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Resenha: Suricato + OutroEu + Café Irlanda @Circo Voador, Folk Fest

Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

Entramos em abril com o pé direito! Em uma noite regada a música boa e estilos variados, os preconceitos musicais não atravessaram os muros do Circo Voador. A intitulada Folk Fest foi a balada de muitos nessa sexta, 31/03, e contou com as bandas Outro Eu e Suricato no palco principal. Já na Nave Anexa, aquele deck que fica na frente da rampa para o segundo andar, os cariocas do Café Irlanda nos transportaram diretamente para as ruas da Irlanda no começo e intervalo dos outros shows.

Começando como quem não quer nada, o Café Irlanda chamou a atenção de quem esperava o início dos shows não só pelo estilo do som, como também pelo timbre do vocalista. Eles tocaram músicas tradicionais irlandesa, mas com uma pegada brasileira. Asa Branca e outras músicas do baião ganharam versões inusitadas.

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Um pouco depois das 23 horas foi a vez de OutroEu assumir o rumo da noite e nos trazer de volta para o Brasil.  Em um pouco mais de uma hora de show,  eles apresentaram diversas músicas novas que vão estar no CD, prestes a sair do forno. Além disso, eles ainda fizeram releituras das músicas Budapest, Dona Cila e Sexual Healing. O público muito participativo cantava e dançava todas as músicas, quando tocaram Coisa de Casa, a platéia foi de arrepiar. A felicidade e o carisma dos meninos em cima do palco contagiaram a todos. Já estamos esperando o próximo.

Com o fim do show da OutroEu, o Café Irlanda retomou o comando da noite, dessa vez um pouco mais intimista por conta da chuva. Bebida na mão, um pouco de frio e a música nos levaram novamente para além do Oceano Atlântico.

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Direto do Lollapalooza para o palco do Circo Voador, o Suricato fez um show de experiências. Com músicas inéditas, integrantes novos, mas com a mesma energia contagiante em cima do palco. Caminhando entre as músicas dos álbuns Pra Sempre Primavera (2012), Sol-te (2014) e música novas o sexteto mostrou que está em plena sintonia, uma dessas composições inéditas foi a Amor de Sol, canção em parceira com o Paulinho Moska.

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 A canção escolhida para fechar com chave de ouro o repertório foi Talvez, mas por conta da chuva a banda resolveu estender um pouco mais o show. Dando espaço para os talentos dentro do grupo, eles convidaram o Cauê Nardi, responsável pela viola e violão no Suricato, para cantar uma composição própria. E depois chamaram ao palco todos os responsáveis por aquela noite acontecer: Café Irlanda, OutroEu e claro, os técnicos. Ao som de Eclipse Oculto e com todas a as estrelas da noite em cima do palco, eles se despediram pela segunda vez do público, que parecia não querer que aquela noite acabasse.

 

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Playlist: Enxurrada de setlists do Lolla 2017 no Spotify do RIFF

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

Mantendo a tradição de “campeão dos setlists no Spotify” (culpem os seguidores do Twitter do RIFF pelo título) preparamos uma surpresa especial para quem planeja ir ao Lollapalooza 2017 – ou seus sides shows em São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. Montamos os prováveis setlists das maiores atrações do mega festival.

Quer fazer bonito e cantar em todos os shows? Quer chegar ao festival sabendo desses “spoilers”… então siga o perfil do RIFF no Spotify e acompanhe as playlists.  Tem Metallica, The Strokes, Two Door Cinema, Duran Duran, The xx, Criolo, Jimmy Eat World, Glass Animals (foto) e muito mais!

O Lolla 2017 acontece nos dias 25 e 26 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, e, nós do RIFF, já vivemos a contagem regressiva para uma cobertura especial.

Seguem alguns exemplos abaixo pra você já entrar no clima do Lollapalooza:

Conheça Miguel Bestard, novo guitarrista da Suricato, e saiba quais são os planos da banda para 2017

Por Natalia Salvador | @_salvadorna

Para os fã da banda Suricato, o ano de 2017 começou de maneira diferente. No dia 10 de janeiro, um comunicado nas redes sociais da banda anunciava a saída do baterista Pompeo Pelosi e do guitarrista Guilherme Schwab. O folk rock produzido pela Suricato já é um velho conhecido. No ano de 2014, a banda ganhou destaque na primeira edição do reality show SuperStar, onde foi finalista e apresentou ao público diferentes instrumentos de culturas estrangeiras. Para compor a nova fase, foram anunciados os nomes de Miguel Bestard, Thiago Medeiros, Cesinha e Cauê Nardi. Enquanto não vemos a nova formação nos palcos, o Canal RIFF conversou com o uruguaio Miguel Bestard, novo guitarrista, que contou como recebeu o convite e quais são os planos para o novo ciclo e ano. Confira!

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RIFF: Quando você chegou ao Brasil? Por que você decidiu vir morar aqui?

Miguel: Cheguei no ano de 2014, procurando novos desafios, ritmos e experiências musicais que façam de mim um melhor músico. No Uruguai eu já tinha um histórico de bandas e projetos há muitos anos, sendo um país pequeno já tinha alcançado  conquistas importantes, mas foi ficando pequeno pra os meus objetivos. O Brasil tem um legado musical gigante, com muitos músicos, compositores e intérpretes de incrível nível historicamente, muitos estilos e novos elementos para acrescentar e procurar melhorar o meu estilo.

R: Em que lugares você costumava se apresentar? Sempre fez shows solo?

M: Toquei em tantos lugares… Onde desse pra fazer uma canja ou me juntar a outros músicos. Minhas primeiras tentativas aqui no Rio foram no Largo da Carioca, um tempinho tocando com minha caixa e violão. Logo fui conhecendo pessoas e músicos que chegavam pra mim interessados pelo meu som, então toquei em outros lugares e assim que foi.

R: Como conheceu a Suricato?

M: Conheci naturalmente escutando musicas na radio e assistindo televisão. Por intermédio do meu amigo Daniel Lopes, conheci Rodrigo pessoalmente e ele ficou interessado no meu trabalho e começamos a ficar em contato.

R: E como rolou o convite? Você esperava por isso? 

M: Logo depois de conhecer o Rodrigo falamos de fazer algo juntos. Essa coisa de músicos, eu imaginava ele de vez em quando aparecendo pra tocar comigo. Mas depois duma conversa de horas na casa dele bebendo chimarrão juntos, ele disse “você tá afim de levar um som com a gente?”. Eu achei, com as minhas limitações de gíria e do idioma, que ele tava me convidando a tocar uma música num show da banda, e ele falou “Eu quero saber se você quer tocar na banda”, então eu disse claro que sim!

Não esperava sinceramente o convite, mas sou um afortunado por isso! Uma banda assim tão boa, é um prazer tocar junto com eles. Adorei o jeito de tocar, tanto como os arranjos, timbres e as composições. Sou muito afortunado de poder fazer parte de um projeto tão legal.

R: Você também ministra aulas e workshops, pretende continuar ensinando? 

M: Sim. Pretendo seguir também, mas naturalmente vou ter menos tempo. Mas dar aulas é algo que gosto muito também, e gostaria de desenvolver mais esse trabalho com workshops e tudo no futuro.

R: Em 2015 a banda tocou no Rock In Rio e esse ano divide o palco do Lollapalooza com artistas como Metallica e The XX. Como você está encarando esse desafio? Já teve a experiência de tocar em um grande festival como esse?

M: Já estamos nos preparando para esse grande festival! Ensaiando um show digno de um festival tão grande, armando musicalmente detalhes interessantes pra ocasião. Tenho tocado em vários festivais, mas nunca tinha tocado num festival tão grande! Eu já tive a experiência, no ano de 2013, junto com uma banda que fazia parte, de abrir um show pra o Aerosmith, no Estadio Centenário em Montevideu, na turnê pela América do sul que eles fizeram naquele ano, e foi algo genial! Mas o Lolla vai ser ainda mais fantástico!

R: Quais são as suas expectativas para o ano de 2017? O que os fãs podem esperar da Suricato de cara nova?

M: Tentar fazer o melhor possível, dar todo meu trabalho dentro da banda, levar o melhor som possível e, sobretudo, desfrutar desse momento tão lindo. Estamos trabalhando em novas músicas e o próximo disco tá vindo daqui a pouco. Inclusive vamos fazer algumas musicas novas nos próximos shows, no Shopping Downtown e na praia de Ipanema. Pedir mais alguma coisa na verdade seria absurdo!

Os primeiros encontros com a nova formação da banda vencedora do Grammy Latino 2015, Melhor Álbum de Rock na Língua Brasileira, já tem data marcada: sábado, dia 21, no Shopping Downtown e domingo, dia 22, no posto 10 da praia de Ipanema. Além de muitas novidades, a entrada dos dois eventos é gratuita! Nos vemos lá?

As 5 melhores apresentações do SuperStar

Por Bruno Britto

A era do SuperStar na Globo chegou ao fim, ao menos por enquanto. O programa, que inspirou um dos quadros preferidos de todos os seguidores do RIFF, o “Comentando o SuperStar”, não foi renovado pela emissora.

Em um tom um pouco mais saudoso, resolvemos lembrar as melhores apresentações que ocorreram no programa. É importante ressaltar que estamos falando apenas das apresentações de forma avulsa, não avaliando a banda nem por sua trajetória no programa, nem um contexto maior.

Sem mais demoras, vamos ao ranking.


5. Bellamore – “Come Together”

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Participante da terceira temporada do programa, a Bellamore destruiu logo na sua primeira apresentação. Colocaram sua própria personalidade na clássica música dos Beatles e o resultado agradou a todos, incluindo os jurados, que elogiaram a presença de palco do vocalista Pedro Sárria.

Logo no seu primeiro dia, a Bellamore mostrou a que veio.

4. Suricato – “Trem”

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A Suricato esteve presente na temporada original do SuperStar e foi talvez a banda mais querida de tal edição. Não era pra menos.

Após uma audição onde inovaram com instrumentos bem inusitados, o grupo trouxe sua música autoral para a fase de duelos, sendo bastante elogiada e mostrando o poder de suas composições.

3. Supercombo – “Piloto Automático”

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A banda de indie rock de Vitória-ES, já tinha um bom reconhecimento, principalmente na internet. Mas logo em sua audição na segunda temporada, o Supercombo conseguiu atingir um enorme público, graças a qualidade e bom gosto musical. “Piloto Automático” foi um dos maiores sucessos do programa e serviu para trazer mais interesse para o grupo.

2. OutroEu – “Coisa de Casa”

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Com influências diretas do folk, a OutroEu emocionou a todos com sua apresentação de estreia, com uma música extremamente linda e com arranjos muito bem feitos. O grupo se tornou o queridinho do público nessa edição do programa e muito isso se deve a “Coisa de Casa”.

  1. Scalene – “Danse Macabre”

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Em uma opinião própria do autor, arrisco-me a dizer que a Scalene foi a maior “revelação” que o programa já fez e que a música em questão foi a responsável por isso. A vice-campeã da segunda temporada apresentou “Danse Macabre” na sua segunda participação no programa e foi com ela que mostraram toda a sua personalidade.


Menções honrosas: Plutão Já Foi Planeta – “Viagem Perdida”, Pagan John – “Carta”, JAMZ – “Love never felt so good”, Scambo – “Janela”, Kita – “You”, Versalle – “Marte”.


E aí, lembrou de outra apresentação marcante? Deixe suas opiniões nos comentários!

5 bandas que provam que o Rock Nacional não morreu – longe disso!

Por Bruno Britto | @brunosbritto

Muitos críticos (e pseudo-críticos) afirmam que o rock nacional está morto. O estilo, que ficou muito forte no país graças a bandas influentes como Barão Vermelho, Raul Seixas, Legião Urbana e Titãs, já não é mais uma unanimidade nas rádios e na cabeça dos brasileiros.

Em tempos onde o mainstream é dominado por Wesley Safadão e o sertanejo universitário, a atenção de muitos jovens foi se distanciando um pouco do rock, dificultando assim a percepção de um forte cenário, repleto de talentosas bandas, que vem surgindo nos últimos anos. O Canal RIFF, entretanto, preparou uma lista para provar que o rock nacional não está morto (e nem perto disso).

  1. Scalene

A banda, formada em Brasília, foi a sensação da 2ª edição do programa SuperStar, da Rede Globo. Com uma influência forte de bandas consagradas como Queens of The Stone Age e Radiohead, o grupo está fazendo bastante sucesso no país, já tendo músicas em novelas da anteriormente mencionada emissora e se apresentado em festivais de grande expressão, como o Lollapalooza.

  1. Versalle

Coincidentemente, os rondonienses da Versalle participaram da mesma temporada do programa Superstar que a Scalene e conseguiram chamar bastante atenção da mídia e do público. Com uma pegada mais voltada para o rock alternativo, a banda tem como um ponto forte a virtuosidade do guitarrista Rômulo Pacífico, sempre muito elogiado em suas apresentações.

3. Far From Alaska

A Far From Alaska vem direto de Natal e é uma das mais renomadas bandas do cenário nordestino. Com uma pegada mais forte e com bastante personalidade, o grupo já se apresentou em festivais como o Lollapalooza e tem chamado bastante atenção do público e de críticos, por suas apresentações memoráveis, com grande destaque para a forte voz da vocalista, Emmily Barreto.

4. Suricato

Suricato

Talvez a banda mais conhecida pelas grandes massas, possivelmente apenas disputando o posto com a Scalene. O grupo carioca já é um grande sucesso de crítica e popularidade, tanto pela qualidade musical, como pelo grande carisma de seus integrantes. Liderados pelo vocalista Rodrigo Suricato, o quarteto já se apresentou em grandes palcos, como o Rock in Rio, e em 2015 venceu o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro.

  1. Supercombo

Supercombo

Diretamente de Vitória, o Supercombo é um grupo que mescla bastante vários estilos e influências em suas composições. Com uma pega mais indie, a banda conseguiu bastante atenção ao lançar seu terceiro álbum, “Amianto”, com sua faixa mais conhecida, Piloto Automático. Também participou do programa Superstar, da Rede Globo e é figura carimbada de grandes festivais de música.

Achou pouco? Conheça mais do atual rock nacional no Spotify do RIFF: