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Resenha: The World Is A Beautiful Place & I Am No Longer Afraid To Die @A Autêntica

Por Marina Jacome

Os americanos do The World Is A Beautiful Place & I Am No Longer Afraid To Die se apresentaram na capital mineira na última sexta-feira na conceituada A Autêntica. Apesar do pouco público, a banda conseguiu contagiar a todos que ali estavam, mostrando a que vieram.

A abertura do evento ficou com o artista mineiro Fábio de Carvalho, que levou grande parte do público à casa (público que permaneceu do lado de fora da casa de show durante as outras apresentações). A banda Kill Moves já é figurinha carimbada na abertura de shows importantes na capital. A banda se reinventou e assumiu a sua identidade indie triste, deixando os fãs que os conheceram em shows do underground do hardcore mineiro um pouco decepcionados. O show contou com trabalhos antigos e músicas novas, muito boas por sinal, que de acordo com o vocalista Vitor, serão lançadas em um EP em setembro.

Com shows curtos e pontuais, as duas bandas de abertura deixaram um ótimo clima para a entrada dos americanos, que não demoraram muito para invadir aquele ambiente.

A banda – que mal cabia no palco da casa – (não por sua grande formação, sete músicos, mas por toda a energia leve porém espaçosa que ocupava todo o recinto), veio com um grande repertório (igual ao dos shows anteriores dessa turnê), o que pode ser positivo. Ou não.

Com uma apresentação longa e demorada, o grupo teve picos de tédio e de euforia, reação claramente vista nos rostos de vários jovens vestidos como nos anos noventa que cantavam todas as músicas sem falta. Com pouca interação com o público, The World Is A Beautiful Place tocou músicas de todos os seus trabalhos, que são uma grande mistura de indie, emo e (um pouco) de pop punk, mistura qual vem agradando grande parte dos críticos e fãs do gênero. Vazio, o show não deixou a desejar, emocionando vários casais apaixonados que assistiam o show com muita atenção.

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The World Is A Beautiful Place & I Am No Longer Afraid To Die fez quatro shows em solo brasileiro, finalizando a sua turnê em São Paulo, no Clash Club, sem muita novidade entre uma apresentação à outra, mas com muito calor e respeito pelo público brasileiro fiel e apaixonado.

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Resenha: Plutão Já Foi Planeta + Evil Matchers @A Autêntica

Por Cristino Melo

Mesmo sendo um planeta gelado, Plutão, que voltou a ser planeta, conseguiu esquentar a noite fria da capital mineira nessa última quinta-feira (22). A banda natalense se apresentou na A Autêntica, casa de shows na Savassi.

Nota: A abertura do show ficou por conta da banda Evil Matchers. Mesmo destoando totalmente do estilo da Plutão, apresentando um punk rock, os caras conseguiram ter uma boa interação com público. Apresentando um som autoral, os músicos se mostraram individualmente bons, porém faltou sincronia ao conjunto.

A Plutão Já Foi Planeta se apresentou por quase uma hora e meia, apresentando todas as músicas do “A Última Palavra Feche a Porta”, além de mais algumas do primeiro álbum. Já de abertura apresentaram o primeiro single do CD, “O Ficar e o Ir da Gente” e mostraram um grande entusiasmo.

O público (que não lotou a casa) correspondeu a banda em boa parte do show. Cantou todas as músicas, batia palma, metrificava e gritava ‘Fora Temer’ junto com o quinteto. Destaque na música “Viagem Perdida” que fizeram um final estendido com a participação de todos.

Destaque também para o Gustavo e Sapulha nos vocais, não só apoiando a Natália, mas em várias canções. Sapulha também abusando do ukelele em várias músicas, deixava o show extremamente agradável. Esse ponto é muito bom. Todos da banda são versáteis. Tocam vários instrumentos, participam nos vocais e interagem com o público. Hora a Vitória estava no baixo e a Natália no sintetizador, depois invertiam com a maior naturalidade. Também é importante mencionar o Renato. Entrou para a banda há pouquíssimo tempo (quinto show) e já mostra uma naturalidade para puxar as músicas e fazer vários solos na bateria.

Nas músicas, “Insone”, a melhor música do último CD, cantada ao vivo, fica tão melódica quanto na versão de estúdio. “Você Não É Mais Planeta” fez toda a plateia pular bastante. E finalizar com “Alto Mar”, faixa um do disco, foi para acabar de vez com a garganta de todos os presentes.

Em resumo, A Plutão Já Foi Planeta provou que realmente é uma banda pronta para o sucesso. Segura, carismática e talentosa.