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RESENHA: Stereophant + Hover + Montablan @ Estúdio Aldeia

Por Natalia Salvador

Toda vez que eu volto para casa depois de um belo show (e são muitos), eu fico pensando o por que alguma grande quantidade de brasileiros ainda insistem que não há boa música sendo feita no país hoje em dia. Saindo dos rótulos e julgamentos de que ‘funk não presta’, ‘o rock morreu’, ‘essa letra não diz nada’ ou qualquer outra expressão que todos já estamos cansados de ouvir, eu só posso concretizar que o que sobra nas pessoas é pura preguiça de buscar pelo conteúdo que lhes agrada. No último sábado, 29 de julho, foi o primeiro show após o lançamento do novo da Stereophant – Mar de Espelhos – e foi exatamente assim que eu me senti no dia seguinte.

A  noite fria parecia espantar o público do Estúdio Aldeia, espaço que já é um velho conhecido das bandas independentes do Rio de Janeiro, e o primeiro show não teve grande adesão de público. Os petropolitanos da Montablan fizeram um show curto, mas redondinho e de muita qualidade.

IMG_3551Montablan @2017

Na sequência e já com um pouco mais de público, os também petropolitanos da Hover fizeram mais um belíssimo show. O quinteto – velho conhecido do RIFF – , que agora conta com o apoio de Leonardo Bronze no baixo, se sente em casa no palco do Aldeia e deixa isso bem claro para a plateia. Trabalhando o disco Never Trust The Weather, que será apresentado no Estúdio Showlivre no próximo dia 11 de agosto, I’m Homesick, Teeth, My Name Is Alaska e There’s No Vampire In Antarctica, At Least For Six Months não ficaram de fora de setlist.

IMG_3650Hover @ 2017

Todos estavam ansiosos pelo primeiro show da Stereophant logo após o lançamento do CD Mar de Espelhos. O disco foi liberado nas plataformas digitais um dia antes do encontro e já conta com um clipe – e que clipe! Apesar de afirmarem que ainda estão aprendendo a tocar as músicas novas, o show foi bastante linear e trouxe as faixas de maior destaque para o setlist. Tem algo estranho no ar, Homem ao mar, A Cidade, Mar de Espelhos, Fora de Rota, entre outras das 15 faixas, provaram a força do novo trabalho.

Claro que Vermelha e O Tempo não podiam ficar de fora e ganharam o apoio das vozes presentes. Mas se engana que achou que as músicas novas já não estavam ensaiadas. Essa Música é a Cura ganhou coro e pegou os músicos de surpresa. Outro ponto que chama atenção nos palcos é a performance de Fabrício Abramov, baixista.

IMG_3752Stereophant @ 2017

Mar de espelhos tem produção de Felipe Rodarte, da banda The Baggios, e diversas  participações especiais como Felipe Pacheco (Baleia), Gabriel Ventura (Ventre), Jan Santoro (Facção Caipira), Walber Assis (Verbara), entre outros. O álbum explora novas sonoridades e traz letras baseadas na relação do homem com o mar. Confira o novo trabalho da Stereophant e fique de olho nas próximas datas para não perder esse show!

 

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Lista: 14 álbuns de agosto e de setembro pra você ouvir agora!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Estamos na metade de outubro, o fim do ano já se aproxima, mas ainda vale (e como vale) olhar para trás e ver o que de legal foi lançado nos últimos meses. Para quem quer buscar música nova, separamos alguns álbuns dos meses de agosto e setembro. Todos disponíveis em streaming pra você ouvir à vontade. Vale destacar o grande trabalho de bandas nacionais nesses dois meses.

1. Inky – Animania
Começamos com o grande “Animania”, segundo álbum dos paulistas da Inky. Lançado em 26 de agosto, o trabalho aparece forte em um ano muito bom pra música nacional. Com letras bem vivas, arranjos e melodias bem elaboradas e propondo espaço pra cada instrumento dar seu show a parte, Animania chega com tudo pra ser um dos grandes álbuns de 2016.

2. O Terno – Melhor do Que Parece
Mais uma “brazuka” vinda de São Paulo, a banda O Terno acabou de produzir seu terceiro álbum intitulado “Melhor do que Parece”. A banda que já tem um som bem original chega com seu novo trabalho influenciado no que parece ser um rock “das antigas”.

3. Carne Doce – Princesa
Você com certeza deve ouvir o som que a Carne Doce está trazendo. Intitulado “Princesa” o novo álbum da banda goiana é além de tudo um sopro de alegria pros ouvidos, com muito psicodelismo, rock, MPB e a linda voz de Salma Jô.

4. Bayside – Vacancy
Sétimo álbum da carreira da Bayside, “Vacancy” não chega com status de espetacular, mas mantém a expectativa de que é mais um álbum interessante pra quem curte pop/punk daqueles com melodias fáceis de memorizar.

5. Dinossaur Jr. – Give a Glimpse Of What Yer Not
A excelente Dinossaur Jr lança depois de quantro anos o seu novo trabalho “Give a Glimpse Of What Yer Not”. Um rock alternativo sem grandes inovações, porém muito bom de ouvir.

6. Young The Giant – Home of The Strange
O indie rock do Young The Giant aparece mais maduro nesse novo álbum, “Home of The Strange“. Ainda que não tenham ousado tanto na sonoridade, é um bom terceiro disco de estúdio.

7. Jeff The Brotherhood – Zone
Esse simples redator que vos fala é suspeito pra falar dessa dupla. Chegando com o seu décimo álbum de estúdio, e com muito psicodelismo, “Zone” é mais um ótimo projeto do Jeff The Brotherhood. Ouça que vale muito a pena.

8. Thee Oh Sees – Weird Exits
Depois de oito anos na Estrada o Thee Oh Sees lança o seu décimo trabalho. “Weird Exits” é ótimo como um rock de garagem com pegadas interessantes de psicodelia. Projeto muito interessante!

9. Medulla – Deus e o Átomo
Mais um disco bastante aguardado no ano, o “Deus e o Átomo” do Medulla, vem com grandes participações, tais como Marcelo D2 e Teco Martins. Mais um sopro de felicidade pra música nacional.

10. Francisco, El Hombre – Soltasbruxa
Falamos no inicio do artigo sobre o destaque que daríamos a música nacional, acredito que você esteja percebendo o quanto isso é verdade. Mais um excelente lançamento “brazuka”. Francisco, El Hombre e seu “Soltasbruxa” aparecem com muita influência na MPB e música latina. Fique de olho nesse grupo e aproveite esse som foda!

11. Blues Pills – Lady In Gold
Uma dica de longe, lá da Suécia. “Lady in Gold” é um achado interessante. Com muita psicodelia e cheio de riffs esse é novo trabalho do Blues Pills.

12. K.Flay – Crush Me
Fugindo um pouco do rock mais rock, falamos da K.Flay e seu EP “Crush Me”. Uma mistura de pop, rock e rap e uma voz bem particular e gostosa de ouvir da Kristine Meredith Flaherty.

13. Bon Iver – 22, A Million
Com muita pegada eletrônica, o terceiro álbum do Bon Iver foi lançado em setembro. Há quem diga que tanta influência eletrônica descaracterize demais o som do grupo. O fato é que o novo projeto precisa ser muito bom pra seguir os passos de seu antecessor, o ótimo “Bon Iver, Bon Iver” de 2011. Ouça “22, A Million” e tire suas conclusões.

14. The Baggios – Brutown
Mais um disco que conta com participações especiais é o “Brutown” do The Baggios. Emmily Barreto (Far From Alaska), Felipe Ventura (Baleia), Jorge Du Peixe (Nação Zumbi) e mais, Cantam com o grupo que já um dos bons nomes do novo rock nacional. Tá demais!


E aí riffeiros, curtiram? Quais destes já ouviram? Quais ficaram fora da lista? Conta pra gente e aproveita para seguir o RIFF lá no Spotify!