A influência dos meios de comunicação para o novo cenário musical

Por Bruno Britto | @brunosbritto

O cenário musical atual é bastante diversificado. Existem bandas e projetos para os mais diversos gostos musicais e, por mais que existam críticas sobre determinados gêneros, há espaço para todos. Em festivais, vemos bandas sem muitas semelhança musical se apresentando no mesmo dia, as vezes até nos brindando com uma parceria inesperada.

Naturalmente, sempre existirá uma progressão, simbolizada pela expressão “passar a tocha”. Grupos já consagrados começam a ficar perto do fim da carreira e outros começam a adquirir o status que sempre almejaram. No cenário do rock e do metal, bandas como Avenged Sevenfold, Queens Of The Stone Age, Bring Me The Horizon, e até mesmo os tão criticados, Ghost e Slipknot já deixaram de ser promessas há tempos, sendo hoje bandas gigantescas, com legiões de fãs. De fato, com o avanço da tecnologia, a divulgação de trabalhos autorais consegue ser mais prática e, consequentemente, podemos descobrir bandas que dificilmente teríamos acesso, dando mais oportunidade as mesmas para, quem sabe, se tornarem futuros ícones.

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A televisão exerce esse papel de grande divulgação a muito tempo, sendo responsável pela exposição de grandes grupos, seja através de programas de auditório ou pela transmissão de festivais de música, como o clássico Rock in Rio. Sempre existiram críticas à respeito do que é oferecido e, sem dúvidas, existe a influência de produtores e todo um grande “backstage” envolvido. Entretanto, os programas musicais, que são vistos como os novos “xodós” das emissoras, parecem ter uma maior liberdade e, apesar de serem amplamente criticados, são responsáveis por divulgar inúmeros talentos, tanto no âmbito internacional, como nacionalmente. Bandas como Scalene e vocalistas como Adam Lambert e Phillip Philipps teriam grande possibilidade de sucesso graças ao seu talento, mas talvez acabassem por não ter um reconhecimento tão amplo se não fosse por essa oportunidade.

Porém, atualmente a internet é o grande foco de divulgação da maioria do chamado novo cenário musical. Em uma simples navegação por plataformas de vídeo, como o YouTube, ou de áudio, como o Deezer e o Spotify, é possível ouvir bandas excelentes que sequer ouvimos falar o nome. O poder de interação da rede e o alto custo-benefício são fatores muito estimulantes para grupos que ainda estão começando. Um exemplo disso são artistas como o grupo americano Boyce Avenue, que conseguiu um grande público através de seus covers, publicados no seu canal no YouTube. A era digital é excelente para descobrirmos novos talentos, que cada vez mais vão ficando independentes e construindo suas carreiras de forma bastante popular.

Estamos diante do que pode ser um futuro promissor para a música, ao contrário do que muitos “old school” tentam afirmar. É preciso ter em mente que nenhuma banda vem com a missão de apagar o que grupos como Queen ou Pink Floyd fizeram, mas sim, tentam buscar seu próprio espaço na história. Parece que não mais será necessário escolher qualidade ou quantidade, mas sim usufruir da  sintonia de ambos.

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