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Resenha: O Terno + Boogarins @Circo Voador

Por Natalia Salvador

É oficial! Decretei aqui que o Circo Voador é uma das casas de show mais mágicas do Rio de Janeiro. Não tem uma noite que eu tenha passado nesse lugar que não me fez ficar encantada com alguma coisa. Seja produção, público, energia ou banda. No último sábado, 03 de março, foi a vez de O Terno e Boogarins e, é claro que não seria muito diferente. Com casa cheia, cada banda trocava sinceridade e intensidade – na medida – com o público.

Quem abriu a noite foram os paulistas d’O Terno, que levaram boa parte do público presente. O Circo Voador acompanhava alto cada música apresentada pelo trio. Além disso, a banda também contou com o apoio de três incríveis musicistas. A inclusão de metais no novo show deixou tudo ainda mais bonito e, depois de certo tempo dos cariocas esperando por outra apresentação após o lançamento de Melhor do Que Parece, parecia o reencontro ideal. Em cima do palco, Tim, Biel, Guilherme e o trio de metais tocavam em perfeita sintonia.

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O Terno @2018

No repertório, músicas do último CD eram a maioria. A História Mais Velha do Mundo, Não Espero Mais, Deixa Fugir e Lua Cheia foram as primeiras da noite. Um dos grandes destaques da apresentação ficou por conta dos solos. Principalmente de Biel Basile, na bateria, e do trio de metais. Douglas Antunes e Amilcar Rodrigues também participaram das gravações do terceiro disco da banda. O show seguiu com Eu Confesso, Depois que a Dor Passar, Nó, além de O Orgulho e o Perdão – um dos pontos altos da noite. Bote ao Contrário e Volta, não ficaram de fora. Ao se aproximar do fim do show, Culpa ganhou coreografia e palmas e engatou em Ai, Ai, Como Eu Me Iludo e Melhor do Que Parece. Depois de calorosos pedidos de “mais um”, a banda voltou ao palco e encerrou a noite com 66, sucesso do primeiro CD – lançado em 2012.

Não muito tempo depois, o quarteto goiano de Indie Rock Psicodélico subiu ao palco trazendo o show do novo disco Lá Vem a Morte, lançado em junho de 2017, e provocando uma experiência diferente para o público. Dinho Almeida, Benke Ferraz, Raphael Vaz e Ynaiã Benthroldo apresentam um show bastante linear. A luz baixa e o instrumental das músicas te convidam a viajar no mundo dos Boogarins. A platéia já estava menos cheia e não cantava tão alto as músicas, era uma outra proposta de envolvimento. Foimal, Doce, 6000 dias e Lucifernandis chamaram atenção na apresentação da banda que já se apresentou em diferentes e importantes festivais pelo mundo – como  Primavera Sound, Coachella, Lollapalooza e South by Southwest.

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Boogarins @2018

A diferença entre as bandas se somou na noite de sábado. Não sei se todos ali, já que muitos estavam presentes por conta da segunda banda, concordariam comigo, mas o encaixe seria ainda melhor com a ordem de shows invertida. Com um show muito mais enérgico e apaixonado, O Terno se reforça como um dos grandes nomes do cenário atual.

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Resenha: Tim Bernardes @ Theatro Net

Por Natalia Salvador

Recomeçar foi um dos discos brasileiros mais comentados em 2017. O lançamento de Tim Bernardes, fora da banda O Terno, foi muito esperado e superou às expectativas do público e da crítica. Os shows de lançamento têm sido feitos de maneira mais leve e tranquila, por isso, cada capital por onde Tim passa aguarda ansiosa pela oportunidade de desfrutar deste espetáculo ao vivo. O Canal RIFF não poderia perder a oportunidade de estar presente neste dia tão especial e, de quebra, ainda batemos um papo com o multi-instrumentista. Confira!  

Tim Bernardes @ 2018

O cenário simples e minimalista nos fazia sentir como se estivéssemos dentro de um quarto com Tim. Era o momento dele nos mostrar seu íntimo, da maneira mais verdadeira que poderia. Em entrevista exclusiva, o cantor contou como foi lançar um trabalho solo. “Foi um processo completamente diferente dos discos que eu já tinha feito com O Terno. Eu sempre fui 100% focado na banda e, vira e mexe, compunha uma canção que tinha uma pegada bem mais pessoal”, explicou. O paulista ainda disse que escolheu músicas que, de alguma forma, tinham a ver com a temática de estar sozinho, de ver uma estrutura ruir – seja por uma mudança, um relacionamento, etc -, e o silêncio. “O disco é o meio do caminho, o limbo até, de fato, algo recomeçar. O tempo que eu guardei essas músicas eu não tinha nem coragem de mostrar para as pessoas, deixava elas guardadas e de tempo em tempo eu ouvia e continuava gostando delas”, concluiu.

Se as gravações já são emocionantes, ao vivo a coisa fica ainda mais bonita! Acompanhado de um piano e duas guitarras, onde se divide a cada música, Tim apresentou músicas do álbum solo, suas composições com O Terno, além de versões de canções de outros artistas. No meio de lindas performances de Jorge Ben Jor, Gilberto Gil, Black Sabbath, Belchior, entre outros, o grande destaque da noite ficou por conta de Soluços, música de Jards Macalé. Entre as canções da banda, Volta e Melhor Do Que Parece, presentes no último disco, não ficaram de fora do set list. Além disso, a iluminação baixa também te transporta para o universo de Tim.

Tim Bernardes @ 2018

O público cantava mais tímido a maioria das músicas, pareciam estar ali apenas observando e absorvendo o que o multi-instrumentista havia preparado. “Eu to bem feliz! Eu sabia que estava fazendo um disco e que eu achava as canções bonitas, estava caprichando e que seria algo que eu, como ouvinte, gostaria de ouvir. Mas eu não tinha certeza do quanto eu queria lançar e expor ele num primeiro momento, que eu ainda estava tímido. No meio do processo, que eu vi ele tomando força e virando uma grande coisa assumi a ideia de lançar mesmo, fazer clipe, divulgação e chegar no máximo de pessoas possível. Até agora é o disco que eu mais consegui me realizar musicalmente”, confessou.

Dentre as músicas de Recomeçar, a que mais se destaca é Não. Ao vivo isso não seria diferente. Além dela, Tanto Faz, Quis Mudar, Talvez, Ela Não Vai Mais Voltar, As Histórias do Cinema, e Ela, não ficaram de fora do set list – e nem poderiam. A verdade é que, conforme o show vai avançando, mais a gente quer ouvir. É como se fosse aquele grupinho de amigos tocando na sala em mais uma reunião entre vocês, você só quer ficar ali curtindo aquele momento por um tempinho. Mas uma hora, infelizmente, chega ao fim.

Tim Bernardes @ 2018

Mas se engana quem pensou que Tim deu um tempo. Além de seguir apresentando Recomeçar pelo Brasil afora, o cantor tem importantes encontros marcados com O Terno. A banda se apresenta no segundo dia do Lollapalooza Brasil e os meninos estão animados. “Eu acho que vai ser legal, vão pessoas do Brasil inteiro. To com essa sensação de que vai ser o maior encontro mundial de fãs d’O Terno até então”, contou sorrindo. E as surpresas não param por ai, Tim contou ao Canal RIFF que eles estão com um novo show, renovado, e querem curtir esse momento. Mas, também estão ensaiando coisas novas e parece que vem novidade por ai! Então fica ligado no Tim Bernardes, na banda O Terno e não da mole de perder.

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Lançamentos: 21 Álbuns de setembro que você tem que ouvir

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Nossa lista mensal de lançamentos está pronta. Confira alguns dos lançamentos mais legais do mês de setembro entre produções nacionais e internacionais.

E ah, aproveita e segue o RIFF no spotify. lá rolam várias playlists, incluindo a dos lançamentos.

Bora ouvir:

 

Jake Bugg – Hearts That Strain

Um dos primeiros e mais legais lançados em setembro, o intimista “Hearts That Strain” é o quarto disco do Jake Bugg. O Sucessor de “On My One” (2016) tem 11 faixas, dentre elas o single “How Soon The Dawn”, e participações especiais de Noah Cyrus e Dan Auerbach (The Black Keys).

LCD Soudsystem – American Dream

Finalmente os nova-iorquinos do LCD Soudsystem retornaram de seu hiato de cinco anos. A banda de punk disco lançou em setembro o provocante e dançante “American Dream”.

 

Mogwai – Every Country’s  Sun

Eu não conhecia o som da banda escocesa Mogwai, e me surpreendi ao ouvir seu mais novo lançamento, o disco “Every Country’s Sun”. Me deparei com versos cantados instrumentalmente, belas guitarras gritando suavemente, ora não tão suaves, ambientes melódicos e também repletos de sujeira… curti! Ouça:

Motorhead – Under Cover

“Under Cover”, lançamento do Motorhead, é um disco com 11 faixas de covers executados pela banda durante toda sua carreira. Dentre eles, a inédita versão de “Heroes”, David Bowie.

Jack Johnson – All The Light Above It Too

“All The Light Above It Too” é o sétimo disco de Jack Johnson e contém dez faixas, dentre elas os singles “Sunsets For Somebody Else” e “You Can’t Control It”.

O músico aterrissa em terras brasileiras em novembro para shows em São Paulo e Rio de Janeiro. Algum riffeiro vai?

The National – Sleep Well Beast

Com a sua amargura poética e sonora, O The National retorna quatro anos depois de “Trouble Will Find Me” (2013) e explora o amor caótico do eu lírico em “ Sleepe Well Beast”. Com uma nova pitada eletrônica e o ambiente melancólico já tradicional da banda, o novo disco é mais um belo trabalho do quinteto. Eu me Amarro em The National. E você?

Neil Young – Hitchhiker

“Hitchhiker” traz dez canções originalmente compostas na década de 70 e que só agora Neil Young decidiu lançar – Algumas aparecem em outros trabalhos do cantor. Ouça:

Foo Fighters – Concret And Gold

Lançado no dia 15 de setembro, “Concret And Gold” é o nono disco da carreira do Foo Fighters e conta com participações de Justin Timberlake e Paul McCartney. Se liga na nossa resenha do disco.

E lembrando, o Foo Fighters vem ao Brasil em 2018 em turnê conjunta com o Queens Of The Stone Age. Os shows acontecem e fevereiro e março em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

Prophets Of Rage – Prophets Of Rage

O Prophets Of Rage é um projeto formado por membros de Rage Against The Machine, Public Enemy e Cypress Hill, e os caras acabam de lançar o seu primeiro álbum, homônimo. O disco tem doze faixas, incluindo os singles “Radical Eyes” e “Living On The 110”.

Ringo Starr – Give More Love

Com participação de Paul McCartney, o ex Beatles Ringo Starr lançou seu décimo nono disco solo, intitulado “Give More Love”. O disco está disponível em todas as plataformas digitais e você pode ouvi-lo abaixo:

The Killers – Wonderful Wonderful

Você curtiu ao álbum novo do The Killers? Eu curti. Uma das coisas que gosto nos Killers é que suas músicas podem ser ouvidas a partir de ordem nenhuma. As mais antigas ou as mais recentes caem muito bem nos ouvidos. E é por isso que gostei de “Wonderful Wonderful”. É The Killers.

The Horros – V

A banda britânica, que tem muita audiência no reino unido, The Horrors lançou o seu quinto disco de estúdio, intitulado “V”. O Disco conta com dez faixas e está disponível em todas as plataformas digitais.

The Neighbourhood – Hard

Os aguardadíssimos do The Neighbourhood lançaram em setembro o EP “Hard”. O registro contém cinco faixas e é uma prévia do seu novo álbum, que ainda não tem nome nem data de lançamento prevista.

Os caras também devem pintar no Lollapalooza Brasil em 2018 e provavelmente já com o álbum completo lançado. Ouça “Hard”:

Circa Survive – The Amulet

A banda norte-americana Circa Survive lançou “The Amulet”, seu sexto álbum de estúdio.  O disco conta com dez faixas, e dentre elas, “The Amulet”, “Lustration” e Rites Of Investiture” já ganharam clipes.

As Bahias e a Cozinha Mineira – Bixa

Raquel Virgínia, paulista, Assucena Assucena, baiana e o mineiro Rafael Acerbi formaram a banda, na época de faculdade, em São Paulo. E nesse mês de setembro eles lançaram o disco “Bixa”. O trabalho é inspirado em Caetano Veloso, e traz também sonoridades variadas com muitas batidas eletrônicas e MPB. Vale ouvir.

Maglore – Todas as Bandeiras

Mais um lançamento brazuca. E de uma das bandas mais legais do país. A Maglore acaba de lançar o ótimo álbum “Todas as bandeiras”. Você pode conferir nossa resenha do disco e já vai compartilhando esse dom massa da Maglore.

Tim Bernardes – Recomeçar

“Recomeçar” é o primeiro disco solo do cantor e compositor Tim Bernardes. O paulistano, que é vocalista da banda O Terno (Que vai estar no Lollapalooza 2018), propõe um ambiente intimista e com composições bastante sentimentalistas. Ouça e diga o que achou:

Sound Bullet – Terreno

Mais um lançamento brazuca de setembro é o “Terreno”, dos cariocas da Sound Bullet. Esse é o primeiro disco do grupo, que já havia aparecido bem com o EP “Ninguém Está Sozinho” (2013). Ouça a mistura de indie rock e rock alternativo dos caras:

Bergamota – Oscilação

Quarteto carioca formado por Lucas Fernandes (guitarra), Lucas Machado (guitarra e vocal), Amon Deister (baixo) e Gabriel Medeiros (bateria), mistura influências do rock progressivo, stoner rock e Indie rock, e lançam pelo selo Crooked Tree Records seu disco de estreia, intitulado “Oscilação”. Mais uma banda nacional pra você curtir!

The Flying Eyes – Burning Of The Season

Mais um belo lançamento do selo Abraxas, “Burning Of The Season” é o quarto disco dos norte-americanos The Flying Eyes. Com muitas distorções, psicodelia pedindo passagem pro protagonismo, riffs afloradíssimos e o vocal envolvente de William Kelly, “Burning Of The Season” é de fato um ótimo disco.

Quarto Ácido – Paisagens e Delírios

A Abraxas na lista de novo e agora trazendo coisa boa pros fãs de instrumental. “Paisagens e Delírios” é novo álbum do Quarto Ácido, que tem uma roupagem influenciada pelas maravilhas sonoras da década de 70 e pelo stoner rock noventista.