Dibob | Cobertura RIFF #9
Canal RIFF: O seu canal definitivo de música no YouTube!
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Por Bruno Britto | @brunosbritto
Muitos críticos (e pseudo-críticos) afirmam que o rock nacional está morto. O estilo, que ficou muito forte no país graças a bandas influentes como Barão Vermelho, Raul Seixas, Legião Urbana e Titãs, já não é mais uma unanimidade nas rádios e na cabeça dos brasileiros.
Em tempos onde o mainstream é dominado por Wesley Safadão e o sertanejo universitário, a atenção de muitos jovens foi se distanciando um pouco do rock, dificultando assim a percepção de um forte cenário, repleto de talentosas bandas, que vem surgindo nos últimos anos. O Canal RIFF, entretanto, preparou uma lista para provar que o rock nacional não está morto (e nem perto disso).
A banda, formada em Brasília, foi a sensação da 2ª edição do programa SuperStar, da Rede Globo. Com uma influência forte de bandas consagradas como Queens of The Stone Age e Radiohead, o grupo está fazendo bastante sucesso no país, já tendo músicas em novelas da anteriormente mencionada emissora e se apresentado em festivais de grande expressão, como o Lollapalooza.
Coincidentemente, os rondonienses da Versalle participaram da mesma temporada do programa Superstar que a Scalene e conseguiram chamar bastante atenção da mídia e do público. Com uma pegada mais voltada para o rock alternativo, a banda tem como um ponto forte a virtuosidade do guitarrista Rômulo Pacífico, sempre muito elogiado em suas apresentações.
3. Far From Alaska
A Far From Alaska vem direto de Natal e é uma das mais renomadas bandas do cenário nordestino. Com uma pegada mais forte e com bastante personalidade, o grupo já se apresentou em festivais como o Lollapalooza e tem chamado bastante atenção do público e de críticos, por suas apresentações memoráveis, com grande destaque para a forte voz da vocalista, Emmily Barreto.
4. Suricato
Talvez a banda mais conhecida pelas grandes massas, possivelmente apenas disputando o posto com a Scalene. O grupo carioca já é um grande sucesso de crítica e popularidade, tanto pela qualidade musical, como pelo grande carisma de seus integrantes. Liderados pelo vocalista Rodrigo Suricato, o quarteto já se apresentou em grandes palcos, como o Rock in Rio, e em 2015 venceu o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro.
Diretamente de Vitória, o Supercombo é um grupo que mescla bastante vários estilos e influências em suas composições. Com uma pega mais indie, a banda conseguiu bastante atenção ao lançar seu terceiro álbum, “Amianto”, com sua faixa mais conhecida, Piloto Automático. Também participou do programa Superstar, da Rede Globo e é figura carimbada de grandes festivais de música.
Achou pouco? Conheça mais do atual rock nacional no Spotify do RIFF:
Por Alan Bonner | @Bonnerzin
O cenário independente de música costuma reunir bandas com propostas nem sempre parecidas, mas que, por fazerem parte da cena em uma determinada época, acabam tocando nos mesmos eventos, tornando a coisa bastante interessante para quem gosta de descobrir novos artistas. A Kult Kolector, localizada na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro) e que costuma abrir espaço para diversas bandas alternativas em seu palco proporcionou mais uma dessas noites na sexta-feira (03/06/2016), onde o destaque foi justamente a diversidade de sons, e, claro, a qualidade das bandas.
A casa recebeu o show de lançamento do álbum “Avec III”, do trio carioca Avec Silenzi. O line up ainda contou com os petropolitanos da Hover em mais uma apresentação da turnê do recém-lançado “Never Trust The Weather” e com os também cariocas da menores atos em mais um show da turnê do aclamado “Animalia”.

Antes de mais nada, é preciso elogiar duas coisas. Em primeiro lugar, a estrutura da casa. Por mais que fique devendo um pouco em relação à acomodação do público (por exemplo, grandes filas se formaram na porta do banheiro, pois havia apenas um para cada sexo disponível em um evento que recebeu cerca de cem pessoas), a estrutura de som e a acústica do local são bem acima da média em relação a outros picos.
O segundo ponto a se destacar é a maturidade das bandas. O cenário independente deixou de ser sinônimo de algo amador e sem qualidade faz tempo, e quem ainda tem essa concepção certamente não está acompanhando a cena com a atenção que ela merece. E o evento da Kult foi só mais uma prova disso. Os músicos tem uma qualidade absurda e não devem a nada a nenhuma banda de renome. Os álbuns tem uma produção excelente e a execução ao vivo, que alguns artistas já consagrados ficam devendo em qualidade, chega a ser melhor ainda que a experiência em estúdio. Os materiais de promoção e divulgação dos discos e dos shows deixam muita peça publicitária de horário nobre no chinelo. Tocar cover? Pra que? É tudo autoral e muito bem feito! Enfim, é possível se alongar aos montes aqui para falar sobre a qualidade das bandas que se apresentaram e da cena como um todo. Esse parágrafo é justamente para abrir o olho de quem ainda não está atento à safra maravilhosa do rock nacional que ganhou notoriedade nos últimos três anos e que está ganhando corpo rumo aos grandes palcos (vide Scalene, Far From Alaska, Suricato…).

Voltando ao evento, quem abriu a noite foi a Hover, que criou um clima de boas vindas com There’s No Vampire in Antarctica, at Least for 6 Months e logo a seguir tratou de botar a casa abaixo com Hawkeyes, ambas do “Never Trust the Weather”. Ao longo do set, impressionou como a banda trouxe ainda mais peso às músicas em relação ao que foi feito no estúdio, principalmente as do EP de estreia da banda, “Open Road”, que tem uma pegada muito mais pop do que “NTTW”. A banda manteve essa marca ao longo do set, mesmo em músicas mais elaboradas como Teeth e I’m Homesick. Outra coisa que chamou a atenção foi como as três (!) guitarras da banda não se “atropelam” e soam muito bem. Isso geralmente é um desafio grande para as bandas durante suas performances, mas não pareceu um problema em momento nenhum para os ótimos Saulo von Seehausen, Felipe Duriez e Lucas Lisboa. A cozinha da banda, formada por Pedro Fernandes (baixo) e Álvaro Cardozo (bateria) também não faz por menos e mantém intenso o andamento das músicas. Enfim, um show bem porrada, pra bater cabeça e tudo.

Após um pequeno percalço com o acerto do som, a Avec Silenzi subiu ao palco para apresentar as músicas do seu novo álbum, além de outras preciosidades dos outros dois discos. E logo de cara foi possível perceber a experiência transcendental que seriam aqueles 50 minutos de set. Nos primeiros acordes e efeitos sonoros, a banda convida o público para uma jornada que certamente não é no plano em que vivemos. A interessante combinação de elementos de trip-hop, post-rock, música eletrônica, efeitos sonoros psicodélicos e uma pitadinha de death metal feita por Duda Souza (bateria), Rafael Ferreira (baixo) e Renan Vasconcelos (guitarra e efeitos) faz até aquele que não está prestando muita atenção no show entrar na viajar junto com os caras. E que músicos fantásticos! Quando você acha que já foi surpreendido ao máximo com toda a técnica do trio, Renan e Rafael trocam os instrumentos entre si para tocar a última música. Sensacional! A banda é ótima e certamente o novo álbum vai repercutir bastante.
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Para fechar a noite com chave de ouro, a menores atos ganhou o palco para fazer um set curto, mas pulsante e com uma participação incrível do público. A plateia praticamente dividiu os vocais com Cyro Sampaio e sua guitarra, o aniversariante Celso Lehnemann e seu baixo e Felipe Fiorini e sua bateria, substituindo o “titular” do posto Ricardo Mello, que passa por problemas de saúde. A banda parece estar se encontrando com o novo membro, e os erros de execução presentes na última apresentação quase não ocorreram (só um pequeno deslize no início de “Oceano”). No show, o que vimos foi o que tem se visto em todas as apresentações da banda. Uma linda introdução, precedendo “Animalia”, e depois o desfile de letras fortes, acordes muito criativos e um ritmo forte e pulsante. E show da menores atos não tem muito o que dizer, é só sentir. É “preparar, apontar, puxar o gatilho” da garganta e cantar da primeira até a última música. E sair rouco, mas de alma lavada.
Conheça mais da menores atos aqui no RIFF:
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Todo ano é assim: basta começar o friozinho do nosso outono-inverno que os festivais de verão europeu pipocam. Ao menor sinal dos raios de sol os europeus correm para acampar em finais de semana cheios de música. E essa corrida maluca pela curtição acaba de começar por lá.
Bom, é bem verdade que os festivais nunca param por completo. Já tivemos no mês passado, por exemplo, o Rock in Rio Lisboa. Mas, são os meses de junho, julho e agosto que concentram a grande maioria dos festivais do hemisfério norte. São dezenas (nosso favorito deste ano ganhou até um vídeo, aí embaixo)!
Ah, não pode ir para nenhum deles? Compreensível, claro. Infelizmente nós do RIFF também não… Mas, há uma boa notícia! Boa parte deles são transmitidos por live streamings oficiais, com qualidade muito satisfatória.
Fica a dica para os seus próximos finais de semana: se estiver em casa, dá uma conferida nos festivais. Ah, e se estiver pela Europa (EUA e Canadá também tem belas opções), não deixe de ir em algum – e conte para a gente!

A seguir listamos 12 line-ups insanos (apenas no mês de junho de 2016):
Festival: PRIMAVERA SOUND
Data: 1-5 JUNHO
Local: ESPANHA
Site: https://www.primaverasound.com/
Festival: ROCK AM RING
Data: 3-6 JUNHO
Local: ALEMANHA
Site: http://www.rock-am-ring.com/
Festival: GREENFIELD
Data: 8-11 JUNHO
Local: SUÍÇA
Site: http://www.greenfieldfestival.ch/
Festival: SWEDEN ROCK
Data: 8-11 JUNHO
Local: SUÉCIA
Site: http://www.swedenrock.com/
Festival: BONNAROO
Data: 9-12 JUNHO
Local: EUA
Site: http://www.bonnaroo.com/

Festival: NOVA ROCK
Data: 9-12 JUNHO
Local: ÁUSTRIA
Site: http://www.novarock.at/
Festival: DOWNLOAD FESTIVAL
Data: 10-12 JUNHO
Local: INGLATERRA
Site: http://downloadfestival.co.uk/
Festival: FIREFLY
Data: 16-19 JUNHO
Local: EUA
Site: https://fireflyfestival.com

Festival: GRASPOP METAL MEETING
Data: 17-19 JUNHO
Local: BÉLGICA
Site: https://www.graspop.be/en/

Festival: HELLFEST
Data: 17-19 JUNHO
Local: FRANÇA
Site: http://www.hellfest.fr/en/

Festival: AMNESIA ROCK FEST
Data: 23-26 JUNHO
Local: CANADÁ
Site: http://www.amnesiarockfest.com
Festival: GLASTONBURY
Data: 22-26 JUNHO
Local: INGLATERRA
Site: http://www.glastonburyfestivals.co.uk/
E aí, se pudesse escolher, para qual iria? Comente!
Siga as redes sociais do RIFF para ficar por dentro dos links dos streamings!
Banda: Depois da Tempestade (Santos/BR)
Música: Eterno Tropeço (2013)
Periodicamente a página do Canal RIFF apresentará uma banda diferente! Seja nova ou rodada, brasileira ou gringa.
Quer ver o seu som aqui? Indique nas nossas redes sociais!
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Volta e meia pedem ao RIFF indicações de bandas novas, ou do que anda sendo produzido de bom aqui no Brasil. Como definitivamente não somos nostálgicos, do tipo “bom mesmo era antigamente”, ou “hoje em dia só tem porcaria”, resolvemos montar uma playlist para apresentar músicas nacionais lançadas em 2016.
A playlist leva em conta apenas as músicas que estão no Spotify (já que foi montada por lá). Tem de tudo um pouco dentro do rock. Ponto Nulo no Céu, Valente, Far From Alaska, Hover, Hellbenders, Unnature, Bruno Sutter… bandas com um som bem diferente umas das outras.

A ideia é atualizar a playlist até 31 de dezembro, adicionando uma música de cada banda. Então recomendamos para que você, assinante do Spotify, siga a playlist e o perfil do RIFF por lá.
Ah, e claro, mande nos comentários sugestões de músicas/bandas para que a gente adicione!
Banda: Allumina (Rio de Janeiro/BR)
Música: A Chuva (2016)
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Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Desde 2011 o Rock in Rio entrou em uma rotina inédita no Brasil, com edições em anos alternados. Os ingressos das edições de 2011, 2013 e 2015 se esgotaram em pouco tempo – mesmo antes do anúncio da maioria das bandas. Não é à toa que a expectativa para a edição 2017 já seja bem grande.
O site oficial do mais tradicional festival de pop-rock do Brasil lançou uma enquete de peso hoje. 24 nomes com força os suficiente para serem os headliners de seus respectivos dias (pop, heavy metal, etc).

Destaque para a grande quantidade de bandas “repetidas”. Isto é, artistas que já tocaram por aqui em edições passadas – fato recorrente do Rock in Rio. Vote na enquete oficial clicando aqui.
Você, caro leitor do Canal RIFF, vote também no nosso termômetro. Fizemos uma enquete (abaixo) com as mesmas 24 bandas que o site do RIR indicou. A ideia é saber quais bandas vocês estão mais sedentos para assistirem de perto. Vote em até cinco bandas. E coloque nos comentários quais bandas/artistas você gostaria de ver aqui no Rio!
Ah, e ainda está na dúvida se o Rock in Rio É Bom? ;)
Por Bruno Britto | @brunosbritto
Axl Rose sempre foi um cara polêmico. O vocalista do Guns N’ Roses passou por momentos difíceis na sua carreira nos recentes anos, sendo duramente criticado pela mídia especializada e por muitos fãs da banda, que não acreditavam mais na competência do frontman. Mudanças repentinas na formação da banda, atrasos nos poucos shows realizados pelo “Guns” recentemente, além de performances um pouco aquém de seu potencial, foram alguns dos fatores que motivaram essa desconfiança.
Entretanto, o ano de 2016 parece ser um marco na carreira de Axl Rose. O cantor parece estar diante de um dos mais triunfais retornos da história do rock. E claro, o Canal RIFF não poderia deixar de citar os 5 motivos para 2016 ser O ano de Axl Rose.
Axl estava muito afastado da mídia e pouco se via falar sobre o cantor nos recentes anos. Com exceção do fatídico show no Rock in Rio de 2011, tanto o cantor como a própria banda estavam bastante afastados dos principais holofotes, apenas realizando apresentações esporádicas. Porém, um dos fatores desse retorno triunfal foi a colaboração de Rose com outra grande banda.
Brian Johnson foi afastado do AC/DC. Axl Rose foi chamado para ser o substituto. 7 mil pessoas devolveram ingressos para o show que seria realizado na Bélgica. Tudo ocorrendo de maneira súbita. Parecia ser a receita para uma catástrofe. Porém, além de um aparente sério compromisso firmado entre as partes, fomos surpreendidos por algo que muitos fãs tanto ansiavam.
Axl não apenas assumiu um dos maiores postos que um vocalista pode sonhar, mas o fez de maneira majestosa. Através dos vídeos disponibilizados na internet, podemos observar o frontman cantando de maneira muito superior ao que vinha fazendo anteriormente. A atuação do mesmo em músicas do AC/DC tem sido bastante elogiada. E isso ainda se torna mais surpreendente se observamos um fator extra.
Muitos afirmavam que o vocalista do Guns N’ Roses parecia ter perdido a vontade de estar nos palcos. Criticavam suas performances, chamando-as de genéricas e que o mesmo não tinha mais interesse em mostrar sua música, fazendo seu trabalho exclusivamente pelo dinheiro. Quando Axl Rose continuou a se apresentar, mesmo com a perna quebrada e não deixando a desejar, tais afirmações vieram por terra. E o melhor ainda estava por vir.
Ver Axl Rose e Slash compartilhando o mesmo palco parecia algo utópico. Os dois maiores ícones da banda pareciam que nunca mais se apresentariam juntos. E então aconteceu, com DuffMckagan também retornando para o lugar de onde nunca devia ter saído. Os holofotes estão novamente voltados para o Guns N’ Roses e, após o excelente primeiro show no Troubadour, os fãs ao redor do mundo não aguentam mais esperar.
Dúvida? Tire suas conclusões com os vídeos abaixo.
No Festival Coachella, em abril:
Com o AC/DC, em maio: