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Entrevista: Supercombo e um pouco mais sobre a Session da Tarde

Texto por Camila Borges / Foto por Stefano Loscalzo

Um show com cara de sala de estar: poucos instrumentos, tapetes e um som acústico. É nessa toada que a Supercombo apresenta sua mais nova turnê, Session da Tarde, pelo Rio Grande do Sul este fim de semana, passando pelas cidades de Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí, nos dias 13, 14 e 15 (hoje, amanhã e domingo) respectivamente.

Inspirado na websérie também chamada Session da Tarde, lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube (supercomborock, +725 mil inscritos), o novo show traz a Supercombo para mais perto do público, valorizando um repertório recheado de hits e canções queridas pelos fãs, valorizando palcos e espaços mais intimistas, como teatros e casas de shows mais acolhedoras.
Apresentando um convidado especial em cada episódio, a Session da Tarde renovou o repertório autoral da Supercombo ao permitir essa fusão de diferentes sonoridades ao já característico pop rock da banda.

Aproveitando que a turnê está passando pelo sul nós entrevistamos por telefone o Pedro Ramos (mais conhecido como Toledo),  onde ele conta um pouco mais sobre a Session e os próximos passos da banda.

Canal Riff: Vocês começaram com a turnê Session da tarde agora em 2018 (vários episódios já foram lançados em 2017), como tem sido a recepção dos fãs?

Pedro Ramos: É muito massa fazer esse tipo de show mais intimista. A gente tava super acostumado a tocar em palcos grandes, cheio de luzes, isso dá uma afastada do público. Então é legal fazer a música de uma maneira mais crua (violão e voz) e a galera cantando bastante.

Uma das cidades por onde a turnê vai passar é Gravataí (cidade natal do Toledo), você já tocou com a banda por lá? Ansioso por tocar lá?

Não, é a primeira vez. Estou é com muita vontade de comer xis.

A banda interage muito com os fãs nas redes sócias, nos shows. Como é essa troca?

É muito massa. A gente sempre tenta atender a galera depois dos shows. A gente gosta da troca de ideias, das histórias que eles compartilham por causa das músicas.

Agora em 2018 volta a segunda fase da Session da Tarde, quando vão começar a disponibilizar?

Recomeça dia 4/5 e serão 10 músicas.

De todos os artistas que participaram da Session da Tarde até agora, algum ficou de fora?

Nós temos 41, 42 episódios gravados, e ainda tem uns 15 considerando a discografia atual da banda. A ideia é gravar a discografia inteira de forma acústica e diferente pra lançar no Youtube. A gente tá aguardando os 15 últimos pra chamar algumas pessoas diferentes.

Você entrou na banda em 2013, o que mudou no Toledo de lá para 2018?

A maior diferença foi mesmo a mudança de estado. Eu morava no sul, em Gravataí, e quando entrei pra banda me mudei pra são Paulo. Eu tinha a Tópaz que tocava bastante no sul e era uma vida paralela, nada a ver com a de hoje que é 100% música desde que eu vim pra cá.

A turnê Session da Tarde vai ser paralela com a do Rógerio?

Nós estamos fazendo as duas paralelas, e o melhor é que a Session é um show menos complexo, pouca luz, não tem telão. A gente tá sem baterista no momento e na turnê do Rogério a gente sempre tem que contratar um. Já na Session não, somos nós quatro comigo na bateria. É mais fácil pois dá pra chegar em lugares que a gente não chegaria com a turnê do Rogério devido a estrutura, como por exemplo Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí.

E os próximos passos da banda, projetos, pode contar um pouquinho?

A gente atualmente tá compondo o álbum novo, vamos até Vitória ainda esse mês pra finalizar o disco. Vai ser bem massa e tem umas surpresas bem legais pro fim do ano. A partir daí a gente vai começar a planejar esse novo lançamento nos próximos meses, mas até agosto o foco vai ser a Session da Tarde e no nosso canal no Youtube onde vai rolar direto.

 

Supercombo em Santa Cruz do Sul (RS)
data: 13 de Abril (sexta-feira)
horário: 23h
local: Legend Pub – R. Borges de Medeiros, 246, Centro
ingressos: R$ 30 antecipados
aqui ou R$ 40 na porta
classificação etária: 18 anos

Supercombo em Canoas (RS)
data: 14 de Abril (sábado)
horário: 19h
local: Sesc Canoas – R. Guilherme Schell, 5340, Centro
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

Supercombo em Gravataí (RS)
data: 15 de Abril (domingo)
horário: 20h
local: Sesc Gravataí – R. Anápio Gomes, 1241, Passo das Pedras
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

 

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O Underoath ousou, mas (infelizmente) não deu muito certo

Por Felipe Ernani

Underoath sempre foi daquelas bandas com fãs extremamente fiéis. Em todos os sentidos: começou e acabou como uma banda gospel, falando explicitamente sobre religião em quase todas as suas letras; apesar disso, o público-alvo nunca se resumiu a esse nicho e a banda conquistou uma legião de fãs fanáticos.

Em 2015, depois de dois anos em hiato, o UØ voltou à atividade, mas apenas para shows. No entanto, o inevitável aconteceu: em fevereiro de 2018, anunciaram que lançariam um novo álbum. A obra em questão, Erase Me, foi lançada no dia 06 de abril.

Mas já no lançamento do primeiro single, a excelente “On My Teeth”, o disco (e a banda) começou a se rodear de polêmicas. Logo no primeiro verso, aparece a frase “I’m not your fucking prey” e, pela primeira vez na carreira da banda, lançavam uma música com o selo explícito. Isso foi motivo para os fãs fiéis (os religiosos, nesse caso) se revoltarem com o direcionamento da banda  —  no Twitter, o baterista Aaron Gillespie os respondeu dizendo basicamente que “com o tanto de coisa errada no mundo, essa deveria ser a menor preocupação de vocês”.

Mas não parou por aí. Algum tempo depois, entrevistas com a banda mostravam claramente que os membros (especialmente Spencer) estavam cada vez mais afastados da religião e a letra de “On My Teeth” passava a fazer cada vez mais sentido. Após a divulgação da capa do disco, uma estátua quebrada de um anjo, o hype se tornou real.

Mas, nessa expectativa do que seria talvez um disco cheio de sentimentos mais mundanos, cheio de raiva e rancor com a fé, o novo trabalho do Underoath decepciona.

“On My Teeth” é a única faixa que traz à tona as características caóticas e belas que sempre fizeram parte do Underoath. Existem alguns outros bons momentos: “No Frame” e “In Motion” são músicas interessantes   ou pelo menos com trechos interessantes. De resto, o disco soa como um lançamento genérico da Fearless Records misturado com um pouco do Sleepwave  —  o projeto solo do vocalista durante o hiato do  UØ  —  enquanto a banda tenta dar o mesmo “passo à frente” que o Bring Me the Horizon deu anos atrás pra se afastar do metalcore.

O Underoath realmente não teve medo de arriscar, tanto nos temas abordados quanto na musicalidade. A ousadia de se afastar da temática religiosa sem medo da reação do público é louvável. Porém, musicalmente, o disco perdeu a sonoridade inexplicavelmente única da banda e se tornou, infelizmente, mais um álbum genérico em meio a tantos outros do gênero.

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Por que eu chorei com o Radiohead?

Por Gustavo Chagas

Que o Radiohead vem ao Brasil na turnê do seu ultimo album A Moon Shaped Pool, você já sabe. Que eles são uma das maiores bandas do mundo, voce também já sabe. E, que as datas dos shows no Brasil são: 20/04, na Jeunesse Arena (Rio), e 22/04 no Allianz Parque (SP), você também ja sabe.

Mas o que provavelmente você ainda não sabe, é que assistir a um show do Radiohead é uma das experiências mais imersivas, emocionantes, lindas e inesquecíveis que você tera em qualquer outro show que você possa ir.

Momento honestão do texto: Eu nunca fui o maior fã de Radiohead da vida e, quando eles vieram aqui em 2009, o que me fez ir aos shows, foi a oportunidade de assistir a mais uma apresentação do Los Hermanos. Sou desses. Mas, ainda bem que eu fui!

Aquele começo com 15 Steps, é, até hoje, uma das coisas mais marcantes e emocionantes que eu ja tive a oportunidade de presenciar em um show. Eu não conhecia a musica, mas isso não impediu que eu ficasse arrepiado e começasse a chorar. Por que eu chorei? Não faço a menor ideia ate hoje. Mas é isso que faz um show do Radiohead ser tão marcante.

A sucessão de hits que veio logo após foi arrebatadora! There There, Karma Police, No surprises. Sério, é transcendental! Mesmo sem conhecer a maioria das músicas, o show foi me emocionando cada vez a medida que ele ia acontecendo.

Eu já fui a muito show desde entao. Muitos. E, ate hoje, esse show se mantém no top 3 de melhores que eu já assisti.

Sério, vá ao show! Vai na minha!

Ps.: Ainda vai ter na abertura, Junun e FLYING LOTUS. Deixa só eu repetir aqui rapidinho: FLYING LOTUS!!! De nada.

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Os holandeses do Pestilence vão destruir o Rio de Janeiro!

Neste domingo, 8 de abril, a Lapa vai ficar barulhenta!!! O mítico La Esquina recebe o inédito e aguardado show da lenda do death metal, os holandeses do Pestilence!

Além das músicas do último CD, o “Hadeon”, o Pestilence vai tocar todos os clássicos dos mais de 32 anos de carreira!
A abertura da noite ficará a cargo da revelação carioca Dark Tower e, dos belgas do Carnation!

Infos:

Pestilence dia 8 de abril no Rio de Janeiro
Evento no FB: https://www.facebook.com/events/1678760742154898
Bandas de abertura: Carnation (Bélgica) e Dark Tower (Brasil)
Data: 8 de abril de 2018 (domingo)
Horário: a partir das 18h
DarkTower: 18h30
Carnation: 19h30
Pestilence: 20h30
Local: La Esquina
Endereço: Avenida Mem de Sá, 61 – Lapa/RJ
Ingresso: R$ 70 (+ R$ 7 de taxa)

2º lote promocional online: http://bit.ly/Pestilence-RJ
Ingresso físico, R$ 70 (sem taxa), 2º lote Catete – Sempre Música Discos: Rua Correira Dutra, 99 – sobreloja 216 (somente dinheiro) Niterói – Kasamata: rua da Conceição, 101, SL 55 (somente dinheiro) Méier – Inside Rock: avenida Amaro Cavalcanti, 157 (dinheiro e cartão) Loja Rock n Roll: Via Parque shopping (somente dinheiro)

Na hora: R$ 90 meia, com entrega de 1 quilo de alimento não perecível, e R$ 180 a inteira
Classificação: 18 anos
Informações: contato@headbangermind.com

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Por que não respeitamos o funk?

Por Felipe Ernani

Nos anos mais recentes, o funk brasileiro se estabeleceu de vez como a música das pistas de dança pelo Brasil todo. Hoje, faz sucesso tanto nas festas de onde se originou — os famosos bailes funks — quanto entre as celebridades e alta sociedade do país.

Mas, ainda assim, perdura a marginalização do gênero e o preconceito com os artistas deste. Algumas pessoas ainda insistem em agir como se só ouvissem funk de forma irônica. Outros ouvem e gostam, “mas só em festa”. Respeitar o gênero ainda é muito difícil. Por quê?

Pouco a pouco, os argumentos vão caindo. Não por boa vontade do público que é contra ele, mas porque os artistas têm se esforçado e investido cada vez mais e o resultado é palpável.

O funk deixou de ser música (exclusivamente) da favela. Passou a ser um patrimônio cultural brasileiro exportado para outros países — claro que o primeiro exemplo que vem à cabeça é o de Anitta, que desde o início da carreira sempre exaltou a cultura do funk e recentemente o exportou (de forma mais compreensiva para o exterior) com “Vai Malandra”.

Mas não é só a Anitta. Mesmo dentro do Brasil, cada vez mais artistas são influenciados diretamente pelo funk carioca. O BRAZA, banda formada por 3 dos 4 integrantes do extinto Forfun, tem influências claríssimas do gênero que serão expostas para o Brasil e o mundo quando a banda subir no palco do Lollapalooza, no domingo (25). E o próprio Forfun, no seu disco de despedida, Nu (2014), não apenas se mostrou influenciado pelo funk como o homenageou e falou sobre ele na música “O Baile Não Vai Morrer.

Um dos principais argumentos de quem se posicionava contra essa cultura era a “falta de qualidade” nas músicas produzidas. Aí, recentemente, aparece o MC Fioti com “Bum Bum Tam Tam, usando um sample da “Partita em Lá Menor de Bach em cima de um beat e transformando uma das melodias mais “requintadas” da música em uma “flauta envolvente”. Ou o MC Livinho, que era violinista de igreja, e hoje em dia compõe músicas extremamente melódicas e ricas em detalhes como “Fazer Falta. Ou até mesmo o MC G15, que no seu hit “Deu Onda” faz uma quebra de melodia e harmonia que é pouquíssimo usada na música pop.

Não à toa, MC Fioti foi mais um que exportou sua canção. “Bum Bum Tam Tam” recentemente ganhou versão internacional com participações de nomes estrangeiros conhecidos, como Future e J Balvin.

E não são só as músicas: recentemente, uma amiga que está em Portugal mandou uma foto de um cartaz mostrando que o MC Kevinho vai se apresentar por lá em breve. Kevinho, inclusive, é um dos nomes que mais ajudou nessa “explosão” do funk.

O garoto de Campinas teve seu primeiro hit com “Tumbalatum” e esperava-se que, como a grande maioria dos outros MCs, o sucesso seria passageiro. Mas ele (e sua equipe) soube se estabelecer e lançar hit após hit: “Olha a Explosão”, “Encaixa”, “O Grave Bater”, “Rabiola”…

E, parando pra analisar, todos os hits de Kevinho seguem uma fórmula parecida; no entanto, todos têm detalhes que os diferenciam, mesclam o funk com algum ritmo diferente, trazem alguma participação de um artista de outro nicho, usam algum instrumento que não é da linguagem comum do funk, e isso transforma cada uma dessas músicas em muito mais do que só uma melodia grudenta.

Mas agora chegamos no ponto crucial do começo do texto: com tudo isso, por que o funk ainda é marginalizado e ainda sofre preconceito no Brasil, se até fora do país o ritmo já é aceito e amado?

A resposta não está tão longe. O “brasileiro médio” — nesse caso, o público não marginalizado — não consegue aceitar a fluidez dos movimentos artísticos. Não consegue ficar em paz sabendo que o seu amado rock e a sua querida MPB estão ficando obsoletos e cedendo espaço para o funk, para o rap/hip hop, e para os gêneros que buscam a cada dia se inovar mais. Mais do que isso, não entendem que a função da música não é eleger o melhor guitarrista do mundo, é fazer o ouvinte sentir algo, e isso o funk tem feito muito bem. Há muito a aprender com o funk brasileiro, e quem se recusa a aceitá-lo só vai ficando cada vez mais atrasado.

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OBRIGADA, VENTRE!

Por Tayane Sampaio

Outro dia eu estava reclamando da dificuldade que as pessoas têm em encerrar ciclos e colocar um ponto final nas coisas; hoje, estou aqui com dificuldade de aceitar o fim de um ciclo que nem é meu. A vida é mesmo um paradoxo.

Nessa sexta-feira (23), os cariocas da Ventre anunciaram que a banda entrará em hiato. Assim, às vésperas de um show no Lollapalooza, que é considerado, por grande parte das pessoas, o auge da carreira de um músico independente.

Para acalentar os corações partidos, o trio lançará, em breve, um EP. As duas últimas faixas, “Pulmão” e “Alfinete”, você já pode escutar abaixo. Amanhã, quem estiver no palco Onix, às 11h50, poderá escutar, pela primeira vez, as quatro músicas novas ao vivo.

A Ventre, formada por Larissa Conforto (bateria e voz), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Ventura (voz e guitarra), sempre foi fora da curva, tanto no som, quanto na trajetória. É muito difícil uma banda conseguir tanto em tão pouco tempo. Com apenas um álbum de estúdio, Ventre (2015), o trio ganhou os ouvidos e o coração de milhares de fãs; são mais de 22 mil ouvintes mensais só no Spotify. Eles viraram uma referência na cena nacional, são inspiração para muitas bandas. Fizeram (muitos) shows em vários estados do Brasil e foram atração em importantes palcos do circuito brasileiro de festivais. É muito difícil você encontrar alguém que não goste da banda, eles são quase unanimidade.

Apesar da tristeza pelo hiato, ainda consigo enxergar poesia nesse “até logo” do grupo. Como freiar quando se está caminhando pra frente e a passos largos? Como interromper a viagem rumo ao sucesso quando esse é o caminho que muita gente quer, mas não consegue? Na música, um universo que é uma constante batalha de egos, tomar uma atitude dessas chega a ser louvável.

Fica o sentimento de gratidão. Por ter tido a chance de ver vários shows do grupo, aquele show enérgico e que emana uma força transformadora pra quem está na plateia. Pelas músicas, que são o Yin Yang em forma sonora: têm uma delicadeza que nos afaga e uma agressividade que nos desperta. Gratidão pelo posicionamento político e social da banda, que sempre usou os shows como um espaço de conversa com o público. Os discursos da Larissa sobre o respeito à mulher são importantíssimos e eu tenho certeza que eles foram o pontapé inicial para a mudança de algumas pessoas.

Mas, como disse a própria banda, o fim é só mais um começo. Espero que não demore muito até a próxima oportunidade de ver a Ventre brilhando em um palco.

Obrigada, Ventre!

Foto: Hannah Carvalho

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Resenha: Oh Wonder + Zara Larsson @Circo Voador

Por Natalia Salvador

Se tem uma coisa que eu gosto em shows de artistas internacionais, principalmente quando se trata da primeira experiência deles no Brasil, é observar o rosto dos músicos e bailarinos. Não é nenhuma novidade que o público brasileiro é, vamos chamar, intenso e energético. E foi exatamente isso que levei dos shows de Oh Wonder e Zara Larsson, na última terça-feira (20), no nosso amado Circo Voador. A apresentação foi um dos side shows do festival Lollapalooza – que acontece nesse final de semana em São Paulo -, organizado pela plataforma Queremos! em parceria com a Heineken.

Apesar da casa não estar tão cheia, totalmente esperado para um show terça-feira à noite, a plateia carioca não deixa a desejar. Com poucos minutos de atraso, a dupla Oh Wonder subiu ao palco ao som dos gritos quase histéricos dos fãs. Com poucos músicos de apoio no palco – só um baterista e um baixista (confirmar na foto) – os ingleses se bastam em cima do palco. Os timbres de voz doce se completam às notas dos teclados e é quase impossível não se apaixonar. Ali eles apenas comprovam o porque do sucesso repentino na internet enquanto divulgavam música sem pretensão no Soundcloud.

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Oh Wonder @2018

O setlist foi bem equilibrado entre canções de “Oh Wonder” e “Ultralife”, os dois álbuns de estúdio da dupla. Drive, Livewire, Dazzle, HighonHumans, Heavy e Lifetime eram as mais aguardadas e não ficaram de fora. Depois de um belo discurso sobre ser você mesmo e defender as inciativas e princípios que acreditamos, Josephine introduziu All We Do, que foi ovacionada pelo público. Body Gold, primeira música composta para o projeto, também fez barulho!

No quesito simpatia, os dois levaram nota 11! O sorriso estampado no rosto durante cada música mostrava da maneira mais clara o que eles estavam sentindo. Depois de passar um dia curtindo a cidade maravilhosa, com direito a praia em Ipanema e tudo, a energia não podia ser melhor! “Nós comemos açaí, fomos à praia e lá estavam nos oferecendo caipirinha às 10h da manhã. Definitivamente nós estamos no Rio de Janeiro”, contou Josephine. Depois de muitos pedidos, os dois voltaram ao palco saltitantes e encerraram o show com Ultralife e Drive.

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Oh Wonder @2018

Mudando quase que radicalmente o cenário do Circo Voador, a doçura e leveza de Oh Wonder deram espaço para o clima sexy e dançante do pop de Zara Larsson. A sueca subiu ao palco com banda, backing vocal, bailarinas e muitos falsetes. As primeiras palavras de Zara em Never Forget You não foram ouvidas, microfone ainda desligado ou plateia ensurdecedora? Fica ai o questionamento. A certeza é que a jovem cantora, de apenas 20 anos, é muito popular entre o público LGBT, certeza de uma noite de muita diversão!

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Zara Larsson @2018

Symphony – parceria com Clean Bandit -, Girls Like, Ain’tMyFault e Lush Love marcaram presença no setlist. Além dos grandes sucessos autorais, a cantora inclui músicas de companheiros de estrada. Ed Sheeran e Cardi B fizeram parte de pot-pourris: Shape of You acompanhou Don’t Let Me Be Yours, enquanto que Bodak Yellow deu força para I Would Like. Para atender aos pedidos incessantes dos fãs, Zara voltou para o bis performando uma música que não costuma estar em seu repertório, One Mississippi lavou a alma dos fãs.

Apesar da vibe diferente, os shows se complementaram para quem se dispôs as experiências. O combo de estreia de Oh Wonder e Zara Larsson no Brasil funcionou muito bem, pelo menos para os cariocas que não vão ao Lollapalooza no fim de semana. Eu certamente vou passar mais algumas semanas ouvindo os CDs no repeat e lembrando do rostinho da dupla inglesa completamente anestesiada. A grande lição é que uma noite e um festival como esses comprovam que tem espaço para todo mundo curtir e se divertir junto. Afinal, música é isso, né?

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“Só” e ”Évora”, os novos Singles da Banda Alarmes

Por Camila Borges

Início de ano geralmente é sinônimo de férias, mas esse não é bem o caso da Banda Alarmes. O grupo de Brasília formado por Arthur Brenner (vocal e guitarra), Lucas Reis (baixo) e Gabriel Pasqua (bateria) lançou nesta última quarta-feira (31/1) dois singles: e Évora.

Nossa abordagem pras musicas novas mudou completamente. O intuito era deixar o som mais vivo, com mais verdade e com cara de power trio. Descemos um pouco a afinação dos instrumentos e botamos o peso que levamos pros shows na gravação, que é justamente o que mais gostamos. Essa mudança no processo todo de composição e produção nos levou a um resultado bem diferente.” destaca Arthur Brenner ao comparar o processo de gravação ao álbum anterior (Em Branco), além de ser uma forma mais madura mas sem perder a essência.

Gravação dos Singles

A gravação se deu no Estúdio Zeroneutro, da banda Natiruts. Contando com um time de peso formado por Samyr Aissami e Marcel Papa, mixagem com o Daniel Felix e masterização com o Joe La Porta.

Sobre as faixas a banda explica um pouco o processo “O Pizza (apelido do baixista) levou o riff de baixo do começo de Évora e fomos trabalhando juntos até termos uma estrutura pronta da música, depois fizemos vários testes com letras diferentes até que chegamos a um consenso com uma letra do Arthur, feita em uma madrugada. “” foi bem interessante de trabalhar, a música era completamente diferente no começo, parece que a viramos do avesso e chegou no resultado que queríamos. O Samyr deu uma mão cabulosa, principalmente em Só que ficou empacada em algumas partes durante o processo. Tivemos a melhor vibe de composição e produção possível, ficamos bem livres para experimentar tudo, isso gerou um resultado bem legal.

Em percebemos o peso de um adeus, a melancolia, uma reflexão profunda nos próprios erros, porém ainda com sentimento de esperança. Buscando pela compreensão, dando uma visão de um novo, uma abertura.

Évora é mais intensa, forte. Com momentos de libertação para seguir em diante.

Desafio

Antes da data de lançamento, nos dias 24 e 25 de janeiro, a banda lançou uma espécie de desafio. O fã iria diretamente para um link onde poderia ouvir a música “”. Porém, para obter acesso ao outro single “Évora”,  o desafiado faria um vídeo onde seria necessário postar nos stories do Instagram e marcar a banda. Aliás, vídeos esses que farão parte do videoclipe de “”.

Foi incrível fazer essa ação, aproximou a gente bastante dos nossos fãs e ainda conseguimos acalmar um pouco a ansiedade da galera de ouvir as músicas e a nossa de soltar pro mundo.” menciona Arthur sobre a ação em relação às músicas e a ansiedade.

Próximos Passos

E o ano de 2018 recém começou e a banda ainda pretende trabalhar muito em cima dos dois singles, além de outras coisas que serão lançadas no decorrer do ano como descreve Arthur neste trecho “A galera pode esperar muita coisa desses singles ainda! Teremos clipes, lyric videos, versões ao vivo, guitar cam e tudo mais, a ideia é fazer de tudo pra essas musicas enquanto a gente prepara o próximo disco e espalha essas canções pelo Brasil com as turnês que temos em vista.

E é claro, um recado para os fãs:

Gostaríamos de deixar um agradecimento especial a todos os fãs que participaram do nosso desafio e que estão divulgando as músicas nas suas redes pessoais. Fiquem de olho nas nossas redes porque já já estaremos rodando pelo Brasil espalhando essa roqueiragem dançante!’’

As músicas estão disponíveis em todas as plataformas digitais. 

Redes sociais da banda:

Facebook: Alarmes Oficial 

Twitter @AlarmesOficial

Instagram: @AlarmesOficial

Ficha Técnica dos Singles:
Produção Musical: Samyr Aissami
Coprodução musical: Alarmes e Marcel Papa
Produção Executiva: Marcel Papa
Gravação e Mixagem: Daniel Félix
Assistentes de gravação: Marcel Papa e Samyr Aissami
Gerente de estúdio: Rafael Cruz
Masterização: Joe LaPorta (Sterling Áudio – NY)
Artwork: VOJD (Alemanha)
Gravado no Estúdio ZeroNeutro – Brasília – DF

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Artigo Lançamentos Notícias Recomendação

Banda Alarmes desafia Fãs

Por Camila Borges

Você gosta de ser desafiado? E se o desafio proposto for por uma banda que você gosta e a recompensa for algo inédito?

Essa é a ideia da banda Alarmes, banda de Brasília que conta com Arthur Brenner (vocal e guitarra), Lucas Reis (baixo) e Gabriel Pasqua (bateria).

Quem ficou de olho nas redes sociais da banda nos últimos dias pôde acompanhar as gravações e um pouco mais sobre “Só” e “Évora”, novas músicas de trabalho que serão lançadas oficialmente dia 31 deste mês.

Só / Arte por VOJD
Évora / Arte por VOJD

Para os fãs mais ansiosos, a banda lançou um desafio que começou hoje às 10h00 e termina às 10h00 do dia 26/01 (sexta).
Tudo isso faz parte da divulgação dos novos singles, e vocês podem participar do desafio clicando aqui . 

Boa sorte!

 

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Resenha: Dead Fish & menores atos @ Imperator (20 anos de “Sonho Médio”)

Texto por Alan Bonner (@bonnerzin), fotos por Gustavo Chagas (@gustavochagas)

Sexta-feira de festa em um dos maiores palcos do Rio de Janeiro. O Dead Fish comemorou 20 anos de seu primeiro clássico, “Sonho Médio”, no histórico Imperator, na zona norte carioca. Além de tocar o disco na íntegra, a banda executou mais dez músicas dos mais diversos álbuns da consagrada carreira. A abertura ficou por conta dos cariocas do menores atos.

Já no show de abertura da noite, foi possível perceber algo que Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish, iria dizer ao final do show de sua banda: o Imperator é a melhor casa em termos de qualidade sonora da cidade carioca. Todo mundo sabe que o Canal Riff assistiu a quase todos os shows da menores atos no RJ desde que o “Animalia” foi lançado, mas nunca a banda soou tão bem quanto naquela noite. Talvez também por ser um “até breve” da banda, que vai se afastar dos palcos por algum tempo para gravar um novo disco, e, por isso, tenha rolado um capricho maior nas execuções. O fato é que, provavelmente, esse foi o melhor show da banda em todo esse ciclo, justamente por aliar uma ótima performance da banda com a qualidade de som do lugar. O vocal de Cyro Sampaio, afinado e atingindo as notas corretas, junto com sua guitarra melódica e de belos timbres, a bateria quebrada e agressiva de Ricardo Mello e a presença, contundência e peso do baixo de Celso Lehnemann foram muito bem ouvidas em um show curto, mas bastante poderoso. Uma bela forma de se despedir de um belo disco.

“Boa noite, nós somos o Dead Fish. 2018, vem!”. Com poucas palavras e com pé na porta, o Dead Fish iniciou as primeiras notas de “Escapando”, fazendo parte do público rapidamente organizar uma grande roda, máxima que se manteve durante todo o show, até durante as músicas mais “tranquilas” da noite, como “Modificar” e “Por Paz”. A execução das músicas do “Sonho Médio” foi tão perfeita (excluindo uma pequena passagem de “Lost Soul”, esquecida pelo vocalista) que parecia que o quarteto que estava no palco havia composto e gravado aquelas músicas. E ouvir o álbum ao vivo, com uma formação tão azeitada e com um som de tamanha qualidade só evidencia o quão agressivo e (infelizmente) atual ele ainda é, mesmo 20 anos depois de lançado. A banda ainda organizou o setlist de uma forma que o fez ficar ainda mais pesado. Destaques para “Fragmento”, com duetos vocais muito bem executados por parte de Rodrigo e Rick Mastria, e “Mulheres Negras”, com participação de Dani Conceição, amiga da banda.

Erro
Este vídeo não existe

Para fechar a noite com chave de ouro, um enfileiramento non stop de clássicos: Venceremos, Autonomia, Zero e Um, Tão Iguais (com participação sempre presente e intensa de Reynaldo Cruz, vocalista da Plastic Fire), entre outras, encerrando com a apoteótica Afasia. A banda se despediu agradecendo ao público e à casa pelo ótimo primeiro show do ano. Nós que agradecemos pelo belo banho de alma para começar o ano com tudo!

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Resenha: Francisco El Hombre + Mulamba @Circo Voador

Por Fernanda Alves

“Nós não é saco de bosta pra levar tanta porrada”

Com essa frase Mulamba abriu os trabalhos na noite de sexta-feira, 12 de janeiro, no Circo Voador.

LEIA TAMBÉM: ENTREVISTA EXCLUSIVA COM FRANCISCO, EL HOMBRE

A banda curitibana composta unicamente por mulheres, subiu ao palco pouco antes da meia-noite, ainda com poucas pessoas na plateia. De forma gradativa, a espaço foi enchendo, e a vibração e palmas que se ouviam ficavam cada vez mais altas conforme o show acontecia.

Você logo saca que Mulamba está bem alinhada aos sons feitos aqui no Brasil nesses últimos tempos, reunindo influências de vários ritmos e artistas, com levada um tanto indie e com sonoridades que vão desde a MPB, passando pelo rock e chegando ao funk carioca.

A bandeira da representatividade, da questão feminina, defendida pelo grupo em seu show, foi rapidamente absorvida e abraçada pelos presentes. Rolou até cover de Cássia Eller e também contou com a participação da cantora da banda principal da noite Juliana Strassacapa, duas artistas fortemente ligadas ao tema do feminismo.

O show manteve esse ritmo do início ao fim, numa mistura de teatro, música, performance, poesia e protesto, além da profundidade das letras e melodia.

“Já sei pra onde vou!”

Após uma pausa pra água (não, pera!)… Francisco, El Hombre entrou e já mostrou ao que veio, nos levando a sentir o Calor da Rua!

A banda campineira trouxe em suas raízes a efervescência latina, envolvendo timbres, ritmos, arranjos e em favor de uma identidade ímpar. Temas como a violência doméstica, o papel da mulher na sociedade e uma crítica direta ao conservadorismo ditaram a narrativa do show, que contou com participações ilustríssimas e que acrescentaram mais pimenta ao caldeirão como As Bahias e a Cozinha Mineira e Clarice Falcão.

Francisco, el Hombre, ao longo de sua apresentação provocou o público com sua “pachanga folk”, o que uma completa interação entre plateia e banda.

Percebemos o quão poderosas são as vozes dos integrantes da banda, explícitos e políticos nas letras, multiculturais na sonoridade. Com belíssimas melodias e arranjos, o repertório se concentrou nas canções do álbum Soltabruxas, e como já era o esperado, o momento mais emocionante foi a execução de Triste, louca ou má, indicada ao Grammy Latino. A apresentação contou com uma canção inédita, Muero por Ti  e também com algumas versões de “O meu sangue ferve por você”, “Um morto muito louco” (por que não?) e Tic tic Tac embaladas na batida do bloco “Calor da Rua”.

Bis? Não tivemos… até porque a banda sequer deixou o palco! O que se seguiu foi um grande bloco de carnaval, com artistas, convidados e público numa só folia!

Uma coisa ficou clara, a passagem de Francisco, el Hombre por terras cariocas deixou mais que claro o quanto eles precisam voltar. E que seja em breve.

 

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francisco, el hombre toca com o bloco “calor da rua” e recebe convidados no Circo Voador

Por Natalia Salvador 

Que 2017 foi um grande ano para música nacional ninguém tem dúvidas. Uma das bandas que roubou a cena e mostrou que veio para ficar foi a francisco, el hombre. Uma mistura de culturas, ritmos e, porque não, movimentos. Aproveitando que o grupo estará de passagem pela cidade maravilhosa no próximo dia 12 de janeiro (sexta-feira), o Canal RIFF bateu um papo com Rafael Gomes, baixista da banda, sobre os últimos acontecimentos e as expectativas para o próximo encontro com o mágico Circo Voador.

“Faziam anos que sonhávamos em ter o nome no Grammy ao lado de outros nomes que tanto nos inspiram”, afirmou Rafael Gomes.

Com o início de um novo ano chega a ser inevitável pensar em tudo que se passou durante o período anterior. Para Rafael, a dinâmica de cada ano se transformando completamente com o passar do tempo é muito linda. “2017 foi um ano muito importante para a gente! Circulamos por uma infinidade de lugares com o soltasbruxa. Conhecemos lugares incríveis, aprendemos com todas essas e experiências e descobrimos, pouco a pouco, que nossa tinha potencial de ir muito longe”, relembra.

O ano foi cheio de energia e grandes conquistas. Entre elas, os grandes destaque ficam para a indicação ao Grammy Latino – na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa – e o convite para tocar no Lollapalooza 2018. Para o grupo, as notícias foram surpreendentes e especiais. O mais gratificante, destaca Gomes, foi a primeira indicação sem nenhum nome de gravadora na categoria. “Me sinto mega honrado em saber que os tempos estão realmente mudando e não se precisa de uma mega estrutura por trás de uma carreira artística para conquistar reconhecimento à nível internacional. Ainda que seja uma premiação estadunidense à indústria latino-americana é muito importante pra gente saber que essa galera tá escutando nosso som e dando valor ao que cantamos”, contou.

Carnaval, Lollapalooza e os planos para 2018

Integrando o line-up de peso do próximo Lollapalooza Brasil, fancisco, el hombre vê o festival como uma grande festa da música. “O ‘time’ brasileiro tá incrível! Várias e vários artistas que dividem cena com a gente, sem mencionar os artistas internacionais. Costumamos dizer que festival é que nem festa de aniversário: dia de rever amigos da estrada e conhecer ainda mais gente para se conectar e seguir junto dali pra frente!”, brincou Rafael. Além dos shows, dentro e fora do país, 2018 vai trazer novidades! De acordo com Gomes, ainda não há uma data para o lançamento do novo CD, mas as ideias estão fervilhando.    

francisco, el hombre traz bloco de carnaval para o Circo Voador

O grupo é um misto de culturas e nada mais justo que explorar isso com uma das maiores formas de expressão cultural brasileira: carnaval! Infelizmente, os ventos ainda não vão trazer o grupo no período mais agitado do ano, mas o pré-carnaval está ai pra isso! Não é a primeira vez que a banda mexicana-brasileira toca no palco do Circo Voador e, segundo o baixista, é sempre uma experiência incrível. “O público sempre faz uma parte importante do show e esperamos que as pessoas venham compartilhar da boa energia que 2018 vem prometendo. Além das participações mais que especiais d’As Bahias e a Cozinha Mineira e da Clarice Falcão, a Aline Paes vai chegar junto na bagunça. As amigas da Mulamba vem como banda de abertura e, espero eu, que elas subam no palco com a gente também”, convidou Gomes. O Canal RIFF até tentou descobrir, mas Rafael deixou todo mundo curioso. “Dizem ainda que várias outras amizades devem aparecer pra engrossar o caldo… E bom, se esse ano tem disco novo, pode ser que alguma coisa apareça no repertório, né?! Vai saber”, afirmou.

A festa vai ser bonita e, se você quer entrar nessa dança, não perde mais tempo! O show acontece no dia 12 de janeiro e a casa abre às 22h. Os ingressos ainda estão sendo vendidos e os preços variam entre 40 e 100 reais. Ah! E se você for, não esquece de contar aqui pra gente como foi.