The Tryout: Banda colombiana de Hardcore chega ao Rio

No sábado, 18 de maio, a banda The Tryout vai mostrar aos cariocas a energia do hardcore colombiano. O show, que tem a produção da Oxenti Records, terá a abertura dos cariocas Vilipêndio e Tuíra. A apresentação ocorre às 22h, no Estúdio MDM, com ingressos a módicos R$ 5.

The Tryout foi formado em 2009, em Bogotá, e tem três trabalhos gravados: We All Have Stories To Tell (2011), Somos vida (2013) e Las mil cumbre (2015). Os álbuns despertaram interesse em países como Argentina, Peru e Equador. Hoje o grupo é considerado um dos mais representativos da forte cena de hardcore que emerge na Colômbia.

É também uma chance de conferir dois representantes do underground carioca.  O Vilipêndio, que desde 2002, vem mesclando punk, hardcore e metal com letras inconformistas em português e a Tuíra, formada por mulheres, cuja sonoridade reflete, ao mesmo tempo, a espontaneidade do punk e a resiliência LGBT. 

O estúdio MDM fica na Rua do Resende 82, no Centro do Rio. Haverá, no local, recebimento de donativos para as vítimas de Moçambique. No caso, roupas, alimentos não perecíveis e itens de limpeza.

Evento: https://www.facebook.com/events/681952138902134/

Anúncios

Resenha: The Internet @ Circo Voador

Por Alan Bonner (@bonnerzin) e Matheus Tiengo (@tiengolinho)

A noite da véspera do feriado do dia do trabalhador trouxe mais uma experiência fantástica proporcionada pela parceria Queremos e Heineken. O The Internet desembarcou pela primeira vez no Brasil na última terça-feira (30/04) direto para o palco do Circo Voador, com abertura dos paranaenses da Tuyo e set do DJ Nyack.

A Tuyo subiu ao palco em 4 cabeças, com Jan Lucca, produtor da banda, fazendo a cama para as vozes, beats cordas de Lio, Lay e Machado. A banda entregou o usual bom show, cheio de elementos eletrônicos misturados a guitarras meio tímidas e um baixo bastante marcado. As vozes estavam harmonicamente muito bem sintonizadas e tudo soou muito bem ensaiado, nada ali ficava fora do lugar. Apesar do pouco público do Circo naquele momento, foi visível que os presentes estavam interessado e intrigado pelo show do trio, sinergia comum nos shows da banda.

Enquanto a troca de palco era efetuada, DJ Nyack (que, para quem não sabe, é o DJ que acompanha o rapper Emicida em seus shows a 10 anos) entregou um set list matador, transformando a espera num baile dos bons, o que ia ser repetir depois da atração principal da noite.

O The Internet pareceu esperar até às 23 horas para ter o pulso que estabelecesse uma conexão perfeita com A Lona. Modem ligado, banda no palco, conexão bem sucedida. O público pirou quando os instrumentistas da banda surgiram no palco, e a histeria foi completa com a entrada da pilota da nave, Syd the Kid. A banda de Los Angeles fez, durante uma hora e vinte minutos, uma mistura de passeio pela sua discografia e apresentação do último registro de estúdio, “Hive Mind”. Durante o show, a absurda qualidade da banda levantava questões: como tanto groove pode ser produzido por um único instrumento como produz Pat Pagie com seu baixo? Quantos tambores Chris Smith é capaz de tocar simultaneamente? Steve Lacy é desse mundo? Como algum com tão pouca idade pode ter tanta referência e uma carreira já tão consolidada? E como a Syd ainda arruma tempo de ser carismática ao extremo mesmo cantando tanto? A certo ponto do show, todo mundo só relevou e curtiu. Genialidade, brilhantismo e talento não se discutem, só se admira.

“Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos” da El Toro Fuerte é sobre afeto em tempos difíceis

Por Alan Bonner (@bonnerzin)

A partir de hoje, toda sexta, o Canal RIFF trará a “Próxima da Fila”, uma coluna sobre os próximos grandes artistas/bandas nacionais. Na estreia, a banda mineira El Toro Fuerte.

O que leva uma banda independente e desconhecida até mesmo de parte do público de seu nicho a rodar boa parte do pais? Não há investimento de gravadora, apoio de selo, grana própria para investir e a tal “cena” se preocupa cada vez mais em falar mal de si mesma e menos em se ajudar. Alguém precisa bancar esse rolê em cada cidade, fornecendo estrutura para o show, teto, comida, cachê e um mínimo de orientação de como chegar e ir embora. Este alguém, portanto, precisa gostar do que essa banda faz e/ou de seus membros. Afinal, se tudo der errado, pelo menos vai ficar a satisfação de ter visto uma banda ou uma pessoa querida.

eltorofuerte-fotovitorjabour28129
El Toro Fuerte (da esq. para a dir.: João Carvalho, Fábio de Carvalho, Diego Soares e Gabriel Martins). Foto: Vitor Jabour

É na base do afeto que bandas como a El Toro Fuerte conseguem se manter logisticamente e desbravar a dor e a delícia de se fazer música no Brasil. Iniciada em Belo Horizonte no ano de 2015 e formada na época por Diego Soares (baixo/guitarra/voz), Gabriel Martins (bateria) e João Carvalho (baixo/guitarra/voz) a banda lançou seu debut “Um Tempo Lindo para Estar Vivo” em 2016, se tornando rapidamente uma das caras da estética multifacetada que, de forma bem humorada, foi denominada como rock triste. Rótulos a parte, a banda entregou um primeiro trabalho coeso e competente, apresentando sua identidade firmada no emo e no math rock e repleto de elementos experimentais e de música brasileira.

Olha que capa linda!

Os três anos que se passaram até o presente da banda trouxeram as glórias que um disco localmente aclamado pode proporcionar a uma banda independente: o primeiro show fora da cidade natal, a primeira casa cheia, a primeira invasão de palco pelos fãs. Logo vieram uma turnê no Nordeste, datas pelo Centro-Oeste e a coroação do primeiro disco no maior festival de música independente do país, o Bananada (GO) e a entrada de um novo membro, o jovem Fábio de Carvalho. O primeiro disco fez a banda rodar bastante, e logo era a hora de voltar para Belo Horizonte e começar a projetar o futuro da banda, o que significava um novo disco.

Essa volta foi um período complicado para os membros da Toro. Desentendimentos, perda de pessoas queridas, planejamentos que não deram certo e a pressão de gravar um disco no meio disso tudo. Mas, tal qual Frank Ocean, a banda fez valer a espera. No fim de janeiro de 2019, era vazado lançado o aguardado “Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos”. Um disco que dá pra ver o suor escorrendo e a testa brilhosa só de ver a tracklist. São 13 músicas com uma duração total de quase uma hora. É trabalhoso (e caro!) fazer um disco deste tamanho em estúdio, com aluguel de piano, despesas e logística de gravação de videoclipe e das participações especiais, fora o trabalho e custo de mixagem e masterização (feitas brilhantemente por Fernando Bones e João Carvalho). E se ter uma banda hoje em dia é pensar como uma empresa, o NALV é um investimento daqueles de muito valor.

eltorofuerte-nalv-capa
Olha que capa linda [2]!

E a riqueza do disco é perceptível em cada uma de suas nuances. A incorporação de novas influências do pós-punk e do hip hop agregou ainda mais a sonoridade inventiva do agora quarteto. Os letristas da banda trazem temáticas diversas ao disco, mas que se conversam na questão do afeto, sempre ele. Desde a relação com uma pessoa que já foi muito importante e que atualmente não é mais, passando pelo sofrimento do fim de um relacionamento até declarações explícitas de amor aos amigos e parceiros. O afeto presente nas letras é cíclico, pois a banda o recebe de volta dos fãs, fiéis e barulhentos nos shows e nas redes sociais.

A entrada de Fábio de Carvalho como compositor da banda trouxe o seu estilo particular de composição e, de forma simbiótica, criou algo diferente do que artista e banda apresentavam em separado. Ouça “Aniversários São Difíceis” para entender. João Carvalho é responsável, como de costume, pelos momentos mais surpreendentes da obra, principalmente pelos elementos eletrônicos incorporados em suas canções. Ouça “Hidra” para entender. Diego Soares parece ter a fórmula de compor hits em seu nicho, e fez as canções que batem mais fácil no disco. Ouça “Santa Mônica” para entender. E as linhas de bateria de Gabriel Martins são o destaque maior em um disco que acertou em quase tudo que se propôs a entregar. Preste atenção no que esse rapaz, que já pode ser considerado um dos bateristas mais criativos do país, fez durante todo o disco.


“Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos” é um disco dialeticamente denso e leve, em todos seus aspectos. Tem um fator de replay ilimitado pela diversidade de mensagens contidas nas letras e a complexidade dos arranjos, mas bem fácil de ouvir por e de se deixar levar pelas melodias carismáticas e pelas mensagens empáticas. Um disco pra ouvir por meses, até o fim do ano, onde ele será devidamente consagrado na lista dos melhores de 2019.

Ouça El Toro Fuerte

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCa-nHNsuYzMmaEsc8rn7kVA

Spotify: https://open.spotify.com/artist/2YElQs97LTX6gn5Td89FaQ

Bandcamp: https://eltorofuerte.bandcamp.com/

Deezer: https://www.deezer.com/br/artist/10094068

Siga El Toro Fuerte

Facebook: https://pt-br.facebook.com/ilfortetoro

Instagram: https://www.instagram.com/eltorof

Twitter: https://twitter.com/el_toro_fuerte

Lista: 5 bandas de “apenas um hit”

Por Bruno Britto | @brunosbritto

Existem bandas que são lendárias por seus álbuns. Outras, precisam apenas de uma única faixa para alcançar o estrelato. As chamadas “one-hit wonders” são famosas por conseguirem um sucesso meteórico, conseguindo muitas vezes se tornar 1º lugar em diversos países e, tão rapidamente como chegaram no topo, desaparecem de lá sem deixar vestígios. É importante lembrar que o fato de uma banda ser “one-hit wonder” não é necessariamente falta da qualidade da banda. Fatores como oportunidade e concorrência no cenário musical não podem simplesmente serem descartados.

O Canal RIFF traz a oportunidade de relembrar algumas das mais famosas. Qual sucesso você acha que está na lista?

Menções honrosas: Os Virgulóides (Bagulho no bumba), OutKast (Hey Ya!), Hoobastank (The Reason), Smash Mouth (All star) e óbvio, Los del Rio (Macarena).


  1. Extreme – More Than Words

O grupo norte-americano foi um completo sucesso nos anos 90. More Than Words é, até hoje, umas das músicas mais tocadas em qualquer karaokê e por bandas de garagem. Uma música muito bonita, famosa pelo belo vocal de Gary Cherone, que inclusive chegou a ocupar o posto de vocalista de uma das maiores bandas de rock da história, o Van Halen, e pela virtuosidade de Nuno Bettencourt. O Extreme até conseguiu lançar músicas que fizeram relativo sucesso, como a ótima Play With Me, mas nada que alcançasse o mesmo sucesso.

  1. Blind Melon – No Rain

Os americanos de Los Angeles conseguiram bastante atenção por dois motivos: a aparição do falecido vocalista Shannon Hoon ao lado de Axl Rose no clipe de Don’t Cry e, claro, pela canção No Rain, que atingiu o 3º lugar no ranking da Billboard. Tanto a canção, como o clipe, sempre lembrado pela presença de uma pequena atriz vestida em uma fantasia de abelha, são ícones dos anos 90. A banda encerrou as atividades após a morte do vocalista, em 1995, porém retornou com Travis Warren ocupando o posto em 2006. Porém, nunca mais chegaram perto do sucesso ocorrido devido a No Rain.

  1. The Verve – Bitter Sweet Symphony

Bitter Sweet Symphony tem talvez um dos instrumentais mais famosos da história. Conterrâneos e contemporâneos de bandas como Oasis e Blur, o The Verve é uma excelente banda que não conseguiu alcançar o mesmo patamar das citadas, porém, seu maior hit fez um sucesso estrondoso ao redor de todo o mundo. A banda chegou ao fim em 1999 e retornou em 2007, apenas para lançar o  bastante elogiado álbum “Forth”, e se separar novamente.

  1. The Calling – Wherever You Will Go

Talvez não exista um único ser na face da Terra que não tenha ouvido essa canção. A banda do vocalista Alex Band conseguiu um sucesso absurdo graças a Wherever You Will Go, sendo o 1º lugar em diversos países. Apesar de ter feito um trabalho de qualidade, o The Calling nunca mais conseguiu sair da sombra de seu maior sucesso. A banda entrou em uma pausa indeterminada em 2005.

  1. Survivor – Eye Of The Tiger

Rocky III. Apenas.

Todo mundo já fez alguma atividade física ao som dessa música, talvez, como uma espécie de estímulo a mais. Se ajudava Rocky Balboa, vai ajudar na academia também.

Survivor é o exemplo mais clássico de uma banda de um único hit. Eye Of The Tiger é um clássico e umas das mais famosas músicas da história. Mas, alguém lembra de outra canção do Survivor?


E aí, faltou alguma banda? Deixe suas sugestões nos comentários!

Para Entender: O Punk Inglês

Por Thiago Pinheiro I @pinheiro77

Punk. Se você sair às ruas e questionar sobre o que isso significa, receberá uma resposta para cada um que ouvir. Fora, claro, a eterna discussão sobre onde o movimento começou: Londres ou Nova Iorque (tudo sobre Ramones aqui).

Mas, deixando a discussão de lado, o Punk realmente surgiu lá nos EUA, mas é inegável que a Terra da Rainha soube dar uma cara única ao movimento a partir do Sex Pistols. Depois que Johnny Rotten começou a bradar sobre a anarquia pela ilha, centenas de bandas vieram a ser formadas ou tomaram coragem para sair da garagem.

O fato é que o Punk, com as pequenas gravadoras, fez reviver a era dos singles dos anos 50, o que foi mais uma das suas características de remeter ao surgimento do Rock and Roll. Assim, como movimento na Inglaterra, o Punk durou de 1976 até 1980. A partir dali, todas as bandas já haviam migrado para os novos estilos ou subestilos que haviam surgido: Hardcore, Post-Punk, New Wave ou 2Tone.

Entretanto, antes de se realocarem, dezenas de bandas que vieram a se consolidar em outros estilos, passaram pelo Punk. A Inglaterra, ou melhor, o Reino Unido, mais do que qualquer outro lugar no mundo, foi palco de uma profusão de grupos de estilos tão distantes como Buzzcocks, The Cure, Elvis Costello, Jam e Stiff Little Fingers.

Assim, nesta playlist, procurei não apenas relacionar os grupos que efetivamente vieram a ser identificados como Punk, mas todos que, de uma maneira ou de outra, surgiram por causa da onda Punk que passou pela Grã-Bretanha naquele período.

Ao ouvir a playlist, sugiro que o faça em ordem aleatória, pois não há sequência cronológica. Ela está, em grande parte, em ordem alfabética.

OBS: não há canções do Flys e do Crass no Spotify, por isso eles ficaram de fora da playlist.

Talvez a banda mais curiosa da listagem seja o Chumbawamba. Sobre eles, vale falar um pouco mais:

Apesar do sucesso com “Tubthumping” ao final da década de 90, a carreira do Chumbawmba remonta ao início da década de 80 quando estiveram envolvidos com o Anarcho-Punk junto ao Crass e ao Oi Polloi.  Curioso é que eles participaram de um LP chamado “Fuck EMI” em 1989 e assinaram com a gravadora em 1997, tendo o seu hit mundial no ano seguinte.

Bandas incluídas:

Primeira leva do Punk

Em comum, as bandas aqui têm o fato de terem sido da primeira geração do punk britânico ou de sempre terem sido identificadas como Punks.

999, Adverts, Alternative TV, Anti-Nowhere League, Banned, Billy Bragg, Buzzcocks, Carpettes, Chelsea, Cortinas, Drones, Eater, Generation X, Lurkers, Newtown Neurotics,  Penetration, Rezillos, Rudi , Sex Pistols, Sham 69, Stiff Little Fingers, Television  Personalities, The Adicts, The Boys (e The Yobs), The Clash, The Damned, The Flys, The Jam, The Nips, The Outcasts , The Stranglers, The Users, Toy Dolls, UK Subs, Undertones, Vibrators, Vic Godard & Subway Sect, X-Ray Spex.

sex pistolsSex Pistols

2Tone (Ska)

O 2Tone é o nome que se dá à segunda leva do ska, com a primeira tendo sido a original, à que deu origem ao Reggae, na Jamaica, nos anos 60. O nome do 2Tone é por causa das roupas, sempre em tons preto e branco, mas, principalmente, pela gravadora 2 Tone Records, do tecladista do Specials.

English Beat, The Selecter, The Specials.

Reggae/Ska

As bandas aqui surgiram no meio Punk, mas o reggae e ska acabaram por ser o seu principal componente.

The Ruts, The Police, Slits.

Oi! e Street Punk

Embora a maioria das bandas abaixo já existisse quando o jornalista (e vocalista do Gonads), Garry Bushell, intitulou o movimento com esse nome em uma resenha.  “Oi!” é algo que os ingleses, particularmente os do subúrbio (os cockneys), dizem como se fosse uma vírgula. Em qualquer frase, você poderá ouvir um “oi!”. Embora o som tenha sido, historicamente, ligado aos skinheads, a primeira leva de bandas não tinha ligação com o movimento.

4-Skins, Angelic Upstarts, Blitz, Brats, Business, Chron Gen, Cock Sparrer, Cockney Rejects, Expelled, Gonads, Last Resort, Menace, Notsensibles, Partisans, Peter and the Test Tube Babies.

cockney rejectsCockney Rejects

AnarchoPunk

O Crass não tem como entrar em nenhuma das categorias. Embora o som do seu álbum inicial, “The Feeding of the 5000” fosse muito mais próximo do Street Punk, o grupo iniciou a vertente intitulada como AnarchoPunk e a levou até às últimas consequências. O Crass virou uma comunidade e suas atividades iam muito além das músicas.

Crass, Chumbawamba, Poison Girls.

New Wave e Pós-Punk

Muitas das bandas aqui não têm efetiva ligação com o Punk, mas são filhas indiretas do movimento. A maioria aproveitou o turbilhão do Punk como empurrão para começar as atividades e foram mudando o som à medida que o grupo crescia, distanciando-se do Punk que perdia a força com a chegada da década de 80.

Adam and the Ants, Au Pairs, Boomtown Rats , Department S, Elvis Costello, Joy Division, Magazine, Only Ones, Pop Group, Rich Kids, Siouxsie And The Banshees, Skids, Slaughter and the Dogs, The Cure, The Fall, The Members, The Photos, The Raincoats, Theatre Of Hate, U2, Ultravox , UK Decay, Wire, Wreckless Eric.

elvis costelloElvis Costello

Hardcore

O Hardcore é a evolução mais comumente associada ao Punk. Algumas das bandas simplesmente aceleraram o já rápido som do Punk e acrescentaram mais peso. O Hardcore também flertou mais com o anarquismo, mas não com a mesma intensidade do Crass.

Anti-Pasti, Exploited, G.B.H., Subhumans, The Varukers

Outros

Eddie & The Hot Rods e Tom Robinson Band.

ESPECIAL: Camisas, molhos, cervejas, caixões e vibradores – As alternativas para diversificar os produtos das bandas!

Por Guilherme Schneider I @Jedyte

Imagine a cena: você, caro apaixonado por música, acaba de presenciar um show mega maravilhoso. Perante o palco, você viveu uma experiência ao máximo. Aqueles minutos, com aquela banda do coração, foram com uma intensidade tão grande que supriria semanas de marasmo cotidiano. Mas, e logo depois em que as luzes se acendem?

Ainda no calor (literal, pode apostar) de um showzaço vem aquele impulso irracional por consumir a banda –sim,  tudo o que vier pela frente. Fãs cercam as barraquinhas nos pós-show da vida para devorarem todo o possível – e assim montar um estoque de emoções perpetuáveis. Bem, mas, e quando a empolgação termina em uma “olhadinha” apenas nos produtos?

Dance of DaysNenê Altro, do Dance of Days, já publicou livros e zines

Confesso que em diversos shows minha empolgação terminou em uma barraquinha “só” com CDs.

Um absurdo, né? Afinal, a arte de um grupo musical é traduzida ali, em um disquinho com uma dúzia de músicas. Mas, na era do MP3 e Streaming de música uma barraquinha com CDs não me satisfaz.

Posso até comprar, seja para ajudar, fazer minha parte, ou dar ‘uma moral’… Porém dificilmente vou ouvir mais de uma vez – provavelmente vou é converter o CD para MP3… E só.


O Weezer apelou para esse confortável cobertor com mangas

Entra ano, sai ano, e há quem discuta ainda uma “crise” na indústria fonográfica. Sem dúvidas o modelo de negócio mudou – e provavelmente você não consome mídia física (CD, DVD ou Blu-Ray) como consome música digital. A demanda existe, mas as bandas precisam de um pouco mais de ousadia e criatividade.

Bandas, o caminho é diversificar!

Tanto nas independentes, com orçamento contado em moedas de rateio, até os gigantes das gravadoras, chegou sim o tempo de consumir a marca. Sim, a maioria das bandas tem um potencial enorme de transformar as suas letras (e ideais) em produtos.

Ideologicamente chega a ser um pouco feio pensar assim. Mas, garanto que a magia não vai embora só porque os artistas decidiram investir no empréstimo de seus nomes para produtos. Camisas, zines, canecas, calendários, bonecos… Há espaço para todos os bolsos.

É bem verdade também que foi por uma dessas que o finado Chorão, do Charlie Brown Jr, acertou um socão no olho do Marcelo Camelo, dos Los Hermanos. Ou quando João Gordo, do Ratos de Porão, esculachou o Dado Dolabella na MTV.

Separei algumas bandas que trouxeram soluções criativas (algumas apenas bizarras) na hora de monetizar um pouquinho mais. Lógico que existem trocentas outras ideias legais, então, se souber, por favor coloque nos comentários, pode ser?

Confira a lista, com alguns itens criativos e outros excêntricos:

11 – Álbum de figurinhas do Detonator

Detonator

Detonator, o ex-vocalista do Massacration, lançou no ano passado o ótimo Metal Folclore. No ritmo da Copa do Mundo, o cd trouxe dentro do encarte um álbum de figurinhas. Timing perfeito!

10 – Kit de costura do White Stripes

White Stripes

Os White Stripes são certamente uma das bandas mais criativas na hora de vender produtos. Câmera Holga, vitrolas personalizadas, teremim, kilt… Jack White sempre surpreende de alguma forma. Mesmo que com um singelo kit de agulhas e botões – e pode ser útil!

9 – Livro + álbum do MarmorAlma Celta

Uma solução bem legal para vender CDs foi encontrada pelo rock orquestrado da Marmor. A banda formada pelo baterista Marcelo Moreira lançou no ano passado o livro Alma Celta. Cada faixa do álbum corresponde a um capítulo do livro, o que valoriza (e amplia) a experiência, tanto da leitura, quanto da música.

8 – Banco Imobiliário do Metallica

Metallica Banco Imobliliário

Ao lado de War, Jogo da Vida e Imagem e Ação, Banco Imobiliário deve ser um dos jogos de tabuleiro mais queridos do Brasil. Mas nada supera essa versão especial do Metallica, totalmente adaptada para a a história dos álbuns  da banda de metal.

7 – Molhos do Marky Ramone

Marky Ramone Souce

A ideia de uma banda explorar os cinco sentidos só é de fato possível quando o paladar é contemplado. Pensando nisso, alguns já se arriscaram em molhos e pimentas, como os RaimundosPierce The Veil, Gwar ou Bring me The Horizon. Mas, ninguém mandou tão bem como o baterista Marky Ramones, ex-Ramones , que assina uma linha de molho de tomate e outra de pimenta.

6 – Tarô do Neck Deep

tarot

O pop punk galês do Neck Deep proporcionou um inusitado baralho de tarô no álbum Wishful Thinking. As ilustrações seguem o estilo mais tradicional – só que com os membros da banda, claro.

5 – Bonecos!

Beatles Toys

Figure toys, plush, bonecos… chame como for. Desde os modelos cabeçudos de vinil da Funko Pop, aos detalhadíssimos da McFarlane Toys… eles certamente ficam bem na estante de qualquer fã – como essa linha Yellow Submarine dos Beatles.

4 – Esse tênis com a cara do Noel Gallagher

oasis shoe

O eterno Oasis Noel Gallagher teve o seu rosto estampado em uma limitadíssima coleção de tênis da Adidas: apenas 120 pares.

3 – Cervejas!

Cervejas de bandas

Tem sido um clichê interessantíssimo das bandas. Várias já lançaram as suas versões etílicas, tanto aqui no Brasil quanto lá fora. Por exemplo, Matanza, Angra ou Velhas Virgens viraram cervejas aqui. Enquanto AC/DC, Iron Maiden ou Pearl Jam… nada mal, né?

2 – O caixão do Kiss

Kiss Caixão

Só para quem leva MUITO a sério o estilo de vida da ‘Kiss Army’. Os fãs do Kiss podem encomendar um caixão (dois modelos na verdade, até autografados) para um sepultamento memorável – ao menos para os que presenciarem vivos.

1 – Vibradores de Ranmstein, Ghost BC e Motörhead

Este slideshow necessita de JavaScript.

Dificilmente a linha de brinquedos eróticos das bandas pode ser mais bizarra. O Motörhead (rei do merchan) ganhou destaque recentemente, mas não chega nem perto aos modelos do Ghost e Ranmstein: um vem embalado em uma bíblia, outro em uma caixa com seis membros. Extrassensorial ao extremo…


E você, tem alguma sugestão? Comente!

Não Percam os shows do Bush e do Stone Temple Pilots!

O rio está, aos poucos, voltando ao circuito de shows de grande porte internacionais. E, o show que vai ocorrer sexta (15/02) vai ser muito especial pra mim. Eu vou ter a oportunidade de assistir o Bush, uma das minhas bandas favoritas, 22 anos depois!!! No dia 12/11/1997, uma quarta feira, o Gustavinho estava de 13 anos estava perdendo a voz com Gavin Rossdale e cia. Muito provavelmente a minha memória vai me trair, mas eu acho que eles abriram aquele showzão com ” A Tendency to start fires”, e fecharam com “Little things”. Pelo que eu pude descobrir, eles ainda tocam “Little Things” nos shows.

Infos:

SÃO PAULO

Data: Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Abertura dos portões: 19h30
Horário: 21h00 – Stone Temple Pilots
Local: Credicard Hall SP – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro – São Paulo (SP)
Capacidade: 7.064 pessoas
Ingressos: de R$ 60 a R$ 600.
Classificação etária: De 15 a 17 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais. De 18 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo.
Acesso para deficientes
Ar-condicionado
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br
Venda a grupos: grupos@t4f.com.br
Estacionamento (terceirizado): R$ 60.

RIO DE JANEIRO

Data: Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Abertura dos portões: 19h30
Horário: 21h00 – Stone Temple Pilots
Local: Km de Vantagens Hall RJ – Av. Ayrton Senna, 3000 – Shopping Via Parque – Barra da Tijuca
Capacidade: 7.758 pessoas.
Ingressos: De R$ 130 a R$ 590.
Classificação etária: De 15 a 17 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais. De 18 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo.
Acesso para deficientes
Ar-condicionado
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br
Venda a grupos: grupos@t4f.com.br
Estacionamento do Shopping: Moto: R$ 5,00 – preço único / Carro: Primeiras 5 horas: R$ 10,00. A partir da 5ª hora: R$ 2,50 – por hora ou fração.

BELO HORIZONTE

Data: Domingo, 17 de fevereiro de 2019
Local: Km de Vantagens Hall – Av. Nossa Sra. do Carmo, Belo Horizonte
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br
Venda a grupos: grupos@t4f.com.brP

Sério, não dá pra perder! E, caso você esteja em dúvida, vou listar aqui 5 músicas que com certeza estaram no show!

The Chemical Between us:

Everything Zen

The People that we love

Swallowed

Comedown

Entrevista: A hora de ver Shaman ao vivo é agora!

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. De tanto os fãs do Shaman insistirem, a formação clássica de uma das mais expressivas bandas de heavy metal do Brasil está de volta. E a história só pôde acontecer graças à esse apelo.

“Cada um na banda tinha os seus projetos pessoais, mas, ao longo dos últimos anos a gente recebia muitas mensagens mesmo pedindo a volta do Shaman… no último ano especialmente começou uma campanha muito grande”, admite orgulhoso Hugo Mariutti, guitarrista do Shaman. “Todo dia abria as mensagens na internet e lia a galera escrevendo: ‘#VoltaShaman’, ‘volta Shaman'”.

Aos 42 anos, Mariutti deu um parada em sua carreira solo (com uma sonoridade bem diferente do Shaman, diga-se de passagem – clique aqui para ouvir seu álbum ‘For a Simple Rainy Day’) e agora o foco é em celebrar a carreira do Shaman, grupo formado em 2000 por seu irmão Luis Mariutti (baixo), Andre Matos (vocal e teclados) e Ricardo Confessori (bateria) – logo após o trio deixar o Angra.

O repertório não deve apresentar surpresas e sim a íntegra os dois primeiros álbuns da banda, o ‘Ritual‘ (2002) e o ‘Reason‘ (2005). 12 anos sem tocar as músicas da banda deram um trabalhinho extra para Hugo, que admite ter tido que treinar algumas músicas que jamais haviam sido tocadas ao vivo. “É aquela mesma coisa de jogador de futebol né, a gente treina, treina, mas só pega o ritmo mesmo com a rotina da turnê”.

O próximo show será em Brasília, nesta sexta-feira (30/11), depois tocam em Belo Horizonte no sábado (01/12) e fecham o final de semana no Rio de Janeiro (02/12).

Último show? Ainda não. “Teremos algumas datas no início do ano que vem e depois a gente senta para colocar tudo em ordem. Mas agora a hashtag mudou (é o #FicaShaman)”. “Tamos querendo é curtir muito os shows, que tão sendo muito especiais pra todo mundo. Tem sido muito emocionante”.

Os cariocas terão a oportunidade de ouvir Shaman ao vivo na HUB, na região portuária. A capital fluminense rende boas memórias ao guitarrista.

“Lembro que um dos melhores shows da turnê do Ritual foi no Rio. Foi no Metropolitan, um dia depois depois da gravação do DVD em São Paulo, tocamos muito mais soltos, sem a pressão da gravação, e o clima estava incrível”, disse Hugo, que aproveitou para convocar: “Estamos bem empolgados pra tocar de novo no Rio de Janeiro. O público daí sempre tratou o Shaman muito bem”.


INFORMAÇÕES

Data: 02/12/2018 (domingo)

Local: HUB RJ (Av. Professor Pereira Reis, 50, Porto Maravilha. Próximo à Rodoviária Novo Rio)

Horários: Portas 16h/ Shows a partir de 17h

Banda convidada: Rec/All

Ingressos: https://www.pixelticket.com.br/eventos/2290/shaman-no-rio-de-janeiro

Morrissey retorna ao Brasil para shows no Rio e São Paulo

Morrissey está prestes a retornar ao Brasil. O eterno ex-vocalista do The Smiths desembarca no país para dois shows: dia 30/11, sexta, na Fundição Progresso (Rio de Janeiro); e 02/12, domingo, no Espaço das Américas (São Paulo).

No repertório espere por muito de sua longa e consolidada carreira solo, que teve em ‘Low in High School‘, do ano passado, seu último lançamento. Sucessos de seus 11 álbuns de estúdio estarão presentes – mas não se preocupe que também terá espaço para The Smiths e algum outro cover surpresa.

Aos 59 anos Morrissey é tido considerado polêmico por suas opiniões fora dos palcos. E sua genialidade é costumeiramente reverenciada: citado pela sua conterrânea BBC como “uma das figuras mais influentes da história do pop britânico”.

Clique aqui para comprar ingressos do show no Rio de Janeiro (a partir de R$ 220)  e aqui para o show em São Paulo (a partir de R$ 175).

Popload Festival: o cometa vem aí!

Por Alan Bonner | @bonnerzin

Os festivais de música tem se popularizado cada vez mais no nosso brasilzão, para a felicidade dos amantes de música. Os gigantes, como o Lollapalooza e o Rock in Rio, tem tido suas edições constantes há quase dez anos. Os grandes a nível regional, como o Bananada e o Coquetel Molotov, ganharam alcance, cobertura e importância a nível nacional. E os emergentes, como o Locomotiva e o CoMA, fizeram bonito em suas primeiras edições e se consolidaram no circuito. Ainda tivemos agradáveis surpresas, como a primeira edição do Queremos! Festival. Enfim, festival de qualidade não tem faltado país afora.

Dimensões e repercussões a parte, um fato tem sido comum a todos eles: a repetição de atrações. Você consegue citar algum festival desse ano que não teve Baiana System, Boogarins ou Scalene em seus lineups? Todas elas são bandas muito queridas e recomendadas pelo RIFF (vídeo sobre elas no canal não falta!), mas suas presenças constantes em festivais, especialmente os de nichos mais específicos, pode ser perigosa, tanto para a longevidade do festival quanto para as bandas. Afinal, vale a pena ver a mesma coisa todo ano no mesmo lugar?

Alguns festivais desse mês de novembro quebraram esse estigma e prometem ser os mais interessantes do ano, não só pelo ineditismo das atrações, como também por sua qualidade e variedade. São eles o Balaclava Festival, o Popload Fest e o Festival Música Quente. Dois deles (Quente e Balaclava) já rolaram e cumpriram as expectativas, mas o  Popload promete chegar feito um cometa em São Paulo no feriado da República: rápido (dura um único dia), bonito (identidade visual incríveis, ótimo lineup e local bem escolhido) e raro (repleto de atrações inéditas ou quase inéditas por aqui).

lgherwsx0cng24ql3e5u

O Popload jogou alto e trouxe  logo a dona do melhor disco de música pop do ano passado para encabeçar sua festa. Lorde vem ao Brasil pela segunda vez para um show único graças a produção de Lúcio Ribeiro e companhia e promete arrastar boa parte do público, que irá ao festival graças a sua presença.

1-LORDE_popload_festival

Depois do tiro certo, as surpresas inesperadas. De uma tacada só e no mesmo dia, três bandaças de estilos diferentes vão estrear em terras brasileiras e abrilhantar ainda mais o palco do Espaço das Américas. O At The Drive-In meio que tinha acabado, virou duas (ou mais) bandas e, do nada, se juntou novamente no ano passado para gravar um disco, o que resultou numa turnê mundial e em sua vinda á América do Sul pela primeira vez. A banda também passa por Rio de Janeiro (Circo Voador) e Porto Alegre (Bar Opinião), estes com produção da Queremos!.

ATDI_popload_festival

O Death Cab For Cutie, banda icônica do indie/alternativo na década passada e tão esperada pelos fãs, também vem ao Brasil quando ninguém mais esperava. A banda está em turnê do seu último álbum, Thank You For Today, mas deve fazer um passeio pelos hits da carreira por se tratar de uma primeira (e por enquanto única) vez no Brasil.

DCFC_popload_festival-528x528

Mais inesperado ainda é a presença do Blondie no lineup, quase 45 anos (!!!) depois de sua fundação. A banda liderada por Debbie Harry, a proprietária do rock novaiorquino, também vem para um único show no Brasil, mesmo com esse tempo todo sem aparecer por aqui.

BLONDIE_popload_festival

Mais frequentes em terras brasileiras, os queridinhos do indie do MGMT fecham a escalação gringa trazendo pro Brasil a turnê do aclamadíssimo Little Dark Age, que entra na conversa de álbum do ano de 9 a cada 10 críticos musicais. A banda também dá uma passadinha pelo Rio na véspera do festival, em mais um ataque de oportunidade da Queremos!.

Captura-de-Tela-2018-03-19-às-12.10.11-PM

O festival também foi feliz na seleção da parte nacional do lineup, ao promover uma parceria coerente e inédita com Mallu Magalhães & Tim Bernardes, além de Letrux, outra artista que ocupou os palcos Brasil afora mas foi pouco lembrada na escalação dos principais festivais brasileiros.

MALLUTIM_popload_festival

As informações sobre o Popload Festival 2018 estão abaixo, mas já fica a dica: mesmo se você for de fora de São Paulo, aproveite o último feriadão do ano e vá! Uma vez que o cometa passa, você pode não estar vivo para vê-lo na próxima.

Site oficial: http://www.poploadfestival.com/

Ingressos: https://bit.ly/2RRD1GS

HEADER_EVENTO_popload_festival-2-800x419

O seu canal de música!