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Você realmente ouve as músicas que mais gosta?

 

 

por Camila Borges

Com toda sinceridade me responda: você sabe ouvir um disco e apreciar o que tem nele? Nós que gostamos de música nos perguntamos qual a urgência de querer outro álbum quando um recém foi lançado.

O mundo hoje gira em torno da internet, da percepção um pouco afobada de como são as coisas. Não se lê mais o conteúdo, deduzimos através da manchete. Discutimos por tão pouca coisa, nos estressamos pois o amigo não gosta da mesma banda que você gosta. Mas o caso é, o querer imediato é mais importante do que o digerir algo de qualidade com o tempo? Sei que muitos de vocês vão dizer que ficam meses ouvindo o mesmo disco de banda x e ficam enjoados de ouvir a mesma coisa. Mas vocês já tentaram traduzir o álbum para si? Já tentaram colocar suas ideias que muitas vezes podem ser diferentes do que a banda tem? Já tentaram conversar sobre como e porque aquela música te faz sentir de maneira diferente? Já tentaram ver um mesmo álbum de ângulos diferentes?

google

A proposta desse texto é fazer com que vocês pensem, dialoguem, e principalmente tenham uma interpretação própria daquilo que vocês mais gostam: a música. Hoje muitas bandas/artistas lançam singles, o que talvez ajude pois é uma maneira de você apreciar aos poucos, música por música. Porém, se você não mudar o seu pensamento nada disso vai ajudar. Apenas ouvimos a melodia da música e a qualificamos como boa ou ruim. Mas a maior graça de tudo é ouvir a letra, tentar ver e sentir o que ela faz com você e até se ela se encaixa em algum momento da sua vida. Eu sei o quanto é difícil se conter e perguntar se haverá alguma novidade mesmo existindo um álbum com menos de um ano de existência. Isso é questão de prática, você não é obrigado a gostar de tudo, de aceitar tudo.

A internet está aí para pesquisar, debater. Brinco dizendo que internet não é só rede social (eu brinco, mas é verdade ok), ela vai muito além disso. É uma maneira de te ligar há pessoas que moram quilômetros longe de você, uma maneira de você acompanhar mais de perto seu artista favorito, entre tantas outras coisas. Internet tem mil e uma utilidades, basta você saber como usar. E sobre as músicas, posso até dar uma dica, mas não sei se vai funcionar com todo mundo. Ouça a melodia, procure a letra, depois ouça as duas juntas e depois comece a se aprofundar na letra. Converse com seus amigos, lance um exemplo de como você acha que musica tal é na sua percepção. Exponha o que tem aí na sua cabeça e no seu coração, ouça com calma, tudo tem seu tempo principalmente aquele para saber que a sua música favorita nem é tão favorita assim, só a melodia era.

O link abaixo é de uma palestra do cantor Thedy Corrrêa (Nenhum de Nós) relatando casos sobre o quanto a música influencia na vida das pessoas. Espero que tirem um tempo para assistir.

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Resenha: Cachorro Grande no @OPINIÃO

por Camila Borges / Fotos Alex Vitola

Um perfeito show de rock and roll é uma boa tradução para o que a Cachorro Grande mostra ao seu público. Na última sexta-feira (13) a banda trouxe ao palco do prestigiado Opinião o seu mais novo (nem tanto assim) álbum Clássicos (gravado ano passado em São Paulo), onde apresenta regravações de músicas digamos mais conhecidas de toda sua carreira, clássicos como já diz o nome do álbum. A banda tem 19 anos de estrada com 8 álbuns de estúdio e um dvd.

Mas antes da atração principal tivemos a banda de abertura General Bonimores, banda gaúcha que vem mostrando seu trabalho autoral desde 2010 e que já participou de alguns festivais como El Mapa de Todos, Pampa Stock, Confraria do Rock e Mundo Livre Festival, entre outros. A mesma é formada por Chico Frandoloso (vocais e violões), Jei Silvanno (vocais e guitarra), Dig Dembinski (baixo), Ale Sebben (teclados) e Zeh Dala Lana (bateria), e apresentou suas composições autorais, entre elas “Dia Feliz”, “Início, Meio e Fim” e “Não Esqueça“.

foto Alex Vitola

Logo após, finalmente, a tão esperada da noite. O inicio do show da Cachorro Grande é como a abertura de um grande espetáculo, de forma mais erudita e que depois muda todas as formas e entra em Você Não Sabe o que Perdeu, onde o os fãs já ansiosos enlouquecem. Com Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclado) e Gabriel Azambuja (bateria) no palco a banda revisitou seus clássicos, entre eles “Hey, Amigo”, “Lunático”, “Dia Perfeito” na voz de Marcelo Gross, entre outras com muita energia, vinho, danças por parte da banda e do público.

foto Alex Vitola

Inclusive uma das músicas mais conhecidas, “Sinceramente”, foi cantada por todo público presente. Beto Bruno sendo uma “figura” em todos os shows declara que estes foram os melhores 19 anos da sua vida. E provavelmente tenham sido também os de muitos fãs que encheram o opinião a espera da banda mais clássica de rock que nasceu na capital gaúcha.

 

RESENHA: Sleeping With Sirens se apresenta pela primeira vez no Rio

Por Guilherme Schneider

O Canal RIFF esteve ontem no show da banda norte-americana Sleeping With Sirens (pode chamar também de SWS, vai),  no domingo, 16 de agosto, no Circo Voador, Rio de Janeiro. E valeu a pena!

Formado em 2009 na Flórida, o SWS veio pela primeira vez ao Brasil para a turnê do seu mais novo álbum, Madness, o terceiro da banda, lançado em março. O show de ontem foi o último dos cinco realizados no país (que passou por Porto Alegre, Curitiba e São Paulo).

Diante de um Circo Voador com público bem abaixo do esperado (algo entre 400 e 500 pessoas), o SWS começou o show na hora prevista, às 20h. De cara ficou visível a energia da banda – e do público apaixonado, que participou o quanto pôde: balões verdes e amarelos, plaquinhas, bandeiras brasileiras (duas delas no palco). Ah, e gritos. Muitos!

O vocalista Kellin Quinn gritava de lá, e as fãs (pouco mais da metade do público era formado por meninas) devolviam de cá. Aliás, a banda é focada na figura do vocalista de 29 anos, fundador da banda. E, que como uma sereia, consegue mesmo chamar e prender a atenção de quem está assistindo.

Tirando os gritos, a delicada voz do franjudo Kellin lembra os melhores momentos de Claudio Sanchez, do Coheed and Cambria – só que sem o screamo. Difícil mesmo é cantar junto acompanhando o mesmo tom.

Ainda falta alguma consistência e talvez alguma maturidade ao som do SWS. Mas, sem dúvidas, o show foi honesto. Deve se destacar que a banda se divertiu muito no palco. Vide o baixista Justin Hills, que deu um show de simpatia e manobras no seu belo baixo. Fora isso, três guitarras? Parece um pouco de exagero.

SWS

(Fotos: Gustavo Chagas)

O set passou rapidinho. 15 músicas, mais da metade delas do Madness.  Destaque para a porradaria We Like It Loud, que rendeu uma bom rodinha. Outro bom momento foi o set acústico. O cover de Iris do Goo Goo Dolls foi cantado em uníssono pelo público – mas cover ser destaque não é exatamente um bom sinal. Por isso, o destaque tem que ir para If You Can’t Hang, Kick Me e Don’t Say Anything  (minha preferida). Se você ainda não conhece, comece por essas.opinião dos fãs

Matheus Lage (17 anos)
Ponto alto?
“O que mais gostei foi a interação da banda com a plateia, do guitarrista e tal. A  música que mais gostei foi Kick Me, logo no começo, que teve mais explosão, e foi a mais animada”
Ponto baixo?
“Talvez por ser o formato de screamo, a performace do Kevin, o vocalista, deixa um pouco a desejar. Mas isso é natural, era de se esperar”

Pedro Oliveira (18 anos):
Ponto alto?
“Cara, a gente espera esse show desde que conhecemos a banda. Não tenho palavras, foi incrível, inacreditável. Foi muito bom. Estava esperando desde quando conheci a banda – que faz uns quatro anos. O melhor momento foi Iris. Tava esperando por ela e foi emocionante”
Ponto baixo?
“Sinceramente, acho que não teve nenhum ponto negativo”

Iasmin Guedes (16 anos):
Ponto alto?
“Acho que a melhor parte foi quando ele colocou o microfone pro público cantar, e ele fez isso várias vezes! E todo mundo cantou, todo mundo interagiu, e foi muito legal!
Ponto baixo?
“Não teve ponto baixo nenhum. Só faltou Madness, que era a música que dá nome ao CD, mas for isso foi perfeito. Na setlist da tour acústica eles costumam cantar, mas não trouxeram pro Brasil”

Nathálie Soares (15 anos):
Ponto alto?
“Acho que o show foi muito foda! Quando jogaram o microfone, dava pra ver ele pertinho. Cheguei a encostar no microfone, eu tava do lado. A melhor foi November , que é a música mais foda deles, desse novo álbum”
Ponto baixo?
“Não teve”

Giseli Gaudie (17 anos):
Ponto alto?
“O mais foda é quando eles se aproximam do público. Porque parece que não tem essa coisa de cantor e público, fica tudo muito próximo. Com certeza eles tem que voltar. Foi o melhor dia da minha vida. Foi o melhor show da minha vida! A melhor foi If You Can’t Hang, a última”
Ponto baixo?
“Deveria ter tido meet and greet, que não teve em nenhuma outra cidade”

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setlist

  1. Kick Me
  2. Do It Now Remember It Later
  3. We Like It Loud
  4. Go Go Go
  5. Tally It Up, Settle the Score
  6. Fly
  7. Gold
  8. The Strays
  9. Scene Two: Roger Rabbit
  10. Iris (Cover de Goo Goo Dolls)
  11. Parasites
  12. Better Off Dead
  13. Don’t Say Anything
  14. If I’m James Dean, You’re Audrey Hepburn
  15. If You Can’t Hang