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5 bandas que provam que o Rock Nacional não morreu – longe disso!

Por Bruno Britto | @brunosbritto

Muitos críticos (e pseudo-críticos) afirmam que o rock nacional está morto. O estilo, que ficou muito forte no país graças a bandas influentes como Barão Vermelho, Raul Seixas, Legião Urbana e Titãs, já não é mais uma unanimidade nas rádios e na cabeça dos brasileiros.

Em tempos onde o mainstream é dominado por Wesley Safadão e o sertanejo universitário, a atenção de muitos jovens foi se distanciando um pouco do rock, dificultando assim a percepção de um forte cenário, repleto de talentosas bandas, que vem surgindo nos últimos anos. O Canal RIFF, entretanto, preparou uma lista para provar que o rock nacional não está morto (e nem perto disso).

  1. Scalene

A banda, formada em Brasília, foi a sensação da 2ª edição do programa SuperStar, da Rede Globo. Com uma influência forte de bandas consagradas como Queens of The Stone Age e Radiohead, o grupo está fazendo bastante sucesso no país, já tendo músicas em novelas da anteriormente mencionada emissora e se apresentado em festivais de grande expressão, como o Lollapalooza.

  1. Versalle

Coincidentemente, os rondonienses da Versalle participaram da mesma temporada do programa Superstar que a Scalene e conseguiram chamar bastante atenção da mídia e do público. Com uma pegada mais voltada para o rock alternativo, a banda tem como um ponto forte a virtuosidade do guitarrista Rômulo Pacífico, sempre muito elogiado em suas apresentações.

3. Far From Alaska

A Far From Alaska vem direto de Natal e é uma das mais renomadas bandas do cenário nordestino. Com uma pegada mais forte e com bastante personalidade, o grupo já se apresentou em festivais como o Lollapalooza e tem chamado bastante atenção do público e de críticos, por suas apresentações memoráveis, com grande destaque para a forte voz da vocalista, Emmily Barreto.

4. Suricato

Suricato

Talvez a banda mais conhecida pelas grandes massas, possivelmente apenas disputando o posto com a Scalene. O grupo carioca já é um grande sucesso de crítica e popularidade, tanto pela qualidade musical, como pelo grande carisma de seus integrantes. Liderados pelo vocalista Rodrigo Suricato, o quarteto já se apresentou em grandes palcos, como o Rock in Rio, e em 2015 venceu o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro.

  1. Supercombo

Supercombo

Diretamente de Vitória, o Supercombo é um grupo que mescla bastante vários estilos e influências em suas composições. Com uma pega mais indie, a banda conseguiu bastante atenção ao lançar seu terceiro álbum, “Amianto”, com sua faixa mais conhecida, Piloto Automático. Também participou do programa Superstar, da Rede Globo e é figura carimbada de grandes festivais de música.

Achou pouco? Conheça mais do atual rock nacional no Spotify do RIFF:

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Scalene – RIFFPEDIA #4

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Todos os vencedores do Prêmio RIFF de Música 2015

No último dia 21 de dezembro o Canal RIFF orgulhosamente apresentou a sua primeira premiação oficial: o Prêmio RIFF de Música 2015. Ao todo foram 13 categorias eleitas através de voto popular.

O grande vencedor de 2015 foi a banda Versalle, finalista do programa SuperStar da Rede Globo (vencedora do infame Glande de Ouro). A Versalle levou nada menos do que o Álbum do ano (Distante Em Algum Lugar), Música do ano (Marte) e Banda/Artista nacional.

Florence and The Machine faturou Banda/Artista internacional. O melhor show internacional foi para o System of a Down, pelo showzaço do Rock in Rio. Já o CPM 22 levou o melhor show brasileiro, justamente pelo apresentado no mesmo festival. Por sinal o Rock in Rio levou o prêmio de melhor line-up.

A revelação do ano foi a banda de rock Mr Catra e os Templários. O clipe de Histeria, do Scalene, foi eleito pelos fãs o melhor de 2015. A viajada capa de Currents, do Tame Impala, ganhou com a melhor do ano. E a mídia de música que mais se destacou em 2015 foi o canal Minuto Indie. O melhor riff de guitarra foi para Don’t wanna fight do Alabama Shakes.

Ah, e o próprio Canal RIFF quis saber qual quadro que mais agradou no ano. O finado Comentando SuperStar foi o grande vencedor (ele não está mais no YouTube, mas pode ser revisto no Facebook do RIFF).

Confira a lista COMPLETA dos resultados e até dezembro de 2016!

  • Banda/Artista do Ano – Internacional

Florence and The Machine

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Foto: Tom Beard/Toast Press
  • Banda/Artista do Ano – Nacional

Versalle

Foto: Divulgação/Facebook da Versalle
Foto: Divulgação/Facebook da Versalle
  • Melhor Clipe

Histeria (Scalene)

  • Melhor Show – Internacional 

System of a Down

  • Melhor Show – Nacional 

CPM 22

  • Revelação 2015 

 Mr Catra e Os Templários

  • Melhor capa de álbum 

Currents (Tame Impala)

Currents

  • Melhor riff de guitarra do ano

Don’t wanna fight (Alabama Shakes)

  • Melhor quadro do Canal RIFF 

Comentando SuperStar

  • Melhor line-up de Festival 

Rock in Rio

Foto por Ariel Martini / I Hate Flash
Foto: Ariel Martini / I Hate Flash
  • Mídia de Música 

Minuto Indie

minuto indie

  • Música do Ano 

Marte (Versalle)

  • Álbum do ano 

Distante Em Algum Lugar (Versalle)

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Resenha

RESENHA: Scalene e o elemento Éter

Por Victor Naine (texto e fotos) I @vnaineme

Rio de Janeiro, Arcos da Lapa, Fundição Progresso. A banda Scalene não poderia escapar desse clichê maravilhoso! Ao chegar, nada mais maneiro do que ver a estrutura de luzes sobre o palco oval, no meio da pista. Os DJs da festa Crush já estavam agitando a galera com um som de respeito, desde que a casa abriu às 22h (tocando de Reel Big Fish a Circa Survive – que por acaso deu show na semana anterior!)

Infelizmente, a espera pelo show foi ~Surreal~ (piada pronta e inevitável), o que em geral demonstra um certo desrespeito aos fãs que aguardaram por mais de duas horas de pé (pra não perderem o lugar privilegiado). Os roadies pareciam meio perdidos, sem nem saber onde colar o setlist ou as palhetas… Fora que ficaram minutos consideráveis pendurando uma galinha atrás do batera (#mimxplica).

Mas não vim aqui falar mal. Pelo contrário!

Perto de 0h30, a banda entrou com pressão, com uma das músicas de trabalho: a maravilhosa Sublimação, primeira faixa do novo álbum Éter. Nesse momento, não lembro de ninguém estável no chão! – Em geral, um público bem jovem, com meia dúzia de hipsters mais velhos no meio (eu, inclusive) curtindo muito!

O show desenrolou por cerca de uma hora de duração com um setlist impecável (segue no fim da resenha)! Felizmente, não tocaram quase nada do primeiro EP, “Cromático”, que não é nada maduro se comparado aos dois outros álbuns! No meio do caminho, apenas um cover, de Royal Blood.

Do Real/Surreal (2013), além da própria Surreal (entre as primeiras músicas),  tocaram Karma, por exemplo, (que agitou muito a galera), além de Danse Macabre, com aquele riff maravilhoso timbrado no melhor estilo Muse. Em Amanheceu fizeram uma versão menos melosa, que não se justificaria se não fosse pela logística de fazer um acústico no meio da porradaria! – fui preparado pra sentir aquele clássica presença na ausência, mas a versão não me tocou o quanto poderia. Mas isso não abalou porque o arranjo se encaixou bem naquele contexto.

Do álbum Éter (2015), tocaram também Gravidade, fofa e densa! Ambiguidade que, por sinal, é bem presente no trabalho da banda, com uma pegada que seria bem existencialista, se não fosse a crença na essência humana ou num tipo de esperança na transcendência. Tocaram também O Peso da Pena e Náufrago (pra ~afogar~ a galera em good vibe!).

É raro ver bandas com uma preocupação minuciosa nos arranjos, timbres, atmosfera e letras reflexivas… além de força nos palcos! inclusive, um parabéns especial ao Lucas Furtado (baixo), que tem uma energia muito foda! Rolou até um  cartaz com #LukãoMeEngravida (…)

Scalene

Pra fechar, não poderia faltar a música do último clipe. E os caras fizeram isso se tornar épico e inesquecível. No meio de Legado, Gustavo Bertoni (vocal e guitarra) simplesmente puxou a galera pra cima do palco, deixando os seguranças loucos de medo de geral ir pra vala! Não, aquele palco não foi feito mesmo pra sustentar tanta gente. A galera podia chutar a pedaleira, furar a pele do bumbo, despencar lá de cima? Foda-se! “Só me sentirei pronto pra partir quando me doar” – e foi isso! A banda se doou!

Vida longa ao Scalene!

setlist

  1. Sublimação
  2. Nós > Eles
  3. Histeria
  4. Surreal
  5. Sonhador II
  6. Tiro Cego
  7. Silêncio
  8. Náufrago
  9. Forma Padrão
  10. Gravidade
  11. Ilustres Desconhecidos
  12. Out of the Black (cover de Royal Blood)
  13. Nunca Apague a Luz
  14. Amanheceu
  15. Alter Ego
  16. Karma
  17. O Peso da Pena
  18. Danse Macabre
  19. Legado