Todos os vencedores do Prêmio RIFF de Música 2015

No último dia 21 de dezembro o Canal RIFF orgulhosamente apresentou a sua primeira premiação oficial: o Prêmio RIFF de Música 2015. Ao todo foram 13 categorias eleitas através de voto popular.

O grande vencedor de 2015 foi a banda Versalle, finalista do programa SuperStar da Rede Globo (vencedora do infame Glande de Ouro). A Versalle levou nada menos do que o Álbum do ano (Distante Em Algum Lugar), Música do ano (Marte) e Banda/Artista nacional.

Florence and The Machine faturou Banda/Artista internacional. O melhor show internacional foi para o System of a Down, pelo showzaço do Rock in Rio. Já o CPM 22 levou o melhor show brasileiro, justamente pelo apresentado no mesmo festival. Por sinal o Rock in Rio levou o prêmio de melhor line-up.

A revelação do ano foi a banda de rock Mr Catra e os Templários. O clipe de Histeria, do Scalene, foi eleito pelos fãs o melhor de 2015. A viajada capa de Currents, do Tame Impala, ganhou com a melhor do ano. E a mídia de música que mais se destacou em 2015 foi o canal Minuto Indie. O melhor riff de guitarra foi para Don’t wanna fight do Alabama Shakes.

Ah, e o próprio Canal RIFF quis saber qual quadro que mais agradou no ano. O finado Comentando SuperStar foi o grande vencedor (ele não está mais no YouTube, mas pode ser revisto no Facebook do RIFF).

Confira a lista COMPLETA dos resultados e até dezembro de 2016!

  • Banda/Artista do Ano – Internacional

Florence and The Machine

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Foto: Tom Beard/Toast Press
  • Banda/Artista do Ano – Nacional

Versalle

Foto: Divulgação/Facebook da Versalle
Foto: Divulgação/Facebook da Versalle
  • Melhor Clipe

Histeria (Scalene)

  • Melhor Show – Internacional 

System of a Down

  • Melhor Show – Nacional 

CPM 22

  • Revelação 2015 

 Mr Catra e Os Templários

  • Melhor capa de álbum 

Currents (Tame Impala)

Currents

  • Melhor riff de guitarra do ano

Don’t wanna fight (Alabama Shakes)

  • Melhor quadro do Canal RIFF 

Comentando SuperStar

  • Melhor line-up de Festival 

Rock in Rio

Foto por Ariel Martini / I Hate Flash
Foto: Ariel Martini / I Hate Flash
  • Mídia de Música 

Minuto Indie

minuto indie

  • Música do Ano 

Marte (Versalle)

  • Álbum do ano 

Distante Em Algum Lugar (Versalle)

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PLAYLIST: Natal do Rock

As músicas de natal podem ser muito mais do que Simone e velhos jingles. O Canal RIFF selecionou algumas músicas relevantes do rock nacional e internacional que falam sobre natal.

Gostando ou não da data vale a pena ouvir com carinho. De Issues a Queen. De Rise Against a Raimundos. De Marli a My Chemical Romance… um feliz natal para todos!

Ps: Dê esse presente de natal e siga a gente lá no Spotify também! ;)

RESENHA: Planet Hemp, definitivamente de volta à praça

Por Guilherme Schneider | @Jedyte | Fotos/Vídeo: Gustavo Chagas

Quem viveu os anos 90 não passou impune ao som do Planet Hemp. Apenas uma década após o fim da ditadura no Brasil o Planet estreou enfiando o pé na porta, ao lançar Usuário, um dos álbuns mais importantes da história do rock nacional. Agora, no apagar das luzes de 2015, a banda comandada por Marcelo D2 e BNegão está oficialmente de volta.

No último sábado (19/12) o Canal RIFF esteve presente na Fundição Progresso para acompanhar o show do Planet Hemp. Por duas noites seguidas eles conseguiram o “sold out” e super lotararam a casa de shows na Lapa, que poucas vezes esteve tão quente (literalmente!).

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Em um intervalo de cinco anos eles lançaram toda a sua discografia de estúdio: Usuário (1995), Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára (1997), e A Invasão do Sagaz Homem Fumaça (2000). Um ano após o último álbum o grupo se separou. Mas o público não se esqueceu deles.

Agora, depois longo hiatus e algumas reuniões, o Planet Hemp está pronto para mais. “O que posso dizer é que não é mais uma reunião, é uma volta. Queremos fazer shows todos os anos”, garantiu D2 em entrevista recente ao jornal O Globo.

Pouco antes do abrir das cortinas D2 surpreendeu ao interromper o set do DJ Wilson Power, fera das noites de rock cariocas. D2 quis apresentar o DJ, um ato raro e que demonstrou uma humildade muito legal. O vocalista pediu uma noite de paz, disse que a banda estava emocionada nos camarins, e prometeu uma noite inesquecível – dito e feito.

Stab! #planethemp

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Depois de buscar a “batida perfeita” de tudo quanto é jeito, D2 parece ter redescoberto o som incrível que o Planet fazia. A mistura de rap e hardcore foi definida como Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga – uma das muitas músicas bem recebidas na Fundição. Difícil definir ou reduzir. Um caldeirão sonoro bem cozinhado especialmente pelo excelente baixista Formigão.

Poucas vezes vi uma roda tão grande quanto a que se formou no show do Planet. Fiel, o público estava ensandecido, pulando e cantando boa parte do repertório. Os clássicos Não Compre, Plante! Legalize Já, Dig Dig Dig (tocada duas vezes), 100% Hardcore, Quem Tem Seda?, Zerovinteum, Porcos Fardados… e especialmente Mantenha o Respeito, com aquele refrão digno de uma  Smells Like Teen Spirit nacional.

A presente temática em favor da legalização da maconha já levou os integrantes para a cadeia no passado. Aquela contestação, vista como apologia, deu muita visibilidade a bandeira levantada pelo Planet.

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Mas, engana-se quem pensa que o Planet Hemp seja monotemático. Por trás das frequentes menções à maconha (e ao próprio nome da banda), há um discurso político forte. Com projeções bem pensadas, o show foi também visual, provocando com mensagens contra a política do país. E retratam como poucos a realidade das ruas do Rio de Janeiro – “a cidade desespero”, que não mudou muito nos últimos 20 anos.

O retorno às origens também foi marcado por um clima família, com presença de convidados como Serial Killer e Marcelo Yuka – que foi ovacionado após discurso energético pautado no “Fora Cunha”. Ah, e presente também esteve a memória do finado Chico Science, na ótima releitura de  Samba Makossa.

A mensagem política do Planet Hemp vai permanecer atual por muito tempo – salve qualquer mudança na legislação brasileira. Sem papas na língua, e sem auto censura, o Planet de hoje é o mesmo que causou um impacto poucas vezes visto no rock brasileiro. Bem vinda de volta, esquadrilha da fumaça!

RESENHA: Him estreia no Rio e vê as fãs se “igualarem” ao ídolo

Por Guilherme Schneider | @Jedyte | Fotos/Vídeo: Daniel Croce

Quantos amores e desamores as músicas de uma banda podem carregar? Um monte, claro. Mas, dentro do metal, poucas traduzem tanto sentimentos como Him. Os criadores do love metal finalmente encontraram os fãs cariocas na última quinta-feira, dia 10.

O Circo Voador não lotou, mas encheu de fãs ansiosos para ver um cara: o finlandês Ville Valo, que completou recentemente 39 anos. Valo é quem atrai gritos eufóricos de mulheres (e homens) durante o show inteiro, a cada gesto ou  sorriso. Queria ou não ele é o Him.

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A expectativa por esse show era enorme, já que a banda nunca havia pisado em um palco carioca – apesar de já ter vindo ao Brasil anteriormente. E não poderiam ter escolhido lugar melhor, já que a proximidade dos fãs com o palco do Circo é ímpar. Porém, poucas vezes vi o som da casa tão ruim.

Não sei qual foi o motivo, mas após o show muita gente reclamou do volume. Inclusive Ville Valo se mostrou bastante incomodado durante o show, pedindo frequentemente para aumentar o seu retorno. Bom, isso foi o bastante para atrapalhar uma noite tão aguardada? Em parte sim, já que o vocal de Him merece ser ouvido com uma clareza que faltou.

Mas, os problemas de áudio abriram caminho para um espetáculo paralelo – e que surpreendeu a banda toda. Sedentos, os fãs cantaram o show todo, e, por vezes, superaram o som da banda. Os momentos mais emocionantes foram justamente aqueles em que  os fãs regeram o Him.

Os sucessos Join Me in Death, Right Here in My Arms e The Funeral of Hearts fizeram os fãs cantarem com todo o coração (ou melhor, heartagram). São tantos e tantos “hinos de fossa” que o romantismo extremista do Him precisou caprichar no setlist, revisitando boa parte da carreira de 24 anos.

Hoje teve #Him no Circo Voador é foi muito foda!!

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Já assimilados na carreira do Him, os covers Wicked Game (de Chris Isaak) e Rebel Yell (do Billy Idol), também foram muito bem recebidos. Destaque para a jam durante Wicked Game, com um trecho de Sabbath Bloody Sabbath, do Black Sabbath.

Valo sorria toda vida, satisfeito com a calorosa recepção. Durante o show ganhou (pelo menos) dois soutiens de fãs mais provocadoras. E ele devolveu a provocação com requintes de crueldade: segurou uma toalha branca durante o show todo, e, ao invés de jogar para a plateia, preferiu deixá-la no chão do palco. Maldade, né?

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O mais legal foi ver a superação da banda, que atropelou qualquer problema técnico para fechar uma noite memorável. Os cinco nórdicos se desdobraram com talento. Vale o destaque para o baterista Jukka Kröger, que se mostra seguro em sua primeira turnê com a banda. Que não demorem para retornar ao Brasil!

setlist

HIM Setlist Circo Voador, Rio de Janeiro, Brazil 2015

RESENHA: A epidemia Jack & Jack fez ‘vítimas’ no Rio

Por Thais Rodrigues | @thwashere | Fotos: Maria Clara Vidal

Depois da Beatlemania e da Bieber Fever, outra epidemia contaminou o mundo. Os sintomas histeria e náuseas acompanhadas de possíveis desmaios ficaram em evidência no último show realizado pelo Queremos, graças a um viral que na verdade vale por dois. A contaminação partiu de Nebraska, e chegou a Varanda do Vivo Rio no último domingo (06/12) e ao que tudo indica, o Vine ajudou na disseminação dessa sensação da internet.

A causa de todas essas alterações que provocaram espanto e agitação em pais e organizadores foi a dupla Jack & Jack, amigos de infância que fizeram o Rio de Janeiro parecer mais quente e o ar bem mais rarefeito. Além de arrancar suspiros, roupas e gritos em conjunto que colocariam o falsete da Mc Melody como segundo melhor do mundo, os dois homens – e que homens, segundo as próprias fãs – levantaram mais pessoas da cama e mais cedo do que o próprio ENEM, aglomerando todas elas no portão principal às seis da manhã.

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O público não perdeu o pique nem por um segundo e mesmo que perdidos dos pais, fizeram com que um show de qualquer banda de metal que fosse parecesse um ótimo ambiente para discutir ideais e política. As músicas chiclete rapidamente reuniram até os que não os conheciam numa só dança coreografada, relembrando as apresentações de boybands como N’Sync, Backstreet Boys e Five que nem tão diferente de Jack Gilinsky e Jack Johnson, também levavam todos à loucura e quem sabe, direto para ambulâncias.

Com meninas correndo de um lado para o outro e a maioria se espremendo cada vez mais na grade como se estivessem possuídas pelo ritmo ragatanga, a dupla insistia em comentar o quanto estava sendo insano e divertido, mas que elas precisavam tomar mais cuidado e cuidar uma das outras. Mesmo assim, o choro e a falta de controle eram incontroláveis, principalmente ao som de Wrong One, Groove, Cold Hearted e Wild Life, que encerrou o show com gente pendurada em pilastras, pescoços e colos.

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Ao término do show que voou e passou por olhos e lentes de câmeras que mal paravam de tremer, todos se reuniram para gritinhos em grupo e disputa de quem chorou mais. Vídeos emocionados inundaram as redes sociais comprovando que os fãs brasileiros dão mais show que os próprios artistas, e que quando sabem o que querem, querem agora e pronto, afinal, quem demanda, manda.

RESENHA: Angra mostra união e fôlego renovado no Rio

Por Felipe Fernandes (texto e fotos)

O Angra desembarcou no palco da Fundição Progresso, no Rio, com o último show do ano e última apresentação da tour desencadeada pelo lançamento do Secret Garden, oitavo álbum de estúdio do grupo.

A banda fez um apanhado de toda a carreira, sem deixar de para trás as canções do Secret Garden, que eram cantadas inteiras em coro pela plateia. Plateia essa que, curiosamente, era formada em boa parte por pessoas que nem eram nascidas à época do lançamento do Angels Cry, primeiro álbum do grupo.

Rafael Bittencourt, guitarrista e único membro fundador no palco, pilotou com maestria e com o carisma e a competência de sempre, desta vez com vocais ainda mais marcantes e assumindo o lead vocal em alguns momentos (como exemplificado no referido disco recém lançado).

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O jovem baterista Bruno Valverde demonstrou que sua entrada na banda não se deu por sorte. Juntamente com o baixista Felipe Andreoli, formou uma “cozinha” precisa e coesa, como se via desde os tempos em que acompanhavam o guitarrista Kiko Loureiro em sua carreira solo.

Quem esperava que a banda tivesse prejuízos pelo “no show” de Kiko, que estava no México, acompanhando o Megadeth, se surpreendeu. O guitarrista brasiliense Marcelo Barbosa foi bem recebido pelo público. Mostrou que tem muitas horas de voo e que, após ter passado por bandas como Khallice e Almah, estava pronto para o desafio.

O vocalista italiano Fabio Lione, que já era conhecido do público brasileiro principalmente pelo seu trabalho junto ao Rhapsody on Fire, mostrou a mesma precisão técnica, elegância e empatia de sempre com o público. Tomando o palco para si e interagindo como um bom e clássico “frontman” deve fazer.

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Não sei de quem foi a ideia de ter a participação do antigo vocalista Eduardo Falaschi no show, porque, sinceramente… Deu muito certo!

Se por um lado havia a desconfiança pela ausência do Pedro Henrique, por outro notei o interesse e a expectativa de ver como seria a banda novamente no palco com seu segundo vocalista. Edu, que também participou do show no último dia 07/11 na capital paulista, foi ovacionado pelo público, principalmente pelos mais jovens que não puderam assisti-lo enquanto estava na banda. Cantou algumas músicas sozinho e mostrou que talvez esteja em sua melhor forma, cantando as partes mais difíceis como nos discos.

O clima amistoso e cordial entre Fabio e Edu, (diga-se de passagem, toda a banda desfrutava do mesmo clima) fez os duetos parecerem naturais. No palco, vimos uma banda unida, demonstrando a maturidade de quem sabe aterrissar bem, mesmo depois de passar por algumas turbulências.

Os próximos voos ainda são incertos. O que é certo é que, após o sucesso do Secret Garden, uma tour pelo globo e a entrada de um dos integrantes em uma das maiores bandas do mundo, o Angra tem boa visibilidade para voos ainda maiores.

Obs.: Confesso que não verifiquei o set dos últimos shows da turnê e a releitura (mais pesada) de Synchronicity II, do The Police, foi uma grata surpresa, além de ser menos óbvia que qualquer clássico batido de heavy metal.

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