RESENHA: A epidemia Jack & Jack fez ‘vítimas’ no Rio

Por Thais Rodrigues | @thwashere | Fotos: Maria Clara Vidal

Depois da Beatlemania e da Bieber Fever, outra epidemia contaminou o mundo. Os sintomas histeria e náuseas acompanhadas de possíveis desmaios ficaram em evidência no último show realizado pelo Queremos, graças a um viral que na verdade vale por dois. A contaminação partiu de Nebraska, e chegou a Varanda do Vivo Rio no último domingo (06/12) e ao que tudo indica, o Vine ajudou na disseminação dessa sensação da internet.

A causa de todas essas alterações que provocaram espanto e agitação em pais e organizadores foi a dupla Jack & Jack, amigos de infância que fizeram o Rio de Janeiro parecer mais quente e o ar bem mais rarefeito. Além de arrancar suspiros, roupas e gritos em conjunto que colocariam o falsete da Mc Melody como segundo melhor do mundo, os dois homens – e que homens, segundo as próprias fãs – levantaram mais pessoas da cama e mais cedo do que o próprio ENEM, aglomerando todas elas no portão principal às seis da manhã.

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O público não perdeu o pique nem por um segundo e mesmo que perdidos dos pais, fizeram com que um show de qualquer banda de metal que fosse parecesse um ótimo ambiente para discutir ideais e política. As músicas chiclete rapidamente reuniram até os que não os conheciam numa só dança coreografada, relembrando as apresentações de boybands como N’Sync, Backstreet Boys e Five que nem tão diferente de Jack Gilinsky e Jack Johnson, também levavam todos à loucura e quem sabe, direto para ambulâncias.

Com meninas correndo de um lado para o outro e a maioria se espremendo cada vez mais na grade como se estivessem possuídas pelo ritmo ragatanga, a dupla insistia em comentar o quanto estava sendo insano e divertido, mas que elas precisavam tomar mais cuidado e cuidar uma das outras. Mesmo assim, o choro e a falta de controle eram incontroláveis, principalmente ao som de Wrong One, Groove, Cold Hearted e Wild Life, que encerrou o show com gente pendurada em pilastras, pescoços e colos.

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Ao término do show que voou e passou por olhos e lentes de câmeras que mal paravam de tremer, todos se reuniram para gritinhos em grupo e disputa de quem chorou mais. Vídeos emocionados inundaram as redes sociais comprovando que os fãs brasileiros dão mais show que os próprios artistas, e que quando sabem o que querem, querem agora e pronto, afinal, quem demanda, manda.

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