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Documentário reúne Menores Atos, Bullet Bane, Zander e Chuva Negra 

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa | Foto Rick Costa Fotografia

Festival Flecha, produzido pela gravadora Flecha Discos, aconteceu no dia 29 de abril no Hangar 110 (SP) e pra você ficar por dentro do que rolou por lá, a Flecha divulgou um Mini Doc contanto tudo.

“Isso é pra provar que todos vocês podem fazer o mesmo, beleza?! Montar uma banda, organizar o rolê, juntar a galera e botar pra foder!” – Gabriel Zander

Flecha Discos é uma gravadora independente que tem em seu cast as bandas Menores AtosBullet BaneZander e Chuva Negra, e em abril desse ano as quatro subiram ao palco do Hangar 110 e realizaram um baita evento celebrando a nova cena autoral brasileira. O resultado disso foi um documentário onde contam como se conheceram, como se reuniram pra formar o coletivo, e acima de tudo, contam como foi a produção desse evento massa demais!

O Doc foi produzido por L’exquisite Films, Direção e Edição por Murilo Amancio e as imagens por João BonaféIsadora SartorBruno Santim e Murilo Amancio.

 

 

Além do Documentário, a Flecha disponibilizou nas plataformas digitais a Coletânia Flecha Discos Vol.1, que começou a ser gravada em janeiro do ano passado e conta com 12 faixas, três de cada banda. Ouça:

 

 

Deixe seu comentário e celebre a cena independente!

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Resenha: Zander, Dias, ADI e Nada Em Vão @Círculo Operário do Cruzeiro

Por Tayane Sampaio

Sábado (18/02), o Canal RIFF marcou presença no Círculo Operário do Cruzeiro, que foi palco do aniversário de 5 anos da Acetona Produções. Os brasilienses fãs de hardcore ganharam uma noite nostálgica, com direito a apresentação de banda que não tocava há muito tempo e a show de reunião de banda que já acabou. A produtora trouxe, assim como em seu primeiro evento, a banda Zander para ser a principal atração da noite, além das bandas locais Nada em Vão, ADI e Dias.

A Acetona, que já produziu shows de renomadas bandas da cena underground nacional, como Menores Atos e Bullet Bane, também está com um divertido projeto, que acontece às terças-feiras, no Club 904. “A Fantástica Fábrica de Bandas” é uma espécie de karaokê para bandas, que, com inscrição prévia, podem se apresentar no palco do Clube da ASCEB.

A Nada Em Vão deu início às comemorações.  Por volta das 21h, Lucas Cardoso (voz), Pedro Tavares (guitarra), Delton Porto (bateria) e César Oliveira (baixo) já estavam a postos. Com músicas relativamente curtas, mas com mensagens fortes e concisas, a caçula da noite apresentou, quase na íntegra, as canções de seus dois EPs: “Nada em Vão”, de novembro de 2015, e “Sempre em Frente”, lançado um ano após o debut da banda.

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Nada Em Vão @2017

O show do grupo contou com duas participações especiais. A primeira, de Regis Matsumoto para ajudar Lucas nos vocais do cover de “We”, dos veteranos do Descendents. A segunda participação foi mais espontânea e veio da plateia, que, mais ao fim da apresentação, já entoava as músicas junto com a banda.

O punk rock tocado pelo grupo não tem nada de niilista e se destaca justamente pela mensagem positiva que entrega. De acordo com o baixista, César, e o vocalista, Lucas, a Nada Em Vão tenta sempre transmitir boas energias por meio de suas composições, dando ênfase ao lado bom da vida e trazendo indagações que estimulem seus ouvintes a buscar a melhor versão de si.

Depois de um pequeno intervalo para troca de palco, a segunda banda do lineup, ADI, começou sua apresentação, com um setlist que contemplou todas as canções do último EP da banda, “Sobre os Dias que Não Vão Voltar”, lançado no final do ano passado, sem muito alarde, além de músicas de trabalhos mais antigos.

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ADI @2017

Gustavo Hildebrand (voz e guitarra), Rafael Rezende (guitarra), Gustavo Portella (baixo) e Thales Maia (bateria) foram muito bem recebidos pelo público, que, provavelmente, estava com saudade de ver a banda nos palcos. Os fãs de longa data da banda puderam matar a saudade de alguns clássicos, como “Retrato Que Eu Fiz”, “Falhas Perfeitas” “Edu” e “Mundo Inteiro”, a mais pedida em uma enquete feita pela banda na página do evento. Deu pra matar a saudade da ADI, mas a apresentação e as novas músicas deixaram um gostinho do quero mais.

A banda, que ficou 8 anos sem lançar novos trabalhos, surpreendeu ao soltar o EP de inéditas. O baterista, Thales, contou pra gente que essas músicas estavam guardadas há uns 4 anos e que sofreram algumas modificações, ao longo do tempo, até que eles resolveram gravá-las. Nos últimos anos, a banda fez um show aqui e acolá e as coisas devem continuar assim, já que nem todos os integrantes residem no DF.

A Dias, terceira banda a ser apresentar, foi responsável por alguns dos momentos mais bonitos da noite. Manoel Neto (voz), Fill Braga (guitarra), Leandro Correia (guitarra), Bruno Formiga (baixo) e Arnoldo Ravizzini (bateria) se reuniram, após cinco anos do término da banda, para matar a saudade dos palcos e do público, que aproveitou cada segundo da apresentação.

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Dias @2017

Os mais próximos do palco cantaram com Manoel durante todas as dez músicas do set, intercalando os berros com bate-cabeça. A banda começou a apresentação com “Vazio”, do EP de 2008, mas o palco pegou fogo quando o grupo resgatou músicas do começo da carreira, como “Procura” e “Aprender”, do primeiro EP (2004).

Nostálgico, o vocalista lembrou do começo da banda, quando matava aula para ensaiar e de quando trocava correspondência com Gabriel Zander e comprava fita K7 da Noção de Nada. Apesar da recepção calorosa da galera, a banda já tinha falado que o show não seria uma volta às atividades, e sim uma oportunidade para a banda lembrar os bons momentos que viveram juntos.

Outro intervalo, para o público recuperar o fôlego do show eletrizante do Dias, e a Zander subiu no palco do Círculo Operário para fechar a noite. Com mais pessoas para ver o show e com caras novas próximas ao palco, a quarta e última apresentação da noite foi iniciada. Perto de meia-noite, Gabriel Zander (voz e guitarra), Gabriel Arbex (guitarra), Marcelo Mauni (baixo) e Bruno Bade (bateria) tocaram os primeiros acordes de “Bandida e Malvista” e de cara emendaram mais duas músicas no “Flamboyant”, álbum que o grupo veio lançar.

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Zander @2017

O público, mais uma vez, não deixou a desejar. Muitas vezes o coro gritado dos fãs silenciava a voz de Bill, que é um vocalista com uma ótima presença de palco. O bate-cabeça continuou, rolavam uns stage dives e até uma pequena invasão de palco rolou, mais para o final do show. Em “Humaitá”, música do primeiro álbum completo da banda, “Brasa” (2010), o caos tomou conta da frente do palco. A Zander tocou músicas de todos os seus trabalhos lançados, exceto do Ep’tizer. Uma das canções mais pedidas foi “Dezesseis”, do trabalho de estreia, o EP “Em Construção” (2008).

Bill lembrou ao público que a banda estava vendendo seus produtos de merchandising, ao lado do palco, e o quanto era importante o apoio dos fãs para que a banda conseguisse seguir lançando trabalhos e fazendo shows. O vocalista também lembrou das bandas locais e da importância delas para que bandas de fora toquem na cidade e elogiou os presentes pelo suporte à cena local. Antes de finalizar o show, a Zander anunciou que tinha acabado de fechar outra apresentação, na Casa da Val, e convidou a galera para comparecer. Por fim, a banda se despediu com “Até a Próxima”.

A Acetona teve uma bonita festa de aniversário e compartilhou o presente com os fãs. A produtora homenageou, de certa forma, a cena de uns anos atrás trazendo a Dias, que teve uma importância muito grande para o hardcore do DF e mostrou que a capital ainda tem muita coisa nova a oferecer.

Resenha: Rancore + Zander + Nove Zero Nove + Stereophant @Teatro Odisseia

Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

O que para muitos era um domingo de retorno do feriado prolongado, para os fãs da Rancore era a volta da banda aos palcos cariocas. Sem pisar no Rio desde a tour de despedida, em 2014, o grupo tinha uma legião de adoradores sedentos para revê-los. O Teatro Odisseia quase não deu conta de tantas saudades, e com lotação máxima, foi palco de uma noite memorável. Cansaço, canela roxa, falta de voz e uma leve desidratação, por conta do calor, são sintomas presentes na maioria das pessoas que curtiram o show.

Quem abriu os trabalhos foi a banda Stereophant, com um setlist pequeno por conta do tempo apertado, misturaram músicas do álbum “Correndo de Encontro a Tudo” e algumas do disco novo – que a princípio será lançado em Março. Eles contagiaram o público que chegou cedo para prestigiar as bandas da noite. Todas as canções tiveram participação da plateia, mas em O Tempo e Vermelhao coro foi de arrepiar.

Já a segunda banda foi a Nove Zero Nove, eles tocaram músicas do álbum “Blindado” (2016) e “Nove Zero Nove” (2013). Em meio a rodinhas e pessoas pulando do palco o grupo abriu o show cantando Mártir, escolha perfeita para o período que estamos vivendo.

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Em certo momento, o vocalista Mauricio Kyann agradeceu o apoio do público e, falou sobre a falta de visibilidade que as bandas independentes tem nos meios de comunicação de massa atualmente: “Foda-se que não estamos entre os 100 mais tocados. A gente fala mais que vários artistas por aí. Ver vocês aqui, ver esse evento rolando, dando certo. Isso é o que faz a gente continuar:”

Quem ficou com a responsabilidade de ser a última banda antes da Rancore foi a Zander. Com cinco trabalhos lançados, o quarteto foi de “Em Construção” (2008)  até “Flamboyant” (2016) em um pouco mais de 40 minutos de show. O público cantou Dezesseis e Humaitá a plenos pulmões, mostrando que a galera tinha fôlego de sobra e estavam preparadíssimos para receber os paulistas mais esperados da noite.

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Não tem muita coisa que se possa falar depois do show da Rancore. É uma experiência para ser vivida. Já começa que as músicas são entoadas como hino,como se a vida de cada pessoa presente naquele lugar dependesse disso.Não há um ser que fique parado. É uma troca de energia imensa, você sai mais leve.

Teco, vocalista, consegue conduzir como ninguém a nação de fãs que eles colecionaram ao longo dos anos. Sempre mostrando muito respeito e igualdade. Ele deixa claro que qualquer um pode participar das rodinhas e fazer stage diving, mas é para uns cuidarem dos outros, porque o intuito principal ali é a diversão.

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Caggegi, Ale, Candinho e Teco caminharam perfeitamente entre os clássicos de “Yoga, Stress e Cafeína” (2006), “Liberta” (2008) e “Seiva” (2011). Como nem tudo é maravilhoso, os fãs sentiram falta de Cresci, M.E.I e Mulher no setlist, mas entre tantas músicas marcantesé difícil montar o repertório sem sacrificar algumas.

O show por si só já foi o ponto alto da noite, mas não podemos esquecer o momento épico em que Teco ficou só de sunga no palco, nem quando durante a música Ritual a plateia se transformou em uma alcateia e mostrou que a Rancore nunca vai ser um lobo solitário.

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Depois desse show podemos, enfim, começar o ano. Infelizmente, ainda não sabemos se a banda vai realmente voltar ou não, mas a única certeza que os integrantes precisam ter nesse momento é que nada mudou nesse tempo. Quer dizer, só aumentou a certeza que a Rancore tem continuar/voltar.

setlist

SETLIST RANCORE 

1 – Escravo Espiritual
2 – Samba
3 – Jeito Livre
4 –Cicatrizes
5 – 5:20
6 – Ritual
7 – Liberta
8 – Respeito É A Lei
9 – Planto
10- Escadacronia
11 – Seleção Natural
12 – Inocentes
13 – Quarto Escuro
14 – Infinito
15 – Yoga, Stress e Cafeína

Queen, Metallica, Royal Blood… a agenda da semana é dominada pelo Rock in Rio!

A previsão do tempo pra essa semana é otimista. O friozinho carioca deve ganhar mais calor com a proximidade do primeiro final de semana do Rock in Rio. O maior festival do Brasil começa na próxima sexta-feira (18), e todos ingressos já estão esgotados.

Bom, claro que ainda há por aí um monte de cambistas (ocasionais ou profissionais) e promoções. Então ainda há esperança pra você comparecer ao RIR 2015. Shows de lendas como Queen (com Adam Lambert nos vocais), Metallica, Korn, Royal Blood, Mötley Crüe, Rod Stewart… são muitas as lendas e ‘apostas’ desta edição;

Royal Blood

Royal Blood é uma das apostas do RIR (Foto: Getty)

Confira a Agenda de Shows do RIFF e se programe (nem que seja para assistir na TV). E, lembre-se: acontecendo algum show imperdível é só nos avisar nas redes sociais que recomendamos por aqui – indique pela hashtag #AgendaRIFF.

QUINTA – 17 de setembro
17 – Zander e Menores Atos (Imperator)

SEXTA – 18 de setembro
18 – 1º dia de Rock in Rio – Queen (+ Adam Lambert), Onerepublic, The Script, Lenine e outros (Cidade do Rock)

Zander

Zander é a melhor opção fora do festivalzão (Foto: Divulgação)

SÁBADO – 19 de setembro
19 – 2º dia de Rock in Rio – Metallica, Mötley Crüe, Royal Blood, Gojira, Korn, Ministry e outros (Cidade do Rock)

DOMINGO – 20 de setembro
20 – 3º dia de Rock in Rio – Rod Stewart, Elton John, Seal, Os Paralamas do Sucesso, John Legend, e outros (Cidade do Rock)

Mas, afinal, Rock in Rio É Bom?