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francisco, el hombre toca com o bloco “calor da rua” e recebe convidados no Circo Voador

Por Natalia Salvador 

Que 2017 foi um grande ano para música nacional ninguém tem dúvidas. Uma das bandas que roubou a cena e mostrou que veio para ficar foi a francisco, el hombre. Uma mistura de culturas, ritmos e, porque não, movimentos. Aproveitando que o grupo estará de passagem pela cidade maravilhosa no próximo dia 12 de janeiro (sexta-feira), o Canal RIFF bateu um papo com Rafael Gomes, baixista da banda, sobre os últimos acontecimentos e as expectativas para o próximo encontro com o mágico Circo Voador.

“Faziam anos que sonhávamos em ter o nome no Grammy ao lado de outros nomes que tanto nos inspiram”, afirmou Rafael Gomes.

Com o início de um novo ano chega a ser inevitável pensar em tudo que se passou durante o período anterior. Para Rafael, a dinâmica de cada ano se transformando completamente com o passar do tempo é muito linda. “2017 foi um ano muito importante para a gente! Circulamos por uma infinidade de lugares com o soltasbruxa. Conhecemos lugares incríveis, aprendemos com todas essas e experiências e descobrimos, pouco a pouco, que nossa tinha potencial de ir muito longe”, relembra.

O ano foi cheio de energia e grandes conquistas. Entre elas, os grandes destaque ficam para a indicação ao Grammy Latino – na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa – e o convite para tocar no Lollapalooza 2018. Para o grupo, as notícias foram surpreendentes e especiais. O mais gratificante, destaca Gomes, foi a primeira indicação sem nenhum nome de gravadora na categoria. “Me sinto mega honrado em saber que os tempos estão realmente mudando e não se precisa de uma mega estrutura por trás de uma carreira artística para conquistar reconhecimento à nível internacional. Ainda que seja uma premiação estadunidense à indústria latino-americana é muito importante pra gente saber que essa galera tá escutando nosso som e dando valor ao que cantamos”, contou.

Carnaval, Lollapalooza e os planos para 2018

Integrando o line-up de peso do próximo Lollapalooza Brasil, fancisco, el hombre vê o festival como uma grande festa da música. “O ‘time’ brasileiro tá incrível! Várias e vários artistas que dividem cena com a gente, sem mencionar os artistas internacionais. Costumamos dizer que festival é que nem festa de aniversário: dia de rever amigos da estrada e conhecer ainda mais gente para se conectar e seguir junto dali pra frente!”, brincou Rafael. Além dos shows, dentro e fora do país, 2018 vai trazer novidades! De acordo com Gomes, ainda não há uma data para o lançamento do novo CD, mas as ideias estão fervilhando.    

francisco, el hombre traz bloco de carnaval para o Circo Voador

O grupo é um misto de culturas e nada mais justo que explorar isso com uma das maiores formas de expressão cultural brasileira: carnaval! Infelizmente, os ventos ainda não vão trazer o grupo no período mais agitado do ano, mas o pré-carnaval está ai pra isso! Não é a primeira vez que a banda mexicana-brasileira toca no palco do Circo Voador e, segundo o baixista, é sempre uma experiência incrível. “O público sempre faz uma parte importante do show e esperamos que as pessoas venham compartilhar da boa energia que 2018 vem prometendo. Além das participações mais que especiais d’As Bahias e a Cozinha Mineira e da Clarice Falcão, a Aline Paes vai chegar junto na bagunça. As amigas da Mulamba vem como banda de abertura e, espero eu, que elas subam no palco com a gente também”, convidou Gomes. O Canal RIFF até tentou descobrir, mas Rafael deixou todo mundo curioso. “Dizem ainda que várias outras amizades devem aparecer pra engrossar o caldo… E bom, se esse ano tem disco novo, pode ser que alguma coisa apareça no repertório, né?! Vai saber”, afirmou.

A festa vai ser bonita e, se você quer entrar nessa dança, não perde mais tempo! O show acontece no dia 12 de janeiro e a casa abre às 22h. Os ingressos ainda estão sendo vendidos e os preços variam entre 40 e 100 reais. Ah! E se você for, não esquece de contar aqui pra gente como foi.

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HANSON @ KM DE VANTAGENS HALL

Por Natalia Salvador

Eu lembro do dia que estava na casa da minha avó, provavelmente experimentando todos os sapatos de salto da minha tia – como sempre -, e a gente ouvia Middle Of Nowhere no rádio. Lembro também que, nesse dia, minha tia perguntou se eu não queria aquele CD pra mim. Eu tinha gostado muito daquilo e, vamos combinar, sempre fui um pouco mimada. Eu devia ter por volta de uns 5 anos e arrisco afirmar que foi ali que toda minha saga apaixonada por música e bandas começou. Lembro ainda de uma das várias manhãs em finais de semana que meu pai tirava a gente de casa e, em uma dessas ele me deu uma revistinha 100% do trio. Eram fotos, quadrinhos – SIM! minha parte preferida -, textos e mais textos. O tempo passou e parece que em um piscar de olhos Hanson estava prestes a anunciar uma turnê comemorativa de 25 anos de carreira.

Não pensei duas vezes: lá estava eu, anos depois de me apaixonar pela primeira banda da minha vida, comprando o ingresso para um show deles. Foi um dia muito aguardado e, depois de vários dias nublados, os irmãos de Tulsa trouxeram o sol de volta a cidade maravilhosa. Muitas mulheres que ali estavam, eram a grande maioria do público, pareciam dividir desse mesmo sentimento de primeiro amor. Era pura nostalgia. O trio americano subiu ao palco pontualmente às 21:30, feito muito raro para shows no Rio de Janeiro, e fez todo mundo dançar, pular, cantar e se emocionar durante as 2 horas de show.

Hanson @ 2017

O setlist caminhou pelos 6 discos da banda – não amigos, eles não pararam nos anos 2000 – e, como uma turnê comemorativa, contemplou cada fase desses 25 anos de história. Os irmãos são multi-instrumentistas e, enquanto Isaac troca de guitarras e violões a todo o tempo – juro, perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu -, Zac toca bateria, mas também, em alguns momentos, vem para a frente do palco cantar e tocar um pouco de piano – e, claro, arrancar gritos e suspiros. Enquanto isso, o mil e uma utilidades, Taylor, assume os vocais principais da grande maioria das músicas, enquanto intercala entre tocar piano, bateria, violão, gaita… e claro: o cara ainda pula e coloca o público pra cima em diversos momentos do show. WOW, haja fôlego!

Hanson @ 2017

 

Apesar do pouco destaque, o baixista de apoio fez questão de mostrar o gingado, principalmente em faixas mais dançantes, como Thinking About Something. A casa dos 30 fez muito bem para todos eles – quero envelhecer assim como a família Hanson -, e eles parecem os meninos cheios de energia e brilho nos olhos. Where’s The Love, This Time Around, Juliet e Penny and Me causaram o famoso frenesi. Mas foram os 3 grandes sucessos do trio que arracaram os maiores coros da noite: Save Me, If Only e, claro, MMMBop, não deixaram ninguém contido.

Passando por momentos mais atuais, Taylor dedicou Give a Little aos poucos homens presentes. Get the Girl Back, Fired Up e o mais recente lançamento I Was Born não ficaram para trás. Quando o trio deixou o palco, parecia que só tinham se passado 5 minutos de show e a platéia não arredou o pé até eles voltarem para o bis. Os irmãos se uniram em volta de um microfone, apenas voz e o estalar dos dedos para a apresentação mais fofa de Rockin’ Robin, cover de Bobby Day e encerraram com Lost Without Each Other, do CD Underneath, de 2004.

Hanson @ 2017

Com certeza este não foi o show mais cheio da tour, mas a entrega do trio foi nítida e recíproca ao sentimento dos fãs presentes. Para os que pararam no tempo e conhecem os irmãos Hanson apenas por MMMBop – o grande sucesso que rendeu mais de 10 milhões de cópias vendidas, além do Hanson Day, em Tulsa, e a indicação para 3 Grammys – está mais do que na hora de se atualizar nos trabalhos mais recentes. Com a empolgação do público, é provável que eles estejam animados a voltar qualquer dia desses e eu, com certeza, não perco esse show!