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5 bandas que deveriam realizar uma última turnê

Por Bruno Britto | @brunosbritto

Existem bandas que simplesmente se foram. Simples, rápido e indolor (ou não).

Na maioria dos casos, os músicos iniciaram carreiras solos ou entraram em outros projetos que, em sua grande maioria, trazem uma boa qualidade e continuam a mostrar toda a competência musical dos integrantes. Porém, o pensamento de “e se” ainda continua a ecoar na cabeça da maioria dos fãs.

O Canal RIFF vai listar 5 grandes bandas que deveriam realizar uma última turnê de despedida, seja para satisfazer os fãs, como para provar uma última vez da glória.

Bandas que perderam membros insubstituíveis, como Nirvana e The Beatles não estão sendo consideradas.

5. Led Zeppelin

Led Zeppelin

POLÊMICA.

Sim, eu sei que o LZ perdeu John Bonham de forma precoce. Sei também que ele é um dos maiores bateristas que já passou por essa Terra. Porém, assistindo as últimas apresentações que o grupo fez, inclusive com o filho do falecido membro, Jason Bonham, ficou inegável que os fãs mereciam uma última turnê. E, dessa vez não apenas um show.

Além disso, quão orgulhoso John Bonham ficaria de seu filho em vê-lo em turnê com o grupo que tanto amou?

4. Oasis

Oasis 1

A banda inglesa foi um dos maiores sucessos da última geração. Com discos excelentes como “(What’s the Story) Morning Glory?” e “Heathen Chemistry”, o grupo nativo de Manchester deixou muitos fãs completamente órfãos após sua separação em 2009. As constantes rixas ente os irmãos Noel e Liam Gallagher causaram a separação da banda e um retorno parece praticamente impossível, diante dos problemas pessoais entre ambos. Porém, os fãs ainda sonham com a possibilidade.

3. Angra

Angra André Matos

Apesar de toda a qualidade que o também vocalista do Rhapsody of Fire, Fabio Lione, traz a banda, sempre houve o pensamento em um possível retorno de Andre Matos à mesma. O Angra não está parado e continua forte, produzindo material novo e de qualidade. Entretanto, os amantes da banda não deixam de sonhar em uma turnê especial com o primeiro vocalista e, quem sabe, até mesmo uma turnê contando não apenas com Andre, mas também com Edu Falaschi, responsável por uma época consagrada do grupo.

2. The White Stripes

The White Stripes

A dupla norte- americana fez um sucesso estrondoso nos anos 2000, tendo seu último álbum lançado em 2007. O virtuoso guitarrista Jack White tem participado de excelentes projetos, como seus últimos álbuns solo, que foram sucessos de crítica e público. Apesar de tudo, ainda existe uma esperança de uma turnê com Meg White, sua companheira (e ex-mulher) na época de The White Stripes.

1. Engenheiros do Hawaii

GLM 2

Para finalizar, chamamos a atenção para o cenário do rock nacional.

O Engenheiros do Hawaii sofreu uma “pausa” no ano de 2008 e até então não retornou, apesar do vocalista Humberto Gessinger ter lançados discos solos e participado do excelente projeto, “Pouca Vogal”, com Duda Leindecker, do Cidadão Quem. Os mais sonhadores, inclusive, aspiram por uma última turnê com o retorno dos membros mais famosos além de Gessinger: Augusto Licks e Carlos Maltz.

O grupo têm inúmera canções de sucesso e serviu de inspiração para muitos músicos da chamada “nova geração” do rock nacional.

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Resenha

RESENHA: Angra mostra união e fôlego renovado no Rio

Por Felipe Fernandes (texto e fotos)

O Angra desembarcou no palco da Fundição Progresso, no Rio, com o último show do ano e última apresentação da tour desencadeada pelo lançamento do Secret Garden, oitavo álbum de estúdio do grupo.

A banda fez um apanhado de toda a carreira, sem deixar de para trás as canções do Secret Garden, que eram cantadas inteiras em coro pela plateia. Plateia essa que, curiosamente, era formada em boa parte por pessoas que nem eram nascidas à época do lançamento do Angels Cry, primeiro álbum do grupo.

Rafael Bittencourt, guitarrista e único membro fundador no palco, pilotou com maestria e com o carisma e a competência de sempre, desta vez com vocais ainda mais marcantes e assumindo o lead vocal em alguns momentos (como exemplificado no referido disco recém lançado).

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O jovem baterista Bruno Valverde demonstrou que sua entrada na banda não se deu por sorte. Juntamente com o baixista Felipe Andreoli, formou uma “cozinha” precisa e coesa, como se via desde os tempos em que acompanhavam o guitarrista Kiko Loureiro em sua carreira solo.

Quem esperava que a banda tivesse prejuízos pelo “no show” de Kiko, que estava no México, acompanhando o Megadeth, se surpreendeu. O guitarrista brasiliense Marcelo Barbosa foi bem recebido pelo público. Mostrou que tem muitas horas de voo e que, após ter passado por bandas como Khallice e Almah, estava pronto para o desafio.

O vocalista italiano Fabio Lione, que já era conhecido do público brasileiro principalmente pelo seu trabalho junto ao Rhapsody on Fire, mostrou a mesma precisão técnica, elegância e empatia de sempre com o público. Tomando o palco para si e interagindo como um bom e clássico “frontman” deve fazer.

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Não sei de quem foi a ideia de ter a participação do antigo vocalista Eduardo Falaschi no show, porque, sinceramente… Deu muito certo!

Se por um lado havia a desconfiança pela ausência do Pedro Henrique, por outro notei o interesse e a expectativa de ver como seria a banda novamente no palco com seu segundo vocalista. Edu, que também participou do show no último dia 07/11 na capital paulista, foi ovacionado pelo público, principalmente pelos mais jovens que não puderam assisti-lo enquanto estava na banda. Cantou algumas músicas sozinho e mostrou que talvez esteja em sua melhor forma, cantando as partes mais difíceis como nos discos.

O clima amistoso e cordial entre Fabio e Edu, (diga-se de passagem, toda a banda desfrutava do mesmo clima) fez os duetos parecerem naturais. No palco, vimos uma banda unida, demonstrando a maturidade de quem sabe aterrissar bem, mesmo depois de passar por algumas turbulências.

Os próximos voos ainda são incertos. O que é certo é que, após o sucesso do Secret Garden, uma tour pelo globo e a entrada de um dos integrantes em uma das maiores bandas do mundo, o Angra tem boa visibilidade para voos ainda maiores.

Obs.: Confesso que não verifiquei o set dos últimos shows da turnê e a releitura (mais pesada) de Synchronicity II, do The Police, foi uma grata surpresa, além de ser menos óbvia que qualquer clássico batido de heavy metal.

setlist