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5 motivos para apostar no quinto álbum do Paramore

Por Natalia Salvador | @_salvadorna

Com mais de 10 anos de estrada e significativas perdas, o Paramore está prestes a lançar um novo álbum e é comum você se perguntar: e agora, o que vem por ai? A verdade é que por trás de todo esse mistério algo, no mínimo, diferente de tudo que você já viu da banda originada em Franklin, Tennessee, está por vir. Pensando nisso, o Canal RIFF reuniu pra você 5 motivos para acreditar que esse trabalho é um dos mais aguardados para o ano de 2017.

  • O Paramore aprendeu a superar suas perdas

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O primeiro grande drama vivido pelos fãs e integrantes da banda aconteceu no fim de 2010, quando os irmãos FaroZac, bateria, e Josh, guitarra – anunciaram que estavam se desligando da banda. No ano seguinte, o trio já lançou um EP com 4 músicas, ‘Singles Club’ – entre elas Monster, que fez parte da trilha sonora do filme ‘Transformers: O lado oculto da lua’, que já abraçava outros estilos musicais. Em abril de 2013 foi lançado o álbum autointulado, que garantiu o Grammy de melhor música de rock no ano de 2015, com Ain’t it Fun.

Depois do anúncio da saída de Jeremy Davis, baixista, em janeiro de 2016, muito se especulou sobre o fim da banda e a carreira solo de Hayley, mas, como já disseram por ai, o Paramore ainda é uma banda e seguiu da notícia direto para os estúdios.

  • As postagens e atualizações nas redes sociais

Durante as gravações do quinto álbum podemos acompanhar nas redes sociais dos músicos e produtores diferentes situações do dia a dia no estúdio. Além de muita comida, claro, os fãs enlouqueceram com as aparições de Zac Farro – que gravou as baterias do álbum -, além de conferir Hayley e Taylor tocando diferentes instrumentos. Ainda nas redes oficiais da banda, acompanhamos postagens que falam sobre as composições, as superações e até uma possível tour mundial. E não para por ai, a vocalista reativou o Instagram e o guitarrista o Twitter. Em sua descrição, Hayley classifica o Paramore como uma banda de gênero neutro, o que será que eles estão aprontando?

  • O som promete ser bem diferente do apresentado no quarto álbum

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De acordo com os fãs mais stalkers, alguns pedais como Chorus CE-2W, DC-2 Dimension C, Reflector e Pearl Chorus Ensemble apareceram nas fotos divulgadas durante as gravações. Algumas das funções desses equipamentos são a produção de um som com uma cara mais ‘vintage’, com maior profundidade, ondas sonoras circulares, além de efeitos específicos. Em seu Tumblr pessoal, Hayley deixou escapar uma dica sobre as novas músicas: “viradas de bateria com melodias estranhas na guitarra”.

  • Hayley é uma influenciadora no mundo do rock

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A frontwoman sempre foi conhecida pelos cabelos coloridos e boa relação com os fãs, mas de uns tempos para cá Hayley vem se posicionando sobre assuntos importantes e polêmicos como bullying, machismo, política, entre outros. Por conta de sua autenticidade, em 2014, Hayley recebeu o prêmio Trailblazer, da Billboard, que homenageia artistas por deixarem uma marca na música. Além disso, agora a vocalista é CEO de uma marca de tintas de cabelo junto com seu amigo e maquiador Brian J O’Connor, a Good Dye young.

  • Nos EUA, o disco já é aguardado e comentado por veículos especializados

Revistas como a Kerrang! e Alternative Press já comentaram sobre o futuro lançamento da banda e o elegeram como um dos discos mais aguardados do ano! Ressaltando a última turnê “Writing the future” e o cruzeiro “Parahoy”, as mídias estão com as expectativas lá no alto e deixaram os fãs ainda mais esperançosos sobre o que vem por ai.


E você, o que espera para esse novo e misterioso quinto álbum do Paramore?

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Resenha: Overdrive Saravá e Ego Kill Talent @Imperator

Por Júlio Deviante

Já não é de hoje que citamos que o Imperator (Centro Cultural João Nogueira, para formalidades) está consolidado como o quartel general do rock no rio de janeiro. Além dos principais nomes do rock carioca, grandes representantes de diferentes vertentes do estilo em todo o brasil passam pelo Rio Novo Rock, a parada obrigatória de todo mês para quem curte descobrir ou encontrar bandas de qualidade numas das melhores, quiçá a melhor, estruturas do Estado.

Na primeira edição do ano de 2017 não foi diferente.

Ao anunciar Overdrive Saravá e Ego Kill Talent, o evento mostrou que apostava em bastante peso e uma mistura de propostas com bastante diversidade para a edição que abriria o ano. E assim foi.

O universo apelou para a estratégia de seleção natural por meio da chuva intensa, fazendo cair o mundo nos momentos que antecederam o início do evento. Mesmo assim o público que chegava foi muito bem recebido ao som de clássicos do rock, embalados pela carismática Dj Suirá, que mostrou muito feeling e conquistou o público ansioso, formado por muitos músicos locais, mas desenvolvido cada vez mais com a presença de pessoas não ligadas a cena musical da cidade.

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Após uma introdução de clima denso, corpo fechado e munida de percussões firmes, a Overdrive Saravá iniciou o show com a canção “Atabaques e D’jembes”, canção escolhida também para o primeiro clipe da banda, lançando seu álbum homônimo, que foi disponibilizado em setembro de 2016.

Com um repertório que representa muita diversidade e críticas embasadas na história do Brasil, a banda passou com vigor mensagens fortes envolvendo temas como opressão cultural e desigualdade social. O Imperator foi preenchido com batuques que faziam fundo para o performático vocalista Gregory Combat, que transmitia com muito coração e autenticidade mensagens sobre os desafios de viver da arte.

Com versões de clássicas canções que apontam críticas sociais, como “João do Amor Divino” e “Construção”, a banda fez um show coeso finalizando com as canções “Ressuscita, Pataxó”, que faz referência ao índio Galdino da tribo Pataxó, assassinado em 1997, e “A vista do Vidigal”.

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Apesar de ser a primeira apresentação da banda na cidade, não podemos dizer que a Ego Kill Talent começou sua história no Rio de Janeiro com o pé direito. Na verdade, os caras chegaram foi com os dois pés, no peito, de voadora. Numa apresentação impecável, a banda, que tem como diretriz a mensagem “ego demais vai matar seu talento”, deu uma aula de timbres e massa sonora, com muita qualidade em todos os quesitos, resultado do time de peso que a compõe. O nome Ego Kill Talent já era, há algum tempo, um dos mais aguardados para se apresentar no evento, que começa o ano deixando bem clara qual é a proposta do Rio Novo Rock, uma fuckin’ porrada nos ouvidos que dá gosto de levar. Obrigado.

Com uma configuração totalmente dinâmica, a Ego Kill Talent abriu os trabalhos com “Sublimated”, canção que também dá nome ao EP de 2015, e desde lá conquistou o público que venceu a chuva para cantar com muita energia todas as outras canções dos dois trabalhos dos galáticos integrantes, que interagiam entre si e com todos os que assistiam extasiados.

Pausas para troca de funções, constantes na apresentação da banda, passaram totalmente despercebidas. Aconteceram? Reza a lenda que sim, mas a qualidade, por exemplo, da bateria comandada por Jean Dolabella ou Raphael Miranda (que há poucos dias esteve no Imperator com o Medulla) nos deixa tranquilos para perceber o real sentido de tanto faz.

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Theo Van der Loo e Niper Boaventura completaram o revezamento na cozinha, entregando um show impecável, que já faz parte do pódio de melhores apresentações da história do evento. A banda apresentou todas as canções de seus dois EPs, além de“Old Love andSkulls”, “Heroes, Kings andGods”, “Last Ride” e“Try, therewillbeblood”, que farão parte do novo álbum.

Sobre a voz de Jonathan Correa? Há quase 10 anos sem tocar no rio de janeiro (sua primeira e única apresentação em terras cariocas foi no canecão, em 2007) encontrou o inferno ao descobrir o céu, mesmo. É outro. Com uma performance lá em cima e absolutamente cativante, trouxe todos os expectadores para bem perto e baniu da noite qualquer timidez do público, que cantava todas as músicas da banda. Com uma postura absurdamente enérgica, com requintes de Eddie Vedder versão PINKPOP 1992, e uma linha vocal totalmente desgarrada da sua história com o REC, mostrou que realmente se foram os dias, mas a garganta continua em forma e a identidade do novo rumo já está mais que estabelecida.

A banda lança na próxima sexta-feira, 20 de janeiro, seu primeiro álbum, também com o título de Ego Kill Talent. Hoje agradou a internet o vídeo de “CollisionCourse”. A música, que mostra a Ego Kill Talent em conjunto com o Far From Alaska, dá uma prévia do tipo de som que vem por aí, criando expectativas muito boas para a massa roqueira em 2017. Confira abaixo:

A próxima edição do RIO NOVO ROCK, dia 2 de fevereiro,traz as bandas Rats e Mustache e os Apaches. Se você é ou estará no Rio de Janeiro, não deve perder. Parada obrigatória.

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Top 5: ‘As melhores de 2016’, por Guilherme Schneider

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Debatemos sobre o “The Serenity Of Suffering” – último álbum do Korn

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4 opções musicais para aproveitar o verão na cidade do Rio de Janeiro

Por Natalia Salvador | @_salvadorna

O verão é uma estação de muitas cores, férias, sorrisos e calor, muito calor! E se você, assim como eu, não é muito fã de praia mas curte mesmo é um showzinho no fim de tarde, o que não faltam são opções para curtir o pôr do sol com música. Estão espalhados pela cidade eventos de diferentes tipos, para todos os bolsos e gostos, e o Canal RIFF separou quatro dicas para você aproveitar o pré-carnaval na cidade maravilhosa.

1) Shows gratuitos na praia

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New Kids on the Bloco

Durante a estação mais quente do ano, os shows nas praias cariocas já são clássicos. Esse ano as opções estão na zona sul e oeste. O ‘Verão Rio O Globo’, no posto 10 da praia de Ipanema, conta com nomes como Outro Eu (14), George Israel (15), Roberta Sá (21), Suricato (22), Marcella Fogaça (28), Arthur Aguiar (29) e Rubel (04). Os shows tem previsão para começar sempre as 19h30.

Já na Barraca do Pepê, na Barra da Tijuca, o ‘Música no Deck’ trouxe artistas dos mais variados estilos. Entre eles estão Arthur Aguiar (14), Paulo Ricardo (21), Latino (28), Isabella Taviani (04), Guimê (11), Sinara (18) e New Kids on the Bloco (25).

2) Queremos Tropical

O Queremos já é velho conhecido e está sempre trazendo shows para enlouquecer os fãs! Na temporada de verão eles apresentam o Queremos Tropical, que acontece na Varanda Vivo Rio e traz aos cariocas os shows de Liniker e os Caramelows (19), Karol Conka (28), Anavitória (02) e Dona Onete (16). Os ingressos variam de acordo com o evento – de R$ 40,00 a meia a R$ 100,00 a inteira.

3) Pepsi Twist Land RJ

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Se você é desses que gosta mesmo de uma festa alternativa, o Pepsi Twist Land é um evento que une festas famosas da capital carioca com shows, no espaço Marina Glória. Além da vista privilegiada, no festival você poderá conferir misturas inusitadas como:

2 de fevereiro: Nação Zumbi + Gilberto Gil + Jorge Mautner, DJ Nepal e Dream Team do Passinho cantando The Jackson 5;

11 de fevereiro: Festa Malaka, Festa Vambora! + Riocore Allstars.

Os preços variam de acordo com o evento – de R$50,00 a meia a R$120,00 a inteira. A programação completa você confere nas redes sociais do evento.

4) Food Park Carioca

Além da música, pratos de comida também caem muito bem no seu passeio? Então o Food Park Carioca é a opção ideal para os seus fins de semana. No espaço, além de shows com artistas dos mais variados estilos – do sertanejo, samba e rock -, os trucks, bikes e trailers oferecem um cardápio variado e cervejas artesanais. No sábado, dia 14, quem faz o som no evento é ex-LS Jack, Marcus Menna. A entrada é gratuita e a programação da semana pode ser acompanhada pelas redes sociais do local.


Com tantas opções ficou mais fácil de aproveitar os dias mais longos do verão, a cidade, a boa música e as comidas especiais!

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Resenha: Imperadores do Underground! Medulla + menores atos @Imperator

Por João H Faber | Fotos Gustavo Chagas

Mais uma vez, o Centro Cultural João Nogueira – eterno Imperator – foi, ipsis litteris, o centro das atenções do rock underground. No coração da Zona Norte carioca e já acostumado a receber bandas independentes com frequência, neste último domingo, 8 de janeiro, o Imperator foi invadido pelo “Movimento”. O motivo? Medulla, que, depois de muito tempo longe de sua cidade, voltava a apresentar-se no Rio.

A banda formada pelos irmãos gêmeos Keops e Raony Andrade, e que hoje conta ainda com o guitarrista Alex Vinicius e o baixista Tuti AC, veio apresentar seu último trabalho, o álbum “Deus e o Átomo”, lançado em setembro de 2016. Trazendo elementos do trap, jazz, rap, hardcore, folk e eletrônico, esse segundo álbum de inéditas da banda é, sem dúvida, um álbum de transição. Muito embora a espiritualidade tenha sempre estado presente nas canções da banda, até mesmo de maneira patente em algumas delas, “Deus e o Átomo” contém uma temática própria, menos áspera, que corre em paralelo às gravações anteriores, e inaugura um novo rumo para o Medulla.

Com uma produção impecável e participações de peso, o álbum sintetiza uma nova proposta para a banda depois de mais de dez anos de carreira. E, no último domingo à noite, o Medulla teria uma grande responsabilidade pela frente: mostrar a seu público cativo, que sempre acompanhou a banda, que essa nova proposta pode coexistir com o antigo Medulla – e agradar tanto quanto. Para isso, somou-se ao line up da noite um relevante power trio para abertura do evento.

Grandes canções, Menores Atos

Encarregada de abrir o evento, a banda carioca menores atos (em minúscula mesmo) vestiu a camisa, assumiu a responsa e fez, como sempre, uma belíssima apresentação. Sinceros e intensos, tal qual se classificam, Cyro Sampaio (guitarra e vocais), Celso Lehnemann (baixo) e Ricardo “Bola” Mello (bateria) mostram muita determinação no palco e baseiam seu show no álbum ‘Animalia‘, lançado em fevereiro de 2014.

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Muito embora as letras de faixas deste primeiro álbum da banda sejam ainda balbuciadas com timidez pelo público em geral, os fãs assíduos – e que não são poucos – fazem questão de entoar a plenos pulmões as canções que, para eles, já viraram verdadeiros hinos, como “Doisazero“, “Passional” e “Sobre Cafés e Você”. A introdução no repertório de músicas que não integram a lista do Animalia deixa a pista de que as composições da banda andam a pleno vapor e que pode vir material novo por aí ainda esse ano – material esse que é aguardado ansiosamente.

Finalizando o show com a visceral “Sereno”, o menores atos mostra que não se prende a rótulos ou modismos, e consegue com facilidade se conectar com o público, angariando mais admiradores a cada apresentação. Esperamos que o surto de inspiração que gerou o Animalia se repita e, em breve, a banda possa nos brindar com mais um fascinante álbum.

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 Filhos do Átomo

Jogando em casa, logo que subiu ao palco, o Medulla tomou conta do Imperator. Com uma presença irretocável, os gêmeos Keops e Raony provaram que são a espinha dorsal e a alma da banda, que passou por grandes mudanças nos últimos anos.

Abrindo o show com o sampler da poesia intitulada “70×7”, composta e declamada pelo rapper Síntese, a banda obedeceu a sequencia do álbum e emendou com a catártica “Deus”, faixa que finca a bandeira da nova direção do Medulla. Está mais do que claro que o bom momento que a banda vive perpassa as canções e as apresentações ao vivo. E o público presente no Imperator ontem à noite abraçou “Deus e o Átomo” como se fizesse parte dessa revelação elementar; um breve passeio pela plateia mostrou que as canções “A Paz”, “Travesseiro Azul” e, em especial, “Abraço” são candidatas a novos hits da banda, uma vez que já são habilmente cantadas pela grande maioria.

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Vale ainda o destaque para a participação ao vivo da rapper Helena D’Troia, que roubou a cena em “Separação” e agitou o Imperator. Com uma abordagem singular quando comparada às demais faixas do álbum recém-lançado, “Separação” é uma música direta, sem disfarces e com um refrão cativante, tendo proporcionado talvez o melhor momento das inéditas executadas pelo Medulla: uma verdadeira declaração de amor do público à arte da banda.

Vem Cá Ver Que o Novo é Bom

Quando se consolida uma carreira frutífera, com diversos trabalhos e uma base de fãs apaixonados, por vezes ocorre de ser surpreendido com o pedido de uma ou outra canção que já não entra mais no setlist. Nada mais normal, ainda mais em se tratando do Medulla, que está na ativa há tanto tempo. Os pedidos de clássicos da banda, em especial de algumas músicas que integram o primeiro álbum deles (‘O Fim Da Trégua’, 2006), vinham aos montes e tiveram que ser, por vezes, contidos pelos vocalistas. Justo, uma vez que se tratava do show de lançamento de um álbum novo e os rapazes estavam orgulhosos, doidos para mostrar o belo álbum que arquitetaram.

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Em compensação, o Medulla não deixou de lado o fan service… Para atender aos mais fiéis, a banda intercalou as inéditas com músicas antigas, como “Salto Mortal” (O Fim Da Trégua, 2006), “O Novo” (‘Talking Machine’, 2009) e “Eterno Retorno” (‘Capital Erótico’, 2010), esta última que contou com a participação de Cyro Sampaio, do menores aos, nos vocais e também com a presença inusitada de Dudu Valle, ex-guitarrista do Medulla, que não hesitou nem um pouco, subiu ao palco e reforçou o coro. Mas quem conduziu a música de verdade foi o público.

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Diga-se de passagem, o público do Imperator na noite de ontem conduziu o show inteiro, deixando até os músicos do Medulla arrepiados lá em cima do palco. Em “Perigo” (‘O Homem Bom’, 2013) e “Prematuro Parto Fórceps” (‘Akira‘, 2008), ficou a sensação de que a galera não queria que as músicas acabassem… Mesmo depois do fim, os refrãos seguiram sendo cantados num mantra quase infinito, emocionando quem ainda não sabia o que era um show do Medulla no Rio de Janeiro.

Finalizando sua apresentação com a poderosa “Estamos Ao Vivo”, Keops e Raony convidaram o público para ver um novo Medulla. E o novo, de fato, amedronta, desafia, e mostra que pode, sim, ser bom. Enquanto as canções de “Deus e o Átomo” ainda estavam sendo digeridas, a banda voltou ao palco, porque o público fez valer seu direito ao encore. Para a consagração da noite, o Medullla entregou um “Movimento Barraco” (Capital Erótico, 2010) quase que improvisado, surpreendendo uma vez mais ao contar com Dudu Valle na guitarra. Em meio a saltos e empurrões, gritos e melodias, o Imperator mostrou que o Rio de Janeiro é, sem sombra de dúvida, a casa do Medulla.

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Shawn Mendes pode se apresentar no Rock in Rio 2017

Por Thaís Huguenin

O cantor canadense Shawn Mendes é o mais novo nome a compor a line-up do Rock in Rio 2017. Na noite desta terça-feira, dia 10, o jornalista José Norberto Flesch, conhecido por divulgar shows de artistas no Brasil em primeira mão, publicou em seu twitter que o músico está confirmado para o festival.

O cantor até o momento não se pronunciou sobre o assunto. Já o Rock in Rio através da página no Facebook publicou um comunicado, mas em nenhum momento confirmou ou desmentiu a informação. Confira o post:

A próxima edição do Rock in Rio será realizada no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, entre os dias 15 e 24 de setembro desse ano. Já foram confirmados artistas como Bon Jovi, Aerosmith, Maroon 5, Red Hot Chili Peppers e Billy Idol.

A agenda da World Tour, disponível no site oficial de Shawn Mendes, só tem datas e locais de shows até o dia 23 de agosto. Os fãs, porém, já tem certeza da vinda dele com a turnê de divulgação do álbum ‘Illuminate’, lançado em setembro passado e que conta com os singles Treat You Better e Mercy.

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O canadense de apenas 18 anos deve estrear no Rock in Rio

A carreira do cantor de apenas 18 anos começou no Vine – rede social de vídeos rápidos. Desde então ele já fez inúmeros shows, foi indicado a diversos prêmios e bateu alguns recordes. Por exemplo, o álbum de estreia, ‘Handwritten’, lançado 2015, chegou rápido ao primeiro lugar na Billboard 200 e o single Life of the Party, o fez estrear entre as 25 primeiras posições da Billboard Hot 100, o consagrando como um dos artistas mais jovens a conseguir isso.

Enquanto a confirmação do Rock in Rio não chega, que tal curtir as músicas do último álbum e já entrar no clima?

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Resenha: Medulla + Hover + NVRA @Estúdio Aldeia/Petrópolis

Por Natalia Salvador  | @_salvadorna 

Se 2016 foi um ano importante para o rock nacional, 2017 já começou mostrando que o movimento vem se fortalecendo, cada vez mais, e não pretende sair de cena tão cedo. No primeiro sábado do ano, o já tradicional Estúdio Aldeia, em Petrópolis – cidade serrana do estado do Rio de Janeiro –, recebeu as bandas Medulla, Hover e Nóvera para dar inicio aos trabalhos.

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NVRA @2017

Para quem já teve a oportunidade de acompanhar um show na cidade imperial, sabe que o público costuma abraçar as bandas que estão no palco. Quando nos deparamos com músicos conterrâneos, ai é que a festa fica ainda mais bonita. A primeira apresentação foi da Nóvera (NVRA) e começou por volta das 21h30. Velhos conhecidos do público, o quarteto foi o esquenta para o que ainda viria naquela noite. Era fácil perceber o sentido literal do trocadilho nas gotas de suor que chegaram a molhar o baixo de Igor Rosa. Apresentando músicas próprias, a banda mostrou o som mais pesado da noite.

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Hover e Medulla @2017

Na sequência, os também petropolitanos da Hover assumiram o palco e, com um público fiel, fizeram mais um ótimo show em casa, mostrando que os fãs estão com as letras das músicas na ponta da língua. Com uma música no TOP 10 2016 de Gustavo Chagas e citado diversas vezes como um dos melhores discos do último ano, Never Trust the Weather é a grande força do setlist. Para completar a lista, The Miracle of Moving On, do EP Open Road, agitou a galera. A surpresa da noite ficou para a participação de Raony de Andrade, da banda Medulla, em Prayer.

Com o reforço de Raphael Miranda, baterista da banda Ego Kill Talent, Keops, Raony, Tuti e Alex trouxeram para as montanhas o lançamento do, muito elogiado por críticos e músicos, “Deus e o Átomo”. A energia dos músicos, equipe e plateia parecia ter se conectado de primeira e a entrega foi geral! Apresentando músicas do ultimo CD e de também de trabalhos anteriores, a banda Medulla fez novos admiradores e enlouqueceu os fãs, que cantaram, dançaram e ovacionaram o show inteiro.

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Medulla @2017

Em Separação, a banda contou com a participação de Helena D’Troia, artista Freestyle que gravou a faixa. “Sabe quando você sai pela segunda vez com uma pessoa e esse encontro é tão bom que parece o primeiro? É assim que está sendo esse show hoje, começando o ano muito bem!, afirmou Keops.

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E assim como num bom primeiro encontro, o quarteto deixou aquele gostinho de quero mais nos cariocas da serra. Alguns sortudos ainda tiveram a oportunidade de acompanhar o segundo show da passagem da banda pelo Rio de Janeiro, e você pode conferir um material exclusivo aqui no RIFF!

Fotos por: Natalia Salvador, Marcella Keller e Evelyn Oliveira

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Prestes a retornar aos palcos, Drive lança ‘Não Vou Te Sufocar’

Por Thaís Huguenin

Depois de alguns anos em hiatus, a banda gaúcha Drive lançou na tarde deste domingo a música Não Vou Te Sufocar. Mesmo com uma sonoridade diferente do último trabalho do grupo, o CD Plano Sequência (2012), os fãs aprovaram. A voz de Antonio Pack é inconfundível e nos transporta direto para 2005, ano que a canção Olhando pra Você consagrou o nome da Drive.

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Há todo um mistério envolvendo a formação atual. Durante live na página da banda, Antonio Pack (vocal e guitarra) e Gil Czarneski (vocal e baixo) estavam presentes, mas nada foi confirmado.  O que aumentou ainda mais a curiosidade dos fãs.

Essa dúvida já tem dia e local para ser esclarecida: 21 de Janeiro no Teatro Odisseia. Data escolhida pelos integrantes para marcar o retorno da Drive aos palcos (clique aqui para o evento no Facebook).

Confira ‘Não Vou Te Sufocar‘, a nova música:

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Resenha: Mama Feet + Pedro @Solar de Botafogo

Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

No primeiro sábado do ano, dia 07, os cariocas do Mama Feet  lançaram no  Solar de Botafogo ‘Brazilian Democracy’, o primeiro disco da banda. O álbum contém ao todo 28 músicas, metade em português e outra metade em inglês. “Estávamos montando o nosso próprio estúdio, então por que se limitar em escolher letras em português ou inglês?”, contou Mylo Samp ao Canal RIFF. Para o encarte, o grupo formado pelos irmãos Mylo e Fey Samp (vocais e guitarras), Tynho Campo Grande (baixo) e Pedryta Araruama (bateria) reproduziu, ao estilo Mama, 14 fotografias consagradas da história do cinema e da cultura pop.

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O responsável por abrir os trabalhos da noite foi o músico catarinense Pedro. Mesmo com setlist curto, ele conseguiu cativar a plateia e deixar um gostinho de quero mais em sua primeira apresentação no Rio de Janeiro. “Obrigado por estarem tirando a minha virgindade”, brincou.

Acompanhado de seu violão ele entoou músicas do EP Zam, lançado em março do ano passado, que intercala composições em português e inglês. Para brindar a estreia em terras cariocas o músico tocou pela primeira vez a canção Olhos do Tempo.

Antes da última canção, Pedro falou sobre a perda de grandes referências musicais: “O ano de 2016 foi uma bosta, queria pedir licença para fazer essa homenagem”, começando a dedilhar notas de Careless Whisper, de George Michael. A melodia foi logo reconhecida pelo público que o acompanhou até o final da canção.

Para fechar o show, Pedro escolheu Ciranda e novamente fez uma homenagem. Dizendo que descobriu a pouco tempo que seria pai, dedicou a música para a companheira e a filha, Laura, que está a caminho.

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Pedro @2017

Mesmo sendo um estilo totalmente diferente da banda principal, a simplicidade agradou quem estava presente. Pedro mostrou que não é necessário uma mega produção para se fazer uma ótima apresentação.

Diferentemente de outros shows, não houve uma grande espera até o início do Mama Feet. Foi perceptível a preocupação da banda com os mínimos detalhes. Eles transformaram a apresentação em um espetáculo completo: luzes, som, interação e uma mistura entre real e virtual, o que eles chamaram de Mama du Soléi: Brazilian Democracy, o vigésimo sétimo melhor espetáculo do Brasil.

Logo na entrada era entregue uma espécie de folheto, com o roteiro do espetáculo. Nele contém o cast, prólogo, teaser dos teasers –um resumo- com tudo que ia acontecer durante a apresentação, inclusive a ordem das canções para as pessoas não se perderem. Na capa está a imagem das músicas Bandolex/ Highsexual, releitura da clássica foto de Jack e Rose em Titanic.

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Mama Feet @2017

Só com é isso já era possível imaginar que não seria um show qualquer. Um sinal característico de escola para anunciar o recreio indicava o que estava por vir. Ao som típico de Star Wars uma mensagem no telão contava a história por trás daquele show. Durante toda a apresentação as letras e as artes produzidas para as canções apareciam nesse telão e o público a todo instante interagia com a banda.

A presença de mamadeiras ao invés de garrafas d’água chamou a atenção e para reabastece-las um quinto elemento estava presente no palco: Cirylo, o roadie bartender da banda. Ao todo foram 15 músicas, a maioria em português, e incontáveis trocas de personagens. Teve desde Quente Perry até Tynho Travolta.

Entre Gin com Hortelã e Vacilão eles saíram um pouco dos personagens e falaram sobre as dificuldades enfrentadas durante o período de produção do CD. Para Fey no fim tudo valeu a pena “O maior prazer que a gente tem é saber que vocês estão aqui”, comentou.

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A música Blue Sky indicava que o show se aproximava do fim. Seguida por Pesadelo Fiscal – uma história vivenciada por eles para a produção do disco -, e Um Gringo na Van eles encerraram a noite. “Foi cansativo, mas extremamente prazeroso”, afirmou Mylo Samp em entrevista ao Canal RIFF. A irreverência e os múltiplos estilos musicais unidos de forma harmoniosa dão a cara do Mama Feet. Vale a pena conferir!

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Mais Planos, Sem Planos | As surpresas nos 70 anos de David Bowie

Por Rodrigo Fernandes
Hoje deveria ser um dia de celebração, seria o aniversário de um dos mais versáteis artistas dos nossos tempos.  Hoje deveria ser um dia de saudade, ou nostalgia, por ele ter partido há aproximadamente um ano atrás.  hoje é um dia de música, de vídeo, de arte.  No que deveria ser o septuagésimo aniversário de David Bowie, os canais de streaming e venda de músicas digitais trouxeram um novo EP do artista apresentando quatro músicas.
Se a primeira, música é a já conhecida Lazarus, segundo vídeo do álbum Blackstar e título do musical em que o artista vinha trabalhando no meses antecedendo sua morte, as outras três são mais obscuras.

Killing a Little Time é a terceira música a aparecer.  Com um matador riff já na introdução, beira o rock pesado. Ainda que evidentemente não tão pesado quanto em seus anos de Tin Machine, em alguns momentos seu instrumental contrasta com a delicadeza de outros momentos e o vocal constantemente angustiado.  O vocal se torna especialmente angustiante em passagens que vem em um crescendo, como se ele estivesse sufocando.  Certamente uma faceta interessante do Camaleão.
When I Met You fecha o disco com um viés mais pop, mas não se iludam os que acreditam que isso indica uma arte menor.  Poucas pessoas fizeram pop como Bowie e no estilo ele entregou muitas de suas obras mais interessantes.  Isso acontece mais uma vez aqui.
As três músicas inéditas em obras do cantor já haviam sido lançadas em outubro de 2016 na trilha sonora do musical Lazarus criado por ele.  Essas músicas aparecem duas vezes, sendo uma na voz do autor e outra nas vozes dos atores.  Hoje temos no Deezer, apenas a versão na voz dos atores liberada, enquanto no Spotify ambas as versões, para o álbum com a trilha sonora.  Já o EP se encontra disponível em ambas as plataformas.
Guardei a faixa título, e segunda do EP, para o final por ter mais aspectos para abordar.  Junto ao EP foi lançado o vídeo para esta faixa.  Destaque em seu instrumental para a mesma qualidade pop de When I Met You e destaque para o sax.  Não lembro de ter visto um uso tão interessante para o instrumento na música pop em muito tempo.  Com relação ao vídeo a parede de aparelhos de TV na vitrine da loja remete diretamente ao filme The Man Who Fell on Earth de 1976.
Grande parte da letra vai aparecendo e desaparecendo dos monitores enquanto as pessoas que passam em frente a loja param fascinadas, como qualquer pessoa pararia ao se deparar com a obra de Bowie.  O nome da loja Newton Electrical remete diretamente ao personagem Thomas Jerome Newton, assim como a temática e o fascínio também podem ser ligados diretamente ao filme onde o alienígena humanoide traz uma importante mensagem a ser compartilhada com o  povo da Terra.  Toda essa interligação entre os diversos aspectos de sua obra é um dos traços do David Bowie como artista, como inovador e como pessoa… de onde quer que ele tenha vindo.

“Eu não sei para onde vou daqui, mas prometo que não será chato” – David Bowie


Confira também o especial do RIFF sobre Bowie:

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Resenha de Álbum

Resenha: ‘Night People’, o novo álbum do You Me At Six

Por Ygor Gomes

Foi lançado nessa sexta-feira (06/01) Night People, o novo álbum dos ingleses do You Me At Six. Após quase três anos sem lançar nenhum material novo, a banda anunciou esse disco no fim de 2016 e já haviam lançado o single homônimo ao título do álbum.

Night People vem para afirmar a mudança de estilo que a banda teve nos últimos trabalhos, deixando um pouco de lado a pegada pop-rock e se voltando muito mais para o rock alternativo. Com um som mais maduro, eles se estão se reinventando e se tornando muito mais completos.

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O álbum começa com a pesada faixa que leva o nome do CD. Já anima desde o começo e se mantém bem para cima pelas três primeiras canções. Nas duas seguintes eles acalmam um pouco as coisas, dando um espaço para as próximas canções que completam um disco bem agitado em sua maioria e que podemos deixar bem destacadas as faixas: “Heavy Soul”, “Brand New” e “Swear”, que formam a identidade do álbum e faz dele ser tão linear.

Esse CD, o quinto da banda, é uma afirmação do crescimento do tanto artístico quanto pessoal do You Me At Six, que realmente deixou de lado aquele som mais adolescente e agora desejam dar passos maiores, isso já aconteceu desde o Cavalier Youth (o álbum antecessor, de 2014), que conseguiu alcançar primeiro lugar nos rankings do Reino Unido.

Esperamos que Night People seja muito bem recebido por todos, pois é um disco bastante completo e que não há perda de tempo em escutá-lo.