Categorias
Notícias

Banda Alaska convoca você para ajudar a compor as músicas do próximo álbum

Por Natalia Salvador

Sabe quando você escuta um CD e ele se encaixa perfeitamente com a sua realidade? Ou quando toca aquela música e você vira para todos a sua volta, muito animado, dizendo que é a sua música? Para a banda Alaska, esse sentimento está se tornando um novo combustível para a composição das músicas de seu segundo disco. Não está entendendo muita coisa? Eu explico.

Em entrevista recente para o Canal RIFF, André Ribeiro, vocalista e guitarrista, contou que a banda começaria a produzir o segundo CD em 2017. O quinteto paulista divulgou essa semana nas redes sociais que querem fazer músicas em parceria com você, comigo e quem mais estiver interessado em dividir seus sentimentos, ideias ou criações. “De uns tempos pra cá, tenho percebido que todo mundo tem algo importante pra dizer, pra externalizar, dividir e etc. E acontece que a gente se acostumou a guardar. E pior ainda, nos acostumamos a não perguntar e a não escutar. Estamos nos afastando e isso não é legal”, diz o texto na fan page da banda.

Para reunir os depoimentos dos fãs, amigos e curiosos, a Alaska criou um perfil na plataforma Curious Cat, uma rede social de perguntas e respostas anônimas – muito similar ao falecido Formspring. Não é necessário nenhum tipo de cadastro no site para enviar uma ‘confissão’ e ela pode ser realizada de maneira anônima.

Gostou da ideia? Quer fazer parte disso? Entre nesse link e abra seu coração, seja com uma pergunta, um poema ou texto, a Alaska quer ouvir.

Categorias
Vídeos

Jonathan Tadeu – Queda Livre | RIFF Sessions

Categorias
Vídeos

El Toro Fuerte: ‘Se a gente tivesse se conhecido’ | Ao vivo no Prêmio RIFF

Categorias
Vídeos

Two Door Cinema Club + Jimmy Eat World ao vivo!

Categorias
Vídeos

Como foi o Lollapalooza 2017?

Categorias
Lançamentos

Lançamento: O ‘Filho do Meio’ de Jonathan Tadeu

Por Guilherme Schneider | @Jedyte

Para alegria de seus fãs, Jonathan Tadeu não parecer descansar tanto. O cantor e compositor mineiro lançou neste terça-feira (4/4) o seu mais novo álbum, ‘Filho do Meio‘. Com apenas dois anos de carreira solo, Jonathan já soma três álbuns lançados – os anteriores foram ‘Casa Vazia’ (2015) e ‘Queda Livre’ (2016). Cada um com uma dose de melancolia diferente.

Antes de continuar a ler esse post, sugiro que dê o play no Bandcamp (ou no YouTube abaixo). A música de Jonathan se explica melhor do que qualquer resenha que venha a surgir nessa semana.

Dê cara se nota uma mudança substancial na sonoridade de Jonathan. Tá diferente sim. Tenho para mim o ‘Queda Livre’ como um dos melhores álbuns de 2016, o que de cara se põe um desafio para o ‘Filho do Meio’. Entre seguir a mesma linha dos álbuns anteriores, um tanto similares, Jonathan arriscou em assumir o flerte com o eletrônico mais minimalista.  Mais suave, mais etéreo, mais confiante e mais cheio de amor para dar.

Como? As mensagens refletem uma fase bonita na vida pessoal de Jonathan, filho único, que decidiu se casar bem na época da gravação – entre o natal e réveillon de 2016. Uma semana produtiva, cheia de esperanças no futuro matrimônio (só prestar atenção na letra de ‘Araxá 500‘), e que transparecem também ao longo das oito faixas do disco.

Os flertes minimalistas já haviam sido anunciados nos singles ‘Fantasmas‘ e ‘Sorriso Amarelo (talvez a de mensagem mais forte do álbum),  que tiveram os clipes divulgados no mês passado. As bases eletrônicas, harmonizadas com sintetizadores deram a pitada de Synthpop/Electropop – fruto do gosto por bandas como Notwist e Lali Puna (vide a entrevista abaixo).

Este slideshow necessita de JavaScript.

Ah, e aquela velha sinceridade nas letras é sentida novamente. E como isso pesa a favor. Por exemplo esdrúxulo, sempre me incomodou muito ouvir crianças no The Voice Kids cantando sobre ilusões e desilusões amorosas. Isso não acontece no ‘Filho do Meio’.

Dá pra sentir a verdade em “O que importa é o que te faz bem”, como aconselha em ‘Alicerce‘, faixa que encerra o álbum. Ou que tal a confissão de “Eu amo demais”,  de ‘Festa de Despedida’, que pode ecoar por horas em seus ouvidos? Fico ainda com a profundidade de “Eu sou um amador em tudo o que faço”, de ‘Deus Sempre Mata Os Saudosistas Primeiro‘. Pra pensar.

Não tenho a menor dúvida que Jonathan Tadeu é um dos nomes mais relevantes da atual geração da música brasileira. Uma geração que merece ser achada o quanto antes. Não conhece? Hora perfeita para dar uma chance para quem se reinventa sem perder a essência.

Jonathan segue na estrada com a turnê “Sem Sair na Rolling Stone” (abre o olho, Rolling Stone!) com dezenas de shows marcados – ainda na turnê ao lado de Vitor Brauer, ex-companheiro de Lupe de Lupe (aliás, a relação com a banda é narrada na imperdível faixa ‘Lupe de Lupe‘). No final do mês eu ajudo a engrossar o coro de “Pelo amor de Deus, Jonathan Tadeu” aqui no Rio de Janeiro.


Conheça mais sobre Jonathan Tadeu no RIFF Spotlight:

Categorias
Resenha

Resenha: Ellefante, Marrakitá e Phill Veras @Funarte Brasília

Por Tayane Sampaio

Abril começou muito bem para quem acompanha a cena musical da Cidade. Sábado (01), aconteceu a sexta edição do Brasília Sessions, evento que tem tudo para se tornar uma das datas mais esperadas pelos brasilienses fãs de música. Dessa vez, quem compareceu ao Teatro Plínio Marcos, no Complexo Cultural FUNARTE, assistiu às apresentações das bandas Ellefante, Marrakitá, Cachimbó, Renato Gurgel e Phill Veras.

Mesmo sendo a edição com o maior público, que lotou o teatro, o evento não perdeu sua essência e o ar intimista. O formato com três apresentações no palco principal e dois pocket shows, que acontecem enquanto o palco central é arrumado para a próxima apresentação, foi mantido. Essa dinâmica funciona muito bem, pois o tempo de espera entre uma apresentação e outra é bem curto.

A Ellefante, formada por Fernando Vaz (voz e guitarra), Adriano Pasqua (baixo) e João Dito (bateria), foi a primeira a se apresentar. Quando a banda começou a tocar, um pouco depois das 19h, os espectadores ocupavam um terço da capacidade total do teatro. Quem chegou só para o último show perdeu a melhor apresentação da noite.

Ellefante @2017

O trio, que nasceu há pouco tempo, traz uma proposta muito bonita e original. A sonoridade da banda não segue um padrão e é justamente isso que faz o show ser tão bom de assistir. Entre as baladas, com um toque de blues, e as músicas mais vibrantes, com bateria minimalista e um quê de bossa nova, o grupo também mostra influências do folk, pop e rock.

Além das belíssimas harmonizações vocais, os integrantes compartilhavam olhares e sorrisos divertidos entre uma canção e outra. Mesmo com pouco tempo de banda, a Ellefante já tem um show interessante e interativo, em que os integrantes dominam bem o espaço e têm um ótimo entrosamento, além de parecerem muito à vontade para falar e brincar com a plateia.

Um dos pontos fortes da banda é o bonito timbre de voz e a versatilidade de Fernando. Na sensível “Começo”, ele presentou o público com uma ótima performance vocal, que em alguns momentos lembra o australiano Matt Corby.

No final dos shows, conversamos com o vocalista, que classificou a experiência de tocar no Brasília Sessions como sensacional, tanto pela oportunidade de tocar em um teatro tão tradicional, como pela chance de apresentar a sua música às pessoas que foram ao evento por causa dos outros artistas. O músico disse, ainda, que o primeiro álbum do trio está previsto para agosto e deve ter entre dez e treze faixas, incluindo as músicas já lançadas em sessões ao vivo. Antes disso, a banda ainda toca no Atomic Music Festival, com o The Maine, o famoso “grupo emo do Arizona”.

Enquanto o palco da Marrakitá era montado, Renato Gurgel começou sua apresentação, que atraiu a atenção de toda a plateia para a parte superior da sala. Acompanhado por Paulo Lessa (guitarra), Renato apresentou, pela primeira vez, o seu trabalho autoral ao público brasiliense. A serenidade da voz de Gurgel se espalhou pelo local e aqui e acolá tinha alguém balançando a cabeça no ritmo do bom samba-forró do rapaz.

Renato Gurgel @2017

O agora duo Marrakitá se apresentou após o pocket show do Renato. João Pedro Mansur (voz e guitarra), que tocou na edição anterior do evento, e Marcos dos Santos (bateria e voz) se apresentaram com dois músicos de apoio: o baixista Pedro Miranda e o guitarrista Henrique Alvim.

O último single lançado pelo grupo, “Santuário”, fez parte da setlist, assim como algumas músicas do álbum “Coisas Selvagens”, de 2015. Infelizmente, os músicos não apresentaram as músicas do excelente “Ao Vivo Em Casa” (2014), EP de estreia da banda, que, à época, era um quarteto.

Marrakitá @2017

O baterista da Marrakitá é um show à parte. Marcos executa os movimentos com bastante energia e canta todas as músicas, sem deixar o sorriso sair do rosto. Dá gosto de vê-lo tocar. Além dos agradecimentos do vocalista à produção do Brasília Sessions, os músicos não interagiram muito com a plateia e deixaram o palco sem se despedir.

A Cachimbó ficou responsável pelo segundo pocket show da noite. Sem dúvidas, o eletropop de Laianna Victória (voz), João Pedro de Oliveira (teclado, sintetizador e percussão) e Paulo Batista (guitarra) merecia o palco principal. As batidas criadas por João Pedro embalam as dancinhas esquisitas da vocalista, que esbanja carisma e faz com que você queira se juntar a ela na coreografia à la Ian Curtis. Fica a vontade de que, em um futuro próximo, a banda volte com um número mais longo.

Cachimbó @2017

Para encerrar mais uma bem-sucedida edição do Brasília Sessions, Phill Veras entrou pulando no palco, após alguns minutos de atraso e de vários gritos do público, que clamava pelo músico. O maranhense, acompanhado do exímio guitarrista André Araújo, passeou por músicas de todos os seus três álbuns. Os fãs do cantor lotaram a FUNARTE e cantaram alto as canções de Veras, que foi bem recebido em sua estreia na Capital.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Como sempre, a noite foi mais do que agradável. Pequenos detalhes, como banheiros inclusivos, mostram o cuidado e dedicação da produção, que respeita muito o trabalho dos artistas convidados e seu público. A produtora Marcella Imparato nos contou que o objetivo é crescer, mas sempre valorizando a cena autoral e local, além de fazer esse intercâmbio cultural com artistas de outros estados. Fica aqui a nossa torcida para que o Brasília Sessions cresça mais a cada edição.

Você pode acompanhar as novidades do Brasília Sessions clicando aqui. 

Categorias
Resenha

Resenha: Suricato + OutroEu + Café Irlanda @Circo Voador, Folk Fest

Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

Entramos em abril com o pé direito! Em uma noite regada a música boa e estilos variados, os preconceitos musicais não atravessaram os muros do Circo Voador. A intitulada Folk Fest foi a balada de muitos nessa sexta, 31/03, e contou com as bandas Outro Eu e Suricato no palco principal. Já na Nave Anexa, aquele deck que fica na frente da rampa para o segundo andar, os cariocas do Café Irlanda nos transportaram diretamente para as ruas da Irlanda no começo e intervalo dos outros shows.

Começando como quem não quer nada, o Café Irlanda chamou a atenção de quem esperava o início dos shows não só pelo estilo do som, como também pelo timbre do vocalista. Eles tocaram músicas tradicionais irlandesa, mas com uma pegada brasileira. Asa Branca e outras músicas do baião ganharam versões inusitadas.

FolkFest-3

Um pouco depois das 23 horas foi a vez de OutroEu assumir o rumo da noite e nos trazer de volta para o Brasil.  Em um pouco mais de uma hora de show,  eles apresentaram diversas músicas novas que vão estar no CD, prestes a sair do forno. Além disso, eles ainda fizeram releituras das músicas Budapest, Dona Cila e Sexual Healing. O público muito participativo cantava e dançava todas as músicas, quando tocaram Coisa de Casa, a platéia foi de arrepiar. A felicidade e o carisma dos meninos em cima do palco contagiaram a todos. Já estamos esperando o próximo.

Com o fim do show da OutroEu, o Café Irlanda retomou o comando da noite, dessa vez um pouco mais intimista por conta da chuva. Bebida na mão, um pouco de frio e a música nos levaram novamente para além do Oceano Atlântico.

FolkFest-17

Direto do Lollapalooza para o palco do Circo Voador, o Suricato fez um show de experiências. Com músicas inéditas, integrantes novos, mas com a mesma energia contagiante em cima do palco. Caminhando entre as músicas dos álbuns Pra Sempre Primavera (2012), Sol-te (2014) e música novas o sexteto mostrou que está em plena sintonia, uma dessas composições inéditas foi a Amor de Sol, canção em parceira com o Paulinho Moska.

Este slideshow necessita de JavaScript.

 A canção escolhida para fechar com chave de ouro o repertório foi Talvez, mas por conta da chuva a banda resolveu estender um pouco mais o show. Dando espaço para os talentos dentro do grupo, eles convidaram o Cauê Nardi, responsável pela viola e violão no Suricato, para cantar uma composição própria. E depois chamaram ao palco todos os responsáveis por aquela noite acontecer: Café Irlanda, OutroEu e claro, os técnicos. Ao som de Eclipse Oculto e com todas a as estrelas da noite em cima do palco, eles se despediram pela segunda vez do público, que parecia não querer que aquela noite acabasse.