Festival CoMA: Brasília anuncia grande festival, confira o Line-Up

Por Gabriel Menezes | @menezessgabriel

O Brasil tem sido palco de grandes festivais e agora é a vez de Brasília, em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (22/6) foi anunciado o line-up e todas informações sobre Festival CoMAConvenção de Música e Arte.

A proposta é atrair os holofotes para capital durante o final de semana de 4 a 6 de agosto, com mais de 50 shows e 36 painéis, a programação reúne representantes da música de diversos estilos e traz grandes profissionais da área para falar sobre o mercado.

Lenine e Emicida são os headliners do festival, que conta com grandes nomes da música brasileira, como Clarice Falcão, Scalene, Silva e Far From Alaska. Além dos vários artistas nacionais, o CoMA também terá atrações internacionais como a banda O’Brother (foto). Confira o line-up completo logo abaixo:

O festival também será uma ótima oportunidade para quem busca conhecimento e network com programadores de festivais, imprensa e compradores de música. Serão 36 painéis, onde acontecerão palestras, debates e rodadas de negócios. Bandas poderão se inscrever para serem avaliadas por selos e terem orientação sobre administração de carreira, criação artística e comunicação por profissionais de renome em sessões de mentoring.

Serão cinco palcos localizados em pontos turísticos de Brasília (Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Funarte, Clube do Choro e Planetário).  Valores de R$ 10 (1 dia), R$ 50 (VIP – 1 dia), R$ 80 (VIP – 2 dias) e R$ 125 (credencial conferência 2 dias – passaporte completo). Compra de ingressos pelo site http://festivalcoma.com.br/

Royal Blood, Lorde, Bratislava… 8 lançamentos da semana que você precisa ouvir!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

A última semana foi definitivamente uma das mais movimentadas no mundo da música em 2017. Com o destaque para sexta feira (16), onde muita coisa foi divulgada. O RIFF preparou uma lista bem interessante. Dá uma olhada!


Royal Blood – How Did We Get So Dark?

Depois de fazer muito barulho com seu primeiro álbum homônimo, o Royal Blood não sentiu a pressão pelo segundo, e divulgou nessa sexta-feira (16) o excelente “How Did We Get So Dark?”. Muito aguardado, o segundo trabalho do duo manteve um pouco da essência do seu antecessor, mas trazendo um pouco mais de melodia às canções e evidenciando ainda mais os vocais de Mike Kerr. “Lights Out”, “Hook, Line&Sinker” e “I Only Lie When I Love You”, são singles do disco. Ouça:

Portugal. The Man – Woodstock

Depois de já terem liberado as faixas “Number One”, “Feel It Still” e “Noise Pollution” e “So Young” o grupo americano divulgou também na sexta-feira (16) seu oitavo disco de estúdio, intitulado “Woodstock”. A quem diga que Portugal falha na coesão no disco novo, que exageram na amplitude de influências, som e conceitos trazendo a sensação de ser várias bandas em uma só; isso talvez seja verdade, mas não vai comprometer seus ouvidos. Bom álbum.

Lorde – Melodrama

A neozelandesa de apenas vinte anos, Lorde, também escolheu a sexta-feira (16) para liberar seu segundo disco. “Melodrama” é mais um excelente registro de uma artista que tão cedo não vai errar. Melodrama é cheio de experimentações e conceitos que só Lorde conseguiria expor. Ouça!

 Bratislava – Fogo

Lançamento é bom, mas lançamento NACIONAL é muito melhor. E quem se encarregou de nos dar essa alegria foram os paulistas da Bratislava. “Fogo” é o terceiro disco do grupo e mantém a ótima qualidade de produção que tínhamos visto em seu antecessor “Um Pouco Mais de Silêncio” (2015). Ouça e prestigie a música brasileira.

Nickelback – Feed The Machine

E olha só amigo riffeiro, os ora amados, ora odiados, do Nickelback surpreenderam ao divulgar na última sexta-feira (16) “Feed The Machine”, seu mais novo trabalho que conta com 11 músicas. Pra surpreender ainda mais, recentemente Chad Kroeger, vocalista do grupo, polemizou ao falar que o Stone Sour estava tentando ser o Nickelback. Concorda? Curte o grupo? Ouça e nos diga o que achou?

Belga – Âmbar

Já falamos o quanto curtimos música brasileira. E o segundo lançamento brazuca dessa lista vem lá de Brasília. “Âmbar” é o segundo EP da carreira da banda Belga. Depois de se passarem pouco mais um mês de seu primeiro EP homônimo, Âmbar é mais um registro de ótima qualidade de um rock alternativo muito bem produzido.

Fleet Foxes – Crack-Up

Depois de seis anos em hiato, o Fleet Foxes volta à cena com novo disco, intitulado “Crack-Up”. E se engana quem achou que essa pausa foi pra descanso. Ao ouvir o novo registro fica evidente que o tempo longe dos palcos serviu para Robin Pecknold, frontman do grupo, amadurecer seus conceitos. Ótimo trabalho. Ouça!

Clarear – Camaleão

Encerrando essa lista, temos “Camaleão”, EP de estreia dos cariocas da Clarear. Brenno Ottoni e Roger Santana, membros do grupo, já apareceram na cena carioca com a extinta Unify. Agora com a Clarear, eles propõem novos conceitos, influências e sonoridade. Ouça e prestigie.


Além dos álbuns, também tivemos alguns singles lançados. São eles, Walking The Wire, do Imagine Dragons, The Man, do The Killers, The Way You Used To Do, do Queens Of The Stone Age, Creature Confort, do Arcade Fire, Don’t Matter Now, do George Ezra, All Can Think About Is You, do Coldplay.

É, riffeiros, não brincamos quando falamos que a semana foi recheada. Muita coisa boa! Agora conta pra gente qual você mais curtiu e comenta qual álbum você não aguenta esperar mais pra sair.

Os Tijolos de Braza

Por Maria Paula

Ainda com a música Segue o Baile na cabeça, pertencente ao primeiro álbum auto intitulado Braza (2016), praticamente no início de junho a banda nos faz uma surpresa maravilhosa, seu mais novo álbum Tijolo Por Tijolo, estando disponível em todas as plataformas digitais!

Ao olharmos a capa, ficamos encantados com sua beleza e poética com o título. Desenvolvida pela banda em conjunto com Vagner DoNasc. e Marcel Gonçalves. O intuito aqui não é mergulhar no significado de cada música, pois como em qualquer outra arte, cada pessoa tem seu ponto de vista no momento da apreciação. Por isso, tentarei ser direta e mostrar o por quê de ouvir o Tijolo Por Tijolo.

O mesmo foi gravado por Pedro Garcia, BRAZA (Nícolas Christ – bateria; Danilo Cutrim – guitarra e Voz; Vitor Isensee – teclado e voz) e Pedro Lobo durante o verão e outono de 2017, nos estúdios Neblina e Cantos do Trilho, no Rio de Janeiro. Sendo mixado por Pedro Garcia no estúdio Garcia Mix Room, Laranjeiras, no Rio de Janeiro. E masterizado por Chris Hanzsek no estúdio Hanzsek Audio, Snohomish, em Washington.

Contando com acréscimos de Pedro Lobo no baixo e vocais de apoio, de Lelei Gracindo no saxofone, Vander Nascimento no trompete, Jhonson de Almeida no trombone, e Mafran do Maracanã na percussão. Percebo que nas passagens das faixas do álbum, são marcadas por estes instrumentos, além da guitarra de Danilo.

A abertura do “Tijolo” ficou com Ande, que tem clipe gravado na cidade do Rio de Janeiro, trazendo elementos corriqueiros no compasso da música. Muito show. E com esta noção de irmos adiante, somos convocados para uma sessão, “é brisa, é BRAZA, é braço, é bala de canhão”. Isso é Selecta trazendo gírias corriqueiras num ritmo de dança envolvente, com destaque o trecho “Vida vivendo em nós/ Na batida, em melodia e voz”. Percorrendo essa vida corriqueira da batida encontramos desigualdades sociais, e Moldado em Barro nos mostra isso, com um toque da guitarra que me lembrou Baiana System, banda que também traz temas sociais em  suas composições. Entre tantos trechos a destacar,  posso dizer que o “Guerreiro na Babylon/ Talha seu destino, é por desatino ou não”.

Em Ela Me Chamou Para Dançar Um Ragga, quero aprender essa dança, isso sim! Um estilo de dança que vem da Jamaica e traz um reggae eletrônico bem envolvente. A música seguinte possui o mesmo nome do álbum, Tijolo Por Tijolo. Considerá-la  chave do significado do álbum, não se aplica, pois cada música parece simbolizar um tijolo que forma um muro pessoal, não uma barreira, mas nos sentido da construção  do próprio ser. A flauta introduzida nesta faixa, se permitam sentir sua suavidade, sensacional.

E Chão chão terra terra? Que letra. Destaco somente este refrão: “Amor não tem sinônimo Alma não tem gênero/ Poder não é virtude/ E a vida é sopro efêmero/ Chão, Chão. Terra, Terra/ O ser humano erra”.

Em DUBrasilis temos o instrumental de Braza, e aconselho que fechem os olhos e sintam a vibe. É raro uma banda brasileira incluir som instrumental num álbum, porém há uma voz que fala da diversidade racial brasileira; também percebam as puxadas fortes da guitarra.

E sim, “a dança é oração”, trecho da faixa Racha a canela, que tem a participação do DJ Negralha. Mais uma faixa envolvente na batida e composição, e lembrem que as “vibes nunca mentem, vibes don’t don’t lie”.

Em Exército Sem Fala, temos a participação especial da Sister Nancy, a primeira mulher DJ de dancehall, que canta muito, direto da Jamaica. Se não a conhecem, recomendo o chamado hino do reggae Bam Bam. Nesta música ela complementa a mensagem do amor, num exército onde não há “Força armada e o bom senso é o comandante”.

E para fechar ou não o álbum, temos o questionamento Qual é o rosto de Deus. Me fez lembrar a temática da música Oxalá, pertencente ao álbum “Braza” e que teve videoclipe, mas o pensamento da faixa é diferente, voltado mais às nossas dúvidas pessoais, sendo que ”Ninguém sabe a verdade, mas nunca será tarde/ Enquanto um problema for uma oportunidade.” E este refrão  mexe com nosso interior “Diz pra mim qual é o rosto de Deus/ Talvez seja o seu, talvez seja o meu/ Ou nada, ou tudo, ou luz”.

Para não concluir, Tijolo Por Tijolo traz mensagens para nossa vida, enfrentamentos, de momentos alegres ou tristes, mas principalmente reflexivas, e que diante de dificuldades podemos superá-las, e sempre lembrarmos que não estamos só. Somos seres humanos, em nossa individualidade, mas assim como na dança, faz mais sentido a aprendizagem ao estarmos junto com o outro, nos desenvolvermos com e para o outro. Que possamos superar nossos “tijolos” e montarmos nossos muros e construirmos casas com outros muros.

Por quê ouví-lo?

Se não conhecem a banda, saibam que recomendo o  álbum anterior, denominado Braza, pois ambos se complementam, e mostram quem é o Braza, em sua plenitude. Também recomendo, se possível, o show ao vivo deles! Eles trazem ritmos do rap, reggae e rock, composições sobre problemas sociais, o cotidiano da sociedade, enfim, eles continuam a trazer a arte do dia a dia para a  musicalidade.


E aí, qual a sua faixa favorita do Tijolo Por Tijolo?

Wacken 2017: As expectativas para o maior festival de metal do mundo!

Por Felipe Lopes Pedroso

O colossal W.O.A (Wacken Open Air) é o principal festival de toda a cena global do nosso bom e velho metal, trazendo sempre uma infinidade de atrações que transitam do power ao death, agradando gregos e troianos. A edição deste ano ocorrerá na casa de nossos carrascos alemães durante os dias 3, 4 e 5 de agosto. Listamos algumas boas opções para a edição deste ano (que geralmente conta com live streaming)

É mais do que sabido que o público mais fiel da música é o do rock, mais do que isso, os fãs de metal são o público mais insanamente/descontroladamente energético de todos os estilos musicais e a edição deste ano (2017) tem tudo para ser apocalíptica. São mais de 63 bandas confirmadas, das quais poderemos degustar grandes medalhões como a alemã Accept com suas linhas de guitarra poluída e repleta de distorção.

Poderemos desfrutar também do som agressivo da Witchery, banda sueca de trash/speed metal. Espera-se que eles tragam faixas do álbum “In His Infernal Majesty’s Service” lançado no final de 2016 após um período sem produzir nenhum material.

Outra boa pedida é a estadunidense Nile, banda do assombroso e conhecido pelos adeptos das baquetadas George Kollias. A banda enriquece o festival com seu death metal repleto de mitologia e mistérios do oriente médio e é claro, um som extremamente pesado, digno de torcicolo.

Aproveitando o embalo, é melhor já acionar seu fisioterapeuta depois de assistir ao show do Crowbar, banda enquadrada por muitos ao sludgle metal e ao groove metal por aquele que vos escreve este artigo, carrega consigo sonoridade necessária para headbanger algum botar defeito.

O metal psicodélico está muito bem representado pelos alemães da banda Kadvar e seu som que passa uma concepção setentísta em uma roupagem ligeiramente mais encorpada pelos efeitos disponíveis, melhor utilização dos grooves e principalmente a incorporação de mais distorção aos sons de guitarra.

Jamais poderíamos deixar de comentar o retorno dos irmãos Cavalera com o projeto Roots, deixando ansioso qualquer fã de Sepultura ou Soulfly assim como, teremos a oportunidade de reverenciar aos monstros sagrados do Morbid Angel.

O W.O.A 2017 contará com a participação da banda Volbeat, que divide opiniões entre os fãs de metal para definir do que se trata o som deles e principalmente se é bom ou não. Acredito que aquele som de “bar” americano é sensacional para uma boa viagem de carro ou até mesmo para uma seção de treinamentos na academia. Fato é as linhas de guitarras “cavalgantes” combinadas ao vocal “anasalado” do saudoso Michael Poulsen são agradáveis e propiciam apresentações ao vivo bastante explosivas, vale a pena conferir.

 

Sem contar as atrações que dispensam apresentações ou qualquer tipo de sugestão, como a banda Trivium, Alice Cooper, Amon Amarth, Annihilator, Avantasia, Europe, Kreator, Megadeth, Tankard dentre tantas outras que vocês podem conferir no site oficial do evento:

Site oficial: https://www.wacken.com/en/


Qual show que você mais gostaria de ver do Wacken 2017?

O seu canal de música!