O QUE ESPERAR DO ROCK IN RIO 2017?
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Após lançarem o segundo clipe do álbum “Tijolo Por Tijolo” (2017), muita gente quis aprender a coreografia de ritmo envolvente que a dançarina Thainá Santos junto ao Danilo Cutrim, vocalista da banda Braza, fazem no intercalar do clipe (link lá embaixo).
“Ela Me Chamou Para Dançar Um Ragga”, quarta faixa do segundo álbum da Braza, na verdade convidou muitos a dançarem e conhecerem o ragga, gênero da música eletrônica surgido em meados dos anos 80, com influências do dancehall jamaicano (uma mistura de reggae mas com instrumentação digital).
Então afastem as cadeiras, sofás, o que tiver ocupando espaço, chamem um parceiro ou parceira, e caiam na dança ragga, porque “Ela me chamou para dançar um ragga…”.
Aproveitem e ouçam o álbum completo disponibilizado pela banda e em todas as plataformas digitais:
Clipe:
Coreografia:
Os americanos do The World Is A Beautiful Place & I Am No Longer Afraid To Die se apresentaram na capital mineira na última sexta-feira na conceituada A Autêntica. Apesar do pouco público, a banda conseguiu contagiar a todos que ali estavam, mostrando a que vieram.
A abertura do evento ficou com o artista mineiro Fábio de Carvalho, que levou grande parte do público à casa (público que permaneceu do lado de fora da casa de show durante as outras apresentações). A banda Kill Moves já é figurinha carimbada na abertura de shows importantes na capital. A banda se reinventou e assumiu a sua identidade indie triste, deixando os fãs que os conheceram em shows do underground do hardcore mineiro um pouco decepcionados. O show contou com trabalhos antigos e músicas novas, muito boas por sinal, que de acordo com o vocalista Vitor, serão lançadas em um EP em setembro.

Com shows curtos e pontuais, as duas bandas de abertura deixaram um ótimo clima para a entrada dos americanos, que não demoraram muito para invadir aquele ambiente.
A banda – que mal cabia no palco da casa – (não por sua grande formação, sete músicos, mas por toda a energia leve porém espaçosa que ocupava todo o recinto), veio com um grande repertório (igual ao dos shows anteriores dessa turnê), o que pode ser positivo. Ou não.

Com uma apresentação longa e demorada, o grupo teve picos de tédio e de euforia, reação claramente vista nos rostos de vários jovens vestidos como nos anos noventa que cantavam todas as músicas sem falta. Com pouca interação com o público, The World Is A Beautiful Place tocou músicas de todos os seus trabalhos, que são uma grande mistura de indie, emo e (um pouco) de pop punk, mistura qual vem agradando grande parte dos críticos e fãs do gênero. Vazio, o show não deixou a desejar, emocionando vários casais apaixonados que assistiam o show com muita atenção.
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The World Is A Beautiful Place & I Am No Longer Afraid To Die fez quatro shows em solo brasileiro, finalizando a sua turnê em São Paulo, no Clash Club, sem muita novidade entre uma apresentação à outra, mas com muito calor e respeito pelo público brasileiro fiel e apaixonado.
Por Camila Borges
“magnetite é um estado. magnetita é a pedra-imã mais magnética de todos minerais. cristais de magnetita estão presentes em diversos lugares da natureza e em cérebros de animais, inclusive nos nossos. magnetite é o estado de viver ciente e responsável pelas causas e consequências energéticas de nossas ações. inflamados com essa condição, magnetite é nosso estado.”
Assim descreve a Banda Scalene sobre o seu terceiro álbum de estúdio em suas redes sociais.
Com 12 faixas, o álbum gravado no estúdio do Red Bull Station teve seu lançamento na sexta-feira (18/8) e já é um dos mais queridos pelos fãs.
Aproveitando toda essa empolgação conversamos um pouco com o Tomás Bertoni, onde ele conta um pouquinho mais sobre o magnetite e algumas curiosidades.

Canal Riff: A arte do álbum é do Bruno Luglio, vocês já conheciam o trabalho dele? Como foi a escolha?
Tomás: Conhecemos ele há um tempo. Ele era da banda Level Nine, então sabe como funciona o mercado e a vida na música. Hoje em dia ele é diretor criativo de uma agência em Nova York. Trabalhou no amor com a gente, interessado em ajudar e chegar em um resultado legal. Foi um prazer ter ele conosco, o cara é gêniozinho.
E sobre o processo de gravação, como foi gravar no Red Bull Station? Alguma coisa diferente que você possa contar?
Foi a primeira gravação completa em um estúdio profissional. O Real/Surreal foi 100% em home studio, o Éter gravamos bateria em um estúdio profissional e o resto em home studio e agora no magnetite tivemos o apoio da Red Bull pra gravarmos no estúdio deles. Não necessariamente um caminho é melhor que o outro, são escolhas bem relativas e com muitas variáveis, mas queríamos a experiência de passar semanas em um estúdio como o da Red Bull Station pra gravar um álbum. Sentimos que mudarmos por um mês pra SP também seria interessante pelo foco natural que isso iria gerar. Estávamos todos em outra cidade, das 11h às 20h, todo dia. Diferente de gravar em casa, com horário mudando todo dia, com compromissos do dia-a-dia e etc.

A maioria das músicas são do Gustavo, você tem participação em duas. Como é o processo de composição de vocês (banda) juntos?
Na verdade tenho participação em bem mais de duas haha e o processo do instrumental e da letra são em momentos meio separados e minha participação é grande principalmente nas letras. Varia muito! Algumas músicas o Gustavo faz tudo como foi o caso de ‘maré’ (eu escrevi só uma frase dessa haha), outras eu faço a letra inteira e o Gustavo todo o resto. ‘fragmento’ por exemplo chegou a ter duas letras sobre temas diferentes, uma eu fiz e a outra eu ajudei o Gustavo a terminar. A letra que ficou foi finalizada todo mundo junto um dia antes de gravar voz.
No início de tudo a preocupação maior é de estruturar a música, depois vamos pensando nos arranjos e nas letras. No processo de fazer os arranjos e letras as vezes mudamos a estrutura. Então realmente não tem um passo-a-passo definido, vamos deixando o fluxo nos levar e vamos fazendo o que cada composição pede.
Existe algum motivo de os nomes das músicas estarem todos em letras minúsculas?
falar hoje em dia é digitar, então é falar com calma, em voz baixa. também chamando atenção pro conteúdo e não como ele é divulgado.
Tenho duas perguntas sobre Phi
A primeira é que o final de Phi liga a introdução de Extremos Pueris. Dá uma certa sensação de como se o álbum não tivesse fim. Foi pra galera se sentir assim ou só pra haver ligação mesmo entre as músicas?
todos são parte do ciclo sem fim, causa e efeito do bom e ruim.
A segunda é que numa parte de Phi a gente nota o instrumental de XXIII, as músicas foram compostas ao mesmo tempo, uma depois da outra, tem alguma ligação?
tem que digitar as músicas em caixa baixa gente, bora nessa haha
então! phi foi composto na época do DVD, junto de Inércia, Vultos e Entrelaços. ponta do anzol também, falando nisso. Escolhemos as três do DVD, mas estávamos muito apegados e gostávamos muito da música que ainda não tinha nome nem letra. Usar parte da música como introdução do DVD e de toda a turnê do DVD foi uma forma daquela composição já fazer parte das nossas vidas desde ano passado. E estava nos planos ela vir no álbum desde sempre. Acabou que virou duas músicas diferentes e complementares. Uma espécie de sequência, como rola em Sonhador e Sonhador II, mas de outra forma e com outra proposta.

É pouco tempo pra saber, mas dá pra ter uma noção do que a galera tá achando do álbum?
Foi muito legal ver tanta gente já gostando de primeira, disposta a ouvir e gostar, de coração aberto pra absorver o que tem de diferente. Repercussão tá muito boa! Tem uma galera estranhando, mas estaríamos bem mais preocupados se não tivesse. Normal um álbum que a banda explora outros caminhos, os ouvintes precisarem de algumas ouvidas pra digerir. Estamos com o sentimento que os objetivos estão sendo cumpridos e expectativas alcançadas. Galera gostando bastante das letras também, o que tem sido bem gratificante. Como você disse, tem pouco tempo ainda, mas a tendência é ir crescendo mais ainda.
Vocês tiveram muito da música brasileira num todo no Magnetite, dá pra citar algumas bandas/cantores que serviram de inspiração?
Vitor Rammil, Metá Metá e Lenine são algumas. As bandas amigas da nossa geração influenciaram bastante também. Muita gente sacou que Inky foi influência por exemplo. Ouvíamos muita mpb e bossa nova quando éramos crianças, resgatamos isso nesse álbum também.
E sobre o Rock in Rio, falta praticamente um mês! Estão ansiosos? Como anda a preparação pra esse grande dia?
Ansiedade vai começar a bater mais perto só. As músicas que tocamos desde ano passado ou desde 2013 tão mais que ensaiadas, a questão maior vai ser decidir quantas músicas novas vamos tocar e ensaiá-las muito bem. Além de descobrir como vamos encaixá-las na setlist. Geralmente esse processo acontece aos poucos ao longo de meses de shows até ficar bonzão e não vamos ter esse tempo.
Com álbum novo vem turnê nova. Quais os próximos passos após o Rock in Rio?
Continuar divulgando o magnetite, fazer os shows que estão sendo marcados e gerar mais conteúdo do álbum novo. Estamos com vontade de voltar a fazer colaborações com bandas amigas também, tomara que a gente consiga.
Por Felipe Sousa | Felipdsousa
A especulação sobre o sexto álbum da banda só não é tão grande quanto o desejo e ansiedade dos fãs por ele. Diversos rumores e relatos foram aparecendo, e desde o final de 2016 quando o grupo foi visto reunido em Sheffield para supostamente começar a compor o novo disco, e depois que fotos foram sendo compartilhadas, só aumentaram as esperanças do público pelo sucessor de “AM” (2013).

Alex Turner, inclusive, deu uma entrevista à Shamir Masri, da BBC, confirmando os rumores:
“Alex Turner told me during an interview for @BBCSheffield they are coming back to Sheffield to pen a new album.. it Is happening!” Confira aqui.
Dessa vez, a “confirmação” da chegada do novo álbum veio através de um fã da banda. Will Franco revelou em sua conta no Instagram, que depois de um show do Royal Blood teve uma conversa com Matt Helders (Baterista do AM), e ele confirmou que a banda lançaria algo até o fim de 2017.
Nos comentários de sua publicação, Will foi questionado: “did you ask about the new album?” E respondeu em seguida: “I did. He told me hopefully by the end of the year”.

É amigos, a ansiedade é grande. Mas tudo indica que esse disco deve realmente sair. E seria demais imaginar os caras no Lollapalooza? Bom, não custa nada sonhar.
Por Felipe Sousa | Felipdsousa
Em 2016 o M83 lançava o seu sétimo – e interessantíssimo – disco de estúdio, intitulado “Junk”. O registro cheio de pop oitentista, ganhou mais um capitulo nesse mês, com um novo vídeo para a faixa “Do It, Try It”.
Na produção, dirigida por David Wilson(que já trabalhou com nome como Royal Blood, Arcade Fire e Tame Impala), vemos uma família com pais estressados em uma refeição bastante conturbada. Ao longo do vídeo, o filho do casal, para conseguir lidar com estresse dos pais, imagina seus desenhos ganhando vida e saltando do papel para o mundo real.
Aos fãs de M83, fica a bem humorada referência do sapinho que aparece no clipe. Reconhecem?
Assista abaixo ao vídeo e divirta-se.
Por Aline Barbosa (fotos) e Tayane Sampaio (texto)
De 04 a 06 de agosto, Brasília sediou o que tem tudo pra ser O FESTIVAL da cidade, assim como o Lollapalooza está para São Paulo, o Rock in Rio pro Rio de Janeiro e o Bananada para Goiânia. Só que o Festival CoMA foi muito além dos shows. Seguindo a lógica do nome, Convenção de Música e Artes, o festival se preocupou em abranger o cronograma para atividades que envolvem a indústria musical no geral, muito além da parte fonográfica. Sendo assim, quem comprou o passaporte para os três dias de evento pôde aproveitar palestras, pitches com novos artistas, oficinas e os shows, é claro.
Com estrutura gigantesca, que ocupou o espaço entre o Clube do Choro, Planetário e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o CoMa mostrou que já chegou querendo crescer e firmar sua marca no circuito de festivais brasileiros. O line-up foi composto por grandes nomes da música independente e muitas bandas locais. Mesmo com alguns pontos a melhorar, como o acesso da impressa e a segurança, o Festival CoMA foi uma bonita celebração da música e nós contamos pra vocês quais foram nossos shows preferidos.
EMICIDA

O rapper, que tinha uma multidão à sua espera, não decepcionou. Com um show extremamente longo para um festival, Emicida não deixou a peteca cair e fez o público participar do show inteiro. Desde 2015 divulgando o segundo álbum de estúdio, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa, a apresentação do músico é extremamente dinâmica e pesada. Além da presença de palco invejável de Emicida, que circula pelo palco inteiro, o tempo todo, a banda que o acompanha é um destaque do show.
BALEIA

No seu terceiro show na Capital, o segundo promovendo o disco Atlas, a banda mostrou a força do último álbum e como cresceram no palco. No última passagem por Brasília, na festa Play!, a banda apresentou um show improvisado, pois Gabriel Vaz estava sem voz e o grupo teve que ensaiar, horas antes do show, uma apresentação sem o segundo vocalista. Com todo o time em campo, no CoMA, o Baleia mostrou toda a grandiosidade do Atlas, um álbum muito denso e conceitual. As músicas, cheias de camadas, ficam ainda mais potentes ao vivo e funcionam muito bem com as faixas do primogênito da banda, Quebra Azul. Sofia Vaz, uma das vocalistas, cresceu muito em sua performance, que está mais marcante e desenvolta.
CUATRO PESOS DE PROPINA

Os uruguaios foram uma grata surpresa e fizeram o melhor show do festival. Lugar pequeno, público ansioso; palco pequeno, banda gigante. Logo nos primeiros acordes, a Cuatro Pesos mostrou ao que veio: fazer o povo dançar! Com uma sonoridade singular e esbanjando o ritmo latino, a banda tem uma interação ótima. O vocalista, Gastón Puentes, transborda simpatia e logo no início do show, coberto de suor, foi pro meio da galera, que foi à loucura. O grupo estava em turnê com a banda brasileira Francisco, El Hombre, que também tocou no Festival, e convidou os amigos Mateo, Sebastián e Juliana para algumas músicas. A sintonia entre o público dançante e a banda hiperativa foi tanta que, no fim do show, eles não queriam deixar o palco e saíram dançando, enquanto o pessoal da técnica aguardava para troca de palco.
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Por Felipe Sousa | Felipdsousa
Com dois palcos, 30 bandas e mais de 22 horas de shows distribuídos em dois dias, o Buzina Festival chega para sua segunda edição nos dias 23 e 24 de setembro em São Paulo.
Através da Agência Pindorama o festival nasceu no intuito de dar oportunidade pra novas bandas e evidenciar todo o cenário musical do país. Na sua primeira edição, que foi realizada em abril desse ano e contou com bandas como Scalene, Zimbra e Selvagens à Procura de Lei, o Buzina fez uma bela festa e foi de fato um sucesso, e agora a expectativa é de um evento ainda melhor.
Você pode adquirir online os ingressos no site Clube do Ingresso e acompanhar todas as novidades e programação na página oficial do festival no facebook.
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