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ESPECIAL: Camisas, molhos, cervejas, caixões e vibradores – As alternativas para diversificar os produtos das bandas!

Por Guilherme Schneider I @Jedyte

Imagine a cena: você, caro apaixonado por música, acaba de presenciar um show mega maravilhoso. Perante o palco, você viveu uma experiência ao máximo. Aqueles minutos, com aquela banda do coração, foram com uma intensidade tão grande que supriria semanas de marasmo cotidiano. Mas, e logo depois em que as luzes se acendem?

Ainda no calor (literal, pode apostar) de um showzaço vem aquele impulso irracional por consumir a banda –sim,  tudo o que vier pela frente. Fãs cercam as barraquinhas nos pós-show da vida para devorarem todo o possível – e assim montar um estoque de emoções perpetuáveis. Bem, mas, e quando a empolgação termina em uma “olhadinha” apenas nos produtos?

Dance of DaysNenê Altro, do Dance of Days, já publicou livros e zines

Confesso que em diversos shows minha empolgação terminou em uma barraquinha “só” com CDs.

Um absurdo, né? Afinal, a arte de um grupo musical é traduzida ali, em um disquinho com uma dúzia de músicas. Mas, na era do MP3 e Streaming de música uma barraquinha com CDs não me satisfaz.

Posso até comprar, seja para ajudar, fazer minha parte, ou dar ‘uma moral’… Porém dificilmente vou ouvir mais de uma vez – provavelmente vou é converter o CD para MP3… E só.


O Weezer apelou para esse confortável cobertor com mangas

Entra ano, sai ano, e há quem discuta ainda uma “crise” na indústria fonográfica. Sem dúvidas o modelo de negócio mudou – e provavelmente você não consome mídia física (CD, DVD ou Blu-Ray) como consome música digital. A demanda existe, mas as bandas precisam de um pouco mais de ousadia e criatividade.

Bandas, o caminho é diversificar!

Tanto nas independentes, com orçamento contado em moedas de rateio, até os gigantes das gravadoras, chegou sim o tempo de consumir a marca. Sim, a maioria das bandas tem um potencial enorme de transformar as suas letras (e ideais) em produtos.

Ideologicamente chega a ser um pouco feio pensar assim. Mas, garanto que a magia não vai embora só porque os artistas decidiram investir no empréstimo de seus nomes para produtos. Camisas, zines, canecas, calendários, bonecos… Há espaço para todos os bolsos.

É bem verdade também que foi por uma dessas que o finado Chorão, do Charlie Brown Jr, acertou um socão no olho do Marcelo Camelo, dos Los Hermanos. Ou quando João Gordo, do Ratos de Porão, esculachou o Dado Dolabella na MTV.

Separei algumas bandas que trouxeram soluções criativas (algumas apenas bizarras) na hora de monetizar um pouquinho mais. Lógico que existem trocentas outras ideias legais, então, se souber, por favor coloque nos comentários, pode ser?

Confira a lista, com alguns itens criativos e outros excêntricos:

11 – Álbum de figurinhas do Detonator

Detonator

Detonator, o ex-vocalista do Massacration, lançou no ano passado o ótimo Metal Folclore. No ritmo da Copa do Mundo, o cd trouxe dentro do encarte um álbum de figurinhas. Timing perfeito!

10 – Kit de costura do White Stripes

White Stripes

Os White Stripes são certamente uma das bandas mais criativas na hora de vender produtos. Câmera Holga, vitrolas personalizadas, teremim, kilt… Jack White sempre surpreende de alguma forma. Mesmo que com um singelo kit de agulhas e botões – e pode ser útil!

9 – Livro + álbum do MarmorAlma Celta

Uma solução bem legal para vender CDs foi encontrada pelo rock orquestrado da Marmor. A banda formada pelo baterista Marcelo Moreira lançou no ano passado o livro Alma Celta. Cada faixa do álbum corresponde a um capítulo do livro, o que valoriza (e amplia) a experiência, tanto da leitura, quanto da música.

8 – Banco Imobiliário do Metallica

Metallica Banco Imobliliário

Ao lado de War, Jogo da Vida e Imagem e Ação, Banco Imobiliário deve ser um dos jogos de tabuleiro mais queridos do Brasil. Mas nada supera essa versão especial do Metallica, totalmente adaptada para a a história dos álbuns  da banda de metal.

7 – Molhos do Marky Ramone

Marky Ramone Souce

A ideia de uma banda explorar os cinco sentidos só é de fato possível quando o paladar é contemplado. Pensando nisso, alguns já se arriscaram em molhos e pimentas, como os RaimundosPierce The Veil, Gwar ou Bring me The Horizon. Mas, ninguém mandou tão bem como o baterista Marky Ramones, ex-Ramones , que assina uma linha de molho de tomate e outra de pimenta.

6 – Tarô do Neck Deep

tarot

O pop punk galês do Neck Deep proporcionou um inusitado baralho de tarô no álbum Wishful Thinking. As ilustrações seguem o estilo mais tradicional – só que com os membros da banda, claro.

5 – Bonecos!

Beatles Toys

Figure toys, plush, bonecos… chame como for. Desde os modelos cabeçudos de vinil da Funko Pop, aos detalhadíssimos da McFarlane Toys… eles certamente ficam bem na estante de qualquer fã – como essa linha Yellow Submarine dos Beatles.

4 – Esse tênis com a cara do Noel Gallagher

oasis shoe

O eterno Oasis Noel Gallagher teve o seu rosto estampado em uma limitadíssima coleção de tênis da Adidas: apenas 120 pares.

3 – Cervejas!

Cervejas de bandas

Tem sido um clichê interessantíssimo das bandas. Várias já lançaram as suas versões etílicas, tanto aqui no Brasil quanto lá fora. Por exemplo, Matanza, Angra ou Velhas Virgens viraram cervejas aqui. Enquanto AC/DC, Iron Maiden ou Pearl Jam… nada mal, né?

2 – O caixão do Kiss

Kiss Caixão

Só para quem leva MUITO a sério o estilo de vida da ‘Kiss Army’. Os fãs do Kiss podem encomendar um caixão (dois modelos na verdade, até autografados) para um sepultamento memorável – ao menos para os que presenciarem vivos.

1 – Vibradores de Ranmstein, Ghost BC e Motörhead

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Dificilmente a linha de brinquedos eróticos das bandas pode ser mais bizarra. O Motörhead (rei do merchan) ganhou destaque recentemente, mas não chega nem perto aos modelos do Ghost e Ranmstein: um vem embalado em uma bíblia, outro em uma caixa com seis membros. Extrassensorial ao extremo…


E você, tem alguma sugestão? Comente!

MEGA RESENHA: ‘The Book of Souls’, do céu ao inferno em 17 opiniões

O Iron Maiden lançou há pouco mais de uma semana o The Book of Souls, 16º álbum de estúdio de sua bem-sucedida carreira. Naturalmente, os fãs receberam as músicas com grande entusiasmo – e poderia ser diferente?

No entanto, após um intervalo de cinco anos sem músicas inéditas, o Iron Maiden dividiu opiniões com esse lançamento. Passado o ‘calor do momento’, o Canal RIFF recrutou voluntários para resenharem o álbum. E, bem, as opiniões são bastante divergentes – o que é ótimo.

Avisamos logo que esse é um “textão”, repleto de amor e ódio pela Donzela de Ferro. Confira 17 opiniões sobre o The Book of Souls!


  • Daniel Matos/Escritor/31 anos
    “Soa exatamente como o que eu escutei no passado”

Meu conhecimento de Iron Maiden se resume a ter escrito Iron Man na primeira vez que escrevi isso. Eu conheço o nome, já vi pessoas usando o uniforme com o nome, igual aqueles fãs dos times do Habib’s, da Caixa, da Unimed.

Então, estou escutando o Book of Souls, e sim eu já escutei Iron Maiden antes, provavelmente em alguma festa, provavelmente porque eu queria pegar alguma garota vestida de preto e com tatuagens. E soa exatamente como o que eu escutei no passado, mesmos riffs de guitarra, mesma voz cantando músicas no mesmo ritmo.

Se ninguém tivesse me dito que esse cd (é… cd?, eu baixei, não tenho a mínima ideia se isso ainda existe) é desse ano, por mim podia ser de uns 30 anos atrás. As pessoas deviam se divertir mais fazendo música, não só repetir o mesmo dogma pela eternidade.

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  • Breno Andrade/Advogado/26 anos
    “Quase ajoelhei agradecendo quando vi que já estava na última música”

Nunca em minha vida, em momento algum, eu vi uma ponta de possibilidade de me tornar um fã de Iron Maiden. Não que eu odeie, longe disso, mas nunca me apeteci com o som a ponto de dizer “OH BOY!”. Também não vou negar que já me peguei várias vezes cantarolando aqueles “hinos”, que todo mundo já cantarolou, mesmo escondido, e que não precisam nem ser citados. Em suma, não gosto, nem desgosto, muito pelo contrário. Mesmo assim, decidi ouvir o novo álbum pra saber se eu, depois de 26 anos de vida, diria abertamente que curti um lançamento do Iron Maiden.

A introdução de If Eternity Should Fail fez com que eu especulasse mil coisas que poderiam vir adiante, o que poderia rolar de diferente, de inovador. Porém, o que a banda entrega é aquela velha fórmula de sequências exaustivas de mis, dós e rés que todo mundo já tá bem acostumado a ouvir. Uma afinação diferente aqui, uns compassos quebrados acolá, uns riffs mais progressivos pelo meio e músicas muito, muito grandes. Quase ajoelhei agradecendo quando vi que já estava na última música, a Empire of the Clouds. Isso, claro, antes de me perguntar por que ela nunca acabava e antes de ver que a duração dela era de 18 minutos.

Se nunca em minha vida, em momento algum, eu vi uma ponta de possibilidade de me tornar um fã de Iron Maiden, certamente não vai ser com a ajuda deste álbum que isso vai acontecer.

  • Rafael Viveiros/Analista de Suporte/30 anos
    “Me fez sentir como se tivesse escutando o ápice do Iron Maiden

Primeiramente o instrumental e a voz continua da mesma forma que outros cds da banda, isso quer dizer: impecável. Enfim, o cd em si na minha opinião voltou a ser Iron da antiga, com suas letras e som, claro. Me fez sentir como se tivesse escutando o ápice do Iron Maiden, nos cds clássicos deles.

Isso foi um fator que não estava acontecendo desde o Brave New World (2001), e que me animou a voltar a escutar a banda novamente. Excelente álbum! As músicas que mais gostei: If Eternity Should Fail, Speed of Light, Death of Glory, Shadows of the Valley e The Book of Souls. UP THE IRONS!! \m/

  • Artur Nascimento/Jornalista/33 anos
    “É apenas mais do mesmo”

Antes de mais nada, sou indiferente ao Iron Maiden, gosto das boas, mas não venero a banda.

Ao meu ver é apenas mais do mesmo o novo álbum, não tem uma Fear of the Dark para arrebatar novos fãs.

  • Vandré Monteiro/Servidor Público/32 anos
    “Não me incomoda em nada escutar, mas também não compraria o álbum”

Esse foi o primeiro álbum do Iron Maiden que eu ouvi (para dar esse depoimento). De cara, dá pra perceber que os caras são músicos excepcionais. Os arranjos e melodias são elaborados, mudam de tom, de andamento, e muitos solos são de difícil execução. Eles tentam sempre colocar coisas diferentes nas músicas, e conseguem sempre com naturalidade (em Empire of the Clouds tem um trecho em que a bateria parece um tambor tribal… ficou ótimo!). E o som é bom, dá pra ouvir numa boa.

No entanto, uma vez que todas as músicas tem aquele som pesado, acaba ficando uma coisa um pouco cansativa, especialmente quando se ouve o álbum inteiro de uma vez (não a toa, minha música favorita foi a mesma Empire of the Clouds, que tem um bom pedaço onde se destacam instrumentos de música clássica). Acredito que seja um problema que tenho com o metal, já que esse som pesado provavelmente é o que atrai seus maiores fãs. Também procurei ouvir novamente acompanhando a letra (uma vez que a letra tem um peso grande na música, pra mim). E não fiquei muito impressionado, não.

Tem trechos bem legais; outros, nada de mais (nenhuma letra especialmente ruim). Eles brincam muito com a ideia de sagrado e profano. Também abordam algumas questões genuinamente humanas, o que é bem legal (poderiam explorar mais isso). Acho até que algumas músicas iam ficar MUITO BOAS se fossem tocadas num estilo mais “light”. Mas, não sei precisar por qual motivo, as letras não me tocaram muito. É um álbum divertido, gostoso de escutar (especialmente se você não ouvir numa sentada), e só.

Não me incomoda em nada escutar, mas também não compraria o álbum. Se alguém quisesse comprar e pedisse minha opinião, minha resposta seria algo do tipo: “Se você curte metal, provavelmente vai gostar bastante; se não, não vale a pena.” Escutando mais vezes, essa opinião pode vir a mudar. Mas como impressão inicial, é isso.

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  • Mario Mamede/ DJ e Músico/ 39 anos
    “Um novo clássico da banda certamente”

Gloriosos trinta e sete anos de carreira se passaram desde o primeiro EP gravado e o Iron Maiden continua alimentando gerações com o mais puro Heavy Metal da melhor qualidade. O álbum The Book of Souls conta com o peso e riqueza de elementos que a banda criou e desenvolveu ao longo da carreira para a felicidade dos fãs tradicionais, e conta com uma incomum riqueza de conteúdo em canções – até com mais de dezoito minutos – que fazem desse álbum, o primeiro duplo de inéditas, um novo clássico da banda certamente.

São mais de uma hora e meia de Heavy Metal, de integrantes na faixa de 60 anos, Bruce Dickinson passando pelo câncer de garganta e cantando pra cascalho, destacando canções maravilhosas como The Red And The Black do mestre Steve Harris, de When The River Runs Deep e a faixa título The Book Of Souls, do hit Speed of Light e seu criativo clipe ‘gamificado’, da empolgante Death Or Glory e da grandiosa Empire Of The Clouds. Sou fã da banda e não existe prazer maior que ouvir um álbum novo do Iron Maiden e sentir a mesma coisa boa no coração que sentia ouvindo os clássicos dos anos 80. Up The Irons!!

  •  Pedro Fraga/Barman/36 anos
    “Esse é o melhor trabalho desde a volta do Bruce”

Ouvindo aqui o álbum eu posso dizer que, na minha opinião, esse é o melhor trabalho desde a volta do Bruce Dickinson em 2000. O cara gravou o álbum com câncer né? Doideira…

Não está tão progressivo, e chato, como o álbum anterior. E olha que eu sou fã, hein. Achei o álbum mais voltado para a década de 80, o final dela. Mas compará-lo com os álbuns de lá (anos 80) acho um certo exagero.

Os caras estão com uns sessenta anos? Está um album bom pra cacete. If Eternity Should Fail é muito boa. Achei genial da parte deles programarem  a próxima turnê de acordo com o número  de downloads. Resumindo, é melhor trabalho da Donzela desde a volta do Bruce, sem dúvidas.

  • Victor Naine/Fotógrafo e Professor de Filosofia/33 anos
    “Não consigo ouvir uma banda que se repete por mais de três álbuns”

Eu podia me dedicar mais pra escrever um crítica mesmo, analisando detalhes, etc. Mas darei apenas meu parecer 100% subjetivo!

Não consigo ouvir uma banda que se repete por mais de três álbuns, muito menos uma que se repete por mais de 30 anos, diferente do Metallica, por exemplo, que sempre lançava um álbum com uma pegada diferente da anterior. – Sim, fazer isso é MUITO arriscado, ainda mais no meio do metal que o fã é chato pra caralho com essa parada de ser “tr00”. O Iron se mantém super tr00 até hoje e quem gosta de toda a carreira não tem porque não gostar do The Book of Souls, mas eu infelizmente não tenho paciência pra mesmíssima coisa que eu ouvia quando criança.

Em outras palavras, eu até gostei do álbum novo (tá bem feito, tá bonito), mas se eu pausar minha playlist pra ouvir Iron, que seja para ouvir um álbum clássico.

  •  Diego Padilha/Fotógrafo/32 anos
    “Iron Maiden é uma banda que sempre passa no teste cego”

Então, eu curti MUITO! Não de primeira.. Foi progredindo cada vez que eu escutava o disco. Me apeguei mais aos instrumentais do que as melodias de refrão, mas é inegável que eles sabem muito bem manter um estilo e deixar assinatura. Iron Maiden é uma banda que sempre passa no teste cego.

Os timbres desse cd estão incríveis e Bruce cantando pra caralho – apesar de, na minha humilde opinião, rolarem uns agudos que deixam claro o esforço dele (tadinho). Podemos concordar que ele não precisa mais provar nada pra ninguém, né? De qualquer forma, não tenho ouvido mais nada nessa última semana.

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  • Thiago Pinheiro/Jornalista e DJ/ 34 anos
    “Longo, chato, com canções repetitivas com jeito de ‘lado B’ e sem bons refrões”

Um álbum do Iron Maiden. Imediatamente, a primeira coçada na cabeça vem ao ver a duração das músicas. Tem três com mais de dez minutos, isso já assusta – e muito! O nome, claro, não ajuda nem um pouco, já que essa história de “O Livro das Almas” é muito filme de terror medieval. Enfim, abri uma página com as letras e dei play. Começou a tocar If Eternity Should Fail.

É difícil escrever sobre uma banda que você não gosta. Todos os preconceitos vêm na frente e as críticas que são desconsideradas. Mas, com preconceito ou não, não adianta. É um álbum bem fraco.

Por parte da produção, achei o vocal do Bruce Dickinson bem alta, mesmo passando para o fone de ouvido. Com isso, as guitarras praticamente desapareceram das canções, com um pico aqui e acolá em determinados momentos.

A faixa inicial começa em marcha lenta e não empolga. Mesmo que, hoje, em épocas de download, poucos ouçam um álbum em sua ordem, If Eternity Should Fail não parece decolar e deveria estar perdida lá para o final.

O álbum continua no mesmo nível, até chegar à longuíssima The Red And The Black, que lembrou muito o Iron Maiden dos anos 80, com aquela cavalgada de guitarra e baixo (que se repetem na faixa-título e em Death or Glory), seguida do tradicional “ôôôôô” no refrão. Deve funcionar nos shows.

When The Rivers Runs Deep é mais agitada, devendo agradar os fãs antigos, com Death or Glory no mesmo estilo, mas bem abaixo, assim como Shadows of the Valley.

A baladinha fica por conta de The Man of Sorrows, repetindo a manjada fórmula do metal de iniciar esse tipo de canção apenas com um dedilhado na guitarra acompanhando a voz. Nada de novo.

Tears of a Clown, The Book of Souls e a canção que encerra o álbum, Empire of The Clouds são canções de meio tempo que pouco acrescentam, não fariam falta alguma se ficassem de fora do álbum.

Fechando a conversa, para um fã de Iron Maiden, The Book of Souls deve ser uma álbum nota cinco. Longo, chato, com canções repetitivas com jeito de “lado B” e sem bons refrões. Para quem não é fã… Bem, você não vai ouvir um álbum do Iron Maiden, não é?

Próximo!

  • João Paulo Braga/Consultor de TI/33 anos
    “Você dificilmente pulará alguma música”

O novo álbum do Iron Maiden, The Book of Souls resgata, em grande parte, a identidade da banda que a muito não era vista. Com levadas muito características, a música que abre o álbum, If Eternity Should Fail, demonstra a tendência do novo álbum que reúne um pouco de várias épocas marcantes da banda. Alguns riffs e introduções remetem a outras músicas da banda, como no caso de Shadows of the Valley que tem uma introdução muito similar a Wasted Years. Mas todas as músicas possuem sua identidade com melodias marcantes e singulares com tudo de melhor que o Maiden pode oferecer.

Em resumo, Book of Souls é um álbum que flui muito bem e que você dificilmente pulará alguma música ao escutá-lo na integra. Todas são muito bem trabalhadas e não estão ali apenas por estar. Cada composição tem o potencial de integrar o setlist futuro do Iron Maiden juntamente com os clássicos conhecidos da época áurea da banda que estão sempre presentes.

  • Julio Cesar Caruso/Professor/39 anos
    “Não consegui ouvir até o final não”

Se alguém me perguntar: “Você gosta do Iron Maiden?”, eu já sei o que posso dizer: “Só das introduções das músicas”. Confesso que achei que não iria conseguir ouvir durante muito tempo, pois não gosto mesmo desse estilo de música. Não gosto principalmente da maneira de cantar do vocalista. Me faz lembrar do incômodo que é você tentar em plena boate, bem ao lado da caixa de som, você tentar perguntar qualquer coisa a um companheiro seu e, apesar de estar, bem ao pé do ouvido, você ainda tem que gritar. Para mim é como se o vocalista gritasse para superar o barulho – nem gosto de chamar de “som” o ruído produzido por guitarras e baterias.

Mas vou confessar que gostei da música que dá nome ao cd. Me superei e consegui ouvi-la até quase o final. Não consegui ouvir até o final não. É muito barulho. Mas depois ouvi aleatoriamente The Red and the Black, If The Eternity Should Fail, nessa ordem, e foi aí que me dei conta de que as introduções são muito boas! Mas quando começa a guitarrada, perco totalmente o tesão de continuar ouvindo. Aí fui tentar ouvir Speed of Light e já nos primeiros acordes começam os escândalos, assim como Death or Glory, e pronto, desisti de ouvir mais o álbum.

Talvez para um fã seja prazeroso ouvir, mas para mim não. Bom, está frase na verdade pode servir para qualquer estilo de música. Fã que é fã, gosta. Acho que eu disse algo meio óbvio. Mas se quer saber porque eu não gosto do Iron Maiden, a resposta é simples: não gosto desse estilo de música. Na minha cabeça vejo sempre caras de preto, cabelos compridos, venerando caveiras e esqueletos e quase que evocando espíritos do mal e entrando em êxtase a cada som de guitarra e baterias ensurdecedoras. Ok, estou bem preconceituoso e baseado em estereótipos. Mas é ou não é o estilo da maioria? Eu não gosto. Mas, como eu disse, não sou do tipo de pessoa que acha que o que eu gosto é o melhor e o único que presta. Quem gosta de se vestir de preto, couro, camisa com caveira, abrir a boca e por a língua para fora etc, etc…que curta e faça com prazer!

Por fim, queria dizer que não odeio o Iron Maiden. Só não gosto do estilo de música e pronto. Duvido que um fã do Iron conseguiria ouvir um cd de Bossa Nova ou Axé por inteiro a menos que fosse a trabalho…então, igual!

  • Osiris Larkin/Diretor Cinematográfico/30 anos
    “É um álbum pra quem gosta de Iron Maiden”

É Iron Maiden clássico. Se alguém tiver procurando alguma coisa fora Iron Maiden, não deveria ter comprado/baixado o álbum de uma banda que mantém seu estilo próprio tão fiel e por tanto tempo. Eles não querem mudar, e nem tem porque eles mudarem. Os fãs gostam de Maiden, e é isso que a banda mais uma vez proporciona. Eu, como fã, gostei bastante.

O álbum tem suas faixas mais inspiradas e outras nem tanto, como qualquer álbum de qualquer artista. Pra mim a introdutória If Eternity Should Fail cai na segunda categoria, mas o álbum melhora com Speed of Light (que tem um clipe ótimo pra geração que cresceu com os primeiros videogames), e quando chega na The Red and The Black, o álbum deslancha naquele bom e velho estilão que faz tantos fãs se acabarem nos shows cantando “Ôôôôoooooo Uôôôôôooooo!!”.

Para os que dizem que é mais do mesmo, realmente é. A introdução da música Shadows of the Valley por exemplo, é parecida até demais com a introdução da Wasted Years, mas pra quem gosta de Maiden isso não é necessariamente ruim. A novidade do álbum é o piano na Empire of the Clouds. Não lembro a última vez (se alguma) ouvi um piano numa música do Iron, e ainda me dizem que é o próprio vocalista Bruce Dickinson que o toca (o que esse cara não faz? Venceu até o câncer). Em suma: Esse é um álbum pra quem gosta de Iron Maiden. Eles não parecem interessados em alcançar novos públicos, e acho que o velho público vai ficar satisfeito.

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  •  Rafael Ferreira/Desenvolvedor de Software/35 anos
    “É um meio termo entre o pós-Brave New World e os ‘Golden Years'”

O novo álbum do Iron Maiden, The Book of Souls, pode ser classificado, na minha opinião, como um meio termo entre o estilo que a banda adotou nos álbuns pós-Brave New World, e o estilo tão consagrado nos chamados ‘Golden Years’.

Existem sim algumas músicas meio cansativas de ouvir, ao estilo Matter of Life And Death, mas também existem outras, como a tão falada Speed Of Light, que segue completamente os estilo, não somente do Maiden dos Anos 80, mas sim todo o Rock/Metal desta década. Gostei muito.

  • Gilberto Dutra/Fotógrafo/26 anos
    “Após tanto anos dessa pegada, acho que já tá um pouco gasta”

Sou um fã padrão de Iron Maiden. Gosto, mas não conheço todos os pormenores e portanto o que segue é só a minha opinião.

Lembro que uma das coisas que eu reparei mais rápido foi que a proposta da mixagem ou foi muito diferente, ou estava esquisita. Eu achei que a qualidade final da gravação não estava lá essas coisas, sabe? Digo, pra uma banda desse porte.

Dito isso, eu achei o álbum “OK”. Alguns pontos altos como Death and Glory que me lembraram algumas coisas mais antigas, com as cavalgadas, mas no geral, pra mim, que sou um fã médio da banda, é um álbum normal plus.

Isso pode se dar ao fato de hoje eu não escutar tanto metal quanto ouvia antigamente. Provavelmente ouviria de novo e acharia bacana de novo, mas só isso. Empire of Clouds eu achei muito bonita e gostei do fato dela demorar pra se desenvolver. Pareceu uma The Odyssey do Symphony X, mas feita pelo Iron Maiden, mas isso em si torna essa uma música mais limitada, tendo em vista que o que o Iron e o SX podem fazer em uma música serem coisas muito diferentes.

Eu senti uma certa nostalgia em algumas partículas de algumas músicas. The Red and The Black, por exemplo, me lembra alguma música do Brave New World que eu não lembro qual. Achei bacana, mas isso vem de alguém que gostou do Unarmed, do Helloween. Eu, essencialmente, prefiro coisas novas à nostalgias.

Acho que meu veredito final é que esse foi um álbum legal, mas bem seguro. Não que eu esperasse que o Iron Maiden fosse mudar o metal pra sempre com esse álbum, mas após tanto anos dessa pegada eu acho que já tá um pouco gasta. Algo tipo 6/10.

  •  Daniel Lima/Tradutor e blogueiro/31 anos
    “Algumas músicas trazem apenas riffs de antigos hits repaginados”

Não chego a ser um fã da banda, mas posso dizer que sou um fã do álbum Fear of the Dark (1992). Na minha humilde não-abalisada opinião, uma das melhores obras da história do Heavy Metal. Após anos sem lançamentos, fiquei achando que The Book of Souls poderia ser uma espécie de “reinvenção” da banda, trazendo inovações, novos elementos.

No entanto, terminei com a impressão de que algumas músicas trazem apenas riffs de antigos hits repaginados, além de faixas que talvez não precisassem ser tão longas. Obviamente, o poder da voz de Bruce e as guitarras da banda continuam sendo um show que vale a pena ser conferido. Eu destaco a faixa The Red and The Black. Não (apenas) por ser flamenguista. A canção tem uma introdução bem envolvente e uma letra bem inspirada.

  • Raphael Simons Lopes/Fotógrafo/30 anos
    “Você irá transbordar em felicidade e animação”

Bem, na minha opinião como fã, o Iron não decepciona. Ele mantém o mesmo padrão há anos e isso o torna único. As letras estão muito bem compostas, principalmente a que eu aguardava sobre o falecido mestre Robin Williams (mesmo contendo uma simplicidade melódica, mas que não deixa de ser um grude sentimental).

Está bem produzido e contém arranjos de piano e orquestra, que é excelente, e não falta aqueles momentos em que a galera irá cantar junto ou somente acompanhar no clássico “ôôô”. Resumindo informalmente: Se você se sente triste, deprimido, desmotivado, escute o novo álbum do Iron Maiden que você irá transbordar em felicidade e animação.


Ouça o The Book of Souls, tire suas próprias conclusões e compartilhe aqui com a gente nos comentários!

E novamente muito obrigado aos amigos-voluntários que deram a sua opinião para os leitores do Canal RIFF!

Após cinco anos, Iron Maiden revela música nova com clipe que faz homenagem ao mundo dos games

A espera acabou! Após cinco anos sem lançar uma música inédita (desde o álbum The Final Frontier) o Iron Maiden está de volta. Nesta sexta-feira (14), a banda inglesa revelou sua nova música: ‘Speed of Light’.

E não foi apenas a música do single, mas sim um novo clipe. Por sinal. um dos clipes mais legais que o Iron Maiden já fez.

Ok, ok… por melhores que sejam as canções do Iron Maiden, os clipes nunca foram exatamente o forte da banda. Mas dessa vez eles capricharam para homenagear os fãs de games. Sim, afinal, o próprio Iron Maiden já teve o seu jogo (Ed Hunter, lançado em 1999).

Eddie luta

Como é o clipe?

A história do clipe é linear e prende a atenção do início ao fim. Eddie, o mascote do Iron Maiden, aparece no início sendo teletransportado para dentro de um jogo de videogame.

Para zerar o jogo e ser libertado, Eddie precisa obter quatro corações. E, para isso, ele viaja em alta velocidade por quatro fases do game – e consecutivamente da história dos videogames.

Além das (muitas) referências aos álbuns anteriores, o clipe também faz referência a jogos clássicos como Donkey Kong (o original), Robocop, Mortal Kombat, e até os jogos mais recentes de tiro em primeira pessoa. No mínimo divertido, né?

Eddie coração

E a música?

Em entrevista para o jornal O Globo, Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, revelou que ‘Speed of Light’ poderia perfeitamente estar em um álbum clássico da banda: o ‘Piece of mind’, de 1983.

“Acredito que uma música como ‘Speed of light’ poderia se encaixar perfeitamente no ‘Piece of mind’. Temos ótimo rock clássico em estilo Maiden, faixas ambiciosas e viajantes, tipo progressivo… ele vai para todo lado, é um grande disco”, opinou Dickinson.
A música é boa, heavy metal clássico, com a cara da banda. Certamente estará no setlist da próxima turnê (provavelmente abrindo o show). Mas, talvez não seja uma das músicas que serão eternizadas com a banda. De fato o primeiro single, com apelo mais ‘pop’, nem sempre emplaca.

eddie robocop

Vai emplacar?
É questão de gosto. Mas, acredito que ‘Speed of Light’ supere, ou pelo menos fique no mesmo nível que ‘Wildest Dreams’, primeiro single do Dance of Death (2003); ‘The Reincarnation of Benjamin Breeg’, single do A Matter of Life and Death (2006); ou ‘El Dorado’, single do The Final Frontier (2010). Difícil mesmo é ter o mesmo impacto de ‘The Wicker Man’, single do (já clássico) Brave New World (2000).

O lançamento mundial do The Book Of Souls, 16º álbum de estúdio do Iron Maiden, será no dia 4 de setembro. Mais dez músicas inéditas estão chegando – para alegria dos apaixonados fãs.

Confira o clipe: