A morte de Belchior | Primeiras informações

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OutroEu lança disco de estreia

Por Thaís Huguenin

Nessa madrugada de sexta feira chuvosa, os meninos da OutroEu lançaram o disco de estreia homônimo, “OutroEu”, pela Slap, selo da Som Livre. Se tratando de Mike Túlio, Guto Oliveira, Felipe Lopes e Rennan Azevedo sabíamos que vinha coisa boa por aí, mas eles conseguiram se superar e no fim valeu a pena a espera.

Composto por onze faixas, o álbum conta com composições que são velhas conhecidas dos fãs como Coisa de Casa e Zade, mas se engana quem pensa que só por isso não precisa escutar as músicas. Elas estão com uma roupagem nova, bem próxima do que vemos nos shows e não podemos negar que ficaram ainda melhores.

É impossível não chamar atenção para a quinta faixa do álbum. Aí de Mim é uma parceria da banda com a Sandy e estava sendo muito aguardada pelos fãs. A outra música que não poderia faltar na tracklist é a regravação de Dona Cila, da Maria Gadú. Com tudo isso fica mais difícil ainda escolher “A” melhor entre tantas opções boas, mas Até Mais, OutroEu e Poema de Lágrimas ficam no meu Top 3.

 A capa, repleta de símbolos, ficou na responsabilidade de Danielle Cavalher, confira a ilustração:

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Pega um chocolate quente, uma manta,  vá para sofá e aperte o play, porque esse disco precisa ser contemplado em todos os graus possíveis.

Dona Cislene divulga clipe do novo disco

Por Thaís Huguenin

O feriado começou da melhor forma para os fãs de Dona Cislene! Hoje, 21/04, eles divulgaram o single e o clipe de Tattooar, quarta faixa do novo disco “Meninos e Leões”, MEL para os íntimos. O lançamento digital do álbum está marcado para o dia 28 de Abril, próxima sexta feira – para quem quiser sofrer junto comigo, tem contagem regressiva no site da banda.

Envolvendo os dois elementos do nome da música, Tatuagem e Ar, o clipe dirigido por Pedro Bedê, da Godzilla Filmes, tem como locação um hangar de aeronaves em Goiânia e nele, Bruno Alpino (vocal e guitarra), Guilherme de Bem (guitarra), Paulo Sampaio (bateria) e Pedro Piauí (baixo) se tatuaram com Pablo Hermano. Cada um com versões diferentes de leões, em partes diferentes do corpo, mas como a mesma intenção: eternizar tudo que o viveram (e vão viver) com a banda na pele.

Confira o clipe:

Meninos e Leões foi masterizado Joe LaPorta, nome responsável por trabalhos com Foo Fighters, The Killers, David Bowie entre outros tantos artistas de peso, e mixado por Ricardo Ponte, o mesmo que ganhou o Grammy Latino de “Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa” com Scalene.


Entrevista: Scalene

 

Por Tayane Sampaio

O que vem depois do Éter? E de um Grammy Latino? Nos últimos anos, os brasilienses da Scalene vêm acumulando uma sequência de vitórias: seja o prêmio de “Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa”, uma agenda cheia ou uma legião de fãs chapadões pelos riffs de guitarra!

Sem dúvidas, todo esse reconhecimento é fruto do árduo trabalho do quarteto, ao longo dos oito anos de banda. Em um dos momentos mais frenéticos da carreira, os meninos arrumaram tempo pra compor e gravar as músicas do próximo disco.

O baixista da banda, Lucas Furtado, mais conhecido como Lukão, nos contou algumas coisas sobre o novo álbum, que você lê na entrevista abaixo.


Primeiro, o que todo mundo quer saber: vocês já têm uma previsão para a data de lançamento do novo álbum?

Ainda não! A única coisa que sabemos é que vai sair no segundo semestre, mas queremos lançar o mais rápido possível!

 

É a primeira vez que a banda grava fora do DF, longe de casa. Por que escolheram São Paulo?

Tivemos a oportunidade de utilizar o estúdio da Red Bull Station em São Paulo, que é um lugar incrível tanto pela vibe do lugar (que recebe exposições e abriga artistas e estudantes) quanto pelo estúdio em si, que conta com equipamentos de ponta e uma equipe fenomenal. Foi uma escolha fácil e contribuiu muito para a qualidade do disco.

 

Tem alguma música antiga, não lançada, que vocês tiraram da gaveta e deram uma cara nova ou as músicas desse novo álbum são todas composições atuais?

Quando “sobra” alguma música da produção de um disco anterior, geralmente a descartamos porque quando inicia o processo de composição de um novo CD estamos em um novo estágio da banda, com outra mentalidade e buscando outras sonoridades. Por isso só trabalhamos com novas composições a cada disco.

 

Geralmente a banda trabalha um conceito pro álbum. Isso vai se repetir?

Sim e esse conceito vai ficar bem claro pra galera quando o disco sair. É bem direto ao ponto.

 

Tem algum tempo que vocês estão com um músico de apoio nos shows, o Samyr (namí, Aloizio, Divinas Tetas), que também participou da gravação do novo disco. Ele contribuiu, de alguma forma, no processo de composição?

O Samyr é, além de um grande amigo, uma influência positiva na vida de todos nós. Com certeza ele contribuiu para a composição, mas de uma forma mais indireta, mostrando novas sonoridades a abordagens musicais e não necessariamente compondo partes específicas de músicas

 

Se vocês tivessem que escolher uma música da Scalene, dos lançamentos anteriores, para ser um “resumo” do próximo álbum, qual seria?

Essa pergunta não tem resposta pelo simples fato de que até dentro dos outros trabalhos é difícil escolher uma música que resume o álbum inteiro. O que podemos dizer é que o próximo disco vai ser diferente do ÉTER assim como o ÉTER é diferente do Real/Surreal.

 

No decorrer dos anos deu pra perceber que, aos poucos, vocês estão abraçando mais influências brasileiras na sonoridade da banda. Quais são os artistas brasileiros que mais têm inspirado vocês?

Metá Metá, francisco, el hombre, Elza Soares, BaianaSystem, Kiko Dinucci e vários outros.

No geral, o que os fãs devem esperar para esse primeiro semestre do ano?

Muitos shows e ficar ligados nas notícias da banda, porque vem coisa boa por aí!


Confira o RIFFPÉDIA que gravamos com a Scalene:


Escute o último álbum da banda, Éter, aqui:

​A ESPERA ACABOU! Paramore lança Hard Times, primeiro single da quinta era


Por Natalia Salvador

As expectativas para o lançamento do quinto álbum do Paramore já estão entre nós há alguns meses. Não é de hoje que o trio americano vem mexendo com as emoções dos fãs nas redes sociais. Com muitas charadas, enigmas e dicas, eles deixaram a internet criar muitas teorias sobre o que estaria por vir. A boa notícia é que toda essa espera acabou!

Desde o último fim de semana, foi possível notar a movimentação do Paramore pelos perfis oficiais da banda e de seus integrantes. Finalmente na noite de terça-feira, dia 18 de abril, três rádios americanas (KRVQ, ALT 103.3 E ALT 98.7) confirmaram o lançamento de um novo single.

Como já se pode observar anteriormente, depois de mais de 10 anos de estrada, a banda sabe dar a volta por cima e se recuperar dos acidentes de percurso. Com Zac Farro assumindo novamente as baquetas e uma pegada mais vintage, Hard Times ganhou um clipe – dirigido por Andrew Joffe – cheio de cores e efeitos e foi lançada ao mundo!

De bônus, a capa, o nome e a data de lançamento do mais novo disco do Paramore, pela gravadora Fueled By Ramen, foram anunciados. After Laughter poderá ser ouvido no dia 12 de maio.

Resenha: Elza Soares @ Caixa Cultural Brasília

Por Tayane Sampaio

No primeiro final de semana de abril, Elza presentou Brasília com o seu espetáculo. Após duas sessões no sábado (01), A Mulher do Fim do Mundo voltou ao palco da Caixa Cultural Brasília, no domingo, e cantou para um público ansioso. A grande fila de espera para as possíveis desistências já mostrava o quão especial seria a apresentação que estava por vir.

Um pouco depois das 19h e dos três sinais que anunciam o começo da apresentação, a ficha técnica do espetáculo foi narrada, como de costume. Em seguida, as cortinas se abriram, revelando um palco cheio: Elza Soares, soberana, acompanhada de Guilherme Kastrup (bateria); Rodrigo Campos, (guitarra e cavaco), Rovilson Pascoal (guitarra e violão); Marcelo Cabral (baixo, synth e violão de 7 cordas); e Gustavo da Lua (percussão).

Elza Soares @2017

Imponente, na versão voz e emoção, assim como no álbum, Elza deu boas-vindas ao público com “Coração do Mar”, poema de Oswald de Andrade musicado por José Wisnik. A música de abertura dá a tônica de todo o show: cru, politizado, realista, brasileiro, de arrepiar da cabeça aos pés; apresentado por uma mulher, negra, de origem pobre, que sabe muito bem o que está cantando e falando.

Logo em seguida a banda dá o ar da graça, para a execução da faixa título do álbum. Os músicos, excelentes, abrilhantam ainda mais o desabafo de Elza, mas, o tempo todo, fica bem claro que sua voz é o principal instrumento do grupo, que transita com facilidade entre momentos de melancolia e euforia.

Guilherme Kastrup @2017

O show é, como um todo, emocionante, mas tem alguns momentos marcantes, cheios de significado, como em “A Carne”, “Maria da Vila Matilde” e “Pra Fuder”. Além de cantar as canções, que por si só já são fortes, Elza dá recados importantes sobre racismo, violência contra a mulher e sobre a liberdade sexual feminina.

Antes e depois da apresentação, conversei com várias pessoas, que circulavam perto da entrada do teatro. Eu queria conhecer o público, que era bem diverso, então fiz várias perguntas. É o seu primeiro show da Elza? Como está a expectativa? O que você achou do álbum “A Mulher do Fim do Mundo”? E por aí vai… Mas, teve um depoimento que me deixou emocionada.

Conversei com a Rosana Castro (29), antes e depois do show, e, no final, perguntei qual foi a música que mais a emocionou. A resposta foi “então, eu não esperava… na verdade não foi a música, porque eu já ouvi a música muitas vezes. Mas, ela repetia a palavra ‘negra’ e cada vez que ela falava a palavra ‘negra’ é como se ela fosse quebrando uma parte de mim, assim. Eu não tava esperando, eu não tava esperando mesmo. Foi essa parte da música (A Carne) que, eu não sei… aconteceu alguma coisa ali. Foi incrível!”

Rosana traduziu bem o sentimento. É isso! A voz de Elza entra na pele, cutuca as feridas e nos transforma. Você entra no teatro esperando só mais uma apresentação musical, mas sai de lá com um exemplo vivo de força, perseverança e empoderamento. Não é só um show, é uma experiência de vida.

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Quando o show termina, você consegue entender toda a cenografia de palco. Elza está apenas ocupando o lugar que lhe é de direito: o trono da música brasileira.

Justin Bieber apresenta a dominação mundial de ‘Despacito’

Por Guilherme Schneider | @Jedyte

Estive em fevereiro pela primeira vez em Buenos Aires, capital da nossa vizinha Argentina. Apesar da proximidade com o Brasil, fiquei impressionado como nosso país é naturalmente isolado do que é produzido musicalmente lá – e na América Latina como um todo.

Percebi como a música latino-americana é integrada. Os programas musicais da TV mostravam bandas da Venezuela, Uruguai, Colômbia, Porto Rico… e, vez ou outra, até algo de Brasil. Mas a recíproca não é muito verdadeira, salve rara exceções. Provavelmente a ‘barreira’ (barreira?) do idioma ponha nosso país de fora dessa integração – embora creia que existam mais fatores culturais.

Dito isso, uma música em especial grudou nos meus ouvidos durante aqueles dias de fevereiro. O hit ‘Despacito’, do porto-riquenho  Luis Fonsi, era de longe a música que liderava mais paradas musicais. Em todo lugar de ouvia a voz de Fonsi e Daddy Yanke – outro porto-riquenho (ou melhor, O porto-riquenho) que dividida os vocais.

De lá pra cá o sucesso aumentou consideravelmente pelo mundo. Além da América Latina, ‘Despacito’ estourou em parte da Europa (que digam as listas da Billboard e Spotify, onde liderou ranking de 17 países até março) e até Ásia. Mas, a tendência é que agora o sucesso seja enfim global. Afinal, nesta segunda-feira (17/4) Justin Bieber lançou oficialmente o seu remix de ‘Despacito’ – na qual até arrisca bem um espanhol.

A música mantém as mesmas características, com a voz de Fonsi e Daddy. O toque do canadense Justin Bieber confere a internacionalização final de qualquer música pop. É a tabelinha perfeita para um cantor ser reconhecido em tudo quanto é canto – e provavelmente entrar nas paradas de mais dos que 17 países.

A tendência é que você também cante ‘Pasito, pasito, suave suavecito’ muito em breve. Ai bendito!


O RIFF já deu seu veredito sobre Justin Bieber. Já viu?