“Eu não sei para onde vou daqui, mas prometo que não será chato” – David Bowie
Confira também o especial do RIFF sobre Bowie:
“Eu não sei para onde vou daqui, mas prometo que não será chato” – David Bowie
Confira também o especial do RIFF sobre Bowie:
Vamos falar de história do rock ‘n’ roll? Ou melhor, que tal pararmos para ouvir uma compilação com alguns dos maiores clássicos do gênero? O vídeo abaixo reúne 100 riffs clássicos tocados na sequência, em uma tacada só de 12 minutos. De Chuck Berry a Nirvana. De Jimi Hendrix a Mastodon.
A produção não é nova – já tem quatro anos – mas mesmo assim ainda encanta. Até mesmo por que as músicas escolhidas são bem mais antigas. Méritos para Alex Chadwick, da loja/canal Chicago Music Exchange. Bom, nós do Canal RIFF somos suspeitos para falar… afinal, devoramos riffs. :) Ouve aí:
Segue a lista das músicas:
1 Mr. Sandman – Chet Atkins
2 Folsom Prison Blues – Johnny Cash
3 Words of Love – Buddy Holly
4 Johnny B Goode – Chuck Berry
5 Rumble – Link Wray
6 Summertime Blues – Eddie Cochran
7 Pipeline – The Chantays
8 Miserlou – Dick Dale
9 Wipeout – Surfaris
10 Daytripper – The Beatles
11 Can’t Explain – The Who
12 Satisfaction – The Rolling Stones
13 Purple Haze – Jimi Hendrix
14 Black Magic Woman – Santana
15 Helter Skelter – The Beatles
16 Oh Well – Fleetwood Mac
17 Crossroads – Cream
18 Communication Breakdown – Led Zeppelin
19 Paranoid – Black Sabbath
20 Fortunate Son – Creedence Clearwater Revival
21 Funk 49 – James Gang
22 Immigrant Song – Led Zeppelin
23 Bitch – Rolling Stones
24 Layla – Derek and the Dominos
25 School’s Out – Alice Cooper
26 Smoke on the Water – Deep Purple
27 Money – Pink Floyd
28 Jessica – Allman Brothers
29 La Grange – ZZ Top
30 20th Century Boy – T. Rex
31 Scarlet Begonias – Grateful Dead
32 Sweet Home Alabama – Lynyrd Skynyrd
33 Walk This Way – Aerosmith
34 Bohemian Rhapsody – Queen
35 Stranglehold – Ted Nugent
36 Boys Are Back in Town – Thin Lizzy
37 Don’t Fear the Reaper – Blue Oyster Cult
38 Carry on My Wayward Son – Kansas
39 Blitzkreig Bop – The Ramones
40 Barracuda – Heart
41 Runnin’ with the Devil – Van Halen
42 Sultans of Swing – Dire Straits
43 Message in a Bottle – The Police
44 Hey Hey, My My (Into the Black) – Neil Young
45 Back in Black – AC/DC
46 Crazy Train – Ozzy Osbourne
47 Spirit of Radio – Rush
48 Pride and Joy – Stevie Ray Vaughan
49 Owner of a Lonely Heart – Yes
50 Holy Diver – Dio
51 Beat It – Michael Jackson
52 Hot For Teacher – Van Halen
53 What Difference Does It Make – The Smiths
54 Glory Days – Bruce Springsteen
55 Money For Nothing – Dire Straits
56 You Give Love a Bad Name – Bon Jovi
57 The One I Love – REM
58 Where the Streets Have No Name – U2
59 Welcome to the Jungle – Guns N’ Roses
60 Sweet Child ‘O Mine – Guns N’ Roses
61 Girls, Girls, Girls – Motley Crue
62 Cult of Personality -Living Colour
63 Kickstart My Heart – Motley Crue
64 Running Down a Dream – Tom Petty
65 Pictures of Matchstick Men – Camper Van Beethoven
66 Thunderstruck – AC/DC
67 Twice as Hard – Black Crowes
68 Cliffs of Dover – Eric Johnson
69 Enter Sandman – Metallica
70 Man in the Box – Alice in Chains
71 Smells Like Teen Spirit – Nirvana
72 Give it Away – Red Hot Chili Peppers
73 Even Flow – Pearl Jam
74 Outshined – Soundgarden
75 Killing in the Name – Rage Against the Machine
76 Sex Type Thing – Stone Temple Pilots
77 Are You Gonna Go My Way – Lenny Kravitz
78 Welcome to Paradise – Green Day
79 Possum Kingdom – Toadies
80 Say it Ain’t So – Weezer
81 Zero – Smashing Pumpkins
82 Monkey Wrench – Foo Fighters
83 Sex and Candy – Marcy Playground
84 Smooth – Santana
85 Scar Tissue – Red Hot Chili Peppers
86 Short Skirt, Long Jacket – Cake
87 Turn a Square – The Shins
88 Seven Nation Army – White Stripes
89 Hysteria – Muse
90 I Believe in a Thing Called Love – The Darkness
91 Blood and Thunder – Mastodon
92 Are You Gonna Be My Girl – Jet
93 Reptilia – The Strokes
94 Take Me Out – Franz Ferdinand
95 Float On – Modest Mouse
96 Blue Orchid – White Stripes
97 Boulevard of Broken Dreams – Green Day
98 Steady As She Goes – The Raconteurs
99 I Got Mine – Black Keys
100 Cruel – St. Vincent
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Infelizmente a paz mundial ainda é um sonho distante. Porém, ao menos dentro do meio musical ela parece um tantinho mais próxima. A lendária banda de power metal Helloween anunciou nesta segunda-feira (14) uma reunião com seus ex-membros Michael Kiske e Kai Hansen.
A ideia é uma enorme turnê mundial, repleta de clássicos, a partir de 28 de outubro de 2017 e que atravesse 2018. A primeira data confirmada é justamente aqui no Brasil, em São Paulo, no Espaço das Américas. A venda dos ingressos começa na próxima quarta-feira (16) e os preços variam de R$ 70 a R$ 350.
Em 2013 o Helloween se apresentou com o guitarrista Kai Hansen no Palco Sunset do Rock in Rio – show que merecia o Palco Mundo. No entanto, Hansen participou pouco, de apenas três músicas, e sequer falou com o público. A expectativa é que agora ele cante sucessos do primeiro (e maravilhoso) álbum Walls of Jericho, de 1985.
A formação da turnê Pumpkins United terá sete músicos – sendo três vocalistas. A expectativa criada é por shows de quase três horas de duração, contemplando assim boa parte dos 17 álbuns de estúdio da banda alemã. Confira os nomes:
“Pois todos nós vivemos no mundo do futuro
Um mundo que é cheio de amor
Nossa vida futura será gloriosa
Venha comigo – mundo do futuro”
– Refrão de ‘Future World’
Poderia ter incluído o ex-guitarrista Roland Grapow? Com certeza! É um retorno ‘caça-níquel’? Talvez. Mas, quem não gosta de faturar uns bons trocados? Não há nenhum mal nisso desde que prestem aquele fan service dos sonhos. Como diz o clássico ‘Future World‘, “A nossa vida futura será gloriosa” – mesmo que olhando para trás. Come with me, Future World!
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Passou batido por muita gente, mas cabe o registro – mesmo tardio. Há pouco menos de um mês, a página oficial da cantora Marli anunciou o fim de sua carreira. Ícone da internet brasileira, Marli era fruto de um dueto com o produtor Antônio Augusto. “É com um pouco de aperto no coração que comunico a vocês que o projeto musical com Marli está oficialmente encerrado”, anunciou.
Ela surgiu para a internet na auge do Orkut e nos primórdios do YouTube brasileiro. Em pouco tempo criou o que talvez possa ser apontado como primeiro viral musical brasileiro, o sombrio clipe de ‘Bertulina‘ – evocando a veia nacional para produções trash.
O conto de fadas de Marli na música é um capítulo que merece ficar para a história do nosso combativo underground. Especialmente de quem acredita na máxima ‘uma câmera na mão e uma ideia na cabeça’. Vídeos criativos, sonoridades variadas… o experimental sempre esteve presente na obra. (ouça abaixo uma playslist esxclusiva do RIFF: Marli Essencial)
Tudo começou dentro de casa, em Feira de Santana, Bahia. Marli Souza Silva trabalhava como empregada doméstica. Durante o trabalho gostava de cantar, e isso chamou a atenção do filho dos patrões, o visionário Antônio Augusto – apenas quatro anos mais novo que Marli.
Antônio convidou Marli para gravar algumas músicas e vídeos. Em pouco tempo o retorno apareceu em forma de vizualiações. Não em shows, pelo que consta Marli nunca fez um grande show ao vivo – uma lástima.
Mesmo após largar a carreira de doméstica ela continuou gravando as composições de Antônio, que se inspirava inicialmente na sonoridade do naipe de Madonna e Björk.

“O personagem que eu e a Marli ‘real’ criamos é inspirado em cantoras como Madonna buscar e Björk buscar, uma versão exagerada e, digamos, ‘avacalhada‘ dessas cantoras, sem nunca denegrir a imagem das mesmas, até porque eu sou fã das duas. Gostamos de explorar temas polêmicos como sexo e religião em boa parte das músicas, sempre com uma boa dose de humor negro.”, declarou Antônio em entrevista ao portal G1.
Foram ao todo oito álbuns de estúdio lançados entre 2002 e 2013. Além disso, foram lançadas também coletâneas, ánbuns de remixes e outros extras. Foram ao todo oito álbuns de estúdio lançados entre 2002 e 2013. Além disso, foram lançadas também coletâneas, ánbuns de remixes e outros extras (inclusive o melhor álbum natalino do século – teaser abaixo).
Felizmente a discografia seguirá disponível para as próximas gerações no Spotify e em outras redes. Como definiu Antônio no comunicado oficial de despedida: “A arte nunca morre” – mas deixa desde já saudades.
Siga o perfil do RIFF no Spotify para ouvir outras listas: https://open.spotify.com/user/canalriff
Conheça mais no site oficial da Marli: http://marlionline.com.br
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Todo fã de games que se preze sabe apreciar uma boa trilha sonora. Temas grandiosos como da série Final Fantasy, lúdicos como os de Mario, empolgantes como de Street Fighter, nostálgicos como Donkey Kong ou inesquecíveis como de Top Gear. Não importa a preferência: bastam alguns acordes e toda uma memória afetiva retorna imediatamente.
E é justamente a celebração dessas músicas (e dos próprios games em si) que o Video Games Live propõe em seu retorno ao Rio de Janeiro, no próximo sábado, 22/10, às 20h. Após quatro anos (a última vez foi em 2012) sem receber uma edição do evento, a Cidade Maravilhosa foi uma das duas cidades brasileiras agraciadas com a atual e 11ª turnê do projeto – a outra é Belo Horizonte, com show no dia 23/10 no Cine Theatro Brasil.
Para quem ainda não conhece, a Video Games Live apresenta os temas dos games com acompanhamento de uma orquestra sinfônica local. Quem comanda a festa é o simpático Tommy Tallarico, compositor das trilhas de mais de 200 games. Diante de projeções em telões, a celebração gamer sempre reserva algum tipo de surpresa – seja na escolha do setlist ou em alguma participação especial.
A oitava vez do Video Games Live no Rio de Janeiro será na Cidade das Artes (ainda conhecida por muitos como ‘Cidade da Música’), na Avenida das Américas, nº 5300, Barra da Tijuca. Os ingressos estão disponíveis (clique aqui para comprar) e variam de R$ 100 a R$ 300.
Confira o vídeo abaixo com a cobertura oficial da última edição no país, em 2015:
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Dizem por aí que alguns talentos só serão reconhecidos tardiamente, após a morte do artista. Não, definitivamente não foi o caso de Sabotage. Pouco antes de seu assassinato, em janeiro de 2003, o rapper já era uma realidade na cena de São Paulo e expandia suas rimas sagazes pelos quatro cantos do país – especialmente no auge da MTV.
Mas, inegavelmente, Sabotage ganhou o status de lenda após sua morte precoce, aos 29 anos. Sua carreira nas artes foi meteórica, com apenas um álbum de estúdio lançado, o histórico ‘O Rap É Compromisso‘, lançado em 1999 pela Cosa Nostra.

Mas, era pouco. A vontade desde então era de ouvir muito mais daquelas letras diretas, que ilustravam tão bem sua a realidade (e de muita gente). Antes, participou também em cinco das onze faixas da trilha sonora de ‘O Invasor‘, filme que também participou atuando. Outro momento em que se mostrou um artista versátil, Sabotage também foi ator em ‘Carandiru‘.
O lamento desde então era imaginar até onde o ‘Maestro do Canão’ poderia chegar. Um full álbum com onze músicas, e punhados de boas participações com rappers de peso como RZO, Rappin’ Hood, BNegão entre outros – que naturalmente renderam coletâneas.
Felizmente o garimpo em busca de gravações perdidas foi um sucesso. Ouro puro, tratado como tal. E nesse 17 de outubro de 2016 saiu enfim o ‘Sabotage‘, o almejado álbum póstumo.
Aí é de se tirar o chapéu para o primoroso trabalho de produção, feito por gente que reverencia a obra de Sabotage. E não é à toa, afinal, foi feito com o amor de seus dois filhos, Tamires e Wanderson ‘Sabotinha’ – ambos participam na faixa de abertura, Mosquito.

Mérito para a longa parceria com o coletivo Instituto, dos produtores Rica Amabis e Tejo Damasceno e Daniel Ganjaman – além de diversos rappers.
“Foram 13 anos de trabalho para superar, compilar, organizar, produzir e finalizar esse trabalho, sempre respeitando e priorizando a vontade da família e a memória desse grande amigo e eterna inspiração”, disse Ganjaman em sua página no Facebook.
Destaque para as faixas Canão Foi Tão Bom, Míssel e Sai da Frente. Grande momento é a embargada de voz de um emocionado Sabotage em País da Fome: Homens Animais, que dialoga com a faixa País da Fome, de seu primeiro álbum. Além de Quem Viver Verá, gravada um dia apenas antes de sua morte.
O lançamento só reafirma a genialidade do Sabota, provavelmente o maior (ou um dos maiores, vai do gosto de cada um) rapper nacional. 13 anos depois Sabotage segue atual, rimando forte, versátil e bem produzido. Ouça no Spotify um dos fortes candidatos a ‘álbum do ano‘:
Assista aos documentários para conhecer mais de Sabotage:
Por Guilherme Schneider | @Jedyte
Você conhece Manowar? A lendária banda norte-americana define com perfeição o heavy metal há mais de três décadas. Entre (muitas) canções exaltando o gênero, há também espaço para o amor paterno. Sim! Nesse dia dos pais cabe lembrar uma das mais bonitas homenagens aos papais no mundo da música.
O ano era 2009, dois anos após o lançamento de “Gods of War”, décimo álbum de estúdio dos auto-intitulados “Reis do Metal”. Joey DeMaio e companhia lançam o EP “Thunder in the Sky“. Diga-se de passagem, EP só no conceito.

Afinal, foram dois discos: o primeiro com seis faixas, entre elas Father. E o segundo com 15 outras versões de Father, cantadas em um total de 16 idiomas diferentes. Mais um recorde na coleção da banda que se orgulha de ter feito o show mais longo da história e de tocar mais alto ao vivo? Pode apostar.
Na época da gravação fãs de Manowar ao redor do mundo se uniram para traduzir Father para seus respectivos idiomas. De graça, na base do “amor pela camisa”. Além da versão em inglês, o vocalista Eric Adams se desdobrou para cantar em búlgaro, croata, finlandês, francês, alemão, grego, húngaro, italiano, japonês, norueguês, polonês, romeno, espanhol, turco e português!
Quando questionado sobre o porquê de regravar tantas vezes a mesma música, DeMaio respondeu à rádio búlgara Tangra Mega Rock: “A maioria das bandas só se preocupa em tirar dinheiro dos fãs, sem dar nada em troca. Você tem que dar tudo de si e mostrar aos fãs o quão importantes eles são. E, óbvio, nós somos os únicos que sentimentos dessa forma. Essa foi uma forma de agradecer aos fãs que acreditam na gente e nos fazem os Reis do Metal“.
Na mesma entrevista o baixista comentou que não se trata de uma música religiosa, e que o “conceito de pai” na música é justamente o familiar. Talvez, até por isso, a música tenha sido tão recebido pelos que já perderam seus pais.
Então, meu amigo metaleiro, quando pensar em uma trilha sonora de dia dos pais dê um tempo no clichê Fábio Jr.
Por Felipe Sousa | @Felipdsousa
Umas das mais importantes rádios do Rio de Janeiro (e a única de rock), a Rádio Cidade FM, que vinha com programação retomada na frequência 102,9 desde 2014, chega ao fim mais uma vez.
No dia 21 de julho de 2016 foi confirmado que a partir dali a Cidade não teria mais locução, passando a transmitir só música, e que dia 1º de agosto sairia do dial por completo.
A notícia, que vem sendo um grande baque pros fãs de rock, foi confirmada no perfil da Rádio no Facebook:
“Prezados ouvintes, lutamos ao máximo, mas infelizmente é difícil sobreviver com o rock. O mercado brasileiro se adapta melhor a outros segmentos. A partir de 1° de agosto estaremos em radiocidade.fm ou no App. Obrigada pelo carinho com a Rádio Cidade”
Durante sua programação, cada programa também foi se despedindo de sua audiência. Nas redes sociais, integrantes e admiradores da rádio manifestaram a tristeza com a notícia e comunicaram aos seus ouvintes o fim de mais um ciclo. (leia abaixo)
Nina Lessa (Rock Bola):
“Sei que as coisas passam e espero que coisas boas surjam em nossos caminhos, mas a @cidadeoficial é minha casa, sou fã desde criança, sabem?”
Pamela Renha (Hora dos Perdidos):
“Alooooha!
A Hora dos Perdidos termina hoje. Fico feliz por ter feito parte dessa história e por compartilhar tantos momentos. A gente conseguiu realizar a melhor tarefa de todas, fazer as pessoas rirem.
Quero agradecer aos ouvintes por terem nos dado tanto carinho, pelos abraços, pelas gargalhadas. E muito, muito, muito obrigada Zeca Lima, Jean Carlo Vieira, Paulo Oliveira e Pedro Fernandes! Admiro muito vocês e tenho muito orgulho por ter dividido e multiplicado tantas histórias! ❤👊 “
Tico Santa Cruz (Detonautas):
“É uma rádio que ao longo desses dois últimos anos em que esteve no ar representou muito bem, oferecendo espaço pra bandas novas, tocando clássicos do rock, tocando bandas nacionais.”
“Essa derrota pro rock nacional é uma derrota pra cultura.”
Dinho Ouro Preto (Capital Inicial):
“Putz! Acabaram de me mandar essa notícia. Essa doeu no coração. Que pena, que tristeza. A Rádio Cidade nos acompanha desde o nosso começo, há milênios atrás. Um monte de gente vai ficar órfã. Mas roqueiros cariocas, não desanimem, o rock é parte de nós tocando no rádio ou não. Aliás, esse momento lembra nossas raízes; quando começamos não havia rock em lugar algum. Não estava na tv, nem no rádio, mas pra gente tanto fazia. Vamos acabar migrando pra internet, talvez isso acabe fazendo com que nós nos tornemos mais unidos……todas as tribos. Respeito outros tipos de música, mas só ouço rock e pra mim não faz muita diferença o q tá no ar ou não. Se ficarmos circunscritos a menos menos espaço, que assim seja. Vida longa ao rock’n’roll……gringo e brasileiro.”
A Rádio Cidade, que foi fundada originalmente em 1977, sendo propriedade do grupo Sistema Jornal do Brasil (Que ainda detinha outras rádios), teve sua primeira “queda” em 2006. Na época foi substituída pela Rádio Oi FM. E logo em 2012 o canal 102,9 foi ocupado pela paulista Jovem Pan. Essa, no entanto, não teve tanto sucesso junto aos cariocas, enfrentou problemas financeiros, e assim, deixou o canal novamente vago em 2013.
A volta da Rádio Cidade como conhecemos hoje, aconteceu em março de 2014 com a campanha #VoltaRádioCidadeRJ. Com grande apelo nas redes sociais dos apaixonados pela emissora, e contando com apoio de grandes nomes da música nacional (como Tico Santa Cruz, Pitty e Raimundos), a Rádio voltou a ocupar a frequência 102,9 de forma totalmente independente.
Nessa segunda etapa, a Cidade teve belos momentos; um deles aconteceu em dezembro de 2015 quando emissora conquistou quatro troféus no Prêmio de Rádio Rio 2015: Melhor Rádio, Melhor Locutor (Demmy Morales), Melhor Programação Musical e Programador Musical (Alessandra Prado). E no dia 24 março de 2016, em comemoração aos dois anos de sua volta, a Cidade organizou uma mega festa, que contou com gigantes do rock nacional, como Detonautas, Suricato, Scalene e CPM 22 e fizeram um baita espetáculo digno do tamanho do aniversariante.
Em contraste a isso, a Rádio Cidade retornando ao dial em 2014, adotou um perfil mais jovem e com linguagem de locução que muitos criticaram por “não ser compatível ao segmento rock”. Essa era uma das principais críticas que a Cidade recebia, além de ser questionada sobre sua programação recheada com clássicos “se igualando à rádios hit-parade”.
Outra polêmica em meio aos críticos era por a rádio ter muitos integrantes que não eram especializados em rock, o que pra eles descaracterizava a rádio de sua ideologia original.
Depois de tudo, em meio à dificuldades e muitos momentos bons, a Rádio Cidade sai novamente do ar. Deixando órfãos não só os ouvintes amantes de rock. Mas também diversas bandas que bravamente lutam pra sobreviver (e não é fácil) de rock nesse país. Bandas que tinham a Cidade como oportunidade pra compartilhar suas poesias e riffs com a galera, e fazer valer seus sonhos tocando no coração de cada um que os ouviam. Porque era esse o papel que a Cidade vinha fazendo de forma grandiosa.
Uma notícia triste pros ouvintes, pras bandas, pras diversas pessoas que faziam a Rádio Cidade. Mais uma vez ela nos deixa, mas sempre vai ficar na alma de quem curte rock. E sempre estaremos prontos pro seu retorno. Que seja logo!
Acompanhe aqui a programação online da Rádio Cidade e pelo Facebook.
Por Bruno Britto | @brunosbritto
O cenário musical atual é bastante diversificado. Existem bandas e projetos para os mais diversos gostos musicais e, por mais que existam críticas sobre determinados gêneros, há espaço para todos. Em festivais, vemos bandas sem muitas semelhança musical se apresentando no mesmo dia, as vezes até nos brindando com uma parceria inesperada.
Naturalmente, sempre existirá uma progressão, simbolizada pela expressão “passar a tocha”. Grupos já consagrados começam a ficar perto do fim da carreira e outros começam a adquirir o status que sempre almejaram. No cenário do rock e do metal, bandas como Avenged Sevenfold, Queens Of The Stone Age, Bring Me The Horizon, e até mesmo os tão criticados, Ghost e Slipknot já deixaram de ser promessas há tempos, sendo hoje bandas gigantescas, com legiões de fãs. De fato, com o avanço da tecnologia, a divulgação de trabalhos autorais consegue ser mais prática e, consequentemente, podemos descobrir bandas que dificilmente teríamos acesso, dando mais oportunidade as mesmas para, quem sabe, se tornarem futuros ícones.
A televisão exerce esse papel de grande divulgação a muito tempo, sendo responsável pela exposição de grandes grupos, seja através de programas de auditório ou pela transmissão de festivais de música, como o clássico Rock in Rio. Sempre existiram críticas à respeito do que é oferecido e, sem dúvidas, existe a influência de produtores e todo um grande “backstage” envolvido. Entretanto, os programas musicais, que são vistos como os novos “xodós” das emissoras, parecem ter uma maior liberdade e, apesar de serem amplamente criticados, são responsáveis por divulgar inúmeros talentos, tanto no âmbito internacional, como nacionalmente. Bandas como Scalene e vocalistas como Adam Lambert e Phillip Philipps teriam grande possibilidade de sucesso graças ao seu talento, mas talvez acabassem por não ter um reconhecimento tão amplo se não fosse por essa oportunidade.
Porém, atualmente a internet é o grande foco de divulgação da maioria do chamado novo cenário musical. Em uma simples navegação por plataformas de vídeo, como o YouTube, ou de áudio, como o Deezer e o Spotify, é possível ouvir bandas excelentes que sequer ouvimos falar o nome. O poder de interação da rede e o alto custo-benefício são fatores muito estimulantes para grupos que ainda estão começando. Um exemplo disso são artistas como o grupo americano Boyce Avenue, que conseguiu um grande público através de seus covers, publicados no seu canal no YouTube. A era digital é excelente para descobrirmos novos talentos, que cada vez mais vão ficando independentes e construindo suas carreiras de forma bastante popular.
Estamos diante do que pode ser um futuro promissor para a música, ao contrário do que muitos “old school” tentam afirmar. É preciso ter em mente que nenhuma banda vem com a missão de apagar o que grupos como Queen ou Pink Floyd fizeram, mas sim, tentam buscar seu próprio espaço na história. Parece que não mais será necessário escolher qualidade ou quantidade, mas sim usufruir da sintonia de ambos.
Por Lorena Nascimento | @lorenallori
Quantos anos você tinha em 2004?
Bom, estamos em 2016, e talvez você tenha hoje a idade que eu tinha quando conheci a banda Catch Side.
Pois é, meus amigos…. o tempo voou. Há 12 anos assisti ao primeiro show deles, no auge dos meus 15, e de lá pra cá, muita história rolou!
Kaká Reis (vocal/guitarra), Diego Santos (guitarra), Bryan Chagas (baixo) e Rodrigo Galha (bateria) estão juntos desde 2008, porém, a Catch Side já teve outras formações, e ao contrário do que o Vagalume pensa, o primeiro CD da banda não foi “O Sonho Não Acabou”. ;p
Apesar dele ter sido o álbum mais vendido do grupo, e o que fez a banda estourar, com o hit Eu e Você, os meninos da Catch Side já faziam sucesso antes mesmo desse primeiro CD oficial lançado em 2007.
Depois de bombarem na internet, na TV, em eventos, e de muitos shows pelo Brasil, em agosto de 2009 eles lançaram o álbum “Sempre Mais”. Foi aí que surgiu o primeiro clipe da Catch Side, com outro hit marcante, “Daquilo que Eu Chamo de Amor” (não sei você, mas sete anos se passaram e eu ainda sei cantar essa! rs).
Olha só o que estava rolando com a banda nessa época:
Exatamente um ano depois, em agosto de 2010, a Catch Side anunciava seu fim, e dava início à sua última turnê pelo Brasil:
“[…]Chega uma hora na vida que cada um tem que correr atrás do que é bom pra si, sempre buscando seus sonhos e objetivos, mas com o pé no chão. Viver de musica é muito complicado como vocês todos sabem. Saber a hora de parar é importante, pois o que construímos com o Catch Side é muito grande e não seria justo nem com vocês e nem com a gente que deixássemos esse legado terminar de uma forma feia, com brigas, problemas e sem shows. Estamos terminando de cabeça erguida, numa época boa e sabendo que todos nós fizemos sempre o melhor pro Catch Side. Esse fim não pode nunca, de forma alguma, ser considerado um fracasso, pelo contrário, o saldo final dessa história é de total SUCESSO. Corremos as principais capitais do pais, tocamos em shows excelentes, gravamos dois CDs, chegamos a uma gravadora, fomos indicados em prêmios, abrimos shows gringos, fizemos inúmeros amigos, e principalmente, conquistamos vocês. Com certeza nosso maior sucesso é ter vocês do nosso lado!”
Em 2015, a banda chegou a lançar um terceiro CD, o “Colombo”. Com apenas seis faixas, esse é o meu favorito. Ele traz um som mais maduro da banda, mas com toda a história e nostalgia desses 13 anos de estrada.
Agora, seis anos após sua turnê de despedida, a formação mais marcante e importante da história da banda Catch Side está de volta. Kaká, Digo, Bryan e Galha se reuniram mais uma vez, e resolveram comemorar os 10 anos do álbum “O Sonho Não Acabou”, o mais vendido do grupo. Tocando na integra todas as canções do disco, prometem um reencontro único!
Eles já fizeram shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, o Canal RIFF foi conferir, e já pegamos o set list oficial pra vocês:
É ou não é memorável?! ;D
Não vou contar detalhes sobre o show, que é pra não estragar as surpresas.
Aproveita que bateu aquela saudade, e vai lá conferir de perto o último show dos caras, que vai rolar HOJE, dia 25/6, às 18:30 no Teatro Odisséia!
SERVIÇO | Show Catch Side
Data e horário: 25/6 (sábado) às18h30
Local: Teatro Odisséia (Endereço: Av. Mem de Sá, 66 – Lapa / Rio de Janeiro)
Classificação: 18 anos
Ingressos:
Segundo Lote R$ 25,00
Por Thais Rodrigues | @thwashere
A comoção causada por todas as bandas que agitaram o festival Lollapalooza nos últimos meses, com direito a apresentações épicas e bside shows, já começa a ficar no passado a partir das próximas semanas enquanto caminhamos em direção aos primeiros dias de abril. Sem dúvida, quem conseguiu colecionar memórias, palhetas, setlists de shows e até novos amigos, vai ter muito mais que um “já está quase no meio do ano” pra contar.
Quando agraciados com a primeira visita de um artista em terras brasileiras, fãs e admiradores ficam muito felizes e entusiasmados, isso inclui espera em filas, choro e ansiedade incontroláveis. Agora, pensem em tudo isso pela segunda vez e transporte-se direto para o Circo Voador! Talvez ter cantado Lover Come Back tantas vezes tenha finalmente funcionado, pois no dia 29 de Abril o City and Colour volta ao Brasil com a turnê do último disco If I Should Go Before You, lançado em 2015.
Além de Dallas Green, o escritor solitário e vocalista, podemos contar com a presença de Jack Lawrence (baixo), Dante Schwebel (guitarra), Doug MacGregor (bateria) e Matt Kelly (guitarra) que farão jus ao trabalho que tiveram na faixa Friends e assim como no ano passado, se apresentarão juntos, porém dessa vez no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, graças à parceria entre Queremos! e Heineken.
Os ingressos já estão à venda e se você ainda não está convencido, aqui estão cinco motivos que te levarão até o show pra curtir com a gente e mais um montão de empolgados.
Na era onde cada piscar de olhos pode ser disseminado em várias mídias diferentes, aos poucos vai se deixando de lado a ideia de realmente aproveitar o evento em si, isso inclui cantar de olhos fechados ou até ficar em silêncio e entender o que o artista está tentando dizer. Dallas já se mostrou bastante preocupado com isso em alguns shows, assim como Rhye e outros e, com a promessa de pontualidade e emocionar o público em uma apresentação singular, a dica é: capte a mensagem com seus equipamentos naturais, olhos e ouvidos, e deixe todo o resto com os fotógrafos talentosos que estarão assistindo ao show. Não perca esse momento!
Antes do City & Colour ganhar espaço com o álbum Sometimes em 2005, Dallas Green era vocalista da banda Alexisonfire que ganhou projeção com um estilo bem diferente do projeto atual e com quê de post-hardcore. Mudanças consideráveis entre um gênero musical e outro dão importância à trajetória do mesmo no cenário musical, e apesar dos primeiros álbuns serem orgânicos e repletos de individualidade poética, talvez característica da personalidade introspectiva, o If I Should Go Before You apresenta um som mais elétrico de um homem, que apesar de acompanhado de uma banda, busca por clareza e não se importa em ser soft e acústico em algumas faixas e em outras, abusar de acordes mais pesados para falar sobre amor e suas decepções.
Esse trecho é de uma música do Phillip Phillips, mas fala sobre a jornada de se aventurar em tudo que a vida proporciona e isso inclui decepções, momentos de solidão, tristeza e coisa felizes também, mesmo que todas as faixas tenham um pouco de melancolia o intuito é auxiliar o ouvinte a encontrar a si próprio. A faixa Blood que encerra o álbum fala sobre o fim de um ano, ou época, e como se deve relaxar e encarar as coisas de uma forma diferente, encontrando beleza até no esforço e sentindo o que de natural a vida e a terra pode oferecer e por fim, “I think we finally found a home in this place”.
Se você quiser saber como vai ser o show do City And Colour, mas não conseguiu ingresso ou não estará andando pela Lapa no dia, fique de olho nas redes sociais. Fãs felizes não mentem e o que não falta é depoimento de gente super agradecida pela vinda da banda ao Brasil antes e após o show.
Não ouviu o álbum novo ainda? Ainda dá tempo de se entregar a essa nova fase, não se preocupe! Conte também com a compreensão de Dallas durante o show, cantando músicas dos álbuns anteriores com todo aquele jeito humilde e fofo que é a cereja do bolo.
Por Guilherme Schneider | @jedyte
Todo carnaval tem seu fim. E, geralmente, ele é na quarta-feira de cinzas. Mas, como aqui no Brasil toda chance de se divertir um pouco é bem-vinda (e necessária), a verdade é que ninguém mais espera o sábado de carnaval para começar a folia – muito menos decreta o final na ressaquenta quarta. Especialmente aqui no Rio, onde a cidade já transpira a euforia dos blocos bem antes da largada oficial.
Até aí tudo dentro dos conformes para quem tem um coração não-amargo. A diferença neste 2016 é que, na minha humilde opinião, o carnaval já foi “zerado”. Afinal, o Super Mario Bloco desfilou de surpresa na quinta-feira anterior ao carnaval, dia 4 de fevereiro. Isso, aquele bloco que só toca músicas do clássico game Mario Bros. Irretocável.
Menos é mais
Que o brasileiro tem mania de grandeza isso não é nenhuma novidade. Só ver os nomes de estádios, quase sempre no superlativo (mesmo que não faça sentido algum): Mineirão, Castelão, Machadão e até Moacyrzão (!). Os blocos de carnaval não ficam atrás. Se exalta muito os tradicionais Cordão do Bola Preta ou Simpatia É Quase Amor, geralmente contando o público de milhão pra cima. Porém, o Mario Bloco está (propositalmente) cada vez… menor. E isso é bom.
Apesar de ter sido anunciado oficialmente para sair na quarta-feira de cinzas, o bloco foi transferido em cima da hora, com um comunicado divulgado 24h antes. Tudo para fugir do tumulto. Infelizmente muito gente que adoraria conhecer (ou retornar) ao Mario Bloco não pôde – e está fazendo campanha para um improvável bis. Dia de semana é mesmo foda. Ainda mais com concentração marcada para o solzão carioca das 16h.
Quem conseguiu ir ao 5° ano do Mario Bloco não se arrependeu. Não faço ideia do número oficial, mas, deve ter girado em torno de uns 500 felizardos. Famílias, gringos, cosplayers, gente que nunca jogou Mario… sobretudo gente que seguiu aquela procissão naïf com um sorrisão no rosto. Carnaval é não ter vergonha de ser criança um pouquinho. Cogumelos, Princesas, Estrelas, Marios, Warios e Luigis que o digam.
‘Video Games Live’ Brazuca
Por não estar tão cheio como nos dois últimos anos, os foliões puderam ouvir o som de pertinho. Música de primeira, de uma big band de metais cada vez mais entrosada guiada por Marco Serragrande, o comandante do bloco. Marco toca em diversos coletivos musicais, mas fica evidente o xodó que tem pelo Mario Bloco.

Mais do que folia carnavalesca esse foi um espetáculo completo, com atos (intencionais, certamente). Há coerência, começo, meio e fim. Que não deixa nada a dever para o Video Games Live. O trajeto nem foi dos maiores: o belíssimo Mirante do Rato Molhado até a Pracinha Odilo Costa Neto. Cara de Santa Teresa.
O único bloco gamer possível?
Para quem tem pavor da ideia de um bloco de carnaval, o Mario Bloco talvez seja o que mais próximo poderia mudar seus planos. Principalmente para a galera nerd/gamer – que já ganharam outros blocos (até maiores) pelo país. O som é instrumental do início ao fim, mas é permitido (claro) cantarolar os temas de Mario. Um convite irresistível para quem já perdeu horas e horas jogando com o herói da Nintendo.
O maior feriadão do ano no Brasil pode até terminar celebrando os grande blocos, desfiles do sambódromo e afins. O barato da democracia da alegria é essa mesmo: divirta-se onde quiser (mesmo em uma maratona Netflix em casa). Mas, tenho certeza que a genuína alegria gamer falou mais alto na última quinta.
E que a trupe de Super Mario Serragrande ganhe o mundo, cada vez mais. Vida longa ao som do Mario Bloco!