Categorias
Artigo

Resenha: Cachorro Grande no @OPINIÃO

por Camila Borges / Fotos Alex Vitola

Um perfeito show de rock and roll é uma boa tradução para o que a Cachorro Grande mostra ao seu público. Na última sexta-feira (13) a banda trouxe ao palco do prestigiado Opinião o seu mais novo (nem tanto assim) álbum Clássicos (gravado ano passado em São Paulo), onde apresenta regravações de músicas digamos mais conhecidas de toda sua carreira, clássicos como já diz o nome do álbum. A banda tem 19 anos de estrada com 8 álbuns de estúdio e um dvd.

Mas antes da atração principal tivemos a banda de abertura General Bonimores, banda gaúcha que vem mostrando seu trabalho autoral desde 2010 e que já participou de alguns festivais como El Mapa de Todos, Pampa Stock, Confraria do Rock e Mundo Livre Festival, entre outros. A mesma é formada por Chico Frandoloso (vocais e violões), Jei Silvanno (vocais e guitarra), Dig Dembinski (baixo), Ale Sebben (teclados) e Zeh Dala Lana (bateria), e apresentou suas composições autorais, entre elas “Dia Feliz”, “Início, Meio e Fim” e “Não Esqueça“.

foto Alex Vitola

Logo após, finalmente, a tão esperada da noite. O inicio do show da Cachorro Grande é como a abertura de um grande espetáculo, de forma mais erudita e que depois muda todas as formas e entra em Você Não Sabe o que Perdeu, onde o os fãs já ansiosos enlouquecem. Com Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclado) e Gabriel Azambuja (bateria) no palco a banda revisitou seus clássicos, entre eles “Hey, Amigo”, “Lunático”, “Dia Perfeito” na voz de Marcelo Gross, entre outras com muita energia, vinho, danças por parte da banda e do público.

foto Alex Vitola

Inclusive uma das músicas mais conhecidas, “Sinceramente”, foi cantada por todo público presente. Beto Bruno sendo uma “figura” em todos os shows declara que estes foram os melhores 19 anos da sua vida. E provavelmente tenham sido também os de muitos fãs que encheram o opinião a espera da banda mais clássica de rock que nasceu na capital gaúcha.

 

Categorias
Listas

Lista: 7 álbuns do mês de julho pra você ouvir agora!

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Algum riffeiro por aí consegue adjetivar o ano 2016? É, já foram sete meses onde muita coisa doida aconteceu. Muita coisa boa também. Concorda? E no mercado da música, também estamos com aquele sentimento de “onde estamos?”. Grandes bandas retornando, antigas formações se reunindo, novas aparecendo e é claro, grandes apostas nacionais se reinventando e lançando coisa boa.

Então listamos aqui sete álbuns do mês de julho pra você ouvir e se divertir!

1. Camisa de Vênus – Dançando na Lua

Camisa de Venus

No dia 22 de julho a Camisa de Vênus, junto com a gravadora Radar Records, lançou o seu primeiro álbum de estúdio após 20 anos. E os caras continuam com um rock and roll clássico, cheio de críticas sociais e políticas. Vale a pena dar um confere.

2. Descendents – Hypercaffium Spazzinate

descendents-720x423

Mais uma grande banda que retorna aos holofotes do rock! Depois de 12 anos do seu último álbum, os Descendents lançam o Hypercaffium Spazzinate. Depois do álbum ter vazado, os fãs da banda ousaram dizer que esse seria o melhor já produzido pela banda.

3. Billy Talent – Afraid Of Heights

billy-talent

Afraid Of Heights é o quinto álbum da carreira da banda canadense, quem vem com força no rock desde 1993. Esse é o primeiro disco depois da saída do baterista Aaron Solowoniuk, que se trata de  graves problemas de saúde. Sem dúvidas esse é um dos melhores lançamentos desse mês – e até do ano.

4. Supercombo – Rogério

Rogério Supercombo

Depois de participar em 2015 do SuperStar, da Rede Globo, o Supercombo apareceu para o grande público e vem conseguindo levar muita gente ao seus shows. No último 22 de julho a banda lançara Rogério, um álbum que conta com a colaboração de vários nomes do rock nacional (principalmente de quem tá emergindo agora) como: Gustavo Bertoni (Scalene), Emmily Barreto (Far From Alaska) e Lucas Silveira (Fresno), entre outros. Embora Rogério ainda tenha letras que falam de temas existencialistas, ele deixa um pouco de lado a pegada “bad vibe” do álbum anterior Amianto. Som mais rasgado, com guitarras gritadas.

5. Cachorro Grande – Electromod

img-1038491-cachorro-grande

Psicodélico no álbum anterior, os gaúchos do Cachorro Grande chegam agora como Electromod, oitavo álbum de estúdio dos gaúchos. Nele, temos guitarras cheias de riffs e uma pegada eletrônica dando uma cara bem diferente ao álbum.

6. Blink-182 – California

California

O Blink-182 volta à cena com nova formação, com Matt Skiba assumindo os vocais no lugar de Tom De Longe – e com a gravadora Warner Music. O lançamento de California deixou os fãs em êxtase. E,não foi à toa – dá uma sacada que tá muito bom!

7. Steven Tyler – We’re All Somebody From Somewhere

steventylersomewhere

No seu primeiro álbum de estúdio, o vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, deixa um pouco de lado o Hard Rock da sua banda principal e traz aos fãs um disco country. Embora, talvez na tentativa de agradar os fãs do Aerosmith, ainda se note uma bateria com um timbre bem pesado e algumas levadas de balada pop. Contudo, Steven é um ícone do rock, suas performances ainda são monstruosas. Vale a pena ouvir!


Ouça a playlist do mês no Spotify do RIFF:

E para você, qual lançamento do mês passado ficou de fora e merecia estar nessa lista? Comente!

Categorias
Resenha

RESENHA: A (nova) consagração da loucura do Cachorro Grande

Por Laura Tardin

Noite chuvosa, Lapa meio vazia. Circo Voador confortavelmente tomado por rostos conhecidos. Após apresentação naturalmente explosiva do Far From Alaska, um amigo me pergunta: “E Cachorro Grande? É melhor do que Far From Alaska?”

IMG_1901

De volta ao Rio, o FFA  fez um show irretocável (Foto: Laura Tardin)

Uma enorme nostalgia tem gosto de Circo Voador. Lá estão eles, os cachorros gaúchos, latindo após 10 anos desde que estouraram na MTV – ela, saudosa, que ditava o que os jovens ouviam. Beto Bruno (vocais), Marcelo Gross (guitarra), Pedro Pelotas (teclados), Rodolfo Krieger (baixo e vocais) e Gabriel “Boizinho” Azambuja (bateria) aparecem como se o tempo não tivesse passado, no mesmo estilo de rock sólido, irreverente e eterno, com suas roupas mod e boinas na cabeça.

Formada em 1999, a Cachorro Grande provavelmente chegará aos seus vinte anos de estrada bebendo de suas fontes tão claras: ali estão os Beatles, The Who, Rolling Stones. Aos que ouvem a banda pela primeira vez, os refrões são de fácil entendimento, e dançar e pular são tarefas simples. Beto Bruno solta uns palavrões aqui e ali, o que aumenta ainda mais o seu carisma. Fala do amor e da saudade pelo Rio de Janeiro, cidade que inspirou a canção Bom Brasileiro, em versão adaptada para o show do Circo. E isso não é demagogia.

Após o DVD “Acústico MTV: Bandas Gaúchas”, de 2005 – no qual havia uma versão de Dia Perfeito, balada sensual digna de um strip-tease, cantada em dueto com Paulo Miklos (Titãs) -, a Cachorro Grande fez uma temporada no Rio, com direito a muitos shows em sebos, proximidade ao público e muita, muita cerveja à beira da praia. Ali foi o seu estouro para um público mais aberto, e provavelmente a formação para o animado público do Circo Voador, em setembro de 2015.

Aliás, a música Desentoa, sucesso diário do Disk MTV, não foi tocada pela banda. Mick Jagger falou que não chegaria aos 60 anos tocando Satisfaction, e no entanto chegou. Será que Beto Bruno enjoou de Desentoar?

O show começa aproximadamente à 1h40, após (os showzaços) di The Outs e Far From Alaska, com Você não Sabe o Que Perdeu, seguida de Hey Amigo. Nostalgia, nostalgia, dez anos não fazem diferença alguma. O Circo está captado e cativado. Apesar disso, a proposta da turnê é apresentar o disco “Costa do Marfim”, de 2014. Dele vêm as próximas canções do show, cantadas por menos fãs empolgados.

Beto Bruno, dignamente sempre alcoolizado, não poupa sua voz e seu estilo irreverente na comunicação com o público, tampouco na execução das músicas. Talvez pule menos do que há dez anos. Os vocais são divididos a todo o tempo com Rodolfo Krieger, tocando linhas simples e eficientes de baixo. Os teclados, típicos de classic rock, talvez curiosamente apareçam menos do que os teclados eletrônicos de FFA.

Cachorro Grande no Circo Voador 2015

Os gaúchos apresentaram o álbum ‘Costa do Marfim’ (Foto: Laura Tardin)

Ao voltar para os antigos clássicos, mais e mais músicas cantadas a plenos pulmões pelos presentes. Foi assim com Sinceramente, na qual Beto Bruno nem precisava ter aparecido para cantar uma estrofe sequer.

O único cover do show foi o bis, Helter Skelter, dos Beatles. Lembro-me mais uma vez da década passada – já ouvi a pergunta “como se chama aquela música que Cachorro Grande canta em inglês?” “É Helter Skelter, dos Beatles, cara pálida”. Sexperienced foi executada pela metade, intercalada com a letra de Holidays in the Sun, dos Sex Pistols.

Se Cachorro Grande é melhor do que FFA? O rock bêbado e claramente espelhado com os anos 60 é melhor do que o Beto Bruno com muita satisfação definiu como “rock da nova geração”? Sei lá, talvez sim, talvez não. Mas é minha banda nacional favorita, e fico feliz em ver que ela não é efêmera nem no que faz, nem no que é.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Categorias
Agenda de Shows

Far From Alaska, Iron & Wine, The Reign of Kindo… confira a agenda de shows da semana!

Pode não parecer, mas o mês de agosto (ainda) continua nesta segunda-feira, dia 31. E, a partir de hoje, o Canal RIFF vai alertar para os principais shows da semana. Sempre às segundas – que é para dar tempo de você se organizar direitinho e não perder nada de legal.

Ah, e claro, fique de olho na nossa aba Agenda de Shows aqui na página do RIFF! Por enquanto, os shows são principalmente os daqui do Rio de Janeiro. Mas, se tiver algum show imperdível nesta semana é só avisar nas nossas redes sociais que recomendamos por aqui (busque e recomende pela hashtag #AgendaRIFF).

Iron & Wine

Iron & Wine toca na quinta no Rio (Foto: Michael Loccisano/Getty Images)

QUARTA – 2 de Setembro
Figueroas (Saloon 79)

QUINTA – 3 de Setembro
Iron & Wine (Sacadura 154)
The Reign of Kindo e Andy McKee (Teatro Rival)


SEXTA – 4 de Setembro
Cachorro Grande + Far From Alaska (Circo Voador)