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Qual o melhor do Pink Floyd?

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Conheça Armstrongs: Novo Supergrupo formado por integrantes de Green Day e Rancid

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

O termo “supergrupo” surgiu na década de 60, quando músicos de grupos diferentes se uniam para criar projetos paralelos.

Desde então, muitas dessas uniões foram feitas, como por exemplo, o Class of  ’99, formado pelos integrantes do Rage Against The Machine Janes Addiction. Os músicos se reuniram para regravar Another Brick In The Wall (Part I e II), clássicos do Pink Floyd. Tivemos também o Them Crooked Vultures, grupo de hard rock formado em 2009 por Dave Grohl, do Foo Fighters, Josh Homme, do QOTSA, e John Paul Jones, ex-baixista do Led Zeppelin, que chegaram a lançar um bom álbum homônimo.

Agora, os fãs de supergrupos tem mais um motivo pra vibrar. Bilie Joe Armstrong, líder do Green Day, e Tim Armstrong, do Rancid, se uniram para formar o Armstrongs O novo grupo de punk rock ainda conta com a participação do filho de Billie, Joey do SWMRS, e Ray Armstrong, sobrinho de Tim.

Ouça abaixo a primeira faixa da banda, “If There Was Ever a Time”que já está disponível nas plataformas digitais e também em um disco flexível, limitado a mil pressionamentos. Os valores arrecadados beneficiarão o “924 Gilman”, espaço punk rock onde Green Day e Rancid tocaram no início da carreira.

OPINIÃO: Do lado de fora do muro de Roger Waters

Por Thadeu Wilmer

Como já foi dito, na última terça-feira, dia 29 de setembro, Roger Waters foi às telonas ao redor do mundo com a exibição única da que promete ser a última remontagem de seu aclamado espetáculo The Wall – remontagem esta que possuiu um único objetivo: o de ser desmontada, destrinchada, explorada até seu último tijolo.

Foi a primeira vez que assisti a um filme com um prólogo. Antes da exibição, o ator norte-irlandês Liam Neeson nos contou acerca de sua experiência transformadora com a obra, que lhe caiu como uma luva no violento contexto separatista de seu país à época – afinal, isolamento não é o único dos temas centrais de The Wall, dividindo esse posto com a guerra.

bringtheboysbackhome

Isso fica nítido logo na primeira cena: Roger, no cemitério militar da comuna italiana de Anzio, onde está localizado o monumento a Eric Fletcher Waters, seu pai, tocando no trompete para um campo de lápides o tema de “Outside The Wall“, que compõe o início da primeira faixa da versão de estúdio do álbum, “In The Flesh?“, dá o tom do que estaria por vir ao longo dos próximos intervalos entre as músicas do show.

Do brusco corte ao início de fato da primeira faixa até os agradecimentos finais, a película é recheada de cortes para momentos importantes da vida de Roger Waters, transformando-se ali de mero autor em eu-lírico e contando a história de como derruba, diariamente, seus muros. Da primeira leitura da carta que sua mãe recebeu avisando-a da morte do marido à primeira visita ao túmulo de seu pai e seu avô, os tijolos vão sendo removidos, um a um, quase que num tutorial ou manual de instruções, a fim de dar exemplo a todos que têm muros a serem derrubados.

outsidethewall

Após a exibição do concerto, que se encerra com Roger no mesmo cemitério do início, tocando a mesma música do início, mas num ponto mais específico – o memorial de seu pai -, Roger tenta uma última vez derrubar a muralha mais difícil de sua vida: o Pink Floyd. Sentado na mesa de um bar reservado com Nick Mason, baterista da banda, eles respondem a perguntas enviadas por fãs de diversas partes do mundo, num curto trecho chamado “The Simple Facts”.

Perguntas de diversas naturezas, sobre os mais variados temas permearam essa descontraída conversa, desde o show que havíamos acabado de desfrutar até o turbulento relacionamento de Waters e Gilmour. As respostas, muitas vezes imprecisas ou incompletas – afinal, apesar de não aparentarem, estamos falando de dois jovens rapazes na casa dos setenta -, revelaram um tom bem-humorado e sem mágoas.

thesimplefacts

Apesar de sabermos que nem Roger Waters, nem David Gilmour – que vem ao Brasil em dezembro com a turnê de seu novo álbum, “Rattle That Lock” – estão interessados em cruzar a fronteira, é bom saber que, ao menos aparentemente, esse muro – construído com a fama, o sucesso e o dinheiro de um mal-praticado Dark Side of the Moon – não mais segrega de rancor duas das mentes mais privilegiadas da arte.

Roger Waters e seus últimos tijolos em documentário com exibição única nos cinemas

Por Thadeu Wilmer

No dia 29 de setembro, o ex-baixista e compositor majoritário do Pink Floyd, Roger Waters, apresenta seu mais novo longa-metragem, o documentário/show “Roger Waters – The Wall“. O trailer do filme (cujo link pode ser acessado ao final do texto) apresenta uma intermitência de cenas de show, no palco, com cenas externas de uma entrevista aparentemente reveladora sobre os mistérios dessa peça fundamental da arte contemporânea. Infelizmente, nada é mencionado quanto ao filme de 1982, dirigido por Alan Parker e contando com as animações perturbadoras de Gerald Scarfe e a atuação ácida de Bob Geldof no papel de Pink; no entanto, a última turnê mundial de “The Wall”, de 2011-2013 (cuja gravação também estará acessível ao final do texto), mostrou que a tecnologia ajudou – e muito – a manter a essência da obra-prima pelos palcos mundo afora.

Com diversos artifícios que podem ser percebidos ao longo do show e uma iluminação impecável, o passar dos anos trouxe ao espetáculo mais tecnologia, mais capacidade de captar a essência do conceito, e mais sabor da militância política de Roger Waters, que não tem pudor algum de esconder o que pensa durante o espetáculo visual. A resposta ao verso “Mother, should I trust the government?” (“Mãe, devo confiar no governo?” em uma tradução livre) estampando no muro “No fucking way” (“Nem fudendo”, nos shows feitos em terras brasileiras); as projeções durante “Run Like Hell” e a sequência “Vera”/”Bring The Boys Back Home”; e a própria faixa inédita “The Ballad of Jean Charles de Menezes”, que faz alusão ao caso do rapaz brasileiro que foi assassinado injustamente pela Polícia Metropolitana de Londres no metrô em 2005 por ser confundido com um terrorista.

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Espera-se, porém, que o documentário trate não apenas do viés político que a turnê tomou, mas também (e, para alguns, principalmente) do lado artístico e conceitual do álbum/longa-metragem enquanto conceito e obra de arte. Sabe-se, segundo declarações do próprio Roger Waters em entrevistas, que o gatilho foi a irritação com a plateia de Montreal em 1977, que o levou a cuspir em um fã enquanto pedia para que o público parasse de gritar e soltar fogos de artifício, durante uma turnê chamada “In The Flesh” (“Em Carne E Osso”, em uma tradução livre) – que acabou dando nome às duas faixas que tratavam mais incisivamente do tema de “culto de personalidade” no próprio álbum “The Wall”.

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Mas o que há por trás disso? Quais foram as principais inspirações de Roger Waters para desenvolver toda a alegoria do muro e da solidão para justificar sua incapacidade de lidar com o sucesso e seus percalços – para o bem ou para o mal? Quão autobiográfico é o conceito do personagem e a história de sua vida, e a quem mais ele se refere – em outras palavras, a pergunta que nunca calará: “Which one’s Pink?” (“Qual é o Pink?”, em uma tradução livre)? Como ele chegou à concepção da pedra fundamental do Rock Progressivo conceitual?

Só derrubaremos, enfim, esse muro no dia 29 de setembro.

Trailer do filme “Roger Waters – The Wall”:

Show da turnê “The Wall” (2011-2013) de Roger Waters: https://vimeo.com/61949297