Sem lançar músicas inéditas desde Norte (2015), O Nx Zero divulgou nesta sexta, 26/05, os singles Sintoniae Nessa Cidade. Produzidas por Rafael Ramos, Deckdisk, elas trazem uma sonoridade diferente dos últimos trabalhos, mas isso é uma coisa que os fãs da banda aprenderam a lidar lá atrás, entre os álbuns Sete Chaves (2009) e Projeto Paralelo (2010).
Com 16 anos de carreira o quinteto já passou por diversas fases de composição, seja numa casa de praia isolada ou dentro do estúdio, o mais importante disso tudo é que eles se reinventam a cada trabalho. Infelizmente, essa mudança leva a uma divisão de opiniões entre os fãs, já que sempre vão existir os que gostam dessas metamorfose e os que preferem a banda como conheceram, vide os casos recentes de Paramore e Linkin Park.
Mais do que a questão da sonoridade isso tudo envolve o amadurecimento da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. É um ciclo natural, pois estamos em constante mudança e no fim temos que aprender a lidar com isso. Diego, Leandro, Filipe, Conrado e Daniel nesse novo trabalho só reforçaram a premissa de que se fazemos algo com verdade, isso tende a se propagar de maneira positiva. Como diz a letra de Sintonia: “É um novo ciclo que se inicia”.
Nessa madrugada de sexta feira chuvosa, os meninos da OutroEu lançaram o disco de estreia homônimo, “OutroEu”, pela Slap, selo da Som Livre. Se tratando de Mike Túlio, Guto Oliveira, Felipe Lopes e Rennan Azevedo sabíamos que vinha coisa boa por aí, mas eles conseguiram se superar e no fim valeu a pena a espera.
Composto por onze faixas, o álbum conta com composições que são velhas conhecidas dos fãs como Coisa de Casa e Zade, mas se engana quem pensa que só por isso não precisa escutar as músicas. Elas estão com uma roupagem nova, bem próxima do que vemos nos shows e não podemos negar que ficaram ainda melhores.
É impossível não chamar atenção para a quinta faixa do álbum. Aí de Mim é uma parceria da banda com a Sandy e estava sendo muito aguardada pelos fãs. A outra música que não poderia faltar na tracklist é a regravação de Dona Cila, da Maria Gadú. Com tudo isso fica mais difícil ainda escolher “A” melhor entre tantas opções boas, mas Até Mais, OutroEu e Poema de Lágrimas ficam no meu Top 3.
A capa, repleta de símbolos, ficou na responsabilidade de Danielle Cavalher, confira a ilustração:
Pega um chocolate quente, uma manta, vá para sofá e aperte o play, porque esse disco precisa ser contemplado em todos os graus possíveis.
As expectativas para o lançamento do quinto álbum do Paramore já estão entre nós há alguns meses. Não é de hoje que o trio americano vem mexendo com as emoções dos fãs nas redes sociais. Com muitas charadas, enigmas e dicas, eles deixaram a internet criar muitas teorias sobre o que estaria por vir. A boa notícia é que toda essa espera acabou!
Desde o último fim de semana, foi possível notar a movimentação do Paramore pelos perfis oficiais da banda e de seus integrantes. Finalmente na noite de terça-feira, dia 18 de abril, três rádios americanas (KRVQ, ALT 103.3 E ALT 98.7) confirmaram o lançamento de um novo single.
Como já se pode observar anteriormente, depois de mais de 10 anos de estrada, a banda sabe dar a volta por cima e se recuperar dos acidentes de percurso. Com Zac Farro assumindo novamente as baquetas e uma pegada mais vintage, Hard Times ganhou um clipe – dirigido por Andrew Joffe – cheio de cores e efeitos e foi lançada ao mundo!
De bônus, a capa, o nome e a data de lançamento do mais novo disco do Paramore, pela gravadora Fueled By Ramen, foram anunciados. After Laughter poderá ser ouvido no dia 12 de maio.
Estive em fevereiro pela primeira vez em Buenos Aires, capital da nossa vizinha Argentina. Apesar da proximidade com o Brasil, fiquei impressionado como nosso país é naturalmente isolado do que é produzido musicalmente lá – e na América Latina como um todo.
Percebi como a música latino-americana é integrada. Os programas musicais da TV mostravam bandas da Venezuela, Uruguai, Colômbia, Porto Rico… e, vez ou outra, até algo de Brasil. Mas a recíproca não é muito verdadeira, salve rara exceções. Provavelmente a ‘barreira’ (barreira?) do idioma ponha nosso país de fora dessa integração – embora creia que existam mais fatores culturais.
Dito isso, uma música em especial grudou nos meus ouvidos durante aqueles dias de fevereiro. O hit ‘Despacito’, do porto-riquenho Luis Fonsi, era de longe a música que liderava mais paradas musicais. Em todo lugar de ouvia a voz de Fonsi e Daddy Yanke – outro porto-riquenho (ou melhor, O porto-riquenho) que dividida os vocais.
De lá pra cá o sucesso aumentou consideravelmente pelo mundo. Além da América Latina, ‘Despacito’ estourou em parte da Europa (que digam as listas da Billboard e Spotify, onde liderou ranking de 17 países até março) e até Ásia. Mas, a tendência é que agora o sucesso seja enfim global. Afinal, nesta segunda-feira (17/4) Justin Bieber lançou oficialmente o seu remix de ‘Despacito’ – na qual até arrisca bem um espanhol.
A música mantém as mesmas características, com a voz de Fonsi e Daddy. O toque do canadense Justin Bieber confere a internacionalização final de qualquer música pop. É a tabelinha perfeita para um cantor ser reconhecido em tudo quanto é canto – e provavelmente entrar nas paradas de mais dos que 17 países.
A tendência é que você também cante ‘Pasito, pasito, suave suavecito’ muito em breve. Ai bendito!
O RIFF já deu seu veredito sobre Justin Bieber. Já viu?
Há 10 anos atrás o programa ‘Mucho Macho‘ estreava na MTV Brasil. O humorístico apresentado por Marcos Mion durou uma temporada apenas, mas serviu para promover nacionalmente a carreira musical do cantor, DJ e produtor musical João Brasil.
Uma década depois João Brasil vive o auge de sua carreira, especialmente após o mega-hit ‘Michael Douglas‘. Quem é que não cantou “Nunca mais eu vou dormir” nesse último carnaval? Sem deixar a peteca cair o nosso JB lançou nesta sexta-feira o próximo candidato a hit internacional: ‘Neymar‘.
Trata-se de uma faixa exaltando o craque da Seleção Brasileira e do Barcelona. E, como tudo que envolver o nome de Neymar, a música promete embalar muitas nights do Rio de Janeiro a Ibiza. Basicamente é uma batida funkeada (carioca, claro) banhada num espanhol (também com um toque carioquês): ‘Neymar, juega en el Barça e le gusta bailar’. Auto-tune irresistível.
Vale a pena ficar de ouvidos atentos ao som de João Brasil, que voltou a cantar com seu jeito irreverente – bem como fazia na época do álbum ‘8 Hits‘ (2008). Depois de um tempo estudante produção musical no exterior, JB se tornou um mestre das mash-ups. Mas, por mais craque que seja como DJ, sua voz precisa estar sempre nas músicas. A camisa 10 tem que seguir com o João – que vai ser cada vez mais um ‘cidadão do mundo’ levando Brasil no nome.
Só falta meter um clipe com coreografia chiclete, hein João.
Mais de Neymar na música? O RIFF já deu seu veredito:
Para alegria de seus fãs, Jonathan Tadeu não parecer descansar tanto. O cantor e compositor mineiro lançou neste terça-feira (4/4) o seu mais novo álbum, ‘Filho do Meio‘. Com apenas dois anos de carreira solo, Jonathan já soma três álbuns lançados – os anteriores foram ‘Casa Vazia’ (2015) e ‘Queda Livre’ (2016). Cada um com uma dose de melancolia diferente.
Antes de continuar a ler esse post, sugiro que dê o play no Bandcamp (ou no YouTube abaixo). A música de Jonathan se explica melhor do que qualquer resenha que venha a surgir nessa semana.
Dê cara se nota uma mudança substancial na sonoridade de Jonathan. Tá diferente sim. Tenho para mim o ‘Queda Livre’ como um dos melhores álbuns de 2016, o que de cara se põe um desafio para o ‘Filho do Meio’. Entre seguir a mesma linha dos álbuns anteriores, um tanto similares, Jonathan arriscou em assumir o flerte com o eletrônico mais minimalista. Mais suave, mais etéreo, mais confiante e mais cheio de amor para dar.
Como? As mensagens refletem uma fase bonita na vida pessoal de Jonathan, filho único, que decidiu se casar bem na época da gravação – entre o natal e réveillon de 2016. Uma semana produtiva, cheia de esperanças no futuro matrimônio (só prestar atenção na letra de ‘Araxá 500‘), e que transparecem também ao longo das oito faixas do disco.
Ah, e aquela velha sinceridade nas letras é sentida novamente. E como isso pesa a favor. Por exemplo esdrúxulo, sempre me incomodou muito ouvir crianças no The Voice Kids cantando sobre ilusões e desilusões amorosas. Isso não acontece no ‘Filho do Meio’.
Dá pra sentir a verdade em “O que importa é o que te faz bem”, como aconselha em ‘Alicerce‘, faixa que encerra o álbum. Ou que tal a confissão de “Eu amo demais”, de ‘Festa de Despedida’, que pode ecoar por horas em seus ouvidos? Fico ainda com a profundidade de “Eu sou um amador em tudo o que faço”, de ‘Deus Sempre Mata Os Saudosistas Primeiro‘. Pra pensar.
Não tenho a menor dúvida que Jonathan Tadeu é um dos nomes mais relevantes da atual geração da música brasileira. Uma geração que merece ser achada o quanto antes. Não conhece? Hora perfeita para dar uma chance para quem se reinventa sem perder a essência.
Jonathan segue na estrada com a turnê “Sem Sair na Rolling Stone” (abre o olho, Rolling Stone!) com dezenas de shows marcados – ainda na turnê ao lado de Vitor Brauer, ex-companheiro de Lupe de Lupe (aliás, a relação com a banda é narrada na imperdível faixa ‘Lupe de Lupe‘). No final do mês eu ajudo a engrossar o coro de “Pelo amor de Deus, Jonathan Tadeu” aqui no Rio de Janeiro.
Conheça mais sobre Jonathan Tadeu no RIFF Spotlight:
A banda cearense Selvagens à Procura de Lei divulgou hoje pela manhã o clipe de Guetos Urbanos, faixa do “Praieiro” (2016), terceiro disco da carreira do grupo. O vídeo é uma ótima consequência da parceria entre a banda e o Instituto Povo do Mar, IPOM, local em Fortaleza que estimula crianças e jovens através do esporte, cultura e cidadania.
O clipe dirigido por Markos Montenegro, foi visto pela primeira vez no domingo pelos protagonistas, os moradores de Titanzinho, em meio a um festival que reunia música local, oficinas e campeonatos.
Tudo teve início quando o Selvagens foi convidado para participar da gincana chamada “Batalha dos Ritmos”, nela os fãs de dois artistas de gêneros diferentes competiam em diversas modalidades e a equipe vencedora iria escolher uma instituição para fazer a entrega dos alimentos arrecadados nos shows da banda. Como campeões, Gabriel, Rafael, Caio e Nicholas decidiram ir pessoalmente levar as doações para o IPOM.
Até aquele momento eles não pensavam em trabalhar a música, mas quando chegaram lá, as crianças atendidas pelo instituto prepararam uma surpresa: receberam os meninos cantando a música Guetos Urbanos. Depois disso a relação deles com a comunidade de Titanzinho só aumentou e resultou nesse clipe, que mesmo sendo gravado em pouco tempo, consegue mostrar toda a beleza, trabalho e amor envolvido em busca de um futuro melhor. Confere aí para entender:
Os cariocas da Drops 96 lançaram na última semana o clipe da música Deixa Fluir, primeira faixa do terceiro álbum do grupo, “Busque Mais da Vida” (2016). Malabares, poeira e, principalmente, sonho fazem parte do roteiro produzido pela AMSTRDM. O vídeo conta a história de um executivo cansado do seu trabalho, que encontra nas artes circenses uma fuga de tudo.
A banda composta por Fernando Sampaio, Marcio Quartarone, Fabio Valentte, Bruno Lamas, Leonardo Ugatti e Victor Toledo contou ainda com um sétimo integrante na gravação: os fãs! O Canal RIFF conversou com Fernando, responsável pelos teclados e sintetizadores, para descobrir outras curiosidades. Confira!
Segundo Fernando, Deixa Fluir foi, desde o início, a música que mais gerou identificação dentro da banda. “Ela foi o fio condutor de todo o trabalho e a responsável por fugirmos da nossa zona de conforto, experimentar timbres novos, uma onda nova. A resposta nos shows tem sido incrível”, contou. Para o clipe, a banda queria passar a mensagem de deixar fluir o que te faz feliz na vida, que as coisas vão começar a dar certo e, para isso, acharam a pessoa ideal.
Essa história é exatamente o que aconteceu com a vida do Melão, protagonista do clipe. “Ele era publicitário, trabalhava em um grande escritório da área e resolveu largar tudo para se dedicar ao que ele amava fazer. Hoje ele é um grande artista circense, vive disso e quando a galera da AMSTRDM nos apresentou essa história, todos nós piramos e acreditamos que seria a melhor história para ilustrar o nosso som”, disse.
O vídeo conta, ainda, com a participação super especial dos fãs e amigos da banda. Nando conta que essa relação é muito bacana: “Eles frequentam nossas casas, vão nos churrascos na casa do Leo ou do Bruno, é uma coisa bem próxima mesmo”, afirmou, contando que eles possuem até um grupo no Whatsapp, onde rolam, além de novidades da banda, muita zoeira. “A gente quis que eles participassem desse trabalho porque ainda não tínhamos nenhum registro desse tipo. Queríamos sorrisos sinceros na gravação e essa foi a melhor forma para captar isso. Nós queríamos dar esse presente para eles”, concluiu.
Para o futuro, a Drops96 prefere não fazer grandes planos a longo prazo e viver cada momento de uma vez. “Queremos divulgar ao máximo todo o CD, chegar em cidades que ainda não tocamos, voltar em cidades que já plantamos uma semente em shows passados… Vamos deixar fluir”, contou.
Com vocês o clipe de Deixa Fluir:
Ps. Nós apostamos que depois você vai se pegar cantarolado “Deixa fluir, uô, uô..”
Desde a sua estreia como artista solo, Jonathan Tadeu, que também é fotógrafo, videomaker e cofundador do coletivo Geração Perdida de Minas Gerais, transforma situações e inquietudes do cotidiano em canções. A honestidade parece ser uma das causas da admirável produtividade de Jonathan, que lançou o primeiro álbum, “Casa Vazia”, em 2015, e apenas um ano depois nos presentou com o comovente e bonito “Queda Livre”.
Jonathan é um artista em constante evolução. Apesar do pouco espaço de tempo entre um CD e outro, o músico mostrou, em seu segundo disco, que já estava em uma versão melhorada de si mesmo. Sem perder a identidade ou a sinceridade cortante presente em trabalho de estreia, o mineiro encontrou uma forma mais ensolarada de lutar contra os demônios do passado. Entre guitarras dedilhadas e letras martirizantes, Jonathan também dá espaço para um otimismo reconfortante nas músicas do “Queda Livre”.
Para o terceiro álbum, “Filho do Meio”, que virá ao mundo no dia 04 de abril, o músico promete mudanças. São muitas as novidades para o próximo lançamento, o que só confirma o desprendimento do compositor para seguir padrões ou tentar se encaixar em rótulos. Começando pela capa do álbum, que você vê abaixo. Pela primeira vez, o cantor aparece na capa do próprio disco. Jonathan se apresenta, aos ouvintes desavisados, pelas lentes do fotógrafo e videomaker Flávio Charchar. A palavra final, em relação à escolha da foto pra capa, ficou por conta dos fãs que contribuem financeiramente com o trabalho do artista, por meio da plataforma APOIA.se.
A sonoridade da obra de Jonathan também está em processo de transformação. O indie e sadcore, presentes no tão polêmico “rock triste”, darão lugar à uma atmosfera mais R&B. A guitarra, sua fiel companheira, dará espaço aos sintetizadores. Os temas das canções também tendem a mudar, pois, agora o músico narra acontecimento mais recentes, como estar em turnê com os amigos, laços de amizade perdidos, o casamento recente e sua relação com Belo Horizonte. João Carvalho (El Toro Fuerte, Rio Sem Nome, Sentidor), produtor do álbum, afirma que o disco será mais “dedo na ferida”.
O primeiro single dessa nova fase, “Fantasmas”, é uma animadora prévia do que está por vir. Com uma introdução melancólica, seguida de uma bela performance vocal do músico, a canção cresce e explode com as batidas que também iniciam o declínio da faixa, que termina com um quê de canção de ninar. Abaixo, você confere o clipe da música.
O vídeo, simples e extremamente bonito, conversa com os outros trabalhos audiovisuais do cantor, que quase sempre retratam momentos cotidianos, que tratamos como irrelevantes na correria do dia a dia, mas que, no fundo, estão carregados de significados. Dirigido por Charchar, o clipe é o primeiro da carreira de Jonathan que não foi autodirigido.
Misterioso, o vídeo nos deixa cheios de questionamentos quanto ao seu significado. A letra, muita curta, também deixa um espaço vazio para livre interpretação. Mas, no final das contas, dá pra encarar o ato corriqueiro de fazer a barba como uma espécie de culto de renovação. Talvez o vídeo seja uma metáfora para essa onda de mudanças na vida de Jonathan, a total entrega ao processo de composição de um álbum, a confiança em deixar outras pessoas intervirem em sua obra, e, por fim, o resultado: a mesma pessoa, mas com uma cara nova e pronta para “começar tudo de novo”.
No final das contas, fica um sentimento bom ao ver que Jonathan não se entregou à passividade, ao status quo de destaque na cena independente brasileira, e ainda procura se reinventar, sair da sua zona de conforto, mas sem deixar sua essência de lado. Ainda falta um pouco para podermos conferir o resultado completo dessa nova fase, mas, pelo que pudemos ver e ouvir até agora, vem coisa muito boa por aí!
Confira o tracklist de “Filho do Meio”:
1. Fantasmas
2. Sorriso Amarelo
3. Deus Sempre Mata Os Saudosistas Primeiro
4. Lupe de Lupe
5. Questão de Classe
6. Festa de Despedida
7. Araxá 500
8. Alicerce
As novas formas de distribuição, produção e consumo de música têm como uma de suas várias consequências uma “explosão” no surgimento de bandas com propostas parecidas. As bandas que conseguem se destacar no meio desse mar de informação são aquelas que conseguem trazer alguma inovação no meio dessa mesmice. É isso o que a the last whale traz em seu primeiro single, “Inhale”.
A banda, formada por Pedro Arantes (vocal), Gregorio Carnevale (bateria),Andre “Nico” Nicodemus (guitarra), Lucas Alfradique (baixo) e Tadeu Levy (guitarra)bebe em fontes muito diversas e faz um som difícil de definir, trazendo elementos do post-hardcore junto com o djent, o prog metal e até o metal tradicional. É justamente essa mistura que faz a the last whale soar com uma identidade própria e bastante sólida, mesmo para uma banda que deu seus primeiros passos no ano passado.
Composta por Pedro Arantes, a faixa traz em seus versos um grito sobre decepções e volta por cima. “A letra fala de pessoas que dizem estar sempre do seu lado, e em momentos ruins são as primeiras a dar as costas, ou pior, dar aquela apunhalada. Fala sobre reviravolta também, sobre ver o inferno mas juntar força pra se levantar”, diz Arantes. Tudo isso vem aliado a melodias virtuosas com diversas camadas, um vocal rasgado digno da temática do single e um riff principal que cola no ouvido de primeira. “Inhale” é uma faixa que merece ser escutada com cuidado para que cada uma de suas diversas nuances seja percebida. Mas também precisa ser ouvida naqueles momentos em que se quer berrar pela casa e espantar a energia ruim depois de um dia cansativo.
“Inhale” está disponível no Spotify, no YouTube e no bandcamp da the last whale:
O músico carioca Lucas Parada lançou “NUM3R0L8G1A”, o primeiro trabalho de sua carreira. O álbum é composto por 14 faixas e mostra as diferentes influências musicais de Parada.
O disco completo e o clipe Quem Sabe de Mim já estão disponíveis no canal do Lucas no Youtube. Para alimentar ainda mais a curiosidade do público, o cantor divulgou um teaser com trechos de todos os vídeos que ainda estão por vir. Confira ‘NUM3R0L8G1A O Filme’:
O Canal RIFF orgulhosamente apresenta o lançamento da mais nova música do Sasha Grey As Wife: Trans Crux, que estreia hoje no YouTube – e nos demais sites de streaming. Não conhece? É simplesmente uma das bandas mais promissoras do país.
Trans Crux é um soco na cara. A música com um um delicioso quê oriental vai crescendo em uma angústia asfixiante – enquanto a narrativa de Júlio trata de temas urgentes de minorias. Um dos melhores lançamentos do Sasha Grey as Wife, que já se destacou no início deste ano com o álbum Pupil/Pupils.
O volta-redondense Júlio Victor lidera esse exército solitário sabe-se lá como. Toca todos os instrumentos da banda sozinho, mas, certamente você também vai querer se juntar ao SGAW. Saiba mais sobre a banda:
Sasha Grey As Wife é uma ‘banda de um homem só’ composta pelo produtor Júlio Victor. O objetivo é fazer música apenas com samples rítmicos e cordas, misturando elementos do Rock, Rap e Eletrônico. Esta proposta foi consolidada no disco de estreia Pupil/Pupils, mostrando uma compilação de músicas lançadas em 2014.
A história da música nova:
Trans Crux, a nova música, aponta para o início de um novo ciclo, de um novo disco. Agora com um discurso mais abrangente, colocando em pauta questões atuais e polêmicas como religião, sexualidade e minorias. A mixagem e masterização ficaram por conta do estúdio Casa, da banda Amplexos, que colaboraram para a sonoridade inclinada ao dub e ritmos brasileiros. A arte foi feita por Jéssica Prestes, em um trabalho de colagem que valoriza a figura humana, aproximando o observador ainda mais do conceito.