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RESENHA: Royal Blood consegue o ‘impossível’ no Rock in Rio

Por Gustavo Chagas I @gustavochagas I Foto IHateFlash

A missão era difícil, beirava o impossível: agradar fã de metal não sendo uma banda de metal. Mas não é que o Royal Blood conseguiu?!

Com uma pressão bizarra e sem tirar de dentro, os ingleses foram conquistando o exigente público aos poucos.

A maré começou a virar pra eles quando tocaram o hit Little Monster. O que eu mais ouvi nessa hora das pessoas ao meu redor foi “Ah, essa eu conheço.

Dono de uma das melhores vozes do rock atual, Mike Kerr e seu parceiro de banda, Ben Tatcher, tem uma presença de palco absurda e a impressão que fica é que tem pelo menos mais umas 10 pessoas na banda. O baterista, alias, deu show a parte. Tocou em pé, subiu nas caixas de som, se jogou duas vezes na galera e, a maior das façanhas: voltar com o boné!!

A merecida redenção do Royal veio na ultima música, o ultra hit indie Out of the Black. Tocando o riff de Iron Man, sucesso do Black Sabbath, o Royal Blood ganhou o resto da galera que ainda não tinha sido fisgada pela porradaria que ecoava pela cidade do rock, dando assim um final que aquela show merecia.

A esperança é que a banda não demore a voltar e que venha pra um show solo em algum lugar menor. E sigam meu conselho: NÃO DEIXEM DE IR!!!

setlist

  1. Come on Over
  2. You Can Be So Cruel
  3. Figure It Out
  4. Better Strangers
  5. Little Monster
  6. Blood Hands
  7. One Trick Pony
  8. Ten Tonne Skeleton
  9. Loose Change
  10. Out of the Black
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RESENHA: All Time Low revive o melhor da adolescência

Por Thais Rodrigues I @thwashere

Quando se tem catorze anos, tudo parece o fim do mundo. Além de ser uma transição complicada da infância para a adolescência, quando ainda não se é considerado adulto, mas também não mais criança, inúmeros são os acontecimentos marcantes e colecionáveis que bombardeiam corações e toda uma história, que acabam influenciando o futuro.

All Time Low Rio

Foto: Gustavo Chagas

Ao passar pela entrada principal do Sacadura 154, todas as obrigações da rotina foram deixadas de lado e recebemos um “presente” parecido com o passe livre para os parques da Disney. Dizem que até as pessoas mais orgulhosas e emburradas deixam o orgulho de lado para deixar-se levar. O All Time Low conseguiu ser esse mesmo passe, e a tão sonhada máquina do tempo da grande maioria, trazendo todas as aflições de se estar crescendo de volta, com um quê de “você não está sozinho nessa, estou com você” de sempre.

Apesar da chuva, do frio e de tantos outros fatores meteorológicos ou não, e que não podiam ser controlados, os fãs da banda estavam bastante empolgados. Antes, durante e logo após o show que deixou saudade até mesmo sem ter hora para acabar, quem estava por lá não desanimou. A festa Crush assumiu papel de testemunha dessa felicidade de voltar às raízes, bater cabelo e cantar tão alto a ponto de considerar todas essas atitudes como um grande desabafo do peso que é levar a vida a sério, e não com a barriga.

All Time Low botando o Sacadura 154 abaixo com “Weigthless”

Um vídeo publicado por Canal Riff (@canalriff) em Set 12, 2015 às 10:39 PDT

O show foi para não perder e perder, ao mesmo tempo. Diferente do falecido cantor Wando, os caras colecionaram sutiãs no palco, então, valia tudo! Inclusive, perder a vergonha de dançar, chorar e soltar gritos histéricos com as demonstrações de carinho e comentários de duplo sentido que foram feitos nos intervalos entre as músicas. Facilmente podia se perder a cabeça, a compostura e a cueca. Só não dava pra perder oportunidades, e quem subiu ao palco para dar um show junto com Alex, Jack, Zack e Rian, fez não só a festa, mas com que a banda prometesse não demorar tanto para voltar ao Brasil.

Com todos os seus doze anos movendo corpos e fazendo corações dispararem, o All Time Low contagiou o público com a poção da juventude e não teve quem ficasse o tempo todo pra baixo, nem parado, muito menos em silêncio! Graças ao público que mais uma vez comandou o show, mesmo sendo dominado pela energia da banda, músicas como Therapy, Weightless, Poppin’ Champagne e Remembering Sunday não deixaram de ser tocadas, e mexeram não só com o psicológico de quem esperou ansiosamente por tudo que a banda tinha a oferecer no show realizado pelo Queremos, mas também com os hormônios. De repente, até as dores nas pernas pediram licença pra poder pular sem pensar em cansar.

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Atravessar o show foi como passar pela puberdade, tirando a parte das transformações físicas. Com tantas sensações diferentes ao mesmo tempo, mais uma vez o All Time Low se encarregou de ser a trilha sonora perfeita pra entendermos quem não estamos sozinhos, e que só vale se perder se for na música, comprada ou baixada.

setlist

  1. Satellite
  2. The Irony of Choking on a Lifesaver
  3. Lost in Stereo
  4. Stella
  5. Runaways
  6. Damned If I Do Ya (Damned If I Don’t)
  7. Weightless
  8. Tidal Waves
  9. Therapy
  10. Remembering Sunday
  11. Missing You
  12. The Reckless and the Brave
  13. Poppin’ Champagne
  14. A Love Like War
  15. Backseat Serenade
  16. Time-Bomb
  17. Something’s Gotta Give
  18. Kids in the Dark
  19. All the Small Things (Cover do Blink‐182)
  20. Dear Maria, Count Me In
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RESENHA: Paradise Lost e Anathema juntos em uma noite irretocável

Por Guilherme Schneider I @jedyte 

Mais do que assistir a um show, ou mesmo ouvir uma música, quem esteve no Circo Voador nesta última terça-feira (8) sentiu. Diante de Paradise Lost e Anathema os fãs sentiram um show – principalmente na pele arrepiada e nos ouvidos, pra lá de agradecidos e agraciados. E isso não é pouco.

O que essas duas bandas inglesas fizeram naquele palco foi do profano ao sagrado, invocando uma gama de emoções. Tinha gente chorando, contemplando boquiaberta, cantando alto… querendo participar ao máximo.

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Fotos: Daniel Croce

Bom, mas até aí tem uma penca de shows que poderiam se enquadrar nesta descrição, certo? Eis aí o dilema de qualquer resenha. Às vezes, no calor do momento, há uma tendência de hiper-valorização do que acabou de ser visto. Em quantas saídas de shows você já não ouviu um passante dizer “cara, esse foi o melhor show da minha vida”. Pode até ter sido, claro – mas vai que foi ‘apenas’ aquela bela passionalidade que a música proporciona?

Mas, dessa vez foi diferente. Juro.

Antes mesmo dos shows começarem (super cedo, diga-se de passagem, às 20h30) já havia uma atmosfera diferente. O clima era tão bom que parecia que todo mundo ali era amigo. Provavelmente a maioria já se esbarrou em shows undergrounds, ou talvez em alguma pista de DDK ou afins.

A terça-feira chuvosa que fez a alegria de centenas de fãs (casa muito cheia, com pelo menos mil presentes) do Paradise Lost, banda que abriu a noite. Foi o retorno do Paradise ao Brasil após nada menos do que longos 20 anos. A maioria ali até podia ser nascida na época, mas foram poucos os sortudos que puderam acompanhar o Monsters of Rock de 1995, com Ozzy Osbourne, Alice Cooper, e o novato Paradise Lost – que mal havia acabado de lançar o já clássico Draconian Times.

Fato é que o povo estava sedento por um show deles. Hoje, a banda liderada por Nick Holmes pode flertar com até com synthpop, ou mesmo se manter com segurança naquela origem criada por eles mesmos do tal do Northern Doom  essa mística fusão do doom com o death metal. Não importa, chame como for. Mas o Paradise Lost ainda é muito gótico para um final de semana.

A inusitada terça chuvosa serviu para descarregar as energias cantando junto com Holmes e sua voz potente. A banda abriu com a porrada The Enemy, ganhando o público nos primeiros acordes. Refrão fácil – pra cantar junto sem dúvidas.

Durante um pouco menos de uma hora e meia o Paradise Lost revisitou toda a sua carreira. Canções de álbuns de diferentes fases como Shades of God,  Draconian Times e In Requiem foram intercaladas pelo álbum do momento – o bom The Plague Within, um dos mais pesados de 2015.

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Fotos: Daniel Croce

A banda sentiu também a participação do público, que batia palmas a todo momento – como que em sinal de gratidão. Holmes passou por cima do problema no laptop da banda (que desempenhou o papel do tecladista), e não decepcionou.

Ouvi fãs do Anathema dizendo que não conheciam Paradise Lost direito e que agora ficaram com vontade de (finalmente) conhecer. Destaques para o flerte eletrônico de Isolate (soando até como Rammstein), e as clássicas Hallowed Land, Faith Divide Us -Death Unites Us e Say Just Words, que fechou o show brilhantemente.

Aí veio o Anathema. E, sem dúvidas foi um acerto o Anathema vir depois do Paradise Lost. A impressão que dava é que na verdade a maioria estava ali para ver a segunda banda. E logo de cara uma catarse coletiva, com a música Anathema, que abriu o show, e a sequência com Untouchable partes um e dois.

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Fotos: Daniel Croce

Dava até pra ter ido embora depois dessas. Simplesmente uma das músicas mais emocionantes que já ouvi. A resposta do público foi imediata, alta e clara: estava bom demais.

Mas, felizmente, o show não parou por ali. O Anathema trouxe a turnê do belo (e progressivo) álbum Distant Satellites, lançado no ano passado. Além do trabalho mais recente, a banda não esqueceu de revisitar antigos sucessos – e mudou o setlist em relação a shows anteriores.

Uma boa surpresa foi a inclusão da música Deep, que abriu o álbum Judgement, de 1999. Aliás, álbum esse visto como um divisor de águas. Ouvi por ali no Circo Voador quem gostava apenas da fase “pré-judgement”, com a pegada mais doom, e quem preferiu a evolução que veio gradualmente – pelo visto a maioria.

É um prazer ver a versatilidade do Anathema. Há músicas com dois vocalistas; outras com dois bateristas; já em outras o baterista toca teclado; ou o vocalista ataca no sintetizador… enfim, são músicos com “M” maiúsculo.

Quem roubou a cena foi o guitarrista Daniel, um dos três irmãos Cavanagh que comandam a banda. Vestido com uma camisa do Nirvana, o comunicativo e super carismático guitarrista regeu o público. Lógico que as vozes de Vicent Cavanagh e de Lee Helen Douglas foram um show à parte – apesar de problemas técnicos no som da casa, especialmente no retorno.

Thin Air, A Natural Disaster, Universal… um desfile de belas composições, de uma banda cada vez mais madura – e que não tem medo de seguir se reinventando e explorando os seus limites. A sintonia era boa, e Vicent prometeu: “Essa é a nossa primeira vez aqui no Rio, mas não será a última. Quero voltar para cá, mesmo que seja sem a banda. Definitivamente há algo aqui”.

Foi Daniel quem chamou Nick Holmes de volta para o palco. A cereja do bolo foi ver o vocalista do Paradise Lost retornando na saideira para cantar (mesmo que no improviso) Fragile Dreams. Holmes passou boa parte do show do Anathema ao lado do palco, tomando umas biritas por quase uma hora e quarenta minutos. Até por isso já foi se desculpando e pedindo para que ninguém filmasse – de brincadeira, claro. Felizmente muita gente filmou e… que desfecho, que noite!

Setlist do show do Paradise Lost:

Setlist do show do Anathema:

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RESENHA: A (nova) consagração da loucura do Cachorro Grande

Por Laura Tardin

Noite chuvosa, Lapa meio vazia. Circo Voador confortavelmente tomado por rostos conhecidos. Após apresentação naturalmente explosiva do Far From Alaska, um amigo me pergunta: “E Cachorro Grande? É melhor do que Far From Alaska?”

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De volta ao Rio, o FFA  fez um show irretocável (Foto: Laura Tardin)

Uma enorme nostalgia tem gosto de Circo Voador. Lá estão eles, os cachorros gaúchos, latindo após 10 anos desde que estouraram na MTV – ela, saudosa, que ditava o que os jovens ouviam. Beto Bruno (vocais), Marcelo Gross (guitarra), Pedro Pelotas (teclados), Rodolfo Krieger (baixo e vocais) e Gabriel “Boizinho” Azambuja (bateria) aparecem como se o tempo não tivesse passado, no mesmo estilo de rock sólido, irreverente e eterno, com suas roupas mod e boinas na cabeça.

Formada em 1999, a Cachorro Grande provavelmente chegará aos seus vinte anos de estrada bebendo de suas fontes tão claras: ali estão os Beatles, The Who, Rolling Stones. Aos que ouvem a banda pela primeira vez, os refrões são de fácil entendimento, e dançar e pular são tarefas simples. Beto Bruno solta uns palavrões aqui e ali, o que aumenta ainda mais o seu carisma. Fala do amor e da saudade pelo Rio de Janeiro, cidade que inspirou a canção Bom Brasileiro, em versão adaptada para o show do Circo. E isso não é demagogia.

Após o DVD “Acústico MTV: Bandas Gaúchas”, de 2005 – no qual havia uma versão de Dia Perfeito, balada sensual digna de um strip-tease, cantada em dueto com Paulo Miklos (Titãs) -, a Cachorro Grande fez uma temporada no Rio, com direito a muitos shows em sebos, proximidade ao público e muita, muita cerveja à beira da praia. Ali foi o seu estouro para um público mais aberto, e provavelmente a formação para o animado público do Circo Voador, em setembro de 2015.

Aliás, a música Desentoa, sucesso diário do Disk MTV, não foi tocada pela banda. Mick Jagger falou que não chegaria aos 60 anos tocando Satisfaction, e no entanto chegou. Será que Beto Bruno enjoou de Desentoar?

O show começa aproximadamente à 1h40, após (os showzaços) di The Outs e Far From Alaska, com Você não Sabe o Que Perdeu, seguida de Hey Amigo. Nostalgia, nostalgia, dez anos não fazem diferença alguma. O Circo está captado e cativado. Apesar disso, a proposta da turnê é apresentar o disco “Costa do Marfim”, de 2014. Dele vêm as próximas canções do show, cantadas por menos fãs empolgados.

Beto Bruno, dignamente sempre alcoolizado, não poupa sua voz e seu estilo irreverente na comunicação com o público, tampouco na execução das músicas. Talvez pule menos do que há dez anos. Os vocais são divididos a todo o tempo com Rodolfo Krieger, tocando linhas simples e eficientes de baixo. Os teclados, típicos de classic rock, talvez curiosamente apareçam menos do que os teclados eletrônicos de FFA.

Cachorro Grande no Circo Voador 2015

Os gaúchos apresentaram o álbum ‘Costa do Marfim’ (Foto: Laura Tardin)

Ao voltar para os antigos clássicos, mais e mais músicas cantadas a plenos pulmões pelos presentes. Foi assim com Sinceramente, na qual Beto Bruno nem precisava ter aparecido para cantar uma estrofe sequer.

O único cover do show foi o bis, Helter Skelter, dos Beatles. Lembro-me mais uma vez da década passada – já ouvi a pergunta “como se chama aquela música que Cachorro Grande canta em inglês?” “É Helter Skelter, dos Beatles, cara pálida”. Sexperienced foi executada pela metade, intercalada com a letra de Holidays in the Sun, dos Sex Pistols.

Se Cachorro Grande é melhor do que FFA? O rock bêbado e claramente espelhado com os anos 60 é melhor do que o Beto Bruno com muita satisfação definiu como “rock da nova geração”? Sei lá, talvez sim, talvez não. Mas é minha banda nacional favorita, e fico feliz em ver que ela não é efêmera nem no que faz, nem no que é.

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RESENHA: A ‘violência intimista’ de Falling in Reverse e Issues

Por Guilherme Schneider

No último domingo, 30 de agosto, o Rio de Janeiro recebeu duas promissoras bandas de metalcore norte-americanas. O Issues, que veio pela primeira vez ao Brasil, e o Falling in Reverse, que retornou após dois anos. Dois shows na medida certa para os poucos fãs que compareceram ao Circo Voador.

Tanto a banda de abertura (Issues), quanto a a principal (Falling in Reverse) fizeram shows que por pouco não poderiam entrar na classificação de ‘pocket shows’.  Assim como uma partida de futebol, cada show durou um pouquinho mais do que 45 minutos.

No ‘olhomêtro’ o Circo Voador devia ter pouco mais de 200 fãs na noite de ontem. 300 forçando a barra? Nah… isso foi um problema? Para os fãs não. Quem estava lá curtiu bastante. Dava pra ver que os que foram são muito fãs – de uma ou de outra banda. Mas, cá entre nós, para os músicos deve ser frustrante uma casa esvaziada – ah, isso deve ser mesmo.

Bom, sem dúvidas havia muito espaço para as rodinhas – a maioria rolou durante o show do Issues, que comandou o ‘primeiro tempo’ com muito ânimo. A banda formada em 2012 em Atlanta (EUA) mandou muito bem, com muita interação por parte dos dois vocalistas Michael Bohn (com uma camisa retrô do Corinthians) e Tyler Carter (com a camisa da Seleção Brasileira).

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Foto: Ricardo Irie

Quem estava por lá pulou que nem pipoca. E essa em sido uma contante para a banda, que já tem (ou teve) turnês ao lado de grandes nomes como A Day To Remember e Bring Me The Horizon.

Destaque para o baixo na pressão de Skyler Acord, presente com a camisa do Fluminense. As guitarras distorcidas de AJ Rebollo e a batera eficiente de Josh Manuel seguraram a barra. A ausência foi a de Ty “DJ Scout” Acord, responsável pelos constantes samplers (substituídos por um laptop ao lado do baterista).

Foi a demonstração de mais pura energia juvenil. Em Sad Ghost o público arriscou um Wall of Death. O mosh foi nervoso, especialmente em King of Amarillo, ponto alto.

“Quero agradecer ao Brasil. Vocês tem sido incríveis e nos tratado muito bem”, agradeceu o Michael Bohn, antes de passar a bola para o Falling in Reverse.

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Foto: Gustavo Chagas

O Falling in Reverse entrou mantendo o nível do Issues, arrancando uma boa dose de histeria. Banda muito esforçada e competente, mas que ainda não é tão conhecida por essas bandas. Talvez falte “O” hit.

Queridinho dos fãs, o guitarrista britânico Jacky Vincent acertou em cheio ao usar uma camisa do Angra (com a imagem da capa do Rebirth). Uma homenagem ao Brasil mais consistente do que camisas de futebol.

Lá pelas tantas a banda percebeu que o caminho era se divertir. E quem estava mais no clima era o vocalista Ronnie Radke, que fazia caras e bocas. Ronnie interagiu com o público, recebeu dois quadros de presente e pegou celular de um fã para fazer uma selfie.

O grande momento foi na música Just Like You (tema perfeito para um filme adolescente), última do show. Quando parecia que a apresentação terminaria faltando um pouco mais de ‘loucura’, Ronnie desceu do palco sorrateiramente e saiu nos braços da galera.

O corre corre foi geral, e, no meio disso, alguns fãs aproveitaram para subir no palco e abraçaram os ídolos. Talvez até por isso o show tenha sido um pouco encurtado. Mas, ponto para esse delicioso caos que só o rock proporciona.

opinião dos fãs

                                                                                 ISSUES
John Vitor Naylor, 15 anos
Ponto alto?
“Cheguei logo que apagaram as luzes, e vi os caras com muita emoção. Os caras da banda estavam tentando tirar o máximo da galera. Gostei disso. O set estava bom também”
Ponto baixo?
“Não achei que teve um ponto ruim. Espero que a galera que esteja aqui em volta chegue mais pra perto do palco no Falling in Reverse”

Marcos Vinícius da Silva Lima, 20 anos
Ponto alto?
“O mais legal foi a galera interagindo. O espírito que teve. Até tomei um soco na boca, do meu primo, que é o maior fã da banda. E até para homenagear ele eu peguei um cd autografado para ele”
Ponto baixo?
“Fui entrar na rodinha pra defender ele. Tava muito violenta, mas na lealdade. O pior foi o soco na boca mesmo, de resto tudo ótimo. O show foi perfeito, a galera tá curtindo. Tá muito bom”

Wendell Luan, 22 anos
Ponto alto?
“O ponto alto pra mim foi a segunda música, que é uma das minhas favoritas, Stingray Affliction. Eles interagem muito com o público, pedem pra pular, dão a mão… isso pra gente que é fã é muito bom”
Ponto baixo?
“O ponto ruim é porque está vazio. Não sei o motivo… pode ser porque o Issues não é muito conhecido e o Falling in Reverse já veio outra vez (em 2013)”

Juliana Portes, 21 anos
Ponto alto?
“Vim por causa do Issues e o show foi maravilhoso, sem palavras para descrever. A presença de palco da banda é super foda…. a banda toda é foda. Issues salvou minha vida, literalmente. Me influenciaram a fazer coisas boas, a ser uma pessoa melhor, então posso dizer que me salvaram”
Ponto baixo?
“Não faltou nenhuma música, todas que eu queria eles tocaram. Inclusive queria deixar bem claro que o Mike gritou que me amava. Eu gritei ‘I love you’ e ele gritou de volta”

Daniel Croce, 36 anos
Ponto alto?
“Estou ouvindo Issues há uns 20 dias e estou achando bom pra caralho. Vocês imaginam assim se o Justin Bieber enlouquece, surta, pira na batatinha e chega pro produtor: ‘Aí gente, quero que vocês se fodam, caguei pra vocês! Vou tocar metalcore, deathcore, djent’. Aí monta uma banda foda, com um vocalista gutural foda… aí pronto, esse aí é o Issues. Por incrível que pareça essa mistura me ganhou fácil”
Ponto baixo?
“Gostei do show pra caralho, conhecia todas as músicas. O único ponto fraco foi porque não teve a música ‘Late’. Se tivesse eu ia me juntar a criançada ali, abraçar e cantar junto”
                                                           FALLING IN REVERSE

Filipe, 24 anos
Ponto alto?
“O show foi foda, não faltou nada. Só acho que ele não devia ter descido, porque acho que o show não iria acabar agora”
Ponto baixo?
“Acho que ele ficou puto, porque foi todo mundo em cima dele. Acho que faltou mais segurança em cima dele, do Ronnie. Todo mundo em cima dele puxando a roupa, o cabelo… sacanagem. Os fãs são loucos pelo ídolo. Ele faz isso em todo canto, mas lá fora tem seguranças protegendo”

Matheus Richard, 20 anos
Ponto alto?
“O que achei mais legal as músicas novas. Foi um bom show. Gostei da última música, quando ele veio aqui na galera. Fui na muvuca, corri atrás dele. Muito bom”
Ponto baixo?
“A parte que eu menos gostei é que eles deixaram de tocar algumas músicas mais antigas. Pena que acabou muito cedo, poderia ter bem mais”

Elmo, 17 anos
“Achei foda pra caralho. Peguei a toalha de uma das bandas, e nem vou lavar ela. Amo as duas bandas são duas das minhas favoritas. O show foi na medida certa, não achei curto”

Tânia, 22 anos
“O show foi incrível genial. A presença de palco do Ronnie… foi tudo lindo, maravilhoso. Amei! Peguei o setlist e estou nervosa até agora. Vou tentar tirar um foto e pegar um autógrafo”

Geovana, 19 anos
“Achei que eles estavam bem mais comunicativos do que o último show, mais conectados com a gente. Em geral foi muito bom. Fui atrás do Ronnie e abracei ele. Foi muito bom”

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setlist

ISSUES

  1. Life of a Nine
  2. Stingray Affliction
  3. Never Lose Your Flames
  4. Princeton Ave
  5. Love Sex Riot
  6. Sad Ghost
  7. King of Amarillo
  8. Mad at Myself

FALLING IN REVERSE

  1. God, If You Are Above…
  2. Sexy Drug
  3. Rolling Stone
  4. Raised By Wolves
  5. Bad Girls Club
  6. I’m Not a Vampire
  7. Alone
  8. Situations (Cover do Escape the Fate)
  9. The Drug In Me Is You
  10. Just Like You
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RESENHA: Iron & Wine hipnotiza público no Rio

Por Thais Rodrigues

Quando a canção Flightless Bird, American Mouth embalou o casal Edward e Bella no primeiro filme da saga Crepúsculo –  que também conta com outros grandes nomes do cenário alternativo em seu soundtrack – não esperava-se que algo mais viesse depois disso. Até então, Iron & Wine era só mais um nome. Ou dois!

Iron & Wine

Foto: Thais Rodrigues

E não é que veio e em 2015? Recebi o setlist do show de hoje, que aconteceu no Sacadura e pelo Queremos, às dez da manhã nessa ensolarada quinta-feira de setembro. A primeira surpresa foi não ter encontrado músicas que não só eu, mas outros conhecidos esperavam que Sam Beam tocasse. A coisa toda tinha ido bem mais longe: não tinha mais nada a ver com vampiros e modinha adolescente, e sim com um encontro com o inesperado.

Depois de tomar ciência de que as músicas favoritas não eram as óbvias e não necessariamente por escolha, mas talvez por identificação ou feeling, chega a hora de entender o que acontece de verdade em um show da banda de um homem – e que homem, com aliança no dedo e família – só.

Ao chegar no Sacadura, outra surpresa: o público. Achava-se que o pré-requisito para fazer parte do target de um show como o de hoje era ter barba e coque. Obviamente, a parcela lumbersexual marcou presença, mas não deixou de dar espaço para pessoas tão diferentes umas das outras, as quais, com um simples anúncio de que o show começaria em alguns minutos, ficaram com o mesmo brilho nos olhos: todas hipnotizadas, ainda encarando o Dj da ‘Que Se Folk’, esperando por qualquer sinal, de barba, voz ou violão.

Dois violões, duas garrafas d’água e uma taça de vinho. Um ‘Hello, Brazil‘ bem tímido, porém feliz e surpreso por ver tantas pessoas. Lamentou a falta do português na ponta da língua, soltou um obrigado e, logo em seguida, a voz. E lá estava a primeira música do mesmo setlist que havia recebido pela manhã. The Trapeze Swinger deu o pontapé inicial para a atmosfera mais acolhedora. Todos subimos em um balão, e a cada acorde, íamos um pouquinho para mais perto do céu.

Aparentemente, o show duraria mais que o esperado, e esperar pelo inesperado deveria ser a resposta para a noite. Não demorou muito para que o show fosse do Sam Beam, e não de Iron & Wine. Foi como passar a tarde no sofá de casa, ouvindo-o cantar despretensiosamente, sem esperar da gente como a gente, mais que aplausos. Overwhelming, ele repetia. Parece que o jogo virou não, é mesmo?

Iron & Wine

Foto: Pamella Renha

Apesar de ainda ter em mãos o violão, entregou o show nas mãos de fãs e quem mais podia ouvi-lo. Decidiu que decidiríamos o repertório, e assim, o show voou. Todos nós voamos, ainda naquele mesmo balão, lembra? A cada pausa para aplausos ou elogios, um tempo para assimilar e respirar. Estávamos nas nuvens, longe de casa, mas com aquela sensação calorosa de lar.

Mesmo pedindo por músicas “tristes”, a alegria estava estampada em cada um. Foi incrível ver tanta gente deixar celular e câmera de lado para apreciar o show como merecia. Ele hipnotizou a todos, novamente com voz e violão, e até com apenas um dos dois, e só nos demos conta do fim quando ele disse que voltaria mais vezes ao Brasil. E não o vimos voltar mais com a taça de vinho para o palco.

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O bem estar ficou, mas aquela sensação lúdica foi sendo desconstruída aos poucos. Na verdade, era mais próxima do real do que pensávamos, pois facilmente imaginaríamos domingos em família com Sam Beam tocando para nós, com chuva batendo na janela e tudo! Se desse, até barulho do vento. O show terminou e a vontade de “fica pra um café” grudou, como todas as outras canções de seu repertório bastante rico.

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RESENHA: Kita e Jay Vaquer em uma noite de ‘porradaria frenética’

Por Amy Stargher

Com ingressos quase esgotados, a banda Kita e o cantor Jay Vaquer quebraram tudo neste último sábado, 22 de agosto, no Teatro Rival, Rio de Janeiro.

A abertura ficou por conta da Kita, que há alguns meses estava entre os 12 melhores do programa Superstar, da Rede Globo.

Entraram pontualmente e conquistaram o público com um setlist de 10 músicas, todas em inglês. A vocalista Sabrina Sanm, que veio de uma carreira solo notável, com clipes na tv e muitas visualizações no YouTube, continua cantando como ninguém, com uma voz potente, um inglês impecável e afinadíssima, além de saber usar muito bem sua feminilidade e seu charme oriental.

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Fotos: Lu Gomes

Quando olhamos para Kita no palco, damos de cara com uma banda muito possivelmente gringa, não só pelas composições em inglês, mas também pela mistura do rock com eletrônico, não tão esperado vindo de bandas brasileiras, e pela postura e vestimenta dos integrantes, que trazem um ar dark e sóbrio, condizente com o tipo de música que apresentam. O show foi corrido, sem muitas palavras, mas ainda assim o público aplaudia bastante e parecia muito interessado, o que é glorioso para uma banda de abertura.

Além das faixas que já contam com videoclipes belíssimos, e uma estética sempre muito caprichada, como “Twisted Complicated World”, “Feel it” e “You”, também pudemos apreciar três novas, entre elas “Uninspired”, que contou com a participação do tão esperado da noite Jay Vaquer, também parceiro de composição.

Depois de muitos aplausos e assobios, Kita sai com maestria do palco do Teatro Rival, e em questão de poucos minutos entra Jay Vaquer!

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Fotos: Lu Gomes

Começando o show com “Mondo Muderno”, uma banda para lá de afiada e cheia de gás, de cara entendemos o nome escolhido para o show: porradaria frenética!

Com poucas pausas, aguentamos o fôlego por mais algumas músicas até entrar uma das participações especiais da noite, sendo a primeira delas, a banda carioca Planar, que teve espaço para apresentar duas de suas composições. Uma delas foi “Trens”, com Jay Vaquer de volta ao palco. Depois foi a vez do cantor William, da banda Jamz, mostrar a voz fazendo um divertido dueto com Jay em “A Falta Que A Falta Faz”, onde arriscou notas altas e arrancou gritos da plateia.

Jay, como sempre, foi muito carismático e caloroso com o público, trocando ideia sobre alguns itens da sua carreira e trazendo novidades que estão por vir.

Algumas músicas merecem destaque por terem ganhado uma nova versão na execução ao vivo: “Assim, de repente”, “Idade Se Eu Quiser”, “Você Não Me Conhece” e “Pode Agradecer”. Essa roupagem é equivalente à força que a banda trouxe para esse formato de show mais “pesado”. Músicas que no disco contaram com piano, violino e tudo mais, precisaram ser repensadas nesta simples (e energética!) formação com uma guitarra, baixo e bateria. E deu muito certo! Além de ser uma forma interessante de apresentar uma nova leitura para canções antigas.

Não poderia deixar de mencionar também o talento – além da belíssima voz – que Jay leva ao palco… Um cantor extremamente expressivo, que sabe interpretar o que canta, não somente com as palavras, mas em toda a sua interação, se transformando em personagens de suas próprias criações.

Por fim, o show terminou com a crônica “Formidável Mundo Cão”, e mais algumas músicas cantadas a capella a pedidos de um público insaciável, apesar de terem vivenciado um show totalmente ‘para frente’ e tão formidável quanto a mente brilhante de Jay Vaquer.

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Set List – Kita:

  1. The only one
  2. Prey
  3. To the bone
  4. You
  5. Feel it
  6. Uninspired (participação Jay Vaquer)
  7. No regrets
  8. Nature’s own desire
  9. Realize
  10. Twisted Complicated World

setlist
Set List – Jay Vaquer:

  1. Mondo Muderno
  2. Longe aqui
  3. Cotidiano de um Casal Feliz
  4. Assim, de repente
  5. Na próxima vez
  6. Idade se Eu quiser
  7. Abismo
  8. A Falta que a Falta Faz (part. Jamz)
  9. Estrela de um Céu Nublado (part. Sabrina Sanm)
  10. Meu melhor Inimigo
  11. Pode Agradecer
  12. Você Não Me Conhece
  13. Breve Conto do Velho Babão
  14. Ah, Mas Bem Que Você Gosta
  15. Formidável Mundo Cão
    – Algumas músicas a capella:
  • Aquela Música
  • Tal do Amor
  • Impressões
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Resenha

RESENHA: Sleeping With Sirens se apresenta pela primeira vez no Rio

Por Guilherme Schneider

O Canal RIFF esteve ontem no show da banda norte-americana Sleeping With Sirens (pode chamar também de SWS, vai),  no domingo, 16 de agosto, no Circo Voador, Rio de Janeiro. E valeu a pena!

Formado em 2009 na Flórida, o SWS veio pela primeira vez ao Brasil para a turnê do seu mais novo álbum, Madness, o terceiro da banda, lançado em março. O show de ontem foi o último dos cinco realizados no país (que passou por Porto Alegre, Curitiba e São Paulo).

Diante de um Circo Voador com público bem abaixo do esperado (algo entre 400 e 500 pessoas), o SWS começou o show na hora prevista, às 20h. De cara ficou visível a energia da banda – e do público apaixonado, que participou o quanto pôde: balões verdes e amarelos, plaquinhas, bandeiras brasileiras (duas delas no palco). Ah, e gritos. Muitos!

O vocalista Kellin Quinn gritava de lá, e as fãs (pouco mais da metade do público era formado por meninas) devolviam de cá. Aliás, a banda é focada na figura do vocalista de 29 anos, fundador da banda. E, que como uma sereia, consegue mesmo chamar e prender a atenção de quem está assistindo.

Tirando os gritos, a delicada voz do franjudo Kellin lembra os melhores momentos de Claudio Sanchez, do Coheed and Cambria – só que sem o screamo. Difícil mesmo é cantar junto acompanhando o mesmo tom.

Ainda falta alguma consistência e talvez alguma maturidade ao som do SWS. Mas, sem dúvidas, o show foi honesto. Deve se destacar que a banda se divertiu muito no palco. Vide o baixista Justin Hills, que deu um show de simpatia e manobras no seu belo baixo. Fora isso, três guitarras? Parece um pouco de exagero.

SWS

(Fotos: Gustavo Chagas)

O set passou rapidinho. 15 músicas, mais da metade delas do Madness.  Destaque para a porradaria We Like It Loud, que rendeu uma bom rodinha. Outro bom momento foi o set acústico. O cover de Iris do Goo Goo Dolls foi cantado em uníssono pelo público – mas cover ser destaque não é exatamente um bom sinal. Por isso, o destaque tem que ir para If You Can’t Hang, Kick Me e Don’t Say Anything  (minha preferida). Se você ainda não conhece, comece por essas.opinião dos fãs

Matheus Lage (17 anos)
Ponto alto?
“O que mais gostei foi a interação da banda com a plateia, do guitarrista e tal. A  música que mais gostei foi Kick Me, logo no começo, que teve mais explosão, e foi a mais animada”
Ponto baixo?
“Talvez por ser o formato de screamo, a performace do Kevin, o vocalista, deixa um pouco a desejar. Mas isso é natural, era de se esperar”

Pedro Oliveira (18 anos):
Ponto alto?
“Cara, a gente espera esse show desde que conhecemos a banda. Não tenho palavras, foi incrível, inacreditável. Foi muito bom. Estava esperando desde quando conheci a banda – que faz uns quatro anos. O melhor momento foi Iris. Tava esperando por ela e foi emocionante”
Ponto baixo?
“Sinceramente, acho que não teve nenhum ponto negativo”

Iasmin Guedes (16 anos):
Ponto alto?
“Acho que a melhor parte foi quando ele colocou o microfone pro público cantar, e ele fez isso várias vezes! E todo mundo cantou, todo mundo interagiu, e foi muito legal!
Ponto baixo?
“Não teve ponto baixo nenhum. Só faltou Madness, que era a música que dá nome ao CD, mas for isso foi perfeito. Na setlist da tour acústica eles costumam cantar, mas não trouxeram pro Brasil”

Nathálie Soares (15 anos):
Ponto alto?
“Acho que o show foi muito foda! Quando jogaram o microfone, dava pra ver ele pertinho. Cheguei a encostar no microfone, eu tava do lado. A melhor foi November , que é a música mais foda deles, desse novo álbum”
Ponto baixo?
“Não teve”

Giseli Gaudie (17 anos):
Ponto alto?
“O mais foda é quando eles se aproximam do público. Porque parece que não tem essa coisa de cantor e público, fica tudo muito próximo. Com certeza eles tem que voltar. Foi o melhor dia da minha vida. Foi o melhor show da minha vida! A melhor foi If You Can’t Hang, a última”
Ponto baixo?
“Deveria ter tido meet and greet, que não teve em nenhuma outra cidade”

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setlist

  1. Kick Me
  2. Do It Now Remember It Later
  3. We Like It Loud
  4. Go Go Go
  5. Tally It Up, Settle the Score
  6. Fly
  7. Gold
  8. The Strays
  9. Scene Two: Roger Rabbit
  10. Iris (Cover de Goo Goo Dolls)
  11. Parasites
  12. Better Off Dead
  13. Don’t Say Anything
  14. If I’m James Dean, You’re Audrey Hepburn
  15. If You Can’t Hang