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RESENHA: Millencolin na noite mais melancólica

Por Guilherme Schneider | @Jedyte | Fotos: Gustavo Chagas

Infelizmente a última sexta-feira 13 foi realmente digna de todas as alusões macabras à data. Um dia de terror para todo mundo que já pisou em uma casa de shows. Afinal, dezenas de pessoas foram feitas de reféns e executadas covardemente no massacre em Paris – mais de 80 mortos apenas no tradicional Bataclan.

Digo isso logo de início porque foi com esse clima  que fui ao show da banda sueca Millencolin, na Fundição Progresso. Não entrando na indigesta discussão de ‘pesos de tragédias’ no mundo todo, o ataque terrorista de sexta foi justamente em um tipo de local que todos amantes de música frequentam – assim como deve ter sido terrível encarar uma festa logo após o incêndio da Boate Kiss.

Mas o que isso tem a ver com o Millencolin? Dá para ficar indiferente? Bom, sempre acredito que fatores externos atrapalham sim em uma resenha, como no caso do Slipknot no Rock in Rio.

Lógico que o sangue derramado na França durante o show do Eagles of Death Metal me abalou. Provavelmente se estivesse na capital francesa teria ido ver esse show também. Ir a uma casa de shows logo após aquela notícia foi pesado.

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Diabo Verde fez bonito na abertura 

A abertura da noite ficou por conta de Glove Pistol e Diabo Verde, duas bandas que já foram recomendadas aqui no Canal RIFF. Vale a pena conhecer o bom trabalho de ambas, que tocaram alto (literalmente) e que mereceram dividir o palco com o punk rock dos suecos.

Apesar do som parecer um pouco ‘embolado’ desde o início do show, o Millencolin começou o show já mostrando para quê veio: trazer de volta aquela energia adolescente. Boa parte das mais de mil e quinhentas pessoas na casa (no olhômetro) compraram a ideia. Foi roda do início ao fim – e até maiores do que as do recente show do Pennywise. Alias, cabia numa mesma noite Pennywise e Millencolin…

Velha conhecida da plateia brasileira, a banda se mostrou alheia à qualquer problema externo e seguiu o animado ‘bê a bá’ do gênero por cerca de uma hora e meia. O guitarrista Erik Ohlsson brincou várias vezes com o público, enquanto a produção cuidava de filmar a Tour True Brew nos detalhes a apresentação, inclusive na fila do show. O público retribuiu com copos (e até um tênis) atirados para o alto e um coro engraçado: “Olê, olê, olê, olê, Millên, Colén”.

Em tempo: apesar do nome e do “hardcore melódico”, o som do Millencolin não é nada melancólico – tirando a balada The Ballad, na voz e violão de Nikola Sarcevic. De qualquer forma, foi justamente essa balada a música com o maior coro da Fundição – fórmula que a banda deveria explorar um pouco mais.

Destaques também para Penguins & Polarbears, Bullion, Mr. Clean, Leona e No Cigar, algumas das que mais animaram uma noite que tinha tudo para ser apenas triste.

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setlist

  1. Egocentric Man
  2. Penguins & Polarbears
  3. Twenty Two
  4. Fox
  5. Sense & Sensibility
  6. Happiness for Dogs
  7. Bullion
  8. Man or Mouse
  9. True Brew
  10. Dance Craze
  11. Olympic
  12. Bring Me Home
  13. Cash or Clash
  14. Autopilot Mode
  15. Kemp
  16. Mr. Clean
    Bis:
  17. Black Eye
  18. Leona
  19. Duckpond
  20. Lozin’ Must
  21. Farewell My Hell
  22. The Ballad
  23. No Cigar
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Música do Dia

Música do Dia #15: Dest_lado – Mais Bebida

Banda: Dest_lado (São Paulo/BR)
Música: Mais Bebida (2015)


Sempre a página do Canal RIFF apresentará uma banda diferente! Seja nova ou rodada, brasileira ou gringa.

Quer ver o seu som aqui? Indique nas nossas redes sociais!

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Hec Tortullio – Ti | RIFF Sessions

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Canal RIFF convidado para o Anime Victory

Gosta de eventos de anime e cultura pop? Nós também gostamos! E por isso é muito legal comunicar que o Canal RIFF foi convidado para o seu primeiro evento do gênero, o Anime Victory.

Em tempo de preços exorbitantes, o evento é um dos mais democráticos possíveis. Afinal, a entrada custa um quilo de alimento não perecível.

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Será nos dias 16 e 17 de janeiro de 2016 (está mais perto do que parece) no Orfão Português. Mais adiante daremos todas as informações sobre data e horário da participação do RIFF.

Desde já fica o convite: reserve na sua agenda o terceiro final de semana de janeiro. Gravaremos conteúdo para o canal lá no local e por isso queremos ouvir vocês. Vem dar um alô para a equipe toda do RIFF lá no Anime Victory!

Clique aqui para mais informações sobre o Anime Victory.

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Queremos completa cinco anos querendo (e oferecendo) mais

A lógica de shows no Rio de Janeiro mudou cinco anos atrás. Foi quando a empolgação dos cariocas do Queremos entrou em cena para mobilizar fãs frustrados. O cenário local via artistas indo para vizinhos (estados ou mesmo países) e não desembarcando nos palcos de cá. Isso mudou.

A proposta do crowdfunding fez com que os fãs pudessem converter a tal frustração em ação. Eles passaram a reivindicar e trazer seus músicos preferidos, viabilizando financeiramente shows que jamais veríamos. Bom, né?

Passados cinco anos o Queremos está em festa. Na próxima quinta-feira (12) o Sacadura 154 recebe na Gamboa a festa de aniversário do grupo. Comemorada com duas coisas bem bacanas: um livro e um show internacional.

O show fica por conta do hypado duo Rhye, que vem ao Rio para celebrar a festa do Queremos. Além do show a festa terá diversos DJs e até open bar (todas informações no evento do Facebook).

Mas, o mais genial é o material gráfico que conseguiram reunir. O livrão conta com fotos, adesivos e posteres destacáveis de todas as dezenas de shows que vieram para cá. As artes exclusivas já “valem o ingresso”.

“É uma grande chance de completar a coleção com as artes criadas por renomados artistas brasileiros e internacionais, assim como uma maneira de guardar e relembrar os bons momentos vividos em tantos shows”, explica Pedro Seiler, um dos fundadores do Queremos.

Clique aqui para saber mais sobre a festa e o livro.

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RIFFCAST #6 – EU ESCUTO GENTE MORTA

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RESENHA: A gratidão ao punk rock californiano de Pennywise e Face to Face

Por Guilherme Schneider I @Jedyte I Fotos: Gustavo Chagas

Nunca fui aos Estados Unidos. Mas, mesmo assim, já recebi tanta informação do país ao longo da vida que me familiarizei com alguns lugares de lá. Provavelmente (e até infelizmente) sei mais sobre a Califórnia do que sobre o Amapá. E isso se reflete diretamente no gosto musical. Sou grato ao punk rock californiano.

Mais do que música para energizar adolescentes, o punk  rock de lá tem uma pegada que atravessa modismos. No último sábado (7) vi duas bandas de lá fazerem bonito em uma noite de temporal na Fundição Progresso: Face to Face e Pennywise.

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A abertura ficou com o Face to Face, banda que está nesta estrada desde 1991. Logo de cara o que o público viu foi uma banda disposta a alimentar a ensandecida roda. Isso o F2F sempre soube como fazer, para alegria do público – que naturalmente estava lá mais pelo Pennywise.

Músicas como Blind, Complicated e Disconnected mostraram como a banda é querida por aqui. Não é à toa que o vocalista Trever Keith buscou se comunicar tanto ao longo da noite. Por várias vezes exaltou a alegria de voltar ao Brasil e apresentar um repertório completo, com o mesmo número de músicas do “veterano” Pennywise – banda três anos mais velha que o Face to Face.

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O Pennywise voltou ao Rio depois de cinco anos de intervalo – desde um show épico no Circo Voador. E, como esperado, fez bonito. A banda metralhou do início ao fim… Same Old Story, Pennywise, Fuck Authority. Além dos covers de Do What You Want (do Bad Religion) e a já clássica do Pennywise Stand by Me (de Ben E. King).

Particularmente só lamente de novo (assim como no Wros Fest) a falta do álbum All or Nothing – o melhor de 2012. Foi gravado por Zoli Téglás (do Ignite), que ficou pouco tempo no Pennywise – antes do retorno de Jim Lindberg. O show durou cerca de uma hora só e cabia um pouco dessa fase da carreira.

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Resisti a roda o quanto pude. Mas, como lidar com Living for Today? O único lugar possível é na rodinha – e lá fiquei até o final. Impressionante como a percepção de um show muda ali naquele caos. Catarse pura. Além do sentimento de “participação” no qual você se sente como parte do espetáculo.

O desfecho com Bro Hymn foi maravilhoso. Aquele “ôôô” já ressoava pela casa antes do show, esperando só a entrada de baixo na última música para explodir. A música feita como homenagem póstuma  ao ex-baixista da banda, Jason Matthew Thirsk, morto em 1996. Ficou com um dos maiores hinos do punk.

Normalmente o público invade o palco na última música para cantar junto. Pelo visto a casa até tentou organizar e selecionou previamente alguns fãs para participarem. Mas, o caos do gênero brilhou e o palco foi invadido de tal forma que o “tchau” sequer foi dado. Tudo em ordem.

set

  1. A-OK
  2. I Want
  3. Walk the Walk
  4. Can’t Change the World
  5. Blind
  6. Ordinary
  7. I Won’t Lie Down
  8. Pastel
  9. You Lied
  10. You’ve Done Nothing
  11. Velocity
  12. Complicated
  13. Don’t Turn Away
  14. I’m Trying
  15. It’s Not Over
  16. Disconnected

set

  1. Fight Till You Die
  2. Rules
  3. Peaceful Day
  4. My Own Country
  5. Same Old Story
  6. My Own Way
  7. Violence Never Ending
  8. Do What You Want (Cover de Bad Religion)
  9. Pennywise
  10. Perfect People
  11. Society
  12. Fuck Authority
  13. Alien
  14. Living for Today
  15. Stand by Me (Cover de Ben E. King)
  16. Bro Hymn
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RESENHA: Metal em noite de festa beneficente no Rio

Por Raphael Simons (texto e fotos) I @raphasimons

Nessa noite de sexta a casa Rock Experience Club, na Lapa, recebeu quatro bandas que trouxeram uma bagagem gigantesca de novidades. O evento produzido pela Be Magic e com apoio Scelza Produções abraçou com dignidade a causa do metal nacional.

Mesmo sendo uma noite chuvosa, tempo que espanta qualquer carioca, a casa encontrava-se bem cheia e isso mostra que está viva a força do headbanger brasileiro.

Abrindo a noite a estreante, com integrantes cascudos do cenário, The Black Rook, que executou a sua primeira apresentação e simultaneamente o lançamento do álbum físico, não deixou a desejar. Mesmo com pouquíssimo tempo assisti a um público que acompanhou cantando em uníssona voz em vários momentos o vocalista Flavio Senra. Flavio agradeceu retribuindo com uma excelente performance e a banda mostrou um ótimo trabalho.

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Então, o palco se escureceu e pudemos ouvir uma abertura de cantos indígenas e algumas pessoas gritando “Tupã!”. Esse era o preparativo para o início do show do Tamuya Thrash Tribe. A banda que está em finalização do aguardadíssimo novo álbum, ‘The Last of the Guaranis’, estremeceu o local e o público presente. E não é exagero desse que vos fala: as guitarras, baixo e bateria estavam ensurdecedores e muito bem executados.

Representando o Levante do Metal Nativo, um movimento que funde o metal com elementos musicais, folclore, cultura e história da nossa nação, a banda apresentou algumas novas músicas que fizeram o público ficar enlouquecido. Com um pedido do vocalista Luciano Vassan, começou a ser rufado na bateria o que seria o início de Da Lama ao Caos, do Nação Zumbi, e assim foi cantado um trecho como introdução a mais uma nova música. O show foi encerrado com a já conhecida e adorada pelo público Immortal King.

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Após, subiu ao palco a banda Syren, que já é bem conhecida por todos. Fazendo uma apresentação primorosa também trouxe novidades. Antes formada por um quarteto ou “carteto” nas palavras do vocalista Luiz Syren, agora ela possui um novo integrante, um novo guitarrista – Alirio Solano, que não parava um momento. Colocando assim mais peso e mais solos em suas músicas, Syren se solidifica cada vez mais na cena e ganha mais respeito do público.

Encerrando essa noite maravilhosa, a já aguardada e recepcionada calorosamente, o Hibria subiu ao palco. A banda de Porto Alegre, criada em 1996, e já conhecida mundialmente, especialmente no Japão, onde há certeza de casa cheia, foi simpaticíssima com o público e fez o show de power metal. Lançando seu sexto disco, homônimo, Iuri Sanson cantou absurdamente durante todo o show, e acompanhado por integrantes totalmente técnicos que mostraram o poderio e reconhecimento mundial que merecem. Um show impecável. Músicas excelentes.

Lembrando que esse evento foi beneficente e toda a sua arrecadação será revertida para o abrigo de animais, Santuário das Fadas, que faz um trabalho de resgate a animais de fazenda que sofreram maus tratos, negligência e abuso. Fica localizado em Itaipava, região serrana do Rio de Janeiro.

Confira a galeria de fotos:

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Mr Catra revela as suas maiores influências no rock

Aniversariante desta quinta-feira (5) o icônico Mr Catra é o entrevistado da vez no Canal RIFF. Catra, que já foi tema do quadro É Bom, falou desta vez sobre rock. E com uma surpreendente desenvoltura.

Conhecido por sua carreira no funk carioca, Catra nunca negou suas origens no rock. Mais precisamente no underground. Não é à toa que recentemente revisitou o gênero liderando o grupo Mr Catra e Os Templários.

Catra concedeu uma entrevista exclusiva para o RIFF após sua participação na festa Quebrando a Cena, na Fundição Progresso. Nela listou diversas bandas de rock, de Matanza a Nirvana, de AC/DC a Garotos Podres.

Confira o ‘Top Bandas de Rock’ de Mr Catra:

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Caçadores do RIFF Perdido #5

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RESENHA: O melhor show dos Los Hermanos

Por Thaís Zichtl I @thaiszichtl I Fotos: Gustavo Chagas

Na última segunda-feira eu tive a oportunidade de mais uma vez ver de perto a minha banda favorita tocar. Confesso que cheguei desanimada pro show dos Los Hermanos – já tinha visto no sábado e sabia que o setlist seria o mesmo. Assim que começou o show esqueci completamente que já sabia tudo que ia tocar e mais uma vez fiquei alucinada com as músicas e a galera que canta tudo como se fosse o hino de suas vidas.

Eles já começam o show com três das minhas músicas preferidas: O Vencedor, Retrato pra Iaiá e Além do que se vê. E depois disso o público já está louco gritando todas as letras, e alguns pedidos de Pierrot entre elas. Dessa vez a música que mais me emocionou foi De onde vem a calma, aquela multidão cantando foi umas das coisas mais lindas que eu já presenciei em shows.

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Apesar da chuva, não queria que aquele momento acabasse. A sequência com Conversa de botas batidas e Último Romance foi pra dar continuidade a esse momento maravilhoso.

A banda resolveu tocar algumas músicas fora do setlist original, um agrado pro público que na hora do bis já estava ensopado. Cantaram Onze dias, Casa pré-fabricada e Cara estranho. E pra felicidade geral da galera terminaram o show com Pierrot. Tenho uma teoria de que os fãs pedem tanto essa música porque o nome é pequeno e fácil de gritar no meio das outras.

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Pra mim esse foi o melhor show do Los Hermanos que já vi. E como a multidão fez questão de gritar várias vezes durante o show, “puta que pariu é a melhor banda do Brasil”. Desculpa Forfun.

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Agenda de Shows

Face to Face, Pennywise, O Rappa, Emicida… confira a agenda de shows da semana!

O mês de novembro começou com uma agenda abarrotada de boas opções. Aqui no Rio de Janeiro teremos no próximo final de semana shows para todos os gostos – e bolsos.

A equipe do Canal RIFF vai se desdobrar para conferir de perto os shows. Tem o rap do Emicida no Circo Voador, tem o punk rock de Pennywise e Face to Face na Fundição, tem a brasilidade de O Rappa e Criolo na Marina da Glória, e tem a fúria underground da Cruzada Metal de Nova Iguaçu.

Acompanhe a nossa aba Agenda de Shows e não perca nenhum grande show aqui na cidade.

Pennywise 2010O público participa intensamente dos shows do Pennywise, como em 2010 (Foto: Guilherme Schneider)

SEXTA – 6 de Novembro
Emicida + OQuadro (Circo Voador)
O Rappa + Criolo + Machete Bomb (Marina da Glória)

SÁBADO – 7 de Novembro
Pennywise + Face to Face (Fundição Progresso)
Fire Strike + Cemitério + Farscape + The Unhaligast + Kallangoz (Studio B, Nova Iguaçu)