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TOP 10: OS MELHORES SHOWS DE 2017

Por Natalia Salvador

Quando você ama assistir shows e, finalmente, mora em um lugar que te oferece diferentes opções todo fim de semana é uma baita realização. Em 2017 eu tive a oportunidade de cobrir e curtir por lazer diferentes espetáculos, nada mais justo que relembrar aqueles que marcaram o ano, pelo menos para mim (e que a gente já fica doido pra ver de novo). Prometo não me estender muito, então vem conhecer meu TOP 10 de melhores shows de 2017!

  1. FRESNO + VITAL

O Imperator, por si só, já tem uma energia completamente diferente de todas as outras casas de show do Rio de Janeiro. Toda vez que eu piso lá a sensação de que algo grandioso está para acontecer. E foi exatamente isso que presenciei neste culto sold out. Além de tudo que envolvia o show da Fresno – comemoração dos 18 anos e minha primeira vez vendo eles como headliners -, uma das coisas que mais me chamou atenção foi o quanto o público acolheu e abraçou a banda de abertura, a Vital.

Fresno@2017 por Natalia Salvador
  1. MENORES ATOS + ODRADEK + AVEC

A primeira vez de um ser humano num show da Menores Atos é pra nunca mais esquecer. Acho que posso dispensar apresentações, o trio faz a platéia se emocionar, chorar e cantar o mais alto que pode. O show no Estúdio Aldeia marcou o encerramento da turnê do Animalia e a banda está trabalhando em um novo CD. Nesta noite de inéditos, para mim, também tive a grande chance de conhecer a banda Odradek. Um instrumental pesado e envolvente.

  1. MEDULLA + HOVER + NVRA

O CD Deus e o átomo foi um dos grandes elogiados de 2016, nada melhor que começar 2017 com um showzão desses, não é mesmo? O diferencial de ver shows no Estúdio Aldeia é a vibe intimista do lugar e a proximidade que você consegue ter dos artistas. A entrega dos irmãos Raony e Keops envolve e empolga o público. Além deles, a Hover, que também tem um show completinho e cheio de energia somou para a noite ser incrível. Cada apresentação deles na cidade é uma emoção diferente, coisa de casa mesmo.  

  1. R.SIGMA + COMODORO

Sim, eu só conheci R.Sigma em 2017 – que bom que os dias de glória chegam para todos. No único show que a banda realizou no Rio de Janeiro a maioria do público estava matando as saudades depois de quase 6 anos em hiato. Acho que foi esse cenário que tornou tudo tão especial. Na abertura, a Comodoro tomou conta do palco e colocou os poucos presentes para dançar – e acompanhar toda a malemolência de Fred Rocha, vocalista. Quando R.Sigma entrou no palco a casa já estava cheia e o coro permaneceu por todo o show. Além disso, Tomás Tróia que viriam novidades por ai. Durante o semestre, a banda lançou uma música inédita, fez outros shows e seguimos acompanhando os próximos passos – ATENTOS!   

  1. HANSON

Vocês tem uma lembrança clara dos primeiros contatos com algo que gostem muito? Minha primeira grande lembrança com a música foi com esse trio de irmãos americanos. Eu era muito novinha e ganhei o cd de estréia deles – conto essa história completinha na resenha desse show. 20 anos depois, tive a chance de ver um show comemorativo que contemplou diferentes fases de Zac, Taylor e Isaac – primeiro grande amor de muitas. Foi uma noite nostálgica e de muito amor, é estranhamente incrível quando você consegue perceber a troca fácil e respeitosa entre os músicos no palco. Uma noite família, literalmente.

  1. CASTELLO BRANCO

Não sei vocês, mas uma das coisas que mais me chama atenção em shows é a performance dos vocalistas. Depois de assistir ao show do R.Sigma, fui em busca de mais informações sobre Lucas Castello Branco e me deparei com um projeto incrível. Meses depois lá estava eu impactada com a leveza e ternura, muito diferentes da energia apresentada na frente da banda, do lançamento de Sintoma. O show solo do Castello é aquela saída perfeita com carinha de domingo tranquilo, que é pra começar a semana com o maior sorriso no rosto!

Castello Branco@2017 por Natalia Salvador
  1. BRAZA

Qual banda que tem 2 anos de estrada, 2 discos lançados e entrega ao público 2 horas de show? Danilo, Nicolas e Vitor fazem um verdadeiro espetáculo em cima do palco. A energia deles é anestesiante, do início ao fim. A galera, canta, dança e se entrega. Ver os 3 fazendo música juntos ainda contribui para aquele falso consolo da saudade que os fãs sentem do Forfun. Os caras fizeram história e agora estão escrevendo uma nova. Ciclos.  

  1. ALASKA (Rio novo Rock + Despedida em Petrópolis)

Se trazer dois shows da mesma banda para um TOP 10 é errado, eu não quero estar certa. Em 2017 a Alaska teve dois grandes momentos no Rio de Janeiro. Uma das primeiras edições do Rio Novo Rock do ano contou com a partição dos paulistas e os cariocas da Two Places At Once. Como comentado anteriormente, o Imperator é um senhor palco e a noite não poderia ser outra coisa se não memorável, com direito a setlist especial e invasão de palco.

Mas a festa ficou linda mesmo na despedida do Onda, que aconteceu em Petrópolis. Eu não sei o que acontece, mas os shows da Alaska na Cidade Imperial tem uma emoção diferente. É claro que os petropolitanos não iam deixar esta ser uma despedida normal. O público, fiel, cantava tão alto que muitas vezes roubava o lugar dos músicos. Uma das características mais marcantes dos shows da banda, é a troca entre os músicos, seja nos sorrisos, carinhos ou nos finos que um tira do instrumento do outro. É uma experiência de entrega diferente de tudo que eu já vi.

Alaska@2017 por Natalia Salvador
  1. SCRACHO

Você provavelmente está se perguntando que ano é hoje ou porque raios Scracho está no segundo lugar dessa lista. Pois bem, no último mês do ano – famoso 45 minutos do segundo tempo – eu, sem dúvidas, presenciei a maior festa do ano! Celebrando 10 anos de lançamento do primeiro cd, A Grande Bola Azul, Dedé, Diego e Caio reuniram grandes amigos e lendas do underground carioca para um show de lavar a alma e fazer os jovens adolescentes de 10 anos atrás muito felizes. Foram 2 horas de nostalgia, entrega e gargantas arranhando no dia seguinte, em um Circo Voador abarrotado.  

  1. AURORA

Aurora é a prova viva de que fadas existem. Eu já pensava sobre isso assistindo alguns vídeos internet afora, mas depois que tive a oportunidade de ver a jovenzinha norueguesa de apenas 21 anos emocionar os públicos por todas as cidades brasileiras que passou, eu pude ter certeza. Sabe quando você sente a energia passando pelo corpo, os pelinhos arrepiando e os olhos se encherem de lágrimas? Foi assim que me senti o show inteiro. Sem grandes estruturas, a inocência, ternura e compaixão que habitam Aurora ficam evidentes em cima do palco. Esta, sem dúvidas, foi melhor experiência musical de 2017!

Aurora@2017 por Natalia Salvador
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Saiu! Vote nas 14 categorias do Prêmio RIFF de Música 2017!

O Canal RIFF orgulhosamente apresenta a sua terceira edição do Prêmio RIFF de Música! A edição de 2017 será em uma live cheia de surpresas no dia 8 de janeiro, uma segunda-feira.

Troféu da edição de 2016, realizada no Teatro Odisseia

A premiação de 14 categorias será através do voto popular nesta enquete aberta até a meia noite do dia 07/01.;

Então não se esqueça: dia 8 de janeiro é o dia do #PrêmioRIFF2017! RIFF, o SEU canal de música!


O período considerado para as indicações é de dezembro de 2016, data do último Prêmio RIFF, até dezembro de 2017.

Premio 2017

Clique, vote e divulgue:  http://bit.ly/PremioRIFF2017

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Oxy, Alexander von Mehren, Greni e Sondre Lerche @Canteiro Central

Por Aline Barbosa (fotos) e Tayane Sampaio (texto)

No primeiro sábado de dezembro (02), o Espaço Cultural Canteiro Central recebeu a última edição do ano do Brasilia Sessions. Em parceria com o Norsk Fest, evento que tem o intuito de divulgar a cultura norueguesa no Brasil, e com apoio da Embaixada da Noruega no Brasil, o projeto trouxe à cidade os músicos Alexander von Mehren, Greni e Sondre Lerche. Pra completar o line-up e manter a tradição de promover artistas locais, a banda Oxy foi a primeira a subir no palco.

A Oxy, desde a primeira música, conseguiu se livrar do estigma de banda de abertura e mostrou que estava no mesmo patamar dos outros artistas que pisariam naquele palco. A segurança da vocalista, Sara Cândido, contrasta com o rosto jovem e o pouco tempo de atividade do grupo. Dançante, Sara lidera a banda, que também é formada por Blandu Correia (guitarra), Lucas Eduardo Pereira (guitarra),  Marcelo Vasconcelos (bateria). Thiago Neves assumiu o baixo nessa apresentação.

Oxy | Por Aline Barbosa

Representante do shoegaze, a banda conseguiu pegar o gênero oitentista e dar uma cara atual e cheia de personalidade. A apresentação do grupo, baseada em seu primeiro EP, homônimo, lançado este ano, é bem interessante e mistura elementos do dream pop e uma pitada de rock psicodélico. A Oxy é uma das bandas mais interessantes dessa nova fase da música do DF e foge de todos os clichês do rock brasiliense. É bom ficar de olho nessa galera!

Alexander von Mehren, que também toca com Sondre Lerche, foi o primeiro artista norueguês a se apresentar. Acompanhado de Chris Holm (baixo) e David Heilman (bateria), o pianista tocou músicas do seu álbum de estreia, Aéropop (2013), além de uma inédita. As composições do músico são cativantes e ele tem um repertório que conta com músicas instrumentais, que bebem na fonte do jazz; músicas em francês, com uma pegada mais pop; e em inglês, com carinha de Beatles.

Alexander von Mehren | Por Aline Barbosa

Alexander tem uma técnica e intimidade incrível com o instrumento. Mas, mesmo com essas pequenas variações em seu repertório, ficou a impressão de que se a apresentação se estendesse demais ficaria monótona e até um pouco deslocada. Talvez, se o artista fosse o primeiro a se apresentar faria mais sentido.

O clima “chill out music” ficou no passado assim que Øystein Greni pisou no palco. O músico, ex-vocalista de uma das principais bandas de rock da Noruega, a Bigbang, ainda carrega toda a energia do rock and roll nas suas músicas e performance. Empunhando sua guitarra, acompanhado de Waldemar Unstad (baixo) e Kristian Syvertsen (bateria), Greni já começou o show mostrando seu lado pop, que foi eternizado em seu primeiro álbum solo, Pop Noir, lançado no começo deste ano.

Greni | Por Aline Barbosa

Experiente no mundo da música, Greni fez uma apresentação recheada de participações do público. O músico foi na beira do palco, arrancou acompanhamento com palmas, em várias músicas, e fez a galera cantar “Can I Be the Song” juntinho. Em meio às explosões de energia da banda, alguns momentos foram reservados para as necessárias baladas, que sempre funcionam muito bem. Eu, que não conhecia o artista, fiquei surpresa com algumas pessoas na plateia cantando todas as músicas.

Pra finalizar a noite norueguesa, Sondre Lerche deu início à sua apresentação com uma das músicas mais dançantes do seu último álbum, a agitada “Soft Feelings”. A música, com uma batida extremamente pop, abre muito bem o último lançamento de Lerche, Pleasure (2017), assim como o show. A euforia do músico foi tão grande que ele acabou enroscando a guitarra no pedestal.

Em um momento mais calmo e acústico, Sondre pegou seu violão e revisitou o começo de sua carreira. Em “Modern Nature”, música do seu primeiro álbum, Faces Down (2001), o artista ganhou ajuda do público, que fez bonito no contracanto. O músico também incluiu no setlist músicas de outros álbuns mais antigos, como o Two Way Monologue (2004) e Phanton Punch (2007).

 

https://www.instagram.com/p/BcS9HX4hBzk/?taken-by=alinecbarbosa

No palco, Sondre é muito elétrico. Ele não para quieto, sempre indo de um lado ao outro e até subindo nas caixas de som pra ficar mais perto do público. Durante o show, ele foi se empolgando, tirando peças de roupa, e terminou sem camisa, no meio do público, dançando abraçado às pessoas. Depois disso, o músico foi pro camarim e sua banda (David Heilman, Chris Holm e Alexander von Mehren) emendou numa jam alucinante, que deve ter durado mais de 20 minutos e funcionou muito bem com a cenografia de palco. No começo, o público continuou ali, esperando o retorno pro bis, mas depois perceberam que Lerche não retornaria. Esse fim de show foi um dos mais esquisitos e legais que já presenciei.

A nona edição do Brasilia Sessions ficou marcada pelos ritmos dançantes, alegria e pelas belíssimas projeções (com muitas imagens de Brasília, inclusive) que passavam no fundo do palco. Uma ótima forma de terminar o ano!

 

 

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Você pode acompanhar as novidades do Brasília Sessions clicando aqui. 

 

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A psicodelia flamejante é a atração no feriadão do Las Quintas

Mais uma quinta-feira, mais uma edição do Las Quintas! Dessa vez, em pleno feriadão de 12 de outubro, o La Esquina (Lapa, Rio de Janeiro) receberá três bandas que tem em comum a sonoridade psicodélica que tem influenciado o trabalho de vários outros artistas.

Las Quintas feriado

Abrindo a noite, teremos o power trio carioca Laboratório Groove trazendo uma interessante mistura do rock and roll clássico com stoner rock e a psicodelia. A seguir, diretamente do subúrbio carioca, a Lagarto Rei promete botar a casa abaixo com seu rock n’ roll que mistura peso e feeling, também com muitos momentos lisérgicos. Fechando a noite e quebrando tudo, a Euráculo levará ao palco do La Esquina um caldeirão musical de muita personalidade, inclusive para autorolutar o que fazem como mystic rock. O termo é facilmente compreendido já nos primeiros acordes de músicas como “Casaco Preto” e “O Bruxo”.

Euraculo

O Las Quintas é um projeto de fomento ao rock autoral no Rio de Janeiro, criado em setembro deste ano por quatro das principais produtoras responsáveis pela efervescência do rock carioca: Abraxas, Collapse Agency, Flecha Discos e Speed Rock.

SERVIÇO
Las Quintas com Euráculo, Lagarto Rei e Laboratório Groove
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/2022097311410704/
Data: 12 de outubro
Horário: às 19h30
Local: La Esquina
Endereço: Avenida Mem de Sá, 61, na Lapa (Rio de Janeiro-RJ)
Ingresso: R$ 10 (com nome no mural do evento no facebook) e R$ 15 (portaria)
Realização: Abraxas – Collapse Agency – Flecha Discos – Speed Rock

 

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Artigo Recomendação

RIFF Indica #1: Fire Department Club

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

 

Amigos rifeiros, vamos iniciar uma série de publicações com a temática de indicações. Primordialmente, as publicações terão novos nomes da música nacional, embora vocês também possam colar aqui e se deparar com indicação de álbuns e até artistas da gringa.

Confere nossa primeira indicação e depois fala pra gente se conhece, se gosta ou indica coisa pra gente também.

Bom, eu sou apaixonado pelo indie rock, e por isso, nossa primeira edição é uma ótima representante do estilo. Acompanhe:

EP Human Nature | @firedepartamentclub

 

O Fire Department Club é o um quarteto formado em Porto Alegre por Andre Ache (Vocal e baixo), Gabriel Gottardo (Gutarra e sintetizadores), Mainel Waldow (Guitarra) e Gui Schwertner (Bateria). A banda nasceu em 2011 da amizade de colégio do quatros indie boys, e no mesmo ano lançaram o EP “Colourise” que chegou primeiro em Los Angeles. Aliás, os caras começaram a chamar atenção primeiro lá na gringa.

Em 2013 eles lançaram os singles “Merry Go-Round” e “Love Reconnected” e em 2015 veio o segundo EP, intitulado “Best Intuition”. Esses trabalhos foram tão elogiados que renderam aos caras um contrato com a Sonovibe Records, de Los Angeles. Além disso a FDC já tocou no Lollapalooza Brasil e abriu shows para The Kooks e Kasabian.

A FDC canta em inglês e tem referências em bandas como Phoenix, Daft Punk, Blur e Interpol. Sua sonoridade, indie principalmente, flerta com o ambiente oitentista, sintetizadores lapidados e frescos, guitarras e bateria orgânica.

Em 2016 eles ainda lançaram o terceiro EP, intitulado “Human Nature”, que foi produzido pelo americano Luc Silveira e masterizado por Dave Locke (Smashing Pumpkins).

Ouça abaixo o excelente som da Fire Department Club:

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Artigo Festa Resenha

Resenha Quarto dia de Rock in Rio

Por Camila Borges  e Maria Paula

Após pausa de três dias, o Rock In Rio retorna numa plena tarde de quinta feira. Pelas camisetas que variam em faixas etárias, percebemos fãs de todos os tipos, mas principalmente de Aerosmith, Scalene e Fall Out Boy fervilhando aos redores da cidade do rock.

No Palco Sunset começa com Ana Cañas e convidado Hyldon, onde levantaram a bandeira LGTB fazendo diversas pessoas se declararem abertamente ao amor. Tyler Bryant & The Shakedow, assistido pelo telão do palco mundo, percebe-se a presença marcante do olhar do cantor ao público. The Kills, que não conhecíamos, marcou pela grande presença de palco conduzida pela vocalista Alison Mosshart. Mais tarde, após a primeira apresentação no Palco Mundo, Alice Cooper mais Arthur Brown entram em cena, como um grande espetáculo teatral trazendo boneco gigante sinistro e até número de ilusionismo, uma legítima ópera do rock.

Foto I Hate Flash/Diego Padilha

Falando em Palco Mundo, quem abriu foi Scalene, uma das grandes novidades do rock nacional no line up do evento, trazendo em seu repertório apenas músicas autorais. Algumas do recente álbum, magnetite, passando também por grandes sucessos de seus anteriores Éter e Real/Surreal. O grupo pouco conhecido do grande público soube aos poucos envolvê-los e assim passaram pelo grande festival.

Foto Breno Galtier

Segunda atração do palco mundo, o Fall Out Boy trouxe em seu repertório clássicos de sua carreira como “Dance Dance”, a versão “Beat It”, do Michael Jackson, entre outros sucessos. E também “Champion”, do novo disco da banda que será lançado em 2018. Muita gente cantou, dançou. Afinal, quem nunca teve sua fase emo ?!?

Foto Felipe Ferreira Vieira/Divulgação Rock in Rio

E o que dizer da veterana Def Leppard. Confesso que não lembrava muito dos “hits” da banda até que fossem executados aos vivo. Aquele hard rock dos anos 80 levou muitos a cantarem e relembrarem os grandes sucessos como “Rock Of Ages”, “Love Bites” (essa confesso que cantei aquela versão em Português mesmo haha), “Pour Some Sugar On Me”, e também apresentando seu material mais recente, como por exemplo a faixa “Man Enough”.

Foto Felipe Ferreira Vieira/Divulgação Rock in Rio

E para finalizar a noite, o showman Steven Tyler e seu grandioso Aerosmith desfilou no palco mundo com seus famosos hits “Crazy”, “Dream On’’, entre tantos outros. Cheios de riffs clássicos e algumas improvisações, Joe Perry mostra o quanto é uma peça chave da banda. Tivemos também a versão de “Come Together”, e confesso que senti falta de algumas músicas. E a mesma encerra a noite com “Walk This Way”, com algumas pessoas cantando e dançando, outras já deixando o parque olímpico. Aliás, estamos torcendo e muito pela recuperação de Steven Tyler que devido a problemas de saúde não pode prosseguir com os shows pós Rock in Rio.

Foto Breno Galtier

Em resumo, o quarto dia de Rock in Rio uniu muitas gerações. Daquelas que surgiram lá em 1970 com o rock do Aerosmith, passando pelo hard rock de Def Leppard. E aqueles que tiveram sua adolescência embalada ao som dos famosos “emo”, e conhecendo o nosso atual rock nacional. Quem ousar dizer que as tribos não podem se misturar e trocar experiências está totalmente enganado.

 

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O pênalti mal marcado, o playback e a velha polêmica do Rock in Rio

Por Guilherme Schneider | @Jedyte | Foto iHateFlash

“Foi ou não foi pênalti?”. No país do futebol essa pergunta (aparentemente simples) pode gerar horas e horas de discussões acaloradas. Pode também ser O grande tema das conversas triviais numa semana. E se perguntarem o porquê dessa inquietação digo que:

1) O brasileiro em geral é um sujeito apaixonado. Seja pelo seu time de futebol ou por qualquer assunto que lhe provoque taquicardia.

2) Hoje em dia todo mundo quer (e pode) dar seu pitaco. Somos milhões de juízes (mesmo sem formação para tal) e comentaristas.

Há quem defenda o uso do tal árbitro de vídeo, para analisar de longe, com direito a replay, se foi ou não pênalti – ou qualquer outro lance que gere dúvidas. E é sempre mais fácil analisar de longe, pela TV.

E, justamente pela TV, milhões de comentaristas se colocam como donos da verdade sempre que possível. Seja para falar de futebol ou de outra paixão nacional: MÚSICA.

Ontem, no segundo dia do Rock in Rio 2017, um “pênalti” voltou a causar polêmica. Fergie teria feito playback em seu show?

Os “torcedores” fãs da Fergie  (e os “secadores” – que só querem falar mal) tomaram partindo, tomaram as dores, e tomaram as redes com opiniões tão acaloradas. O microfone falhou? A parte técnica deixou a desejar? De quem é a culpa?

Ah! Como é apaixonada essa discussão!

E como essa discussão não leva a lugar nenhum

Veja bem, para mim tanto faz se foi ou não playback. É um recurso que muitos artistas de pop utilizam ao menos em partes dos shows. Cantar e dançar ao mesmo tempo não é para todos. Como não lembrar daqueleeee famoso “pênalti” de 2001? Cometido por ela, Britney Spears.

Até hoje se discute o playback de Britney na 3ª edição do Rock in Rio. É… a polêmica não é nova no festival – e nem vai acabar nessa edição, de 2017. O que fica claro certamente é o desejo latente de opinar em tudo. E pasmem, até por quem sequer gosta ou assistiu ao show – seja ao vivo ou pela TV.

Sorte de quem consegue esteve lá e se divertiu. No fundo é importa nesse tipo de evento. E como se divertir é subjetivo! Mas isso fica pra outro texto sobre esse Rock in Rio.

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RESENHA: ANAVITORIA @ CIRCO VOADOR

Por Natalia Salvador

No último sábado, dia 12 de agosto, a dupla Anavitoria fez mais um show com ingressos esgotados – dessa vez em menos de uma semana -, no Circo Voador, localizado no bairro boêmio da Lapa, Rio de Janeiro. Eu já sabia que as duas eram um sucesso, um bom exemplo disso foi a criação de um selo especialmente para a contratação das meninas de Tocantis pela gravadora Som Livre. O que eu não estava imaginando era essa proporção,  com tão pouco tempo de estrada.

Anavitoria @ 2017

Mesmo com os avisos na internet e placas na bilheteria sinalizando que os ingressos estavam esgotados, era possível ver alguns fãs tentando entrar na casa até o último minuto! Mas, sem banda de abertura, o show começou pontualmente às 22 horas e 30 minutos, deixando o pessoal do lado de fora sem muitas opções. Dentro do Circo Voador, quem chegou mais tarde, tinha até certa dificuldade de ver as meninas no palco – e que palco! A produção estava impecável e o visual era encantador.

Com um show curtinho, de quase 1 hora, as duas pulam, cantam, tocam e sorriem para todos os lados do palco. E como sorriem! A dupla externa a felicidade que sente em estar no palco e, vamos combinar, dá até vontade de saber cantar só para ver se a gente fica parecido com a Vitória. A ruiva dos cabelos enrolados parece ter nascido para não fazer nada além disso: encantar quem a assiste. A voz um pouco rouca, doce e sorridente se completa com a afinação de Ana Clara. Mas é claro que, em um show sold out, no Rio de Janeiro, iria ganhar uma forcinha extra.

Anavitoria @ 2017

De Coração Carnaval a Dê um Role – cover de Os Novos Baianos que encerrou a apresentação -, o público não deixou de cantar uma música sequer! Chamego meu, Fica e Agora Eu Quero Ir ganharam os coros mais altos. Além disso, a chuva de papel picado, balões preto e branco e o mar de luzes não ficaram de fora dessa celebração.

O estilo Anavitoria encanta e vende nesse Brasil de grande diversidade cultural. Elas podem até não se encaixarem no seu perfil de sonoridade preferido, mas é quase impossível não se apaixonar por essas duas. Parece que as pupilas de Tiago Iorc e Felipe Simas ainda tem um grande caminho pela frente. E se posso dizer algo pelo público que estava ali: obrigada e até breve!

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Artigo: A morte do Chester me fez pensar bastante

Por Tábata Sampaio

Enquanto você cresce existem coisas fundamentais que ajudam a formar sua personalidade e também o jeito com o que você lida com seus sentimentos. Quem ouve rock, ou “sabe” que ouve rock, entende que a tristeza e a agressividade no som e nas letras reflete a nossa própria.

Quando eu ouvi Linkin Park pela primeira vez eu era pré adolescente. Você que está lendo agora provavelmente estava na mesma fase. É nesse momento da vida que nós vamos aprendendo quem somos de verdade e partimos em busca da nossa identidade. A arte tem um impacto significativo nesse crescimento, e o Linkin Park foi pra mim uma porta aberta a um novo mundo. Eu descobri que a escuridão que a gente tenta esconder ali no cantinho do armário pode ser reformada, remodelada.

Se você já esperou ficar sozinho em casa pra colocar o som alto e ouvir os gritos do Chester sem sua mãe ficar reclamando, se você já entrou numa roda querendo empurrar a pessoa ao lado não pra machucar alguém, mas pra expulsar esse ódio só os idiotas fazem questão de negar, se você já saiu de um show com a garganta arranhada mas completamente satisfeito, se você já sentiu a música viajar tão forte pelo seu corpo que te fez fechar os punhos até que suas unhas se marcassem a palma da mão… Se você fez tudo isso, você sabe o que o Linkin Park foi pra mim.

“It’s like a whirlwind inside of my head”

Eu não tenho depressão e nunca vou entender o que motivou o Chester a chegar nesse extremo. Eu achava que entendia tudo quando ouvia sua voz e me identificava, mas nem mesmo a arte consegue diminuir esse oceano que separa cada um de nós.

Quando você entra na roda e empurra a pessoa ao lado, e a pessoa ao lado te empurra de volta, vocês estão na verdade lutando contra um monstro invisível que não pode ser derrotado por um só. Então alguém que me ensinou a lutar desiste da batalha, e é como se eu perdesse um pouco a fé na batalha e na vitória.

A perda do Chester pra depressão é muito triste pra mim, uma otimista. Eu tenho certeza que a arte é umas das melhores formas de lidar com os piores sentimentos. É através dela que conseguimos transmitir nossa dor ao outro, dizer que ele não está sozinho. Acreditar na solidão é a perda da esperança.

Se existe alguma lição no triste fim de um artista tão amado, é a de que amor e compreensão nunca são demais, não só com as pessoas próximas, mas com cada ser que cruza nosso caminho. A gente não sabe da batalha de cada um, e ser gentil pode ao menos ajudar a aliviar o cansaço da guerra.


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Wacken 2017: As expectativas para o maior festival de metal do mundo!

Por Felipe Lopes Pedroso

O colossal W.O.A (Wacken Open Air) é o principal festival de toda a cena global do nosso bom e velho metal, trazendo sempre uma infinidade de atrações que transitam do power ao death, agradando gregos e troianos. A edição deste ano ocorrerá na casa de nossos carrascos alemães durante os dias 3, 4 e 5 de agosto. Listamos algumas boas opções para a edição deste ano (que geralmente conta com live streaming)

É mais do que sabido que o público mais fiel da música é o do rock, mais do que isso, os fãs de metal são o público mais insanamente/descontroladamente energético de todos os estilos musicais e a edição deste ano (2017) tem tudo para ser apocalíptica. São mais de 63 bandas confirmadas, das quais poderemos degustar grandes medalhões como a alemã Accept com suas linhas de guitarra poluída e repleta de distorção.

Poderemos desfrutar também do som agressivo da Witchery, banda sueca de trash/speed metal. Espera-se que eles tragam faixas do álbum “In His Infernal Majesty’s Service” lançado no final de 2016 após um período sem produzir nenhum material.

Outra boa pedida é a estadunidense Nile, banda do assombroso e conhecido pelos adeptos das baquetadas George Kollias. A banda enriquece o festival com seu death metal repleto de mitologia e mistérios do oriente médio e é claro, um som extremamente pesado, digno de torcicolo.

Aproveitando o embalo, é melhor já acionar seu fisioterapeuta depois de assistir ao show do Crowbar, banda enquadrada por muitos ao sludgle metal e ao groove metal por aquele que vos escreve este artigo, carrega consigo sonoridade necessária para headbanger algum botar defeito.

O metal psicodélico está muito bem representado pelos alemães da banda Kadvar e seu som que passa uma concepção setentísta em uma roupagem ligeiramente mais encorpada pelos efeitos disponíveis, melhor utilização dos grooves e principalmente a incorporação de mais distorção aos sons de guitarra.

Jamais poderíamos deixar de comentar o retorno dos irmãos Cavalera com o projeto Roots, deixando ansioso qualquer fã de Sepultura ou Soulfly assim como, teremos a oportunidade de reverenciar aos monstros sagrados do Morbid Angel.

O W.O.A 2017 contará com a participação da banda Volbeat, que divide opiniões entre os fãs de metal para definir do que se trata o som deles e principalmente se é bom ou não. Acredito que aquele som de “bar” americano é sensacional para uma boa viagem de carro ou até mesmo para uma seção de treinamentos na academia. Fato é as linhas de guitarras “cavalgantes” combinadas ao vocal “anasalado” do saudoso Michael Poulsen são agradáveis e propiciam apresentações ao vivo bastante explosivas, vale a pena conferir.

 

Sem contar as atrações que dispensam apresentações ou qualquer tipo de sugestão, como a banda Trivium, Alice Cooper, Amon Amarth, Annihilator, Avantasia, Europe, Kreator, Megadeth, Tankard dentre tantas outras que vocês podem conferir no site oficial do evento:

Site oficial: https://www.wacken.com/en/


Qual show que você mais gostaria de ver do Wacken 2017?

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A febre de acelerar músicas no YouTube fez mais uma vítima

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

Desde pequeno sempre gostei de jogar videogame. Na década de 90, além do vício de jogar, também colecionava revistas de games – aquelas com toneladas de dicas. Achava fantástico que os jogos tivessem tantos segredos escondidos por trás de uma combinação de botões.

Uma única vez descobri sozinho um macete, e, por isso, me senti um gênio. Era uma combinação do encaixe de qualquer cartucho de Mega Drive sobre o cartucho de Sonic  & Knuckles (que permitia encaixes). Depois disso bastava apertar A + B + C ao mesmo tempo e voilà: fases de bônus infinitas.

Foi mais ou menos assim que me senti hoje ouvindo algumas músicas nacionais em versões naturalmente aceleradas pelo YouTube.

Para quem não sabe, qualquer vídeo do YouTube pode ter sua velocidade alterada pelo usuário. Basta clicar no ícone da engrenagem no canto inferior direito e selecionar “detalhes” (a velocidade varia de 0.25 – ultra lento – até o frenético 2, que eu sugiro para os vídeos abaixo).

Não, não dá “certo” com qualquer combinação. Mas, às vezes, vale arriscar o remix instantâneo – que espero que não soe como uma heresia para as bandas. Definitivamente rolou uma pegada que lembra aquela primeira onda de indie rock – cheio de guitarradas velozes.

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fdiegosoares.arcanjo%2Fposts%2F1298497486895456&width=500

A sugestão veio na verdade de um post do Diego da El Toro Fuerte, que recomendou a bela ‘Se a gente tivesse se conhecido’. Até agora não parei de acelerar… Amei as versões rápidas de ‘você não sabe quantas horas eu passei olhando pra você‘ do gorduratrans; ‘Doce’ do Boogarins, ‘Solidão’ da Sara Não Tem Nome; e até a recém-lançada ‘Fantasmas’ do Jonathan Tadeu.

Experimente por sua conta e risco essa correria frenética com o cardápio abaixo (e diga nos comentários o que achou). Ah, e se curtiu a vibe Sonic, sugira também alguma outra música brazuca que se encaixa bem assim.



Ah, em tempo: o tal macete do Sonic (que me fez sentir um gênio aos 12 anos) servia para pouca coisa. Mas era o suficiente pra me divertir por algumas horas.

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O pioneirismo do The Maine no marketing de relacionamento

Por Tayane Sampaio

Perto de lançar o próximo álbum de inéditas, “Lovely Little Lonely”, o famoso grupo do Arizona, The Maine, mostra, mais uma vez, entender muito bem de relacionamento com o público. A banda, que tem um histórico de ótimas estratégias para fidelização dos fãs, ainda consegue se reinventar e arrumar novas formas de envolver seus admiradores na trajetória da banda.

Em uma geração que tem tantas informações à disposição e tantas formas de acessá-las, o gosto musical muitas vezes traz a sensação de identificação e pertencimento a um grupo. Mas, como fazer esse sentimento durar se também vivemos na era do desinteresse e das relações líquidas? O quinteto parece ter encontrado a resposta para essa complicada equação.

São dez anos de banda, cinco álbuns de estúdio e nove EPs. Com certeza, toda a experiência na estrada e lançamentos ajudaram o grupo a aprimorar a forma de se comunicar com os fãs. Mas, desde o começo, a banda soube como fazer esse vínculo entre fã e artista ser um de seus maiores trunfos. A base de fãs do The Maine, espalhada ao redor do mundo, parece ser uma das mais fiéis e os jovens músicos sabem como retribuir o carinho que recebem.

Presença online

O rol de ações de marketing de relacionamento deles é admirável para uma banda tão nova. Eles estão em todos os cantos da Internet: Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, Snapchat e Tumblr. Além do perfil da banda, todos os integrantes estão presentes nas redes sociais, desde o vocalista John O’Callaghan, que gosta de usar o Twitter de forma mais poética, ao baterista Pat Kirch, que usa muito bem os 140 caracteres do microblog, com bastante frequência, para interagir com os fãs e atualizá-los sobre a banda.

No Instagram, você pode acompanhar banalidades do dia a dia dos músicos, fotos de apresentações, informações sobre a agenda de shows e até registros dos bastidores. O fotógrafo Guadalupe Bustos, que acompanha o grupo em várias ocasiões, faz lindos registros de vários momentos do quinteto.

O Youtube é outra ferramenta que a banda utiliza com maestria. A conta, criada há 5 anos, tem 441 vídeos, até o momento. Desde a criação da página, o espaço é usado para a comunicação com o público e consegue aumentar a sensação de proximidade entre ídolo e fã. Lá você encontra de tudo: videoclipes, os músicos explicando suas composições, anuncio de shows, os bastidores da tour, vídeos respondendo as perguntas dos fãs, registro de shows, documentários sobre a passagem da banda em outros países e a lista continua. No final do ano passado, eles lançaram uma série de vídeos, chamada “Miserable Youth”, com os bastidores da gravação do novo álbum.

Vantagens para os fãs

Mesmo com a forte presença online, a banda não se limita à rede de computadores para estreitar os laços de amizade com os fãs. Quem curte a banda pode facilmente conhecê-los, pois o Meet & Greet já virou uma tradição. Enquanto várias bandas cobram uma taxa extra pelo encontro com os fãs, antes ou depois do show, os estadunidenses fazem isso gratuitamente. Nos shows que acontecerão no Brasil, em julho, os primeiros 400 ingressos vendidos também dão direito ao encontro com Kennedy Brock, Garrett Nickelsen, Jared Monaco, Pat e John.

Em 2015, o grupo anunciou a tour “Free For All”, com treze shows gratuitos, passando por nove estados norte-americanos. No site oficial, a banda disse que a tour era uma forma de agradecer aos fãs que foram a inúmeros shows, assim como aos que nunca conseguiram ir a um show por falta de dinheiro.

Este ano, alguns fãs que compraram o “LLL” na pré-venda foram surpreendidos pelo Pat, que ligou para agradecer pela compra e apoio. O baterista prometeu, pelo seu Twitter, que continuará a contatar os fãs até a estreia do álbum, em abril. Outra ação promocional do álbum, mais especificamente da música de trabalho “Bad Behavior”, deixou os fãs alvoroçados: a banda fez uma aparição surpresa na casa de uma fã e tocou o single para ela, no fundo de um caminhão.

O grupo, que começou independente, foi pra gravadora e agora está independente de novo, criou o coletivo “8123” e chamou alguns artistas amigos para se juntarem a eles. O coletivo tem como objetivo desenvolver a carreira dos artistas envolvidos no projeto, trabalhando tanto o lado comercial quanto a conexão com os fãs, reconhecendo que estes são uma força motriz da indústria. Aliás, a banda deixa bem claro o seu “pé no underground” quando o assunto é entrevista. Mesmo com todo o reconhecimento da mídia, eles não deixam de conceder entrevistas para veículos pequenos. Você encontra entrevista do grupo no podcast da Alternative Press, no site da Billboard, assim como em blogs independentes e sem tanto alcance de público.

Sucesso absoluto no Brasil desde sua primeira visita, em 2011, os meninos também criaram uma loja só para os fãs da América do Sul, que vende produtos de merchandising da/para a “8123 Family”. Lá você encontra CDs, camisetas, bonés, etc, com preços bem próximos dos produtos de bandas brasileiras e com frete nacional.

Uma nova forma de promoção

E quando parecia que o grupo tinha usado todas as cartas da manga, o The Maine surpreendeu, novamente. Ontem (28), a banda anunciou a campanha de divulgação do “Lovely Little Lonely”. Afirmando que não tem interesse em fazer parte da indústria musical tradicional, o grupo deixou na mão dos fãs a promoção do novo álbum e da tour, dizendo que “vocês são a nossa gravadora”.

Chamada “#WEARE8123”, a campanha também funciona como uma espécie de competição, em que os fãs têm recompensas. A banda oferece várias alternativas para os fãs ajudarem a espalhar o som do novo álbum: vendendo o álbum por meio de um link personalizado, vendendo uma edição limitada em lojas físicas, promovendo a tour, o álbum ou pedindo a música de trabalho nas rádios locais.

Foram disponibilizados no site oficial flyers do álbum e tour, que podem ser baixados e impressos; assim como artes para divulgação nas redes sociais, como a capa do álbum, foto promocional, capa para canal no YouTube, link dos eventos, entre outros.

No caso do representante de vendas, a cada álbum vendido pelo link personalizado, 5% do valor vai para o fã. Esse valor será revertido em um cartão-presente da loja oficial da banda. Além disso, os líderes de venda semanais terão acesso a um grupo que terá um chat com a banda toda segunda-feira, até o lançamento do álbum. Toda venda conta pontos e os dez melhores vendedores terão prêmios exclusivos, como ingressos vitalícios para os shows da banda, uma música acústica escrita para você, um show acústico privado, vídeo chamada com os integrantes, cartões-presente e muito mais.

Sem dúvidas, a banda conseguiu criar uma boa relação com seu público e aprendeu a impulsionar o amor dos fãs para criar algo muito maior do que uma mera troca comercial. O grupo tem fãs que os acompanham desde o começo, que cresceram junto com a banda e que se sentem parte da história do The Maine.

Você pode saber mais sobre o concurso #WEARE8123 aqui.