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Asian Kung-Fu Generation confirma retorno ao Brasil em julho

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

É oficial! A banda japonesa Asian Kung-Fu Generation foi confirmada nesta quinta-feira como uma das atrações de dois dos principais eventos de cultura pop do Brasil: o Anime Friends, em São Paulo, e o Sana Fest, em Fortaleza.

A turnê sul-americana começa dia 8 de julho no Anime Friends, maior evento do gênero no país (e que já havia anunciado outra banda japonesa: Do As Infinity). Além do dia 8, sábado, a banda toca também no  dia 9,  domingo, no Anime Friends. Depois eles vão para Peru e México, retornando ao Brasil dia 16 para fecharem o Sana Fest em Fortaleza.

Na ativa desde 1996, o Asian Kung-Fu Generation já gravou oito álbuns de estúdio. A banda já veio ao Brasil em dezembro de 2015 para uma única apresentação em São Paulo – devidamente conferida e elogiada por nós do Canal RIFF (vídeo abaixo).

Provavelmente você já de deparou com algum tema cantado pelo Ajikan (abreviação do nome da banda. Vide temas  de mega-sucessos como Naruto, Bleach ou Full Metal Alchemist. Show altamente recomendado para julho – mesmo que você não conheça muito do rock alternativo japonês. Mas, espere muito além de anime songs.

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Resenha

RESENHA: Sonho realizado! A empolgante estreia do Asian Kung-Fu Generation no Brasil

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

Demorou. Demorou muito. Mas, enfim, (mais) um sonho musical foi realizado. O Asian Kung-Fu Generation finalmente foi apresentado para os fãs brasileiros, em um show irretocável no Carioca Club, no último domingo (15) em São Paulo. Como valeu fazer um bate-volta entre Rio e Sampa!

Quem curte rock japonês sabe como é difícil ver uma banda dessas por aqui. Felizmente já tive a sorte de ver alguns memoráveis, como por exemplo Dir en grey, X-Japan e Charlotte – todas bandas que vieram fora dos eventos de anime. Vir assim, na cara e na coragem (sem a multidão garantida de um evento) é respeitável. Coisa de banda grande, ambiciosa e segura. Merecem mesmo ganhar o mundo.

Antes de chegar ao Carioca Club fiz um já tradicional tour pelo bairro da Liberdade. Por lá já era possível sentir o clima no show. Encontrei outros amigos que vieram de tudo quanto era estado, apenas para ver o ‘Ajikan’ ao vivo. Em um karaokê japonês pude repassar o repertório e soltar a voz (enquanto ela existia), entre uns bons goles de cerveja.

O local do show não estava lotado, mas bem cheio (cerca de 70% no olhômetro) – mesmo com a ‘pista vip’ apresentando muitos espaços. A banda surgiu já ovacionada. Pendurou uma bandeira do Brasil nas caixas de som e mandou ver!

A apresentação fez parte da turnê de seu oitavo álbum de estúdio, lançado em maio no Japão. A diferença é que a perna latina da Tour 2015 Wonder Future trouxe menos músicas do novo álbum. Decisão sábia, para assim poder tocar as clássicas para quem nunca pôde conferir ao vivo.

O repertório escolhido abraçou diversas fases. Se não foi o mais completo (e como seria possível?), não decepcionou nem um poucoN.G.S., Re:Re, Mugen Glider, Blue Train, Solanin… tanta música legal. Dava pra ver no rosto de cada um ali a satisfação de presenciar isso ao vivo. E digo ‘cada um’ incluindo os quatro membros da banda, que ficaram pra lá de felizes.

O vocalista Masafumi Gotoh agradeceu em português e tentou interagir ao máximo. Perguntou (em japonês) se estavam entendendo ele e a resposta foi surpreendente positiva.

Jpeg

A banda não nega que passou a ser conhecida no ocidente principalmente por conta das músicas temas de animes. Bleach, Naruto e Full Metal Alchemist fizerem muito sucesso, e combinaram bem com o som da banda (comparada no início de carreira ao Weezer). Alias, teve gente que foi apenas para ouvir a trinca After Dark, Haruka Kanata e Rewrite, as mais consagradas. Não percebi na hora, mas ouvi relatos de pessoas saindo após Haruka Kanata – seis músicas antes do fim. Perderam muita coisa boa.

A reta final foi marcada por surpresas. Eles toparam o desafio e fizeram um show com um bis maior do que na turnê europeia. Não esperava ouvir Loop & Loop e Mirai no Kakera, uma das mais empolgantes.

A interpretação de Gotoh é de contagiante. Dentro daquela pose discreta, tímida e às vezes shoegaze, o vocalista de 38 anos se solta, grita e mostra como poucos uma emoção sincera. De quem tem muito a dizer. De dizer ao mundo todo. E, mesmo cantando em japonês, não há quem ali não tenha entendido (e agradecido) o seu recado.

setlist

  1. Easter
  2. Little Lennon
  3. After Dark
  4. Soredewa, Mata Ashita
  5. Senseless
  6. N.G.S.
  7. Re:Re:
  8. Uso to Wonderland
  9. Siren
  10. Mugen Glider
  11. Black Out
  12. Blue Train
  13. Night Diving
  14. Aru Machi no Gunjou
  15. Marching Band
  16. Ima wo Ikite
  17. Standard
  18. Rewrite
  19. Haruka Kanata
  20. Solanin
    Bis:
  21. Loop & Loop
  22. Kimi to iu Hana
  23. Mirai no Kakera
  24. Opera Glass