Resenha: Dead Fish & menores atos @ Imperator (20 anos de “Sonho Médio”)

Texto por Alan Bonner (@bonnerzin), fotos por Gustavo Chagas (@gustavochagas)

Sexta-feira de festa em um dos maiores palcos do Rio de Janeiro. O Dead Fish comemorou 20 anos de seu primeiro clássico, “Sonho Médio”, no histórico Imperator, na zona norte carioca. Além de tocar o disco na íntegra, a banda executou mais dez músicas dos mais diversos álbuns da consagrada carreira. A abertura ficou por conta dos cariocas do menores atos.

Já no show de abertura da noite, foi possível perceber algo que Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish, iria dizer ao final do show de sua banda: o Imperator é a melhor casa em termos de qualidade sonora da cidade carioca. Todo mundo sabe que o Canal Riff assistiu a quase todos os shows da menores atos no RJ desde que o “Animalia” foi lançado, mas nunca a banda soou tão bem quanto naquela noite. Talvez também por ser um “até breve” da banda, que vai se afastar dos palcos por algum tempo para gravar um novo disco, e, por isso, tenha rolado um capricho maior nas execuções. O fato é que, provavelmente, esse foi o melhor show da banda em todo esse ciclo, justamente por aliar uma ótima performance da banda com a qualidade de som do lugar. O vocal de Cyro Sampaio, afinado e atingindo as notas corretas, junto com sua guitarra melódica e de belos timbres, a bateria quebrada e agressiva de Ricardo Mello e a presença, contundência e peso do baixo de Celso Lehnemann foram muito bem ouvidas em um show curto, mas bastante poderoso. Uma bela forma de se despedir de um belo disco.

“Boa noite, nós somos o Dead Fish. 2018, vem!”. Com poucas palavras e com pé na porta, o Dead Fish iniciou as primeiras notas de “Escapando”, fazendo parte do público rapidamente organizar uma grande roda, máxima que se manteve durante todo o show, até durante as músicas mais “tranquilas” da noite, como “Modificar” e “Por Paz”. A execução das músicas do “Sonho Médio” foi tão perfeita (excluindo uma pequena passagem de “Lost Soul”, esquecida pelo vocalista) que parecia que o quarteto que estava no palco havia composto e gravado aquelas músicas. E ouvir o álbum ao vivo, com uma formação tão azeitada e com um som de tamanha qualidade só evidencia o quão agressivo e (infelizmente) atual ele ainda é, mesmo 20 anos depois de lançado. A banda ainda organizou o setlist de uma forma que o fez ficar ainda mais pesado. Destaques para “Fragmento”, com duetos vocais muito bem executados por parte de Rodrigo e Rick Mastria, e “Mulheres Negras”, com participação de Dani Conceição, amiga da banda.

Para fechar a noite com chave de ouro, um enfileiramento non stop de clássicos: Venceremos, Autonomia, Zero e Um, Tão Iguais (com participação sempre presente e intensa de Reynaldo Cruz, vocalista da Plastic Fire), entre outras, encerrando com a apoteótica Afasia. A banda se despediu agradecendo ao público e à casa pelo ótimo primeiro show do ano. Nós que agradecemos pelo belo banho de alma para começar o ano com tudo!

SETLIST

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Uma consideração sobre “Resenha: Dead Fish & menores atos @ Imperator (20 anos de “Sonho Médio”)”

  1. É como o Gustavo falou, é oficial: impossível um show ruim do DF. A parte do Sonho Médio foi muito boa (eles já tinham tocado o disco na íntegra com o Afasia uns anos atrás), aceleraram ainda mais as músicas e ficou mais porrada – o que é ótimo pra fãs de velocidade como eu, rs.

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