui

Talvez você não conheça o trabalho do 5 a Seco, por isso vou listar algumas músicas pra todo mundo poder cantar junto no sábado! O melhor, é que eles lançaram um dos discos do ano, o “Síntese”. IMPERDÍVEL!!

Vamos lá:

 

5) Pra você dar nome

De longe, o maior sucesso deles. Música linda e simples!

 

4) Ela, ele e eu

Se eu não to MUITO enganado, essa música fala de um relacionamento á três. Escutem e me digam o que acharam.

 

3) Faça desse drama

COMO EU AMO ESSA MÚSICA!! Sério! Harmonia linda e ainda conta com quase todo mundo cantando. Linda demais!

 

2) Feliz pra cachorro

Essa música deveria ter sido tombada como patrimônio imaterial MUNDIAL! Ela é a cura contra a tristeza!

 

1) Ventos de Netuno

Essa música é a síntese de tudo que é bom no 5 a Seco. Harmonia, leveza, letra linda, simplicidade, complexidade e, ótima de se cantar junto! É lindo de ver o quanto eles evoluíram!

Porão do Rock comemora 20 anos abrindo portas para um novo futuro

Por Felipe Ernani

Em 1998, uma equipe de produtores e 15 bandas que ensaiavam nos subsolos do Plano Piloto de Brasília resolveram colocar a mão na massa e transformar aqueles ensaios em um festival — surgia, então, o Porão do Rock, nomeado sugestivamente em referência ao local de ensaio das bandas. 20 anos e 20 edições depois, quase 700 artistas já passaram pelos palcos do que veio a se tornar o maior festival de rock do Distrito Federal, desde nomes locais até mega atrações como Muse e Suicidal Tendencies.

Nos últimos anos, o Porão não viveu a sua melhor fase. Ainda que oferecesse atrações bem interessantes (como a presença de Elza Soares e Baiana System na edição de 2017), os problemas de infraestrutura e até mesmo a despopularização do gênero que nomeia o festival se tornaram empecilhos no constante crescimento do evento. No entanto, a história parece começar a mudar agora.

Nessa edição comemorativa de 20 anos, o Porão do Rock abriu as portas para um novo futuro. Diversificou as atrações, investiu na infraestrutura para que o evento corresse sem atrasos (até com alguns adiantamentos!) e sem problemas técnicos e aumentou a duração para dois dias. O resultado foi excelente.

No primeiro dia de festival, os palcos principais — localizados um do lado do outro, no mesmo formato do Rock in Rio — contaram com atrações de vários gêneros e localidades. Os principais nomes da noite, CPM 22 e Nação Zumbi & BNegão, já são contrastantes por si só. Mas o contraste vai além, trazendo, por exemplo, a segunda aparição consecutiva do Braza logo depois do rap rock do Pavilhão 9 que se apresentou após a música quase cigana dos brasilienses d’O Tarot.

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Apresentação d’O Tarot no Porão do Rock 2018. (Foto: Felipe Ernani)

Os shows em si tiveram qualidade compatível com o tamanho do festival. O bom público do primeiro dia respondeu muito bem especialmente aos shows do Braza e CPM 22 — este último colocou até o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, dentro de uma rodinha punk. Nação Zumbi & BNegão fizeram um show recheado de mensagens políticas e de alertas importantes, se tornando talvez o show mais impactante da noite. Vale ressaltar também a (ótima) ousadia de recrutar a OBMJ (Orquestra Brasileira de Música Jamaicana), que fez uma apresentação excelente e com repertório variado.

Enquanto isso, como já é de praxe no festival, os fãs da música pesada tinham seu próprio recinto, um pouco afastado dos palcos principais e com uma programação também excelente. Como estava sozinho, foi difícil acompanhar ambos os palcos. Mas consegui assistir ao ótimo show do Project 46, que deixou todos os presentes headbanging do começo ao fim.

No domingo, infelizmente, o público não compareceu tanto quanto no sábado. Naturalmente, o evento concorreu com o festival Green Move, gratuito e com a presença de Pitty e Jota Quest. Porém, as bandas não pareceram se importar: a começar pela Molho Negro, que fez um show irretocável para os poucos que chegaram cedo. Uma constante desse dia, inclusive, foi a manifestação “Ele Não”, que estava estampada na guitarra de João Lemos, guitarrista e vocalista da banda paraense.

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Guitarra de João Lemos, da Molho Negro. (Foto: Felipe Ernani)

O “Ele Não” também apareceu várias vezes no telão durante o show da Lupa, cujo repertório incluiu duas músicas novas e pareceu agradar muito aos (vários) fãs que trajavam os merchs da banda, ainda que tenha sido o único show com alguns problemas técnicos notáveis. Em seguida, a conexão latino-brasileira do Francisco, El Hombre mostrou que segue infalível em animar festivais e, é claro, apresentou a canção Bolsonada que serviu como mensagem e hino da noite.

Por outro lado, no palco pesado, fiz questão de assistir um show pelo qual estava ansiosíssimo: o da banda de hardcore mineira Pense. E, de fato, foi uma catarse do começo ao fim — contando com diversos momentos do vocalista Lucas Guerra descendo para a plateia e, no final, com esta subindo ao palco durante a execução de Eu Não Posso Mais. A mensagem positivista no meio do instrumental agressivo da banda soa como uma lembrança de que no meio de toda essa tempestade sociopolítica atual, existe uma esperança e devemos sempre lembrar dos valores aos quais nos apegamos para manter essa esperança viva.

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Apresentação da Pense no Porão do Rock 2018. (Foto: Felipe Ernani)

Por fim, talvez as atrações mais “arriscadas” da noite tenham sido Cordel do Fogo Encantado e Letrux, nos palcos principais. E foram apostas certeiras: público diferente, comparecendo em peso e renovando as possibilidades do festival para os próximos anos. Porém, a noite acabou com shows de bandas mais tradicionais dentro do circuito do Porão do Rock —o que naturalmente também tem o seu devido valor.  Plebe Rude Barão Vermelho comandaram a festa que terminou com o último show do Matanza em Brasília, que encerrou a noite e parecia estar encerrando, realmente, um ciclo.

E que esse novo ciclo do Porão do Rock possa continuar fomentando a cultura em Brasília por mais 20 (e muitos) anos, abrindo espaço para as bandas independentes locais e trazendo ao público do Centro-Oeste shows cada vez mais diversos e interessantes. Se essa edição servir como modelo, com certeza assim será.

5 músicas pra você conhecer Cypress Hill! (e ir ao show!)

As lendas do rap tão de volta ao Brasil!!! O Cypress Hill vai nos presentear com TRÊS shows! Dia 09/10 no Pepsi On Stage, em Porto Alegre, no dia 10/10 no Espaço das Américas, em São Paulo e, no dia 11/10 na HubRJ, no Rio de Janeiro! Todas as infos sobre ingressos e horários, você encontra AQUI AQUI e AQUI

Eu assisti ao show deles no Lolla 2015 e, posso afirmar: É IMPERDÍVEL!

Caso você ainda não conheça muito dos caras, seguem 5 músicas que estarão no show, pra você já ir se preparando!

5 – Break ‘em off some
Música do cd “Black Sunday”, de 93

4 – Dr. Greenthumb
Música do cd “Cypress Hill IV”, de 98

3 – Latin Lingo

Música do cd “Cypress Hill”, de 91

2 – Crazy
Música do cd “Elephants on Acid”, de 2018

1 – Lowrider
Música do cd “Stoned Riders”, de 2001

Até o show!!

Franz Ferdinand: 3 pérolas escondidas do set list do show

Franz Ferdinand está de volta ao Brasil para shows em Curitiba, São Paulo e Natal

Eles são conhecidos por fazer um show absurdamente poderoso e empolgante! Eu já pude assisti-los ao vivo, e atesto: é ESPETACULAR! É daqueles shows pra pular, suar e cantar!

Eles tem MUITOS hits: “Take me Out”, “This FIre”, “No you girls”, entre outras. Mas, nem só de hits se faz um show. Tem sempre aquela música ali no meio do setlist que, não necessariamente, a galera conhece.

Coloquei três músicas que muito provavelmente estarão nos shows. Agora você vai estar preparado pra ir sabendo todas as músicas!

3 – Shopping for Blood
Música do cd “Franz Ferdinand”, de 2004

2 – Twilight Omens
Música do cd “Tonight:Franz Ferdinand”, de 2009

1 – Finally
Música do cd “Always Ascending”, de 2018

Molho Negro no Rio!!!

Uma das melhores bandas ao vivo que tem hoje no Brasil! Simples assim! Molho Negro vem ao Rio pra divulgar seu ultimo cd, o “Não é nada disso que você pensou”, de 2017.

Aliás (spoiler), vai sair vídeo sobre eles em BREVE no CANAL RIFF!

A noite ainda vai contar com a presença de outras bandas MA-RA-VI-LHO-SAS:
Grupo Porco e, a Ventilador de Teto!

Assistam a session que o Grupo Porco fez pro Canal RIFF:

Imperdível!

Serviço

Molho Negro @ Duque de Caxias

Data: 13 de outubro (sábado)

Horário: 19h

Local: PEGA Caxias | Av. Duque de Caxias, 583 – Centro, Duque de Caxias – RJ, 25070-070

Ingressos: R$10 (pague no evento)

Ficou mais barato assistir a Laura Jane Grace and the Devouring Mothers!

Tão ligados em Aganist me!? Eu SEI que estão! Os caras vão estar em turnê aqui no Brasil esse mês, com shows em Curitiba, São Paulo e Natal! E, logo após essa tour, a gente tem mais!!!

A vocalista Laura Jane Grace faz o primeiro show com sua banda The Devouring Mothers, pra lançar o ainda inédito cd de estréia, “Bought to Rot”. O show vai ocorrer no dia 23 de Outubro, e contará com a abertura do Phone Trio!

A EXCELENTE notícia, é que agora os ingressos estão mais baratos! O valor mais acessível foi garantido pela parceria da OnStage Agência com a Powerline Music & Books.

Garanta já sua entrada: bit.ly/2x6gwoO.

No dia 22/10, Laura estará no Rio de Janeiro para trocar uma idéia com os fãs e, pra autografar a recém lançada versão nacional da autobiografia ‘Tranny: Confissões da Anarquista Mais Infame e Vendida do Punk Rock’, editada no Brasil pela Powerline. O evento será à noite, na Blooks Livraria, em Botafogo (Espaço Itaú de Cinema – Praia de Botafogo, 316).

Aqueles que compraram o ingresso para o show no Rio ao valor de R$ 80, a OnStage Agência entrará em contato para fazer o reembolso, ou fale direto com a produtora pelo e-mail contato@onstageagencia.com.

SERVIÇO RJ
Laura Jane Grace & The Devouring Mothers no Rio de Janeiro
Evento: https://www.facebook.com/events/880627165468536
Data/horário: 23 de outubro de 2018,as 19 horas
Local: Teatro Odisseia
Endereço: Avenida Mem de Sá, 66 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Ingresso: R$ 40,00
Vendas Online: https://pixelticket.com.br/eventos/2559/laura-jane-grace-no-rio-de-janeiro
Censura:** 16 anosPoster-Laura-Jane-RJ.jpg

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