Arquivo da tag: Fresno

Resenha: O culto da Fresno no @Imperator

   Por Natalia Salvador e Thaís Huguenin (texto e fotos)

O último domingo poderia ter sido só mais um dia tedioso em casa e de sofrimento antecipado pela segunda-feira, mas não dessa vez. Dia 8 de outubro de 2017 foi marcado pela passagem da turnê Sinfonia de Tudo Que Há, da Fresno, no Imperator. Para deixar a festa ainda mais bonita, foram adicionados a banda Vital e o sold out da casa!

Os cariocas da Vital tiveram a difícil missão de dar início ao baile. Com os Eps “Sobre Viver” e “Selvagem”, eles conquistaram o público sem muita dificuldade, graças aos riffs de guitarras bem marcardos, letras que ficam na cabeça e, obviamente, uma apresentação energética. Driblar a barreira de um mar de fãs ansiosos para o show principal da noite não é tarefa fácil, mas a banda mostrou para o que veio e o público acolheu a apresentação. 

IMG_4447
Vital | por Natalia Salvador

Antes mesmo da notícia de sold out, que abalou alguns fãs e deixou outros tantos do lado de fora, a Fresno já prometia um belo show para encerrar com chave de ouro a turnê do sétimo álbum de inéditas do grupo.  A banda que completa 18 anos esse ano, demonstra a cada trabalho que sempre é hora de arriscar e renovar.

Aos gritos de “é a melhor banda do Brasil”, eles subiram no palco e mostraram que ninguém ali iria sair como chegou. A primeira música foi Sexto Andar, seguida pelas faixas do disco que nomeia a turnê: A Maldição, Astenia, Hoje Sou Trovão e Deixa Queimar intercaladas com as clássicas Milonga, Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco de Minhas Lágrimas e Stonehenge, que provocou uma certa nostalgia no público e fez todo mundo cantar o mais alto possível.

A versatilidade dos meninos em cima do palco e o troca-troca de instrumentos ao longo do show não é nenhuma novidade. Quando Lucas foi em direção ao teclado, o coração dos fãs já bateu mais forte na expectativa do que ia aprontar. Foi um pouco inacreditável quando ele puxou Cidade Maravilhosa, seguido pelo clássico da banda britânica Queen, Bohemian Rhapsody e Poeira Estelar.

IMG_1611
Fresno | por Thaís Huguenin

Para acabar de vez com o restante de voz que as pessoas ainda tinham, o último bloco do show contou com mais clássicos da banda, incluindo Eu Sei, Revanche, Duas Lágrimas e Maré Viva. Nesta última, um mix de acontecimentos fez com que a apresentação se tornasse inesquecível. Primeiro, Lucas Silveira concedeu sua benção para um casal de fãs antes do início da canção, depois Thiago Guerra – que toca guitarra nesse momento – interrompeu sua participação para socorrer uma fã que passava mal na grade. Entre mortos e feridos, Guerra foi ovacionado pelo público e no fim todos terminaram a noite em segurança.

Este slideshow necessita de JavaScript.

A banda estava muito emocionada com tudo que aquele dia representava. Por muitos momentos, o discurso do vocalista expressava isso. “Estamos construindo algo muito diferente aqui com vocês, é sempre um prazer diferente tocar no Rio. Obrigado!”, dizia Lucas. Uma coisa é certa, quem entrou no Imperator no último domingo não saiu o mesmo. O encerramento da tour Sinfonia de Tudo que Há foi espetacular, como muitos mencionaram no local, um verdadeiro culto.

Anúncios

Buzina Festival 2: Supercombo, Fresno, Pense, Medulla e mais

Por Felipe Sousa | Felipdsousa

 

Com dois palcos, 30 bandas e mais de 22 horas de shows distribuídos em dois dias, o Buzina Festival  chega para sua segunda edição nos dias 23 e 24 de setembro em São Paulo.

Através da Agência Pindorama o festival nasceu no intuito de dar oportunidade pra novas bandas e evidenciar todo o cenário musical do país. Na sua primeira edição, que foi realizada em abril desse ano e contou com bandas como Scalene, Zimbra e Selvagens à Procura de Lei, o Buzina fez uma bela festa e foi de fato um sucesso, e agora a expectativa é de um evento ainda melhor.

Você pode adquirir online os ingressos no site Clube do Ingresso e acompanhar todas as novidades e programação na página oficial do festival no facebook.

 

Acessa nossa agenda de shows e fica por dentro de todos os eventos que estão rolando.

Fresno Libera novo EP com versão acústica do álbum “A Sinfonia de Tudo que Há”

Por Felipe Sousa | Felipdsousa

Algum fã de Fresno por aí? Tem novidade pra vocês.

A banda disponibilizou nessa quinta-feira (03/08) nas plataformas digitais um EP com versões acústicas das músicas “Abrace Sua Sombra”, “Hoje Sou Trovão”, “Astenia” e “O Ar”, faixas presentes no seu ótimo álbum “A Sinfonia de Tudo que Há”.

O Registro foi gravado na Elefante Sessions e está disponível no Spotify, Deezer, Google Play e Napster. Ouça abaixo:

O canal da banda no Youtube  também anda bem movimentado. Além de terem lançado o clipe da música Abrace Sua Sombra – gravado na Elefante Sessions -, o grupo tem disponibilizado uma série de vídeos onde comentam sobre a carreira. Os caras inclusive, ranquearam suas melhores e piores músicas.

Dá uma conferida e fala pra gente nos comentários quais são as suas músicas preferidas e aquelas que menos gostam.

 

Lista: 11 álbuns de outubro pra ouvir agora!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Entra mês, sai mês e nós do Canal RIFF ficamos garimpando o que de melhor foi lançado na música – pelo menos para os nossos ouvidos. Separamos uma lista aqui com os novos álbuns que outubro nos trouxe. E foi mais um mês com belos lançamentos, inclusive com grandes nomes nacionais. Confere que tá demais!


1. Fresno – A Sinfonia de Tudo que Há

Em outubro a galera da Fresno surpreendeu todo mundo lançando “A Sinfonia de Tudo que Há”, seu sétimo disco. Os caras fizeram todo o trabalho na calmaria, sem nem mesmo falar que estavam produzindo. Mas embora não tenham feito alardes na produção, isso acontece agora, após o lançamento; o projeto dos caras chega bem amadurecido. É com certeza um dos melhores da banda.

2. Ventre – Ao vivo no Méier

Os cariocas da Ventre foram até o Imperator, no Rio de Janeiro, para gravar seu primeiro DVD por lá – em um dos eventos mais tradicionais da cena carioca, o Rio Novo Rock. Marcada por belas performances ao vivo, Ventre já se consolida como um dos bons nomes do novo rock. Chega, e diz aí se não vale a pena ouvir esse som.

3. Sabotage – Sabotage

13 anos após seu falecimento, Sabotage, um dos maiores nomes do rap nacional, é homenageado com álbum póstumo de mesmo nome. Cheio de participações, como as de Negra Li e Rappin’ Hood, o segundo disco do grande Sabotage é um excelente presente pra música – e foi tema de reportagem aqui no site!

4. Kaiser Chiefs – Stay Together

Dizem que o reino Unido é o berço do Indie, e concordamos que de fato vemos grandes nomes no estilo vindos de lá. O Kaiser Chiefs é um exemplo disso. Apareceu muito forte nos anos 2000 com o tradicional indie rock inglês e conquistou muitos fãs mundo afora. Mas nesse novo trabalho, a banda decidiu mudar um pouco o estilo. “Stay Together” tem uma pegada bem mais dançante, com elementos eletrônicos e bem mais pop que o de costume. É um bom disco. Mas pra quem curte o som antigo da banda talvez não curta tanto.

5. Two Door Cinema Club – Gameshow

Quem vai ao Lollapalooza em 2017 tem a chance de conhecer um pouco mais do Two Door Cinema Club. Os caras lançaram em outubro o terceiro álbum da carreira. Ouça “Gameshow” e conta pra gente o que achou.

6. Kings Of Leon – Walls

Walls” foi lançado em outubro e levou os Kings Of Leon direto para o topo da Billboard. Os caras ousaram mudar a sonoridade e parecem ter acertado em cheio.

7. Green Day – Revolution Radio

Outra banda quem tem recebido boas críticas, o Green Day lançou “Revolution Radio”. Depois de quatro anos sem material inédito, a banda liderada por Billie Joe Armstrong foi ao topo da Billboard 200 com o novo trabalho. O álbum que é cheio de críticas sociais e políticas, tenta trazer de volta a sonoridade punk rock do inicio da carreira do Green day. Vale ouvir e esperar que os caras pintem por aqui em turnê.

8. KoRn – The Serenity Of Suffering

O belo “The Serenity Of Suffering” do KoRn foi bem recebido e conta com a grande participação de Corey Taylor, do Slipknot. Uma volta marcante pra banda – que não lançava um álbum desde 2013. Vale ouvir.

9. Jimmy Eat World – Integrity Blues

Mais uma para quem quer se ambientar com o Lollapalooza 2017. Os alternativos da Jimmy Eat World lançaram seu nono disco, o “Integrity Blues”.

10. The Pretenders – Alone

Décimo primeiro álbum da carreira do The Pretenders, “Alone” chega depois de oito anos sem a banda lançar material novo. O disco ainda conta com a participação do vocalista do The Black Keys, Dan Auerbach.

11. Sportfreunde Stiller – Sturm & Stille

O power trio alemão Sportfreunde Stiller lançou em outubro “Sturm & Stille“, seu sétimo álbum de estúdio. Uma ótima comemoração pelos 20 anos da banda, completados justamente em 2016. Vale a pena conhecer esse rock alternativo cantado em alemão.


E aí, riffeiros, curtiram? Faltou algum? Conta pra gente o que estão ouvindo. E aproveita e segue o RIFF lá no Spotify.

RESENHA: Fresno e Canto Cego no Imperator

Por Ricardo Irie (texto e fotos) I @Irie_

Sábado, dia 24, rolou mais um show da Fresno da Tour de 15 anos de carreira, estes que já foram documentados em um DVD emocionante e memorável.

Ver uma casa de show como o Imperator lotado e por uma banda que podemos considerar recente (digo isso porque não é nenhum medalhão do rock clássico nacional) é algo bem animador, ainda mais em um espaço com ótima estrutura pra shows (e preços bons pra cerveja).

A abertura ficou por conta da Canto Cego, uma banda carioca que é muito interessante. Foi o meu segundo show e já conhecia eles por acompanhar pela internet. Mesmo que você não curta o tipo de som que eles fazem, a presença de palco, técnica e entrega da vocalista é algo que é um espetáculo à parte. Do que eu conheço, julgo como uma das melhores vozes daqui do Rio de Janeiro da atualidade (quiçá do Brasil) porque tem muita personalidade.

Canto Cego

A Canto Cego é uma banda que acredito que irá crescer bastante, mas ainda existem alguns pontos que não me fazem ser um fã. Acho que a vocalista é a única que está no conceito artístico da banda. É a única que vejo se vestindo e se portando com diferencial. O guitarrista tem uma presença de palco muito foda, mas olhando pro resto dos integrantes, parecem que são como uma banda de apoio ou apenas mais uns músicos quaisquer. Ao olhar o show, percebo isso e é algo que particularmente me incomoda – porque no mar de tantas bandas de rock sem graça que existem hoje em dia, ter diferencial é algo que conta muitos planos.

Enfim, o show da Fresno.

Não foi tão empolgante pra mim pois já assisti o DVD várias vezes, assisti o show anterior da Fundição Progresso e os setlists foram os mesmos.

Independente disso, a abertura do show com À Prova de Balas é algo que arrepia. A sequência, Die Lüge, também é algo que empolga muito!

Logo em seguida vem Manifesto que é uma música que os fãs gostam muito; A Minha História Não Acaba Aqui; Desde Quando Você Se Foi e Eu Sei.

Dentre os grandes destaques desse setlist, Redenção (já é um clássico do emo nacional), Diga parte 2, Relato de Um Homem de Bom Coração que emenda em Milonga (e que fez toda a casa cantar junto a parte que o Tavares gritava), Infinito (que tem um refrão ótimo), Quebre as Correntes, Onde Está e o fim com Revanche.

OLHA O SHOW DE HOJE NO IMPERATOR. Vídeo por @helinhofazolato.

A post shared by Fresno (@fresnorock) on

O Lucas Silveira sempre que pega o violão ou vai pro piano, toca algumas coisas que não estão no setlist. Dentre elas, rolou Alguém Que Te Faz Sorrir, Não Leve a Mal e Se Um Dia Você Não Acordar.

A Fresno é uma banda que tem arranjos muito ricos e as palavras de incentivo do Lucas o fazem ser um artista muito maior. A evolução nos arranjos e letras também é algo a ser notado. Não é à toa que os considero uma das melhores bandas do Brasil. Pouca gente nota isso e até os vê com um certo preconceito por terem sido do movimento emo (que foi famigerado no Brasil e que tentarei defender em algum vídeo em breve no Canal RIFF no YouTube), mas o som que eles fazem é muito diferente de tudo o que existe e existiu aqui no nosso país.

Fico no aguardo de mais e mais turnês passarem pelo Rio de Janeiro e que os próximos lançamentos continuem sendo, parafraseando-os, Maior Que As Muralhas.

  • Nunca é demais lembrar:

A banda mais injustiçada do Brasil é a Fresno?

Canal RIFF lançou na última quarta-feira (26) o seu 15º episódio do programa É Bom. Diferente das edições anteriores, desta vez a própria banda escolhida como tema participou da gravação: a Fresno.

As entrevistas aconteceram no final de junho, quando a banda veio ao Rio de Janeiro para divulgar o seu novo CD/DVD ‘Fresno 15 anos Ao Vivo’. Os integrantes Lucas Silveira (guitarra e voz), Gustavo ‘Vavo’ Mantovani (guitarra), Mário Camelo (teclado) e Thiago Guerra (bateria) responderam a clássica indagação do quadro: Por que a banda é boa?

Normalmente quem justifica (e defende) os artistas são os apresentadores do programa, Guilherme Schneider e Gustavo Chagas. Por sinal foi justamente o É Bom o quadro precursor do RIFF, em 2012. De lá para cá o É Bom já falou de artistas muito criticados por parte do público, como Latino, Justin Bieber, Calypso, Restart ou Avenged Sevenfold.

Confira o É Bom da banda Fresno:

Inscreva-se no Canal RIFF: https://goo.gl/6jw7zT