Banda: Niagara Fools (Porto Alegre/BR)
Música: Nada Vai Mudar (2015)
Sempre a página do Canal RIFF apresentará uma banda diferente! Seja nova ou rodada, brasileira ou gringa.
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Banda: Niagara Fools (Porto Alegre/BR)
Música: Nada Vai Mudar (2015)
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Sim, é real! O Canal RIFF prepara o seu primeiro prêmio anual de música. E a expectativa é de fazer algo realmente grande!
O Prêmio RIFF de Música 2015 foi anunciado na live RIFFCAST, na semana passada.
A entrega dos prêmios será ao vivo em nosso canal no YouTube, dia 19 de dezembro às 20h. Salve a data e ajude na votação popular, que começa aqui no site no próximo sábado.
Algumas das categorias já fora escolhidas (confira abaixo), já outras contam com a SUA participação. Indique nos comentários quais categorias você gostaria de ver. Ah, e claro que não esqueceremos da “Glande de Ouro”, o prêmio mór de zueira do RIFF…
Por Gustavo Chagas (texto e fotos) I @gustavochagas
Esse foi o meu terceiro show do Hot Chip. O anterior havia sido no Lolla 2013, e antes disso no finado Tim Festival, em 2007.
Eu fui ao Tim Festival assistir uns garotos de Sheffield que estavam começando, acho que se chamavam Arctic Monkeys. Não sei que fim eles levaram. Mas o que interessa é que a banda que tocou antes era o Hot Chip. Não conhecia muito bem e demorei um tempo pra assimilar aquele som, mas desde então fiquei fascinado.

Em 2013 eu abdiquei de ver o show de retorno do Planet Hemp (ainda bem, já que eles tão retornados até hoje) e fui assistir ao show do Hot chip no palco alternativo do Jockey. Melhor escolha, impossível. Plateia reduzida a só quem realmente era fã e queria assistir. Divertidíssimo.
Confesso que fiquei um pouco decepcionado ao ver de antemão o setlist do show que aconteceu na última sexta (27/11). O cd que eu mais gosto deles, é “In Our Heads“, de 2012, e eles tocariam pouquíssimas dele. Chance dada, fui ao show.

E de novo o Hot Chip mostrou que a melhor opção é sempre ver o Hot Chip. Sacadura 154 lotado, galera pilhada e banda empolgada. Tem como dar errado com essa mistura?
Foi um show “sem tirar de dentro”. Claramente com a intenção de fazer todo mundo mexer seus respectivos traseiros. A sequencia inicial com Huarache Lights, One life stand, Night and Day, Love is the Future, essa última, a melhor do último cd, “Flutes” e a clássica Over and Over, foi arrebatadora!

Parecendo muito felizes com a receptividade, a banda entregou simpatia e competência no resto do show, e com a dobradinha linda Dancing in the dark/All my friends, eles fecharam mais uma noite inesquecível pra quem escolheu escolher o Hot Chip. #EUESCOLHOHOTCHIP
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Há uma célebre frase atribuída ao escritor francês Victor Hugo que diz: “A música expressa o que não pode ser dito em palavras mas não pode permanecer em silêncio”. E isso se encaixa na música instrumental do Explosions in The Sky, banda de post rock texana que tocou no Circo Voador na última quinta-feira (19).
Para quem ainda não conhece, o Eits (como é apelidado pelos fãs) faz um som instrumental denso, viajante e inspirador. Acho a trilha sonora perfeita para estudar, me concentrar. Mas serve para mil momentos – não é à toa que a música deles integra diversas trilhas sonoras de filmes.
O pessoal do Queremos os trouxe novamente ao Circo, e o público veio junto. Casa muito cheia, com a grande maioria dos fãs tentando respeitar o ‘silêncio’ durante as músicas. Na falta de letras, o público acompanha como pode, com palmas e um transe alegre. O merecido grito de euforia fica preso na garganta até os intervalos das músicas.
O nível de composição da banda é absurdo. Músicas como First Breath After Coma, Your Hand in Mine ou The Birth and Death of The Day evocam todo tipo de emoções. A linha de frente com três guitarras é poderosa, com destaque para a energia de Michael James. Dá impressão que todo mundo ali tem a competência para assumir qualquer instrumento.
Exceto no alô inicial e na despedida, ambas puxadas pelo guitarrista Munaf Rayani, o Eits se concentrou mesmo na música, com muita entrega, recebida em forma de contemplação. É uma banda que diz tanto sem dizer nada. Sem praticamente abrir a boca. E precisa?
Bom, na verdade o quarteto (que é acompanhado na estrada pelo baixista Carlos Torres), deixou para conversar animadamente com os fãs após o show, ao lado do palco. Simpáticos, distribuíram autógrafos e posaram para selfies.
O grito preso enfim explode e a banda deixa o palco após a bela The Only Moment We Were Alone sem bis, sem firulas, e ovacionada como os mestres do rock instrumental. Foi o fim de uma turnê sul-americana que passou antes por Chile, Argentina, e desembarcou na véspera no Brasil para um show em São Paulo. Que voltem mais vezes para mostrar que o céu é o limite.
Banda: Emicida (ft. Drik Barbosa, Rico Dalasam, Muzzike & Alaafin) (São Paulo/BR)
Música: Mandume (2015)
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Por Gustavo Chagas (texto e fotos) I @gustavochagas
Eu não gosto mais de Tiago Iorc.
Essa foi a primeira reação que eu tive quando acabei de ouvir o “Troco Likes”, seu último cd. Não sei por que, só não bateu.
Gosto do trabalho dele desde 2008. Um show que ele fez em julho de 2009, na Hideway, foi o primeiro show que consigo me lembrar que eu fui com a Thaís, minha namorada desde então. Ano após ano nós fomos em todos os shows do Tiago Iorc que conseguirmos ir. Já o vimos na praia, em teatro grande, pequeno, com banda, sem banda, you name it.
Mas isso mudou depois que escutei o último cd. Não fui em nenhum show que ele fez aqui. Por algum motivo eu me desconectei. Mas quando vi que iria ter em Niterói, alguma coisa me fez querer ir.
Citando o filósofo Phil Dunphy, de “Modern Family”, “as coisas mais especiais podem acontecer com a gente, quando as expectativas são baixas“. E a noite de ontem não poderia ser resumida.
Sempre teve alguma histeria nos shows, mas logo nos primeiros acordes de Bossa, notei que ela tava bem maior. O coro era uníssono, alto, afinado, lindo e numa imersão que eu nunca tinha visto em um show dele.

O show da última quinta (19) foi no Teatro Popular Oscar Niemeyer
Assim continuou com Coisa Linda, Mil Razões e outras do chamado primeiro ato. Coro alto e feliz. Não me lembro ao certo qual foi a primeira em inglês que ele tocou ontem (tô velho). Acho que foi It’s a Fluke, mas pode ter sido Nothing but a song, mas não importa. O que notei foi que, apesar de serem clássicos necessários da carreira dele, o engajamento da galera não foi tão absurda quanto nas outras.
Foi nessa hora que notei o por que eu nunca tinha vista um coro tão alto nas dezenas de vezes que já o tinha visto ao vivo: ele, e quem o escuta, haviam mudado totalmente. Pode parecer idiota, mas eu só fui entender o por que da escolha em cantar português. A barreira que faltava ultrapassar pra atingir um publico maior era a da língua.
Parece óbvio por que é, mas eu não entendi de cara. Pode ser protecionismo de fã velho, e é. Mas ainda bem que fui ontem. De presente eu (e todo mundo) ganhei uma versão linda de Sentimental, do Los Hermanos.
O último cd foi tocado quase que na íntegra, e ainda teve as habituais Música inédita, Um dia após o outro, Forasteiro, Sorte, entre outras.
Não vou usar de recursos trocadilhísticos e escrever que eu amei te ver, mas sim que ainda bem que eu fui te ver.
Eu ainda gosto de Tiago Iorc.
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Demorou. Demorou muito. Mas, enfim, (mais) um sonho musical foi realizado. O Asian Kung-Fu Generation finalmente foi apresentado para os fãs brasileiros, em um show irretocável no Carioca Club, no último domingo (15) em São Paulo. Como valeu fazer um bate-volta entre Rio e Sampa!
Quem curte rock japonês sabe como é difícil ver uma banda dessas por aqui. Felizmente já tive a sorte de ver alguns memoráveis, como por exemplo Dir en grey, X-Japan e Charlotte – todas bandas que vieram fora dos eventos de anime. Vir assim, na cara e na coragem (sem a multidão garantida de um evento) é respeitável. Coisa de banda grande, ambiciosa e segura. Merecem mesmo ganhar o mundo.
Antes de chegar ao Carioca Club fiz um já tradicional tour pelo bairro da Liberdade. Por lá já era possível sentir o clima no show. Encontrei outros amigos que vieram de tudo quanto era estado, apenas para ver o ‘Ajikan’ ao vivo. Em um karaokê japonês pude repassar o repertório e soltar a voz (enquanto ela existia), entre uns bons goles de cerveja.
O local do show não estava lotado, mas bem cheio (cerca de 70% no olhômetro) – mesmo com a ‘pista vip’ apresentando muitos espaços. A banda surgiu já ovacionada. Pendurou uma bandeira do Brasil nas caixas de som e mandou ver!
A apresentação fez parte da turnê de seu oitavo álbum de estúdio, lançado em maio no Japão. A diferença é que a perna latina da Tour 2015 Wonder Future trouxe menos músicas do novo álbum. Decisão sábia, para assim poder tocar as clássicas para quem nunca pôde conferir ao vivo.
O repertório escolhido abraçou diversas fases. Se não foi o mais completo (e como seria possível?), não decepcionou nem um pouco. N.G.S., Re:Re, Mugen Glider, Blue Train, Solanin… tanta música legal. Dava pra ver no rosto de cada um ali a satisfação de presenciar isso ao vivo. E digo ‘cada um’ incluindo os quatro membros da banda, que ficaram pra lá de felizes.
O vocalista Masafumi Gotoh agradeceu em português e tentou interagir ao máximo. Perguntou (em japonês) se estavam entendendo ele e a resposta foi surpreendente positiva.

A banda não nega que passou a ser conhecida no ocidente principalmente por conta das músicas temas de animes. Bleach, Naruto e Full Metal Alchemist fizerem muito sucesso, e combinaram bem com o som da banda (comparada no início de carreira ao Weezer). Alias, teve gente que foi apenas para ouvir a trinca After Dark, Haruka Kanata e Rewrite, as mais consagradas. Não percebi na hora, mas ouvi relatos de pessoas saindo após Haruka Kanata – seis músicas antes do fim. Perderam muita coisa boa.
A reta final foi marcada por surpresas. Eles toparam o desafio e fizeram um show com um bis maior do que na turnê europeia. Não esperava ouvir Loop & Loop e Mirai no Kakera, uma das mais empolgantes.
A interpretação de Gotoh é de contagiante. Dentro daquela pose discreta, tímida e às vezes shoegaze, o vocalista de 38 anos se solta, grita e mostra como poucos uma emoção sincera. De quem tem muito a dizer. De dizer ao mundo todo. E, mesmo cantando em japonês, não há quem ali não tenha entendido (e agradecido) o seu recado.
Por Thais Rodrigues (texto e fotos) | @thwashere
Há pessoas que não são boas com nomes, e algumas outras com números e mesmo com toda essa dificuldade seria indelicadeza não associar minha quinta resenha para o Canal RIFF ao aniversário de cinco anos do Queremos, que mesmo com poucas velas para soprar, coleciona momentos dignos de palmas e bis, onde de fato o importante é fazer acontecer e as experiências de realização são mais válidas que todo o processo, desde o primeiro pedido de um empolgado até o último suspiro do último fã ao deixar o local do show.
Toda comemoração que se preze conta com a presença de pessoas importantes e além de nomes que contribuíram mesmo que de forma mínima para história do Queremos até os fundadores, a festa que aconteceu no Sacadura 154 foi brindada não apenas por mais um show, mas sim por mais possibilidades de shows memoráveis e também, colecionáveis assim como os pôsteres que enfeitaram o local.
Além de desfrutar de outras atrações, mesmo que de forma sutil, quem compareceu pôde entender do que se trata ter poucos anos de existência – sendo contrastados a grande responsabilidade de fazer jus ao nome, que mesmo jogado numa conversa fora, não é de se deixar pra lá. Os convidados foram então presenteados com Rhye que, com os mesmos cinco anos para contar, deixou a quinta-feira no Rio de Janeiro mais atraente.
O duo com quê de Sade e George Michael em Moment With You dispensou o conhecido “parabéns pra você” para fazer um convite até para os que não estavam tão próximos do palco, tentando uma conexão, digamos íntima com os fãs e todos os outros, deixando-os à vontade para então começar o verdadeiro espetáculo com ápices, frios na barriga e alívios. Ninguém foi forçado a ficar para assistir o clima, mas era como deixar de participar do discurso e perder a entrega do primeiro pedaço de bolo.
O show começou transparecendo uma espécie de pureza, e até os músicos se organizarem, a luz azul que iluminava o palco dava a impressão de mais calmaria e então, fomos surpreendidos pelo jogo de sedução, intencionado ou não, eficaz e com altos e baixos, onde os baixos eram só um sinal para que se respirasse fundo e se preparasse para os próximos momentos de falta de fôlego.
Ao longo do show, o público foi levado para um teia por livre e espontânea vontade. Seduzidos por cada nota, cantada ou não, sem sombra de dúvidas o verdadeiro convite do Queremos foi a atração principal, que encantou a todos quase como uma espécie de canto de sereia. Qualquer outro ruído que não viesse do palco, não era bem vindo e nem olhos, muito menos lentes conseguiam focar em outra cena que não fosse a reproduzida pelos integrantes.
A cumplicidade no olhares já dizia tudo, mesmo que eles não dissessem absolutamente nada um para o outro. Normalmente alguns músicos e bandas chegam a trocar informações relevantes entre uma música e outra, mas bastava apenas um olhar e até no meio da execução de uma delas para entender que a ligação entre eles era tão forte que talvez por isso, fosse necessário considerar o perigo de se deixar levar de vez pela onda e se afogar de vez.
Rhye lançou o álbum “Woman” em 2013 e embalou momentos solitários de pessoas aspirando por alguém e casais em “fase” de maior conexão. No show, promoveu encontro de desconhecidos ou velhos conhecidos, sem falar dos acompanhados com cada faixa mais afrodisíaca que a outra, explicando o motivo para o bem estar e clima de romance pós show.
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