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Entrevista: Lutre

Intensidade é a palavra-chave para descrever a banda goiana Lutre, com suas composições que prezam por uma delicadeza sincera e uma crueza sonora. No processo de criação de seu primeiro disco, eles contaram com apoio de uma outra banda conhecida pelas mesmas características: a carioca Ventre.

“Conhecemos a Ventre num show que fizemos juntos em março de 2016, no Complexo Estúdio (Goiânia). Logo após o show, numa conversa em volta da mesa de merchandising deles, nos convidaram pra gravar um EP em seu estúdio no Rio de Janeiro. Sem saber como reagir direito, aceitamos e logo já corremos pra ver datas em que todos pudessem estar juntos e comprar as passagens”, conta Chrisley Hernan, baixista da banda.

 Ele forma a banda junto de Marcello Victor (guitarra e vocal) e Jefferson Radi (bateria). O power trio de rock alternativo surgiu em 2015 e no pouco tempo de existência, já passou por palcos importantes como o Festival Bananada e Festival Vaca Amarela em sua tour nacional. Em janeiro de 2016, lançaram seu primeiro EP e miram alto com o lançamento de “Apego”.

 


RIFF: Como cada um dos integrantes acha que contribuiu musicalmente com o CD novo?

Chrisley: Então.. Todas as letras são do Marcello. Ele sempre manda as músicas novas pra já irmos nos familiarizando, aí a gente chega no estúdio e fica quebrando a cabeça para desenvolver o resto. O resto na maior parte das vezes foi feito em conjunto mesmo, todos pensando sobre como deveria soar e como julgamos melhor soar. Isso não é muito complicado porque acaba que a gente ouve MUITA coisa parecida e igual, temos na maior parte do tempo as mesmas referências e tudo mais.


RIFF: Qual foi a pior parte desse período de gravação do disco novo?

Marcello: Pra mim foi o final da gravação no Rio, no último dia de gravina eu estava bastante estressado e não suportava mais nenhuma piada e nada mais. O foda é que não dava pra dizer: “Gente, hoje não dá, vamos fazer amanhã.” Estávamos no último dia e voltávamos na manhã seguinte pra Goiânia.


RIFF: Chrisley, como é tocar o baixo mais leve do Brasil?

Chrisley: É CHOCRÍVEL ahhahahah

RIFF: Como foi gravar com a produção do Ventre?

Marcello: Foi uma experiência muito gratificante e de bastante aprendizado tanto no lado musical quanto no lado pessoal. Quanto ao lado musical eu pude aprender mais sobre timbre, pedal e tudo mais voltado pra guitarra, camadas de guitarra, dobras e tudo mais. Quanto a parte pessoal, lá a gente aprendeu como o independente vai se construindo a partir do amor das pessoas. Pelo menos eu aprendi muito sobre solidariedade e sobre poder passar pra outras pessoas o que se sabe e o que se pode fazer com o que tem. Nessa semana em total presença com a Ventre, a gente voltou com um pouco de cada uma das personalidades e é isso, eu acho. Não sei se deu pra entender kkkk foi bonito foi.

RIFF: Quando vai rolar session com o RIFF?

Chrisley: Por mim a gente ia pro Rio de mês em mês e gravava session todas as vezes!

Marcello: Uai, só vamo, eu digo bóra e vocês dizem quando kkk