Arquivo da tag: Natalia Salvador

Resenha: O culto da Fresno no @Imperator

   Por Natalia Salvador e Thaís Huguenin (texto e fotos)

O último domingo poderia ter sido só mais um dia tedioso em casa e de sofrimento antecipado pela segunda-feira, mas não dessa vez. Dia 8 de outubro de 2017 foi marcado pela passagem da turnê Sinfonia de Tudo Que Há, da Fresno, no Imperator. Para deixar a festa ainda mais bonita, foram adicionados a banda Vital e o sold out da casa!

Os cariocas da Vital tiveram a difícil missão de dar início ao baile. Com os Eps “Sobre Viver” e “Selvagem”, eles conquistaram o público sem muita dificuldade, graças aos riffs de guitarras bem marcardos, letras que ficam na cabeça e, obviamente, uma apresentação energética. Driblar a barreira de um mar de fãs ansiosos para o show principal da noite não é tarefa fácil, mas a banda mostrou para o que veio e o público acolheu a apresentação. 

IMG_4447
Vital | por Natalia Salvador

Antes mesmo da notícia de sold out, que abalou alguns fãs e deixou outros tantos do lado de fora, a Fresno já prometia um belo show para encerrar com chave de ouro a turnê do sétimo álbum de inéditas do grupo.  A banda que completa 18 anos esse ano, demonstra a cada trabalho que sempre é hora de arriscar e renovar.

Aos gritos de “é a melhor banda do Brasil”, eles subiram no palco e mostraram que ninguém ali iria sair como chegou. A primeira música foi Sexto Andar, seguida pelas faixas do disco que nomeia a turnê: A Maldição, Astenia, Hoje Sou Trovão e Deixa Queimar intercaladas com as clássicas Milonga, Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco de Minhas Lágrimas e Stonehenge, que provocou uma certa nostalgia no público e fez todo mundo cantar o mais alto possível.

A versatilidade dos meninos em cima do palco e o troca-troca de instrumentos ao longo do show não é nenhuma novidade. Quando Lucas foi em direção ao teclado, o coração dos fãs já bateu mais forte na expectativa do que ia aprontar. Foi um pouco inacreditável quando ele puxou Cidade Maravilhosa, seguido pelo clássico da banda britânica Queen, Bohemian Rhapsody e Poeira Estelar.

IMG_1611
Fresno | por Thaís Huguenin

Para acabar de vez com o restante de voz que as pessoas ainda tinham, o último bloco do show contou com mais clássicos da banda, incluindo Eu Sei, Revanche, Duas Lágrimas e Maré Viva. Nesta última, um mix de acontecimentos fez com que a apresentação se tornasse inesquecível. Primeiro, Lucas Silveira concedeu sua benção para um casal de fãs antes do início da canção, depois Thiago Guerra – que toca guitarra nesse momento – interrompeu sua participação para socorrer uma fã que passava mal na grade. Entre mortos e feridos, Guerra foi ovacionado pelo público e no fim todos terminaram a noite em segurança.

Este slideshow necessita de JavaScript.

A banda estava muito emocionada com tudo que aquele dia representava. Por muitos momentos, o discurso do vocalista expressava isso. “Estamos construindo algo muito diferente aqui com vocês, é sempre um prazer diferente tocar no Rio. Obrigado!”, dizia Lucas. Uma coisa é certa, quem entrou no Imperator no último domingo não saiu o mesmo. O encerramento da tour Sinfonia de Tudo que Há foi espetacular, como muitos mencionaram no local, um verdadeiro culto.

Anúncios

HANSON @ KM DE VANTAGENS HALL

Por Natalia Salvador

Eu lembro do dia que estava na casa da minha avó, provavelmente experimentando todos os sapatos de salto da minha tia – como sempre -, e a gente ouvia Middle Of Nowhere no rádio. Lembro também que, nesse dia, minha tia perguntou se eu não queria aquele CD pra mim. Eu tinha gostado muito daquilo e, vamos combinar, sempre fui um pouco mimada. Eu devia ter por volta de uns 5 anos e arrisco afirmar que foi ali que toda minha saga apaixonada por música e bandas começou. Lembro ainda de uma das várias manhãs em finais de semana que meu pai tirava a gente de casa e, em uma dessas ele me deu uma revistinha 100% do trio. Eram fotos, quadrinhos – SIM! minha parte preferida -, textos e mais textos. O tempo passou e parece que em um piscar de olhos Hanson estava prestes a anunciar uma turnê comemorativa de 25 anos de carreira.

Não pensei duas vezes: lá estava eu, anos depois de me apaixonar pela primeira banda da minha vida, comprando o ingresso para um show deles. Foi um dia muito aguardado e, depois de vários dias nublados, os irmãos de Tulsa trouxeram o sol de volta a cidade maravilhosa. Muitas mulheres que ali estavam, eram a grande maioria do público, pareciam dividir desse mesmo sentimento de primeiro amor. Era pura nostalgia. O trio americano subiu ao palco pontualmente às 21:30, feito muito raro para shows no Rio de Janeiro, e fez todo mundo dançar, pular, cantar e se emocionar durante as 2 horas de show.

Hanson @ 2017

O setlist caminhou pelos 6 discos da banda – não amigos, eles não pararam nos anos 2000 – e, como uma turnê comemorativa, contemplou cada fase desses 25 anos de história. Os irmãos são multi-instrumentistas e, enquanto Isaac troca de guitarras e violões a todo o tempo – juro, perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu -, Zac toca bateria, mas também, em alguns momentos, vem para a frente do palco cantar e tocar um pouco de piano – e, claro, arrancar gritos e suspiros. Enquanto isso, o mil e uma utilidades, Taylor, assume os vocais principais da grande maioria das músicas, enquanto intercala entre tocar piano, bateria, violão, gaita… e claro: o cara ainda pula e coloca o público pra cima em diversos momentos do show. WOW, haja fôlego!

Hanson @ 2017

 

Apesar do pouco destaque, o baixista de apoio fez questão de mostrar o gingado, principalmente em faixas mais dançantes, como Thinking About Something. A casa dos 30 fez muito bem para todos eles – quero envelhecer assim como a família Hanson -, e eles parecem os meninos cheios de energia e brilho nos olhos. Where’s The Love, This Time Around, Juliet e Penny and Me causaram o famoso frenesi. Mas foram os 3 grandes sucessos do trio que arracaram os maiores coros da noite: Save Me, If Only e, claro, MMMBop, não deixaram ninguém contido.

Passando por momentos mais atuais, Taylor dedicou Give a Little aos poucos homens presentes. Get the Girl Back, Fired Up e o mais recente lançamento I Was Born não ficaram para trás. Quando o trio deixou o palco, parecia que só tinham se passado 5 minutos de show e a platéia não arredou o pé até eles voltarem para o bis. Os irmãos se uniram em volta de um microfone, apenas voz e o estalar dos dedos para a apresentação mais fofa de Rockin’ Robin, cover de Bobby Day e encerraram com Lost Without Each Other, do CD Underneath, de 2004.

Hanson @ 2017

Com certeza este não foi o show mais cheio da tour, mas a entrega do trio foi nítida e recíproca ao sentimento dos fãs presentes. Para os que pararam no tempo e conhecem os irmãos Hanson apenas por MMMBop – o grande sucesso que rendeu mais de 10 milhões de cópias vendidas, além do Hanson Day, em Tulsa, e a indicação para 3 Grammys – está mais do que na hora de se atualizar nos trabalhos mais recentes. Com a empolgação do público, é provável que eles estejam animados a voltar qualquer dia desses e eu, com certeza, não perco esse show!

RESENHA: ANAVITORIA @ CIRCO VOADOR

Por Natalia Salvador

No último sábado, dia 12 de agosto, a dupla Anavitoria fez mais um show com ingressos esgotados – dessa vez em menos de uma semana -, no Circo Voador, localizado no bairro boêmio da Lapa, Rio de Janeiro. Eu já sabia que as duas eram um sucesso, um bom exemplo disso foi a criação de um selo especialmente para a contratação das meninas de Tocantis pela gravadora Som Livre. O que eu não estava imaginando era essa proporção,  com tão pouco tempo de estrada.

Anavitoria @ 2017

Mesmo com os avisos na internet e placas na bilheteria sinalizando que os ingressos estavam esgotados, era possível ver alguns fãs tentando entrar na casa até o último minuto! Mas, sem banda de abertura, o show começou pontualmente às 22 horas e 30 minutos, deixando o pessoal do lado de fora sem muitas opções. Dentro do Circo Voador, quem chegou mais tarde, tinha até certa dificuldade de ver as meninas no palco – e que palco! A produção estava impecável e o visual era encantador.

Com um show curtinho, de quase 1 hora, as duas pulam, cantam, tocam e sorriem para todos os lados do palco. E como sorriem! A dupla externa a felicidade que sente em estar no palco e, vamos combinar, dá até vontade de saber cantar só para ver se a gente fica parecido com a Vitória. A ruiva dos cabelos enrolados parece ter nascido para não fazer nada além disso: encantar quem a assiste. A voz um pouco rouca, doce e sorridente se completa com a afinação de Ana Clara. Mas é claro que, em um show sold out, no Rio de Janeiro, iria ganhar uma forcinha extra.

Anavitoria @ 2017

De Coração Carnaval a Dê um Role – cover de Os Novos Baianos que encerrou a apresentação -, o público não deixou de cantar uma música sequer! Chamego meu, Fica e Agora Eu Quero Ir ganharam os coros mais altos. Além disso, a chuva de papel picado, balões preto e branco e o mar de luzes não ficaram de fora dessa celebração.

O estilo Anavitoria encanta e vende nesse Brasil de grande diversidade cultural. Elas podem até não se encaixarem no seu perfil de sonoridade preferido, mas é quase impossível não se apaixonar por essas duas. Parece que as pupilas de Tiago Iorc e Felipe Simas ainda tem um grande caminho pela frente. E se posso dizer algo pelo público que estava ali: obrigada e até breve!

Este slideshow necessita de JavaScript.

RESENHA: Stereophant + Hover + Montablan @ Estúdio Aldeia

Por Natalia Salvador

Toda vez que eu volto para casa depois de um belo show (e são muitos), eu fico pensando o por que alguma grande quantidade de brasileiros ainda insistem que não há boa música sendo feita no país hoje em dia. Saindo dos rótulos e julgamentos de que ‘funk não presta’, ‘o rock morreu’, ‘essa letra não diz nada’ ou qualquer outra expressão que todos já estamos cansados de ouvir, eu só posso concretizar que o que sobra nas pessoas é pura preguiça de buscar pelo conteúdo que lhes agrada. No último sábado, 29 de julho, foi o primeiro show após o lançamento do novo da Stereophant – Mar de Espelhos – e foi exatamente assim que eu me senti no dia seguinte.

A  noite fria parecia espantar o público do Estúdio Aldeia, espaço que já é um velho conhecido das bandas independentes do Rio de Janeiro, e o primeiro show não teve grande adesão de público. Os petropolitanos da Montablan fizeram um show curto, mas redondinho e de muita qualidade.

IMG_3551Montablan @2017

Na sequência e já com um pouco mais de público, os também petropolitanos da Hover fizeram mais um belíssimo show. O quinteto – velho conhecido do RIFF – , que agora conta com o apoio de Leonardo Bronze no baixo, se sente em casa no palco do Aldeia e deixa isso bem claro para a plateia. Trabalhando o disco Never Trust The Weather, que será apresentado no Estúdio Showlivre no próximo dia 11 de agosto, I’m Homesick, Teeth, My Name Is Alaska e There’s No Vampire In Antarctica, At Least For Six Months não ficaram de fora de setlist.

IMG_3650Hover @ 2017

Todos estavam ansiosos pelo primeiro show da Stereophant logo após o lançamento do CD Mar de Espelhos. O disco foi liberado nas plataformas digitais um dia antes do encontro e já conta com um clipe – e que clipe! Apesar de afirmarem que ainda estão aprendendo a tocar as músicas novas, o show foi bastante linear e trouxe as faixas de maior destaque para o setlist. Tem algo estranho no ar, Homem ao mar, A Cidade, Mar de Espelhos, Fora de Rota, entre outras das 15 faixas, provaram a força do novo trabalho.

Claro que Vermelha e O Tempo não podiam ficar de fora e ganharam o apoio das vozes presentes. Mas se engana que achou que as músicas novas já não estavam ensaiadas. Essa Música é a Cura ganhou coro e pegou os músicos de surpresa. Outro ponto que chama atenção nos palcos é a performance de Fabrício Abramov, baixista.

IMG_3752Stereophant @ 2017

Mar de espelhos tem produção de Felipe Rodarte, da banda The Baggios, e diversas  participações especiais como Felipe Pacheco (Baleia), Gabriel Ventura (Ventre), Jan Santoro (Facção Caipira), Walber Assis (Verbara), entre outros. O álbum explora novas sonoridades e traz letras baseadas na relação do homem com o mar. Confira o novo trabalho da Stereophant e fique de olho nas próximas datas para não perder esse show!

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

 

 

Resenha: The Maine @Circo Voador

     Por Natalia Salvador | Fotos: Thaís Huguenin

A banda americana The Maine desembarcou no Rio de Janeiro, no domingo, dia 23 de julho, para o último show da turnê Lovely Little Lonely no país. Para mim, esse era o primeiro contato com a banda e, para os fãs que ali estavam parecia que todo encontro é como se fosse a primeira vez. Depois de passar por São Paulo, Limeira, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte e serem acompanhados por muitos desses fãs por essas cidades, era hora de lavar a alma, mais uma vez, no palco do Circo Voador.

IMG_9716
Michael Band @2017

Para começar a aquecer a noite – quase – fria na cidade maravilhosa, Michael Band, ex-integrante do grupo P9, se apresentou e foi muito bem recebido pela plateia ansiosa. Com o apoio de Felipe Lopes – baixista da banda OutroEu -, Michael apresentou músicas autorais, com uma pegada mais folk, que combinam muito com a voz suave. Além disso, o carioca se arriscou com uma versão apenas voz e violão de Take Me Dancing e a galera acompanhou em alto e bom som, dando uma pequena amostra do que estava por vir.

IMG_0133
The Maine @2017

Com um cenário simples, mas muito bonito, John O’Callaghan (vocal), Kennedy Brock (guitarra e vocal), Jared Monaco (guitarra), Garrett Nickelsen (baixo) e Pat Kirch (bateria) subiram no palco arrancando gritos e suspiros de uma platéia cheia de paixão. Eu sempre tive amigas fãs de The Maine, mas eu nunca tinha visto essa relação de perto. Logo nas primeiras músicas se tornou muito difícil ficar parado, aquela história de energia que contagia.

IMG_9919
The Maine @2017

Guardem seus celulares para essa próxima música e dancem. Vocês pagaram por isso, vamos estar aqui juntos, sem desculpas”, convidou John, em uma das muitas trocas que o vocalista tem com o público durante o show, antes de puxar o coro para a faixa de My Heroine. Outra música que ganhou destaque na noite entre solos e entusiasmo foi Ice Cave. E é claro que essa banda, com essa proximidade com seus fãs, não deixaria de atender a um pedido. “Nós tocamos essa música em Brasília, mas vocês sabem como é, não praticamos muito. Vamos precisar da ajuda de vocês”. E mais uma vez, Taxi foi adicionada ao set list de última hora, para alegria de todos.

Como já é de costume, John chamou uma pessoa para ajudar a cantar no palco Girls Do What They Want. O sortudo da vez foi o Vitor, lá de Maceió, e que também estava vivendo a experiência The Maine pela primeira vez. Os dois ainda escolheram mais uma fã, a carioca Mariane mal conseguia se conter de tanta emoção. Os dois cantaram abraçados e aproveitaram aquele momento único.

 

IMG_9802
The Maine @2017

Quase no fim do show, John falou do quanto é importante sentir as emoções e deixar que elas se libertem de nós. Segundo ele, podemos ficar tristes e felizes mas, acima de tudo, temos que ser bons uns para os outros. Foram tantas alegrias naquelas 1 hora e 30 minutos de música, tantos sorrisos, tanto carinho, tantos rebolados, que os problemas com o microfone não atrapalharam em nada a noite.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Depois de tanto tempo acompanhando isso tudo de longe, me senti feliz por finalmente entender um pouquinho do que se passava no coração das minhas amigas fãs de The Maine no ensino médio. “Obrigada por acolherem a gente no seu país, nós amamos muito vocês. Se cuidem e a gente se vê”, afirmou o vocalista ao se despedir. É, John, o Brasil também ama muito vocês e, sem dúvidas, já não vê a hora para encontrar vocês de novo. Quem sabe não rola uma segunda primeira vez pra mim também?


5 CLIPES NACIONAIS (INCRÍVEIS) PARA VOCÊ ASSISTIR

Por Natalia Salvador

Durante o auge do pop e da MTV, os clipes musicais eram o carro chefe das bandas e artistas, além de uma das principais ferramentas para buscar a atenção do público. Com o surgimento e popularização do streaming foi possível notar uma diminuição na volumetria de produções audiovisuais, mas, por outro lado, a qualidade não deixa nada a desejar. Cada vez mais bem produzidos, os videoclipes continuam prendendo o telespectador nas telas. O Canal RIFF selecionou 5 vídeos lançados recentemente e que vão fazer o seu play valer a pena – e até um replay. Confira!

1) Stereophant – Homem ao Mar

Às vésperas de lançar um novo álbum – Mar de Espelhos -, a banda carioca Stereophant, já deu o ponta pé inicial para o novo ciclo com o clipe de Homem ao Mar, primeiro single que contou com uma superprodução audiovisual! Além de narrar a história da canção, o vídeo traz referências à outras faixas do novo disco, envoltas em um contexto lírico e conceitual.

A direção ficou por conta de Hugo Gama e Fabrício Abramov, que também é baixista da banda. “Quando chegaram com a ideia do clipe, foi uma responsa em dobro pra mim. Primeiro, pela questão da produção e logística serem muito complicadas e, segundo, que por eu ser da banda e saber o quanto trabalhamos e acreditamos nesse disco, um clipe à altura do primeiro single era um grande desafio. Quando finalmente fomos pro mar gravar foi um momento muito especial e de muita união. Todos deram o sangue pelo projeto, a gente mergulhou na história junto com o personagem. A impressão que eu tenho é que toda a equipe viveu a história da música!”, conta Abramov.

2) Comodoro – Doce

O clipe de Doce é o primeiro trabalho audiovisual da banda Comodoro. Com muitas cores, carinhos e guloseimas, a banda carioca dá mais um passo na carreira e mostra que veio para ficar. O som dançante e a irreverência dos músicos, principalmente de Fred Rocha, vocalista, que rouba a cena nos palcos, não vai te deixar ficar parado.

O vídeo tem direção de Diego Zimmermann e direção de fotografia de Rodrigo Galha. Além do single, o grupo – que também conta com Roberto Carneiro, Saulo Arctep, Thiago Garcia, Luiz Felipe Caetano e Mateus Nagem – tem um EP lançado, Livre, com 5 músicas e o projeto é liberar, até o fim de 2017, um álbum completo.

3) O Terno – Não Espero Mais

Carinhosamente apelidados de “Ok, Go brasileiro”, mais uma vez a banda O Terno surpreendeu com o lançamento do clipe de Não Espero Mais. A faixa compõe o terceiro disco do trio, Melhor do que Parece, e o vídeo conta com grandes clássicos da internet, que vão desde ‘Pedro me da meu chip’ e Luisa Marilac a Gretchen e John Travolta.

“Não imaginava O Terno tocando essa música. Tinha essa coisa de ‘estou feliz, estou na rua, eu gosto de você’. É uma canção simples”, afirmou Tim Bernardes em entrevista. Para complementar, o vídeo ainda conta com participação de Liniker, cantando via chamada de vídeo.

4) Medulla – Abraço

Deus e o Átomo já rendeu boas críticas ao grupo Medulla, entre as músicas favoritas dos fãs, Abraço foi a escolhida para ganhar o primeiro clipe do álbum. A melodia envolvente traz às telas um conteúdo adulto, que retrata diferentes tipos de relacionamentos com cenas intensas de sexo e envolvimento.

A música é quase um trip hop, mas tem uma sonoridade sensual e uma letra leve, que contrastam com a sequência de imagens, fazendo com que o clipe adquira uma estética sensual e contagiante. O vídeo foi inspirado nos  filmes da Erika Lust, diretora sueca de filmes eróticos considerados “pornografias feministas”.

5) Alarmes – Gruta

Com o intuito de tirar o telespectador de sua zona de conforto, o novo clipe dos brasilienses da banda Alarmes mostra os integrantes em situações desconcertantes. Segundo declarações dos músicos, o objetivo do projeto era justamente deixar o telespectador decidir se deve assistir até o fim ou não. Gruta conta com direção de Lucas Furtado, baixista da banda Scalene e também diretor de Incerteza de um Encontro Qualquer.

“Por mais que as pessoas estejam interagindo com a gente, estamos focados em olhar para um ponto específico e cantar. O objetivo é mostrar que, as vezes, a gente esquece ou se deixa levar pelo sentir nada quando várias coisas estão acontecendo”, afirmou Arthur Brenner, vocalista. Em sua conta pessoal no twitter, Gabriel Pasqua, baterista, afirmou não ter sido obrigado a apanhar no vídeo e que até gosta – ficamos mais aliviados!

E ai, conta pra gente o que você achou dos últimos trabalhos audiovisuais brasileiros.

Hover lança novo clipe para a faixa de I’m Homesick. Confira!

Por Natalia Salvador

O que faz você se sentir em casa? Qual é o lugar que você considera o seu lar? Para os músicos da Hover, é Petrópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro. E é isso que eles mostram com o clipe de I’m Homesick, novo single do álbum Never Trust The Weather. Com uma letra que traz idéia de saudade e busca por pertencimento, o grupo apostou em lugares chave da Cidade Imperial para compor o mais novo trabalho.

A estética da cidade, que já abrigou a Família Imperial, é indiscutível e a escolha não poderia ter sido mais assertiva. Com o Museu Imperial e um apanhado das ruas mais conhecidas de Petrópolis, a banda faz uma homenagem à cidade onde foi formada e ainda ilustra – belissimamente – a temática da saudade de casa. “Todo mundo que sai do ninho acaba tendo essa sensação, de não se sentir em casa em nenhum lugar – pelo menos por um tempo. A gente tentou canalizar todo esse escopo de sentimentos no clipe”, explicou Lucas Lisboa, guitarrista da Hover.

Apesar das mudanças  serem, de certa forma, naturais ao ser humano, nossas raízes sempre serão um marco. “Hoje em dia, particularmente, meu lar não é mais Petrópolis, mas a casa da minha mãe lá ainda é o lugar que me sinto mais em casa. E eu acho que vai ser sempre assim. Além disso, uma das melhores sensações da vida é subir a serra e sentir aquela brisa fresquinha. Petrópolis é acolhedora com todo mundo”, conta Lucas.

O vídeo ainda marca a despedida do baixista do grupo, Pedro Fernandes, que se mudou de país. Apesar de não ter certeza do que lhe esperava, Pedro tentou se preparar para a nova fase. “Eu já sabia que seria difícil estar longe das pessoas que eu amo, mas várias pessoas me acolheram muito bem e estou numa cidade encantadora. Criei raízes no Brasil e sigo criando raízes em Lisboa, ou em qualquer lugar que estiver. Faço questão de me jogar nas oportunidades e aproveitar todos os momentos que aparecem na minha frente, o processo nunca para”, acrescentou Pedro.

A formação da  Hover hoje é, além de Lucas, Saulo Von Seehausen (guitarra e voz), Felipe Duriez (guitarra) e Álvaro Cardozo (bateria). E o vídeo conta com direção, roteiro, montagem e finalização de Fabrício Abramov e Hugo Gama, direção de fotografia de Artur Medina e assistência de fotografia de Pedro Arantes. A produção ficou por conta da própria banda e de João Felipe Verleun. A direção de arte, cenografia e figurino são de Raquel Theo.

Já conferiu essa obra prima? Assista ao clipe de I’m Homesick e conta pra gente o que você achou. Ah! O RIFF deseja toda sorte para nos novos caminhos e trabalhos do Pedro e da Hover.

Resenha: Scalene + Alarmes @Imperator

           Por Natalia Salvador | Fotos: Thaís Huguenin

O palco do Imperator é famoso por receber grandes shows e ser responsável por proporcionar noites especiais para o público, e dessa vez não seria diferente. A dobradinha brasiliense Scalene e Alarmes fez uma mini tour conjunta e, na última quinta-feira, dia 18 de maio, foi a vez do Rio de Janeiro receber essas duas bandas com  euforia e energia, já conhecidas, do público fiel.

Dos palcos gringos direto para a cidade maravilhosa, Arthur Brenner, Gabriel Pasqua e Lucas Reis fizeram o primeiro show depois de uma série de apresentações pela Europa. O trio passou por cidades de Portugal e Espanha e voltaram ainda mais entusiasmados para conquistar o público. O show contou com músicas do CD ‘Em Branco’, primeiro da banda, e que comemora um ano de lançamento.

33939521664_ee37124889_h
Alarmes @2017

Ao contrário do que se costuma observar, a casa já estava cheia logo nas primeiras músicas e a galera acompanhava o trio com muita empolgação. Além dos movimentos de headbang, o rebolado também marcou presença, como na performance coreografada de ‘Mas não sei’. ‘Incerteza de um encontro qualquer’, ‘Não quero mais’ e ‘Tempo bom’ também marcaram presença no setlist. O palco que podia parecer grande, ficou pequeno para a Alarmes.

Alarmes-7.jpg
Alarmes e Scalene @2017

Encerrando a turnê do DVD ao vivo, a banda Scalene parecia estar em casa no palco do Imperator. Para um show em dia de semana na zona norte carioca, o público compareceu em peso e encheu a casa. Os fãs do quarteto já são conhecidos pela energia e interação durante as músicas, e familiarizados com o setlist, a galera não parou desde a introdução ‘XXIII’ até o encerramento, com ‘Legado’. Mas se enganam os que acham que isso leva o show a uma mesmice. Toda apresentação da Scalene é uma nova (e boa) surpresa.

A grande novidade da noite ficou por conta dos brinquedinhos tecnológicos usados pelo baixista Lukão, que incrementaram e deram um toque especial às faixas. Além das clássicas rodinhas nas músicas mais agitadas, o carinho entre os amigos que a banda proporcionou ficou claro ao ver tantas pessoas abraçadas durante ‘Amanheceu’. Perto das finalizações e lançamento de um novo CD, Scalene vem mostrando, para quem ainda tinha dúvidas, o por que são merecedores de um Grammy.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O público apaixonado deixou o Imperator, mais uma vez, com a alma lavada e aquela saudade instantânea. A princípio, o próximo encontro da Scalene com a cidade maravilhosa acontece no Rock In Rio, no dia 21 de setembro. Mas a verdade é que, juntos ou separados, o retorno das duas bandas é garantia de uma noite animada, aguardada e de muito som.

Banda Alaska convoca você para ajudar a compor as músicas do próximo álbum

Por Natalia Salvador

Sabe quando você escuta um CD e ele se encaixa perfeitamente com a sua realidade? Ou quando toca aquela música e você vira para todos a sua volta, muito animado, dizendo que é a sua música? Para a banda Alaska, esse sentimento está se tornando um novo combustível para a composição das músicas de seu segundo disco. Não está entendendo muita coisa? Eu explico.

Em entrevista recente para o Canal RIFF, André Ribeiro, vocalista e guitarrista, contou que a banda começaria a produzir o segundo CD em 2017. O quinteto paulista divulgou essa semana nas redes sociais que querem fazer músicas em parceria com você, comigo e quem mais estiver interessado em dividir seus sentimentos, ideias ou criações. “De uns tempos pra cá, tenho percebido que todo mundo tem algo importante pra dizer, pra externalizar, dividir e etc. E acontece que a gente se acostumou a guardar. E pior ainda, nos acostumamos a não perguntar e a não escutar. Estamos nos afastando e isso não é legal”, diz o texto na fan page da banda.

Para reunir os depoimentos dos fãs, amigos e curiosos, a Alaska criou um perfil na plataforma Curious Cat, uma rede social de perguntas e respostas anônimas – muito similar ao falecido Formspring. Não é necessário nenhum tipo de cadastro no site para enviar uma ‘confissão’ e ela pode ser realizada de maneira anônima.

Gostou da ideia? Quer fazer parte disso? Entre nesse link e abra seu coração, seja com uma pergunta, um poema ou texto, a Alaska quer ouvir.

Deixa Fluir é o novo single da Drops 96! Confira o clipe e curiosidades

Por Natalia SalvadorThaís Huguenin

Os cariocas da Drops 96 lançaram na última semana o clipe da música Deixa Fluir, primeira faixa do terceiro álbum do grupo, “Busque Mais da Vida” (2016). Malabares, poeira e, principalmente, sonho fazem parte do roteiro produzido pela AMSTRDM. O vídeo conta a história de um executivo cansado do seu trabalho, que encontra nas artes circenses uma fuga de tudo.

A banda composta por Fernando Sampaio, Marcio Quartarone, Fabio Valentte, Bruno Lamas, Leonardo Ugatti e Victor Toledo contou ainda com um sétimo integrante na gravação: os fãs!  O Canal RIFF conversou com Fernando, responsável pelos teclados e sintetizadores, para descobrir outras curiosidades. Confira!

Segundo Fernando, Deixa Fluir foi, desde o início, a música que mais gerou identificação dentro da banda. “Ela foi o fio condutor de todo o trabalho e a responsável por fugirmos da nossa zona de conforto, experimentar timbres novos, uma onda nova. A resposta nos shows tem sido incrível”, contou. Para o clipe, a banda queria passar a mensagem de deixar fluir o que te faz feliz na vida, que as coisas vão começar a dar certo e, para isso, acharam a pessoa ideal.

Essa história é exatamente o que aconteceu com a vida do Melão, protagonista do clipe. “Ele era publicitário, trabalhava em um grande escritório da área e resolveu largar tudo para se dedicar ao que ele amava fazer. Hoje ele é um grande artista circense, vive disso e quando a galera da AMSTRDM nos apresentou essa história, todos nós piramos e acreditamos que seria a melhor história para ilustrar o nosso som”, disse.

O vídeo conta, ainda, com a participação super especial dos fãs e amigos da banda. Nando conta que essa relação é muito bacana:  “Eles frequentam nossas casas, vão nos churrascos na casa do Leo ou do Bruno, é uma coisa bem próxima mesmo”, afirmou, contando que eles possuem até um grupo no Whatsapp, onde rolam, além de novidades da banda, muita zoeira. “A gente quis que eles participassem desse trabalho porque ainda não tínhamos nenhum registro desse tipo. Queríamos sorrisos sinceros na gravação e essa foi a melhor forma para captar isso. Nós queríamos dar esse presente para eles”, concluiu.

Para o futuro, a Drops96 prefere não fazer grandes planos a longo prazo e viver cada momento de uma vez. “Queremos divulgar ao máximo todo o CD, chegar em cidades que ainda não tocamos, voltar em cidades que já plantamos uma semente em shows passados… Vamos deixar fluir”, contou.

Com vocês o clipe de Deixa Fluir:

Ps. Nós apostamos que depois você vai se pegar cantarolado “Deixa fluir, uô, uô..”

Para a galera do Rio, o próximo show deles é em Abril, com as bandas Selvagens à Procura de Lei, Vivendo do Ócio e Divisa, no Teatro Odisséia. Enquanto isso, que tal curtir as músicas para já entrar no clima?