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Música do Dia #13: Fabiano Negri – Any Blessing on my Soul

Banda: Fabiano Negri (Campinas/BR)
Música: Any Blessing on my Soul (2014)


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Caçadores do RIFF Perdido #3

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RESENHA: Scalene e o elemento Éter

Por Victor Naine (texto e fotos) I @vnaineme

Rio de Janeiro, Arcos da Lapa, Fundição Progresso. A banda Scalene não poderia escapar desse clichê maravilhoso! Ao chegar, nada mais maneiro do que ver a estrutura de luzes sobre o palco oval, no meio da pista. Os DJs da festa Crush já estavam agitando a galera com um som de respeito, desde que a casa abriu às 22h (tocando de Reel Big Fish a Circa Survive – que por acaso deu show na semana anterior!)

Infelizmente, a espera pelo show foi ~Surreal~ (piada pronta e inevitável), o que em geral demonstra um certo desrespeito aos fãs que aguardaram por mais de duas horas de pé (pra não perderem o lugar privilegiado). Os roadies pareciam meio perdidos, sem nem saber onde colar o setlist ou as palhetas… Fora que ficaram minutos consideráveis pendurando uma galinha atrás do batera (#mimxplica).

Mas não vim aqui falar mal. Pelo contrário!

Perto de 0h30, a banda entrou com pressão, com uma das músicas de trabalho: a maravilhosa Sublimação, primeira faixa do novo álbum Éter. Nesse momento, não lembro de ninguém estável no chão! – Em geral, um público bem jovem, com meia dúzia de hipsters mais velhos no meio (eu, inclusive) curtindo muito!

O show desenrolou por cerca de uma hora de duração com um setlist impecável (segue no fim da resenha)! Felizmente, não tocaram quase nada do primeiro EP, “Cromático”, que não é nada maduro se comparado aos dois outros álbuns! No meio do caminho, apenas um cover, de Royal Blood.

Do Real/Surreal (2013), além da própria Surreal (entre as primeiras músicas),  tocaram Karma, por exemplo, (que agitou muito a galera), além de Danse Macabre, com aquele riff maravilhoso timbrado no melhor estilo Muse. Em Amanheceu fizeram uma versão menos melosa, que não se justificaria se não fosse pela logística de fazer um acústico no meio da porradaria! – fui preparado pra sentir aquele clássica presença na ausência, mas a versão não me tocou o quanto poderia. Mas isso não abalou porque o arranjo se encaixou bem naquele contexto.

Do álbum Éter (2015), tocaram também Gravidade, fofa e densa! Ambiguidade que, por sinal, é bem presente no trabalho da banda, com uma pegada que seria bem existencialista, se não fosse a crença na essência humana ou num tipo de esperança na transcendência. Tocaram também O Peso da Pena e Náufrago (pra ~afogar~ a galera em good vibe!).

É raro ver bandas com uma preocupação minuciosa nos arranjos, timbres, atmosfera e letras reflexivas… além de força nos palcos! inclusive, um parabéns especial ao Lucas Furtado (baixo), que tem uma energia muito foda! Rolou até um  cartaz com #LukãoMeEngravida (…)

Scalene

Pra fechar, não poderia faltar a música do último clipe. E os caras fizeram isso se tornar épico e inesquecível. No meio de Legado, Gustavo Bertoni (vocal e guitarra) simplesmente puxou a galera pra cima do palco, deixando os seguranças loucos de medo de geral ir pra vala! Não, aquele palco não foi feito mesmo pra sustentar tanta gente. A galera podia chutar a pedaleira, furar a pele do bumbo, despencar lá de cima? Foda-se! “Só me sentirei pronto pra partir quando me doar” – e foi isso! A banda se doou!

Vida longa ao Scalene!

setlist

  1. Sublimação
  2. Nós > Eles
  3. Histeria
  4. Surreal
  5. Sonhador II
  6. Tiro Cego
  7. Silêncio
  8. Náufrago
  9. Forma Padrão
  10. Gravidade
  11. Ilustres Desconhecidos
  12. Out of the Black (cover de Royal Blood)
  13. Nunca Apague a Luz
  14. Amanheceu
  15. Alter Ego
  16. Karma
  17. O Peso da Pena
  18. Danse Macabre
  19. Legado
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Resenha

RESENHA: Blind Guardian e a Maturidade do Power Metal

Por Thadeu Wilmer I Fotos e vídeo: Daniel Croce

Pela quarta vez, os bardos de Krefeld desembarcaram em terras brasileiras para apresentar seu repertório – como já sabido, repleto de referências a mitologias, episódios históricos e obras literárias de fantasia – e sua mais nova obra. Com a turnê do décimo álbum do Blind Guardian, Beyond The Red Mirror, voltamos vinte anos no tempo para o mesmo cenário de Imaginations From The Other Side, onde um evento catastrófico mudaria o destino dos mundos para sempre.

No entanto, não apenas conceitualmente voltamos a 1995: além da técnica impecável de André Olbrich, do vigor sobre-humano do incansável Frederik Ehmke e da força dos riffs de Marcus Siepen, a singular e icônica voz de Hansi Kürsch – que arriscou alguns agudos arrepiantes – parece só ter se aprimorado desde então. Da primeira música ao último “bis”, em nenhum momento a sensação de “álbum de estúdio” abandonou o Vivo Rio – não por acaso, o frontman anunciou que, para fins de um futuro CD ao vivo, eles estariam gravando o show.

Blind Guardian

E que show. Após uma sequência inicial que praticamente não sofreu alterações ao longo da turnê – que, antes de aterrissar na América, havia passado por toda a Europa, Austrália e Japão – e contava com Banish From Sanctuary e Nightfall para quebrar a sequência de músicas mais recentes, a banda se debruçou praticamente em clássicos, numa lista controversa e, comparada aos outros shows, nos quais foi possível ouvir Time Stands Still (At The Iron Hill), And Then There Was Silence ou a própria Imaginations From The Other Side, não muito especial – porém magistralmente executada.

Após uma hora e vinte de show, a única façanha de um cínico Hansi que se despedia do ávido público com um riso preso estampado no rosto foi gerar expectativas para o primeiro “bis”, no qual canções mais recentes embalaram a atmosfera de espera para Valhalla e o segundo “bis”, durante o qual a banda tocou seus hits mais essenciais e, pela segunda vez, assim como na Fundição Progresso em 2011, atendeu ao clamor por Majesty e levou os fãs ao êxtase supremo.

Blind Guardian Flag

Se o som estava impecável porque o show possivelmente figurará em um CD ou se o show pode figurar no CD porque foi executado com notável esmero, pouco importa; o que ficou realmente claro foi o proveito que os fãs, emocionados com Bright Eyes, ensandecidos ao som de Mirror Mirror, incansáveis nos refrões intermináveis de Valhalla e The Last Candle e mais uma vez merecedores de Majesty e da simpatia e presença de palco de Hansi, tiraram da situação. Cantando mais alto, afinado e dentro do ritmo do que nunca, a pista estava em sintonia com o palco: em sua melhor forma.

Os fatores que culminaram no som impecável que se apreciou não apenas estão conectados à qualidade dos equipamentos da casa. Desde o sucesso de Nightfall In Middle-Earth, a banda vem experimentando sua própria reinvenção – às vezes sem muito sucesso, produzindo álbuns um pouco distantes de sua proposta ou não muito bem aceitos pela crítica ou pelos fãs. E, com o penúltimo álbum, At The Edge Of Time, os bardos alemães parecem ter encontrado o caminho que continuaram a trilhar em Beyond The Red Mirror.

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A turnê, aliada ao lançamento de 2012 Memories Of A Time To Come (um álbum que revisita diversas faixas da carreira da banda e as dá novas versões, sejam regravações ou novas mixagens) demonstra que essa maturidade é, de fato, uma nova maneira de encarar sua própria obra. Revisitando-a, tornando-a mais moderna, garantindo-lhe atemporalidade. Essa é a chave do sucesso para um Blind Guardian que entra na casa dos trinta como uma das maiores referências (se não a maior) do Power Metal – e com gás para muito mais memórias de um tempo que está por vir.

E que essa maturidade traga mais shows antológicos como esse.

setlist

  1. The Ninth Wave
  2. Banish from Sanctuary
  3. Nightfall
  4. Fly
  5. Tanelorn (Into the Void)
  6. Prophecies
  7. The Last Candle
  8. A Past and Future Secret
  9. Bright Eyes
  10. Lost in the Twilight Hall
  11. And the Story Ends
    BIS 1
  12. Sacred Worlds
  13. Twilight of the Gods
  14. Valhalla
    BIS 2
  15. War of Wrath
  16. Into the Storm
  17. The Bard’s Song – In the Forest
  18. Majesty (após a incansável insistência do público)
  19. Mirror Mirror
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Ghost É Bom?

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Para Entender: O Punk Inglês

Por Thiago Pinheiro I @pinheiro77

Punk. Se você sair às ruas e questionar sobre o que isso significa, receberá uma resposta para cada um que ouvir. Fora, claro, a eterna discussão sobre onde o movimento começou: Londres ou Nova Iorque (tudo sobre Ramones aqui).

Mas, deixando a discussão de lado, o Punk realmente surgiu lá nos EUA, mas é inegável que a Terra da Rainha soube dar uma cara única ao movimento a partir do Sex Pistols. Depois que Johnny Rotten começou a bradar sobre a anarquia pela ilha, centenas de bandas vieram a ser formadas ou tomaram coragem para sair da garagem.

O fato é que o Punk, com as pequenas gravadoras, fez reviver a era dos singles dos anos 50, o que foi mais uma das suas características de remeter ao surgimento do Rock and Roll. Assim, como movimento na Inglaterra, o Punk durou de 1976 até 1980. A partir dali, todas as bandas já haviam migrado para os novos estilos ou subestilos que haviam surgido: Hardcore, Post-Punk, New Wave ou 2Tone.

Entretanto, antes de se realocarem, dezenas de bandas que vieram a se consolidar em outros estilos, passaram pelo Punk. A Inglaterra, ou melhor, o Reino Unido, mais do que qualquer outro lugar no mundo, foi palco de uma profusão de grupos de estilos tão distantes como Buzzcocks, The Cure, Elvis Costello, Jam e Stiff Little Fingers.

Assim, nesta playlist, procurei não apenas relacionar os grupos que efetivamente vieram a ser identificados como Punk, mas todos que, de uma maneira ou de outra, surgiram por causa da onda Punk que passou pela Grã-Bretanha naquele período.

Ao ouvir a playlist, sugiro que o faça em ordem aleatória, pois não há sequência cronológica. Ela está, em grande parte, em ordem alfabética.

OBS: não há canções do Flys e do Crass no Spotify, por isso eles ficaram de fora da playlist.

Talvez a banda mais curiosa da listagem seja o Chumbawamba. Sobre eles, vale falar um pouco mais:

Apesar do sucesso com “Tubthumping” ao final da década de 90, a carreira do Chumbawmba remonta ao início da década de 80 quando estiveram envolvidos com o Anarcho-Punk junto ao Crass e ao Oi Polloi.  Curioso é que eles participaram de um LP chamado “Fuck EMI” em 1989 e assinaram com a gravadora em 1997, tendo o seu hit mundial no ano seguinte.

Bandas incluídas:

Primeira leva do Punk

Em comum, as bandas aqui têm o fato de terem sido da primeira geração do punk britânico ou de sempre terem sido identificadas como Punks.

999, Adverts, Alternative TV, Anti-Nowhere League, Banned, Billy Bragg, Buzzcocks, Carpettes, Chelsea, Cortinas, Drones, Eater, Generation X, Lurkers, Newtown Neurotics,  Penetration, Rezillos, Rudi , Sex Pistols, Sham 69, Stiff Little Fingers, Television  Personalities, The Adicts, The Boys (e The Yobs), The Clash, The Damned, The Flys, The Jam, The Nips, The Outcasts , The Stranglers, The Users, Toy Dolls, UK Subs, Undertones, Vibrators, Vic Godard & Subway Sect, X-Ray Spex.

sex pistolsSex Pistols

2Tone (Ska)

O 2Tone é o nome que se dá à segunda leva do ska, com a primeira tendo sido a original, à que deu origem ao Reggae, na Jamaica, nos anos 60. O nome do 2Tone é por causa das roupas, sempre em tons preto e branco, mas, principalmente, pela gravadora 2 Tone Records, do tecladista do Specials.

English Beat, The Selecter, The Specials.

Reggae/Ska

As bandas aqui surgiram no meio Punk, mas o reggae e ska acabaram por ser o seu principal componente.

The Ruts, The Police, Slits.

Oi! e Street Punk

Embora a maioria das bandas abaixo já existisse quando o jornalista (e vocalista do Gonads), Garry Bushell, intitulou o movimento com esse nome em uma resenha.  “Oi!” é algo que os ingleses, particularmente os do subúrbio (os cockneys), dizem como se fosse uma vírgula. Em qualquer frase, você poderá ouvir um “oi!”. Embora o som tenha sido, historicamente, ligado aos skinheads, a primeira leva de bandas não tinha ligação com o movimento.

4-Skins, Angelic Upstarts, Blitz, Brats, Business, Chron Gen, Cock Sparrer, Cockney Rejects, Expelled, Gonads, Last Resort, Menace, Notsensibles, Partisans, Peter and the Test Tube Babies.

cockney rejectsCockney Rejects

AnarchoPunk

O Crass não tem como entrar em nenhuma das categorias. Embora o som do seu álbum inicial, “The Feeding of the 5000” fosse muito mais próximo do Street Punk, o grupo iniciou a vertente intitulada como AnarchoPunk e a levou até às últimas consequências. O Crass virou uma comunidade e suas atividades iam muito além das músicas.

Crass, Chumbawamba, Poison Girls.

New Wave e Pós-Punk

Muitas das bandas aqui não têm efetiva ligação com o Punk, mas são filhas indiretas do movimento. A maioria aproveitou o turbilhão do Punk como empurrão para começar as atividades e foram mudando o som à medida que o grupo crescia, distanciando-se do Punk que perdia a força com a chegada da década de 80.

Adam and the Ants, Au Pairs, Boomtown Rats , Department S, Elvis Costello, Joy Division, Magazine, Only Ones, Pop Group, Rich Kids, Siouxsie And The Banshees, Skids, Slaughter and the Dogs, The Cure, The Fall, The Members, The Photos, The Raincoats, Theatre Of Hate, U2, Ultravox , UK Decay, Wire, Wreckless Eric.

elvis costelloElvis Costello

Hardcore

O Hardcore é a evolução mais comumente associada ao Punk. Algumas das bandas simplesmente aceleraram o já rápido som do Punk e acrescentaram mais peso. O Hardcore também flertou mais com o anarquismo, mas não com a mesma intensidade do Crass.

Anti-Pasti, Exploited, G.B.H., Subhumans, The Varukers

Outros

Eddie & The Hot Rods e Tom Robinson Band.

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Música do Dia #12: Satangoss – Maldito Mundo Cão

Banda: Satangoss (Rio de Janeiro/BR)
Música: Maldito Mundo Cão (2014)


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Artigo

ESPECIAL: O K-Pop em 10 artistas imperdíveis

Por Lucas Sales I @LucasAtende I Com colaboração de Thais Hern e Suzana Schneider

Se você é um ser humano e habita o planeta terra já deve ter ouvido falar ao menos uma vez de Korean Pop – ou simplesmente K-Pop. E se não ouviu, eu te perdoo. Afinal, estou escrevendo para o Canal RIFF justamente para trazer conteúdo novo sobre pop.

O estilo musical Sul-Coreano que possui fortes influências no pop ocidental, tem suas origens no início dos anos 90 e hoje em dia com a globalização da cultura oriental tem feito a cabeça de milhares de jovens, inclusive no Brasil. A maior prova dessa globalização se dá por conta do clipe Gangnam Style. Vai me dizer que você não arranhou um coreano quando o clipe tava estourando? Minhas tias tudo fizeram a dança do cavalinho no meu aniversário daquele ano.

De algo desconhecido a um estilo completamente abraçado pela cultura pop, o ritmo coreano figura , hoje em dia, entre propagandas virais, páginas de moda a top das paradas e possui como principal característica batidas modernas porém geralmente sincronizada com coreografias de tirar o fôlego só de assistir, num videoclipe. Sim, no K-Pop a música é apenas uma parcela do pacote total.

Mas agora que você já sabe o que K-Pop é, vamos ao que interessa: riffs! O Canal RIFF separou 10 artistas essenciais do K-Pop para você curtir e conhecer um pouco dessa vertente do pop que fica forte a cada dia mais.


10) Gain
Gain é uma cantora coreana anteriormente conhecida pelo grupo Brown Eyed Girls, que estreou em 2005. Foi em 2010 com o single “Irreversible” que Gain ganhou asas com sua carreira solo. Seu estilo é bem particular, passeando pelo pop, eletro-dance e “nuevo tango” (estilo nuevo até pra mim).

9) f(x)
Certamente o f(x) é uma das bandas que mais se destaca dentre o K-Pop pelas suas singularidades e riscos. Com um estilo fashion singular bastante colorido e a aposta na sonoridade arriscada do electropop, foi com seu segundo album Pink Tape que a banda tomou notoriedade no show business internacional.

8) MBLAQ
Uma das primeiras bandas a pisar em território nacional, em 2014, o MBLAQ (acrônimo de “Music Boys Live in Absolute Quality”) é uma banda de 2009 onde seu principal estilo fica dentro do pop. Também com uma discografia japonesa, possui como single que marcou o início de sua carreira “Oh Yeah”.

7) Super Junior
A banda estreou em 2005 com 12 integrantes, ganhando mais um posteriormente. Seu single de maior sucesso internacional é o “Sorry, Sorry”, de uma carreira onde venderam 1,7 milhões de cópias físicas de discos em um curto espaço de tempo. Também está no grupo de top banda mais amadas do K-Pop.

6) EXO
O EXO é um dos mais recentes no cenário, mas já é conhecido como um dos mais amados grupos masculinos na Coréia do Sul e Japão. Com estreia em 2012, o grupo possui originalmente 12 membros, dividido em 2 sub-grupos: O EXO-K e o EXO-M, que trabalham divulgando o grupo simultaneamente na Coréia e na China. Louco e bem singular, né?

5) SHINee
A banda estreou em 2008 e é conhecida pelas suas coreografias complicadas e completamente sincronizadas, além de seu estilo único e que faz a cabeça dos meninos na Coréia do Sul e Japão. Também esteve no Brasil no ano passado, durante o festival Music Bank.

4) Big Bang
Um dos mais populares e mais conhecidos grupos de K-Pop, foi fundado em 2006 pela gravadora YG Entertainment. Alguns membros (como por exemplo G-Dragon ou T.O.P) já possuam carreira relacionada ao entretenimento, seu estilo varia entre o pop, hip hop e dance.

3) 2NE1
Leia-se “to anyone” (“para qualquer um” em tradução livre), a banda começou como proposta alternativa para a banda masculina Big Bang, sendo divulgada no começo da carreira bem comumente como “Big Bang feminino”. Começaram sua carreira em 2009, e ironicamente foi com o single em parceria com o Big Bang chamado “Lollipop” que a banda ficou internacionalmente conhecida. Curioso é que a canção Lollipop não era elegível a figurar em paradas de sucesso oficiais por ser uma canção criada para promover o celular Cyon Phone Lollipo, configurando a música como jingle comercial.

2) Girls Generation
Uma girl-band formada por oito garotas que já possuíam histórico na industria do entretenimento, está na estrada desde 2007, mas foi com o sucesso do single “Gee” em 2009 que a banda ficou conhecida nacionalmente na Coréia do Sul. Não demorou muito e a banda lançou álbum no Japão em 2011, fortalecendo a conexão Nipo-Sulcoreana, e em 2013 lançou um álbum norte-americano pela Interscope.

1) BoA
A primeira a emergir no ocidente, fez a ponte de sucesso entre o pop japonês que permeava os eventos de anime há mais de dez anos, e o pop coreano. Seu álbum de estreia Listen to My Heart obteve notável sucesso no Japão, tornando BoA a primeira artista coreana abrangentemente conhecida no Japão. Há quem diga que ela foi responsável até mesmo por ‘restaurar‘ a ponte cultural entre o Japão e a Coreia do Sul – cuja conexão entre os países foi abalada por um histórico de guerras.

Bônus!
Fruto da internacionalização do K-Pop, eis que o internacionalmente conhecido Dj Skrillex chamou cantores pop coreanos para seu hit “Dirty Vibe”. Vale a conferida, pois representa a troca de duas culturas que andam se retro-alimentando nos últimos anos.

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Indicando em um minuto: Conheça Billy Talent!

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OPINIÃO: Do lado de fora do muro de Roger Waters

Por Thadeu Wilmer

Como já foi dito, na última terça-feira, dia 29 de setembro, Roger Waters foi às telonas ao redor do mundo com a exibição única da que promete ser a última remontagem de seu aclamado espetáculo The Wall – remontagem esta que possuiu um único objetivo: o de ser desmontada, destrinchada, explorada até seu último tijolo.

Foi a primeira vez que assisti a um filme com um prólogo. Antes da exibição, o ator norte-irlandês Liam Neeson nos contou acerca de sua experiência transformadora com a obra, que lhe caiu como uma luva no violento contexto separatista de seu país à época – afinal, isolamento não é o único dos temas centrais de The Wall, dividindo esse posto com a guerra.

bringtheboysbackhome

Isso fica nítido logo na primeira cena: Roger, no cemitério militar da comuna italiana de Anzio, onde está localizado o monumento a Eric Fletcher Waters, seu pai, tocando no trompete para um campo de lápides o tema de “Outside The Wall“, que compõe o início da primeira faixa da versão de estúdio do álbum, “In The Flesh?“, dá o tom do que estaria por vir ao longo dos próximos intervalos entre as músicas do show.

Do brusco corte ao início de fato da primeira faixa até os agradecimentos finais, a película é recheada de cortes para momentos importantes da vida de Roger Waters, transformando-se ali de mero autor em eu-lírico e contando a história de como derruba, diariamente, seus muros. Da primeira leitura da carta que sua mãe recebeu avisando-a da morte do marido à primeira visita ao túmulo de seu pai e seu avô, os tijolos vão sendo removidos, um a um, quase que num tutorial ou manual de instruções, a fim de dar exemplo a todos que têm muros a serem derrubados.

outsidethewall

Após a exibição do concerto, que se encerra com Roger no mesmo cemitério do início, tocando a mesma música do início, mas num ponto mais específico – o memorial de seu pai -, Roger tenta uma última vez derrubar a muralha mais difícil de sua vida: o Pink Floyd. Sentado na mesa de um bar reservado com Nick Mason, baterista da banda, eles respondem a perguntas enviadas por fãs de diversas partes do mundo, num curto trecho chamado “The Simple Facts”.

Perguntas de diversas naturezas, sobre os mais variados temas permearam essa descontraída conversa, desde o show que havíamos acabado de desfrutar até o turbulento relacionamento de Waters e Gilmour. As respostas, muitas vezes imprecisas ou incompletas – afinal, apesar de não aparentarem, estamos falando de dois jovens rapazes na casa dos setenta -, revelaram um tom bem-humorado e sem mágoas.

thesimplefacts

Apesar de sabermos que nem Roger Waters, nem David Gilmour – que vem ao Brasil em dezembro com a turnê de seu novo álbum, “Rattle That Lock” – estão interessados em cruzar a fronteira, é bom saber que, ao menos aparentemente, esse muro – construído com a fama, o sucesso e o dinheiro de um mal-praticado Dark Side of the Moon – não mais segrega de rancor duas das mentes mais privilegiadas da arte.

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ESPECIAL: Camisas, molhos, cervejas, caixões e vibradores – As alternativas para diversificar os produtos das bandas!

Por Guilherme Schneider I @Jedyte

Imagine a cena: você, caro apaixonado por música, acaba de presenciar um show mega maravilhoso. Perante o palco, você viveu uma experiência ao máximo. Aqueles minutos, com aquela banda do coração, foram com uma intensidade tão grande que supriria semanas de marasmo cotidiano. Mas, e logo depois em que as luzes se acendem?

Ainda no calor (literal, pode apostar) de um showzaço vem aquele impulso irracional por consumir a banda –sim,  tudo o que vier pela frente. Fãs cercam as barraquinhas nos pós-show da vida para devorarem todo o possível – e assim montar um estoque de emoções perpetuáveis. Bem, mas, e quando a empolgação termina em uma “olhadinha” apenas nos produtos?

Dance of DaysNenê Altro, do Dance of Days, já publicou livros e zines

Confesso que em diversos shows minha empolgação terminou em uma barraquinha “só” com CDs.

Um absurdo, né? Afinal, a arte de um grupo musical é traduzida ali, em um disquinho com uma dúzia de músicas. Mas, na era do MP3 e Streaming de música uma barraquinha com CDs não me satisfaz.

Posso até comprar, seja para ajudar, fazer minha parte, ou dar ‘uma moral’… Porém dificilmente vou ouvir mais de uma vez – provavelmente vou é converter o CD para MP3… E só.


O Weezer apelou para esse confortável cobertor com mangas

Entra ano, sai ano, e há quem discuta ainda uma “crise” na indústria fonográfica. Sem dúvidas o modelo de negócio mudou – e provavelmente você não consome mídia física (CD, DVD ou Blu-Ray) como consome música digital. A demanda existe, mas as bandas precisam de um pouco mais de ousadia e criatividade.

Bandas, o caminho é diversificar!

Tanto nas independentes, com orçamento contado em moedas de rateio, até os gigantes das gravadoras, chegou sim o tempo de consumir a marca. Sim, a maioria das bandas tem um potencial enorme de transformar as suas letras (e ideais) em produtos.

Ideologicamente chega a ser um pouco feio pensar assim. Mas, garanto que a magia não vai embora só porque os artistas decidiram investir no empréstimo de seus nomes para produtos. Camisas, zines, canecas, calendários, bonecos… Há espaço para todos os bolsos.

É bem verdade também que foi por uma dessas que o finado Chorão, do Charlie Brown Jr, acertou um socão no olho do Marcelo Camelo, dos Los Hermanos. Ou quando João Gordo, do Ratos de Porão, esculachou o Dado Dolabella na MTV.

Separei algumas bandas que trouxeram soluções criativas (algumas apenas bizarras) na hora de monetizar um pouquinho mais. Lógico que existem trocentas outras ideias legais, então, se souber, por favor coloque nos comentários, pode ser?

Confira a lista, com alguns itens criativos e outros excêntricos:

11 – Álbum de figurinhas do Detonator

Detonator

Detonator, o ex-vocalista do Massacration, lançou no ano passado o ótimo Metal Folclore. No ritmo da Copa do Mundo, o cd trouxe dentro do encarte um álbum de figurinhas. Timing perfeito!

10 – Kit de costura do White Stripes

White Stripes

Os White Stripes são certamente uma das bandas mais criativas na hora de vender produtos. Câmera Holga, vitrolas personalizadas, teremim, kilt… Jack White sempre surpreende de alguma forma. Mesmo que com um singelo kit de agulhas e botões – e pode ser útil!

9 – Livro + álbum do MarmorAlma Celta

Uma solução bem legal para vender CDs foi encontrada pelo rock orquestrado da Marmor. A banda formada pelo baterista Marcelo Moreira lançou no ano passado o livro Alma Celta. Cada faixa do álbum corresponde a um capítulo do livro, o que valoriza (e amplia) a experiência, tanto da leitura, quanto da música.

8 – Banco Imobiliário do Metallica

Metallica Banco Imobliliário

Ao lado de War, Jogo da Vida e Imagem e Ação, Banco Imobiliário deve ser um dos jogos de tabuleiro mais queridos do Brasil. Mas nada supera essa versão especial do Metallica, totalmente adaptada para a a história dos álbuns  da banda de metal.

7 – Molhos do Marky Ramone

Marky Ramone Souce

A ideia de uma banda explorar os cinco sentidos só é de fato possível quando o paladar é contemplado. Pensando nisso, alguns já se arriscaram em molhos e pimentas, como os RaimundosPierce The Veil, Gwar ou Bring me The Horizon. Mas, ninguém mandou tão bem como o baterista Marky Ramones, ex-Ramones , que assina uma linha de molho de tomate e outra de pimenta.

6 – Tarô do Neck Deep

tarot

O pop punk galês do Neck Deep proporcionou um inusitado baralho de tarô no álbum Wishful Thinking. As ilustrações seguem o estilo mais tradicional – só que com os membros da banda, claro.

5 – Bonecos!

Beatles Toys

Figure toys, plush, bonecos… chame como for. Desde os modelos cabeçudos de vinil da Funko Pop, aos detalhadíssimos da McFarlane Toys… eles certamente ficam bem na estante de qualquer fã – como essa linha Yellow Submarine dos Beatles.

4 – Esse tênis com a cara do Noel Gallagher

oasis shoe

O eterno Oasis Noel Gallagher teve o seu rosto estampado em uma limitadíssima coleção de tênis da Adidas: apenas 120 pares.

3 – Cervejas!

Cervejas de bandas

Tem sido um clichê interessantíssimo das bandas. Várias já lançaram as suas versões etílicas, tanto aqui no Brasil quanto lá fora. Por exemplo, Matanza, Angra ou Velhas Virgens viraram cervejas aqui. Enquanto AC/DC, Iron Maiden ou Pearl Jam… nada mal, né?

2 – O caixão do Kiss

Kiss Caixão

Só para quem leva MUITO a sério o estilo de vida da ‘Kiss Army’. Os fãs do Kiss podem encomendar um caixão (dois modelos na verdade, até autografados) para um sepultamento memorável – ao menos para os que presenciarem vivos.

1 – Vibradores de Ranmstein, Ghost BC e Motörhead

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Dificilmente a linha de brinquedos eróticos das bandas pode ser mais bizarra. O Motörhead (rei do merchan) ganhou destaque recentemente, mas não chega nem perto aos modelos do Ghost e Ranmstein: um vem embalado em uma bíblia, outro em uma caixa com seis membros. Extrassensorial ao extremo…


E você, tem alguma sugestão? Comente!

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RIFFPEDIA #2 – Versalle