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TOP 10: OS MELHORES SHOWS DE 2017

Por Natalia Salvador

Quando você ama assistir shows e, finalmente, mora em um lugar que te oferece diferentes opções todo fim de semana é uma baita realização. Em 2017 eu tive a oportunidade de cobrir e curtir por lazer diferentes espetáculos, nada mais justo que relembrar aqueles que marcaram o ano, pelo menos para mim (e que a gente já fica doido pra ver de novo). Prometo não me estender muito, então vem conhecer meu TOP 10 de melhores shows de 2017!

  1. FRESNO + VITAL

O Imperator, por si só, já tem uma energia completamente diferente de todas as outras casas de show do Rio de Janeiro. Toda vez que eu piso lá a sensação de que algo grandioso está para acontecer. E foi exatamente isso que presenciei neste culto sold out. Além de tudo que envolvia o show da Fresno – comemoração dos 18 anos e minha primeira vez vendo eles como headliners -, uma das coisas que mais me chamou atenção foi o quanto o público acolheu e abraçou a banda de abertura, a Vital.

Fresno@2017 por Natalia Salvador
  1. MENORES ATOS + ODRADEK + AVEC

A primeira vez de um ser humano num show da Menores Atos é pra nunca mais esquecer. Acho que posso dispensar apresentações, o trio faz a platéia se emocionar, chorar e cantar o mais alto que pode. O show no Estúdio Aldeia marcou o encerramento da turnê do Animalia e a banda está trabalhando em um novo CD. Nesta noite de inéditos, para mim, também tive a grande chance de conhecer a banda Odradek. Um instrumental pesado e envolvente.

  1. MEDULLA + HOVER + NVRA

O CD Deus e o átomo foi um dos grandes elogiados de 2016, nada melhor que começar 2017 com um showzão desses, não é mesmo? O diferencial de ver shows no Estúdio Aldeia é a vibe intimista do lugar e a proximidade que você consegue ter dos artistas. A entrega dos irmãos Raony e Keops envolve e empolga o público. Além deles, a Hover, que também tem um show completinho e cheio de energia somou para a noite ser incrível. Cada apresentação deles na cidade é uma emoção diferente, coisa de casa mesmo.  

  1. R.SIGMA + COMODORO

Sim, eu só conheci R.Sigma em 2017 – que bom que os dias de glória chegam para todos. No único show que a banda realizou no Rio de Janeiro a maioria do público estava matando as saudades depois de quase 6 anos em hiato. Acho que foi esse cenário que tornou tudo tão especial. Na abertura, a Comodoro tomou conta do palco e colocou os poucos presentes para dançar – e acompanhar toda a malemolência de Fred Rocha, vocalista. Quando R.Sigma entrou no palco a casa já estava cheia e o coro permaneceu por todo o show. Além disso, Tomás Tróia que viriam novidades por ai. Durante o semestre, a banda lançou uma música inédita, fez outros shows e seguimos acompanhando os próximos passos – ATENTOS!   

  1. HANSON

Vocês tem uma lembrança clara dos primeiros contatos com algo que gostem muito? Minha primeira grande lembrança com a música foi com esse trio de irmãos americanos. Eu era muito novinha e ganhei o cd de estréia deles – conto essa história completinha na resenha desse show. 20 anos depois, tive a chance de ver um show comemorativo que contemplou diferentes fases de Zac, Taylor e Isaac – primeiro grande amor de muitas. Foi uma noite nostálgica e de muito amor, é estranhamente incrível quando você consegue perceber a troca fácil e respeitosa entre os músicos no palco. Uma noite família, literalmente.

  1. CASTELLO BRANCO

Não sei vocês, mas uma das coisas que mais me chama atenção em shows é a performance dos vocalistas. Depois de assistir ao show do R.Sigma, fui em busca de mais informações sobre Lucas Castello Branco e me deparei com um projeto incrível. Meses depois lá estava eu impactada com a leveza e ternura, muito diferentes da energia apresentada na frente da banda, do lançamento de Sintoma. O show solo do Castello é aquela saída perfeita com carinha de domingo tranquilo, que é pra começar a semana com o maior sorriso no rosto!

Castello Branco@2017 por Natalia Salvador
  1. BRAZA

Qual banda que tem 2 anos de estrada, 2 discos lançados e entrega ao público 2 horas de show? Danilo, Nicolas e Vitor fazem um verdadeiro espetáculo em cima do palco. A energia deles é anestesiante, do início ao fim. A galera, canta, dança e se entrega. Ver os 3 fazendo música juntos ainda contribui para aquele falso consolo da saudade que os fãs sentem do Forfun. Os caras fizeram história e agora estão escrevendo uma nova. Ciclos.  

  1. ALASKA (Rio novo Rock + Despedida em Petrópolis)

Se trazer dois shows da mesma banda para um TOP 10 é errado, eu não quero estar certa. Em 2017 a Alaska teve dois grandes momentos no Rio de Janeiro. Uma das primeiras edições do Rio Novo Rock do ano contou com a partição dos paulistas e os cariocas da Two Places At Once. Como comentado anteriormente, o Imperator é um senhor palco e a noite não poderia ser outra coisa se não memorável, com direito a setlist especial e invasão de palco.

Mas a festa ficou linda mesmo na despedida do Onda, que aconteceu em Petrópolis. Eu não sei o que acontece, mas os shows da Alaska na Cidade Imperial tem uma emoção diferente. É claro que os petropolitanos não iam deixar esta ser uma despedida normal. O público, fiel, cantava tão alto que muitas vezes roubava o lugar dos músicos. Uma das características mais marcantes dos shows da banda, é a troca entre os músicos, seja nos sorrisos, carinhos ou nos finos que um tira do instrumento do outro. É uma experiência de entrega diferente de tudo que eu já vi.

Alaska@2017 por Natalia Salvador
  1. SCRACHO

Você provavelmente está se perguntando que ano é hoje ou porque raios Scracho está no segundo lugar dessa lista. Pois bem, no último mês do ano – famoso 45 minutos do segundo tempo – eu, sem dúvidas, presenciei a maior festa do ano! Celebrando 10 anos de lançamento do primeiro cd, A Grande Bola Azul, Dedé, Diego e Caio reuniram grandes amigos e lendas do underground carioca para um show de lavar a alma e fazer os jovens adolescentes de 10 anos atrás muito felizes. Foram 2 horas de nostalgia, entrega e gargantas arranhando no dia seguinte, em um Circo Voador abarrotado.  

  1. AURORA

Aurora é a prova viva de que fadas existem. Eu já pensava sobre isso assistindo alguns vídeos internet afora, mas depois que tive a oportunidade de ver a jovenzinha norueguesa de apenas 21 anos emocionar os públicos por todas as cidades brasileiras que passou, eu pude ter certeza. Sabe quando você sente a energia passando pelo corpo, os pelinhos arrepiando e os olhos se encherem de lágrimas? Foi assim que me senti o show inteiro. Sem grandes estruturas, a inocência, ternura e compaixão que habitam Aurora ficam evidentes em cima do palco. Esta, sem dúvidas, foi melhor experiência musical de 2017!

Aurora@2017 por Natalia Salvador
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A Despedida do Onda @breve

‏Texto Camila Borges , Fotos Felipe Indini

Para a física, uma Onda é uma perturbação oscilante de alguma grandeza física no espaço e periódica no tempo. Para outros (me incluo nessa) foi um dos álbuns mais profundos, cheios de significados. Começar uma resenha desta maneira diferente foi a única maneira que encontrei pra citar melhor a despedida. Foi uma noite memorável, cheia de amigos, fãs, bandas e histórias pra contar.

Na última sexta-feira (15), o palco da vez foi o Breve. Casa de shows que fica em São Paulo, conhecida por receber bandas alternativas no geral.

Começamos a noite com O Grande Babaca (Gabriel Olivieri) mostrando algumas gravações que você pode ouvir na internet, inclusive uma canção inédita apenas para quem esteve no show, por enquanto. Pra quem ainda não conhece vale a pena ouvir.

A segunda banda da noite foi a Hover, banda de Petrópolis/RJ que conta com Saulo von Seehausen (guitarrista e vocalista), Lucas Lisboa (guitarrista), Felipe Duriez (guitarrista), Álvaro Cardozo (baterista) e Leandro Bronze (baixista). Mostram boa parte do repertório do seu ótimo “Never Trust The Weather”, e entre uma música e outra  rolaram muitas declarações não só de amor, mas gratidão e amizade a principal banda da noite.

Eis que chega a parte mais esperada para  muitos, a última chance de ouvir o Onda na íntegra, ao vivo. A troca entre a Alaska e público é uma das coisas mais impressionantes que acontecem show após show e naquele dia não foi diferente. A evolução e a paixão pelo que fazem é notável, sou suspeita pra falar.

Durante a apresentação rolaram algumas participações, como por exemplo a do André Vinco (Ceano) invadindo o palco e dividindo o microfone durante Alto-mar. Mariana Ávila em O Resto é Silêncio (ok, nessa hora não deu pra segurar a emoção e já tinha um bocado de gente aos prantos).

Foto Leo Rodrigues

Durante muitas músicas a voz do público se misturava com a do vocalista, outrora eram apenas eles e mais ninguém. Muitos ali vieram desde o catarse, outros de muito antes, outros de pouco tempo. A emoção tomou conta do show durante muitas vezes, deixando muitos sem palavras.

O fim da apresentação chegou com as últimas 3 músicas: Onda, Euforia com a sua nova “roupagem” bem diferente daquela que ouvimos no EP, e Vista. Esta última com invasão de muitos amigos ao palco, e como sempre a plateia acompanhando em alto e bom som os músicos. Logo após toda essa loucura ainda tivemos uma breve surpresa: uma das músicas novas. Ainda sem nome,por enquanto, ela é chamada de 16 pela própria banda.

Foram dois anos de Onda, com muitos shows, 3 videoclipes, participações especiais. Mas o que realmente fica é a marca e algumas lições que o álbum deixa em cada um que se dispôs a conhecê-lo, a interpretá-lo e principalmente acreditar no que era proposto quando talvez ninguém mais acreditaria.

 

 

 

 

Conheça saudade, novo projeto de Saulo von Seehausen

Por Natalia Salvador

Para quem se acostumou com a força dos vocais de Saulo von Seehausen em Never Trust The Weather, primeiro CD da banda petropolinata Hover, pode sofrer um leve choque inicial ao ouvir as primeiras músicas de seu mais recente projeto: saudade.  Mas não se engane, o choque é, além de natural, completamente positivo.

Em uma pegada muito mais pessoal e intimista, as músicas trazem letras em português e melodias mais calmas e leves. O motivo disso? Desconstruir conceitos e, por que não, se reinventar na hora de compor.

“Sempre tive um sentimento de incômodo por não conseguir achar a minha voz em português. Não que não pudesse fazer isso com a banda, mas fazia mais sentido pra mim que esse processo partisse de um ponto totalmente diferente do que eu já estava envolvido. Queria primeiro encontrar esse lugar dentro de mim, achar essa voz ‘sozinho’. Entre aspas porque conto com a ajuda e o trabalho de vários amigos ainda, mas precisava que fosse uma busca mais interna do que tudo.”, contou Saulo em entrevista.

Botões, o primeiro single, foi gravado e produzido por Patrick Laplan, no Estúdio Fazendinha, mixado e masterizado por Ricardo Ponte, e a arte ficou por conta de Vinícius Tibuna. Para desenvolver todo esse processo, Saulo buscou aulas de técnica vocal, além de se inspirar em diferentes referências, como Os Mutantes, Kimbra e Daniel Johns.

Além de Botões, no perfil do Spotify você ainda pode conferir Jantaradois. Tá esperando o que pra conhecer e acompanhar saudade?

Banda Alaska anuncia encerramento do ciclo do disco Onda com clipe e shows

Por Natalia Salvador

Para quem já acompanha a banda Alaska não é nenhuma novidade que um novo disco vem ganhando forma e o ciclo do primogênito está chegando ao fim. O que ninguém esperava eram as surpresas do encerramento dessa fase.  Poucos dias depois de anunciarem os últimos shows antes da pausa para a produção e gravação do novo disco, os paulistanos divulgaram o clipe da faixa ‘Correndo Contra Tesouras’.

André Ribeiro (guitarra e voz), Nicolas Csiky (bateria), André Raeder (guitarra), Vitor Dechem (teclado, guitarra e voz) e Wallace Schmidt (baixo), integram a banda com este nome e formação há seis anos e estão sempre rodeados de amigos. Manoela Cezar e Guilherme Garofalo dirigiram o vídeo, que tem produção da Filmes do Acaso.  O clipe é uma ruptura estética, focado em expandir conceitos abordados no álbum como um todo e abrir portas para o novo.

“O Onda é conceitual, não é sobre a vida dos caras da banda. O clipe seguiu essa linha, ele abre para muitas interpretações por conta da escolha das imagens de arquivo; tem coisas ali que conversam diretamente com o CD, outras que estão lá pra instigar sensações que a música passa, outras para expandir os significados… Mas ao mesmo tempo tem os caras tocando, e eles nunca aparecem completos pro espectador. Não é sobre eles”, conta a diretora.

“Durante esses dois anos, a gente cresceu muito em diversos aspectos e nós aprendemos muito com esse ciclo, principalmente sobre nós mesmos como artistas. Acho que estamos em uma transição muito importante agora, querendo e precisando respeitar nossa individualidade e sair da prateleira onde todas as bandas de ‘rock’ foram colocadas sem querer”, conta  André Ribeiro.

Além do clipe, o quinteto ainda divulgou 4 datas que marcam os últimos shows do ano e vão passar por cidades do Rio de Janeiro e São Paulo e eles dividem o palco com bandas como Hover, Two Places at Once e Whipallas. Para a despedida a banda promete surpresas, além de músicas que não são tocadas desde o lançamento! Você não é nem doido de perder, não é mesmo? Confira as datas e acompanhe a banda nas redes sociais para mais informações.

Em entrevista exclusiva, Garage Fuzz encerra 1º mês do Las Quintas no Rio de Janeiro

Por Canal RIFF | @canalriff | Entrevista por Erick Tedesco

 

Ícone do hardcore nacional retorna à capital carioca após 5 anos.

Para celebrar o encerramento do primeiro mês do projeto Las Quintas, que está movimentando a cena do rock autoral no Rio de Janeiro todas as quintas-feiras na casa La Esquina (Lapa), a lendária banda do hardcore melódico nacional Garage Fuzz, após 5 anos longe de palcos cariocas, é escalada como atração principal da noite que também terá Hover e N.D.R. O evento acontece no dia 28 de setembro, a partir das 19h30, e haverá boas vindas com shots de Jägermeister aos primeiros que chegarem.

O Garage Fuzz foi unanimidade entre as produtoras responsáveis pelo Las Quintas – Abraxas, Collapse Agency, Flecha Discos e Speed Rock – para ser a grande atração desta edição especial. Com 25 anos de estrada, os santistas mostram vigor com um hardcore de bases potentes e com os característicos dedilhados de guitarra, envolvidos em melodias para se cantar junto, do início ao fim. O show de retorno ao Rio de Janeiro terá músicas de todos os álbuns, do “Relax In Your Favorite Chair” (1994) até “Fast Relief” (2015).

A abertura fica por conta da N.D.R, a prata da casa que levanta a bandeira do hardcore com influências de rock, metal e rap. O quarteto foi formado em 2010 e desde então preza por fazer música por meio de experimentos sonoros e experiências de vida. Na sequência, sobe ao palco a Hover, a banda mais badalada de Petrópolis, que ficou popular pelo rock alternativo cantado em inglês com bastante melodia.

Confira abaixo o papo super bacana com Alexandre Cruz, vocalista do Garage Fuzz, que nos fala sobre a carreira de sucesso da banda, o longo tempo longe do Rio de Janeiro e muito mais.

“Fast Relief” mostra um Garage Fuzz maduro e que justifica chegar aos 25 anos de carreira ainda relevante no rock brasileiro. Passado algum tempo desde o lançamento, como entende o momento e a sonoridade deste disco?

Alexandre: O “Fast Relief” foi o disco que não estávamos muito preocupados com o que estava rolando no momento no cenário brasileiro. Ele é um disco meio que feito para a banda e para os fãs, tem alguns fatores que o diferenciam dos nossos trabalhos anteriores, é o primeiro disco full com o Fernando Bassetto na guitarra e o que é engraçado que mais da metade dele já estava composto quando ele entrou na banda. Então o fato de passar a integrar a banda em um momento que estávamos indo em uma direção mais trabalhada agregou ao som também. Eu lembro de passar mais de um ano indo na casa do Fabrício a tarde para fazer as melodias de voz de cada música no violão com ele; lembro da banda ensaiando o disco muito, o Daniel tocando que nem doido, o Wagner também, e acho que é um dos lançamentos que mais nos empenhamos fazendo praticamente tudo. Foi com esse disco que partimos para as plataformas digitais também.

Acredito que os 25 anos do Garage Fuzz tem a ver com o som peculiar da banda e a energia das apresentações ao vivo. Como lidam com os velhos falatórios de ser punk, mas não ser, de ter uma pegada mais comercial do que as formações mais puras do estilo?

Alexandre: Hardcore e Punk eu acho que crescemos fazendo e escutando em nossas bandas anteriores do final dos anos 80, o Psychic Possesso e o O.V.E.C., e nossa leitura para estilo é outra. Hardcore é Anti-Cimex e acho que nos últimos 12 / 13 anos, quando estávamos fazendo as músicas para o Morning Walk (Álbum de 2005) isso já mudou, o som ficou algo mais rock, mas não comercial no sentido de fazer algo para estourar, as composições e melodias tem muitas notas e passagens. Acho que complica para rotular como algo comercial.

Levando em conta os 25 anos de banda, como avaliam o cenário musical atual?

Alexandre: O mundo está mudando e os hábitos culturais também, acho que até muito por uma visão do consumo atual. Eu acho que a o momento atual do mundo lembra o meio dos anos 80 em uma versão hi-tech. A cena atual apresenta muito isso, várias oportunidades mas não sabemos quem está no controle do que e as coisas vão mudando muito rápido e nisso muita coisa boa tem passado batido pelo timming atual da existência de uma banda, uma casa noturna ou um selo.

Vocês são sempre lembrados, entre outros motivos, por sempre fazerem shows perfeitos tecnicamente e sempre com som incrível. Qual o segredo?

Alexandre: Acho que o fato da formação praticamente nunca ter mudado ajuda. Então é um entrosamento de décadas, muito ensaio e o mesmo set up de palco.

O que os afastou tanto do Rio? São 5 anos de espera, desde que vieram pela última vez.

Alexandre: Caramba, nem parece que faz tanto tempo! É uma cidade que curtimos muito as pessoas, bandas e a cena, não sei o porquê, mas vamos fazer um show para compensar esse hiato.

O que vocês têm ouvido ultimamente? Entre bandas nacionais, internacionais, desconhecidos e renomados…

Alexandre: Eu vou falar no meu caso pessoal, muitas bandas antigas que escutávamos quando montamos a banda Celibate Rifles, The Saints, Lemonheads, Husker Du das novas Cloud Nothings, Meatbodies, Togheter Pangea.

Lá nos anos 90, o Garage já fez parte do cast de uma grande gravadora, a Roadrunner. O cenário da música mudou bastante desde aqueles tempos, principalmente a relação banda/gravadora. O que aquele contato possibilitou ao Garage que vale até os dias de hoje?

Alexandre: Acredito que ali montamos nossa base de fãs, por causa de dois fatores: o da distribuição e o fato da banda na época ter feito uma das primeiras tours com datas seguidas durante 4 meses em 1995. Isso na época da roadrunner foi importante para o que vivemos nos dias de hoje.

O Garage está se relacionando com as novas plataformas de música, como Spotify, Deezer, iTunes?

Alexandre: Sim utilizamos todas e acho que seria impossível fazer o trabalho que fazemos atualmente com a banda sem o uso das plataformas digitais!

Deixe uma mensagem para a galera se motivar e comparecer ao show de vocês no Las Quintas!

Alexandre: Muito obrigado pelo espaço e todo mundo que sempre nos ajudou na cidade! E colem no próximo Las Quintas prometo um dos nossos melhores shows que já fizemos no Rio de Janeiro!

 

SERVIÇO
Las Quintas – 4ª edição
Evento no facebook: Garage Fuzz no Rio de Janeiro! Festa de encerramento Las Quintas
Atrações: Garage Fuzz, Hover e N.D.R.
Data: 28 de setembro
Horário: a partir das 19h30
Local: La Esquina
Endereço: Avenida Mem de Sá, 61. Lapa-RJ                                     Ingresso: www.sympla.com.br/las-quintas—todas-as-quintas-de-setembro-no-la-esquina__180601

 

Resenha Far From Alaska e Hover no @ Palco Z

‍Por ‏Camila Borges

O que esperar do show do pré lançamento de um álbum recém saído do forno apenas alguns dias atrás: Casa cheia? Um show inesquecível do início ao fim? Se você disse sim, Ah você está totalmente certo.

Na última quinta-feira (10/8) com a casa lotada, Emmily Barreto, Cris Botarelli, Rafael Brasil, Edu Filgueira e Lauro Kirschz mostraram seu mais novo trabalho na íntegra.

Unlikely foi lançado dia 4/8, financiado por um crowdfunding. De acordo com a própria banda foi a melhor coisa que fizeram na vida. Segundo álbum de estúdio do Far From Alaska, foi gravado em Ashland, no Oregon, EUA, com a produtora Sylvia Massy, conhecida por produzir bandas como System of a Down, Johnny Cash e Red Hot Chili Peppers.

A banda já havia apresentado algumas músicas no Festival CoMa, em Brasília, e já foi muito bem recebido pelo público.

Primeiro show em São Paulo logo após o lançamento foi um tanto especial. Quem começou os trabalhos no Palco Z foi a Hover, banda de Petrópolis/RJ que trouxe seus sucessos do Never Trust The Weather diretamente para capital paulista, e já começava o que seria uma ótima noite pra música.

Foto Leca Suzuki

Logo após, o grande esperado Far From Alaska apresentou todas as faixas do Unlikely. Sim, TODAS! E ainda descreveram um pouco de cada música, curiosidades sobre os nomes, quais suas preferidas. Uma ressalva para Pig (que iria se chamar galinha), que surgiu com a ideia de mostrar o clima de uma fazenda perto da praia. Para Monkey que tem seu momento repetitivo (quem ouviu vai entender), Cobra que já está totalmente na ponta da língua, Rhino sobre a dificuldade para criar a música e que tem uma homenagem a cantora Whitney Houston com o refrão “I Will Always Love You”, e a pesada Slug pra quem achou que o FFA tinha mudado. Ainda tivemos um cover de Supercombo e muita interatividade com o público entre as músicas.

Foto Leca Suzuki

Naquela noite de quinta quem se dispôs a ir ao Z foi muito bem recompensado com um ótimo show. Quem ainda não conhecia a banda tenho certeza que gostou, e quem já era fã se tornou mais ainda. Um viva ao Far From Alaska que mostrou que sabe muito bem fazer rock, expondo e expandindo sua sonoridade. E se você ainda não foi ao show dos caras, você realmente está perdendo tempo.

RESENHA: Stereophant + Hover + Montablan @ Estúdio Aldeia

Por Natalia Salvador

Toda vez que eu volto para casa depois de um belo show (e são muitos), eu fico pensando o por que alguma grande quantidade de brasileiros ainda insistem que não há boa música sendo feita no país hoje em dia. Saindo dos rótulos e julgamentos de que ‘funk não presta’, ‘o rock morreu’, ‘essa letra não diz nada’ ou qualquer outra expressão que todos já estamos cansados de ouvir, eu só posso concretizar que o que sobra nas pessoas é pura preguiça de buscar pelo conteúdo que lhes agrada. No último sábado, 29 de julho, foi o primeiro show após o lançamento do novo da Stereophant – Mar de Espelhos – e foi exatamente assim que eu me senti no dia seguinte.

A  noite fria parecia espantar o público do Estúdio Aldeia, espaço que já é um velho conhecido das bandas independentes do Rio de Janeiro, e o primeiro show não teve grande adesão de público. Os petropolitanos da Montablan fizeram um show curto, mas redondinho e de muita qualidade.

IMG_3551Montablan @2017

Na sequência e já com um pouco mais de público, os também petropolitanos da Hover fizeram mais um belíssimo show. O quinteto – velho conhecido do RIFF – , que agora conta com o apoio de Leonardo Bronze no baixo, se sente em casa no palco do Aldeia e deixa isso bem claro para a plateia. Trabalhando o disco Never Trust The Weather, que será apresentado no Estúdio Showlivre no próximo dia 11 de agosto, I’m Homesick, Teeth, My Name Is Alaska e There’s No Vampire In Antarctica, At Least For Six Months não ficaram de fora de setlist.

IMG_3650Hover @ 2017

Todos estavam ansiosos pelo primeiro show da Stereophant logo após o lançamento do CD Mar de Espelhos. O disco foi liberado nas plataformas digitais um dia antes do encontro e já conta com um clipe – e que clipe! Apesar de afirmarem que ainda estão aprendendo a tocar as músicas novas, o show foi bastante linear e trouxe as faixas de maior destaque para o setlist. Tem algo estranho no ar, Homem ao mar, A Cidade, Mar de Espelhos, Fora de Rota, entre outras das 15 faixas, provaram a força do novo trabalho.

Claro que Vermelha e O Tempo não podiam ficar de fora e ganharam o apoio das vozes presentes. Mas se engana que achou que as músicas novas já não estavam ensaiadas. Essa Música é a Cura ganhou coro e pegou os músicos de surpresa. Outro ponto que chama atenção nos palcos é a performance de Fabrício Abramov, baixista.

IMG_3752Stereophant @ 2017

Mar de espelhos tem produção de Felipe Rodarte, da banda The Baggios, e diversas  participações especiais como Felipe Pacheco (Baleia), Gabriel Ventura (Ventre), Jan Santoro (Facção Caipira), Walber Assis (Verbara), entre outros. O álbum explora novas sonoridades e traz letras baseadas na relação do homem com o mar. Confira o novo trabalho da Stereophant e fique de olho nas próximas datas para não perder esse show!

 

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Hover lança novo clipe para a faixa de I’m Homesick. Confira!

Por Natalia Salvador

O que faz você se sentir em casa? Qual é o lugar que você considera o seu lar? Para os músicos da Hover, é Petrópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro. E é isso que eles mostram com o clipe de I’m Homesick, novo single do álbum Never Trust The Weather. Com uma letra que traz idéia de saudade e busca por pertencimento, o grupo apostou em lugares chave da Cidade Imperial para compor o mais novo trabalho.

A estética da cidade, que já abrigou a Família Imperial, é indiscutível e a escolha não poderia ter sido mais assertiva. Com o Museu Imperial e um apanhado das ruas mais conhecidas de Petrópolis, a banda faz uma homenagem à cidade onde foi formada e ainda ilustra – belissimamente – a temática da saudade de casa. “Todo mundo que sai do ninho acaba tendo essa sensação, de não se sentir em casa em nenhum lugar – pelo menos por um tempo. A gente tentou canalizar todo esse escopo de sentimentos no clipe”, explicou Lucas Lisboa, guitarrista da Hover.

Apesar das mudanças  serem, de certa forma, naturais ao ser humano, nossas raízes sempre serão um marco. “Hoje em dia, particularmente, meu lar não é mais Petrópolis, mas a casa da minha mãe lá ainda é o lugar que me sinto mais em casa. E eu acho que vai ser sempre assim. Além disso, uma das melhores sensações da vida é subir a serra e sentir aquela brisa fresquinha. Petrópolis é acolhedora com todo mundo”, conta Lucas.

O vídeo ainda marca a despedida do baixista do grupo, Pedro Fernandes, que se mudou de país. Apesar de não ter certeza do que lhe esperava, Pedro tentou se preparar para a nova fase. “Eu já sabia que seria difícil estar longe das pessoas que eu amo, mas várias pessoas me acolheram muito bem e estou numa cidade encantadora. Criei raízes no Brasil e sigo criando raízes em Lisboa, ou em qualquer lugar que estiver. Faço questão de me jogar nas oportunidades e aproveitar todos os momentos que aparecem na minha frente, o processo nunca para”, acrescentou Pedro.

A formação da  Hover hoje é, além de Lucas, Saulo Von Seehausen (guitarra e voz), Felipe Duriez (guitarra) e Álvaro Cardozo (bateria). E o vídeo conta com direção, roteiro, montagem e finalização de Fabrício Abramov e Hugo Gama, direção de fotografia de Artur Medina e assistência de fotografia de Pedro Arantes. A produção ficou por conta da própria banda e de João Felipe Verleun. A direção de arte, cenografia e figurino são de Raquel Theo.

Já conferiu essa obra prima? Assista ao clipe de I’m Homesick e conta pra gente o que você achou. Ah! O RIFF deseja toda sorte para nos novos caminhos e trabalhos do Pedro e da Hover.

Supercombo divulga playlist só com bandas nacionais no Spotify

Por Thaís Huguenin 

Provando, mais uma vez, que existe música autoral de qualidade sendo feita no país, a banda Supercombo divulgou uma playlist que conta com vários artistas da nova geração do rock nacional. Entre eles é possível encontrar Medulla, Hover, Alaska, Rancore, Selvagens à Procura de Lei entre outros tantos. Confere aí “O Novo Rock”:


Resenha: Medulla + Hover + NVRA @Estúdio Aldeia/Petrópolis

Por Natalia Salvador  | @_salvadorna 

Se 2016 foi um ano importante para o rock nacional, 2017 já começou mostrando que o movimento vem se fortalecendo, cada vez mais, e não pretende sair de cena tão cedo. No primeiro sábado do ano, o já tradicional Estúdio Aldeia, em Petrópolis – cidade serrana do estado do Rio de Janeiro –, recebeu as bandas Medulla, Hover e Nóvera para dar inicio aos trabalhos.

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NVRA @2017

Para quem já teve a oportunidade de acompanhar um show na cidade imperial, sabe que o público costuma abraçar as bandas que estão no palco. Quando nos deparamos com músicos conterrâneos, ai é que a festa fica ainda mais bonita. A primeira apresentação foi da Nóvera (NVRA) e começou por volta das 21h30. Velhos conhecidos do público, o quarteto foi o esquenta para o que ainda viria naquela noite. Era fácil perceber o sentido literal do trocadilho nas gotas de suor que chegaram a molhar o baixo de Igor Rosa. Apresentando músicas próprias, a banda mostrou o som mais pesado da noite.

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Hover e Medulla @2017

Na sequência, os também petropolitanos da Hover assumiram o palco e, com um público fiel, fizeram mais um ótimo show em casa, mostrando que os fãs estão com as letras das músicas na ponta da língua. Com uma música no TOP 10 2016 de Gustavo Chagas e citado diversas vezes como um dos melhores discos do último ano, Never Trust the Weather é a grande força do setlist. Para completar a lista, The Miracle of Moving On, do EP Open Road, agitou a galera. A surpresa da noite ficou para a participação de Raony de Andrade, da banda Medulla, em Prayer.

Com o reforço de Raphael Miranda, baterista da banda Ego Kill Talent, Keops, Raony, Tuti e Alex trouxeram para as montanhas o lançamento do, muito elogiado por críticos e músicos, “Deus e o Átomo”. A energia dos músicos, equipe e plateia parecia ter se conectado de primeira e a entrega foi geral! Apresentando músicas do ultimo CD e de também de trabalhos anteriores, a banda Medulla fez novos admiradores e enlouqueceu os fãs, que cantaram, dançaram e ovacionaram o show inteiro.

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Medulla @2017

Em Separação, a banda contou com a participação de Helena D’Troia, artista Freestyle que gravou a faixa. “Sabe quando você sai pela segunda vez com uma pessoa e esse encontro é tão bom que parece o primeiro? É assim que está sendo esse show hoje, começando o ano muito bem!, afirmou Keops.

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E assim como num bom primeiro encontro, o quarteto deixou aquele gostinho de quero mais nos cariocas da serra. Alguns sortudos ainda tiveram a oportunidade de acompanhar o segundo show da passagem da banda pelo Rio de Janeiro, e você pode conferir um material exclusivo aqui no RIFF!

Fotos por: Natalia Salvador, Marcella Keller e Evelyn Oliveira