Campanha Underground Contra O Frio
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Por Felipe Sousa | @felipdsousa
Dia 2 de julho de 2016 foi a data escolhida pela Radioativa pra comemorar seus 7 anos de estrada (28/6) e de quebra os aniversários da vocalista Ana e do baixista Denny (04/7). E Junto com as bandas Sun7, Drops96 e 161 decidiram que o palco pra essa festa seria a Lona Cultural de Jacarepaguá. Já conhecido por promover atrações das mais variadas, atrativas ao público local e ser um espaço que o circuito carioca precisa, a lona mostra-se cada vez mais atuante na cena underground. Não é à toa que já levou nomes como Versalle e a própria Radioativa.
Em contraste a essa esperança do ambiente tornar-se ponto de encontro da cena, devemos destacar que a Lona merece um upgrade no visual, e a acústica não é lá das melhores; o que dificultou um pouco as bandas na passagem de som e no show. Isso, aliado à dificuldade da cena underground em captar recursos, nos levou a um pequeno atraso no início do evento. Alguns problemas técnicos, microfonias, sonoridade falha, interferiram no andamento do show. Mas, calma! Continue lendo com a gente e vai entender porque esse evento vai além dele mesmo, e porquê VOCÊ, fã de rock, é tão importante pra esses sonhadores que fazem música. Confira em quatro atos e preste MUITA atenção a partir do 2°, principalmente.
1° Ato. Apesar de fundada em 2011, a SUN7 tem integrantes bem jovens Thay Martins (Voz principal), Vinícius Távora (Guitarra e Voz), Fábio Florenzano (Guitarra), Duka Meirelles (Baixo e voz) e Raquel Igne (Bateria e Voz). Raquel Igne, no entanto, não esteve na festa, por problemas de saúde, sendo substituída pelo seu namorado, que também é baterista, Gabriel Lopes, que com apenas um ensaio, na noite anterior ao show,fez bonito e deve ter deixado a Raquel orgulhosa. A banda deu então o pontapé inicial ao evento, que nesse momento não contava com um público grande. O Pop Rock dos meninos alternava-se entre músicas autorais e covers. Thay Martins ditava o ritmo da galera com sua bela voz e certa dramaticidade na interpretação das canções, e era acompanhada pelo baixo e guitarras performistas dos meninos cabeludos que traziam à cabeça a lembrança do gigante Slash. Ao menos no visual. Os garotos tocaram poucas músicas, devido ao tempo curto, mas deu pra notar que a banda está buscando maturidade sonora e o tempo nos dirá até onde podem ir.
2° Ato. Fabio Valentte (Vocal), Nando Sampaio (Teclados/synths/programações), Marcio Quartarone (Guitarra), Leonardo Ugatti (Guitarra),Victor Toledo (Baixo) e Bruno Lamas( Bateria) formam a Drops96. Começou em 2006 como uma banda de colégio e, em 2010, como diz o site deles, colocaram o pé na estrada. A banda tem três álbuns sendo o terceiro, “Busque Mais da Vida”, de 2016. Todos eles foram feitos a partir de campanhas de crownfounding.
O entrosamento dos caras é visível, diante de todas as dificuldades técnicas e de estrutura do evento, botaram pra quebrar logo de inicio. Mais que triplicaram o público logo na primeira musica. Deram um ritmo frenético engatilhando uma canção atrás da outra, e o público reagiu indo à frente do palco. Apesar dos caras não apontarem uma influência direta, ou um gênero específico, o som é bem perto do pop rock, com intros e refrãos pesados, alternando com pegadas bem dançantes e uma voz potente do Fabio. Exemplo disso foi quando tocaram Estrada e agitaram a galera.
Apresentaram também um cover de Tim Maia, que com todo respeito ao mestre, ficou muito bom. A banda tirou a timidez da galera, fez cantar junto.
Fica bem claro que a Drops tem ouvido muito Foo Fighters, e CBJR, mas não param aí. O dinamismo das guitarras e pancadas na bateria faz da banda um grande talento. O que rendeu aos caras o Prêmio Melody Box – Apresentação no Circo Voador em 2011. Ouça Drops96. Melhor show da noite!
3° Ato. Gabriel Bastos (Vocal), Daniel Cardoso (Baixo), Victor Fonseca (Guitarra), Letícia Santos (Bateria) e Marcio Marques (Guitarra) formam o quinteto SuperStar da 161. Conhecida por ter participado do programa global, iniciaram o seu show com alguns problemas técnicos (assim como as outras bandas), o microfone do Gabriel defeituoso irritava o cantor, e a guitarra do Marcio pouco se ouvia. Aí você pode pensar que o show não foi legal, né? Errado! Estamos falando de uma banda que se leva a sério. Gabriel é o típico Rock Star líder de banda, daqueles que mexe com a galera, e se você for daqueles tímidos, logo mudará isso e estará vibrando com o som dos caras na frente do palco. Foi o que aconteceu. A galera não se conteve nas chamadas cheias de entusiasmo e atitude rock’n’roll do vocalista.
161 tem claras influências em Charlie Brown Jr, além de riffs inflamados. Foi nessa pegada e com uma grande performance do vocalista Gabriel, que fizeram um baita show, na garra.
Todo mundo sabe a dificuldade que é fazer rock no Brasil. Ainda mais difícil é a cena underground. Captar recursos, engajar pessoas, se inserir na mídia. Produzir um evento nesse cenário é desafiador e perigoso. Como já falamos, encontramos essa dificuldade no evento, público pequeno, estrutura e equipamentos sem grandes orçamentos. Mas se tem uma coisa que nunca vai mudar na batalha underground é a garra dessa galera em fazer música boa e promovê-la. Vimos isso quando a Radioativa subiu no palco e encontrou tais dificuldades, e não fez nada diferente do que proporcionar pra quem estava alia insanidade que é celebrar sete anos de estrada, nesse cenário, com um show cheio de coisa boa, e com muita vitória diga-se de passagem
4° Ato. Ana Marques(Vocal), Felipe Pessanha (Guitarra), Fabricio Oliveira(Guitarra), Denny Manstrange (Baixo) e Rodrigo Aranha (Bateria) têm dois EPs lançados e quatro clipes de produção totalmente independente, fazem um pop punk, com elementos do post-hardcore passando pelo emo. E é difícil não perceber também, tanto visualmente, quanto na sonoridade, nuances do Paramore.
Logo no inicio da apresentação, a banda promoveu seu hit Esquinas e de cara, levantou a galera. Dando a todos a oportunidade de ouvir a bela voz da Ana e belos riffs também. A música é muito boa, a melodia e letra grudam na cabeça.
Logo depois o microfone apresentou problema, e é aqui meus caros, que eu explico o porquê de vocês serem fundamentais. Quando a microfonia parecia não ter fim, o público comprou a briga, CANTOU JUNTO, no gogó, me deu a certeza de que a Radioativa não era mais só uma tentativa. A Radioativa VIVE. O ROCK VIVE. Foi demais ver a interação do público que ali estava. E com certeza, foi um belo presente do público pra banda.
Depois de conseguir que o microfone colaborasse a banda mandou um cover de Katy Perry e de novo animou a galera. Mas foi Acredite com seu riff inflamado em parceria com uma bateria pesada que agitou quem ali estava.
A música de trabalho da banda Vital foi outra amostra do potencial Pop Punk da banda. Contando com a participação de Bruno Dela Cruz, que veio de São Paulo pra se apresentar com a banda.
A banda encerrou com chave de ouro cantando Você não sabe nada sobre mim, e foi talvez o grande momento do show. Outra pancada na alma dos amantes do rock.
Radiotativa 7 anos foi o show pra celebrar bandas que você precisa e deve conhecer. Falamos aqui que o evento vai além dele mesmo, e de fato vai! Se por um lado houveram problemas, dificuldades, e a produção ficou a desejar; por outro, a garra e o som que mostraram merecem chegar no seu ouvido e ser compartilhado. Som de qualidade, atitude rock’n’roll, personalidade e muita disposição pra dar o melhor.
Quando o RIFF te der as coordenadas de um show como esse, vá! Abraço, Riffeiros. Até o próximo show.
Banda: gorduratrans (Rio de Janeiro/BR)
Música: vcnvqnd (2015)
Periodicamente a página do Canal RIFF apresentará uma banda diferente! Seja nova ou rodada, brasileira ou gringa.
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Por Guilherme Schneider | @jedyte
No último sábado (25/6) o Circo Voador pôde presenciar dois nomes fundamentais do rock nacional: Wander Wildner e Ira! A noite fria para os padrões cariocas (chavão inevitável nas resenhas mais recentes do RIFF) foi muito melhor do que o imaginado. Mesmo do alto dos meus 33 anos, me senti um garoto, em um Circo praticamente lotado de quarentões e cinquentões.
Muitas vezes passamos batidos por shows assim, de figurões nacionais. Talvez por conta de uma (errada) ideia de que “podemos ver essas bandas quando quisermos”, ao menos em comparação com as gringas, mais “valorizadas”. Confesso que só havia visto o Ira! no Rock in Rio III, em 2001 – em show dividido com o Ultraje a Rigor.
O que dizer então da abertura, do ex-Replicante Wander Wildner? Nunca tinha visto um show do bardo punk ao vivo. Certamente por conta disto eu tinha uma imagem totalmente equivocada do gaúcho. Muito por causa do “Acústico MTV: Bandas Gaúchas”, especial de 2005 que deu um gás nas carreiras de Cachorro Grande, Bidê ou Balde, Ultramen e do próprio Wander Wildner.
A imagem que (envergonhadamente) guardei foi completamente desconstruída por um show arrebatador. No palco, Wander é um cara que passa uma sinceridade absurda. Posso até estar enganado, mas o que ele canta é verossímil. Você consegue sentir mesmo aquela emoção.
O setlist foi pautado em seu mais recente lançamento, Wanclub, que saiu em março. Trata-se de uma coletânea, com regravações de diversas fases da carreira – diga-se de passagem, upgrades. Destaque para Astronauta, Mantra das Possibilidades, Eu Queria Morar Em Beverly Hills e Surfista Calhorda. Um Lugar do Caralho (Júpiter Maçã) e Amigo Punk (Graforréia Xilarmônica) deram o tom de homenagens ao aclamado rock gaúcho.
Além do comanchero velho de guerra Jimi Joe (guitarra), Wander teve a companhia do competente trio carioca Beach Combers. Rouquidão poderosa, postura rock and roll despojada, e a cara-de-pau de se denominar um ‘punk brega’ fazem dele um herói da resistência digno. Ovacionado, o magnético Wander deixou o palco com o hino Festa Punk, clássico dos Replicantes.
Logo depois foi a vez do Ira! entrar em cena. Liderado pelos lendários Nasi (vocal) e Edgard Scandurra (guitarra), o Ira! está cada vez mais família. Daniel Rocha, filho de Scadurra, é o baixista. Johnny Boy (teclado) e Evaristo Pádua (bateria) completam a banda.
Com o perdão de qualquer trocadilho, o show do Ira! foi iradíssimo! A ideia era comemorar os 30 anos do segundo álbum de estúdio, o “Vivendo e Não Aprendendo” – gravado no Rio de Janeiro e produzido pelo Liminha. Nasi cantou todas as músicas, tanto do Lado A quanto do Lado B. Algumas, como Casa de Papel, não eram cantadas ao vivo há décadas.
Mas a banda também tocou músicas de outros discos, no início e no final do show. Em Bebendo Vinho, Wander Wildner subiu novamente no palco, junto com Jimi Joe, para uma tabelinha sensacional.
A sequência de sucessos do cancioneiro roqueiro nacional foi incrível. O público cantou alto em Envelheço na Cidade, Dias de Luta (inclusive com o seu “refrão secreto”), Flores em Você e Núcleo Base. Destaque também para a irresistível Pobre Paulista, iniciada com um direto “Pau no cu do Bolsonaro”.
Estranhamente o som do Circo não esteve em seus melhores dias, justamente no Ira!, mas nada que atrapalhasse a noite de celebração de um dos álbuns mais importantes do rock brasileiro. É um privilégio ver (e ouvir) ao vivo Scandurra, um dos maiores da história no país. Além, é claro, de Nasi, emocionado com mais uma recepção calorosa no Rio. Saiu do palco aos gritos de “Ole, ole, ola, Ira, Ira!”, aquela certeza de quem vive, aprende e ensina como pode.
SETLIST IRA! (RJ – 25/06/16)
Por Igor Gonçalves | @igoropalhaco | Fotos: Fernando Valle
Por motivos de não está fácil essa vida, só hoje lhes trago a resenha do show que aconteceu no último dia 18 de junho, na Planet Music em Cascadura. Contamos com apresentações das bandas Literal, Cliva, Incendiall e também, daquela que já podemos convidar para a macarronada de domingo de tão íntimos, Menores Atos.
Nesse clima montanhoso (pelo menos para nós cariocas) muita gente encontra dificuldades em encontrar formas de se aquecer e se divertir. Sábado eu escolhi ir me aquecer em Cascadura e acabei me surpreendendo com quão além de “apenas aquecimento” o evento foi. Por isso, um primeiro agradecimento ao Luciano Paz, um dos grandes embaixadores do underground nacional. Na histórica Planet Music, um clima imediato de acolhimento e união. Era como se todos, apesar das diferenças de estilos, estivessem ali com os mesmos objetivos e mesmas expectativas.

Abrindo o evento, Literal subiu ao palco. A banda mostrou um grunge enérgico e com muita vontade. O público gostou por ter a oportunidade de fazer rodas em algumas músicas e extravasar um pouco. Eu particularmente não consegui aproveitar muito o show. Possivelmente por ter ido ao evento com uma vibe diferente ou por simplesmente não ser muito o meu estilo. Apreciadores do grunge, ouçam a Literal e depois me xinguem pelo meu mau gosto.

A Cliva assumiu os instrumentos e, na introdução da primeira música, já fez a galera que havia sentado para tomar mais uma cerveja levantar. Fiquei feliz em conhecer a banda. Me fez lembrar muito a época de ascensão do hardcore nacional, que nos trouxe bandas como Dead Fish e CPM 22. A distorção das guitarras e a presença de palco do vocalista da Cliva (PW) com certeza influenciou no aumento de temperatura da frienta Planet Music.

Graças à propaganda de amigos, eu estava com uma certa expectativa para o próximo show. A Incendiall, para quem não sabe, é ex-banda do Cyro (vocalista e guitarrista da Menores Atos). Eles pararam, pois tiveram que dar atenção a questões pessoais e, durante esse intervalo nasceu a Menores Atos. A Incendiall apresenta um hardcore de raiz. Aquele hardcore de várzea que te abraça e te dá vontade de esgoelar a letra e pular. Eu gostei demais do show e eles conquistaram minha atenção. Esse ano eles estão voltando aos palcos com pequenas mudanças na formação e, segundo o vocalista (Thiago), já tem música pronta e algumas outras para serem finalizadas e fecharem um novo álbum. Uma banda que com certeza merece a nossa atenção.

Chega esperada hora da Menores Atos. O baterista oficial da banda (Ricardo Mello) estava presente, mas ainda em fase de recuperação. O substituto (Felipe Fiorini) segue comandando a cozinha da banda sem prejudicar o instrumental.
Cyro, acompanhado de sua fiel escudeira Cort, deu início ao show com o tranquilizante tapping inicial de Animalia. Meus amigos, que energia! Tive a sensação de que todos sabiam as letras e cantavam em um volume respeitoso à voz do Cyro afim de não ouvir apenas as próprias vozes.
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O show arrebatou os corações presentes. É incrível a capacidade deles de fazer como se as músicas tivessem sido feitas individualmente para cada um ali. Muitos choraram sem nenhuma vergonha de demonstrar emoções enquanto berravam ou cochichavam as letras. A primeira grande participação do público veio ao final de Transtorno com o público fazendo um coro de “PREPARAR, APONTAR! PUXANDO O GATILHO!”. Na saideira Sereno, uma parte dos vocais é feita pelo baterista que, como dito anteriormente, estava presente, mas não pôde tocar por estar se recuperando de problemas de saúde. Se aproximando da parte dele, eis que sobe no palco uma pessoa da plateia e tem o microfone cedido por Cyro para, junto com o restante do público, cantar energicamente a parte do Ricardo. Em meio à stage dives, o participante devolve o microfone ao pedestal e desce (também com stage dive) do palco. Se aproxima onde seria uma outra participação de Ricardo e sobe uma outra pessoa para puxar o coro novamente. Foi uma linda noite. Garanto que sentirei uma dor no peito caso eu perca futuras oportunidades de assistir Menores Atos novamente. Por isso, caro leitor do RIFF, vá o quanto antes assistir a esse trio. Você merece.
Conheça mais de Menores Atos na RIFF Session 360º:
Banda: Bordô (Rio de Janeiro/BR)
Música: A Viúva Vermelha (2016)
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Por Alan Bonner (texto e fotos) | @Bonnerzin
Queridos riffeiros, o poeta está vivo, anda muito bem escoltado e tem encantando as multidões. E quem esteve no Teatro Ipanema na última sexta-feira (24/6) pôde ver mais um de seus testemunhos e saiu abençoado pelo som maravilhoso de Posada e O Clã. O show foi mais um fruto do ótimo trabalho da residência artística “Vem! Ágora”, que tem feito diversos eventos culturais no Teatro Ipanema, e que promete trazer mais artistas independentes da música para o seu palco nas sextas-feiras.
Na humilde concepção desse fã de música que vos escreve, estamos vendo em Carlos Posada o Caetano Veloso da nova geração. Exagero ou não, o tempo dirá. O fato é que o sueco de sotaque pernambucano tem a alma de um poeta urbano, e traz tal faceta para o palco de uma forma ainda mais visceral do que suas composições já deixam explicitas. As letras são densas, mas a interpretação é tão cuidadosa e sincera que parece que ele dá uma aula do que quis dizer. Para tornar tudo mais didático, O Clã dá todo o tom das situações versadas por Posada de maneira magistral. O que é de se esperar, visto que ele é composto por ninguém menos que os entrosados Gabriel Barbosa (bateria), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Ventura (guitarra), parceiros em outros projetos como Ventre, SLVDR e Duda Brack.
Posada abre o show agressivamente, na base da tijolada. Tijolo, talvez a canção mais conhecida do compositor, ganha uma voz de denúncia/protesto e dá o tom ao que está por vir: um show forte, com um instrumental que convida a todos para prestar atenção no que será dito. Daí para frente, a banda alternou as músicas do álbum “Posada” (2013) com novidades de um futuro novo álbum, e que promete ser tão fantástico quanto o primeiro, pelo que deu para perceber nas músicas tocadas. Músicas essas que animaram bastante o público, que não se contentou em ficar sentado nas poltronas do teatro e se levantou para dançar.
O grande destaque da noite ficou por conta das talentosas participações especiais, com Duda Brack, que cantou Lamento, Caio Prado, que cantou Retalhos e Júlia Vargas, que cantou Pulmão. As cerejas do bolo ficaram por conta do bis com Tijolo, cantada por todos os convidados no palco, e o anúncio de que o novo álbum sai em breve, “No máximo em dois meses”. Vamos aguardar e torcer por vários shows, pois o que Posada diz e O Clã toca não pode ficar no ouvido de poucos. Porque não só “parece arte/revolução”, de fato é.
Por Bruno Britto | @brunosbritto
O fim de uma vida é sempre um choque, apesar de ser uma certeza para todos nós. Nossos ídolos não estão imunes a isso, e a notícia de que algum deles nos deixou sempre causa aquele aperto no coração dos fãs.
Diversos músicos conseguem usufruir de seu sucesso e possuir uma vida longa, porém não foi o caso dos listados abaixo. Existem aqueles que partiram cedo demais, alguns no ápice de suas carreiras, e essa partida repentina se torna ainda mais triste e saudosa.
Confiram abaixo cinco músicos que nos deixaram de forma precoce.
O fundador de um dos maiores fenômenos musicais da história, o Nirvana, Kurt Cobain sempre lutou contra seu vício em drogas e seu histórico de depressão. Visto como um marco da geração dos anos 90, a banda foi um dos mais fortes grupos de grunge e alcançou sucesso absoluto. Apesar de todas suas qualidades como vocalista e guitarrista, a presença e a personalidade de Cobain eram sua marca registrada. Faleceu aos 27 anos, com um tiro de espingarda na cabeça. E, apesar de oficialmente ter sido considerado suicídio, muitos ainda questionam se realmente foi o que de fato aconteceu.
Jim Morrison foi o vocalista da lendária banda norte-americana, The Doors. É considerado uma das maiores influências musicais para bandas da atualidade, além de ter sido o principal compositor do The Doors. Além da música, Morrison escrevia poesias, a qual dedicou bastante do seu tempo. Faleceu em julho de 1971, também aos 27 anos, e a causa ainda continua bastante discutida. Apesar de inicialmente ter sido relatado um ataque cardíaco, não houve autópsia e, consequentemente, confirmação.
Virtuoso é uma palavra que pode ajudar a definir Randy Rhoads. Foi o guitarrista do Quiet Riot e do projeto solo de Ozzy Osbourne e, apesar da pouca idade, impressionava a todos por sua maneira de tocar, tanto por sua habilidade, como por sua originalidade, criando um estilo diferenciado, sendo considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Nos deixou de maneira muito precoce, apenas com 25 anos, após um acidente de avião.
Os fãs do Metallica ainda hoje parecem não ter superado a perda de Cliff Burton. Mas, quem pode culpá-los? Um baixista extraordinário, que inovou usando a distorção e efeitos mais característicos da guitarra, em seu baixo, deixando-o com um som peculiar. Esteve presente em três álbuns da banda, incluindo uma das maiores unanimidades do metal, “Master of Puppets”. Faleceu em 1986, após um acidente de ônibus com a banda, com apenas 24 anos.
A mais recente perda da lista, Jimmy Sullivan, conhecido como “The Rev”, foi o baterista do grupo norte-americano Avenged Sevenfold. Um excelente baterista, The Rev era um músico carismático e muito querido por todos os integrantes da banda. Faleceu em 2009, aos 28 anos, vítima de uma overdose acidental de remédios. Em sua memória, a banda lançou como tributo ao mesmo a emocionante canção So far away.
O RIFF já fez um vídeo sobre “Maldição dos 27 anos”. Confira:
Por Lorena Nascimento | @lorenallori
Quantos anos você tinha em 2004?
Bom, estamos em 2016, e talvez você tenha hoje a idade que eu tinha quando conheci a banda Catch Side.
Pois é, meus amigos…. o tempo voou. Há 12 anos assisti ao primeiro show deles, no auge dos meus 15, e de lá pra cá, muita história rolou!
Kaká Reis (vocal/guitarra), Diego Santos (guitarra), Bryan Chagas (baixo) e Rodrigo Galha (bateria) estão juntos desde 2008, porém, a Catch Side já teve outras formações, e ao contrário do que o Vagalume pensa, o primeiro CD da banda não foi “O Sonho Não Acabou”. ;p
Apesar dele ter sido o álbum mais vendido do grupo, e o que fez a banda estourar, com o hit Eu e Você, os meninos da Catch Side já faziam sucesso antes mesmo desse primeiro CD oficial lançado em 2007.
Depois de bombarem na internet, na TV, em eventos, e de muitos shows pelo Brasil, em agosto de 2009 eles lançaram o álbum “Sempre Mais”. Foi aí que surgiu o primeiro clipe da Catch Side, com outro hit marcante, “Daquilo que Eu Chamo de Amor” (não sei você, mas sete anos se passaram e eu ainda sei cantar essa! rs).
Olha só o que estava rolando com a banda nessa época:
Exatamente um ano depois, em agosto de 2010, a Catch Side anunciava seu fim, e dava início à sua última turnê pelo Brasil:
“[…]Chega uma hora na vida que cada um tem que correr atrás do que é bom pra si, sempre buscando seus sonhos e objetivos, mas com o pé no chão. Viver de musica é muito complicado como vocês todos sabem. Saber a hora de parar é importante, pois o que construímos com o Catch Side é muito grande e não seria justo nem com vocês e nem com a gente que deixássemos esse legado terminar de uma forma feia, com brigas, problemas e sem shows. Estamos terminando de cabeça erguida, numa época boa e sabendo que todos nós fizemos sempre o melhor pro Catch Side. Esse fim não pode nunca, de forma alguma, ser considerado um fracasso, pelo contrário, o saldo final dessa história é de total SUCESSO. Corremos as principais capitais do pais, tocamos em shows excelentes, gravamos dois CDs, chegamos a uma gravadora, fomos indicados em prêmios, abrimos shows gringos, fizemos inúmeros amigos, e principalmente, conquistamos vocês. Com certeza nosso maior sucesso é ter vocês do nosso lado!”
Em 2015, a banda chegou a lançar um terceiro CD, o “Colombo”. Com apenas seis faixas, esse é o meu favorito. Ele traz um som mais maduro da banda, mas com toda a história e nostalgia desses 13 anos de estrada.
Agora, seis anos após sua turnê de despedida, a formação mais marcante e importante da história da banda Catch Side está de volta. Kaká, Digo, Bryan e Galha se reuniram mais uma vez, e resolveram comemorar os 10 anos do álbum “O Sonho Não Acabou”, o mais vendido do grupo. Tocando na integra todas as canções do disco, prometem um reencontro único!
Eles já fizeram shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, o Canal RIFF foi conferir, e já pegamos o set list oficial pra vocês:
É ou não é memorável?! ;D
Não vou contar detalhes sobre o show, que é pra não estragar as surpresas.
Aproveita que bateu aquela saudade, e vai lá conferir de perto o último show dos caras, que vai rolar HOJE, dia 25/6, às 18:30 no Teatro Odisséia!
SERVIÇO | Show Catch Side
Data e horário: 25/6 (sábado) às18h30
Local: Teatro Odisséia (Endereço: Av. Mem de Sá, 66 – Lapa / Rio de Janeiro)
Classificação: 18 anos
Ingressos:
Segundo Lote R$ 25,00