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Entrevista Pagan John | Cobertura RIFF

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As 5 melhores apresentações do SuperStar

Por Bruno Britto

A era do SuperStar na Globo chegou ao fim, ao menos por enquanto. O programa, que inspirou um dos quadros preferidos de todos os seguidores do RIFF, o “Comentando o SuperStar”, não foi renovado pela emissora.

Em um tom um pouco mais saudoso, resolvemos lembrar as melhores apresentações que ocorreram no programa. É importante ressaltar que estamos falando apenas das apresentações de forma avulsa, não avaliando a banda nem por sua trajetória no programa, nem um contexto maior.

Sem mais demoras, vamos ao ranking.


5. Bellamore – “Come Together”

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Participante da terceira temporada do programa, a Bellamore destruiu logo na sua primeira apresentação. Colocaram sua própria personalidade na clássica música dos Beatles e o resultado agradou a todos, incluindo os jurados, que elogiaram a presença de palco do vocalista Pedro Sárria.

Logo no seu primeiro dia, a Bellamore mostrou a que veio.

4. Suricato – “Trem”

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A Suricato esteve presente na temporada original do SuperStar e foi talvez a banda mais querida de tal edição. Não era pra menos.

Após uma audição onde inovaram com instrumentos bem inusitados, o grupo trouxe sua música autoral para a fase de duelos, sendo bastante elogiada e mostrando o poder de suas composições.

3. Supercombo – “Piloto Automático”

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A banda de indie rock de Vitória-ES, já tinha um bom reconhecimento, principalmente na internet. Mas logo em sua audição na segunda temporada, o Supercombo conseguiu atingir um enorme público, graças a qualidade e bom gosto musical. “Piloto Automático” foi um dos maiores sucessos do programa e serviu para trazer mais interesse para o grupo.

2. OutroEu – “Coisa de Casa”

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Com influências diretas do folk, a OutroEu emocionou a todos com sua apresentação de estreia, com uma música extremamente linda e com arranjos muito bem feitos. O grupo se tornou o queridinho do público nessa edição do programa e muito isso se deve a “Coisa de Casa”.

  1. Scalene – “Danse Macabre”

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Em uma opinião própria do autor, arrisco-me a dizer que a Scalene foi a maior “revelação” que o programa já fez e que a música em questão foi a responsável por isso. A vice-campeã da segunda temporada apresentou “Danse Macabre” na sua segunda participação no programa e foi com ela que mostraram toda a sua personalidade.


Menções honrosas: Plutão Já Foi Planeta – “Viagem Perdida”, Pagan John – “Carta”, JAMZ – “Love never felt so good”, Scambo – “Janela”, Kita – “You”, Versalle – “Marte”.


E aí, lembrou de outra apresentação marcante? Deixe suas opiniões nos comentários!

Vai deixar saudades? Globo cancela reality SuperStar

Por Guilherme Schneider

O telão não sobe mais para o SuperStar. Após três temporadas de declínio na audiência, o reality show musical da Rede Globo não foi renovado e dará espaço ao programa ‘Tamanho Família’, comandado pelo apresentador Márcio Garcia.

Mas afinal, qual legado que o SuperStar nos deixa?

O programa ajudou sem dúvidas a revelar (ou pelo menos expor ao grande público) algumas bandas com enorme potencial. Vide a Scalene, segunda colocada na edição de 2014 do reality. Recentemente os brasilienses faturaram um Grammy Latino – além de ganharem dois Prêmios RIFF.

Basta na verdade relembrar quem foram os finalistas das três edições do programa:

  • 2014: 1º) Malta; 2º) Jamz; 3º Luan e Forró Estilizado; 4º) Suricato
  • 2015: 1º) Lucas & Orelha; 2º) Scalene; 3º) Versalle; 4º) Dois Africanos
  • 2016: 1º) Fulô de Mandacaru; 2º) Plutão Já Foi Planeta; 3º) OutroEu; 4º) Bellamore

Repare que alguns nomes conseguiram alguma projeção pós-programa, figurando em festivais de música por exemplo, como a já citada Scalene, Suricato, Jamz, Versalle, OutroEu, Plutão Já Foi Planeta etc. Naturalmente outros caíram no ostracismo rapidamente…

No entanto isso pouco parece importar para a maior emissora do país. Sem dúvidas a questão financeira pesou. O custo-benefício do SuperStar ficou alto, inclusive por pagar royalties para a israelense Keshet Media Group, responsável pelo formato. Afinal, o SuperStar  foi baseado no programa Rising Star. Assim, a tendência é que a Globo lance o seu próprio formato de reality musical, para reduzir custos e exportar tal qual os The Voices e X-Factors da vida.

Superstar Jurados
A emissora até que convidou jurados de prestígio no showbizz

E, lógico, a queda de audiência incomodou. O programa começou em horário ingrato para a maioria – após o dominical Fantástico – tarde da noite. Após duas edições terminando depois da meia noite, o programa passou para o início das tardes de domingo. E com isso mudou inclusive sua dinâmica, valorizando mais covers do que músicas autorais.

Se na estreia do programa (em março de 2014) a audiência marcou 20,4 pontos, no mês seguinte oscilou em torno de 12 pontos. As médias das duas temporadas seguintes foram ainda menores: 10,9 (2015) e 10,5 (2016). Ficando por vezes atrás de concorrentes diretos da Globo, como o SBT e a Record.

O programa bem que tentou, chamou nomes de peso do showbizz para o corpo de jurados – e assim tentar amenizar o aparente descrédito da audiência em cima de bandas ‘novatas’. Sandy e Paulo Ricardo foram os jurados que mais participaram do programa (duas edições cada). Mas também estiveram por lá (dividindo opiniões) Daniela Mercury, Thiaguinho, Dinho Ouro Preto, Fábio Júnior e Ivete Sangalo.

Na verdade a confirmação do cancelamento não é exatamente uma novidade. O diretor Boninho já havia confirmado a notícia em novembro do ano passado através de sua conta no Twitter: “Adorei ter ajudado muitas bandas novas. Agora temos outros projetos”, disse Boninho.

Mesmo com alguns poréns, particularmente considero o SuperStar o meu formato de reality musical favorito. É nele que as bandas aparecem como um todo, e não só os vocalistas da maioria dos reality shows (que quase sempre seguem a mesma fórmula). Para o Canal RIFF o SuperStar proporcionou o nosso querido quadro Comentando o SuperStar, que tanto divertiu a gente e nosso público (veja aqui alguns episódios).

Sem dúvidas ficam as boas memórias do reality show. Quem soube aproveitar a oportunidade vai seguir forte. A música com sentimento sempre fica e faz o telão subir.

Resenha: Plutão Já Foi Planeta, Radioativa e Bordô @Teatro Odisseia

Por Alan Bonner (texto e fotos) | @Bonnerzin e @GustavoChagas

O melhor jeito de se surpreender com algo é quando, mesmo existindo uma expectativa boa no entorno da coisa, ela sai ainda melhor do que o esperado. É bem assim que pode ser definida a noite de quinta-feira (16/6), quando Plutão Já Foi Planeta, Radioativa e Bordô fizeram ótimos shows no Teatro Odisseia (Rio de Janeiro) e surpreenderam até aqueles que já conheciam seus trabalhos.

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Os cariocas da Bordô abriram a noite com um set curto, mas suficiente para mostrar a proposta da banda. Fazendo um rock ora dançante, ora mais introspectivo, Rafael Lourenço (vocal, guitarra e teclado), Daniel Schettini (guitarra), Marcelo Santana (bateria) e Rodrigo Pereira (baixo) trouxeram à tona aquela atmosfera de festa indie habitual do Odisseia durante pouco mais de meia hora e botaram o público para dançar. Uma banda para se ficar de olho, principalmente para quem curte um som na linha de Panic! At the Disco, Franz Ferdinand e Arctic Monkeys.

Radioativa @ Odisseia

A também carioca Radioativa subiu ao palco logo após, e as comparações com os americanos da Paramore foram inevitáveis, pela estética da banda, pela vocalista e pelas primeiras notas tocadas. Porém, as semelhanças ficaram nas primeiras impressões. Ana Marques (vocal), Felipe Pessanha (guitarra) Fabricio Oliveira (guitarra), Denny Manstrange (baixo) e Rodrigo Aranha (bateria) fazem um som com elementos diferentes da banda de Hayley Williams. A banda apresentou no seu set de cerca de 50 minutos um pop-punk com uma boa dose de peso e distorção, com influências de post-hardcore e real emo, além de um vocal potente de Ana. A dupla de guitarras também se destaca, com ótimos riffs e uma pegada forte, raramente vista em músicos do estilo. Merece a atenção dos fãs de Yellowcard, New Found Glory e do já citado Paramore.

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Para fechar a noite de boas surpresas com chave de ouro, a Plutão Já Foi Planeta, finalista da edição 2016 do programa Superstar, ganhou o palco do Odisseia com muito carisma e boa música. Quem vê a banda potiguar na TV ou ouve o EP “Daqui Pra Lá” e se encanta precisa urgentemente ir a um show deles. É ainda melhor! Os versáteis Natália Noronha (voz, baixo, sintetizador), Sapulha Campos (voz, guitarra, ukulele, escaleta), Gustavo Arruda (voz, guitarra, baixo), Vitória de Santi (baixo, sintetizador) e Khalil Oliveira (bateria) fazem um indie pop com muita originalidade, ótimos arranjos e uma entrega no palco que pouco se vê no mainstream atual. A banda é muito bem ensaiada e pareceu em casa no Rio de Janeiro, mesmo sendo a primeira vez em terras fluminenses. Até o público presente no show impressionou. A galera cantou todas as letras e brincou com os integrantes da banda entre as músicas, tornando a noite ainda mais agradável. E a maior e melhor surpresa de todas ficou para o final: a Plutão chamou os interagentes da OutroEu e da Playmobille, duas bandas que também participam do Superstar (a OutroEu também está na final) para cantar com eles no palco a última música do set, Você Não é Mais Planeta, e transformou o show numa festa. Fiquemos ligados na final do Superstar, pois a Plutão fez um show de campeã.

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