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[LINEUP] Festival Transborda celebra diversidade musical às margens da Lagoa da Pampulha

Um dos festivais independentes de maior respaldo do país, o Transborda chega a sua sétima edição trazendo um lineup diverso e representativo da nova música nacional e latino-americana para um dos cartões postais da cidade: o Portal Iemanjá, na Lagoa da Pampulha. Além de boa música gratuita e livre para todos os públicos em DOIS palcos e uma linda vista, o Coletivo Pegada, organizadora do evento, se aliou ao Circuito Beagá de Feiras e vai promover uma experiência completa, com uma feira de produtores locais, além de bares e foodtrucks.

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Lineup do Festival Transborda 2018

Esses dois palcos irão animar a tarde e noite do dia 18 de agosto (sábado) com atrações mineiras e convidados especiais de outros estados do país e até do Uruguai. O palco Iemanjá faz a ponte RJ-MG, escalando os cariocas da El Efecto, o niteroiense Sant e as mineiras Lamparina e a Primavera e Mineiros da Lua.

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Vista do Portal de Iemanjá, onde será um dos palcos do evento

O Palco Circuito Beagá de Feiras, por sua vez, traz a paulista E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, a pernambucana Duda Beat, os uruguaios da Alucinaciones en Familia e a Confeitaria, banda da terra que abre os trabalhos às 15 horas em ponto.

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Alucinaciones en Familia, a atração gringa desta edição do Festival Transborda

No dia anterior, o festival aquece as turbinas em duas das casas importantes para a música belorizontina. N’A Obra Bar Dançante, Vitor Brauer e Larissa Conforto desfilarão os sucessos dos projetos que participam, enquanto Fernando Motta e Posada e o Clã apresentam seus trabalhos mais recentes n’A Autêntica.

Mais informações no evento do festival no Facebook!

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A volta do The Voice Brasil, o programa que não revela ninguém

Por Alan Bonner I @bonnerzin

O fim da Copa do Mundo traz com ele alguns enfrentamentos desnecessários para alguns, fundamentais para outros mas inevitáveis para todos: as eleições presidenciais, o final do inverno e o começo do calor infernal que dura cerca de 9 meses em quase todo o país, a volta do enfadonho Campeonato Brasileiro, e por aí vai. Esse ano, teremos um agravante: a nova temporada do reality show musical “The Voice Brasil”, da Rede Globo.

A despeito do forte apelo e expectativa dos fãs, a sétima temporada do programa promete ser aquilo que foi durante todas as temporadas anteriores: um programa que, apesar de prometer revelar “a nova voz do Brasil”, não consegue chegar próximo disso em termos de alcance popular, inovação artística e relevância dos artistas vencedores do reality.

As razões para tal insucesso se resumem em uma só: o formato, que tem como intuito aumentar a audiência do horário e atrair mais patrocinadores e, assim, mais dinheiro. Como consequência, a atração não se renova, e temos que aguentar, ano após ano, as mesmas músicas, as mesmas reações de participantes, técnicos e público e as mesmas piadas do enfadonho Tiago Leifert. É como ver Chaves, com a diferença que as caras mudam a cada ano e que não é engraçado. Essa falta de renovação também é percebida no conteúdo apresentado, já que o programa é, no fringir dos ovos, nada mais do que um grande karaokê de hits radiofônicos nacionais e internacionais em vozes desconhecidas.

O rumo que a carreira dos vencedores da atração tomou é um retrato perfeito da falta de relevância do The Voice Brasil. Vamos fazer um teste: irei dizer o nome dos campeões das seis edições do programa realizadas até agora e você tem que dizer se lembra deles, com direito a fotinha. Se lembrar, tem que citar uma música que você conhece desses artistas. Vamos lá?

1a temporada – Ellen Oléria

2a temporada – Sam Alves

3a temporada – Danilo Reis & Rafael

4a temporada – Renato Vianna

5a temporada – Mylena Jardim

6a temporada – Samantha Ayara

Lembrou de alguém? Confesso que os nomes de Samantha Ayara e Sam Alves ainda estão frescos na minha cabeça, mais porque a primeira foi a campeã da última edição e o segundo fazia covers interessantes de Bruno Mars do que qualquer coisa que realmente valha a pena lembrar.

Os números desses artistas nas plataformas de streaming (que é o que vale hoje em dia, que quase ninguém mais compra discos) é outro indicador do fracasso completo do programa em seu suposto propósito. Sam Alves, por exemplo, acumula pouco mais de 20 mil ouvintes mensais em seu perfil do Spotify, três vezes menos do que a banda goiana Carne Doce, sem gravadora ou TV, já alcançou. No YouTube, Sam tem marcas mais robustas, com 111 mil inscritos em seu canal (já ganhou até plaquinha do YouTube!), com seu vídeo mais acessado batendo a marca de 2 milhões de visualizações. Ganha um doce quem acertar qual vídeo é esse. Óbvio, um cover de Bruno Mars.

O caso de Danilo Reis e Rafael beira a melancolia. Na era do sertanejo universitário, a dupla tem menos de 5 mil ouvintes mensais em seu Spotify, marca já batida por Brvnks, outro projeto de Goiânia que tem apenas um EP com quatro músicas lançadas, também sem tv e sem gravadora. As músicas mais ouvidas da dupla plataforma são, advinha? De outras duplas! Os clássicos “Sinônimos”, “Domingo de manhã” e “Romaria”, todos eles em “versão The Voice Brasil”, atingem, somados, 380 mil plays, menos do que “Você não sabe quantas horas eu passei olhando pra você”, do duo carioca gorduratrans, sozinha. Outra que atinge números expressivos via do it yourself.

Esse apego (ou necessidade?) em (re)cantar o que já existe é o que mergulha esses artistas num mar de mesmismo e que fazem o The Voice ser, ironicamente, um trampolim para o ostracismo. A impressão é a de que os artistas revelados nada mais são do que… só uma voz. O que é bem limitado artisticamente e pouco perto do que um programa no canal mais conhecido do maior grupo de comunicação da América do Sul pode oferecer e já ofereceu. Vide o Superstar, que revelou aquela que sem discussão pode ser considerada a banda de rock autoral brasileira mais popular da década e que tocou no Palco Mundo do último Rock in Rio sendo apenas a vice-campeã da sua primeira temporada, enquanto os campeões, que tocavam músicas dos outros… quase ninguém se lembra e, se lembra, não sabe por onde anda ou o que tem feito. A casa tem, dentro dela, um modelo de algo que pode ser relevante de fato para a cultura e que pode ser atrativo financeiramente. Basta colocar seu próprio plano (que já deu certo e que foi abandonado) em prática novamente.

A Slaves invade o Brasil essa semana!

O calendário de atrações internacionais no Brasil continua agitado no segundo semestre. Uma das responsáveis por isso é a Tree Produtora, que traz nesse mês de julho um dos projetos mais aguardados pelos fãs de rock alternativo do país. Trata-se da Slaves, banda americana encabeçada pelo canadense Jonny Craig, conhecido por sua passagem em outros projetos famosos como o Emarosa e o Dance Gavin Dance.

Dona de um post-hardcore moderno e cheio de efeitos, a banda tem como marca registrada o seu flerte com a música eletrônica, como visto em “I Know a Lot of Artists”, do álbum mais recente, “Beautiful Death”.

https://youtu.be/XwsUBPO5nlo

Os agudos marcantes da voz de Craig, evidentes em músicas como “Burning Our Morals Away”, do segundo disco da banda, “Routine Breathing”, também são um dos atrativos da Slaves.

https://youtu.be/MJI21WrUvII

A banda traz a turnê do disco “Beautiful Death” para o Brasil em três datas: dia 19/07 no Teatro Odiesseia (Rio de Janeiro), 21/07 no Fabrique Club (São Paulo) e 22/07 na Agulha (Porto Alegre).

Os (últimos) ingressos estão a venda em www.pixelticket.com.br. Animados? O Jonny não vê a hora de chegar no Braza

Lançamentos RIFF: Depressão e rotina mecânica são temas do novo clipe de Temporário, da banda Riviera. Confira!

Por Natalia Salvador

Os transtornos psíquicos e psicossomáticos vêm sendo tema frequente de diferentes discussões e peças artísticas. Na música isso não é diferente. Principalmente por, muitas vezes, se tratar de experiências pessoais dos artistas, a pauta é pertinente e está abrindo o caminho para que a informação atinja cada vez mais pessoas e o assunto deixe de ser um tabu. Hoje é dia dos mineiros da Riviera tratarem do assunto no clipe de Temporário, primeiro single do novo álbum Aquário. O Canal RIFF traz esse lançamento, além de uma entrevista com Vinícius Coimbra – vocalista e guitarrista -, com exclusividade para você. Confira!

Para aquecer o lançamento do novo trabalho, a banda, que é destaque da cena independente mineira, lança um clipe bastante pessoal para a faixa. A sonoridade mais madura não se distancia da base que sempre chamou atenção do público. Já a letra, remete à luta de Vinícius contra a depressão. Em entrevista exclusiva ao Canal RIFF, o vocalista afirma acreditar que falar sobre o tema é o primeiro passo para desenvolvermos a empatia no outro, percebendo assim que não estamos sozinhos.

“A nossa geração tá toda quebrada e passando por transformações culturais absurdas. Nós não conseguimos evoluir como pessoas na velocidade que o mundo evolui (ou involui, ainda não sei) e isso pesa demais e o corpo sente. Cada dia que passa vemos mais e mais pessoas tentando abordar esses temas, porque existe de fato um tabu, uma vergonha ou até mesmo desconhecimento sobre algo que afeta tanto. A ideia de que somos vulneráveis como seres humanos, culturalmente, não era tão citado como na nossa geração, e talvez, por isso, aparece tanto em evidência”, concluiu.

Falar das próprias experiências pode parecer simples aos olhos do público ao consumir o material pronto, mas nem sempre é fácil externalizar seus sentimentos e angústias, expondo isso a outras pessoas. Para Vinícius, todo esse processo funciona como um expurgo, que coloca tudo aquilo que se passa internamente para fora, quase como uma terapia.

“Eu sempre utilizei música para falar coisas que não tenho coragem de dizer ou sentir na vida real. É como se eu tirasse minha máscara dos bons costumes de uma vida coletiva saudável, pudesse ser eu cru e nu e dizer todos os meus absurdos. Isso pode gerar impacto de formas diversas em outras pessoas e, por mais atemporal que essa música seja, e as inúmeras interpretações que o público possa fazer com ela, pra mim ela guarda a moldura e foto do momento: seja pra lembrar ou seja pra esquecer, mas que de alguma maneira eu vivi”, pontuou sobre o tema abordado na letra e vídeo.

De acordo com o vocalista, apesar da letra autobiográfica deste single, o processo de composição é cada vez mais co-participativo. Além de Vinícius, Riviera é formada por Rapha Garcia (baixo), Rafa Giácomo (guitarra) e David Maciel (bateria), que dividem as tarefas entre música e tudo que envolve administrar uma banda. “Todo mundo tem alguma função além de ser músico, levamos demais a parte do ‘faça você mesmo’ conosco. Já os processos criativos na Riviera mudam muito, principalmente pela dinâmica da banda e algumas mudanças de integrantes. Mas no último álbum, principalmente, parte de arranjos foi uma construção bem coletiva, na maioria das vezes em jams, diferente do meu usual voz/violão e melodias estranhas gravadas no celular”, brincou o músico.

Riviera - Aquario
Capa do novo álbum – Aquário

O clipe de Temporário foi dirigido por Afonso Silva e, segundo Vinícius, não foi difícil chegar ao resultado que eles queriam. “A música fala um pouco da angústia sobre a temporalidade das pessoas e suas ideias, e me lembra uma fase muito ruim que vivi quando morava em Brasília, antes da Riviera existir. Eu morava num apartamento pequeno, com quase nada de móveis. Apenas um colchão no chão, muita comida processada e uma depressão fodida, onde apenas sobrevivia todo dia numa rotina de trabalho, casa, trabalho, sem amigos e poucas perspectivas”, relembrou.

Para construção das filmagens, a banda resgatou parte dessa rotina do vocalista, alguns objetos que existiam em seu apartamento e reproduziram este momento. Todo esse caos é representado por fantasmas do passado, que aparecem em múltipla exposição. Confira em primeira mão o resultado:

Recentemente vencedores do concurso promovido pelo Rock StartUp Festival, os músicos da Riviera estão empolgados com o disco Aquário, que será lançado no segundo semestre de 2018. “É um álbum denso, sonoramente bem mais pesado que os trabalhos anteriores e com um processo criativo muito mais espontâneo, experimental e coletivo. Acompanhado ainda de letras com temas nada fáceis de discutir, mas que pra mim, acima de tudo, é verdadeiro e fazemos questão de levantarmos essa bandeira ao falar sobre a angústia no disco. Sentimos que é ferida exposta e muita vulnerabilidade, e por isso, a gente espera que as pessoas se conectem com as mensagens sobre e percebam que no fundo no fundo, qualquer um pode passar por esses problemas”, concluiu.

Além disso, os caras estão doidos para rodar o Brasil apresentando o novo álbum e conhecendo os fãs. Quer saber quando sai novidade e se eles vão passar perto de você? Fique ligado nas redes sociais da Riviera e aqui no Canal RIFF!

Entrevista Banda Trampa

por Camila Borges

A banda brasiliense Trampa acabou de lançar o lyric vídeo da música Heróis, canção inédita que presta homenagem, de acordo com a banda, a todos os “heróis” que lutam ou lutaram pra fazer do mundo um lugar melhor. E nós do Canal Riff conversamos com a banda sobre a experiência no Canadá onde estiveram recentemente, novidades e projetos futuros.

Canal Riff:  Vocês se apresentaram no Canadá entre os meses de maio e início de junho desse ano, aliás não é a primeira vez que vocês estiveram por lá e já devem ter muitos fãs. Como é a recepção da galera? Como foi a experiência? Já pensaram em gravar em outro idioma?

Banda Trampa: A galera de lá é incrivelmente carinhosa e receptiva, mesmo com a gente tocando nosso repertório que é quase inteiramente em português! O público de lá é bem diverso, de todas as idades e de várias vertentes do rock, só que lá a gente não sente tanto o sectarismo de estilos que acontece no Brasil, sabe? Então, essa experiência em todas as vezes que a gente foi lá foi incrível! E é sempre bom ver como outros mercados se comportam, principalmente em países em que o rock é uma marcante e clara parte da cultura local.
Sobre gravar em outro idioma, temos novidades! Ainda esse ano lançamos um EP com algumas músicas em inglês chamado Never Forget! Uma delas inclusive é uma colaboração com uma galera muito massa lá de Toronto chamada Black Absynthe. Se quiserem sentir um gostinho desse novo trabalho, nós colocamos sorrateiramente um vídeo no YouTube com a música Never Forget (clique aqui para ouvir).

Canal Riff: A Trampa tem um pouco mais de 10 anos de carreira, 3 discos, vários shows dentro e fora do Brasil. Hoje depois de todo esse percurso, como vocês se sentem? Quais as principais mudanças?

Banda Trampa: A gente se sente super bem depois desse trajeto todo. Já erramos e acertamos várias vezes, já viajamos pro exterior e isso está cada vez mais constante, já tocamos acústico, com orquestra, em casas de show de todos os portes, em todas as regiões do país e trocamos de integrantes várias vezes. Ter vivido isso tudo agrega muito, seja em vivência, experiência, visão de mundo, mercado, música e tal, mas o que importa mesmo agora é que estamos nos sentindo totalmente renovados e cheios de energia.

Canal Riff: Brasília sempre foi o berço de ótimas bandas seja nos anos 80 e 90, e é claro que agora também. E tenho certeza que vocês têm um bom percentual nessa nova leva e já tem uma certa experiência, qual o conselho que vocês dariam pra quem pretende ter uma banda?

Banda Trampa: Acho que o ideal pra todas as pessoas, em qualquer linha de trabalho que seja, seria se envolver profundamente com o que faz. Conheça todas as nuances do que você quer fazer, saiba a parte técnica, mas deixe seu toque pessoal, seja apaixonado. A arte ainda puxa mais esse quê emocional, já que lidamos com expressões e sentimentos humanos. Como diria um grande amigo nosso: “É um mercado de pessoas” ou seja, você tem que saber lidar com elas, em qualquer ponta do negócio, no palco, com o público, contratantes, produtores, merchandising e etc.. “Não seja um babaca” é um conselho incrível também e outra frase dele ótima é: “Não é que seja difícil, mas é bem trabalhoso.” Saiba que é uma empresa e vai dar MUITO trabalho mas SEMPRE vai valer a pena!

Canal Riff: Como funciona o processo de composição, arranjos? Vocês começam por algum ponto ou não tem uma ordem certa?

Banda Trampa: Ah, isso varia bastante! Já fizemos de várias maneiras diferentes tipo: com alguém chegando com uma música bem estruturada e a gente termina de arranjar, ou só com uma idéia inicial de letra e fazemos tudo, ou alguém chega com um riff fera e partimos daí, ou através de jams em ensaios onde saem várias idéias, ou gravando em casa com instrumentos eletrônicos, etc. Não temos uma fórmula pra isso. O que mudou desde que o Diego começou a nos produzir é que temos voltado bastante nas canções que supostamente estão prontas e acabamos mudando várias coisas, tentando fugir da sensação de conforto, sabe? Nada mais é sagrado e nada tá pronto e finalizado até sair o disco.

Canal Riff: O último álbum de estúdio foi o “Viva la Evolución” em 2016 e vocês irão lançar um vinil ainda esse ano. Como surgiu essa ideia?

Banda Trampa: Esse vinil que se chamará “Trampa a Sinfonia” é uma homenagem aos dez anos do primeiro show idealizado pelo falecido Maestro Sílvio Barbato e ele contará com músicas dos nossos três discos, todas com um arranjo especial feito unicamente pra esse trabalho. Nós já íamos fazer uma homenagem, mas a ideia de como faríamos veio do Diego Marx, nosso produtor e do Tomás Bertoni do Scalene após verem um show acústico nosso na Fnac. Eles gostaram muito dos arranjos que nós fizemos pra aquele show e sugeriram somarmos aquele formato aos arranjos de orquestra do grande Maestro Joaquim França e do próprio Sílvio Barbato. E funcionou! Ficaram ótimas!

Canal Riff: Além do vinil, mais algum projeto pra 2018? e os próximos projetos da banda?

Banda Trampa: Temos o vinil ” Trampa a Sinfonia“, nosso primeiro EP em inglês “Never Forget”, novos videoclipes, shows, viagens, turnês, seja no Brasil ou fora. Sobre os próximos passos da banda, temos uma intenção bem grande de reforçarmos nossa carreira no exterior mas sem abandonar os shows por aqui! Essa é a meta principal!

 

Nunca perca o Vanguart

Por Gustavo Chagas

Conheci Vanguart há muito tempo, na MTV, com a música “Semáforo“. Aliás, como quase todo mundo da minha idade descobriu.

Apesar de ter gostado (e ouvido bastante) fiquei um tempo sem ir atrás de algo novo da banda. Errei rude!

Ao ser anunciada no line-up do Lolla 2018, fui atrás pra ver o que eles andavam fazendo, e, ainda bem que eu fiz isso. Ouvi toda a discografia em um dia!

Sábado, dia 30 de junho de 2018, eles vão se apresentar aqui no Rio de Janeiro, no Teatro Rival e, eu preparei uma lista de 5 músicas pra vocês também conhecerem – e irem ao show! (Clique aqui pro evento no Facebook)

Os ÚLTIMOS ingressos estão a venda aqui.

5) Beijo Estranho

4) Pelo amor do amor

3) Eu sei onde você está

2) Estive

1) Medo da chuva

Em turnê pelo Brasil, The Slackers se apresenta no Rio de Janeiro nesta sexta-feira

Por Natalia Salvador

A reconhecida banda de ska nova-iorquina desembarcou no Brasil neste mês para uma série de shows em diferentes regiões do país. A turnê do The Slackers no Brasil é organizada pela Radiola Records & Booking Música e chega ao Rio de Janeiro neste sexta-feira. O Circo Voador é o palco para esta grande festa, que vai contar também com shows de BNegão e Seletores de Frequência, além de The Congos. O Canal RIFF bateu um papo com Dave Hillyard, saxofonista do grupo, sobre o próximo encontro com o público carioca. Confira!

Depois de mais de cinco anos longe dos brasileiros, a banda que mistura ska, reggae, jazz e blues de maneira irreverente está de volta! Já são mais de 25 anos de estrada, 15 discos, diversas turnês e reconhecimento internacionais. “Estamos muito animados em voltar para o Brasil, a última vez que viemos foi em 2012! Mal podemos acreditar que demoramos assim, nós temos grandes lembranças daqui”, comenta Dave, animado.

Apesar de o show estar sendo trabalhado em cima do último trabalho de estúdio, The Slackers, de 2016, o público brasileiro pode esperar por um repertório que contempla todas as fases da banda formada por Ara Babajian (bateria), David Hillyard (saxofone), Jayson Nugent (guitarra), Vic Ruggiero (voz e órgão), Marcus Geard (baixo) e Glen Pine (trombone e voz). “No show do Rio de Janeiro vamos fazer um mix de músicas dos nossos álbuns, como também é o vigésimo aniversário do disco The Question, provavelmente vamos fazer algumas músicas extras para comemorar! E, claro, vai rolar uma versão reggae de Minha Menina, d’Os Mutantes”, contou Dave.

Os ingressos ainda estão à venda no site e poderão ser adquiridos também na bilheteria. Se você não quer perder a oportunidade de conferir a apresentação da melhor banda de reggae/ska de Nova York pela revista Beat, além de ter sido definida como “o som de Nova York” pelo jornal The New York Times, não perca tempo! Além do show no Circo Voador, nesta sexta-feira, os caras se apresentam em São Paulo no sábado (19).

Nothing But Thieves vem ao Brasil no mês de Agosto

por Camila Borges

Parece que o ano de 2018 promete com muitos shows internacionais, principalmente no segundo semestre. Hoje tivemos a notícia de que a banda britânica de rock alternativo Nothing But Thieves desembarca no Brasil no final do mês de Agosto, sendo dia 30 no Rio de Janeiro (Teatro Odisséia) e no dia 31 em São Paulo (Fabrique Club). Banda formada em 2012 em Essex, na Inglaterra, é uma das grandes surpresas da nova cena indie da Europa e traz na bagagem dois ótimos álbuns “ Nothing but Thieves” (2015) e “Broken Machine” (2017).

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Além disso temos a abertura da Two Places At Once, formada em 2013 a banda carioca lançou recentemente seu single “Breathe” e ainda conta com seu álbum “Birdtraps” (2016).

O convite veio da produtora do show, a Tree Productions. A gente ficou feliz demais por ter sido a banda convidada pra abrir a Tour, até porque a gente cure bastante o som dos caras.” conta o guitarrista Rodrigo Soares.

foto por Lucas Alves

Lembrando que os ingressos começam a ser vendidos na sexta-feira (18) às 10 da manhã no site da Pixel Ticket. O lote é único e serão anunciados os pontos de venda físicos dia 31/05 ao meio dia. Há meia entrada estudante e promocional para quem doar 1kg de alimento não perecível. A realização da turnê é da Tree Productions.

Você realmente ouve as músicas que mais gosta?

 

 

por Camila Borges

Com toda sinceridade me responda: você sabe ouvir um disco e apreciar o que tem nele? Nós que gostamos de música nos perguntamos qual a urgência de querer outro álbum quando um recém foi lançado.

O mundo hoje gira em torno da internet, da percepção um pouco afobada de como são as coisas. Não se lê mais o conteúdo, deduzimos através da manchete. Discutimos por tão pouca coisa, nos estressamos pois o amigo não gosta da mesma banda que você gosta. Mas o caso é, o querer imediato é mais importante do que o digerir algo de qualidade com o tempo? Sei que muitos de vocês vão dizer que ficam meses ouvindo o mesmo disco de banda x e ficam enjoados de ouvir a mesma coisa. Mas vocês já tentaram traduzir o álbum para si? Já tentaram colocar suas ideias que muitas vezes podem ser diferentes do que a banda tem? Já tentaram conversar sobre como e porque aquela música te faz sentir de maneira diferente? Já tentaram ver um mesmo álbum de ângulos diferentes?

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A proposta desse texto é fazer com que vocês pensem, dialoguem, e principalmente tenham uma interpretação própria daquilo que vocês mais gostam: a música. Hoje muitas bandas/artistas lançam singles, o que talvez ajude pois é uma maneira de você apreciar aos poucos, música por música. Porém, se você não mudar o seu pensamento nada disso vai ajudar. Apenas ouvimos a melodia da música e a qualificamos como boa ou ruim. Mas a maior graça de tudo é ouvir a letra, tentar ver e sentir o que ela faz com você e até se ela se encaixa em algum momento da sua vida. Eu sei o quanto é difícil se conter e perguntar se haverá alguma novidade mesmo existindo um álbum com menos de um ano de existência. Isso é questão de prática, você não é obrigado a gostar de tudo, de aceitar tudo.

A internet está aí para pesquisar, debater. Brinco dizendo que internet não é só rede social (eu brinco, mas é verdade ok), ela vai muito além disso. É uma maneira de te ligar há pessoas que moram quilômetros longe de você, uma maneira de você acompanhar mais de perto seu artista favorito, entre tantas outras coisas. Internet tem mil e uma utilidades, basta você saber como usar. E sobre as músicas, posso até dar uma dica, mas não sei se vai funcionar com todo mundo. Ouça a melodia, procure a letra, depois ouça as duas juntas e depois comece a se aprofundar na letra. Converse com seus amigos, lance um exemplo de como você acha que musica tal é na sua percepção. Exponha o que tem aí na sua cabeça e no seu coração, ouça com calma, tudo tem seu tempo principalmente aquele para saber que a sua música favorita nem é tão favorita assim, só a melodia era.

O link abaixo é de uma palestra do cantor Thedy Corrrêa (Nenhum de Nós) relatando casos sobre o quanto a música influencia na vida das pessoas. Espero que tirem um tempo para assistir.

Resenha: Ceano, Sound Bullet e Broove na @Avenida Paulista

por Camila borges

São Paulo sem dúvida é o lugar onde se concentra o maior número de músicos, principalmente se for em um domingo ensolarado na famosa Avenida Paulista. O evento gratuito que rolou no domingo (22) pós feriado, entre vários outros que ocorriam naquele mesmo horário, trouxe as bandas Ceano, Sound Bullet e Broove tocando para quem quisesse ouvir.

Começamos pela Ceano, banda de Campinas que já havia se apresentado em São Paulo algumas vezes e que trouxe no seu repertório uma mescla de seus dois discos “O Último Andar” e “Índice”. Formada por André Vinco (voz e guitarra) Leonardo Rodrigues (baixo), Arthur Balista (bateria) e Otávio Oliveira (guitarra), a Ceano é uma banda independente que traz o som que vai do simples ao mais complexo, atingindo em cheio a atenção das pessoas que passavam despretensiosamente na grande avenida. Músicas como “Terminal”, “Décimo Quinto”, “A palavra saudade só existe em russo”, “Objeto de estudo n°0002”, “Náutica & Marina”, “A Represa”, “Laguna” e “Introdução à navegação” foram apresentadas diante de olhos curiosos e outros emocionados de alguns fãs que estavam por ali. Tivemos também a música “O homem que chorava”, contando com a participação de André Ribeiro (Banda Alaska). Talvez o que defina melhor a Ceano seja a parte intimista, são músicas do cotidiano, alegres, emotivas, são muitas sensações que se misturam. Melhor ouvir e se deixar levar por tudo isso.

A próxima é a Sound Bullet, banda carioca de indie rock com influências do post-punk revival e rock alternativo ao math rock. Formada por Guilherme Gonzalez (voz e guitarra), Fred Mattos (baixo), Rodrigo Tak-ming (guitarra) e Pedro Mesquita (bateria), já é conhecida como uma das bandas mais atuantes do atual cenário independente carioca. Trouxe consigo o repertório do Ep “Ninguém está Sozinho”, e do seu ótimo álbum “Terreno” onde conta histórias sobre humanidade, medo, alegria, entre tantos outros sentimentos que convivem conosco. Músicas como “Incorporar”, “Ambição”, “Doxa”, “O que me prende?”, “When it goes wrong”, “Em Um Mundo de Milhões de Buscas”, “Aceitar Perdão”, “Amanheci” e “Ser Só Um” fizeram parte da setlist. A banda teve um bom número de fãs que compareceram ao local cantando e dançando muito animados. Mas até quem não a conhecia deu seus passos sutis enquanto aproveitava o som das músicas. É um show que deve ser apreciado.

Última a se apresentar, a Broove que também vem de Campinas, tem no seu som uma mistura de MPB e rock com elementos do Soul e do groove. a setlist conta com as músicas como “Tema de Broove”, “Ícaro”, “Janeiro”, “Proa”, entre outras. Ainda contou com a participação de André Vinco (Ceano) na música “Sesdotempo”. Apresentou sua versão de “O homem que Chorava/ Onde a Poeira ainda Desce”, canções das bandas Ceano e Vagale. A Broove não deixou o público desanimar, e um destaque para o vocalista Bruno Lucas por sua simpatia e descontração. Foi um bom show para se aproveitar e sentir o fim de tarde.