A cerimônia de entrega do 2º Prêmio RIFF de Música será na próxima quinta-feira, dia 1º de dezembro, no Teatro Odisseia (RJ). Além de anunciar os vencedores das 13 categorias indicadas (vote neste link: http://bit.ly/PremioRIFF2016), o evento terá também shows com quatro bandas de destaque na cena atual: Hover (RJ), Versalle (RO), El Toro Fuerte (MG) e Def (RJ).
Identidades diferentes, porém todas bandas mais do que promissoras de rock. Fizemos uma playlist com algumas músicas de cada um das bandas.
Foi dada a largada para 2º Prêmio RIFF de Música! A edição de 2016 apresenta um total de 13 categorias, divididas em ‘Nacionais’ e ‘Internacionais’. Ao todo disponibilizamos 15 opções em cada item, de acordo com votação interna. Porém, assim como no ano passado, você poderá sugerir outras opções – democrático, não?
A votação ficará aberta até a meia noite do dia 30 de novembro, véspera da entrega dos troféus – dia 1º de dezembro a partir das 19h, em evento gratuito no Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro. Lembrando que três bandas já estão confirmadas para shows: Hover, El Toro Fuerte e Def. Não é do Rio? Não se preocupe: Haverá transmissão ao vivo em nossas redes sociais.
A décima sexta edição do Rock in Real aconteceu na sexta-feira, dia 7 de outubro, e misturou música, humor, arte e circo. A simbólica entrada no valor de R$ 1 proporcionou diversas experiências ao público ali presente. O Teatro Municipal Ziembinski foi palco para a apresentação das bandas Two Places at Once, Balba e Hover, todas três apresentando letras em inglês.
O teatro tem um ambiente aconchegante e mais parecia um desafio para os espectadores assistir três show de rock sentados. Os shows foram pontuais e a plateia foi crescendo conforme o passar das horas. Os primeiros a subir no palco foram os cariocas da Two Places at Once, trazendo músicas do disco lançado no inicio de 2016, ‘Birdtraps’. O quarteto mistura suavidade e leveza com muita energia!
Durante as apresentações, outra coisa que prendia a atenção do público eram as apresentações acrobáticas no tecido com diferentes artistas de diferentes companhias cariocas. A segunda banda a entrar no palco foi dos veteranos da Balba, que, apesar da língua e influências estrangeiras não deixa de lado as raízes brasileiras, e apresentaram músicas leves e dançantes, sem deixar de lado a essência do rock and roll.
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Nos intervalos, rolaram ainda algumas apresentações num formato stand up comedy, que pareceram não vingar muito. Com poucos risos na plateia, a dupla de besteirol americano não deixou a energia morrer durante a troca de palco. Para fechar a noite com chave de ouro, os petropolitanos da banda Hover subiram ao palco. O set list da noite girava em torno do primeiro CD da banda, ‘Never Trust the Weather’. O quinteto tem um som bastante original e fez o teatro lotar durante o show.
O evento tem uma proposta super interessante. Do lado do metrô e com entradas a um real, é o programa ideal para qualquer um que ama boa música, arte e um lugar descontraído e diferente das casas que, geralmente, trazem shows para o a cidade maravilhosa. Se você não quer perder as próximas edições, fique de olho nas redes sociais, dessa vez não tem desculpa para não prestigiar!
Em tempos de fim da Rádio Cidade/RJ e com os meios de comunicação mais populares dando cada vez menos espaço para o rock e suas vertentes, uma pergunta ronda a cabeça de quem é fã do estilo: o rock está “morrendo”? Bem, para quem esteve no Imperator (no bairro do Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro) no último dia 13/07 a resposta, com certeza, é não. E quem justifica a resposta são as arrebentadoras Hover, Stereophant e Far From Alaska, que comemoraram o Dia Mundial do Rock com uma festa inesquecível para quem estava lá.
Quem abriu os trabalhos foi uma das favoritas do Canal RIFF. Os petropolitanos da Hover entregaram, como esperado, um ótimo show, com um setlist dominado por músicas do álbum “Never Trust The Weather”. A banda mostrou, em sua segunda passagem pelo palco do Imperator, que já está mais do que pronta para os grandes palcos e públicos, pela boa presença de palco e pela boa música que fazem ao vivo.
A seguir, os cariocas da Stereophant subiram ao palco para um show que fez os presentes se empolgarem muito! Vimos mosh pits, refrões cantados em voz alta e uma interação bastante próxima com o público, que parece já acompanhar a banda há tempos. E, claro, uma sonzeira absurda, com destaque para a guitarra criativa de Vinicius Tibuna. Com certeza, o show mais divertido de se assistir da noite.
Por fim, tivemos a banda que, junto da Scalene, vem encabeçando o novo front de batalha do rock brasileiro e que vem mostrando que o estilo está longe de estar acabado por aqui. Trata-se dos potiguares da Far From Alaska, que estão lotando casas ao redor do Brasil (e do mundo, tendo ganhado o prêmio de banda revelação no MIDEM Festival 2016 e feito vários shows nos EUA). E não é por acaso. A banda faz no palco um som bem semelhante ao que é o álbum de estúdio “modeHuman”. A qualidade dos músicos impressiona bastante, sem contar no carisma incrível de toda a banda, principalmente da vocalista Emmily Barreto. Um show obrigatório para o fã de rock do mundo todo.
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Quem diz que o rock está morrendo ou que não tem mais espaço talvez só não compreendeu ainda que os tempos mudaram e ele ocupa outros lugares. Não está mais na TV e no rádio. Está na internet, e, principalmente, num lugar onde sempre esteve: nas casas de shows. Sejam elas pequenas, médias ou grandes. Distantes ou próximas. A melhor maneira de se experimentar o rock é pessoalmente, frente a frente, ao vivo. Essa é a melhor forma de se apoiar as bandas (em todos os sentidos, principalmente o financeiro) e manter viva a chama desse estilo que amamos. Portanto, quem ainda tem dúvidas precisa parar de se questionar e ir até as bandas e os shows, para que a pulsação se mantenha e nosso querido rock não morra.
O cenário independente de música costuma reunir bandas com propostas nem sempre parecidas, mas que, por fazerem parte da cena em uma determinada época, acabam tocando nos mesmos eventos, tornando a coisa bastante interessante para quem gosta de descobrir novos artistas. A Kult Kolector, localizada na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro) e que costuma abrir espaço para diversas bandas alternativas em seu palco proporcionou mais uma dessas noites na sexta-feira (03/06/2016), onde o destaque foi justamente a diversidade de sons, e, claro, a qualidade das bandas.
A casa recebeu o show de lançamento do álbum “Avec III”, do trio carioca Avec Silenzi. O line up ainda contou com os petropolitanos da Hover em mais uma apresentação da turnê do recém-lançado “Never Trust The Weather” e com os também cariocas da menores atos em mais um show da turnê do aclamado “Animalia”.
Hover
Antes de mais nada, é preciso elogiar duas coisas. Em primeiro lugar, a estrutura da casa. Por mais que fique devendo um pouco em relação à acomodação do público (por exemplo, grandes filas se formaram na porta do banheiro, pois havia apenas um para cada sexo disponível em um evento que recebeu cerca de cem pessoas), a estrutura de som e a acústica do local são bem acima da média em relação a outros picos.
O segundo ponto a se destacar é a maturidade das bandas. O cenário independente deixou de ser sinônimo de algo amador e sem qualidade faz tempo, e quem ainda tem essa concepção certamente não está acompanhando a cena com a atenção que ela merece. E o evento da Kult foi só mais uma prova disso. Os músicos tem uma qualidade absurda e não devem a nada a nenhuma banda de renome. Os álbuns tem uma produção excelente e a execução ao vivo, que alguns artistas já consagrados ficam devendo em qualidade, chega a ser melhor ainda que a experiência em estúdio. Os materiais de promoção e divulgação dos discos e dos shows deixam muita peça publicitária de horário nobre no chinelo. Tocar cover? Pra que? É tudo autoral e muito bem feito! Enfim, é possível se alongar aos montes aqui para falar sobre a qualidade das bandas que se apresentaram e da cena como um todo. Esse parágrafo é justamente para abrir o olho de quem ainda não está atento à safra maravilhosa do rock nacional que ganhou notoriedade nos últimos três anos e que está ganhando corpo rumo aos grandes palcos (vide Scalene, Far From Alaska, Suricato…).
Avec Silenzi
Voltando ao evento, quem abriu a noite foi a Hover, que criou um clima de boas vindas com There’s No Vampire in Antarctica, at Least for 6 Months e logo a seguir tratou de botar a casa abaixo com Hawkeyes, ambas do “Never Trust the Weather”. Ao longo do set, impressionou como a banda trouxe ainda mais peso às músicas em relação ao que foi feito no estúdio, principalmente as do EP de estreia da banda, “Open Road”, que tem uma pegada muito mais pop do que “NTTW”. A banda manteve essa marca ao longo do set, mesmo em músicas mais elaboradas como Teeth e I’m Homesick. Outra coisa que chamou a atenção foi como as três (!) guitarras da banda não se “atropelam” e soam muito bem. Isso geralmente é um desafio grande para as bandas durante suas performances, mas não pareceu um problema em momento nenhum para os ótimos Saulo von Seehausen, Felipe Duriez e Lucas Lisboa. A cozinha da banda, formada por Pedro Fernandes (baixo) e Álvaro Cardozo (bateria) também não faz por menos e mantém intenso o andamento das músicas. Enfim, um show bem porrada, pra bater cabeça e tudo.
menores atos
Após um pequeno percalço com o acerto do som, a Avec Silenzi subiu ao palco para apresentar as músicas do seu novo álbum, além de outras preciosidades dos outros dois discos. E logo de cara foi possível perceber a experiência transcendental que seriam aqueles 50 minutos de set. Nos primeiros acordes e efeitos sonoros, a banda convida o público para uma jornada que certamente não é no plano em que vivemos. A interessante combinação de elementos de trip-hop, post-rock, música eletrônica, efeitos sonoros psicodélicos e uma pitadinha de death metal feita por Duda Souza (bateria), Rafael Ferreira (baixo) e Renan Vasconcelos (guitarra e efeitos) faz até aquele que não está prestando muita atenção no show entrar na viajar junto com os caras. E que músicos fantásticos! Quando você acha que já foi surpreendido ao máximo com toda a técnica do trio, Renan e Rafael trocam os instrumentos entre si para tocar a última música. Sensacional! A banda é ótima e certamente o novo álbum vai repercutir bastante.
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Para fechar a noite com chave de ouro, a menores atos ganhou o palco para fazer um set curto, mas pulsante e com uma participação incrível do público. A plateia praticamente dividiu os vocais com Cyro Sampaio e sua guitarra, o aniversariante Celso Lehnemann e seu baixo e Felipe Fiorini e sua bateria, substituindo o “titular” do posto Ricardo Mello, que passa por problemas de saúde. A banda parece estar se encontrando com o novo membro, e os erros de execução presentes na última apresentação quase não ocorreram (só um pequeno deslize no início de “Oceano”). No show, o que vimos foi o que tem se visto em todas as apresentações da banda. Uma linda introdução, precedendo “Animalia”, e depois o desfile de letras fortes, acordes muito criativos e um ritmo forte e pulsante. E show da menores atos não tem muito o que dizer, é só sentir. É “preparar, apontar, puxar o gatilho” da garganta e cantar da primeira até a última música. E sair rouco, mas de alma lavada.