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Conheça Armstrongs: Novo Supergrupo formado por integrantes de Green Day e Rancid

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

O termo “supergrupo” surgiu na década de 60, quando músicos de grupos diferentes se uniam para criar projetos paralelos.

Desde então, muitas dessas uniões foram feitas, como por exemplo, o Class of  ’99, formado pelos integrantes do Rage Against The Machine Janes Addiction. Os músicos se reuniram para regravar Another Brick In The Wall (Part I e II), clássicos do Pink Floyd. Tivemos também o Them Crooked Vultures, grupo de hard rock formado em 2009 por Dave Grohl, do Foo Fighters, Josh Homme, do QOTSA, e John Paul Jones, ex-baixista do Led Zeppelin, que chegaram a lançar um bom álbum homônimo.

Agora, os fãs de supergrupos tem mais um motivo pra vibrar. Bilie Joe Armstrong, líder do Green Day, e Tim Armstrong, do Rancid, se uniram para formar o Armstrongs O novo grupo de punk rock ainda conta com a participação do filho de Billie, Joey do SWMRS, e Ray Armstrong, sobrinho de Tim.

Ouça abaixo a primeira faixa da banda, “If There Was Ever a Time”que já está disponível nas plataformas digitais e também em um disco flexível, limitado a mil pressionamentos. Os valores arrecadados beneficiarão o “924 Gilman”, espaço punk rock onde Green Day e Rancid tocaram no início da carreira.

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Entrevista

Entrevista: Idyh

Por Tayane Sampaio

O título de “Capital do Rock” talvez não faça mais tanto sentido, mas, certamente, Brasília é a capital da música. A cena musical da Cidade está borbulhando e, com a união entre as próprias bandas, a agenda cultural está sendo preenchida pelos eventos no estilo faça você mesmo.

Além disso, tem muita gente nova se apresentando ao público brasiliense. Muitas bandas, que mal lançaram material, já mostram um som original e que tem muito potencial. O entrevistado de hoje, Idyh, é um exemplo dessa nova geração.

Idyahuri Nunes lançou, no final de março, seu primeiro EP, “Ávidos Impulsos”. As quatro músicas são consequência de mais de uma década de envolvimento com o mundo da música, que começou bem cedo, aos 13 anos, quando Idyh ganhou seu primeiro violão.

Conheça, na entrevista abaixo, um pouco mais de Idyh.


Nessa sua iniciação com o violão, quais artistas eram sua inspiração? Quem te fez querer aprender a tocar?

Eu comecei a aprender tocar violão com umas revistinhas de cifras que tinha antigamente. Meu tio me deu uma caixa dessas revistas e lá tinha de tudo, mas principalmente coisas do rock nacional, como Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Engenheiros do Havaí e outras coisinhas mais. Sobretudo, Legião Urbana foi essencial pra que eu aprendesse que se pode fazer uma música boa com apenas dois ou três acordes. Eu demorei menos de um mês com o violão pra já me aventurar a compor canções (que eram, basicamente, histórias cantadas).

Essas primeiras influências ainda te inspiram, hoje em dia?

Não posso negar que subjetivamente ainda sou influenciado, pouco, mas sou. Reconheço o valor que tiveram na minha construção musical e ainda os admiro, mas confesso que depois de consumir tanta música diferente, de vários gêneros, países e épocas, eu acabei pluralizando mais o meu gosto e sendo influenciado por outras várias coisas também.

E quais são essas outras influências?

Aconteceram marcos na minha vida, que mudaram não apenas meu gosto musical, como também minha percepção do mundo. O primeiro grande impacto musical da adolescência foi o contato com os Beatles. Nessa época eu tinha uns 14 anos e ouvia a discografia incessantemente. Logo depois eu fui descobrindo o classic rock e me deparei com o show “The Song Remains the Same”, do Led Zeppelin, e essa experiência foi orgástica. Depois veio Dylan, o indie rock e outras coisas variadas de fora como o jazz e o blues. Paralelamente a isso, eu continuava a ouvir muita música brasileira por influência do meu pai, e a partir daí eu fui mergulhando na parte mais melancólica disso tudo, até que eu me deparei com Milton Nascimento e Radiohead. Eu poderia citar mil bandas e artistas mas acho que, definitivamente, os sons que realmente foram divisores de águas na minha vida foram o disco “Clube da Esquina”, do Lô Borges e Milton Nascimento, e o “In Rainbows”, do Radiohead. Até hoje eu sou fortemente influenciado por eles.

As músicas do seu EP têm uma sonoridade bem diferente, entre si, mas conversam muito bem. Essas composições são mais recentes ou estão misturadas com coisas mais antigas, de quando você começou a compor?

A canção mais antiga é a “Mil Motivos”, que, inclusive, eu tocava com uma banda que tive há uns sete anos atrás. A “Seremos Nós?” é derivada de uma outra música chamada “Recitar”, e foi dela também que veio a “Fez Morada”, ou seja, uma música acabou virando três. Já “Estilhaços” veio no meio do processo de gravação do EP. Na época, eu estava vivendo um término de relacionamento, nisso acabei desistindo de uma outra música e coloquei “Estilhaços” no meio, já aproveitando a conveniência da situação.

Todo o processo de gravação das músicas foi longo, durou mais de dois anos. No final das contas, o EP saiu como você tinha pensado ou o resultado foi completamente diferente do planejado?

Assim, se fosse hoje, eu não gravaria nenhuma das músicas, por questão de fase mesmo. Nesse período de dois anos eu mudei muito a minha forma de compor, então as músicas acabaram sofrendo diversas alterações, pois eu queria adaptá-las à minha nova fase de produção. Obviamente que não deu totalmente certo, pois as músicas acabaram ganhando vida própria e eu vi que se eu mudasse demais elas se descaracterizariam com o que eu havia pensado inicialmente, o que não faria muito sentido pra mim. A parte boa foi o amadurecimento dos arranjos que elas ganharam no processo. No fim das contas, o resultado estético foi surpreendente para mim, e eu não acho que poderia ter ficado melhor. Essas canções representam uma fase válida da minha vida e, apesar de eu ter mudado bastante, as músicas não perderam seu valor.

Você chamou um time de peso pra gravação do álbum. Como rolou a aproximação com a galera? Vocês já se conheciam ou o primeiro contato foi o convite pra participarem do projeto?

A ideia, de início, era meio megalomaníaca e queria envolver músicos mais famosos como Cícero, Silva e outros, mas eu percebi que era prepotência demais pra um EP de estreia e congelei essa ideia. Comecei o processo de gravação apenas com meu amigo Janary Gentil, que foi também quem produziu o disco. Através do Janary eu conheci o Arthur Lôbo, que assumiu o baixo; o Arnoldo Ravizzini, bateria; Walter Cruz, teclados; e Kelton Gomes que fez algumas vozes e guitarras. Todos eles são músicos de nome aqui em Brasília. Houve até um convite ao Gustavo Bertoni, do Scalene, pra participar, mas ele estava com a agenda conturbada por causa daquele boom do Superstar. Conversamos por um tempo, mas iria ficar corrido demais pra ele, e meio que não deu em nada. Até tentei chamar alguns amigos mais próximos, mas também não deu muito certo.

O “Ávidos Impulsos” ainda é recente, mas você já tem planos para o próximo lançamento?

Tenho planos de gravar um clipe e lançar em breve. Isso vai depender de muitos fatores, mas a ideia é lançar esse ano. Também tenho três álbuns fechados, guardadinhos, esperando para serem gravados. Cada álbum tem exatas doze faixas. No decorrer dos shows, eu tocarei algumas dessas músicas, mas o lançamento talvez demore um pouco, pois antes disso deve rolar algum single.


Escute o “Ávidos Impulsos” aqui:

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Listas

5 bandas que deveriam realizar uma última turnê

Por Bruno Britto | @brunosbritto

Existem bandas que simplesmente se foram. Simples, rápido e indolor (ou não).

Na maioria dos casos, os músicos iniciaram carreiras solos ou entraram em outros projetos que, em sua grande maioria, trazem uma boa qualidade e continuam a mostrar toda a competência musical dos integrantes. Porém, o pensamento de “e se” ainda continua a ecoar na cabeça da maioria dos fãs.

O Canal RIFF vai listar 5 grandes bandas que deveriam realizar uma última turnê de despedida, seja para satisfazer os fãs, como para provar uma última vez da glória.

Bandas que perderam membros insubstituíveis, como Nirvana e The Beatles não estão sendo consideradas.

5. Led Zeppelin

Led Zeppelin

POLÊMICA.

Sim, eu sei que o LZ perdeu John Bonham de forma precoce. Sei também que ele é um dos maiores bateristas que já passou por essa Terra. Porém, assistindo as últimas apresentações que o grupo fez, inclusive com o filho do falecido membro, Jason Bonham, ficou inegável que os fãs mereciam uma última turnê. E, dessa vez não apenas um show.

Além disso, quão orgulhoso John Bonham ficaria de seu filho em vê-lo em turnê com o grupo que tanto amou?

4. Oasis

Oasis 1

A banda inglesa foi um dos maiores sucessos da última geração. Com discos excelentes como “(What’s the Story) Morning Glory?” e “Heathen Chemistry”, o grupo nativo de Manchester deixou muitos fãs completamente órfãos após sua separação em 2009. As constantes rixas ente os irmãos Noel e Liam Gallagher causaram a separação da banda e um retorno parece praticamente impossível, diante dos problemas pessoais entre ambos. Porém, os fãs ainda sonham com a possibilidade.

3. Angra

Angra André Matos

Apesar de toda a qualidade que o também vocalista do Rhapsody of Fire, Fabio Lione, traz a banda, sempre houve o pensamento em um possível retorno de Andre Matos à mesma. O Angra não está parado e continua forte, produzindo material novo e de qualidade. Entretanto, os amantes da banda não deixam de sonhar em uma turnê especial com o primeiro vocalista e, quem sabe, até mesmo uma turnê contando não apenas com Andre, mas também com Edu Falaschi, responsável por uma época consagrada do grupo.

2. The White Stripes

The White Stripes

A dupla norte- americana fez um sucesso estrondoso nos anos 2000, tendo seu último álbum lançado em 2007. O virtuoso guitarrista Jack White tem participado de excelentes projetos, como seus últimos álbuns solo, que foram sucessos de crítica e público. Apesar de tudo, ainda existe uma esperança de uma turnê com Meg White, sua companheira (e ex-mulher) na época de The White Stripes.

1. Engenheiros do Hawaii

GLM 2

Para finalizar, chamamos a atenção para o cenário do rock nacional.

O Engenheiros do Hawaii sofreu uma “pausa” no ano de 2008 e até então não retornou, apesar do vocalista Humberto Gessinger ter lançados discos solos e participado do excelente projeto, “Pouca Vogal”, com Duda Leindecker, do Cidadão Quem. Os mais sonhadores, inclusive, aspiram por uma última turnê com o retorno dos membros mais famosos além de Gessinger: Augusto Licks e Carlos Maltz.

O grupo têm inúmera canções de sucesso e serviu de inspiração para muitos músicos da chamada “nova geração” do rock nacional.