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Todo mundo deveria ouvir o novo disco da Alaska, “Ninguém Vai Me Ouvir”

Por Felipe Ernani

Foto destaque por Stefano Loscalzo

Mudança de direção, quebra de paradigmas, reinvenção sonora… Quantas vezes não ouvimos esses termos quando se fala de um novo lançamento de uma banda? Mudar, de certa forma, virou clichê. Até porque é natural a expectativa de algum tipo de evolução, ainda que algumas bandas sejam levadas à frente pela inércia de lançamentos que consolidam uma carreira. Mais do que isso, na verdade, as mudanças foram se tornando previsíveis — assim como a ausência destas também, em alguns contextos.

Não foi nada disso que a banda paulistana Alaska fez com o seu novo disco, Ninguém Vai Me Ouvir, lançado ontem (31/08/2018) pelo selo Sagitta Records. O disco mostra, sim, tudo que foi citado ali em cima: uma quebra de paradigma, um rompimento com a sonoridade e atitude mais rock que o primeiro trabalho da banda (Onda, de 2015) propunha, uma adequação às tendências do mercado musical, etc.. No entanto, a grande importância desse trabalho é a sensibilidade instrumental e, principalmente, lírica.

Alaska é um quinteto formado por (da esquerda para a direita): Vitor Dechem (teclado, guitarra e voz), André Ribeiro (voz, guitarra e sintetizadores), Wallace Schmidt (baixo), Nicolas Csiky (bateria) e André Raeder (guitarra). (Foto: Stefano Loscalzo)

Quando as composições do disco começaram, a banda criou um espaço na plataforma Curious Cat para que fãs, amigos e pessoas em geral pudessem compartilhar histórias emocionalmente carregadas de forma anônima (ou não) que, em conjunto com as próprias cargas emocionais dos integrantes, formaram as inspirações da temática do disco: um grande manifesto sobre as frustrações das rotinas exaustivas, dos prazeres ditados (e ao mesmo tempo minados) pelas redes sociais, da eterna busca por uma resposta que parece estar em todo lugar mas ao mesmo tempo não está em nenhum.

Assim, paradoxalmente, o single inicial NVMO, lançado bem antes do disco, fala de forma bem crua e direta: “Tanta gente aqui / Mas se eu gritar ninguém vai me ouvir”. O instrumental (não só dessa música como do disco inteiro) muito mais focado nos sintetizadores, nos aparatos eletrônicos e na ambientação para as letras densas e os vocais cheios de efeitos reforça constantemente esse sentimento de estarmos perdidos no mundo, em meio a relações vazias, obrigações e regras sociais e profissionais ditadas por uma força cada vez mais invisível e difícil de se desgarrar.

Ao mesmo tempo, o disco deixa muito clara a relação de amizade entre os membros da banda e toda a equipe que trabalhou na confecção do disco, como se fossem justamente essas relações de proximidade e parceria quase incondicional a solução para toda essa confusão que nos permeia atualmente. Aliás, tamanha sensibilidade só é perceptível graças à produção impecável de Gabriel Olivieri, à mixagem fantástica de João Milliet e ao trabalho sensacional de Guilherme Garofalo tanto no projeto gráfico do disco quanto nos clipes lançados até agora.

Alaska — Ninguém Vai Me Ouvir (Projeto gráfico: Guilherme Garofalo)

É bastante difícil enumerar os destaques do álbum. Do começo ao fim, sente-se que o trabalho foi feito minuciosamente para que todos os detalhes remetam a sensações específicas, sentimentos outrora esquecidos e sem rebuscamentos desnecessários para camuflar a verdade (muitas vezes dolorosa) da mensagem transmitida. É assim com Tem Que Ver Isso Aí, cuja letra remete a um conflito interno entre o que somos e o que queremos ser. É assim também com Até o Mundo Acabar, talvez a faixa mais delicada do disco justamente pela auto-reflexão de um amor não mais possível. Instrumentalmente, Tudobem” aparece como um dos destaques por ter um refrão que resgata e recontextualiza a sonoridade do disco Onda; além dessa, a dupla O Que Foi Nosso e Infinita Procura / Eterno Desligamento se encaixam perfeitamente e chamam muito a atenção do ouvinte.

A contemporaneidade do trabalho é uma das características mais charmosas, com toda certeza. A crueza, a ousadia e ao mesmo tempo o embelezamento de cada canção demonstra de uma vez por todas que a Alaska veio para se estabelecer com força no cenário nacional sem medo de enfrentar e questionar conceitos pré-estabelecidos. Ninguém Vai Me Ouvir com certeza firma o posicionamento do grupo e se torna, sem dúvidas, um dos fortes candidatos a melhor disco do ano e, ironicamente, deveria ser ouvido por todos que têm algum interesse na nova direção que a música brasileira vai tomando.

Escute Ninguém Vai Me Ouvir, novo álbum da banda Alaska:

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Saiu! Vote nas 14 categorias do Prêmio RIFF de Música 2017!

O Canal RIFF orgulhosamente apresenta a sua terceira edição do Prêmio RIFF de Música! A edição de 2017 será em uma live cheia de surpresas no dia 8 de janeiro, uma segunda-feira.

Troféu da edição de 2016, realizada no Teatro Odisseia

A premiação de 14 categorias será através do voto popular nesta enquete aberta até a meia noite do dia 07/01.;

Então não se esqueça: dia 8 de janeiro é o dia do #PrêmioRIFF2017! RIFF, o SEU canal de música!


O período considerado para as indicações é de dezembro de 2016, data do último Prêmio RIFF, até dezembro de 2017.

Premio 2017

Clique, vote e divulgue:  http://bit.ly/PremioRIFF2017

Quinto aniversário do Canal RIFF

O que começou despretensiosamente com a defesa de uma banda que dividia opiniões na época (talvez comece com RE e termine com START, mas quem garante?!), resultou hoje em um grupo de pessoas que ama música acima de tudo e transporta os riffeiros pelos quatro cantos desse país nas mais diferentes coberturas.

Nem parece, mas cinco anos se passaram desde o primeiro upload do Canal RIFF. E queremos comemorar essa data com vocês! Juntar os amigos mais antigos, conhecer os novos e principalmente, celebrar a música.

O dia marcado para o nosso encontro, e aniversário, não poderia ser outro, 13 de Julho, Dia Internacional do Rock. A dorbradinha da No Veneno – com os DJs Beto Artista, Pinet & Sal na pista um, e a festa do RIFF, com o que mais gostamos de ouvir na pista dois, começa às 23 horas, na Casa da Matriz. Sabe a melhor parte?! Se chegar cedo para curtir a festa desde o início, e colocar o nome no mural do evento, você entra de graça!

Além disso, em comemoração ao aniversário do canal, no mês de julho tem 1 vídeo por dia! Acesse, se inscreva e não perca as novidades. A gente se vê!

 

 

Junte-se ao time! O RIFF quer você no time em 2017!

Por Guilherme Schneider | Foto: Rodnei Rosa

As vagas para colaboradores no Canal RIFF estão novamente abertas! Se você também se identifica com nossa filosofia de paixão pela música, bom humor e nada de preconceitos musicais… não pense duas vezes! Fala com a gente!

Queremos reforçar ainda mais o nosso time para 2017 – tudo dentro do nosso plano de dominação mundial, claro. Entre já em contato se você gosta de escrever sobre música (estudantes de Comunicação ou Letras são sempre um bônus), resenhar shows, editar, etc. Queremos saber mais sobre você!

Achas que tens o que é preciso para integrar essa equipe? Então mande um email com o título “RIFF 2017” para contato@canalriff.com

Lembrando sempre que se trata por enquanto de colaboração não remunerada – assim como não é para a gente, infelizmente. Queremos quem quer somar e vir junto nessa caminhada! ;)

Todos os vencedores do Prêmio RIFF de Música 2015

No último dia 21 de dezembro o Canal RIFF orgulhosamente apresentou a sua primeira premiação oficial: o Prêmio RIFF de Música 2015. Ao todo foram 13 categorias eleitas através de voto popular.

O grande vencedor de 2015 foi a banda Versalle, finalista do programa SuperStar da Rede Globo (vencedora do infame Glande de Ouro). A Versalle levou nada menos do que o Álbum do ano (Distante Em Algum Lugar), Música do ano (Marte) e Banda/Artista nacional.

Florence and The Machine faturou Banda/Artista internacional. O melhor show internacional foi para o System of a Down, pelo showzaço do Rock in Rio. Já o CPM 22 levou o melhor show brasileiro, justamente pelo apresentado no mesmo festival. Por sinal o Rock in Rio levou o prêmio de melhor line-up.

A revelação do ano foi a banda de rock Mr Catra e os Templários. O clipe de Histeria, do Scalene, foi eleito pelos fãs o melhor de 2015. A viajada capa de Currents, do Tame Impala, ganhou com a melhor do ano. E a mídia de música que mais se destacou em 2015 foi o canal Minuto Indie. O melhor riff de guitarra foi para Don’t wanna fight do Alabama Shakes.

Ah, e o próprio Canal RIFF quis saber qual quadro que mais agradou no ano. O finado Comentando SuperStar foi o grande vencedor (ele não está mais no YouTube, mas pode ser revisto no Facebook do RIFF).

Confira a lista COMPLETA dos resultados e até dezembro de 2016!

  • Banda/Artista do Ano – Internacional

Florence and The Machine

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Foto: Tom Beard/Toast Press
  • Banda/Artista do Ano – Nacional

Versalle

Foto: Divulgação/Facebook da Versalle
Foto: Divulgação/Facebook da Versalle
  • Melhor Clipe

Histeria (Scalene)

  • Melhor Show – Internacional 

System of a Down

  • Melhor Show – Nacional 

CPM 22

  • Revelação 2015 

 Mr Catra e Os Templários

  • Melhor capa de álbum 

Currents (Tame Impala)

Currents

  • Melhor riff de guitarra do ano

Don’t wanna fight (Alabama Shakes)

  • Melhor quadro do Canal RIFF 

Comentando SuperStar

  • Melhor line-up de Festival 

Rock in Rio

Foto por Ariel Martini / I Hate Flash
Foto: Ariel Martini / I Hate Flash
  • Mídia de Música 

Minuto Indie

minuto indie

  • Música do Ano 

Marte (Versalle)

  • Álbum do ano 

Distante Em Algum Lugar (Versalle)

PLAYLIST: Natal do Rock

As músicas de natal podem ser muito mais do que Simone e velhos jingles. O Canal RIFF selecionou algumas músicas relevantes do rock nacional e internacional que falam sobre natal.

Gostando ou não da data vale a pena ouvir com carinho. De Issues a Queen. De Rise Against a Raimundos. De Marli a My Chemical Romance… um feliz natal para todos!

Ps: Dê esse presente de natal e siga a gente lá no Spotify também! ;)