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Agenda de Shows

System of a Down, Slipknot, Katy Perry… a segunda semana do Rock in Rio é ainda maior!

Novamente a agenda da semana do Canala RIFF é dominada pelo Rock in Rio. E não poderia ser diferente, né? Afinal, o festival mais tradicional do Brasil trouxe grandes shows nos últimos dias – e isso foi só o começo.

O segundo final de semana do festival é ainda maior: serão quatro dias, ao invés de três. Dois deles dedicados ao rock, e dois ao pop.

System of a Down - Rock in Rio 2011Depois de quatro anos o SOAD está de volta ao Rock in Rio

Bandas consagradas como System of a Down, Queens of the Stone Age, CPM 22, Deftones, Slipknot e Faith no More se apresentam entre os dias 24 e 25 (os dias de rock). Mas, claro, tem muitas outras bandas interessantes.

Já no fim de semana do pop é impossível não destacar os retornos de Rihanna e Katy Perry. Além disso, há o A-Ha, Sam Smith e Cidade Negra.

Confira a Agenda de Shows do RIFF e se programe (nem que seja para assistir na TV). E se quiser nos indicar algum show legal é só nos avisar nas redes sociais que recomendamos – envie com a hashtag #AgendaRIFF.

Vamps - Hyde - 2015Hyde, do L’arc en Ciel, toca com o Vamps em São Paulo

QUINTA – 24 de setembro
24 – 4º dia do Rock in Rio – System of a Down, Queens of the Stone Age, Hollywood Vampires, CPM 22, Deftones e outros (Cidade do Rock)

SEXTA – 25 de setembro
25 – 5º dia do Rock in Rio – Slipknot, Faith no More, Mastodon, Nightwish + Tony Kakko e outros (Cidade do Rock)

SÁBADO – 26 de setembro
26 – 6º dia do Rock in Rio – Rihanna, Sam Smith, Sheppard, Lulu Santos e outros (Cidade do Rock)

DOMINGO – 27 de setembro
27 – 7º dia do Rock in Rio – Katy Perry, A-Ha, Cidade Negra, Suricato + Raul Midón e outros (Cidade do Rock)

27 – Vamps – Cine Joia (São Paulo)

E, o tal de Rock in Rio É Bom?

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Vídeos

Caçadores do RIFF Perdido: Steel Attack, Public Service Broadcasting, Crobot e mais!

O Canal RIFF está com um novo podcast! Sim! Além do RIFFCAST, agora há também o Caçadores do RIFF Perdido. Ambos vão ao ar periodicamente ao vivo no YouTube. Logo após a transmissão o vídeo sobre direto para o canal.

A ideia do programa é apresentar bandas queridas pelos apresentadores, mas pouco conhecidas pelo grande público. Além disso há interação com quem estiver acompanhando ao vivo – indicações de bandas são pra lá de bem-vindas!

Na primeira edição Guilherme Schneider, Bruno Menezes e Gustavo Chagas trouxeram bandas de estilos bem diferentes. Entre elas Steel AttackPublic Service Broadcasting e Crobot. Não conhece? Uma boa oportunidade para ouvir, não é mesmo?

Acompanhe as redes sociais do RIFF e se inscreva no YouTube para não perder as próximas transmissões.

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Resenha

RESENHA: Royal Blood consegue o ‘impossível’ no Rock in Rio

Por Gustavo Chagas I @gustavochagas I Foto IHateFlash

A missão era difícil, beirava o impossível: agradar fã de metal não sendo uma banda de metal. Mas não é que o Royal Blood conseguiu?!

Com uma pressão bizarra e sem tirar de dentro, os ingleses foram conquistando o exigente público aos poucos.

A maré começou a virar pra eles quando tocaram o hit Little Monster. O que eu mais ouvi nessa hora das pessoas ao meu redor foi “Ah, essa eu conheço.

Dono de uma das melhores vozes do rock atual, Mike Kerr e seu parceiro de banda, Ben Tatcher, tem uma presença de palco absurda e a impressão que fica é que tem pelo menos mais umas 10 pessoas na banda. O baterista, alias, deu show a parte. Tocou em pé, subiu nas caixas de som, se jogou duas vezes na galera e, a maior das façanhas: voltar com o boné!!

A merecida redenção do Royal veio na ultima música, o ultra hit indie Out of the Black. Tocando o riff de Iron Man, sucesso do Black Sabbath, o Royal Blood ganhou o resto da galera que ainda não tinha sido fisgada pela porradaria que ecoava pela cidade do rock, dando assim um final que aquela show merecia.

A esperança é que a banda não demore a voltar e que venha pra um show solo em algum lugar menor. E sigam meu conselho: NÃO DEIXEM DE IR!!!

setlist

  1. Come on Over
  2. You Can Be So Cruel
  3. Figure It Out
  4. Better Strangers
  5. Little Monster
  6. Blood Hands
  7. One Trick Pony
  8. Ten Tonne Skeleton
  9. Loose Change
  10. Out of the Black
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Notícias

O que o Metallica trouxe de novo dessa vez? Relembre todas participações no Rock in Rio!

Metallica é a banda mais acostumada ao Palco Mundo do Rock in Rio. Desde o retorno e consolidação do festival, em 2011, a banda norte-americana esteve nas três edições brasileiras – fora as no exterior.

Analisamos os setlists das três vindas dos gigantes do heavy/thrash metal. E, ao contrário do que dizem por aí, os shows não são tão repetitivos assim. Claro que algumas músicas estiveram em 2011, 2013 e agora em 2015.

Metallica Rock in Rio 2015
Fotos: I Hate Flash

Das 18 músicas apresentadas em cada um dos shows, sete delas se repetiram sistematicamente – além da introdução instrumental The Ecstasy of Gold, também presente em todas aberturas. São elas: For Whom the Bell Tolls , Sad But True, One, Master of Puppets, Nothing Else Matters, Enter Sandman e Seek & Destroy.

Além tocarem músicas de todos os álbuns (exceto o St Anger), a edição de 2015 trouxe alguns momentos diferentes (como a animada Whiskey in the Jar e a clássica The Unforgiven) no setlist, que lembrou mais o show de 2011 do que 2013. Na verdade as novidades foram: The Unforgiven, Turn the Page, King Nothing, The Frayed Ends of Sanity  e Whiskey in the Jar.

Ah, além dos problemas técnicos (o som simplesmente desapareceu para o público em certas partes, irritando a banda) durante as mais de 2h20 de apresentação… fora isso, o que você achou do(s) show(s)?

setlist
R
ock in Rio 2011

  1. Creeping Death
  2. For Whom the Bell Tolls
  3. Fuel
  4. Ride the Lightning
  5. Fade to Black
  6. Cyanide
  7. All Nightmare Long
  8. Sad But True
  9. Welcome Home (Sanitarium)
  10. Orion
  11. One
  12. Master of Puppets
  13. Blackened
  14. Nothing Else Matters
  15. Enter Sandman
  16. Am I Evil? (Cover de Diamond Head)
  17. Whiplash
  18. Seek & Destroy

setlist
Rock in Rio 2013

  1. Hit the Lights
  2. Master of Puppets
  3. Holier Than Thou
  4. Harvester of Sorrow
  5. The Day That Never Comes
  6. The Memory Remains
  7. Wherever I May Roam
  8. Welcome Home (Sanitarium)
  9. Sad But True
  10. …And Justice for All
  11. One
  12. For Whom the Bell Tolls
  13. Blackened
  14. Nothing Else Matters
  15. Enter Sandman
  16. Creeping Death
  17. Battery
  18. Seek & Destroy

setlistRock in Rio 2015

  1. Fuel
  2. For Whom the Bell Tolls
  3. Battery
  4. King Nothing
  5. Ride the Lightning
  6. The Unforgiven
  7. Cyanide
  8. Wherever I May Roam
  9. Sad But True
  10. Turn the Page (Cover de Bob Seger)
  11. The Frayed Ends of Sanity
  12. One
  13. Master of Puppets
  14. Fade to Black
  15. Seek & Destroy
  16. Whiskey in the Jar (Cover de Thin Lizzy)
  17. Nothing Else Matters
  18. Enter Sandman
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Vídeos

RIFFCAST – O que você não pode perder no Rock in Rio 2015

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Música do Dia

Música do Dia #9: Casca Nativa – Do Lado De Você

Banda: Casca Nativa (Rio de Janeiro/BR)
Música:
Do lado de você (2015)


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Agenda de Shows

Queen, Metallica, Royal Blood… a agenda da semana é dominada pelo Rock in Rio!

A previsão do tempo pra essa semana é otimista. O friozinho carioca deve ganhar mais calor com a proximidade do primeiro final de semana do Rock in Rio. O maior festival do Brasil começa na próxima sexta-feira (18), e todos ingressos já estão esgotados.

Bom, claro que ainda há por aí um monte de cambistas (ocasionais ou profissionais) e promoções. Então ainda há esperança pra você comparecer ao RIR 2015. Shows de lendas como Queen (com Adam Lambert nos vocais), Metallica, Korn, Royal Blood, Mötley Crüe, Rod Stewart… são muitas as lendas e ‘apostas’ desta edição;

Royal Blood

Royal Blood é uma das apostas do RIR (Foto: Getty)

Confira a Agenda de Shows do RIFF e se programe (nem que seja para assistir na TV). E, lembre-se: acontecendo algum show imperdível é só nos avisar nas redes sociais que recomendamos por aqui – indique pela hashtag #AgendaRIFF.

QUINTA – 17 de setembro
17 – Zander e Menores Atos (Imperator)

SEXTA – 18 de setembro
18 – 1º dia de Rock in Rio – Queen (+ Adam Lambert), Onerepublic, The Script, Lenine e outros (Cidade do Rock)

Zander

Zander é a melhor opção fora do festivalzão (Foto: Divulgação)

SÁBADO – 19 de setembro
19 – 2º dia de Rock in Rio – Metallica, Mötley Crüe, Royal Blood, Gojira, Korn, Ministry e outros (Cidade do Rock)

DOMINGO – 20 de setembro
20 – 3º dia de Rock in Rio – Rod Stewart, Elton John, Seal, Os Paralamas do Sucesso, John Legend, e outros (Cidade do Rock)

Mas, afinal, Rock in Rio É Bom?

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Resenha

RESENHA: All Time Low revive o melhor da adolescência

Por Thais Rodrigues I @thwashere

Quando se tem catorze anos, tudo parece o fim do mundo. Além de ser uma transição complicada da infância para a adolescência, quando ainda não se é considerado adulto, mas também não mais criança, inúmeros são os acontecimentos marcantes e colecionáveis que bombardeiam corações e toda uma história, que acabam influenciando o futuro.

All Time Low Rio

Foto: Gustavo Chagas

Ao passar pela entrada principal do Sacadura 154, todas as obrigações da rotina foram deixadas de lado e recebemos um “presente” parecido com o passe livre para os parques da Disney. Dizem que até as pessoas mais orgulhosas e emburradas deixam o orgulho de lado para deixar-se levar. O All Time Low conseguiu ser esse mesmo passe, e a tão sonhada máquina do tempo da grande maioria, trazendo todas as aflições de se estar crescendo de volta, com um quê de “você não está sozinho nessa, estou com você” de sempre.

Apesar da chuva, do frio e de tantos outros fatores meteorológicos ou não, e que não podiam ser controlados, os fãs da banda estavam bastante empolgados. Antes, durante e logo após o show que deixou saudade até mesmo sem ter hora para acabar, quem estava por lá não desanimou. A festa Crush assumiu papel de testemunha dessa felicidade de voltar às raízes, bater cabelo e cantar tão alto a ponto de considerar todas essas atitudes como um grande desabafo do peso que é levar a vida a sério, e não com a barriga.

All Time Low botando o Sacadura 154 abaixo com “Weigthless”

Um vídeo publicado por Canal Riff (@canalriff) em Set 12, 2015 às 10:39 PDT

O show foi para não perder e perder, ao mesmo tempo. Diferente do falecido cantor Wando, os caras colecionaram sutiãs no palco, então, valia tudo! Inclusive, perder a vergonha de dançar, chorar e soltar gritos histéricos com as demonstrações de carinho e comentários de duplo sentido que foram feitos nos intervalos entre as músicas. Facilmente podia se perder a cabeça, a compostura e a cueca. Só não dava pra perder oportunidades, e quem subiu ao palco para dar um show junto com Alex, Jack, Zack e Rian, fez não só a festa, mas com que a banda prometesse não demorar tanto para voltar ao Brasil.

Com todos os seus doze anos movendo corpos e fazendo corações dispararem, o All Time Low contagiou o público com a poção da juventude e não teve quem ficasse o tempo todo pra baixo, nem parado, muito menos em silêncio! Graças ao público que mais uma vez comandou o show, mesmo sendo dominado pela energia da banda, músicas como Therapy, Weightless, Poppin’ Champagne e Remembering Sunday não deixaram de ser tocadas, e mexeram não só com o psicológico de quem esperou ansiosamente por tudo que a banda tinha a oferecer no show realizado pelo Queremos, mas também com os hormônios. De repente, até as dores nas pernas pediram licença pra poder pular sem pensar em cansar.

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Atravessar o show foi como passar pela puberdade, tirando a parte das transformações físicas. Com tantas sensações diferentes ao mesmo tempo, mais uma vez o All Time Low se encarregou de ser a trilha sonora perfeita pra entendermos quem não estamos sozinhos, e que só vale se perder se for na música, comprada ou baixada.

setlist

  1. Satellite
  2. The Irony of Choking on a Lifesaver
  3. Lost in Stereo
  4. Stella
  5. Runaways
  6. Damned If I Do Ya (Damned If I Don’t)
  7. Weightless
  8. Tidal Waves
  9. Therapy
  10. Remembering Sunday
  11. Missing You
  12. The Reckless and the Brave
  13. Poppin’ Champagne
  14. A Love Like War
  15. Backseat Serenade
  16. Time-Bomb
  17. Something’s Gotta Give
  18. Kids in the Dark
  19. All the Small Things (Cover do Blink‐182)
  20. Dear Maria, Count Me In
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Música do Dia

Música do Dia #8: Cigana – Inconsciente

Banda: Cigana (Limeira/BR)
Música:
Inconsciente (2015)


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Resenha de Álbum

MEGA RESENHA: ‘The Book of Souls’, do céu ao inferno em 17 opiniões

O Iron Maiden lançou há pouco mais de uma semana o The Book of Souls, 16º álbum de estúdio de sua bem-sucedida carreira. Naturalmente, os fãs receberam as músicas com grande entusiasmo – e poderia ser diferente?

No entanto, após um intervalo de cinco anos sem músicas inéditas, o Iron Maiden dividiu opiniões com esse lançamento. Passado o ‘calor do momento’, o Canal RIFF recrutou voluntários para resenharem o álbum. E, bem, as opiniões são bastante divergentes – o que é ótimo.

Avisamos logo que esse é um “textão”, repleto de amor e ódio pela Donzela de Ferro. Confira 17 opiniões sobre o The Book of Souls!


  • Daniel Matos/Escritor/31 anos
    “Soa exatamente como o que eu escutei no passado”

Meu conhecimento de Iron Maiden se resume a ter escrito Iron Man na primeira vez que escrevi isso. Eu conheço o nome, já vi pessoas usando o uniforme com o nome, igual aqueles fãs dos times do Habib’s, da Caixa, da Unimed.

Então, estou escutando o Book of Souls, e sim eu já escutei Iron Maiden antes, provavelmente em alguma festa, provavelmente porque eu queria pegar alguma garota vestida de preto e com tatuagens. E soa exatamente como o que eu escutei no passado, mesmos riffs de guitarra, mesma voz cantando músicas no mesmo ritmo.

Se ninguém tivesse me dito que esse cd (é… cd?, eu baixei, não tenho a mínima ideia se isso ainda existe) é desse ano, por mim podia ser de uns 30 anos atrás. As pessoas deviam se divertir mais fazendo música, não só repetir o mesmo dogma pela eternidade.

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  • Breno Andrade/Advogado/26 anos
    “Quase ajoelhei agradecendo quando vi que já estava na última música”

Nunca em minha vida, em momento algum, eu vi uma ponta de possibilidade de me tornar um fã de Iron Maiden. Não que eu odeie, longe disso, mas nunca me apeteci com o som a ponto de dizer “OH BOY!”. Também não vou negar que já me peguei várias vezes cantarolando aqueles “hinos”, que todo mundo já cantarolou, mesmo escondido, e que não precisam nem ser citados. Em suma, não gosto, nem desgosto, muito pelo contrário. Mesmo assim, decidi ouvir o novo álbum pra saber se eu, depois de 26 anos de vida, diria abertamente que curti um lançamento do Iron Maiden.

A introdução de If Eternity Should Fail fez com que eu especulasse mil coisas que poderiam vir adiante, o que poderia rolar de diferente, de inovador. Porém, o que a banda entrega é aquela velha fórmula de sequências exaustivas de mis, dós e rés que todo mundo já tá bem acostumado a ouvir. Uma afinação diferente aqui, uns compassos quebrados acolá, uns riffs mais progressivos pelo meio e músicas muito, muito grandes. Quase ajoelhei agradecendo quando vi que já estava na última música, a Empire of the Clouds. Isso, claro, antes de me perguntar por que ela nunca acabava e antes de ver que a duração dela era de 18 minutos.

Se nunca em minha vida, em momento algum, eu vi uma ponta de possibilidade de me tornar um fã de Iron Maiden, certamente não vai ser com a ajuda deste álbum que isso vai acontecer.

  • Rafael Viveiros/Analista de Suporte/30 anos
    “Me fez sentir como se tivesse escutando o ápice do Iron Maiden

Primeiramente o instrumental e a voz continua da mesma forma que outros cds da banda, isso quer dizer: impecável. Enfim, o cd em si na minha opinião voltou a ser Iron da antiga, com suas letras e som, claro. Me fez sentir como se tivesse escutando o ápice do Iron Maiden, nos cds clássicos deles.

Isso foi um fator que não estava acontecendo desde o Brave New World (2001), e que me animou a voltar a escutar a banda novamente. Excelente álbum! As músicas que mais gostei: If Eternity Should Fail, Speed of Light, Death of Glory, Shadows of the Valley e The Book of Souls. UP THE IRONS!! \m/

  • Artur Nascimento/Jornalista/33 anos
    “É apenas mais do mesmo”

Antes de mais nada, sou indiferente ao Iron Maiden, gosto das boas, mas não venero a banda.

Ao meu ver é apenas mais do mesmo o novo álbum, não tem uma Fear of the Dark para arrebatar novos fãs.

  • Vandré Monteiro/Servidor Público/32 anos
    “Não me incomoda em nada escutar, mas também não compraria o álbum”

Esse foi o primeiro álbum do Iron Maiden que eu ouvi (para dar esse depoimento). De cara, dá pra perceber que os caras são músicos excepcionais. Os arranjos e melodias são elaborados, mudam de tom, de andamento, e muitos solos são de difícil execução. Eles tentam sempre colocar coisas diferentes nas músicas, e conseguem sempre com naturalidade (em Empire of the Clouds tem um trecho em que a bateria parece um tambor tribal… ficou ótimo!). E o som é bom, dá pra ouvir numa boa.

No entanto, uma vez que todas as músicas tem aquele som pesado, acaba ficando uma coisa um pouco cansativa, especialmente quando se ouve o álbum inteiro de uma vez (não a toa, minha música favorita foi a mesma Empire of the Clouds, que tem um bom pedaço onde se destacam instrumentos de música clássica). Acredito que seja um problema que tenho com o metal, já que esse som pesado provavelmente é o que atrai seus maiores fãs. Também procurei ouvir novamente acompanhando a letra (uma vez que a letra tem um peso grande na música, pra mim). E não fiquei muito impressionado, não.

Tem trechos bem legais; outros, nada de mais (nenhuma letra especialmente ruim). Eles brincam muito com a ideia de sagrado e profano. Também abordam algumas questões genuinamente humanas, o que é bem legal (poderiam explorar mais isso). Acho até que algumas músicas iam ficar MUITO BOAS se fossem tocadas num estilo mais “light”. Mas, não sei precisar por qual motivo, as letras não me tocaram muito. É um álbum divertido, gostoso de escutar (especialmente se você não ouvir numa sentada), e só.

Não me incomoda em nada escutar, mas também não compraria o álbum. Se alguém quisesse comprar e pedisse minha opinião, minha resposta seria algo do tipo: “Se você curte metal, provavelmente vai gostar bastante; se não, não vale a pena.” Escutando mais vezes, essa opinião pode vir a mudar. Mas como impressão inicial, é isso.

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  • Mario Mamede/ DJ e Músico/ 39 anos
    “Um novo clássico da banda certamente”

Gloriosos trinta e sete anos de carreira se passaram desde o primeiro EP gravado e o Iron Maiden continua alimentando gerações com o mais puro Heavy Metal da melhor qualidade. O álbum The Book of Souls conta com o peso e riqueza de elementos que a banda criou e desenvolveu ao longo da carreira para a felicidade dos fãs tradicionais, e conta com uma incomum riqueza de conteúdo em canções – até com mais de dezoito minutos – que fazem desse álbum, o primeiro duplo de inéditas, um novo clássico da banda certamente.

São mais de uma hora e meia de Heavy Metal, de integrantes na faixa de 60 anos, Bruce Dickinson passando pelo câncer de garganta e cantando pra cascalho, destacando canções maravilhosas como The Red And The Black do mestre Steve Harris, de When The River Runs Deep e a faixa título The Book Of Souls, do hit Speed of Light e seu criativo clipe ‘gamificado’, da empolgante Death Or Glory e da grandiosa Empire Of The Clouds. Sou fã da banda e não existe prazer maior que ouvir um álbum novo do Iron Maiden e sentir a mesma coisa boa no coração que sentia ouvindo os clássicos dos anos 80. Up The Irons!!

  •  Pedro Fraga/Barman/36 anos
    “Esse é o melhor trabalho desde a volta do Bruce”

Ouvindo aqui o álbum eu posso dizer que, na minha opinião, esse é o melhor trabalho desde a volta do Bruce Dickinson em 2000. O cara gravou o álbum com câncer né? Doideira…

Não está tão progressivo, e chato, como o álbum anterior. E olha que eu sou fã, hein. Achei o álbum mais voltado para a década de 80, o final dela. Mas compará-lo com os álbuns de lá (anos 80) acho um certo exagero.

Os caras estão com uns sessenta anos? Está um album bom pra cacete. If Eternity Should Fail é muito boa. Achei genial da parte deles programarem  a próxima turnê de acordo com o número  de downloads. Resumindo, é melhor trabalho da Donzela desde a volta do Bruce, sem dúvidas.

  • Victor Naine/Fotógrafo e Professor de Filosofia/33 anos
    “Não consigo ouvir uma banda que se repete por mais de três álbuns”

Eu podia me dedicar mais pra escrever um crítica mesmo, analisando detalhes, etc. Mas darei apenas meu parecer 100% subjetivo!

Não consigo ouvir uma banda que se repete por mais de três álbuns, muito menos uma que se repete por mais de 30 anos, diferente do Metallica, por exemplo, que sempre lançava um álbum com uma pegada diferente da anterior. – Sim, fazer isso é MUITO arriscado, ainda mais no meio do metal que o fã é chato pra caralho com essa parada de ser “tr00”. O Iron se mantém super tr00 até hoje e quem gosta de toda a carreira não tem porque não gostar do The Book of Souls, mas eu infelizmente não tenho paciência pra mesmíssima coisa que eu ouvia quando criança.

Em outras palavras, eu até gostei do álbum novo (tá bem feito, tá bonito), mas se eu pausar minha playlist pra ouvir Iron, que seja para ouvir um álbum clássico.

  •  Diego Padilha/Fotógrafo/32 anos
    “Iron Maiden é uma banda que sempre passa no teste cego”

Então, eu curti MUITO! Não de primeira.. Foi progredindo cada vez que eu escutava o disco. Me apeguei mais aos instrumentais do que as melodias de refrão, mas é inegável que eles sabem muito bem manter um estilo e deixar assinatura. Iron Maiden é uma banda que sempre passa no teste cego.

Os timbres desse cd estão incríveis e Bruce cantando pra caralho – apesar de, na minha humilde opinião, rolarem uns agudos que deixam claro o esforço dele (tadinho). Podemos concordar que ele não precisa mais provar nada pra ninguém, né? De qualquer forma, não tenho ouvido mais nada nessa última semana.

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  • Thiago Pinheiro/Jornalista e DJ/ 34 anos
    “Longo, chato, com canções repetitivas com jeito de ‘lado B’ e sem bons refrões”

Um álbum do Iron Maiden. Imediatamente, a primeira coçada na cabeça vem ao ver a duração das músicas. Tem três com mais de dez minutos, isso já assusta – e muito! O nome, claro, não ajuda nem um pouco, já que essa história de “O Livro das Almas” é muito filme de terror medieval. Enfim, abri uma página com as letras e dei play. Começou a tocar If Eternity Should Fail.

É difícil escrever sobre uma banda que você não gosta. Todos os preconceitos vêm na frente e as críticas que são desconsideradas. Mas, com preconceito ou não, não adianta. É um álbum bem fraco.

Por parte da produção, achei o vocal do Bruce Dickinson bem alta, mesmo passando para o fone de ouvido. Com isso, as guitarras praticamente desapareceram das canções, com um pico aqui e acolá em determinados momentos.

A faixa inicial começa em marcha lenta e não empolga. Mesmo que, hoje, em épocas de download, poucos ouçam um álbum em sua ordem, If Eternity Should Fail não parece decolar e deveria estar perdida lá para o final.

O álbum continua no mesmo nível, até chegar à longuíssima The Red And The Black, que lembrou muito o Iron Maiden dos anos 80, com aquela cavalgada de guitarra e baixo (que se repetem na faixa-título e em Death or Glory), seguida do tradicional “ôôôôô” no refrão. Deve funcionar nos shows.

When The Rivers Runs Deep é mais agitada, devendo agradar os fãs antigos, com Death or Glory no mesmo estilo, mas bem abaixo, assim como Shadows of the Valley.

A baladinha fica por conta de The Man of Sorrows, repetindo a manjada fórmula do metal de iniciar esse tipo de canção apenas com um dedilhado na guitarra acompanhando a voz. Nada de novo.

Tears of a Clown, The Book of Souls e a canção que encerra o álbum, Empire of The Clouds são canções de meio tempo que pouco acrescentam, não fariam falta alguma se ficassem de fora do álbum.

Fechando a conversa, para um fã de Iron Maiden, The Book of Souls deve ser uma álbum nota cinco. Longo, chato, com canções repetitivas com jeito de “lado B” e sem bons refrões. Para quem não é fã… Bem, você não vai ouvir um álbum do Iron Maiden, não é?

Próximo!

  • João Paulo Braga/Consultor de TI/33 anos
    “Você dificilmente pulará alguma música”

O novo álbum do Iron Maiden, The Book of Souls resgata, em grande parte, a identidade da banda que a muito não era vista. Com levadas muito características, a música que abre o álbum, If Eternity Should Fail, demonstra a tendência do novo álbum que reúne um pouco de várias épocas marcantes da banda. Alguns riffs e introduções remetem a outras músicas da banda, como no caso de Shadows of the Valley que tem uma introdução muito similar a Wasted Years. Mas todas as músicas possuem sua identidade com melodias marcantes e singulares com tudo de melhor que o Maiden pode oferecer.

Em resumo, Book of Souls é um álbum que flui muito bem e que você dificilmente pulará alguma música ao escutá-lo na integra. Todas são muito bem trabalhadas e não estão ali apenas por estar. Cada composição tem o potencial de integrar o setlist futuro do Iron Maiden juntamente com os clássicos conhecidos da época áurea da banda que estão sempre presentes.

  • Julio Cesar Caruso/Professor/39 anos
    “Não consegui ouvir até o final não”

Se alguém me perguntar: “Você gosta do Iron Maiden?”, eu já sei o que posso dizer: “Só das introduções das músicas”. Confesso que achei que não iria conseguir ouvir durante muito tempo, pois não gosto mesmo desse estilo de música. Não gosto principalmente da maneira de cantar do vocalista. Me faz lembrar do incômodo que é você tentar em plena boate, bem ao lado da caixa de som, você tentar perguntar qualquer coisa a um companheiro seu e, apesar de estar, bem ao pé do ouvido, você ainda tem que gritar. Para mim é como se o vocalista gritasse para superar o barulho – nem gosto de chamar de “som” o ruído produzido por guitarras e baterias.

Mas vou confessar que gostei da música que dá nome ao cd. Me superei e consegui ouvi-la até quase o final. Não consegui ouvir até o final não. É muito barulho. Mas depois ouvi aleatoriamente The Red and the Black, If The Eternity Should Fail, nessa ordem, e foi aí que me dei conta de que as introduções são muito boas! Mas quando começa a guitarrada, perco totalmente o tesão de continuar ouvindo. Aí fui tentar ouvir Speed of Light e já nos primeiros acordes começam os escândalos, assim como Death or Glory, e pronto, desisti de ouvir mais o álbum.

Talvez para um fã seja prazeroso ouvir, mas para mim não. Bom, está frase na verdade pode servir para qualquer estilo de música. Fã que é fã, gosta. Acho que eu disse algo meio óbvio. Mas se quer saber porque eu não gosto do Iron Maiden, a resposta é simples: não gosto desse estilo de música. Na minha cabeça vejo sempre caras de preto, cabelos compridos, venerando caveiras e esqueletos e quase que evocando espíritos do mal e entrando em êxtase a cada som de guitarra e baterias ensurdecedoras. Ok, estou bem preconceituoso e baseado em estereótipos. Mas é ou não é o estilo da maioria? Eu não gosto. Mas, como eu disse, não sou do tipo de pessoa que acha que o que eu gosto é o melhor e o único que presta. Quem gosta de se vestir de preto, couro, camisa com caveira, abrir a boca e por a língua para fora etc, etc…que curta e faça com prazer!

Por fim, queria dizer que não odeio o Iron Maiden. Só não gosto do estilo de música e pronto. Duvido que um fã do Iron conseguiria ouvir um cd de Bossa Nova ou Axé por inteiro a menos que fosse a trabalho…então, igual!

  • Osiris Larkin/Diretor Cinematográfico/30 anos
    “É um álbum pra quem gosta de Iron Maiden”

É Iron Maiden clássico. Se alguém tiver procurando alguma coisa fora Iron Maiden, não deveria ter comprado/baixado o álbum de uma banda que mantém seu estilo próprio tão fiel e por tanto tempo. Eles não querem mudar, e nem tem porque eles mudarem. Os fãs gostam de Maiden, e é isso que a banda mais uma vez proporciona. Eu, como fã, gostei bastante.

O álbum tem suas faixas mais inspiradas e outras nem tanto, como qualquer álbum de qualquer artista. Pra mim a introdutória If Eternity Should Fail cai na segunda categoria, mas o álbum melhora com Speed of Light (que tem um clipe ótimo pra geração que cresceu com os primeiros videogames), e quando chega na The Red and The Black, o álbum deslancha naquele bom e velho estilão que faz tantos fãs se acabarem nos shows cantando “Ôôôôoooooo Uôôôôôooooo!!”.

Para os que dizem que é mais do mesmo, realmente é. A introdução da música Shadows of the Valley por exemplo, é parecida até demais com a introdução da Wasted Years, mas pra quem gosta de Maiden isso não é necessariamente ruim. A novidade do álbum é o piano na Empire of the Clouds. Não lembro a última vez (se alguma) ouvi um piano numa música do Iron, e ainda me dizem que é o próprio vocalista Bruce Dickinson que o toca (o que esse cara não faz? Venceu até o câncer). Em suma: Esse é um álbum pra quem gosta de Iron Maiden. Eles não parecem interessados em alcançar novos públicos, e acho que o velho público vai ficar satisfeito.

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  •  Rafael Ferreira/Desenvolvedor de Software/35 anos
    “É um meio termo entre o pós-Brave New World e os ‘Golden Years'”

O novo álbum do Iron Maiden, The Book of Souls, pode ser classificado, na minha opinião, como um meio termo entre o estilo que a banda adotou nos álbuns pós-Brave New World, e o estilo tão consagrado nos chamados ‘Golden Years’.

Existem sim algumas músicas meio cansativas de ouvir, ao estilo Matter of Life And Death, mas também existem outras, como a tão falada Speed Of Light, que segue completamente os estilo, não somente do Maiden dos Anos 80, mas sim todo o Rock/Metal desta década. Gostei muito.

  • Gilberto Dutra/Fotógrafo/26 anos
    “Após tanto anos dessa pegada, acho que já tá um pouco gasta”

Sou um fã padrão de Iron Maiden. Gosto, mas não conheço todos os pormenores e portanto o que segue é só a minha opinião.

Lembro que uma das coisas que eu reparei mais rápido foi que a proposta da mixagem ou foi muito diferente, ou estava esquisita. Eu achei que a qualidade final da gravação não estava lá essas coisas, sabe? Digo, pra uma banda desse porte.

Dito isso, eu achei o álbum “OK”. Alguns pontos altos como Death and Glory que me lembraram algumas coisas mais antigas, com as cavalgadas, mas no geral, pra mim, que sou um fã médio da banda, é um álbum normal plus.

Isso pode se dar ao fato de hoje eu não escutar tanto metal quanto ouvia antigamente. Provavelmente ouviria de novo e acharia bacana de novo, mas só isso. Empire of Clouds eu achei muito bonita e gostei do fato dela demorar pra se desenvolver. Pareceu uma The Odyssey do Symphony X, mas feita pelo Iron Maiden, mas isso em si torna essa uma música mais limitada, tendo em vista que o que o Iron e o SX podem fazer em uma música serem coisas muito diferentes.

Eu senti uma certa nostalgia em algumas partículas de algumas músicas. The Red and The Black, por exemplo, me lembra alguma música do Brave New World que eu não lembro qual. Achei bacana, mas isso vem de alguém que gostou do Unarmed, do Helloween. Eu, essencialmente, prefiro coisas novas à nostalgias.

Acho que meu veredito final é que esse foi um álbum legal, mas bem seguro. Não que eu esperasse que o Iron Maiden fosse mudar o metal pra sempre com esse álbum, mas após tanto anos dessa pegada eu acho que já tá um pouco gasta. Algo tipo 6/10.

  •  Daniel Lima/Tradutor e blogueiro/31 anos
    “Algumas músicas trazem apenas riffs de antigos hits repaginados”

Não chego a ser um fã da banda, mas posso dizer que sou um fã do álbum Fear of the Dark (1992). Na minha humilde não-abalisada opinião, uma das melhores obras da história do Heavy Metal. Após anos sem lançamentos, fiquei achando que The Book of Souls poderia ser uma espécie de “reinvenção” da banda, trazendo inovações, novos elementos.

No entanto, terminei com a impressão de que algumas músicas trazem apenas riffs de antigos hits repaginados, além de faixas que talvez não precisassem ser tão longas. Obviamente, o poder da voz de Bruce e as guitarras da banda continuam sendo um show que vale a pena ser conferido. Eu destaco a faixa The Red and The Black. Não (apenas) por ser flamenguista. A canção tem uma introdução bem envolvente e uma letra bem inspirada.

  • Raphael Simons Lopes/Fotógrafo/30 anos
    “Você irá transbordar em felicidade e animação”

Bem, na minha opinião como fã, o Iron não decepciona. Ele mantém o mesmo padrão há anos e isso o torna único. As letras estão muito bem compostas, principalmente a que eu aguardava sobre o falecido mestre Robin Williams (mesmo contendo uma simplicidade melódica, mas que não deixa de ser um grude sentimental).

Está bem produzido e contém arranjos de piano e orquestra, que é excelente, e não falta aqueles momentos em que a galera irá cantar junto ou somente acompanhar no clássico “ôôô”. Resumindo informalmente: Se você se sente triste, deprimido, desmotivado, escute o novo álbum do Iron Maiden que você irá transbordar em felicidade e animação.


Ouça o The Book of Souls, tire suas próprias conclusões e compartilhe aqui com a gente nos comentários!

E novamente muito obrigado aos amigos-voluntários que deram a sua opinião para os leitores do Canal RIFF!

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Resenha

RESENHA: Paradise Lost e Anathema juntos em uma noite irretocável

Por Guilherme Schneider I @jedyte 

Mais do que assistir a um show, ou mesmo ouvir uma música, quem esteve no Circo Voador nesta última terça-feira (8) sentiu. Diante de Paradise Lost e Anathema os fãs sentiram um show – principalmente na pele arrepiada e nos ouvidos, pra lá de agradecidos e agraciados. E isso não é pouco.

O que essas duas bandas inglesas fizeram naquele palco foi do profano ao sagrado, invocando uma gama de emoções. Tinha gente chorando, contemplando boquiaberta, cantando alto… querendo participar ao máximo.

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Fotos: Daniel Croce

Bom, mas até aí tem uma penca de shows que poderiam se enquadrar nesta descrição, certo? Eis aí o dilema de qualquer resenha. Às vezes, no calor do momento, há uma tendência de hiper-valorização do que acabou de ser visto. Em quantas saídas de shows você já não ouviu um passante dizer “cara, esse foi o melhor show da minha vida”. Pode até ter sido, claro – mas vai que foi ‘apenas’ aquela bela passionalidade que a música proporciona?

Mas, dessa vez foi diferente. Juro.

Antes mesmo dos shows começarem (super cedo, diga-se de passagem, às 20h30) já havia uma atmosfera diferente. O clima era tão bom que parecia que todo mundo ali era amigo. Provavelmente a maioria já se esbarrou em shows undergrounds, ou talvez em alguma pista de DDK ou afins.

A terça-feira chuvosa que fez a alegria de centenas de fãs (casa muito cheia, com pelo menos mil presentes) do Paradise Lost, banda que abriu a noite. Foi o retorno do Paradise ao Brasil após nada menos do que longos 20 anos. A maioria ali até podia ser nascida na época, mas foram poucos os sortudos que puderam acompanhar o Monsters of Rock de 1995, com Ozzy Osbourne, Alice Cooper, e o novato Paradise Lost – que mal havia acabado de lançar o já clássico Draconian Times.

Fato é que o povo estava sedento por um show deles. Hoje, a banda liderada por Nick Holmes pode flertar com até com synthpop, ou mesmo se manter com segurança naquela origem criada por eles mesmos do tal do Northern Doom  essa mística fusão do doom com o death metal. Não importa, chame como for. Mas o Paradise Lost ainda é muito gótico para um final de semana.

A inusitada terça chuvosa serviu para descarregar as energias cantando junto com Holmes e sua voz potente. A banda abriu com a porrada The Enemy, ganhando o público nos primeiros acordes. Refrão fácil – pra cantar junto sem dúvidas.

Durante um pouco menos de uma hora e meia o Paradise Lost revisitou toda a sua carreira. Canções de álbuns de diferentes fases como Shades of God,  Draconian Times e In Requiem foram intercaladas pelo álbum do momento – o bom The Plague Within, um dos mais pesados de 2015.

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Fotos: Daniel Croce

A banda sentiu também a participação do público, que batia palmas a todo momento – como que em sinal de gratidão. Holmes passou por cima do problema no laptop da banda (que desempenhou o papel do tecladista), e não decepcionou.

Ouvi fãs do Anathema dizendo que não conheciam Paradise Lost direito e que agora ficaram com vontade de (finalmente) conhecer. Destaques para o flerte eletrônico de Isolate (soando até como Rammstein), e as clássicas Hallowed Land, Faith Divide Us -Death Unites Us e Say Just Words, que fechou o show brilhantemente.

Aí veio o Anathema. E, sem dúvidas foi um acerto o Anathema vir depois do Paradise Lost. A impressão que dava é que na verdade a maioria estava ali para ver a segunda banda. E logo de cara uma catarse coletiva, com a música Anathema, que abriu o show, e a sequência com Untouchable partes um e dois.

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Fotos: Daniel Croce

Dava até pra ter ido embora depois dessas. Simplesmente uma das músicas mais emocionantes que já ouvi. A resposta do público foi imediata, alta e clara: estava bom demais.

Mas, felizmente, o show não parou por ali. O Anathema trouxe a turnê do belo (e progressivo) álbum Distant Satellites, lançado no ano passado. Além do trabalho mais recente, a banda não esqueceu de revisitar antigos sucessos – e mudou o setlist em relação a shows anteriores.

Uma boa surpresa foi a inclusão da música Deep, que abriu o álbum Judgement, de 1999. Aliás, álbum esse visto como um divisor de águas. Ouvi por ali no Circo Voador quem gostava apenas da fase “pré-judgement”, com a pegada mais doom, e quem preferiu a evolução que veio gradualmente – pelo visto a maioria.

É um prazer ver a versatilidade do Anathema. Há músicas com dois vocalistas; outras com dois bateristas; já em outras o baterista toca teclado; ou o vocalista ataca no sintetizador… enfim, são músicos com “M” maiúsculo.

Quem roubou a cena foi o guitarrista Daniel, um dos três irmãos Cavanagh que comandam a banda. Vestido com uma camisa do Nirvana, o comunicativo e super carismático guitarrista regeu o público. Lógico que as vozes de Vicent Cavanagh e de Lee Helen Douglas foram um show à parte – apesar de problemas técnicos no som da casa, especialmente no retorno.

Thin Air, A Natural Disaster, Universal… um desfile de belas composições, de uma banda cada vez mais madura – e que não tem medo de seguir se reinventando e explorando os seus limites. A sintonia era boa, e Vicent prometeu: “Essa é a nossa primeira vez aqui no Rio, mas não será a última. Quero voltar para cá, mesmo que seja sem a banda. Definitivamente há algo aqui”.

Foi Daniel quem chamou Nick Holmes de volta para o palco. A cereja do bolo foi ver o vocalista do Paradise Lost retornando na saideira para cantar (mesmo que no improviso) Fragile Dreams. Holmes passou boa parte do show do Anathema ao lado do palco, tomando umas biritas por quase uma hora e quarenta minutos. Até por isso já foi se desculpando e pedindo para que ninguém filmasse – de brincadeira, claro. Felizmente muita gente filmou e… que desfecho, que noite!

Setlist do show do Paradise Lost:

Setlist do show do Anathema:

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