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Resenha: Daughter @Circo Voador

Por Hiram Alem | Fotos: Eduardo Magalhães/Queremos

Os portões se abriram às 21h no Circo Voador (Rio de Janeiro) e o público chegava aos poucos naquela véspera de feriado. Dentro do Circo havia um stand da Queremos! vendendo produtos com a marca da plataforma e vários posters da Daughter para serem levados de graça pelo público.

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Antes do atração principal, quem abriu foi Mari Romano, uma artista que reúne em sua banda diversos nomes experientes na música brasileira como Marcelo Callado e Gustavo Benjão. A sonoridade é brasileiríssima, remetendo muito às décadas passadas da mpb mas com aquela pegada indie. A presença de palco e bom humor da Mari ajudavam a criar um clima descontraído, conversando e brincando com o público, ela dançava e pulava o tempo todo junto com as músicas. O show ainda contou com a participação de Pedro Pastoriz, também do mesmo selo de Mari, a paulista “Risco”.

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Às 23h em ponto, fazendo jus à nacionalidade da banda, o trio inglês entra no palco. No primeiro minuto de New Ways, a música de abertura, já dava pra perceber que a banda era impecável ao vivo e não deixava absolutamente nada a desejar para o som de estúdio, evocando atmosfera etérea, “dream-like” tão característica deles. O público cantava junto em quase todas as músicas. Gritos de “angel!” e “linda” ecoavam a cada intervalo entre as músicas, deixando a vocalista Elena sorrindo de alegria e timidez. Na hora de interagir com o público, sua voz e movimentos eram muito mais contidos, tímidos, mas transbordando carisma e sorrisos contagiantes.

De todos os momentos, talvez o ápice do show tenha sido quando a banda tocou Youth e todos cantavam a plenos pulmões e de celulares acesos. Uma curiosidade é que a banda não tocou nenhuma de suas músicas do seu álbum mais recente, The Calm Before the Storm, mas isso talvez se deva ao fato dele ter sido lançado em setembro desse ano (2017). Por fim, encerraram o show com a dançante Fossa, que botou todo mundo pra se mexer.

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Após o fim do show, os fãs se amontoaram na saída para esperar pelos integrantes que, após algum tempo, apareceram e carinhosamente assinaram todos os posteres e tiraram selfies com todo mundo, sorrindo, abraçando e conversando. Durante a conversa com os fãs, o baterista Remi Aguilella se revelou fã de bandas brasileiras como Sepultura, Soulfly e… Cansei de Ser Sexy!. Após garantir meu autógrafo e fotos, retornei para casa já ansioso pela próxima vez

Na turnê brasileira a banda se apresentou ainda em São Paulo, no dia 15, e no dia 16, em Porto Alegre.


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Daughter Setlist Circo Voador, Rio de Janeiro, Brazil 2017

 

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Resenha: Liniker + Letrux @Circo Voador

Por Fernanda Alves

Duas palavras definem a última noite de sexta no circo voador: Lacre e climão. Não há outra forma de descrever, só se deixar “bagunçar”!

Letrux abriu o espetáculo mostrando seu novo trabalho: “Letrux – em noite de climão”, de nome extremamente apropriado para ocasião. Sua voz marcante e sua presença performática contagiaram o público numa espécie de catarse coletiva. Entre sorrisos falsos, versos marcados pela ironia, deboche, libertação e sussurros eróticos, um convite a mergulhar nas pistas de dança. Não havia quem ficasse parado ou indiferente às suas letras e canções, claramente inspirado pela temática da separação, mas exploradas com leveza e humor (longe da sofrência dos sertanejos). Do começo ao fim do show, a cantora, que se jogou nos braços (literalmente) da plateia, manteve a energia lá em cima de uma forma vibrante.

Depois da pausa pra se recompor após o furacão Letrux, Liniker subiu ao palco ao som de Remonta, sucesso de seu mais recente álbum. E o que podemos dizer sem parecer clichê?

Quem esteve no Circo viu o quanto impactante é vê-lx e ouvi-lx !

O show do Liniker e os Caramelows é uma experiência desafiadora e transformadora. Sua imagem indefinível elimina a existência do gênero, embaralhando convicções. É a voz forte e grave que sai da boca pintada de vermelho. Mas tudo isso teria apenas um efeito estético se sua voz não desse conta do recado. Sua música e presença são arrebatadoras e seu discurso é o que vive no dia a dia.

Sua instrumentação sai dos anos 1970 e encontra o discurso contemporâneo das ruas, da causa, do homem, da mulher. Toda uma mistura de gêneros representada em suas canções. Às vezes percussão, às vezes guitarra, às vezes teclado, mas tudo com a imprecisão de um som saindo de um vinil.

Zero, Você Fez Merda, Louise Du Brésil e Funzy mostram que o barulho que começou a ser feito quando surgiu na mídia não era em vão. Liniker “passou pra dar um cheiro” e mostrou que mais do que algo a dizer, elx têm algo a cantar.

A gente fica mordidx, não fica?”

RESENHA: ANAVITORIA @ CIRCO VOADOR

Por Natalia Salvador

No último sábado, dia 12 de agosto, a dupla Anavitoria fez mais um show com ingressos esgotados – dessa vez em menos de uma semana -, no Circo Voador, localizado no bairro boêmio da Lapa, Rio de Janeiro. Eu já sabia que as duas eram um sucesso, um bom exemplo disso foi a criação de um selo especialmente para a contratação das meninas de Tocantis pela gravadora Som Livre. O que eu não estava imaginando era essa proporção,  com tão pouco tempo de estrada.

Anavitoria @ 2017

Mesmo com os avisos na internet e placas na bilheteria sinalizando que os ingressos estavam esgotados, era possível ver alguns fãs tentando entrar na casa até o último minuto! Mas, sem banda de abertura, o show começou pontualmente às 22 horas e 30 minutos, deixando o pessoal do lado de fora sem muitas opções. Dentro do Circo Voador, quem chegou mais tarde, tinha até certa dificuldade de ver as meninas no palco – e que palco! A produção estava impecável e o visual era encantador.

Com um show curtinho, de quase 1 hora, as duas pulam, cantam, tocam e sorriem para todos os lados do palco. E como sorriem! A dupla externa a felicidade que sente em estar no palco e, vamos combinar, dá até vontade de saber cantar só para ver se a gente fica parecido com a Vitória. A ruiva dos cabelos enrolados parece ter nascido para não fazer nada além disso: encantar quem a assiste. A voz um pouco rouca, doce e sorridente se completa com a afinação de Ana Clara. Mas é claro que, em um show sold out, no Rio de Janeiro, iria ganhar uma forcinha extra.

Anavitoria @ 2017

De Coração Carnaval a Dê um Role – cover de Os Novos Baianos que encerrou a apresentação -, o público não deixou de cantar uma música sequer! Chamego meu, Fica e Agora Eu Quero Ir ganharam os coros mais altos. Além disso, a chuva de papel picado, balões preto e branco e o mar de luzes não ficaram de fora dessa celebração.

O estilo Anavitoria encanta e vende nesse Brasil de grande diversidade cultural. Elas podem até não se encaixarem no seu perfil de sonoridade preferido, mas é quase impossível não se apaixonar por essas duas. Parece que as pupilas de Tiago Iorc e Felipe Simas ainda tem um grande caminho pela frente. E se posso dizer algo pelo público que estava ali: obrigada e até breve!

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Resenha: The Maine @Circo Voador

     Por Natalia Salvador | Fotos: Thaís Huguenin

A banda americana The Maine desembarcou no Rio de Janeiro, no domingo, dia 23 de julho, para o último show da turnê Lovely Little Lonely no país. Para mim, esse era o primeiro contato com a banda e, para os fãs que ali estavam parecia que todo encontro é como se fosse a primeira vez. Depois de passar por São Paulo, Limeira, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte e serem acompanhados por muitos desses fãs por essas cidades, era hora de lavar a alma, mais uma vez, no palco do Circo Voador.

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Michael Band @2017

Para começar a aquecer a noite – quase – fria na cidade maravilhosa, Michael Band, ex-integrante do grupo P9, se apresentou e foi muito bem recebido pela plateia ansiosa. Com o apoio de Felipe Lopes – baixista da banda OutroEu -, Michael apresentou músicas autorais, com uma pegada mais folk, que combinam muito com a voz suave. Além disso, o carioca se arriscou com uma versão apenas voz e violão de Take Me Dancing e a galera acompanhou em alto e bom som, dando uma pequena amostra do que estava por vir.

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The Maine @2017

Com um cenário simples, mas muito bonito, John O’Callaghan (vocal), Kennedy Brock (guitarra e vocal), Jared Monaco (guitarra), Garrett Nickelsen (baixo) e Pat Kirch (bateria) subiram no palco arrancando gritos e suspiros de uma platéia cheia de paixão. Eu sempre tive amigas fãs de The Maine, mas eu nunca tinha visto essa relação de perto. Logo nas primeiras músicas se tornou muito difícil ficar parado, aquela história de energia que contagia.

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The Maine @2017

Guardem seus celulares para essa próxima música e dancem. Vocês pagaram por isso, vamos estar aqui juntos, sem desculpas”, convidou John, em uma das muitas trocas que o vocalista tem com o público durante o show, antes de puxar o coro para a faixa de My Heroine. Outra música que ganhou destaque na noite entre solos e entusiasmo foi Ice Cave. E é claro que essa banda, com essa proximidade com seus fãs, não deixaria de atender a um pedido. “Nós tocamos essa música em Brasília, mas vocês sabem como é, não praticamos muito. Vamos precisar da ajuda de vocês”. E mais uma vez, Taxi foi adicionada ao set list de última hora, para alegria de todos.

Como já é de costume, John chamou uma pessoa para ajudar a cantar no palco Girls Do What They Want. O sortudo da vez foi o Vitor, lá de Maceió, e que também estava vivendo a experiência The Maine pela primeira vez. Os dois ainda escolheram mais uma fã, a carioca Mariane mal conseguia se conter de tanta emoção. Os dois cantaram abraçados e aproveitaram aquele momento único.

 

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The Maine @2017

Quase no fim do show, John falou do quanto é importante sentir as emoções e deixar que elas se libertem de nós. Segundo ele, podemos ficar tristes e felizes mas, acima de tudo, temos que ser bons uns para os outros. Foram tantas alegrias naquelas 1 hora e 30 minutos de música, tantos sorrisos, tanto carinho, tantos rebolados, que os problemas com o microfone não atrapalharam em nada a noite.

 

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Depois de tanto tempo acompanhando isso tudo de longe, me senti feliz por finalmente entender um pouquinho do que se passava no coração das minhas amigas fãs de The Maine no ensino médio. “Obrigada por acolherem a gente no seu país, nós amamos muito vocês. Se cuidem e a gente se vê”, afirmou o vocalista ao se despedir. É, John, o Brasil também ama muito vocês e, sem dúvidas, já não vê a hora para encontrar vocês de novo. Quem sabe não rola uma segunda primeira vez pra mim também?


Resenha: Suricato + OutroEu + Café Irlanda @Circo Voador, Folk Fest

Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

Entramos em abril com o pé direito! Em uma noite regada a música boa e estilos variados, os preconceitos musicais não atravessaram os muros do Circo Voador. A intitulada Folk Fest foi a balada de muitos nessa sexta, 31/03, e contou com as bandas Outro Eu e Suricato no palco principal. Já na Nave Anexa, aquele deck que fica na frente da rampa para o segundo andar, os cariocas do Café Irlanda nos transportaram diretamente para as ruas da Irlanda no começo e intervalo dos outros shows.

Começando como quem não quer nada, o Café Irlanda chamou a atenção de quem esperava o início dos shows não só pelo estilo do som, como também pelo timbre do vocalista. Eles tocaram músicas tradicionais irlandesa, mas com uma pegada brasileira. Asa Branca e outras músicas do baião ganharam versões inusitadas.

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Um pouco depois das 23 horas foi a vez de OutroEu assumir o rumo da noite e nos trazer de volta para o Brasil.  Em um pouco mais de uma hora de show,  eles apresentaram diversas músicas novas que vão estar no CD, prestes a sair do forno. Além disso, eles ainda fizeram releituras das músicas Budapest, Dona Cila e Sexual Healing. O público muito participativo cantava e dançava todas as músicas, quando tocaram Coisa de Casa, a platéia foi de arrepiar. A felicidade e o carisma dos meninos em cima do palco contagiaram a todos. Já estamos esperando o próximo.

Com o fim do show da OutroEu, o Café Irlanda retomou o comando da noite, dessa vez um pouco mais intimista por conta da chuva. Bebida na mão, um pouco de frio e a música nos levaram novamente para além do Oceano Atlântico.

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Direto do Lollapalooza para o palco do Circo Voador, o Suricato fez um show de experiências. Com músicas inéditas, integrantes novos, mas com a mesma energia contagiante em cima do palco. Caminhando entre as músicas dos álbuns Pra Sempre Primavera (2012), Sol-te (2014) e música novas o sexteto mostrou que está em plena sintonia, uma dessas composições inéditas foi a Amor de Sol, canção em parceira com o Paulinho Moska.

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 A canção escolhida para fechar com chave de ouro o repertório foi Talvez, mas por conta da chuva a banda resolveu estender um pouco mais o show. Dando espaço para os talentos dentro do grupo, eles convidaram o Cauê Nardi, responsável pela viola e violão no Suricato, para cantar uma composição própria. E depois chamaram ao palco todos os responsáveis por aquela noite acontecer: Café Irlanda, OutroEu e claro, os técnicos. Ao som de Eclipse Oculto e com todas a as estrelas da noite em cima do palco, eles se despediram pela segunda vez do público, que parecia não querer que aquela noite acabasse.

 

Resenha: Silversun Pickups + Cage The Elephant @Circo Voador

Por Gustavo Chagas (texto e fotos)

QUE SEMANA!! Amigos, que semana!!

Eu sempre gosto de mês que tem o Lolla, porque parece que tudo fica mais musical. O quanto eu gosto de música aflora nessa época. O Lolla, como bem disse a linda Thais Zichtl, me faz gostar mais de música.
Todo ano eu começo a ouvir pelo menos uma banda nova e me apaixono. A desse ano foi o Silversun Pickups. Muito também dessa descoberta se deve a insistente recomendação de Ricardo Baianinho, nosso editor.

#silversunpickups no palco!! #coberturariff #queremos #heineken

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Gostei muito, de cara! Voz andrógina do Brian, o baixo pesado da Nikki, a linha reta, mas tresloucada da batera do Chris e a programação viajada do Joe, me remetia ao que eu mais gostava de ouvir nos anos 90. Aquele pós grunge boladão de raiz.
Os assisti em São Paulo (#chupaduranduran) e, já tinha ficado muito feliz tanto com a resposta do público, que conhecia bastante, quanto a performance da banda, já que eu tinha medo que aquele vigor do disco não transparecesse ao vivo. Ainda bem que o medo era infundado.
Como eu já falei, eu adoro essa época de Lollapalooza. Muito também porque ela proporciona que tenha aqui no Rio shows menores das bandas que tocam no festival. Eu já assisti shows INCRÍVEIS e, em lugares menores, por causa disso. Foster the People, Skrillex, Three Days Grace, TWENTY ONE PILOTS…
O show do Silversun Pickups foi feito pra ser tocado em um lugar menor. O show dessa quarta foi poderoso! A acústica do circo pareceu que foi projetada pro som deles. A cada palhetada que a Nikki dava, o grave batia e você sentia na alma. Essa mesma alma que era cortada a cada riffada e a cada grito do Brian. A mesma alma que balançava no groove do Chris e também a que contemplava o Joe. A alma que saiu lavada.
Nightlight’, ‘Circadian Rhythm’, ‘Panic Switch’, ‘Lazy Eye’, todas foram tocadas com intensidade e atenção a cada nota, numa tentativa de retribuir cada grito e gota de suor que o público estava entregando à banda. O som deles soa sincero. E, todo ano no Lolla, tem os candidatos a banda que daqui a pouco vão se tornar enormes. Os meus desse ano são o Catfish e o Silversun. Eles tem que ser grandes. As pessoas tem que ouvir o som deles. Tem que.
Ah, teve o show do Cage The Elephant também.
Maravilhoso. Intenso. Vigoroso. Inesquecível. Escolha um dos adjetivos e aplique ao show.
Sabe o que parece o show do Cage? É como se alguem pegasse aquelas duas obras primas do Guy Ritchie (‘Snatch’ e ‘Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes’), e transformasse esses filmes em música. Eu os classifico a partir de agora como indie-de-pub britânico-cinematográfico-mosh-stage dive-boladão.

Meu DEUS! A energia contagiante do Cage The Elephant! #heineken #queremos #coberturariff #cagetheelephant

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Mick Jagger já pode se aposentar, pois já temos um substituto a altura. Matt Shultz é o melhor frontman que o indie já produziu! Eu dúvido que alguém vá ao show e não se sinta contagiado pela presença dele.

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Que noite! Que semana! Que alegria! Até o ano que vem, mês maravilhoso do Lolla!

Cage the Elephant Setlist Circo Voador, Rio de Janeiro, Brazil 2017

Resenha: Jimmy Eat World + Two Door Cinema Club @Circo Voador

Por Guilherme Schneider | @Jedyte | Fotos: Gustavo Chagas

A 6ª edição brasileira do Lollapalooza não terminou no último domingo após o show dos Strokes. Quer dizer, ao menos os chamados ‘side shows’ do Lolla ainda dão uma esticadinha na agenda de algumas bandas, como o Jimmy Eat World e o Two Door Cinema Club. Ambas tocaram nesta terça-feira (28/3) no Rio de Janeiro diante de um público que lotou o Circo Voador.

A abertura da noite ficou com os norte-americanos do Jimmy Eat World, que estrearam nos palcos brasileiros enfim nesta semana. A espera foi longa e os fãs presentes foram recompensados e cantaram em alto e bom som os hits I Will Steal You Back, Pain, Work, 23, Swetness e, principalmente, The Middle.

#JimmyEatWorld em seu ponto alto aqui no @circovoador!

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Até por conta da espera de 24 anos, o repertório veio repleto de músicas antigas, especialmente do ‘Bleed American’ (2001) e ‘Futures’ (2004), fase em que a aura “emo” era sentida com mais emoção internacionalmente. Apesar do recente álbum ‘Integrity Blues’ (2016), o momento áureo do Jimmy está na década passada.

De lá para cá a banda experimentou variações na sonoridade e uma certa falta de identidade, que por vezes confunde. Como no caso do vocalista Vinny (aquele mesmo!), que através de suas redes sociais surgiu como um inesperado (e ácido) crítico da trajetória da banda.

Porém, na prática, esse timing atrasado não prejudicou em nada a apresentação no Circo Voador. Aos gritos de “Olê, olê, olê, olê! Jimmê! Jimmmê!”, a banda deixou o palco com sorriso de orelha a orelha (especialmente do simpático vocalista Jim Adkins), se desculparam pela demora em vir ao país, e prometeram voltar em breve.

No intervalo entre os shows era possível esbarrar com músicos de outras bandas gringas, como o Cage The Elephant e o Silversun Pickups. Nós, claro, também aproveitamos para tietar um pouco.

Momento fan boy do @canalriff! Brian Aubert do Silversun Pickups! #coberturariff #queremos #circovoador

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Se o Jimmy estreava nos palcos brasileiros, os norte-irlandeses do Two Door Cinema Club já são habitués do Circo Voador. A banda originalmente formada por Alex Trimble (vocal/guitarra), Sam Halliday (guitarra), Kevin Baird (baixo) já viera ao Rio em 2011 e 2013 para show memoráveis.

E o show desta terça provavelmente também entra para esse hall de shows memoráveis. Dessa vez como show da consolidação como os mais precisos hitmakers para pistas indies. Não é de hoje que eles são o coringa para qualquer DJ fazer a alegria de uma festa. Como disse meu colega Alan Bonner, Em terra de baile funk, o que se viu foi um verdadeiro ‘baile indie‘, com animadíssimos riffs de guitarra que chamavam para dançar a todo momento. E nessa hora, amigo, todo mundo vira indie rocker… Ronaldo Fenômeno vira, Tande do vôlei (que esteve no Circo e bloqueou minha visão) vira…

#TwoDoorCinemaClub ovacionado no @circovoador!

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Após a arrebatadora estreia com o álbum ‘Tourist History’ (2010), o TDCC manteve o fôlego (e os hits) no ‘Beacon’ (2012) e no ‘Gameshow’ (2016). Tanto que no show se nota uma constante, sem deixar nem peteca nem os balões (surpresa bonita dos fãs) caírem. Destaques para as boas respostas do público carioca em Undercover MartynNext Year, I Can Talk, Someday, Something Good Can Work, What You Know. 

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Entre uma taça e outra (provavelmente de vinho), o agora cabeludo Alex Trimble mostrou que veio ao Brasil disposto a fincar o Two Door como futuro headliner dos grandes festivais. Quer show com público pulando que nem pipoca e dançando feliz da vida? Chama os caras!

O ‘puxadinho’ do Lolla segue nesta quarta-feira. Duran Duran toca em Belo Horizonte no BH Hall, enquanto o Cage The Elephant se apresenta com Silversun Pickups no Rio de Janeiro – novamente no Circo Voador graças ao pessoal do Queremos. E nós estaremos novamente lá para mais uma Cobertura RIFF!

Jimmy Eat World Setlist Circo Voador, Rio de Janeiro, Brazil 2017, Integrity Blues


Two Door Cinema Club Setlist Circo Voador, Rio de Janeiro, Brazil 2017, Gameshow